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Polícia encontra “central” de celulares roubados com “jammers” em SP

10 June 2026 at 17:56

A Polícia Civil de São Paulo encontrou um apartamento utilizado como uma espécie de “central” de receptação de celulares roubados durante a Operação Contrafeixe, deflagrada nesta quarta-feira (10) na capital paulista.

Segundo delegados do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), o imóvel armazenava 182 celulares e 42 alianças supostamente provenientes de roubos e furtos. No local, os investigadores também apreenderam quatro bloqueadores de sinal, conhecidos como “jammers”, utilizados para dificultar o rastreamento dos aparelhos.

De acordo com os policiais, os equipamentos eram tão potentes que chegaram a afetar a conexão de internet de todo o prédio, gerando reclamações frequentes de moradores e acionamentos de prestadores de serviço.

A operação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão contra investigados apontados como integrantes de uma rede responsável por receber, catalogar e comercializar celulares roubados por criminosos que atuam na capital paulista, incluindo grupos conhecidos pela prática do chamado “quebra-vidro”, modalidade em que ladrões quebram os vidros de veículos para subtrair objetos das vítimas.

Segundo os investigadores, os aparelhos apreendidos passavam por um processo de triagem e organização. Os celulares eram etiquetados e armazenados em condições destinadas a dificultar a localização pelas autoridades.

Polícia faz operação contra gangue do “quebra-vidros” em São Paulo

A operação resultou na prisão de uma pessoa. Outras oito seguem sob investigação.

Durante a coletiva de imprensa, representantes do Deic afirmaram que a estrutura criminosa movimentava milhões de reais por mês e funcionava como um importante ponto de escoamento de produtos roubados. O valor estimado dos bens apreendidos nesta quarta-feira varia entre R$ 400 mil e R$ 500 mil.

De acordo com os investigadores, celulares desbloqueados possuíam maior valor no mercado clandestino porque permitiam acesso a aplicativos bancários e financeiros das vítimas, possibilitando transferências e fraudes. Já os aparelhos bloqueados continuavam sendo revendidos para aproveitamento de peças ou encaminhados para outros mercados.

Os delegados também afirmaram que os receptadores não atuavam apenas com celulares. A organização recebia diversos objetos roubados nas ruas, incluindo alianças e outros pertences levados de vítimas durante assaltos.

Uma loja física suspeita de receber aparelhos para desmontagem e comercialização de peças também foi alvo de buscas.

Celulares roubados passam a ser notificados por número verificado em SP

Segundo o Deic, a investigação faz parte de uma estratégia voltada a enfraquecer a cadeia econômica que sustenta roubos e furtos de celulares na capital. As diligências continuam para identificar outros envolvidos e ampliar o mapeamento da rede de receptação.

Os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, roubo, furto, receptação e furto mediante fraude eletrônica.

Chinês morto em SP tinha ligação forte com máfia e tráfico de metanfetamina

10 June 2026 at 17:05

A investigação sobre a morte do empresário chinês Su Jingwei, executado em novembro de 2025 no bairro da Liberdade, no centro de São Paulo, identificou uma “ligação forte” entre o caso e uma organização criminosa envolvida com o tráfico de metanfetamina, segundo a Polícia Civil.

De acordo com o delegado Bruno Conga, do DHPP (epartamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), as apurações apontaram que o homicídio ocorreu após desentendimentos relacionados à comercialização da droga.

“Nós descobrimos que houve uma intervenção de uma organização criminosa subjacente relacionada ao tráfico de metanfetamina em São Paulo, que num desentendimento acerca dessa mercancia acabou por determinar a morte de Su”, afirmou o delegado.

Segundo Conga, as investigações do assassinato levaram os policiais a identificar uma estrutura criminosa ligada ao tráfico de metanfetamina e com conexões com a chamada máfia chinesa.

“Há uma estrutura criminosa muito relacionada à máfia chinesa que explora o tráfico de metanfetamina e tem como principais integrantes estrangeiros residentes aqui na cidade de São Paulo”, disse.

O delegado afirmou ainda que a investigação do homicídio acabou se conectando a apurações anteriores conduzidas pelo Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico), incluindo a Operação Heisenberg, que teve como alvo grupos suspeitos de atuar no tráfico de metanfetamina.

“Esse tráfico de metanfetamina mostrou que há uma articulação extremamente profunda, extremamente duradoura, com vínculos fortes entre os associados”, declarou.

Até o momento, quatro pessoas foram presas por suspeita de participação direta no homicídio. Outras cinco foram detidas em investigações relacionadas ao tráfico de metanfetamina, segundo a Polícia Civil.

Duas mulheres foram presas nesta terça-feira (9). Apesar das prisões, a polícia afirma que ainda é cedo para apontar se elas tiveram participação como mandantes do crime. “É prematuro dizer se as mulheres presas ontem são as mandantes do assassinato”, afirmou Conga.

A investigação segue em andamento. Segundo a Polícia Civil, o Consulado da China vem sendo informado sobre as prisões e os desdobramentos do caso, uma vez que a apuração envolve cidadãos chineses residentes no Brasil.

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