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Mais de 20 pessoas são presas em operação contra tráfico na Região Sul

11 June 2026 at 14:50

A Polícia Civil realiza uma grande operação contra uma rede de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no Sul do país, nesta quinta-feira (11). Até o momento, 27 pessoas foram presas.

A investigação teve início em 2023 com a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A partir disso, a polícia descobriu que a organização criminosa distribuía drogas em larga escala no estado gaúcho em um esquema que incluía operações logísticas com outros estados.

O total movimentado pela organização criminosa durante a investigação passou de R$ 21 milhões, conforme a polícia. A lavagem dos recursos ilícitos incluía a reinserção do dinheiro na economia formal por meio da compra de veículos, circulação de valores em espécie, integração e mescla do dinheiro proveniente do crime em empresas reais, de fachada e fantasmas.

No Rio Grande do Sul, as ordens judiciais estão sendo cumpridas nas cidades de Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Já em Santa Catarina, as diligências ocorrem em Florianópolis, Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça e São José. Cerca de 300 policiais participam da ação.

A polícia também cumpre mandados de busca e apreensão em presídios do Rio Grande do Sul e em uma penitenciária do Paraná. Além disso, diligências foram realizadas em empresas em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Ao todo, os policiais buscam cumprir 28 mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária, 58 mandados de busca e apreensão, 58 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e 14 sequestros de veículos.

PF faz operação contra tráfico internacional de cocaína por rotas marítimas

Foram identificadas pelo menos 21 empresas como operadoras do esquema, localizadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Os investigadores descobriram que as movimentações bancárias eram realizadas por meio de dissimulações estruturadas, como uso de contas de terceiros, contas de passagem, depósitos e saques rápidos, casas lotéricas e caixas eletrônicos.

A Polícia Civil informou que, entre os envolvidos, estão suspeitos com antecedentes por homicídio, tráfico de drogas e roubo.

A operação desta quinta-feira, denominada Apakani, ocorre no âmbito da Operação Narke 6 – uma ação nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública e executada em todo o país, destinada ao enfrentamento do narcotráfico.

Deolane e Marcola são denunciados por lavagem de dinheiro para o PCC

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O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra seis pessoas acusadas de integrar organização criminosa destinada a lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).  Entre os denunciados estão a advogada e influencer Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), apontado como líder do PCC.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o núcleo operava uma estrutura financeira "voltada à dissimulação e à reinserção na economia formal dos recursos ilícitos obtidos pela facção criminosa", que atuou entre 2018 e 2025 através de uma empresa de transportes administrada por Ciro Cesar Lemos, já condenado por organização criminosa.

Notícias relacionadas:

Lemos recebia ordens de Marcola e de seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, outra liderança da organização, para repassar rendimentos aos outros membros da rede. 

A rede também era composta pelo operador financeiro Everton de Sousa e pelos filhos de Alejandro, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho. De acordo com o Gaeco, Leonardo e Paloma estão foragidos no exterior.

Segundo o Gaeco, Deolane recebia depósitos fracionados provenientes da transportadora, ocultando sua origem mediante o uso de contas próprias.

"A acusada planejava, segundo a investigação, reestruturar suas empresas e transferi-las para fundos sediados no exterior, operando a lavagem de dinheiro dos valores oriundos de integrantes do PCC. Sousa supervisionava prestações de contas e o fluxo de valores como operador intermediário. Já Paloma e Leonardo recebiam parcelas dos rendimentos ilícitos por determinação do pai, cabendo a Paloma orientar Lemos sobre a distribuição dos valores, a partir de informações repassadas por Alejandro", afirmou o Gaeco, por meio de nota.

Deolane continua presa e teve pedido de habeas corpus negado pela Justiça nesta terça-feira (9). Marcola foi preso em 1999 e Alejandro está preso desde 2006. 

Apesar disso, sua influência é considerada central para as operações da facção, através de advogados, familiares, outros presos e de redes clandestinas de comunicação, denunciadas pelas autoridades penais e judiciárias. 

Defesa

A defesa de Deolane Bezerra  afirmou que não teve acesso à acusação e que ela não faz parte de nenhuma organização  criminosa ou cometeu qualquer crime. 

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho disse que ele e seu irmão Alejandro estão em presídio de segurança máxima desde 2019, o que torna inviável sua participação no esquema. Também acrescentou que Leonardo e Paloma "refutam integralmente as imputações formuladas", embora não negue a relação patrimonial e os "elementos financeiros" da denúncia, que serão esclarecidos e são regulares, assim como são improcedentes as acusações.

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Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o núcleo operava uma estrutura financeira "voltada à dissimulação e à reinserção na economia formal dos recursos ilícitos obtidos pela facção criminosa", que atuou entre 2018 e 2025 através de uma empresa de transportes administrada por Ciro Cesar Lemos, já condenado por organização criminosa.

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Segundo o Gaeco, Deolane recebia depósitos fracionados provenientes da transportadora, ocultando sua origem mediante o uso de contas próprias.

"A acusada planejava, segundo a investigação, reestruturar suas empresas e transferi-las para fundos sediados no exterior, operando a lavagem de dinheiro dos valores oriundos de integrantes do PCC. Sousa supervisionava prestações de contas e o fluxo de valores como operador intermediário. Já Paloma e Leonardo recebiam parcelas dos rendimentos ilícitos por determinação do pai, cabendo a Paloma orientar Lemos sobre a distribuição dos valores, a partir de informações repassadas por Alejandro", afirmou o Gaeco, por meio de nota.

Deolane continua presa e teve pedido de habeas corpus negado pela Justiça nesta terça-feira (9). Marcola foi preso em 1999 e Alejandro está preso desde 2006. 

Apesar disso, sua influência é considerada central para as operações da facção, através de advogados, familiares, outros presos e de redes clandestinas de comunicação, denunciadas pelas autoridades penais e judiciárias. 

Defesa

A defesa de Deolane Bezerra  afirmou que não teve acesso à acusação e que ela não faz parte de nenhuma organização  criminosa ou cometeu qualquer crime. 

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho disse que ele e seu irmão Alejandro estão em presídio de segurança máxima desde 2019, o que torna inviável sua participação no esquema. Também acrescentou que Leonardo e Paloma "refutam integralmente as imputações formuladas", embora não negue a relação patrimonial e os "elementos financeiros" da denúncia, que serão esclarecidos e são regulares, assim como são improcedentes as acusações.

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