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Estudo da Adyen revela que Geração Z é quem mais rejeita pagamentos automatizados, apesar de liderar compras via redes sociais

11 June 2026 at 22:01

A corrida à Inteligência Artificial no retalho português já começou, mas esbarra na desconfiança de quem compra. Um novo estudo da Adyen, plataforma global de tecnologia financeira, mostra que 81% das empresas de retalho em Portugal estão abertas a permitir compras totalmente geradas por IA. Destas, 39% definem a tecnologia como prioridade estratégica para os próximos 12 meses.

O entusiasmo dos retalhistas contrasta com a cautela dos consumidores. Apenas 39,2% dos portugueses estão dispostos a deixar um assistente de IA gerir todo o processo de compra, incluindo o pagamento final. Já 32,1% rejeitam firmemente a ideia.

O ceticismo é maior precisamente entre os mais jovens. 35,2% da Geração Z recusa delegar o pagamento final à IA, valor acima dos Millennials com 30,2%. O paradoxo: são também os que mais compram nas redes sociais.

O estudo revela que 43,4% da Geração Z e 37,5% dos Millennials já usam redes sociais para fazer compras, contra 34,5% da média nacional. Para 41,4% dos Millennials e 40,4% da Geração Z, poder comprar direto na página social de uma marca aumentaria a fidelização.

A influência social pesa: 56,4% da Geração Z e 46,7% dos Millennials admitem comprar um produto se virem amigos ou influenciadores a recomendá-lo. Um artigo em “trending” leva 41,4% da Geração Z à intenção de compra.

Os 3 medos que travam a IA no checkout

Para quem hesita em adotar compras automatizadas, os motivos são a perda de controlo, 57,8% preferem pesquisar e decidir por si.

Mas também a privacidade e fraude com 50,2% a temerem pela segurança dos dados e pagamentos.

Outro motivo é o medo de erros no pedido. Há 40,3% que receiam que a IA escolha tamanho, cor ou produto errado.

Mesmo entre os adeptos, as exigências são altas: 40,2% exigem total segurança das informações de pagamento, 39% querem devoluções simples e 38% pedem regras claras sobre responsabilidade em caso de erro.

O estudo expõe um paradoxo no comportamento do consumidor português. Apesar do medo de fraude, a complexidade afasta vendas. 22,6% abandonam o carrinho se o processo de segurança for demasiado complexo ou falhar. Outros 29,8% desistem se forem obrigados a criar conta antes de pagar.

Do lado dos retalhistas, cerca de um terço aponta a garantia de segurança total contra fraude como fator mais crítico para adotar a tecnologia. Outros 27% exigem regras claras que os protejam de custos por erros da IA.

“Embora os retalhistas estejam entusiasmados com assistentes de compras baseados em IA, muitos partilham dos receios dos clientes sobre a perda de controlo no checkout”, afirma Carlo Bruno, VP de Produto da Adyen. “O maior obstáculo ao comércio automatizado não é a tecnologia de IA em si, mas sim a construção da confiança necessária para a utilizar.”

O estudo foi conduzido pela Censuswide entre 5 e 20 de maio de 2026, junto de 500 retalhistas e 2.000 consumidores portugueses com idade igual ou superior a 16 anos.

Alentejo 2030 lança 4,5 milhões de euros para impulsionar economia circular e infraestruturas tecnológicas

11 June 2026 at 21:48

O Programa Regional do Alentejo 2030 anunciou o lançamento de dois avisos de concurso com uma dotação global de 4,5 milhões de euros de financiamento FEDER. Integrados no âmbito do Instrumento Territorial Integrado (ITI) Água e Ecossistemas da Paisagem, estes apoios pretendem reforçar a sustentabilidade, a inovação e a competitividade em toda a região do Alentejo.

O primeiro aviso, denominado “Economia Circular (SI) – ITI Água e Ecossistemas da Paisagem”, conta com uma dotação de 1 milhão de euros e uma taxa máxima de cofinanciamento de 60%.

Segundo o comunicado da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, este concurso é dirigido especificamente às pequenas e médias empresas (PME) da região, visando promover a transição para modelos produtivos mais eficientes e sustentáveis. Entre os principais objetivos deste apoio destacam-se o incentivo à circularidade dos recursos, a redução do consumo de matérias-primas e o desenvolvimento de novos produtos a partir de subprodutos.

Adicionalmente, pretende-se fomentar a adoção de soluções de eco-design, o desenho de novos modelos de negócio sustentáveis e a circularidade da água nas empresas, promovendo a sua reutilização eficiente e a otimização dos processos produtivos. Para este aviso, o período de candidaturas mantém-se aberto até ao dia 30 de novembro de 2026.

Por sua vez, o segundo aviso foca-se nas “Infraestruturas e Equipamentos Tecnológicos – ITI Água e Ecossistemas da Paisagem”, dispondo de uma dotação superior, de 3,5 milhões de euros, e de uma taxa máxima de cofinanciamento de 85%, explica a CCDR.

Ao contrário do primeiro, este apoio destina-se a instituições de ensino superior, entidades sem fins lucrativos e outras entidades em regime de cooperação. O propósito central é financiar projetos que visem a criação, qualificação ou expansão de infraestruturas tecnológicas estratégicas, com especial enfoque no domínio da Bioeconomia Sustentável.

Com esta iniciativa, o programa pretende reforçar a capacidade regional na transferência e valorização do conhecimento, apoiar o ciclo de inovação e maturidade tecnológica, e responder de forma direta às prioridades das Estratégias de Especialização Inteligente. Os interessados em concorrer a este segundo aviso dispõem de um prazo ligeiramente mais curto, com as candidaturas a decorrerem até 30 de outubro de 2026.

Ambos os concursos partilham o foco geográfico na região do Alentejo e materializam um compromisso coletivo em direção a uma gestão mais sustentável dos recursos naturais, alavancando o desenvolvimento económico regional através da inovação. Os fundos atribuídos são cofinanciados pela União Europeia.

Trump afirma que “ótimo” acordo com Irão pode ser assinado em poucos dias

11 June 2026 at 21:35

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje ter chegado a um “ótimo” acordo de paz com o Irão, que poderá ser assinado dentro de poucos dias na Europa.

“Acabámos de chegar a um acordo ótimo para pôr fim à guerra com o Irão e, assim que os documentos forem finalizados, o que deverá acontecer nos próximos dias, provavelmente faremos a assinatura, talvez na Europa”, disse na Casa Branca.

Trump suspendeu hoje ataques anunciados contra a República Islâmica, horas depois de anunciá-los, alegando que um acordo entre Washington e Teerão foi “levado ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovado”, enquanto Teerão negou tal desenvolvimento.

Esperanças de acordo com Irão levam Wall Street a fechar em alta com Nasdaq a somar mais de 2%

11 June 2026 at 21:30

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta quinta-feira, em terreno positivo com o Nasdaq a liderar os ganhos. O Dow Jones somou 1,86% para 50.848,38 pontos, o S&P 500 ganhou 1,73% para 7.393,06 pontos, e o tecnológico Nasdaq valorizou 2,54% para 25.809,66 pontos.

Wall Street apresentou forte recuperação nesta quinta-feira, após as fortes quedas registadas na quarta-feira fruto da divulgação dos dados de inflação de maio nos Estados Unidos, que, apesar de terem sido bem recebidos pelo mercado, e depois da escalada das tensões no Irão.

Hoje, as esperanças de um acordo de paz com o Irão impulsionaram o sentimento do mercado.

O presidente dos EUA contribuiu para o otimismo durante esta sessão, uma vez que, depois de elevar o tom contra o Irão e ameaçar o país persa com ataques “muito duros”, recuou nos bombardeios planeados.

“Uma vez que as negociações com a República Islâmica do Irão foram levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, eu, como Presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques e bombardeios planeados contra o Irão esta noite “, publicou Trump na sua rede social Truth Social.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje ter chegado a um “ótimo” acordo de paz com o Irão, que poderá ser assinado dentro de poucos dias na Europa.

“Acabámos de chegar a um acordo ótimo para pôr fim à guerra com o Irão e, assim que os documentos forem finalizados, o que deverá acontecer nos próximos dias, provavelmente faremos a assinatura, talvez na Europa”, disse na Casa Branca.

Trump suspendeu hoje ataques anunciados contra a República Islâmica, horas depois de anunciá-los, alegando que um acordo entre Washington e Teerão foi “levado ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovado”, enquanto Teerão negou tal desenvolvimento.

Como resultado, o crude West Texas caiu 4,29% para 86,17 dólares e o Brent na Europa tombou 4,77% para 88,66 dólares.

(atualizada)

 

Governo aprova acordo de cooperação com Moçambique na área do Turismo

11 June 2026 at 21:00
IRS Jovem

O Conselho de Ministros aprovou hoje, por decreto, o Acordo de Cooperação entre a República Portuguesa e a República de Moçambique no domínio do turismo, alcançado em dezembro último, no Porto.

No comunicado emitido no final da reunião semanal do Conselho de Ministros, o Governo afirma que o acordo visa “uma cooperação estruturada, duradoura e sustentável entre os dois Estados no setor do turismo”.

Está prevista “a partilha de experiências, boas práticas e conhecimentos técnicos” e “a implementação de programas conjuntos de promoção turística, parcerias estratégicas e iniciativas de capacitação e formação profissional”.

Na declaração final da cimeira que juntou o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, e o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, em 09 de dezembro de 2025, no Porto, afirmava-se que o objetivo era “incrementar os fluxos turísticos entre os dois países”, sendo uma das medidas previstas o apoio à criação do Hotel-Escola de Turismo em Moçambique, envolvendo o setor privado.

Deco avisa que subida do BCE vai encarecer crédito habitação e dificultar acesso ao financiamento

11 June 2026 at 20:33

A decisão do Banco Central Europeu (BCE) de aumentar as taxas de juro diretoras em 25 pontos-base, elevando a taxa de depósitos para 2,25%, deverá traduzir-se num agravamento das prestações do crédito à habitação para as famílias portuguesas e em condições de acesso ao financiamento mais restritivas. O alerta é da Deco PROteste, que esta quinta-feira analisou o impacto da medida para os consumidores.

A subida surge num contexto de aceleração da inflação na Zona Euro, que voltou a ultrapassar a meta de 2% definida pelo BCE, situando-se agora em 3,2%. O agravamento dos preços, inicialmente concentrado na energia, alastrou entretanto a outros setores, incluindo os serviços, aumentando a pressão sobre a autoridade monetária europeia para intervir.

O principal canal de transmissão para os consumidores será a Euribor, indexante utilizado na maioria dos contratos de crédito à habitação com taxa variável. Os mercados já antecipavam uma subida das taxas, e a confirmação da decisão do BCE deverá reforçar essa tendência ao longo dos próximos meses. O impacto efetivo nas prestações dependerá do montante em dívida, do prazo remanescente e do indexante contratado por cada família.

Para ilustrar os efeitos concretos, a Deco PROteste apresentou três cenários simulados, com base num prazo de 30 anos, spread de 1% e Euribor a seis meses como indexante, assumindo um agravamento de 0,25 pontos percentuais. Num contrato com 150.000 euros em dívida, a prestação passaria de 676,58 euros para 697,74 euros, um acréscimo mensal de 21,16 euros. Para um financiamento de 250.000 euros, o aumento seria de 35,26 euros mensais, e para 350.000 euros, de 49,36 euros.

A organização de defesa do consumidor alerta ainda para um segundo efeito desta conjuntura: o possível endurecimento das condições de acesso ao crédito. Está em discussão, a nível das autoridades nacionais, uma eventual redução da taxa de esforço máxima recomendada pelo Banco de Portugal para a concessão de novos créditos à habitação. Embora não haja ainda qualquer decisão final, a Deco PROteste considera que, num contexto de taxas mais elevadas e maior pressão inflacionista, essa alteração poderia dificultar ainda mais o acesso ao financiamento para quem está a preparar um pedido de crédito.

“A subida das taxas de juro não afeta apenas quem já tem crédito à habitação. Também pode tornar mais difícil o acesso à compra de casa para milhares de famílias que estão atualmente a preparar um pedido de financiamento. É fundamental que os consumidores avaliem cuidadosamente a sua capacidade financeira antes de assumirem novos encargos”, afirmou a organização.

A Deco PROteste recomenda que os consumidores revejam regularmente as condições do seu crédito, comparem propostas entre instituições financeiras e recorram a simuladores para antecipar o impacto de futuras variações das taxas. Para o efeito, disponibiliza o serviço Proteste Crédito e ferramentas de simulação no seu sítio na internet.

Mundial de Futebol 2026 deverá injetar 9,1 mil milhões de dólares no PIB da América do Norte, segundo Allianz Trade

11 June 2026 at 20:10

O Campeonato do Mundo FIFA 2026™, que arranca nos Estados Unidos, Canadá e México, deverá gerar um impacto económico temporário de cerca de 9,1 mil milhões de dólares no Produto Interno Bruto (PIB) da América do Norte durante o período da competição, que decorre entre junho e julho. De acordo com um estudo da Allianz Trade, o crescimento será impulsionado sobretudo pelos setores do turismo, hotelaria, transportes e serviços relacionados.

Tratando-se do maior torneio da história do futebol, com 48 seleções nacionais e 104 jogos distribuídos por 16 cidades anfitriãs, o evento promete atrair milhões de visitantes, concentrando o impulso financeiro em regiões e setores económicos específicos, explica a Allianz Trade.

Os Estados Unidos surgem como o maior beneficiário absoluto do torneio em termos financeiros, uma vez que acolhem a maioria das partidas (78 dos 104 jogos).

A seguradora de crédito projeta um contributo de aproximadamente 6,1 mil milhões de dólares para o PIB norte-americano, o que representa um acréscimo de cerca de 0,1 pontos percentuais no crescimento económico do país. Cidades como Nova Iorque/Nova Jérsia, Los Angeles, Dallas e Miami deverão registar um aumento substancial na procura hoteleira, no retalho e no entretenimento.

No entanto, o documento ressalva que fatores como a exigência na obtenção de vistos, limitações nos transportes e as grandes distâncias a percorrer podem mitigar o impacto total esperado. Em termos proporcionais ao tamanho da respetiva economia, o México será o país com o maior ganho relativo.

A previsão aponta para uma injeção de 1,7 mil milhões de dólares no PIB mexicano, correspondendo a um aumento de 0,3 pontos percentuais no crescimento económico nacional. A Cidade do México, Guadalajara e Monterrey destacam-se como os principais polos de atração de procura interna e externa, beneficiando de uma forte cultura futebolística e de custos competitivos, ainda que o impacto possa vir a ser atenuado por debilidades nas infraestruturas, preocupações com a segurança e a expressão da economia paralela.

Por sua vez, o Canadá deverá registar um incremento de 1,3 mil milhões de dólares no seu PIB (equivalente a 0,2 pontos percentuais de crescimento), com Toronto e Vancouver a liderar os ganhos no setor turístico, enfrentando também o risco de subida acentuada de preços devido a constrangimentos na capacidade de alojamento.

A análise detalhada dos canais de transmissão indica que o investimento associado ao turismo atingirá cerca de 8 mil milhões de dólares na região, divididos entre 6,8 mil milhões de gastos de visitantes internacionais e 1,2 mil milhões de turismo doméstico. Adicionalmente, as despesas governamentais em segurança vão reforçar a atividade económica regional.

Os ganhos setoriais serão, contudo, assimétricos: as companhias aéreas e o alojamento encontram-se na posição mais vantajosa para capitalizar o fluxo de passageiros, ao passo que os negócios de restauração, retalho e entretenimento sentirão uma procura acrescida no decorrer dos jogos.

Em sentido inverso, o setor das infraestruturas terá retornos limitados, dado que os investimentos estruturais mais relevantes ficaram concluídos antes do início do evento desportivo. Mesmo não integrando a organização do torneio, Portugal poderá colher dividendos económicos indiretos através do canal das exportações para o mercado norte-americano.

Tendo como referência o ano de 2025, em que Portugal exportou entre 12 a 14 mil milhões de dólares em bens para os três países anfitriões — com os Estados Unidos a assumirem a liderança como principal destino extracomunitário —, perspetiva-se um acréscimo na procura externa.

Os setores nacionais potencialmente mais beneficiados pelo pico de consumo na América do Norte são o agroalimentar e bebidas (com particular destaque para o vinho), o têxtil, vestuário e calçado, e ainda o mobiliário e artigos direcionados para a hotelaria. Apesar destas oportunidades comerciais, a Allianz Trade sublinha que este efeito na economia portuguesa será circunscrito no tempo, focado em segmentos muito particulares e sem capacidade para alterar significativamente a trajetória de crescimento do PIB nacional.

DBRS eleva rating das Obrigações Cobertas do BPI para o nível máximo AAA

11 June 2026 at 19:45

O Banco BPI viu reforçada a confiança dos mercados internacionais depois de a Morningstar DBRS  elevar o rating das suas Obrigações Cobertas de AA (high) para AAA, a classificação mais elevada atribuída pela agência de notação financeira. A decisão representa um reconhecimento da solidez da carteira de ativos que suporta estas emissões e da estratégia prudente de gestão do banco.

De acordo com a informação divulgada pelo BPI, a melhoria do rating assenta, sobretudo, na elevada qualidade da carteira de créditos hipotecários para habitação que serve de garantia às Obrigações Cobertas, bem como na manutenção consistente de níveis elevados de sobrecolateralização, um dos fatores determinantes para a avaliação positiva da DBRS.

A subida para AAA reforça a atratividade das emissões do banco junto de investidores institucionais, numa altura em que a robustez dos balanços e a qualidade dos ativos continuam a ser critérios centrais na avaliação do setor financeiro europeu. Este nível de rating traduz uma perceção de risco extremamente reduzida e poderá contribuir para condições de financiamento mais competitivas para a instituição.

Atualmente, o Programa de Obrigações Cobertas do Banco BPI integra sete séries com rating atribuído pela DBRS, abrangendo as séries 24, 25, 26, 28, 29, 30 e 31. As obrigações são garantidas por uma carteira de empréstimos hipotecários para habitação, um segmento tradicionalmente associado a baixos níveis de incumprimento e elevada estabilidade.

Para o BPI, esta revisão em alta representa mais um sinal de reconhecimento externo da qualidade dos seus ativos e da sua política de gestão de risco, reforçando a credibilidade da instituição nos mercados de capitais internacionais.

Autocarros do Porto em tempo real no Google Maps

11 June 2026 at 19:40

Os passageiros dos transportes públicos rodoviários da Área Metropolitana do Porto já podem ver onde estão os autocarros em tempo real através da aplicação Google Maps. A novidade inclui os veículos da rede UNIR e também os carros operados pela STCP.

A partir de agora, as pessoas conseguem saber os minutos exatos que faltam para o autocarro passar na paragem.

Esta melhoria faz parte de um plano da empresa Transportes Metropolitanos do Porto (TMP) para modernizar o serviço através de ferramentas digitais. A ideia é tornar as viagens de transportes públicos mais fáceis e rápidas para toda a gente.

Outro exemplo desse esforço é a aplicação ANDA, que ganhou o Prémio Portugal Smart Cities 2026 na categoria de mobilidade inteligente.

Nuno Neves de Sousa, presidente da TMP, explica que o uso do digital serve para ajudar os cidadãos no dia a dia. Segundo o responsável, colocar estas informações nas aplicações que as pessoas mais usam deixa o transporte público mais próximo, fácil de usar e previsível para todos os utilizadores.

Trump cancela ataques ao Irão e anuncia acordo para cessar-fogo e negociações nucleares

11 June 2026 at 19:03

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta quinta-feira a suspensão dos ataques militares planeados contra o Irão, afirmando que a liderança iraniana “aprovou” um rascunho de acordo que prevê a extensão do cessar-fogo em vigor, a reabertura do Estreito de Ormuz e o lançamento de um período de 60 dias de negociações sobre o programa nuclear iraniano.

O anúncio surge num contexto de elevada tensão geopolítica na região do Golfo Pérsico e representa um novo capítulo nas prolongadas negociações entre Washington e Teerão. Contudo, e apesar do tom optimista da Casa Branca, o Governo iraniano ainda não confirmou publicamente a existência de qualquer acordo aprovado.

Não é a primeira vez que Trump afirma estar próximo de um entendimento com Teerão, tendo feito declarações semelhantes em momentos anteriores das negociações sem que estas se tenham concretizado. A falta de confirmação do lado iraniano mantém assim uma nuvem de incerteza sobre a solidez do anunciado entendimento.

Ainda assim, três fontes com conhecimento directo das conversações revelaram ao portal norte-americano Axios que diferenças-chave entre as partes terão sido resolvidas durante as negociações realizadas na quarta-feira entre representantes iranianos e mediadores do Qatar. O papel de Doha como intermediário nestas negociações tem sido determinante para manter os canais diplomáticos abertos entre as duas potências.

A reabertura do Estreito de Ormuz — rota estratégica pela qual passa uma parte significativa do comércio mundial de petróleo — é um dos pontos centrais do acordo em discussão. O encerramento ou perturbação desta via marítima teria impacto imediato nos mercados energéticos globais, elevando as apostas diplomáticas em torno das negociações.

O período de 60 dias de negociações sobre o programa nuclear iraniano, caso avance, constituirá uma nova janela diplomática para tentar chegar a um entendimento duradouro sobre as ambições nucleares de Teerão, tema que tem dominado a agenda de segurança internacional há mais de duas décadas.

Governo abre novo concurso de 10 milhões para apoiar compra de veículos elétricos

11 June 2026 at 18:34

As candidaturas à nova fase do incentivo à aquisição de veículos elétricos abrem hoje com uma dotação de 10 milhões de euros para apoiar soluções de mobilidade mais sustentáveis, anunciou o Governo.

Promovido pelo Fundo Ambiental, o apoio destina-se a incentivar a substituição de veículos com motor de combustão por veículos de emissões nulas, no âmbito do pacote Mobilidade Verde.

Em comunicado, o Ministério do Ambiente e Energia informa que são elegíveis veículos adquiridos desde 01 de janeiro de 2025, desde que os beneficiários não tenham sido abrangidos por fases anteriores do programa e cumpram os critérios definidos no regulamento.

As candidaturas devem ser submetidas através da plataforma do Fundo Ambiental e serão analisadas por ordem de entrada, até ao limite da dotação disponível.

De acordo com o aviso publicado no site do Fundo Ambiental, os veículos ligeiros elétricos de passageiros podem receber apoios de 4.000 euros, no caso de pessoas singulares, e de 5.000 euros, no caso de instituições particulares de solidariedade social.

Para esta tipologia, o preço do veículo não pode exceder 38.500 euros, incluindo IVA e despesas associadas, ou 55.000 euros no caso de veículos com mais de cinco lugares.

O programa prevê ainda apoios para bicicletas, motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos elétricos, bem como para carregadores de baterias de veículos elétricos.

As bicicletas elétricas podem receber um apoio correspondente a 50% do valor de compra, até 750 euros, enquanto as convencionais têm um incentivo de 50%, até 500 euros. Nas bicicletas de carga, o apoio pode atingir 1.500 euros nos modelos elétricos e 1.000 euros nos restantes.

Já os motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos elétricos podem receber um incentivo até 1.500 euros.

A medida visa contribuir para a descarbonização do setor dos transportes, reduzir emissões e incentivar a utilização de modos de mobilidade mais sustentáveis, segundo o Ministério do Ambiente e Energia.

A ministra do Ambiente e Energia, citada no comunicado, defende que o incentivo contribui para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e acelerar a transição energética em Portugal.

“Estamos a reforçar o apoio a quem opta por soluções de mobilidade mais sustentáveis”, reforçou Maria da Graça Carvalho.

Luís Leite Ramos vai liderar Agência para o PTRR

11 June 2026 at 18:24

Luís Leite Ramos, antigo deputado do PSD, vai liderar a Agência para o PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, foi hoje anunciado no final do Conselho de Ministros.

O PTRR é um plano de investimentos do Governo no valor de 22,6 mil milhões de euros, com a duração de nove anos, e foi criado para responder à catástrofe de inundações e tempestades, ocorrida no início de 2026, e aumentar a resiliência das infraestruturas em todo o território nacional para prevenir eventos futuros.

Luís Leite Ramos é professor na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

No briefing do Conselho de Ministros, Leitão Amaro admitiu a existência de “uma dimensão de sobreposição” entre a nova Agência para o PTRR e a Estrutura de Missão para a reconstrução da região Centro do país, criada após as tempestades e liderada por Paulo Fernandes, mas explicou que “as tarefas são diferentes”.

Referiu que o PTRR, apesar de também ter um pilar de reconstrução e recuperação das infraestruturas afetadas pelo mau tempo, à semelhança da Estrutura de Missão para a região Centro, tem outros duas outras vertentes que visam a prevenção e a resiliência de infraestruturas e equipamentos espalhados por todo o território.

Estes dois pilares, o do reforço e o da resiliência “estão a cargo da Agência para o PTRR”, afirmou Leitão Amaro, reforçando que a missão do organismo que vai ser liderado por Luís Leite Ramos, até 2034, é a de acompanhar “num nível mais macro o grau de execução”.

O ministro acrescentou que a Agência para o PTRR acompanhará e “receberá o reporte da execução” da Estrutura de Missão para a região Centro, para de seguida o “comunicar ao país de forma agregada”.

Leitão Amaro referiu ainda que Luís Leite Ramos “é um reputado académico com responsabilidades muito reconhecidas, incluindo na CCDR Norte, e com responsabilidades de coordenação em estudos profundos sobre o território nacional”.

Realçou ainda a sua “experiência na interação com diferentes entidades públicas, que é exatamente isso de que o PTRR precisa, a capacidade de mobilizar toda a sociedade e toda a administração pública nas suas várias áreas governativas”.

Chega anuncia acordo com PSD para PSU seguir para especialidade sem votação

11 June 2026 at 18:20

O presidente do Chega anunciou, esta quinta-feira, um acordo com o PSD para que a autorização legislativa do Governo sobre a Prestação Social Única (PSU) siga para a especialidade sem votação na generalidade, estabelecendo uma semana para possíveis alterações.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, após uma reunião com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, na residência oficial em São Bento, André Ventura adiantou que o Grupo Parlamentar do PSD terá aceitado seis das sete exigências do seu partido sobre a criação da Prestação Social Única.

Segundo o líder do Chega, o PSD não terá dado aval à exigência do partido de proibir que imigrantes que nunca tenham descontado em Portugal recebam esta prestação social.

Tendo em conta que os sociais-democratas terão aceitado seis das sete propostas do Chega, André Ventura afirmou que “ficou parcialmente acordado que, no sentido de trabalhar para se poder chegar ainda a esse entendimento de restrição, seja feita a baixa sem votação [na generalidade] deste projeto de Prestação Social Única” na sexta-feira.

Ventura acrescentou que ficou acordado que o processo de especialidade terá “o prazo de uma semana” para que “se possa chegar à fórmula que pretende estabelecer este princípio”, reiterando que o seu partido não abdica dele.

“Só ultrapassado este obstáculo, digamos assim, ou esta variante, é que se pode chegar à viabilização desta Prestação Social Única”, frisou.

O líder do Chega afirmou que terá havido “vontade a abertura” por parte do primeiro-ministro e presidente do PSD para que nessa semana “se chegue à melhor fórmula que respeite a nossa Constituição, que respeite também algumas regras comunitárias que existem nessa matéria, mas que afirme este princípio”.

“Quem vem de fora, sem nunca ter contribuído para Portugal, não pode receber subsídios em Portugal. Houve essa vontade, houve essa abertura, em princípio é isto que acontecerá em relação à prestação social única nos próximos dias”, acrescentou.

Hoje, após o Conselho de Ministros, o ministro da Presidência admitiu que o Governo poderá fazer “aproximações” ao Chega para aprovar o diploma que cria uma Prestação Social Única (PSU), mas sem adiantar detalhes nem nunca referir o partido de André Ventura.

Na sexta-feira, em plenário, na Assembleia da República, será debatida e votada uma autorização legislativa do Governo que pretende criar a PSU no âmbito do subsistema de solidariedade, com o objetivo de juntar numa única prestação 13 atuais apoios.

Cecabank lança serviço de custódia de criptoativos para bancos

11 June 2026 at 17:42

A Cecabank lançou o seu serviço de custódia de criptoativos para entidades financeiras. O banco caminha ao lado do Renta 4 Banco na criação de serviços de compra e venda no mundo digital.

A Cecabank leva toda a sua experiência do negócio tradicional para esta nova tecnologia. A empresa utiliza uma infraestrutura muito segura para guardar e gerir as moedas digitais. Para as operações funcionarem, ela conta com o apoio da parceira Bit2Me. Esta parceria estratégica começou em maio de 2024. A Bit2Me é uma empresa especialista no mercado de moedas digitais. Ela cumpre todas as regras do novo regulamento europeu MiCA.

O projeto ganhou vida após a Cecabank conseguir uma licença especial para trabalhar com criptoativos. Esta licença permite ao banco receber, transferir e cuidar das ordens digitais de forma legal. O novo sistema junta a força de duas empresas. A Cecabank traz o seu saber sobre regras do mercado.

Por outro lado, a Bit2Me oferece a tecnologia rápida para as trocas. Desse modo, os bancos podem oferecer novos serviços aos clientes sem complicações. O sistema reduz os problemas técnicos porque usa uma rede que já foi testada e aprovada. O modelo une a segurança da banca antiga com a velocidade do mundo digital.

Os clientes finais vão poder comprar e vender as moedas digitais mais famosas, incluindo as moedas digitais estáveis. No plano dos negócios, esta novidade coloca a Cecabank como uma ponte importante entre os bancos comuns e o mundo cripto. O banco foi o primeiro custodiante B2B a conseguir a licença oficial da CNMV em julho de 2025. A Cecabank também é o único banco em Espanha inscrito no Banco de Espanha desde o final de 2024. Agora, a empresa já quer crescer e levar estes serviços para a Irlanda, Portugal e Luxemburgo.

Aurora Cuadros, diretora da Cecabank, explicou que levar o trabalho tradicional para o digital é um passo natural. Afirmou que o banco ajuda os seus parceiros, como o Renta 4 Banco, a dar o máximo de segurança às pessoas. Além disso, destacou que o modelo poupa custos e dores de cabeça para as outras empresas financeiras.

Já Gabriel Ayala, diretor da Bit2Me, celebrou o novo serviço em conjunto. Sublinhou que a união com a Cecabank e o Renta 4 Banco prova que Espanha está a liderar a entrada dos ativos digitais nos bancos da Europa.

 

Trabalhadores da Lusa acusam Governo de confundir denúncia do AE com negociação

11 June 2026 at 17:33

Os órgãos representativos dos trabalhadores da Lusa acusaram hoje o Governo de confundir a negociação do Acordo de Empresa (AE) da agência de notícias com a sua denúncia, garantindo que o executivo nunca os informou desta intenção.

“Uma coisa é renegociar, outra coisa é denunciar o AE”, sustentam, recordando que “os trabalhadores reunidos em plenário exigiram a mudança de posição do CA [Conselho de Administração], em ato de boa fé, para que seja retirada a denúncia do AE para o reestabelecimento de alguma paz social abrindo o caminho para uma negociação que deve ser séria e responsável”.

Em comunicado, os sindicatos dos Jornalistas (SJ), dos Trabalhadores do Setor de Serviços (Sitese) e dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas (Site CSRA) e a Comissão de Trabalhadores (CT) da agência garantem que, “em nenhum momento dos encontros institucionais entre os órgãos representativos dos trabalhadores (ORT) da Lusa, o Governo referiu a vontade de denunciar o AE”.

Esclarecem que, desde setembro de 2025 o Governo, através do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, “abordou questões relacionadas com que o chegou a classificar publicamente como ‘processo de transformação da Lusa para melhor’, propondo novos estatutos, supostas sinergias com a RTP e um futuro processo de rescisões amigáveis”, mas sem nunca referir a intenção de denuciar o AE.

“O AE foi denunciado formalmente em reunião com os sindicatos e comunicado à Comissão de Trabalhadores no passado dia 28 de maio, situação contestada pelos ORT e pelos trabalhadores em plenário realizado na agência Lusa, no dia 02 de junho”, dizem.

“A resposta transmitida pelo Governo hoje a uma pergunta institucional do Bloco de Esquerda (BE) sobre o AE da agência Lusa não corresponde à verdade, demonstrando falta de objetividade e entendimento sobre as posições dos profissionais”, acrescentam.

A pergunta parlamentar colocada a Leitão Amaro pelo deputado único do BE, Fabian Figueiredo, procurava saber se o ministro tinha tido conhecimento prévio da decisão da administração da Lusa de denunciar o atual AE e que orientações foram dadas pelo acionista Estado relativamente à negociação coletiva na agência.

Em resposta, o Governo afirmou que “estava informado sobre a intenção do Conselho de Administração da Lusa em prosseguir com negociações com representantes dos trabalhadores, com vista à valorização das respetivas condições, e que envolveria também a revisão” do AE.

O executivo referiu “que a renegociação do Acordo de Empresa tinha já sido defendida por sindicatos e Comissão de Trabalhadores em reunião com o ministro da Presidência” e que “foi informado da posição que entendeu partilhada por Conselho de Administração e representantes de trabalhadores de que a revisão do acordo de empresa é necessária para um melhor e mais sustentável futuro das condições de trabalho e da empresa”.

“O Governo registou o entendimento comum de que a renegociação do Acordo de Empresa é também boa para os trabalhadores”, apontou o gabinete do ministro na resposta ao parlamento.

Os sindicatos presentes na Lusa e a Comissão de Trabalhadores da agência salientam, contudo, que “o Governo entendeu mal”, lamentando, mais uma vez, “a forma pouco adequada e irresponsável como o Governo, e neste caso, o Conselho de Administração da Lusa, têm lidado com assuntos de capital importância para o futuro da única agência de notícias de Portugal, obrigada a cumprir o serviço público de notícias”.

Além de questionar o Governo sobre se teve conhecimento prévio da decisão da administração da Lusa de denunciar o atual AE, o BE perguntou também ao Governo se considerava aceitável que os aumentos salariais fossem condicionados à assinatura de um novo acordo coletivo, que orientações tinham sido dadas pelo Estado enquanto acionista e que garantias existiam de que as negociações decorreriam sem pressão sobre os trabalhadores.

Mau tempo: Governo apoia com 500 milhões reconstrução de equipamentos de rádios locais

11 June 2026 at 17:12

O Governo aprovou, esta quinta-feira, uma linha de apoio no valor de 500 milhões de euros destinada à reconstrução dos equipamentos das rádios locais e regionais afetadas pelas tempestades do início do ano.

Segundo o ministro da Presidência, Leitão Amaro, foram afetados pelo mau tempo muitos equipamentos de transmissão e retransmissão de estações de rádio locais e regionais, colocando em causa a prestação do serviço de radiodifusão em áreas já de si prejudicadas pela existência de “desertos informativos”.

A medida foi aprovada na reunião do Conselho de Ministros realizada hoje.

PSP interceta transporte ilegal de prata avaliada em 700 mil euros no Aeroporto de Lisboa

11 June 2026 at 16:55

A ação, conduzida pelo Departamento de Segurança Privada (DSP) da PSP, surge na sequência de várias denúncias e diligências de investigação que apontavam para irregularidades no setor do transporte de valores. No total, foram apreendidos 389 quilos de prata, cujo destino seria um Estado-membro da União Europeia.

Dois homens, condutores das viaturas utilizadas no transporte, foram detidos em flagrante delito. As autoridades apreenderam ainda duas viaturas ligeiras de mercadorias associadas à operação.

Segundo a PSP divulgou em comunicado, a empresa responsável pelo transporte não possuía o obrigatório Alvará D, licença exigida para o exercício da atividade de transporte de valores. A infração poderá configurar crime, nos termos da legislação em vigor que regula a segurança privada em Portugal.

Durante a fiscalização, foi também detetada a ausência de documentação que comprovasse a origem dos metais preciosos. As autoridades identificaram ainda o uso indevido de sacos e lacres pertencentes a empresas de segurança privada devidamente licenciadas, levantando suspeitas adicionais sobre a legalidade da operação.

Os suspeitos foram constituídos arguidos e sujeitos à medida de coação de Termo de Identidade e Residência. O caso foi comunicado ao Ministério Público e à Polícia Judiciária, que poderão aprofundar a investigação.

A PSP sublinha que o transporte de valores é uma atividade altamente regulada, devendo ser assegurada exclusivamente por entidades devidamente licenciadas. A força policial reforça ainda o apelo às empresas para verificarem a legalidade dos prestadores de serviços antes de contratar este tipo de operações.

A operação contou com o apoio da Divisão de Trânsito do Comando Metropolitano de Lisboa e das estruturas de investigação criminal da PSP, que garantiram a segurança da interceção e a preservação da prova.

A PSP assegura que continuará a intensificar a fiscalização do setor, com o objetivo de prevenir a criminalidade e reforçar a confiança no mercado da segurança privada.

 

Cabaz alimentar desce para 255,57 euros com maior queda das últimas semanas

11 June 2026 at 16:26

O preço do cabaz alimentar essencial caiu para os 255,57 euros esta semana, registando uma descida de 3,74 euros face à semana anterior, segundo a monitorização da DECO PROteste. Esta descida é a maior das últimas semanas e surge após uma subida no período anterior, colocando o custo total dos 63 bens alimentares perto dos valores que eram registados no início de abril.

Apesar do alívio recente, a tendência a longo prazo revela que fazer compras continua mais caro do que em anos anteriores. No início deste ano, o mesmo cabaz custava menos 13,75 euros, o que representa uma poupança de 5,69% para os consumidores em comparação com o cenário atual.

A diferença cresce quando a comparação é feita com o período homólogo de 2025, altura em que os mesmos produtos ficavam 14,79 euros mais baratos, ou seja, menos 6,14%. O impacto da inflação torna-se ainda mais evidente face ao início de 2022, antes do início da guerra na Ucrânia, quando os portugueses gastavam menos 67,87 euros para encher o carrinho, uma diferença expressiva de 36,16%.

Na análise à última semana, entre os dias 3 e 10 de junho, os produtos que registaram as maiores subidas percentuais de preço foram a couve-coração, com um aumento de 15 cêntimos (9%), o pão de forma sem côdea, que subiu 16 cêntimos (7%), e a manteiga com sal, que ficou 12 cêntimos mais cara (5%).

Olhando para o histórico do último ano, a couve-coração volta a destacar-se com uma subida de 37%, custando agora 1,85 euros por quilo. No topo dos maiores aumentos face ao mesmo período do ano passado estão também o carapau, que encareceu 32% para os 5,38 euros por quilo, e os brócolos, com uma subida de 28% e um preço atual de 3,39 euros por quilo.

Se o ponto de partida for o início da contagem da DECO PROteste, a 5 de janeiro de 2022, os recordistas dos aumentos percentuais são diferentes. A carne de novilho para cozer lidera as subidas com um disparo de 125%, custando hoje 13,08 euros por quilo. Seguem-se a couve-coração, com um agravamento de 87% para os 2,10 euros por quilo, e os ovos, que registaram uma subida de 84% e fixam-se atualmente nos 2,10 euros.

Unidade de Combate à Fraude da Visa trava mais de 2,2 mil milhões em burlas

11 June 2026 at 16:25

A Visa anunciou que a sua equipa especializada em combate à fraude, Visa Scam Disruption (VSD), já identificou mais de 2,2 mil milhões de euros em tentativas de burla a nível global desde a sua criação, há pouco mais de dois anos. O anúncio foi feito durante a Global Anti-Scam Alliance Summit, que decorreu esta semana em Lisboa.

Segundo a empresa, o montante representa um aumento significativo face aos números divulgados em outubro de 2025, tendo sido sinalizados mais 1,4 mil milhões de euros em atividades fraudulentas nos últimos meses. Apenas no segundo semestre de 2025, a equipa VSD identificou mais 22% de burlas do que no período homólogo.

A Visa Scam Disruption é uma unidade dedicada à deteção e interrupção de esquemas fraudulentos antes que estes afetem consumidores e empresas. Com recurso a análises avançadas e à inteligência gerada pela rede global da Visa, a equipa consegue identificar padrões suspeitos e redes criminosas organizadas, mesmo quando as transações aparentam ser legítimas.

“As burlas são globais, adaptáveis e rápidas — e combatê-las exige o mesmo. A Unidade de Combate à Fraude da Visa utiliza a inteligência de toda a nossa rede global para conectar sinais entre mercados, detetar ameaças em evolução mais cedo com capacidades de IA e ajudar a travar burlas com parceiros-chave do ecossistema, antes que prejudiquem os consumidores. Os 2,2 mil milhões de euros em atividade de burla que identificámos mostram tanto a escala do desafio como o valor de o interromper na origem”, afirmou Rita Mendes Coelho, Country Manager da Visa em Portugal.

Entre os casos recentes identificados pela equipa europeia da VSD destaca-se uma burla disseminada através das redes sociais, conhecida como “burla de inquérito”. O esquema prometia produtos como packs de beleza, câmaras digitais ou kits de ferramentas a preços muito reduzidos. Após efetuarem uma compra inicial, os consumidores eram inadvertidamente inscritos em subscrições com pagamentos recorrentes de valor significativamente superior.

A investigação permitiu identificar cerca de 1.000 comerciantes ligados ao esquema, distribuídos por 21 adquirentes europeus. De acordo com a Visa, a operação criminosa terá gerado aproximadamente 85 milhões de euros em ganhos fraudulentos, tendo sido posteriormente desmantelada.

A Visa destaca que o sucesso da VSD assenta numa combinação de talento especializado, tecnologia avançada e colaboração com parceiros do setor. A equipa integra engenheiros, especialistas em inteligência artificial, antigos agentes das forças de segurança, profissionais militares e especialistas em visualização de dados.

Além das investigações proativas, a unidade utiliza ferramentas de inteligência artificial generativa para analisar grandes volumes de informação, identificar relações complexas entre diferentes entidades e detetar atividades fraudulentas com maior rapidez e precisão. A empresa trabalha ainda em estreita colaboração com instituições financeiras, autoridades e parceiros tecnológicos para desmantelar infraestruturas criminosas e prevenir novas tentativas de fraude.

Com o aumento da sofisticação dos esquemas fraudulentos a nível global, a Visa considera que a cooperação entre empresas, reguladores e autoridades será cada vez mais determinante para proteger consumidores e reforçar a confiança no ecossistema digital de pagamentos.

Bright Pixel investe na Theker em ronda recorde de 85 milhões na robótica europeia

11 June 2026 at 16:20

A Bright Pixel Capital participa na maior ronda Série A de robótica realizada na Europa, ao investir na startup Theker, numa operação de 85 milhões de dólares liderada pela norte-americana CRV.

A empresa de capital de risco do grupo Sonae integra assim um conjunto de investidores globais que inclui nomes como Samsung, LVMH, Cathay Innovation, 20VC, Henkel Ventures e Korelya, bem como investidores já presentes no capital da tecnológica espanhola, entre os quais Inditex, Kfund, Kibo Ventures e Mission.

Sediada em Barcelona, a Theker desenvolve robôs generalistas nativos de inteligência artificial, concebidos para operar em ambientes industriais complexos e adaptar-se em tempo real a diferentes tarefas sem necessidade de reprogramação manual. A tecnologia já está a ser utilizada em operações industriais em vários mercados europeus, com impacto na produtividade e na redução de tempos de inatividade, num contexto de escassez de mão de obra em setores como indústria, logística e retalho.

Para a Bright Pixel Capital, o investimento enquadra-se na estratégia de apoiar empresas que estão a transformar setores tradicionais através de inteligência artificial, automação e software avançado

“A Theker combina três características que procuramos: tecnologia diferenciadora, capacidade de execução e potencial de liderança global. A equipa conseguiu levar soluções de IA e robótica para ambientes industriais reais, algo ainda pouco comum nesta fase”, afirma Miguel Bagulho, diretor da Bright Pixel Capital.

Fundada pelos engenheiros Carla Gómez Cano e Jiaqiang Ye Zhu, a Theker reforça agora a sua posição no ecossistema europeu de robótica e inteligência artificial, menos de um ano depois de ter concluído a maior ronda seed da história das startups espanholas.
Segundo a cofundadora Carla Gómez Cano, o objetivo passa por acelerar a adoção de robótica inteligente em escala global.

“Construímos a Thekerpara colocar robôs que funcionam desde o primeiro dia em ambientes produtivos reais e que continuam a melhorar continuamente”, refere.

Com esta ronda, a empresa pretende expandir a implementação da sua tecnologia junto de operadores industriais, reforçar o desenvolvimento da sua plataforma proprietária e aumentar a equipa nas áreas de software, eletrónica, engenharia mecânica e operações.

A operação sublinha ainda o crescente peso do ecossistema europeu de inteligência artificial e robótica, ao atrair alguns dos principais investidores internacionais para projetos desenvolvidos no continente.

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