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RS investiga caso suspeito de ebola na Grande Porto Alegre

12 June 2026 at 11:00

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul informou, na noite desta quinta-feira (11), que investiga um caso suspeito da doença do vírus Ebola em Nova Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Segundo a pasta, o paciente é um homem de 64 anos que esteve por um tempo em Uganda, país africano que registra um surto da doença, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

O indivíduo já testou positivo para o vírus da Malária e segue realizando tratamento específico. No entanto, as autoridades investigam se há um novo diagnóstico para Ebola, conforme os protocolos determinados pelo Ministério da Saúde.

O descarte da infecção deve ser confirmado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que atua como laboratório nacional de referência para conclusões relacionadas à saúde.

Ainda, em nota, a Secretaria afirmou que o paciente será transferido para uma unidade de referência estadual, o Grupo Hospitalar Conceição, na capital, onde receberá atendimento especializado e realizará amostras para análise laboratorial.

Se a doença do Ebola for confirmada, o homem será encaminhado para uma unidade de saúde de referência nacional.

“A Secretaria Estadual da Saúde comunicou imediatamente o caso ao Ministério da Saúde e reforça que todas as ações estão sendo conduzidas em articulação com as autoridades municipais e o Ministério da Saúde, seguindo rigorosamente os protocolos de vigilância, assistência e biossegurança”, afirmou a pasta.

Além disso, pessoas que tiveram contato com o paciente infectado estão sob acompanhamento médico e terão, durante 30 dias, o estado de saúde monitorados para a identificação precoce de eventuais sintomas.

Suspeitas de ebola em SP

Em São Paulo, a Secretaria de Saúde estadual investiga um segundo caso suspeito da doença no estado.

A paciente, de 31 anos, é uma brasileira que esteve a trabalho na província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC). Ela retornou ao Brasil no dia 6 de junho e começou a apresentar sintomas como febre e diarreia. Os indícios se intensificaram e ela deu entrada em um hospital particular da capital na terça-feira (9).

Após a notificação do caso, recebida pela Secretaria da Saúde na madrugada desta quarta-feira (10), a mulher foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER) em São Paulo, uma unidade de referência para o atendimento de pacientes com suspeita de ebola.

No início do mês, um homem de 37 anos vindo da República Democrática do Congo apresentou sintomas parecidos com os comumente apresentados pelo ebola. No entanto, após exames laboratoriais, a infecção pelo vírus foi descartada. Até as últimas atualizações, o paciente continua internado no Instituto Emílio Ribas.

Sintomas do Ebola

De acordo com o CDC (Centro de Controle de Doenças e Prevenção) dos Estados Unidos, o vírus do Ebola é uma doença mortal e rara, com incidência principalmente na região da África Subsaariana.

A infecção é contraída por meio de fluidos corporais como: sangue, fezes, vomito, urina, saliva, lágrimas e suor.

Pacientes de ebola podem apresentar sintomas, como febre, dores no corpo e fadiga, entre 2 a 21 dias de infecção.

Ao longo do tempo, os sintomas podem ficar mais graves, como, por exemplo, a apresentação de diarreia, vômito e sangramentos.

O tratamento acontece por meio de do controle de dor, fluidos e nutrição dos pacientes.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Luchar contra el ébola y la desinformación en el corazón de la epidemia: “Creía lo que decían mis vecinos, que quienes iban a los centros de tratamiento no salían con vida”

12 June 2026 at 04:30
Familias de pacientes de ébola aguardan noticias de sus seres queridos a las puertas de un centro de salud en la provincia de Ituri, en la República Democrática del Congo, el 8 de junio de 2026.

Del centro de salud de Mungwalu de Ituri, provincia del noreste de la República Democrática del Congo (RDC) donde se concentra el epicentro del actual brote de ébola, solo quedan paredes ennegrecidas y equipos carbonizados. Hace tan solo unos días, el lugar recibía pacientes y era un centro de información sobre el virus. Pero de repente, los habitantes, furibundos y convencidos de que la enfermedad era inventada o se exageraba, quemaron el lugar. A 80 kilómetros, en la periferia de Bunia, la capital de la región, otro centro de salud corrió la misma suerte. Estos ataques no son solo actos de vandalismo. Mientras las autoridades sanitarias intentan contener esta nueva embestida del virus, libran una batalla paralela y menos visible, pero igualmente peligrosa, contra la propagación de rumores y falsas informaciones y la desconfianza de la población.

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Dos responsables sanitarios se lavan los pies antes de entrar en un centro de tratamiento en Bunia, el 8 de junio de 2026.Un líder comunitario se lava las manos durante una sesión de información sobre el ébola en los alrededores del hospital de Rwampara, en República Democrática del Congo (RDC), el 8 de junio de 2026.
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