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Clima da Bahia induz fungos em toalhas deixadas no banheiro; entenda

10 June 2026 at 09:48
O clima da Bahia, sobretudo de Salvador, favorece a proliferação de fungos, bactérias e outros microrganismos em toalhas deixadas no banheiro, devido ao calor e à umidade. A presença desses agentes infecciosos pode contribuir para problemas de saúde que afetam diretamente a pele e o sistema respiratório.Mesmo no sudoeste do estado, onde o tempo frio e seco predomina durante o inverno, os riscos são elevados. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia mostram que a capital baiana e outras cidades do litoral registram, ao longo do ano, níveis médios de umidade do ar frequentemente acima dos 70%, com picos que ultrapassam 80% em períodos mais chuvosos.Esse índice, considerado elevado, torna ambientes fechados e pouco ventilados, como os banheiros, locais perfeitos para o desenvolvimento de fungos e bactérias. Segundo Caroline Barbosa, professora da Afya Salvador e médica infectologista, em poucas horas, as superfícies têxteis úmidas, como as toalhas de banho, podem se tornar um ambiente propício à multiplicação de bactérias como a Staphylococcus aureus e a Escherichia coli, além de fungos associados a micoses cutâneas."Em regiões de clima quente e úmido, como a Bahia, a evaporação da água ocorre de forma mais lenta, especialmente em ambientes pouco ventilados, como banheiros. Quando a toalha permanece úmida por muitas horas, cria-se um ambiente ideal para proliferação de fungos, bactérias e ácaros. Além disso, restos de células da pele, suor, oleosidade e resíduos orgânicos ficam impregnados no tecido, favorecendo a multiplicação desses microrganismos. Esse cenário aumenta o risco de irritações cutâneas, infecções e agravamento de doenças dermatológicas", explica a especialista. Leia Também: PESQUISA Jovens trocam sexo por celular e aumentam queda da fertilidade, dizem estudos DIA D DE VACINAÇÃO Postos de Salvador ampliam horário de atendimento para vacinação COPA DO MUNDO Saiba como figurinhas da Copa podem ajudar crianças neurodivergentes Perigos da exposição à umidadeDe acordo com a Organização Mundial da Saúde, a exposição contínua à umidade e ao mofo dentro de ambientes domésticos está associada ao:Aumento de doenças respiratórias;agravamento de quadros de asma;maior incidência de alergias.No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que problemas de pele e alergias figuram entre as principais causas de atendimentos na atenção básica à saúde, muitas vezes relacionados a fatores ambientais e hábitos do cotidiano.O clima quente e úmido também reduz o tempo de evaporação da água em tecidos e superfícies. Dessa forma, uma toalha pode levar horas, e até mesmo dias, para secar quando deixada dentro do banheiro, especialmente após banhos quentes que aumentam ainda mais a concentração de vapor no ambiente.Como evitar problemas?Para evitar problemas de saúde relacionados à exposição à umidade, é necessário observar a frequência de troca e higienização das toalhas, que pode ampliar a carga microbiana presente no tecido. Além disso, é necessário se atentar ao contato repetido com toalhas contaminadas, que pode desencadear desde quadros simples, como acne e irritações, até infecções fúngicas mais persistentes, além de contribuir para conjuntivites e agravamento de dermatites, principalmente em pessoas com maior sensibilidade, como crianças, idosos e aqueles com predisposição alérgica.Dr. Manoel Peso, professor da Afya Educação Médica Vitória da Conquista e médico cirurgião plástico, alerta para os cuidados no inverno do sudoeste baiano, que muitas vezes apresenta clima oposto ao da capital."Nesse paralelo, temos um clima seco, porém frio, então a dificuldade é conseguir que as roupas em geral sequem, até mesmo fora do banheiro, principalmente para quem mora em ambientes mais fechados, como apartamentos. É importante trocar com mais frequência toalhas, lençóis e evitar repetir peças como camisas, roupas íntimas e meias, por exemplo"."Muito frequentemente, as pessoas apresentam alguma inflamação de pele e o uso da toalha molhada pode ampliar essa contaminação. Caso o paciente identifique alguma vermelhidão, coceira ou secreção, procure o médico para o tratamento adequado", alerta Dr. Manoel.Portanto, os especialistas alertam:Seque a toalha em ambientes ventilados ou ao sol;evite deixá-la dentro do banheiro após o uso;garanta a troca frequente, a cada dois ou três usos, ou antes, se permanecerem úmidas;estenda completamente a toalha após o uso, evitando deixá-la dobrada;não compartilhe toalhas pessoais;troque toalhas de rosto diariamente ou a cada dois dias;lave as toalhas com água e sabão adequados, garantindo secagem completa antes do próximo uso.

Jovens trocam sexo por celular e aumentam queda da fertilidade, dizem estudos

10 June 2026 at 09:08
Dois artigos científicos, um publicado na última segunda-feira, 8, e outro em maio, indicam que a queda mundial de fertilidade pode estar ligada ao smartphone.Desde o surgimento desses dispositivos, especialistas levantam a hipótese de que esses dispositivos possam ter influenciado a redução das taxas de natalidade. Embora a coincidência temporal com o lançamento do iPhone, em 2007, tenha chamado atenção, as evidências para sustentar essa relação eram limitadas.No momento, os dois artigos são as primeiras iniciativas acadêmicas que testam se o smartphone é uma das causas do fenômeno populacional.Caitlin Myers, economista do Middlebury College, e Ezekiel Hooper, seu aluno, analisaram os dados do início da distribuição do iPhone nos Estados Unidos. Ela começou em junho de 2007 e durante os primeiros anos, até 2011, estava restrita à operadora da marca AT&T.Os pesquisadores compararam dados de fertilidade entre condados com cobertura quase universal da AT&T e aqueles com pouca ou nenhuma cobertura e era mais difícil ter um iPhone.Segundo o estudo, nos lugares onde havia cobertura que permitia o uso do smartphone, houve um declínio populacional acentuado em comparação com aqueles que não o possuíam.Publicado no National Bureau of Economic Research, o artigo descobriu que os efeitos mais pronunciados foram entre jovens de 15 a 24 anos. Leia Também: DIA D DE VACINAÇÃO Postos de Salvador ampliam horário de atendimento para vacinação COPA DO MUNDO Saiba como figurinhas da Copa podem ajudar crianças neurodivergentes FISCALIZAÇÃO Anvisa suspende fórmula infantil por falta de registro e riscos à saúde Jovens menos propensos a fazer sexoMyers explicou que uma teoria é que os jovens começaram a socializar mais em seus telefones e menos pessoalmente e, consequentemente, ficaram menos propensos a fazer sexo.Além disso, a pesquisadora disse que os iPhones podem ter tornado a pornografia mais acessível, o que levou os jovens a substituir o sexo por ela, ou os jovens podem tê-los usado para obter melhores informações sobre como evitar a gravidez.Segundo estudo reforça causas do fenômenoOs autores do segundo estudo são Hernan Moscoso Boedo, professor de economia na Universidade de Cincinnati, e Nathan Hudson, doutorando. Eles também decidiram investigar os smartphones.“Países com sistemas de saúde muito diferentes, regimes de bem-estar social, leis de aborto, tradições religiosas, recessões e tendências demográficas distintas viram rupturas semelhantes na mesma janela temporal”, escreveramA dupla analisou dados do Banco Mundial medindo a penetração de smartphones e as taxas de fecundidade entre adolescentes em 128 países.Eles descobriram que, em países tão variados quanto Irã, Costa Rica, Guatemala, Chile, México e Turquia, as quedas na fecundidade entre adolescentes se aceleraram quando os smartphones se tornaram um fenômeno de massa.Moscoso e Hudson testaram sua teoria tecnológica nos Estados Unidos usando dados sobre banda larga fixa e redes móveis de alta velocidade 4G.Os pesquisadores descobriram que as taxas de fertilidade entre adolescentes caíram mais rapidamente em condados com maior acesso à internet de alta velocidade.Hipótese especulativaEconomista do Baruch College, Theodore Joyce disse estar cético em relação a ambos os estudos. Ele ressaltou que os nascimentos entre adolescentes vêm caindo desde a década de 1990, muito antes de a tecnologia entrar em cena.Para Joyce, a hipótese, pode estar correta, mas segue sendo especulativa.

Policlínica de Quirinópolis aborda ansiedade e medos que impactam a doação de sangue

10 June 2026 at 13:41

A Policlínica de Quirinópolis recebeu pacientes e acompanhantes na recepção da unidade para uma ação educativa com o tema “Ansiedade e receios que impedem a doação de sangue”. A iniciativa teve como objetivo esclarecer dúvidas, reduzir mitos e incentivar atitudes positivas em relação à doação.

Foram discutidos os principais fatores que costumam gerar insegurança em potenciais doadores, como o medo de agulhas, dor, mal-estar e a apreensão diante do procedimento. Também foi explicado o conceito de ansiedade, destacando que se trata de uma resposta natural do organismo frente a situações novas ou desconhecidas.

As etapas da doação de sangue e os cuidados adotados para garantir segurança e bem-estar ao doador também foram apresentados, assim como orientações práticas para lidar com a ansiedade, incluindo a busca por informações confiáveis, técnicas de respiração e o respeito ao próprio tempo e limites individuais.

“Sentir medo é algo comum e não deve ser motivo de vergonha. Quando a pessoa compreende o processo e entende que está em um ambiente seguro, a tendência é que a ansiedade diminua e a decisão de doar se torne mais tranquila”, explicou a psicóloga. A ação também reforçou a importância da doação de sangue como um gesto de solidariedade capaz de salvar vidas.

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Consumir proteína animal em vez de vegetal só tem vantagens acima dos 65 anos

10 June 2026 at 12:02

Investigadores portugueses concluíram que consumir proteína de origem animal ou vegetal tem resultados semelhantes para estimular o aumento de proteína muscular nos mais novos e apenas acima dos 65 anos a animal mostra ligeira vantagem.

A meta-análise, que comparou 12 estudos sobre o efeito da ingestão de proteína animal versus proteína vegetal ao nível do acréscimo de massa proteica no músculo, analisou diferentes grupos etários, janelas de tempo e efeitos combinados com o treino da força.

As conclusões indicam que as diferenças de efeito entre origem da proteína são quase inexistentes em pessoas mais novas, mesmo num contexto que envolva a prática de treino da força. O mesmo não acontece em pessoas acima dos 65 anos, nas quais a proteína animal mostra ser mais eficaz.

Em declarações à Lusa, o orientador do estudo, Gonçalo Vilhena de Mendonça, explicou que a proteína animal tem um teor de um aminoácido (leucina) que “está em maior quantidade por dose de proteína animal do que na proteína vegetal”.

“E a partir de determinada idade (…) é preciso aumentar um bocadinho mais essa quantidade de leucina que é ingerida para estimular ao acréscimo de proteína no músculo esquelético”, acrescentou, concluindo: “Quando as pessoas mais velhas estão a ingerir uma proteína que tem menos teor de leucina, o que acontece é que o músculo responde de uma forma diferente”.

O estudo foi realizado pelo Laboratório de Função Neuromuscular da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa, pela investigadora nutricionista Brícia Mendes.

Sobre os efeitos nos mais novos, Gonçalo Vilhena de Mendonça explicou: “A proteína vegetal, pelo menos a que é comercializada em forma de suplemento, é normalmente mais barata do que a de origem animal”.

“É um aspeto positivo para a carteira de cada um e, depois, tem outros dois aspetos importantes, pois [a proteína vegetal] é mais sustentável para o planeta e passível de consumo por pessoas vegetarianas”, acrescentou.

Além destas vantagens, o investigador lembrou que “há uma série de pessoas que têm intolerância à lactose. E a proteína do soro do leite, a ‘whey’, deriva do leite e, portanto, não é o ideal para pessoas que são intolerantes à lactose”.

A meta-análise incluiu 12 estudos, num total de 303 pessoas, 121 das quais com mais de 65 anos.

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Descobertos nas Bahamas os primeiros naufrágios dos Piratas das Caraíbas da vida real

By: ZAP
10 June 2026 at 11:40
Um grupo de arqueólogos encontrou seis naufrágios em expedições de mergulho perto de Nassau, com vários a datar da época em que vários piratas famosos, como Barba Negra ou Henry Avery, navegavam na região. Uma equipa de arqueólogos descobriu o que se acredita serem os primeiros naufrágios diretamente associados aos verdadeiros piratas das Caraíbas, lançando uma nova luz sobre os notórios foras-da-lei marítimos que operavam nas Bahamas no início do século XVIII. As descobertas foram feitas em Nassau e arredores, outrora o epicentro da chamada Era Dourada da Pirataria. Os investigadores identificaram seis naufrágios durante expedições de mergulho realizadas no

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https://www.youtube.com/watch?v=S8vIaj5D1OU Um grupo de arqueólogos encontrou seis naufrágios em expedições de mergulho perto de Nassau, com vários a datar da época em que vários piratas famosos, como Barba Negra ou Henry Avery, navegavam na região. Uma equipa de arqueólogos descobriu o que se acred

Quais sintomas ficar atento para quem tomou vacina do Butantan

10 June 2026 at 11:30

Logo Agência Brasil

Nesta segunda-feira (8), o Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida foi tomada após 42 pessoas apresentarem sintomas graves depois de terem sido vacinadas. Três foram internadas e duas faleceram. 

Os casos de reação adversa e as mortes estão sendo investigados para saber se há uma relação de fato com a vacina. 

Notícias relacionadas:

O ministério alerta que a suspensão é uma medida de precaução e que as pessoas vacinadas estão protegidas contra a dengue. 

"É importante lembrar que essa vacina tem eficácia comprovada. Todas essas pessoas que estão vacinadas, elas estão protegidas conforme a proteção que é dada pela vacina", destaca o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, em entrevista à Rádio Nacional

O que fazer se tiver reação adversa

O diretor explica que aqueles que receberam a vacina nos últimos 21 dias estão em um período chamado viremia vacinal, quando ainda há presença da forma enfraquecida do vírus da dengue no sangue. Isso ocorre porque a vacina "imita" a infecção de forma controlada, ajudando o organismo a desenvolver os anticorpos contra a doença.

Desta forma, as pessoas vacinadas, nesse período, devem ficar atentas a algum sintoma semelhante a dengue, como os citados abaixo, e procurar atendimento médico

  • febre
  • dor no corpo
  • manchas no corpo
  • sinais de sangramento
  • vômito

"Se porventura tiverem algum desses sinais ou sintomas, elas devem procurar um serviço de saúde e devem procurar assistência", orienta Gatti. 

Os vacinados há mais de 21 dias não necessitam buscar atendimento médico. 

"As pessoas que foram vacinadas há mais de 21 dias estão fora de qualquer tipo de risco, e inclusive elas estão protegidas contra dengue", explica o diretor.

A vacina do Butantan evita em 65% a ocorrência de dengue e em mais de 80% casos graves da doença e de hospitalização.  

"As pessoas que foram vacinadas e estão bem, passaram do período de 21 dias, não têm o que se preocupar", disse. 

Até o dia 30 de maio, mais de 501 mil pessoas foram vacinadas com o imunizante, incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na primeira fase de implantação, foram vacinadas as populações de três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO). Em fevereiro, passaram a ser vacinados os profissionais de saúde da atenção primária.

Antes de ser adotada no SUS, a vacina passou por todos os ritos necessários para o uso no país. Na fase de testes, foram vacinadas mais de 11 mil pessoas e monitoradas por até cinco anos. Após os testes, a vacina foi autorizada pela Anvisa.

* Colaborou Pedro Lacerda, da Rádio Nacional

Quais sintomas ficar atento para quem tomou vacina do Butantan

10 June 2026 at 11:30

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Nesta segunda-feira (8), o Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida foi tomada após 42 pessoas apresentarem sintomas graves depois de terem sido vacinadas. Três foram internadas e duas faleceram. 

Os casos de reação adversa e as mortes estão sendo investigados para saber se há uma relação de fato com a vacina. 

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O ministério alerta que a suspensão é uma medida de precaução e que as pessoas vacinadas estão protegidas contra a dengue. 

"É importante lembrar que essa vacina tem eficácia comprovada. Todas essas pessoas que estão vacinadas, elas estão protegidas conforme a proteção que é dada pela vacina", destaca o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, em entrevista à Rádio Nacional

O que fazer se tiver reação adversa

O diretor explica que aqueles que receberam a vacina nos últimos 21 dias estão em um período chamado viremia vacinal, quando ainda há presença da forma enfraquecida do vírus da dengue no sangue. Isso ocorre porque a vacina "imita" a infecção de forma controlada, ajudando o organismo a desenvolver os anticorpos contra a doença.

Desta forma, as pessoas vacinadas, nesse período, devem ficar atentas a algum sintoma semelhante a dengue, como os citados abaixo, e procurar atendimento médico

  • febre
  • dor no corpo
  • manchas no corpo
  • sinais de sangramento
  • vômito

"Se porventura tiverem algum desses sinais ou sintomas, elas devem procurar um serviço de saúde e devem procurar assistência", orienta Gatti. 

Os vacinados há mais de 21 dias não necessitam buscar atendimento médico. 

"As pessoas que foram vacinadas há mais de 21 dias estão fora de qualquer tipo de risco, e inclusive elas estão protegidas contra dengue", explica o diretor.

A vacina do Butantan evita em 65% a ocorrência de dengue e em mais de 80% casos graves da doença e de hospitalização.  

"As pessoas que foram vacinadas e estão bem, passaram do período de 21 dias, não têm o que se preocupar", disse. 

Até o dia 30 de maio, mais de 501 mil pessoas foram vacinadas com o imunizante, incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na primeira fase de implantação, foram vacinadas as populações de três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO). Em fevereiro, passaram a ser vacinados os profissionais de saúde da atenção primária.

Antes de ser adotada no SUS, a vacina passou por todos os ritos necessários para o uso no país. Na fase de testes, foram vacinadas mais de 11 mil pessoas e monitoradas por até cinco anos. Após os testes, a vacina foi autorizada pela Anvisa.

* Colaborou Pedro Lacerda, da Rádio Nacional

Vacina do Butantan não é aplicada em crianças nos postos de saúde

10 June 2026 at 11:29

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A vacina contra dengue do Butantan, que teve a aplicação suspensa pelo Ministério da Saúde, não é o imunizante aplicado em crianças nos postos de saúde.

Chamada de Qdenga, a vacina aplicada em crianças e adolescentes de 10 anos a 14 anos é fabricada pelo laboratório Takeda (japonês). Esse imunizante não sofreu nenhum tipo de suspensão. 

Notícias relacionadas:

"A vacina do laboratório Takeda, que é feito para crianças de 10 anos até adolescentes de 14 anos, essa segue com a vacinação normal em todo o país", explica o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, em entrevista à Rádio Nacional.

A Qdenga está disponível na rede pública desde 2024. Cerca de 8 milhões de doses já foram aplicadas no Brasil, conforme o Ministério da Saúde.

Além disso, Gatti ressalta que a vacina do Butantan é indicada para pessoas acima de 15 anos de idade e não estava disponível para toda a população

"Ela [vacina do Butantan] estava direcionada para um público muito específico, porque a gente tinha começado apenas a estratégia", afirma. 

A vacina do Butantan foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano.

Foram vacinadas profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde e, de forma ampliada, público de 15 a 49 anos de idade de três cidades - Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) - e da região de Araguaína (TO). Até o dia 30 de maio, mais de 501 mil pessoas foram imunizadas.

Dengue no Brasil

De janeiro a maio, o Brasil já registrou uma queda de 97% nas mortes e de 94% nos casos de dengue em comparação ao mesmo período de 2024, segundo dados do Ministério da Saúde.

* Colaborou Pedro Lacerda, da Rádio Nacional

 

Vacina do Butantan não é aplicada em crianças nos postos de saúde

10 June 2026 at 11:29

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A vacina contra dengue do Butantan, que teve a aplicação suspensa pelo Ministério da Saúde, não é o imunizante aplicado em crianças nos postos de saúde.

Chamada de Qdenga, a vacina aplicada em crianças e adolescentes de 10 anos a 14 anos é fabricada pelo laboratório Takeda (japonês). Esse imunizante não sofreu nenhum tipo de suspensão. 

Notícias relacionadas:

"A vacina do laboratório Takeda, que é feito para crianças de 10 anos até adolescentes de 14 anos, essa segue com a vacinação normal em todo o país", explica o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, em entrevista à Rádio Nacional.

A Qdenga está disponível na rede pública desde 2024. Cerca de 8 milhões de doses já foram aplicadas no Brasil, conforme o Ministério da Saúde.

Além disso, Gatti ressalta que a vacina do Butantan é indicada para pessoas acima de 15 anos de idade e não estava disponível para toda a população

"Ela [vacina do Butantan] estava direcionada para um público muito específico, porque a gente tinha começado apenas a estratégia", afirma. 

A vacina do Butantan foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano.

Foram vacinadas profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde e, de forma ampliada, público de 15 a 49 anos de idade de três cidades - Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) - e da região de Araguaína (TO). Até o dia 30 de maio, mais de 501 mil pessoas foram imunizadas.

Dengue no Brasil

De janeiro a maio, o Brasil já registrou uma queda de 97% nas mortes e de 94% nos casos de dengue em comparação ao mesmo período de 2024, segundo dados do Ministério da Saúde.

* Colaborou Pedro Lacerda, da Rádio Nacional

 

Municípios devem guardar vacina do Butantan até nova decisão

10 June 2026 at 11:28

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Os municípios e estados devem guardar as vacinas contra dengue do Butantan até uma nova orientação do Ministério da Saúde, informou o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.

Na última segunda-feira (8), o Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação da vacina após o registro de 42 casos de reações graves e duas mortes, que estão sob investigação para saber se há correlação com a vacina. 

Notícias relacionadas:

"A orientação é que os municípios coloquem o imunobiológico em reserva dentro da sua rede de frio, ou seja, nós não vamos distribuir mais vacinas de dengue por hora. Os estados que tiverem vacina de dengue no seu estoque devem segurar essa vacina. Os municípios que eventualmente tenham vacinas no seu território devem também guardar essas vacinas até segunda ordem", explicou Eder Gatti, em entrevista à Rádio Nacional

Foi a vigilância de rotina do Programa Nacional de Imunização (PMI) que identificou as 42 pessoas que apresentaram dor abdominal, vômitos persistentes, episódios de sangramento e até perda de consciência.

Além disso, foram verificados três casos graves que apresentaram um quadro típico de dengue grave e precisaram de internação. Duas pessoas morreram.

Até o dia 30 de maio, mais de 501 mil foram vacinadas com o imunizante, sendo profissionais de saúde e público acima de 15 anos de três cidades: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), além da região de Araguaína (TO).

Casos inusitados

A suspensão temporária foi uma medida de precaução do Ministério da Saúde, para evitar riscos até a elucidação dos casos identificados. O governo informou que a suspensão não significa que a vacina deixou de ser eficaz na prevenção de casos e mortes por dengue.

Os casos adversos são considerados inusitados, pois não apareceram durante o período de testes clínicos. 

"Uma vez que a gente começa a usar em larga escala, é quando os eventos muito raros começam a aparecer. A vigilância do programa é que capta esses casos. O que aconteceu agora foi algo inesperado, identificado numa ação de vigilância de rotina, o que demonstra, inclusive, que a vigilância do Programa Nacional de Imunização está funcionando muito bem. O programa cuida da qualidade e da segurança da vacinação que é feita na nossa população", disse. 

A expectativa do Programa Nacional de Imunização é que após a divulgação dos casos de reação adversa e da suspensão da vacina, novas notificações possam ser identificadas. 

"Após darmos publicidade à ocorrência desses casos, é de se esperar que a vigilância se sensibilize, ou seja, ela comece a captar mais casos, porque as pessoas que eventualmente apresentaram algo e não buscaram assistência ou não foram notificadas, agora elas vão buscar notificação", explica. 

Quem deve ficar atento

O grupo de pessoas que recebeu a vacina nos últimos 21 dias precisa ficar atento a sintomas como febre, dor no corpo, manchas na pele, sangramento e vômito. Se eles surgirem, a orientação é buscar atendimento médico. 

Esse período é quando a forma enfraquecida do vírus da doença ainda está no sangue, e por isso pode causar reações. 

"Elas precisam ficar atentas para o surgimento de sintomas do tipo febre acompanhado de outros sintomas como, por exemplo, dor no corpo, manchas pelo corpo, sinais de sangramento, vômito. Tudo aquilo que leve a pensar em dengue. As pessoas precisam ficar atentas e se, porventura, tiverem algum desses sinais ou sintomas, devem procurar um serviço de saúde, devem procurar assistência", orienta o diretor. 

Já quem está vacinado há mais de 21 dias não tem risco. 

"As pessoas que foram vacinadas há mais de 21 dias estão fora de qualquer tipo de risco, e inclusive estão protegidas contra dengue", disse, acrescentado que a vacina do Butantan evita em 65% a ocorrência de dengue e em mais de 80% casos graves e de hospitalização.

Retomada da vacina do Butantan

O diretor informou que um comitê de especialistas está sendo convocado para realizar estudos e avaliar o que a vigilância detectou. 

"A partir dessa avaliação [do comitê]", a gente vai definir prazos e até uma decisão final posterior. Ainda é cedo para eu dizer quando é que a gente vai ter uma decisão definitiva". 

Vacina Qdenga

A vacina Qdenga, fabricada pelo laboratório Takeda (Japão) e recomendada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, segue sendo aplicada normalmente. Gatti destaca que a vacina do Butantan é indicada apenas para pessoas de 15 anos ou mais.

"O SUS tem outra vacina da dengue, que é a vacina do laboratório Takeda. Ela é recomendada para pessoas de 10 a 14 anos e não apresentou qualquer tipo de sinal de segurança [alerta], ou seja, essa vacina segue com sua vacinação sendo feita normalmente", esclareceu.

* Colaborou Pedro Lacerda, da Rádio Nacional

Municípios devem guardar vacina do Butantan até nova decisão

10 June 2026 at 11:28

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Os municípios e estados devem guardar as vacinas contra dengue do Butantan até uma nova orientação do Ministério da Saúde, informou o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.

Na última segunda-feira (8), o Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação da vacina após o registro de 42 casos de reações graves e duas mortes, que estão sob investigação para saber se há correlação com a vacina. 

Notícias relacionadas:

"A orientação é que os municípios coloquem o imunobiológico em reserva dentro da sua rede de frio, ou seja, nós não vamos distribuir mais vacinas de dengue por hora. Os estados que tiverem vacina de dengue no seu estoque devem segurar essa vacina. Os municípios que eventualmente tenham vacinas no seu território devem também guardar essas vacinas até segunda ordem", explicou Eder Gatti, em entrevista à Rádio Nacional

Foi a vigilância de rotina do Programa Nacional de Imunização (PMI) que identificou as 42 pessoas que apresentaram dor abdominal, vômitos persistentes, episódios de sangramento e até perda de consciência.

Além disso, foram verificados três casos graves que apresentaram um quadro típico de dengue grave e precisaram de internação. Duas pessoas morreram.

Até o dia 30 de maio, mais de 501 mil foram vacinadas com o imunizante, sendo profissionais de saúde e público acima de 15 anos de três cidades: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), além da região de Araguaína (TO).

Casos inusitados

A suspensão temporária foi uma medida de precaução do Ministério da Saúde, para evitar riscos até a elucidação dos casos identificados. O governo informou que a suspensão não significa que a vacina deixou de ser eficaz na prevenção de casos e mortes por dengue.

Os casos adversos são considerados inusitados, pois não apareceram durante o período de testes clínicos. 

"Uma vez que a gente começa a usar em larga escala, é quando os eventos muito raros começam a aparecer. A vigilância do programa é que capta esses casos. O que aconteceu agora foi algo inesperado, identificado numa ação de vigilância de rotina, o que demonstra, inclusive, que a vigilância do Programa Nacional de Imunização está funcionando muito bem. O programa cuida da qualidade e da segurança da vacinação que é feita na nossa população", disse. 

A expectativa do Programa Nacional de Imunização é que após a divulgação dos casos de reação adversa e da suspensão da vacina, novas notificações possam ser identificadas. 

"Após darmos publicidade à ocorrência desses casos, é de se esperar que a vigilância se sensibilize, ou seja, ela comece a captar mais casos, porque as pessoas que eventualmente apresentaram algo e não buscaram assistência ou não foram notificadas, agora elas vão buscar notificação", explica. 

Quem deve ficar atento

O grupo de pessoas que recebeu a vacina nos últimos 21 dias precisa ficar atento a sintomas como febre, dor no corpo, manchas na pele, sangramento e vômito. Se eles surgirem, a orientação é buscar atendimento médico. 

Esse período é quando a forma enfraquecida do vírus da doença ainda está no sangue, e por isso pode causar reações. 

"Elas precisam ficar atentas para o surgimento de sintomas do tipo febre acompanhado de outros sintomas como, por exemplo, dor no corpo, manchas pelo corpo, sinais de sangramento, vômito. Tudo aquilo que leve a pensar em dengue. As pessoas precisam ficar atentas e se, porventura, tiverem algum desses sinais ou sintomas, devem procurar um serviço de saúde, devem procurar assistência", orienta o diretor. 

Já quem está vacinado há mais de 21 dias não tem risco. 

"As pessoas que foram vacinadas há mais de 21 dias estão fora de qualquer tipo de risco, e inclusive estão protegidas contra dengue", disse, acrescentado que a vacina do Butantan evita em 65% a ocorrência de dengue e em mais de 80% casos graves e de hospitalização.

Retomada da vacina do Butantan

O diretor informou que um comitê de especialistas está sendo convocado para realizar estudos e avaliar o que a vigilância detectou. 

"A partir dessa avaliação [do comitê]", a gente vai definir prazos e até uma decisão final posterior. Ainda é cedo para eu dizer quando é que a gente vai ter uma decisão definitiva". 

Vacina Qdenga

A vacina Qdenga, fabricada pelo laboratório Takeda (Japão) e recomendada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, segue sendo aplicada normalmente. Gatti destaca que a vacina do Butantan é indicada apenas para pessoas de 15 anos ou mais.

"O SUS tem outra vacina da dengue, que é a vacina do laboratório Takeda. Ela é recomendada para pessoas de 10 a 14 anos e não apresentou qualquer tipo de sinal de segurança [alerta], ou seja, essa vacina segue com sua vacinação sendo feita normalmente", esclareceu.

* Colaborou Pedro Lacerda, da Rádio Nacional

Risco de morte materna cai até 31% entre quem recebe o Bolsa Família

Logo Agência Brasil

Estudos desenvolvidos ao longo da última década por pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia, associam a participação no Programa Bolsa Família à redução da mortalidade materna e infantil. 

Também foi observada queda na incidência de doenças infecciosas e de internações relacionadas a transtornos mentais. 

Notícias relacionadas:

Uma das evidências consideradas mais robustas pelos pesquisadores está relacionada à saúde materna e infantil. Entre as mulheres beneficiárias do programa, o risco de morte por causas relacionadas à gravidez e ao parto foi até 31% menor em comparação com aquelas que não recebiam o benefício. 

Segundo os pesquisadores, o resultado está associado, entre outros fatores, ao maior acesso ao pré-natal e aos serviços de saúde estimulados pelas condicionalidades do programa.

Os efeitos também aparecem no início da vida. Em estudo que analisou mais de 4 milhões de nascimentos, as gestantes beneficiárias apresentaram menor probabilidade de dar à luz crianças com baixo peso ao nascer. O impacto foi ainda mais expressivo entre mães pretas e indígenas. 

Outras pesquisas identificaram redução na ocorrência de partos prematuros e queda de 16% na mortalidade de crianças menores de cinco anos entre famílias atendidas pelo programa.

Doenças 

O conjunto de estudos também revelou impactos importantes sobre doenças associadas à pobreza. No caso da tuberculose, por exemplo, beneficiários do Bolsa Família tiveram incidência 41% menor da doença e redução de 31% no risco de morte após o diagnóstico. Entre indígenas, a queda da mortalidade foi ainda mais expressiva.

Resultados semelhantes foram observados em relação ao HIV/Aids. O acompanhamento de mais de 22 milhões de brasileiros mostrou menor incidência da doença, menor mortalidade e melhores indicadores entre os grupos mais pobres da população.

Os pesquisadores também identificaram redução da ocorrência de hanseníase em municípios com alta transmissão e aumento das taxas de adesão ao tratamento e de cura entre os beneficiários.

Saúde mental

Um dos estudos apontou que a taxa de suicídio foi 56% menor entre pessoas atendidas pelo Bolsa Família. Outras análises apontaram redução das hospitalizações por transtornos psiquiátricos e por problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, especialmente nos municípios com maiores índices de pobreza.

Para o epidemiologista Mauricio Barreto, da Fiocruz Bahia, os resultados ajudam a compreender como fatores econômicos e sociais influenciam diretamente os desfechos em saúde. 

“Inúmeros problemas de saúde são determinados por fatores sociais e econômicos, especialmente a pobreza e as desigualdades. Reduzir a pobreza e incentivar o uso dos serviços de saúde, educação e assistência social deve fazer parte dos esforços para tornar a população brasileira mais saudável”, disse.

Pesquisas

Os resultados foram apresentados nesta semana durante webinar que reuniu cientistas brasileiros e estrangeiros para discutir os principais achados produzidos a partir da chamada Coorte dos 100 Milhões de Brasileiros.

As pesquisas utilizaram dados do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) cruzados com informações sobre nascimentos, hospitalizações, notificações de doenças e óbitos. A partir desse conjunto de dados, os pesquisadores buscaram medir os efeitos da transferência de renda sobre a saúde da população mais vulnerável do país.

Segundo Mauricio Barreto, os estudos reforçam que o combate à pobreza deve ser entendido também como uma estratégia de promoção da saúde.

“A existência do Sistema Único de Saúde é fundamental para proteger e atender às necessidades da população, mas quando ele atua em conjunto com um programa robusto de proteção social, como o Bolsa Família, torna-se possível reduzir os efeitos dos principais determinantes sociais que afetam negativamente a saúde”, afirmou durante o encontro.

Os pesquisadores destacam que os estudos foram realizados com base em metodologias de avaliação consideradas inovadoras para políticas públicas, permitindo comparar grupos populacionais com características semelhantes e estimar os efeitos do programa ao longo do tempo.

As evidências produzidas pelo Cidacs ao longo dos últimos dez anos reforçam, segundo os autores, a importância da integração entre políticas de proteção social e o sistema de saúde. 

Risco de morte materna cai até 31% entre quem recebe o Bolsa Família

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Estudos desenvolvidos ao longo da última década por pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia, associam a participação no Programa Bolsa Família à redução da mortalidade materna e infantil. 

Também foi observada queda na incidência de doenças infecciosas e de internações relacionadas a transtornos mentais. 

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Uma das evidências consideradas mais robustas pelos pesquisadores está relacionada à saúde materna e infantil. Entre as mulheres beneficiárias do programa, o risco de morte por causas relacionadas à gravidez e ao parto foi até 31% menor em comparação com aquelas que não recebiam o benefício. 

Segundo os pesquisadores, o resultado está associado, entre outros fatores, ao maior acesso ao pré-natal e aos serviços de saúde estimulados pelas condicionalidades do programa.

Os efeitos também aparecem no início da vida. Em estudo que analisou mais de 4 milhões de nascimentos, as gestantes beneficiárias apresentaram menor probabilidade de dar à luz crianças com baixo peso ao nascer. O impacto foi ainda mais expressivo entre mães pretas e indígenas. 

Outras pesquisas identificaram redução na ocorrência de partos prematuros e queda de 16% na mortalidade de crianças menores de cinco anos entre famílias atendidas pelo programa.

Doenças 

O conjunto de estudos também revelou impactos importantes sobre doenças associadas à pobreza. No caso da tuberculose, por exemplo, beneficiários do Bolsa Família tiveram incidência 41% menor da doença e redução de 31% no risco de morte após o diagnóstico. Entre indígenas, a queda da mortalidade foi ainda mais expressiva.

Resultados semelhantes foram observados em relação ao HIV/Aids. O acompanhamento de mais de 22 milhões de brasileiros mostrou menor incidência da doença, menor mortalidade e melhores indicadores entre os grupos mais pobres da população.

Os pesquisadores também identificaram redução da ocorrência de hanseníase em municípios com alta transmissão e aumento das taxas de adesão ao tratamento e de cura entre os beneficiários.

Saúde mental

Um dos estudos apontou que a taxa de suicídio foi 56% menor entre pessoas atendidas pelo Bolsa Família. Outras análises apontaram redução das hospitalizações por transtornos psiquiátricos e por problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, especialmente nos municípios com maiores índices de pobreza.

Para o epidemiologista Mauricio Barreto, da Fiocruz Bahia, os resultados ajudam a compreender como fatores econômicos e sociais influenciam diretamente os desfechos em saúde. 

“Inúmeros problemas de saúde são determinados por fatores sociais e econômicos, especialmente a pobreza e as desigualdades. Reduzir a pobreza e incentivar o uso dos serviços de saúde, educação e assistência social deve fazer parte dos esforços para tornar a população brasileira mais saudável”, disse.

Pesquisas

Os resultados foram apresentados nesta semana durante webinar que reuniu cientistas brasileiros e estrangeiros para discutir os principais achados produzidos a partir da chamada Coorte dos 100 Milhões de Brasileiros.

As pesquisas utilizaram dados do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) cruzados com informações sobre nascimentos, hospitalizações, notificações de doenças e óbitos. A partir desse conjunto de dados, os pesquisadores buscaram medir os efeitos da transferência de renda sobre a saúde da população mais vulnerável do país.

Segundo Mauricio Barreto, os estudos reforçam que o combate à pobreza deve ser entendido também como uma estratégia de promoção da saúde.

“A existência do Sistema Único de Saúde é fundamental para proteger e atender às necessidades da população, mas quando ele atua em conjunto com um programa robusto de proteção social, como o Bolsa Família, torna-se possível reduzir os efeitos dos principais determinantes sociais que afetam negativamente a saúde”, afirmou durante o encontro.

Os pesquisadores destacam que os estudos foram realizados com base em metodologias de avaliação consideradas inovadoras para políticas públicas, permitindo comparar grupos populacionais com características semelhantes e estimar os efeitos do programa ao longo do tempo.

As evidências produzidas pelo Cidacs ao longo dos últimos dez anos reforçam, segundo os autores, a importância da integração entre políticas de proteção social e o sistema de saúde. 

Banho de ofurô transforma rotina de bebê internado no HMMCC

10 June 2026 at 11:38

Um gesto simples, mas carregado de ciência e afeto, marcou a rotina da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN) do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC) nesta semana.

O bebê Daniel, internado há 57 dias na unidade, recebeu o banho de ofurô, também conhecido como banho de balde, realizado pela fisioterapeuta Maria José Caetano, com apoio da técnica de enfermagem Mychelle Caroline.

O procedimento integra as práticas de cuidado humanizado e busca proporcionar conforto e bem-estar ao recém-nascido. “O banho de ofurô é uma técnica utilizada em maternidades e UTIs neonatais para promover conforto e organização comportamental do bebê”, explica a fisioterapeuta.

Segundo Maria José, a posição dentro do balde, semelhante à do útero materno, ajuda a reduzir o estresse e a agitação, favorecendo o relaxamento, o controle da dor, a melhora do sono, a estabilidade fisiológica e o desenvolvimento neurocomportamental.

“A água deve estar entre 36,5°C e 37,5°C. O bebê permanece o tempo todo sob supervisão, com a cabeça fora da água. Após o ofurô, pode ser realizado o banho de higienização. A técnica não é indicada para recém-nascidos com instabilidade clínica importante”, orienta a fisioterapeuta.

Durante o procedimento, a equipe observa sinais como conforto, redução do choro, melhora do padrão respiratório e menor gasto energético. A fisioterapeuta destaca ainda que o banho pode ser realizado na presença da mãe, com orientação da equipe durante a internação, quando há interesse da família.

A mãe do bebê, Heryka Pereira Sobral, 38 anos, acompanhou o momento e ressaltou a importância de cada cuidado no desenvolvimento do filho durante a internação. “Tudo que ajuda no desenvolvimento do nosso filho nesse momento é importante. Quando se tem um bebê prematuro, tudo é novo, e cada cuidado que traz melhora é uma bênção”, afirmou.

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Saúde e ensino foram os setores mais afetados pela greve geral

VTM

Ao longo do dia, registaram-se níveis de adesão muito distintos entre concelhos e serviços, com unidades encerradas, outras a funcionar em serviços mínimos e várias estruturas com funcionamento condicionado.

Na área da educação, verificaram-se encerramentos totais e parciais em vários agrupamentos de escolas. Em Vila Real, a Escola Diogo Cão encerrou logo pela manhã, após não estarem reunidas condições para o funcionamento normal das atividades letivas. Também a Escola Secundária de São Pedro não teve qualquer atividade letiva, ao mesmo tempo que no Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, o Centro Escolar Abade de Mouçós, a Escola Monsenhor Jerónimo do Amaral e a própria escola-sede não reuniram condições para o funcionamento, tendo igualmente encerrado.

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Projeto CUIDARaro alarga apoio às famílias com acompanhamento psicológico especializado

10 June 2026 at 10:38

O projeto CUIDARaro, promovido pela RD-Portugal, passou a disponibilizar acompanhamento psicológico especializado aos cuidadores informais de pessoas com doença rara, medida que reforça a resposta já assegurada através das 20 horas mensais de descanso atribuídas por substituição temporária, mas regular, com cuidadores de substituição. A evolução do projeto surge na sequência dos resultados de um […]

Os corais têm um relógio hormonal semelhante ao nosso para se reproduzirem

By: ZAP
10 June 2026 at 10:00
Um estudo de três anos desvendou novos detalhes sobre a reprodução dos corais, revelando ciclos hormonais semelhantes aos dos seres humanos e de outros animais, bem como uma nova forma de detetar o sofrimento dos recifes antes que seja tarde demais. Os corais libertam simultaneamente, uma vez por ano, os seus óvulos e espermatozoides no mar. No entanto, o que acontece nos meses que antecedem esse momento tem permanecido, em grande parte, um mistério. Num novo estudo, publicado na iScience, os investigadores descobriram evidências de que os corais podem depender de ciclos hormonais semelhantes aos utilizados por muitos animais. incluindo

A subida do nível do mar está a acelerar. O principal factor não é o que se imaginava

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10 June 2026 at 09:00
Uma reavaliação aprofundada de dados científicos revelou que o ritmo de subida do nível do mar está a acelerar e o principal factor poderá ser simplesmente o processo conhecido como expansão térmica. Embora o degelo dos glaciares e a redução das camadas de gelo sejam habitualmente apontados como factores que contribuem para a subida gradual do nível do mar, a expansão lenta e contínua dos oceanos passa muitas vezes despercebida. No entanto, um novo estudo, recentemente publicado na revista Science Advances, mostra que é precisamente este fenómeno a principal causa da subida do nível do mar em todo o mundo.

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