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Bahia Farm Show bate recorde de público e recebe mais de 172 mil visitantes

13 June 2026 at 17:21

A 20ª edição da Bahia Farm Show encerrou nesta sexta-feira (12) com recorde de público e crescimento em praticamente todos os principais indicadores do evento realizado em Luís Eduardo Magalhães (BA). Ao longo dos seis dias de programação, a feira recebeu 172.328 visitantes, alta de 6% em relação ao ano passado.

O número de expositores saltou de 434 para 554, crescimento de 28%, enquanto as marcas representadas passaram de 1.124 para 1.421, avanço de 26%. O total de patrocinadores também aumentou, passando de 21 para 24 empresas.

A edição deste ano foi marcada pela ampliação do parque de exposições, pela presença de autoridades do governo federal e por anúncios voltados ao agronegócio e à infraestrutura.

Entre os destaques estiveram o lançamento da linha de R$ 14 bilhões para financiamento de máquinas e implementos agrícolas e o anúncio de investimentos no setor elétrico para a Bahia.

A feira também reforçou a aposta na diversificação da programação. Entre as novidades estiveram o espaço dedicado às startups, a criação do projeto Vozes do Agro e a realização do primeiro leilão oficial da Bahia Farm Show, iniciativa que ampliou a presença da pecuária dentro do evento e comercializou mais de 1500 animais.

A agricultura familiar também ganhou mais espaço. O número de expositores do segmento passou de 28 para 34, crescimento de 21% na comparação com 2025.

Consolidada como a principal feira agropecuária do Matopiba, região que reúne áreas da Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí, a Bahia Farm Show chega ao fim de sua edição histórica com os maiores números já registrados em público, expositores e marcas participantes.

Agro

CPEX Embriões abre laboratório em SP e segue para o MS

13 June 2026 at 14:21

Além de ser o maior produtor e exportador de carne no mundo, o Brasil se consolidou como uma superpotência biotecnológica no campo.

A produção e comercialização de embriões bovinos por Fertilização In Vitro, chamada de FIV, é uma técnica que encurta gerações e redesenha, em laboratório, os ganhos produtivos do rebanho que dará origem à carne consumida nos mercados mais exigentes do planeta.

De acordo com dados da Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial) o Brasil responde hoje por mais de um terço de toda a produção global de embriões in vitro, consolidando-se como líder também nessa área.

Fundada em 2021, a CPEX Embriões é uma empresa brasileira especializada em projetos de multiplicação genética em larga escala. Em maio a empresa inaugurou na cidade de Mogi Mirim (SP) um laboratório de biotecnologia com objetivo de ampliar os controles de todo o processo da produção in vitro de embriões. Investimento que chega em um momento de expansão do mercado de embriões no país.

Matheus Oliveira, sócio e fundador da CPEX, explica que o volume de embriões produzidos no Brasil com a “Fertilização In Vitro” dobrou nos últimos 10 anos.

“A FIV, que inicialmente ganhou escala dentro dos projetos de genética de elite, passou a fazer parte também da rotina de propriedades focadas alta produtividade com eficiência. O novo laboratório foi projetado para esse novo momento do mercado, ressalta Matheus.  A projeção de faturamento da CPEX Embriões é de R$ 40 milhões em 2026 e R$ 50 milhões em 2027.

O método tradicional de reprodução bovina limita o ganho genético, no ciclo natural de uma fêmea, gera apenas um bezerro por ano.  Com o avanço da Aspiração Folicular (OPU) combinada com a FIV, uma única vaca, chama da de matriz, pode produzir centenas de descendentes em poucos meses. Vacas receptoras, chamadas de “barrigas de aluguel”, recebem esses embriões e dão à luz a um bezerro de melhor qualidade genética.

O avanço no uso FIV, com a tecnologia de transferência direta dos embriões (Direct Transfer ou DT), permite que pequenos e médios pecuaristas tenham acesso a materiais congelados e elevem o nível genético e produtivo de seus rebanhos.  O impacto do uso da tecnologia é imediato. Características que levariam várias gerações para se fixarem, no cruzamento convencional, são consolidadas em apenas uma geração de embriões.

No campo esses ganhos são vistos na terminação, o tempo entre o nascimento e o abate, que vem caindo gradualmente encurtando o ciclo produtivo da pecuária de corte nacional.

A nova estrutura em Mogi Mirim faz parte de um plano de integrar biotecnologias no desenvolvimento da atividade pecuária, mais sustentável do ponto de vista produtivo e financeiro.

Há também a expansão para regiões estratégicas do país, buscando maior proximidade logística com pecuaristas. O próximo laboratório da CPEX será instalado em Campo Grande (MS) e a perspectiva é começar a operar ainda em 2026.

Com capacidade para produzir até 30 mil embriões mensais, o laboratório de Mogi Mirim foi projetado com protocolos de biossegurança semelhantes aos adotados em ambientes de pesquisa de alta complexidade. As salas operam com pressão positiva e renovação de ar com mais de 99% de pureza, impedindo qualquer contato do ar externo com o ambiente interno, garantindo um diferencial estratégico para maior eficiência na produção de embriões, explica Matheus.

Com mais de 2 milhões de oócitos coletados em 5 anos, a CPEX já produziu mais de 410 mil embriões, além de 180 mil embriões transferidos e diagnosticados. A taxa média de concepção, incluindo embriões a fresco e congelados, é de quase 50% atualmente. Esses números colocam a empresa entre as principais referências do setor.

Ovos processados têm melhor resultado desde 2006 nas exportações

13 June 2026 at 13:21

As exportações brasileiras de ovos processados registraram o melhor desempenho para o período entre janeiro e maio desde o início da série histórica, em 2006. O resultado ocorre em meio a uma retração dos embarques totais de ovos e a um mercado interno mais fraco, marcado pela desaceleração da demanda e queda nos preços.

Dados da  Secex (Secretaria de Comércio Exterior), compilados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), mostram que o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados nos cinco primeiros meses de 2026. O volume representa uma queda de 32,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os embarques somaram 18,36 mil toneladas.

Somente em maio, as exportações totalizaram 2,18 mil toneladas, recuo de 5,7% frente a abril e de 59% na comparação com maio de 2025.

Apesar da redução no volume total exportado, os ovos processados ganharam espaço na pauta exportadora. Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 3,99 mil toneladas dessa categoria, o equivalente a 32% das exportações nacionais de ovos.

Segundo pesquisadores do Cepea, trata-se da maior participação dos produtos processados nas vendas externas para o período desde 2006, indicando uma mudança gradual no perfil das exportações brasileiras do setor.

Enquanto os embarques mostram uma maior presença de produtos com valor agregado, o mercado doméstico enfrenta um cenário de demanda mais fraca. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, após uma primeira quinzena marcada por reajustes positivos, o mercado perdeu força nas últimas semanas.

A consultoria aponta que o consumo mais contido obrigou o varejo a realizar promoções para manter o giro das mercadorias, pressionando as cotações ao longo da cadeia.

Nas granjas de São Paulo, o preço da caixa com 30 dúzias de ovos recuou 3% na semana, sendo comercializada, em média, a R$ 131,50. No atacado, a queda foi de 2,9%, com a caixa negociada a R$ 136,00, em média.

Segundo a Scot, a queda das temperaturas tem evitado desvalorizações mais intensas, uma vez que o clima mais frio aumenta a durabilidade dos ovos e reduz a pressão por vendas imediatas. Ainda assim, a expectativa para o curto prazo é de manutenção de um mercado enfraquecido, com demanda limitada e preços pressionados.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=587567

Brasil e Marrocos movimentam US$ 2,8 bilhões em comércio agropecuário

13 June 2026 at 08:43

Brasil e Marrocos entram em campo neste sábado (13) pela Copa do Mundo, mas a conexão entre os dois países vai muito além do esporte. O comércio agrícola tem papel de destaque nessa relação, com o Brasil exportando produtos como açúcar, milho e café para o mercado marroquino, enquanto importa fertilizantes essenciais para sustentar a produtividade das lavouras nacionais.

Com uma população de cerca de 38 milhões de habitantes, o Marrocos vem investindo na modernização da agricultura e ampliando a demanda por alimentos e insumos, fortalecendo os laços comerciais com o Brasil.

Em 2025, as exportações brasileiras para o Marrocos somaram US$ 1,4 bilhão, enquanto as importações alcançaram o mesmo patamar, resultando em uma corrente de comércio de US$ 2,8 bilhões. Apesar do equilíbrio entre os fluxos, o Brasil encerrou o ano com déficit comercial de US$ 64,3 milhões. O país africano foi o 44º principal destino das exportações brasileiras no período.

A pauta exportadora brasileira foi fortemente concentrada no agronegócio. Os açúcares e melaços responderam por 58,1% das vendas ao mercado marroquino. Também figuraram entre os principais produtos agrícolas exportados milho, animais vivos, café, frutas e especiarias.

Na outra ponta da balança comercial, os fertilizantes químicos representaram 84,8% de todas as importações brasileiras provenientes do Marrocos em 2025, reforçando a importância do país africano para o abastecimento de insumos utilizados no campo brasileiro.

A parceria comercial segue em expansão neste ano. Entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras para o Marrocos somaram US$ 328,3 milhões, alta de 9,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as importações alcançaram US$ 881,7 milhões, avanço de 34,4%, elevando a corrente de comércio para US$ 1,2 bilhão. O saldo comercial ficou negativo em US$ 553,4 milhões para o Brasil.

Os açúcares e melaços continuaram liderando a pauta exportadora brasileira nos cinco primeiros meses do ano, enquanto os fertilizantes mantiveram a liderança entre os produtos importados do país africano.

Os números do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) mostram a relevância do agro brasileiro nessa relação comercial. Em 2025, o Marrocos importou 1,81 milhão de toneladas de milho do Brasil, sendo 1,37 milhão de toneladas provenientes de Mato Grosso, equivalente a 75% do total embarcado pelo país.

As vendas do cereal renderam cerca de US$ 280 milhões aos produtores mato-grossenses ao longo do ano passado. Em 2026, até o início de maio, Mato Grosso já havia exportado 153 mil toneladas de milho para o mercado marroquino, movimentando aproximadamente US$ 33 milhões.

A carne bovina também integra a pauta comercial entre os dois países. Em 2025, Mato Grosso exportou 668 toneladas da proteína para o Marrocos, gerando receita de cerca de US$ 3 milhões. Ao longo do ano passado, o Brasil embarcou 6.658 toneladas de carne bovina para o país africano, com faturamento superior a US$ 23 milhões.

O açúcar segue como um dos principais produtos brasileiros no mercado marroquino. Em 2025, o país africano importou 1,48 milhão de toneladas do produto, em negócios avaliados em aproximadamente US$ 591 milhões.

Etanol E32 deve elevar demanda em 1 bilhão de litros

 

Tereos e gigantes aeroespaciais criam joint venture para SAF

13 June 2026 at 08:00

O grupo francês Tereos, um dos maiores produtores mundiais de açúcar, etanol e amidos, firmou parceria com a Technip Energies, a Airbus e a Safran para criar a Rebound, joint venture voltada à produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF, na sigla em inglês) em larga escala no Porto de Dunquerque, no norte da França.

O projeto utilizará a tecnologia AtJ (Alcohol-to-Jet), que transforma etanol avançado produzido a partir de resíduos agrícolas e florestais em combustível de aviação sustentável. A previsão é de produção anual de cerca de 160 mil toneladas de SAF, o que colocará a unidade entre as maiores instalações desse tipo na Europa.

A iniciativa ocorre em meio à aceleração global da demanda por combustíveis de baixo carbono para a aviação. Pela regulamentação ReFuelEU Aviation, da União Europeia, a mistura obrigatória de SAF no combustível de aviação deverá atingir 6% em 2030 e chegar a 70% em 2050.

A expectativa do setor é de que a demanda pelo combustível cresça oito vezes entre 2030 e 2050.

A Tereos será responsável pelo fornecimento do etanol usado como matéria-prima no processo industrial.

Já a Technip Energies atuará no desenvolvimento de engenharia e na estruturação técnica do projeto. Airbus e Safran entram como parceiras industriais e potenciais compradoras do combustível produzido.

Segundo Jérôme Bos, Chief Strategy Officer da Tereos, o projeto reforça a estratégia de descarbonização da companhia e o desenvolvimento de cadeias industriais de baixo carbono.

“Estamos muito satisfeitos em contribuir para o surgimento da indústria de etanol para aviação na França, apoiando a descarbonização do setor”, afirmou o executivo em nota.

Uma das etapas consideradas estratégicas já foi concluída: o Porto de Dunquerque concedeu à Technip Energies uma área industrial para implantação do projeto. A localização oferece vantagens logísticas tanto para o recebimento da matéria-prima quanto para o escoamento do combustível sustentável.

O SAF é apontado hoje como a principal alternativa para reduzir as emissões do setor aéreo, um dos mais difíceis de descarbonizar globalmente. Entre as rotas tecnológicas disponíveis, o modelo Alcohol-to-Jet vem ganhando espaço por permitir o aproveitamento do etanol como insumo energético.

O movimento também reforça a corrida internacional pelo desenvolvimento de novas rotas de biocombustíveis. O Brasil, um dos maiores produtores globais de etanol, acompanha de perto a expansão desse mercado, especialmente diante do potencial de utilização do etanol de cana-de-açúcar na produção de SAF.

Os próximos passos do projeto incluem a seleção definitiva da tecnologia, obtenção das licenças ambientais, conclusão dos estudos de engenharia e estruturação financeira da planta.

A expectativa é que a criação formal da joint venture seja concluída no segundo semestre deste ano.

Colheita de milho de MT supera 10% da área, indica Imea

12 June 2026 at 23:40

A ​colheita de milho ​em Mato Grosso na safra 2025/26 atingiu 11,29% da área cultivada, avanço de 5,44 pontos percentuais na ⁠semana, ​e segue adiantada em ​relação ao mesmo período ⁠do ano passado, ⁠quando somava 7,20%, ​informou ‌o Instituto Mato-grossense ⁠de Economia Agropecuária (Imea).

Apesar do ritmo mais acelerado na comparação ‌anual, os ⁠trabalhos ‌permanecem abaixo da média histórica para a época, ⁠de 13,35%, ⁠segundo o instituto.

O avanço semanal, ‌contudo, indica intensificação das atividades no campo no maior produtor brasileiro do cereal.

A ‌safra de milho de Mato Grosso em 2025/26 ⁠está estimada em 53,35 milhões de toneladas, 3,76% ​abaixo do recorde registrado ​no ciclo passado, informou o Imea no início do mês.

(Por Roberto ‌Samora)

JBS encerra operações em duas fábricas nos Estados Unidos

12 June 2026 at 22:43

A JBS informou nesta sexta-feira (12) o fechamento de duas unidades nos Estados Unidos em meio ao cenário de redução da oferta de gado no país. As operações foram encerradas em uma planta de processamento de carne bovina na Pensilvânia e em uma fábrica de produtos de maior valor agregado localizada em Memphis, no estado do Tennessee.

Em nota, o CEO da JBS USA, Wesley Batista Filho, afirmou que a decisão foi difícil devido aos impactos sobre os funcionários e as comunidades locais. Segundo ele, a empresa está concentrada em oferecer apoio aos colaboradores afetados, com transparência, respeito e oportunidades de realocação em outras unidades da companhia.

A JBS USA ressaltou que as medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla voltada para crescimento, modernização e competitividade de longo prazo nos Estados Unidos.

Ao longo do último ano, a empresa realizou investimentos significativos em novas instalações e melhorias em diversas operações no país, incluindo grandes expansões nos estados do Texas, Geórgia e Iowa. Os projetos têm como objetivo ampliar a capacidade de produção de alimentos preparados e produtos de maior valor agregado, modernizar as operações e reforçar a capacidade da companhia de atender seus clientes nos próximos anos.

“A JBS USA está investindo fortemente nos Estados Unidos e no futuro da produção de alimentos”, disse Batista Filho. “Ao mesmo tempo, precisamos garantir que nossas operações sejam eficientes, modernas e competitivas. Ao investir onde estamos crescendo e realizar ajustes difíceis onde são necessários, estamos construindo uma empresa mais forte e resiliente.”

No início deste ano, a JBS USA integrou seus negócios de carne bovina e de produtos embalados prontos para o varejo em uma plataforma mais unificada, com o objetivo de aumentar a eficiência, melhorar a produtividade e ampliar a capacidade de produção de itens de maior valor agregado.
Por meio de comunicado, a JBS informou que a produção das unidades que serão desativadas será absorvida por outras plantas de sua rede nos Estados Unidos, de forma a preservar o fornecimento de produtos e o atendimento aos clientes.

A companhia também reforçou seu compromisso com o setor agropecuário norte-americano, destacando a continuidade das parcerias com pecuaristas, produtores e comunidades rurais em diferentes regiões do país.

Apesar dos ajustes nas operações, a empresa mantém uma visão positiva para os próximos anos. Segundo o CEO da JBS USA, Wesley Batista Filho, a demanda global por proteínas segue em expansão, o que sustenta os investimentos da companhia em modernização, eficiência e crescimento. De acordo com o executivo, as mudanças anunciadas buscam fortalecer a competitividade da empresa e garantir melhores condições para atender o mercado no longo prazo.

Pesquisa: brasileiros devem continuar a consumir carne bovina

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