A ambulância fluvial do Samu (Serviço de Atendimento Móvel Urgente), conhecida como “Ambulancha”, foi invadida e furtada por homens encapuzados na noite de terça-feira (9), no porto de São Raimundo, na zona Oeste de Manaus.
Segundo a prefeitura da cidade, a embarcação estava ancorada no porto, onde funciona a Base Fluvial do serviço médico, quando foi alvo de seis homens, que levaram a lancha e os equipamentos de saúde presentes no interior.
Os suspeitos conduziram a ambulância até o meio do rio e, de acordo com os socorristas que estavam no local, eles se dividiram entre uma segunda embarcação já posicionada à espera deles. Após a divisão, cada uma seguiu por direções opostas.
A Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) fez o registro de um boletim de ocorrência. Nesta quarta-feira (10), as autoridades policias, com apoio da GMM (Guarda Municial de Manaus), iniciaram as apurações do caso.
Em nota, a Prefeitura afirmou que “condena veementemente qualquer conduta ilícita e destaca que, neste caso, o crime afeta pessoas em situação crítica de saúde, em risco de morte, que dependem do socorro do Samu para receber atendimento médico”.
A CNN Brasil entrou em contato com as autoridades de segurança para mais informações sobre a ocorrência e aguarda retorno. O espaço segue aberto.
Ambulancha
De acordo com a Prefeitura de Manaus, o serviço da Ambulancha, em vigor há 20 anos, atende mais de 40 comunidades localizadas nos rios Negro e Amazonas — os quais só possuem acesso por via fluvial —, além de outras regiões onde o deslocamento por rio é a solução mais rápida para atendimento médico.
Furto ocorreu nesta terça-feira (9), no Porto de São Raimundo, na zona Oeste • Divulgação/Prefeitura de Manaus
Os principais atendimentos são para ocorrências de gestantes em situações de parto, ferimentos ocasionados por animais silvestres e vítimas de queda.
A média de deslocamento da embarcação é por volta de uma hora e meia para distâncias curtas, e até seis horas no deslocamento e retorno à base.
A Polícia Civil de Minas Gerais prorrogou, por mais 60 dias, o afastamento da delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pela morte de um gari em agosto de 2025. A decisão foi publicada na manhã desta quinta-feira (11) no DOE (Diário Oficial do Estado).
O documento, assinado pelo Diretor Geral do Hospital da Polícia Civil, afirma que a licença ocorre em função de tratamento médico. Em vigor desde terça-feira (9), a medida deve perdurar até 9 de agosto, caso não seja prorrogada novamente.
A delegada está afastada da corporação desde 27 de agosto de 2025, dois dias após o crime, quando foiindiciada por porte ilegal de arma de fogo, já que o armamaento utilizado no crime pertencia a ela.
Em depoimento, Ana Paula afirmou que nunca autorizou que o marido portasse ou usasse suas armas.
À CNN Brasil, a corporação informou que a renovação de licença para tratamento de saúde de servidores acontece nos termos da legislação vigente, sob avaliação médica e observância dos procedimentos administrativos aplicáveis.
Delegada tem conduta investigada
Em abril deste ano, a Polícia Civil instaurou um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) para investigar a conduta e possíveis infrações da delegada no caso. Laudemir de Souza Fernandes foi morto a tiros com uma arma que pertencia à Ana Paula.
Por meio de nota, a PCMG declarou ainda que “O Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) mencionado segue em tramitação, sob responsabilidade da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, respeitados os princípios do devido processo legal e da ampla defesa”.
De acordo com as investigações, Renê saiu de casa com o armamento da esposa e se envolveu em uma discussão de trânsito devido à coleta de lixo na região, que ocasionava breve retenção dos carros.
Posteriormente, ele teria tentado induzir a perícia a erro, orientando sua esposa – delegada da Polícia Civil – a entregar apenas uma das armas registradas em seu nome, ocultando a utilizada no homicídio.
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Gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, morto por empresário • Reprodução/Itatiaia
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Renê Júnior escreve na descrição da carreira profissional que tem "27 anos de experiência executiva no setor de alimentos e bebidas" • Reprodução/Itatiaia
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Crime aconteceu após uma briga de trânsito em Belo Horizonte, em Minas Gerais • Reprodução/Itatiaia
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Vítima foi socorrida com sinais vitais ao Hospital Santa Rita, em Contagem, mas morreu momentos depois • Reprodução/Itatiaia
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Empresário é casado com delegada da Polícia Civil de Minas Gerais • Reprodução/Redes Sociais
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Empresário de 47 anos foi preso nesta terça-feira (12) suspeito de matar gari • Reprodução/Itatiaia
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René foi localizado e preso pela polícia em uma academia • Reprodução/Itatiaia
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Crime ocorreu por volta das 9h03, na Rua Modestina de Souza, bairro Vista Alegre • Reprodução/Itatiaia
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Empresário se declarava como "CEO, vice-presidente, diretor executivo e diretor comercial • Reprodução/Itatiaia
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Empresário é casado com delegada da Polícia Civil de Minas Gerais
Renê foi denunciado por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e fraude processual.
Já a delegada foi afastada da corporação dois dias após o crime e foi indiciada pela prática de crimes de porte ilegal de arma de fogo.
Manhã de 11 de agosto:Laudemir foi morto a tiros por Renê enquanto trabalhava na coleta de resíduos em um bairro de Minas Gerais. O empresário alegou que o caminhão que o gari estava “atrapalhava o trânsito”;
11 de agosto: horas depois Renê foi encontrado em uma academia do bairro;
12 de agosto: A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para investigar se a arma de Ana Paula, delegado e esposa de Renê, foi utilizada no crime;
13 de agosto: após audiência de custódia foi decretada a prisão preventiva do empresário (ele já possuía histórico criminal de violência doméstica e atropelamento com vítima fatal); imagens do momento do crime são divulgadas;