Normal view

Algarve atinge 80% de ocupação hoteleira graças nos feriados de junho

By: Lusa
10 June 2026 at 17:42

A ocupação hoteleira Algarve deverá ultrapassar os 80% nos feriados de junho, com ligeiro aumento da procura face ao ano passado, segundo fontes do setor.

O conteúdo Algarve atinge 80% de ocupação hoteleira graças nos feriados de junho aparece primeiro em Barlavento.

AI fever sparks an IPO race that threatens to change the balance of financial markets

Artificial intelligence (AI) is addicted to money. The major labs developing AI models are intoxicated with the dollars that will finance the technology’s evolution. The three leading companies in the sector, Anthropic, OpenAI and SpaceX, have announced in recent days plans to go public to raise more funds in an endless race. Other long-established tech multinationals such as Google, Microsoft, Meta and Amazon have also launched financial operations in what is shaping up to be the biggest capital raising effort in the sector’s history.

Seguir leyendo

© OLGA FEDOROVA (EFE)

Protests at Nasdaq headquarters against Elon Musk and SpaceX’s IPO.

Era Agêntica: 80% das pesquisas já incluem IA e obrigam marcas a reinventar estratégias

10 June 2026 at 07:46

A crescente integração da Inteligência Artificial (IA) nos motores de pesquisa está a transformar profundamente o marketing digital, obrigando as marcas a competir não apenas pela atenção dos consumidores, mas também pela recomendação dos próprios sistemas de IA. A conclusão foi destacada no evento “What’s Next in the Agentic Era: Disrupção no Marketing, Media e Medição”, promovido pela Incubeta em parceria com a Google, que reuniu em Lisboa profissionais das áreas de marketing, media, dados e tecnologia.

Segundo Michael Ossendrijver, Group Chief Solutions Officer da Incubeta Global, “o manual tradicional do marketing digital foi reescrito”, sublinhando que os consumidores procuram cada vez mais respostas diretas, em vez de navegarem por múltiplos resultados. “Mindshare is becoming Model Share”, afirmou, sintetizando a mudança de paradigma.

De acordo com o responsável, cerca de 80% das pesquisas já apresentam respostas geradas por IA, tendência que deverá intensificar-se nos próximos anos. Em paralelo, o tráfego proveniente de sistemas de IA para plataformas de comércio eletrónico registou um crescimento de 393% face ao ano anterior, com taxas de conversão 42% superiores às do tráfego digital tradicional.

Este novo contexto está a alterar o papel dos agentes digitais, que passam a mediar a relação entre consumidores e marcas. O tradicional funil de marketing — baseado em pesquisas, cliques e navegação em websites — dá lugar a um modelo em que a decisão é cada vez mais influenciada por recomendações automatizadas.

Apesar da rápida evolução, a maioria das empresas ainda não está preparada para esta transformação. Dados da Incubeta indicam que 81% dos profissionais de marketing admitem não ter uma estratégia clara para interpretar e operacionalizar métricas relacionadas com IA.

Também Patrícia Nabeto, country manager da Incubeta em Portugal, alertou para a ausência de uma abordagem estruturada à adoção da tecnologia. “A verdade é que não há uma estratégia para o uso de Inteligência Artificial nas empresas”, afirmou.

Um estudo da empresa junto de líderes de marketing e executivos dos setores do retalho e comércio eletrónico revela ainda inconsistências na perceção de desempenho: embora 70,4% considerem eficaz a aplicação dos orçamentos, apenas 41,6% reconhecem que uma parte significativa do investimento não gera o retorno esperado.

A responsável destaca ainda o chamado “Imposto da Ineficiência”, apontando que muitas organizações continuam a aumentar os seus orçamentos — 73,6% fazem-no anualmente — sem resolver falhas estruturais, o que resulta na amplificação de ineficiências operacionais.

No plano estratégico, a adoção de IA é amplamente reconhecida como crítica: 77% dos líderes acreditam no seu impacto positivo no desempenho, mas apenas 55% dizem ter capacidade para a implementar eficazmente. Além disso, 12% das empresas ainda não utilizam IA nas suas operações de marketing.

O evento evidenciou também a emergência do conceito de “Agentic Commerce”, em que agentes de IA passam a intermediar a descoberta e recomendação de produtos. Neste cenário, a visibilidade baseada em SEO perde relevância, sendo substituída pela capacidade das marcas de comunicarem eficazmente com os algoritmos que orientam as decisões de compra.

A mudança implica uma revisão das estratégias de conteúdo, com menor foco em palavras-chave e maior aposta em descrições semânticas e informativas que facilitem a interpretação por modelos de linguagem.

Com a participação de empresas como Farfetch, Google, Sonae MC, Vodafone e Worten, o encontro reforçou a ideia de que a chamada Era Agêntica representa uma transformação estrutural na forma como as marcas criam valor e competem num ecossistema digital cada vez mais mediado por inteligência artificial.

Il discorso del papa a Madrid nasconde un classico trucco retorico

10 June 2026 at 05:16

A Madrid il papa ha esortato la folla alla fede con un argomento che mi ha fatto sorridere: “Perché temere che l’eternità permei la quotidianità? Non temete! Spalancate le porte a Cristo!” Ho sorriso perché ci ho sentito l’eco di una mia ex quando voleva convincermi a sposarla: “Di cosa hai paura?” Questo argomento è piuttosto truffaldino, come ogni forzatura. Infatti non si limita a sostenere una tesi, ma attribuisce all’interlocutore una motivazione negativa (“temere”, “avere paura”) per spiegare la sua renitenza e il suo dissenso. In questo modo il rifiuto della proposta religiosa viene reinterpretato come effetto di una debolezza psicologica anziché come posizione ragionata.

Questo trucco retorico è micidiale come un gatto a nove code. E’ un argomento ad hominem (non si confuta l’obiezione, ma si lascia intendere che l’atteggiamento dell’interlocutore dipenda da una sua disposizione personale); è un’insinuazione (si suggerisce, senza affermarlo apertamente, che chi non aderisce al cristianesimo è mosso dalla paura); è un argomento delle motivazioni (si spiega la posizione altrui attraverso un movente psicologico); è avvelenare il pozzo (chi non si converte viene preventivamente collocato nella categoria di chi “ha paura”); è psicologizzazione del dissenso (invece di discutere le ragioni dell’altro, gli si attribuisce uno stato emotivo: paura, risentimento, chiusura, ecc.). In questo modo si restringe il campo delle spiegazioni possibili: non vuoi credere perché hai paura, non vuoi impegnarti perché hai paura, non vuoi sposarti perché hai paura.

La mossa è efficace perché sposta il confronto dal merito della decisione alle sue presunte motivazioni psicologiche. L’interlocutore viene posto in una posizione difficile: se nega di avere paura, sembra sulla difensiva; se accetta la premessa, ha già concesso il punto fondamentale.

La psicologia sociale parla di “lettura della mente”: la presunzione di conoscere le cause interiori del comportamento altrui. E’ inoltre una domanda carica (loaded question): si presuppone come vera la diagnosi psicologica. La questione non è più “vuoi o non vuoi credere?”, ma “quale paura ti impedisce di credere?”. La paura viene data per acquisita. E’ inoltre una sfida identitaria: non argomenta sul merito della scelta, ma mette in discussione l’immagine che la persona ha di sé: coraggiosa o paurosa, aperta o chiusa, fiduciosa o timorosa. La sequenza implicita è: le persone coraggiose aderiscono al cristianesimo, tu non vuoi farlo, allora hai paura.

Questa strategia retorica crea una notevole pressione psicologica perché nessuno desidera essere visto come codardo o insicuro. In retorica è detto “appello alla vergogna”: si spinge all’adesione non dimostrando la bontà della proposta, ma rendendo socialmente o moralmente scomodo il rifiuto. Il dissenso viene associato a un tratto svalutante. L’attenzione, insomma, viene spostata dalle ragioni della scelta alla qualità morale o psicologica di chi sceglie.

Infine, che le persone coraggiose aderiscano al cristianesimo è una petizione di principio: si assume come premessa ciò che andrebbe provato, cioè che l’adesione al cristianesimo sia la scelta del coraggioso e che il rifiuto dipenda dalla paura. Dal punto di vista argomentativo è anche una falsa dicotomia: o accetti Cristo oppure hai paura. Vengono escluse altre possibilità: principi differenti, disaccordo, cultura, ecc. La domanda “Di cosa hai paura?” è spesso persuasiva non perché dimostri qualcosa, ma perché ridefinisce il campo del dibattito. Non chiede se esistano ragioni per rifiutare Cristo; presuppone che non ve ne siano e che il problema sia soltanto una paura da confessare.

Lode a Duchamp per aver sollevato all’onor di piedistallo alcuni oggetti che ne han ben donde, come l’orinatoio di fattura industriale.

L'articolo Il discorso del papa a Madrid nasconde un classico trucco retorico proviene da Il Fatto Quotidiano.

❌