Normal view

Harrison Ford e Spielberg tinham ressalvas com o roteiro de “Indiana Jones”

16 June 2026 at 20:23

O ator Harrison Ford, 83, e o diretor Steven Spielberg, 79, trabalharam juntos nos primeiros filmes da franquia “Indiana Jones”. No entanto, em entrevista à Vulture, o veterano, que também viveu outros personagens épicos como Han Solo, em “Star Wars”, revelou que a dupla não estava de acordo com a ideia original de George Lucas, que criou a história.

A franquia começou em 1981, com “Os Caçadores da Arca Perdida”, e seguiu por mais 5 filmes originais. O quarto episódio, gravado em 2008, trouxe à tona alguns problemas: David Koepp, que escreveu o roteiro, se esforçou para imitar Lawrence Kasdan, roteirista de Indiana Jones, e o diretor de fotografia Janusz Kamiński teve dificuldades para recriar o trabalho de Douglas Slocombe, que havia dirigido os três primeiros filmes.

Algumas discordâncias sobre o desenrolar da trama apareceram entre Spielberg e Ford e o criador George Lucas: eles não queriam fazer um filme de Indiana Jones com alienígenas e acabaram gerando uma discussão. Lucas, de 82 anos, disse: “Eu queria que fosse algo como Guerra dos Mundos. Harrison disse: ‘Não vou fazer outro filme de ficção científica”, mas ele insistiu, alegando que discos voadores “estavam em alta” nos anos 1950, época em que se passa o filme.

Na ideia original de “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, o protagonista conhece um rapaz que descobre ser seu filho, Mutt Williams (Shia LaBeouf), concebido sem saber com Marion Ravenwood (Karen Allen). O filme mostra a dupla enfrentando os soviéticos, que estão em busca de uma caveira de cristal e acreditam que seja de origem alienígena, usada para disseminar propaganda soviética entre os americanos.

Quando finalmente chegaram a um acordo, os três decidiram que a origem do artefato não seria o espaço, mas outra dimensão: “Fizemos uns cinco roteiros, e finalmente Steve e eu chegamos a um acordo: ‘Olha, e se eles não forem alienígenas, mas sim de outra dimensão?’”, disse Lucas.

Mais tarde na carreira, Harrison Ford participou de produções com interações intergaláticas, como “Cowboys & Aliens”, em 2011, antes de retornar ao universo de Star Wars com “O Despertar da Força”, em 2015. Spielberg, por sua vez, fez outro filme de ficção científica, “Ready Player One”, em 2018, e seu filme mais recente, “Dia D“, também é sobre alienígenas.

Aos 78 anos, Steven Spielberg diz que nunca vai se aposentar

Diretor detalha “grande batalha” em “Supergirl”: “Emocionalmente visceral”

16 June 2026 at 20:19

A nova versão de “Supergirl” promete levar a heroína a grandes situações de intensidade. Dirigido por Craig Gillespie, o filme, segundo ele, terá uma grande batalha no centro da trama, com uma Kara Zor-El mais impulsiva e colocada diante de circunstâncias extremas.

elenco esteve no Brasil para promoção do novo longa-metragem. Em coletiva de imprensa acompanhada pela CNN Brasil, o cineasta revelou que uma das maiores sequências de batalha, que ocorre no meio do filme, precisou ser pensada para mostrar o estado emocional, mesmo em meio a uma grande luta física.

“Tem uma grande batalha no meio do filme, e ela está bem brava. Estar nesse nível de situação extrema era algo que eu queria explorar”, afirmou Gillespie.

O objetivo era fazer com que o público sentisse a tensão daquele momento e enxergasse uma faceta mais perigosa da heroína. “Eu queria que a audiência ficasse com medo, de ela fazer algo agressivo”, explicou o diretor.

A construção da cena também envolveu uma abordagem visual específica, com movimentos de câmera planejados para acompanhar a intensidade de Kara. “É emocionalmente visceral. Fizemos uma dança, a câmera fez um balé com ela”, contou.

A equipe do filme também brincou ao responder quais poderes gostaria de ter na vida real. Enquanto o CEO da DC Studios, Peter Safran, e Gillespie escolheram “beber muito sem ficar mal”, a atriz protagonista Milly Alcock e a roteirista Ana Nogueira preferiram a supervelocidade.

“Supergirl” estreia em 25 de junho nos cinemas. 

Assista ao trailer de “Supergirl”

Perfil de “O Agente Secreto” lamenta morte de criador da “Perna Cabeluda”

16 June 2026 at 18:24

A página oficial do filme “O Agente Secreto” lamentou, na tarde desta terça-feira (16), a morte do autor da lenda da “Perna Cabeluda”, o pernambucano Raimundo Carrero.

“Entre tantas contribuições, também ajudou a eternizar a lenda da Perna Cabeluda. Obrigado, Raimundo, pela incansável defesa da literatura como forma de compreender o mundo. Nosso abraço à família, aos amigos e aos muitos leitores que seguirão encontrando sua voz em cada livro”, escreveram.

A publicação, que foi compartilhada em colaboração com o diretor do longa Kleber Mendonça Filho, 57, reforçou a importância das contribuições de Carrero como “escritor, jornalista e professor, que passou mais de cinco décadas escrevendo, ensinando e formando outros escritores”.

Segundo um comunicado oficial compartilhado pela família de Raimundo, ele faleceu aos 78 anos em decorrência de complicações de um câncer. O funeral do escritor será aberto ao público e a família divulgará mais informações “em um momento oportuno”.

Raimundo Carrero, em publicação de “O Agente Secreto”, que lamenta sua morte • Instagram/O Agente Secreto

A lenda da “Perna Cabeluda” e “O Agente Secreto”

Ambientado em Recife durante a época da Ditadura Militar brasileira, o roteiro de Kleber conta com diversas menções reais ao período, incluindo a censura de matérias nos jornais com receitas ou histórias absurdas.

Para adicionar veracidade, em determinado momento, a produção incluiu uma das lendas folclóricas que mais assombraram o público recifense na década de 1970: a perna cabeluda. Segundo registros da época, o membro decepado assombrava os moradores do povoado de 500 moradores de Usina Tiúma, em São Lourenço da Mata.

Após a primeira “aparição” na casa do Sr. José Luis Borges e assustar seus familiares, a lenda começou a ser vista por vários vizinhos da região, causando receio em muitos. Embora tenha autoria diversa e pouco confirmada, em 1976, Carrero foi um dos primeiros a escrever em sua coluna de romance policial uma crônica de um ataque da perna cabeluda em Olinda.

Na história, a perna havia atacado uma mulher dentro de sua própria casa e deixado a vítima agonizando. Foi neste período em que se formou uma comitiva para caçar o elemento que era um perigo para os moradores.

Ainda que a existência do personagem folclórico nunca tenha sido confirmada, sua narrativa é uma das mais conhecidas do estado e continua a assombrar muitos cidadãos.

*Sob supervisão de Gabriela Maraccini

O Agente Secreto entra em lista de filmes mais enganadores da história

“Shrek 5”: primeiro trailer do filme traz nova aventura após 16 anos

16 June 2026 at 16:43

O filme “Shrek 5” ganhou seu primeiro trailer nesta terça-feira (16), 16 anos depois do lançamento do quarto e, até então, último longa-metragem da franquia, “Shrek: Para Sempre” (2010). A nova história traz os personagens queridos do público em uma nova e atualizada história.

“Shrek 5” contará com o retorno das lendas da comédia Mike Myers, como Shrek, Eddie Murphy, como Burro, e Cameron Diaz, como princesa Fiona, nas vozes originais em inglês. Para somar o elenco, Zendaya junta-se como Felicia, filha de Shrek e Fiona, ao lado de Marcello Hernandez e Skyler Gisondo, como os irmãos de Felicia, Fergus e Farkle.

 

 

Baseado no livro de William Steig, a franquia – que arrecadou mais de 2,9 bilhões de dólares em bilheteria global – se mantém no hall das grandes sagas de animação desde 2001 quando “Shrek” ganhou o primeiro Oscar de Melhor Animação da história. Desde então, os personagens Shrek, Burro e Fiona tornaram-se ícones e parte da cultura pop em todo o mundo ao apresentarem ao público uma mensagem simples e universal: a beleza está nos olhos de quem vê.

Além dos filmes principais “Shrek” (2001), “Shrek 2” (2004), “Shrek Terceiro” (2007) e “Shrek Para Sempre” (2010), a franquia lançou alguns longas derivados como “Gato de Botas: Preso num Conto Épico” (2011) e “Gato de Botas 2: O Último Pedido” (2022).

“Shrek 5” está programado para estrear em 2027.

Assista ao primeiro trailer de “Shrek 5”

“Shrek”: saiba onde assistir aos filmes da franquia

“Toy Story”: como acabou o 4º filme? Relembre antes de assistir ao 5º

16 June 2026 at 16:37

O quinto filme de “Toy Story”, uma das franquias de maior sucesso da Disney e da Pixar, chega aos cinemas na quarta-feira (17).

A produção tem a vaqueira Jessie e vai mostrar ela voltando ao quarto de Emily, sua dona original, além da personagem enfrentar novos desafios.

O último filme da animação foi lançado em 2019 e terminou com Woody ajudando Garfinho a se livrar da boneca má Gabby Gabby.

Durante a aventura, o xerife reencontrou seu par romântico, Bo Peep, que voltou como um brinquedo perdido que vive em liberdade, já que não pertence a nenhum dono. 

Ele percebe que já não é mais essencial para os amigos e, juntos, os dois se despendem do restante da turma de Andy e Bonnie e partem para novas aventuras. O filme terminou com uma frase marcante. Ela vai ficar bem… A Bonnie vai ficar bem”, dita por Buzz a Woody. 

Na continuação, Buzz e Garfinho também devem ter mais espaço. 

Buzz e Jessie se tornaram os novos protagonistas da sala de brinquedos da Bonnie na ausência de Woody, mas são desafiados com o surgimento de um tablet, apresentado como um vilão no filme. 

A continuação vai ter uma música da cantora Taylor Swift. A faixa recebeu o nome de “I Knew It, I Knew You”. Para o Brasil, o cantor João Gomes regravou em ritmo de forró a canção “Amigo Estou Aqui”.

A versão original, “You’ve Gotta a Friend in Me”, foi lançada em 1995 na voz de Randy Newman, na época para a trilha sonora do título de estreia da franquia. No mesmo ano, Zé da Viola reinterpretou a música em português intitulada “Amigo Estou Aqui”, e ainda gravou mais duas músicas para a franquia: “Coisas Estranhas” e “Voar Eu Não Vou Nunca Mais”.

Veja abaixo o trailer de “Toy Story 5”:

“Toy Story 5”: o que se sabe sobre o próximo filme da franquia

Tom Holland confirma que casou com Zendaya: “Minha pessoa”

16 June 2026 at 14:51

Os rumores são reais! Depois de especulações da mídia, o astro Tom Holland, 30, confirmou, em entrevista divulgada nesta terça-feira (16), que se casou com a colega de cena Zendaya, 29. Os dois se conheceram no set de filmagens de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” em 2016 e anunciaram o relacionamento publicamente em 2021.

Os rumores de que Tom Holland e Zendaya teriam se casado em segredo ganharam força em março deste ano, quando o estilista da atriz, Law Roach, mencionou em um evento de premiação que o casamento já havia ocorrido. Nesta terça, o intérprete de Peter Parker falou pela primeira vez sobre o assunto.

Durante a entrevista, o ator chegou a mencionar as fotos de inteligência artificial que saíram sobre o casamento no início deste ano. Ao ser questionado sobre se precisou avisar membros da família de que as fotos eram falsas, ele respondeu: “Não, porque todos estavam lá.”

 

“É tudo o que você vai saber sobre isso”, disse ele, sem responder à pergunta seguinte sobre o casamento ter, de fato, acontecido.

Holland ainda aproveitou para falar sobre a parceira, que estrela todos os quatro novos filmes de “Homem-Aranha” ao lado dele. Ele se refere a ele como “Zee”, e exalta a união que os dois construíram juntos.

“Nosso ramo pode apresentar situações muito estressantes e é realmente bom ter uma base sólida de relacionamento que resistirá ao teste do tempo”, comentou ele. “Podemos nos apoiar de maneiras que só nós conseguimos, porque só nós entendemos realmente como é viver essa vida, e acho que isso é um luxo, porque simplesmente não consigo imaginar como seria possível ter algo assim com outra pessoa.”

“Para mim, encontrei a minha pessoa. Ela é minha melhor amiga e sou a pessoa mais feliz que já fui quando estou com ela, mas também nunca me senti tão apoiado e seguro, nunca. Ponto final. Talvez quando eu era jovem, com meus pais, e meu pai me buscava na escola. Não que nosso relacionamento seja como o dos meus pais”, complementou.

Tom Holland e Zendaya estrelam “Homem-Aranha: Um Novo Dia”. O filme chega em 30 de julho nos cinemas.

Tom Holland explica por que não acompanha Zendaya nos tapetes vermelhos

16 de junho: data foi eternizada nos cinemas por “Antes do Amanhecer”

16 June 2026 at 13:18

16 de junho não é qualquer dia para os cinéfilos e românticos. A data remonta a Viena, na Áustria, em 1994 — quando Jesse e Celine se conheceram em um trem e decidiram passar um dia juntos na cidade.

A conexão dos dois jovens foi imediata. O dia na capital austríaca foi regado de andanças, conversas esotéricas, trocas sobre a vida, o futuro e as diferenças culturais entre Europa e Estados Unidos.

O encontro entre os personagens vividos por Ethan Hawke e Julie Delpy em “Antes do Amanhecer” (1995) é marcado por diálogos, sonhos, ingenuidade, encanto e a efemeridade da situação, já que ela mora na França e ele, nos Estados Unidos.

A ideia inicial era apenas aproveitar o dia juntos, mas o impacto foi tanto para os dois que decidiram, no último minuto, combinar de voltar a Viena em seis meses para um reencontro. O acordo, no entanto, era esse. Sem contato até lá.

O que acontece, o telespectador só descobre no segundo filme, “Antes do Pôr-do-Sol” (2004), lançado quase 10 anos depois. Um terceiro filme foi lançado em 2013, “Antes da Meia-Noite”, encerrando uma das trilogias mais amadas do cinema.

“Antes do Amanhecer” foi escrito e dirigido por Richard Linklater, que se inspirou em uma experiência pessoal para criar a trama. O filme estreou em 1995 no Festival de Sundance.

Nas sequências, o cineasta contou com a ajuda de Hawke e Delpy para escrever o roteiro e entender o futuro desses personagens. Mas, desde o original, os atores ajudaram a criar as ideias de cenas.

Até hoje, mais de 30 anos depois, as ruas e os locais visitados por Jesse e Celine são pontos turísticos para os fãs na capital austríaca — desde uma loja de vinil na rua até a sacada que dá vista para a Ópera de Viena.

Celine (Julie Delpy) e Jesse (Ethan Hawke) em frente à Ópera de Viena • Divulgação

O dia 16 de junho, então, marca o encontro de Jesse e Celine. Uma história de amor e conexão que marcou toda uma plateia.

No Brasil, “Antes do Amanhecer” está disponível no Prime Video, Telecine e ClaroTV+.

Assista ao trailer de “Antes do Amanhecer”

Ben Stiller revela como foi dirigir o comediante Jim Carrey em “O Pentelho”

15 June 2026 at 23:15

O ator Ben Stiller, 60, falou um pouco sobre a experiência de trabalhar com Jim Carrey no set de “O Pentelho”. A comédia de suspense foi dirigida por Stiller em 1994, e o ator revelou quais foram os maiores desafios da parceria com o comediante em exibição no Festival Tribeca, em Nova York, na sexta-feira (12).

No evento, ele falou à revista People sobre o longa, ao lado de Matthew Broderick, que também protagonizou o longa.

“Eu nunca tinha trabalhado com o Jim, e o Jim é esse tipo de pessoa cheia de energia”, contou ele. “Ele é uma força da natureza, que chega com um estilo de trabalho muito diferente.”

Em “O Pentelho”, Jim Carrey interpreta o instalador de TV a cabo Chip Douglas, um tanto desajustado socialmente. Broderick interpreta Steven Kovacs, um dono de restaurante solitário e tranquilo, cuja tentativa de fazer um novo amigo o leva ao mundo cada vez mais perturbador e manipulador de Chip.

Produzido por Judd Apatow, o filme também contou com nomes de peso no elenco, como Jack Black, Leslie Mann, Owen Wilson, Bob Odenkirk, David Cross, Janeane Garofalo, Andy Dick e outros. Questionado na entrevista se achava que o grupo era uma “coleção especial de talentos naquele momento” durante o painel de sexta-feira (12), Stiller disse que, na época, era muito mais simples do que isso.

“Quer dizer, na época eram só nossos amigos (…). São só pessoas que você conhece e com quem quer trabalhar”, disse ele sobre o elenco agora repleto de estrelas da comédia de 1996.

“Uma Noite no Museu” ganhará um reboot; veja tudo o que sabemos

Exclusivo: Argumento original de Dark Horse tinha jornalista como inimiga número 1

Quer receber os textos desta coluna em primeira mão no seu e-mail? Assine a newsletter Xeque na Democracia, enviada toda segunda-feira, 12h. Para receber as próximas edições, inscreva-se aqui.

Quem já investigou os Bolsonaro por obrigação da profissão, como é o nosso caso aqui na Agência Pública, sabe que atacar a imprensa é o modus operandi da família quando ela quer se livrar de qualquer suspeita ou acusação séria que merece uma boa explicação. É o velho: “shoot the messenger” – mate o mensageiro – e assim as pessoas esquecerão a mensagem. Não à toa, durante a presidência de Jair, o mandatário foi quem mais atacou os profissionais do jornalismo: foram 570 no total, um ataque a cada dois dias e meio, segundo levantamento da Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ). 

Pois um documento interno da produção do filme Dark Horse demonstra que um dos principais objetivos do filme era atacar a imprensa e associá-la a uma suposta conspiração para matar Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, quando ele levou uma facada de Adélio Bispo – que, segundo três investigações da Polícia Federal (PF), agiu sozinho. 

No argumento obtido com exclusividade pela Pública, o autor, hoje deputado federal Mário Frias Filho, apresenta como personagem antagonista a Bolsonaro uma jornalista que tem ligações com o Partido Comunista, ajudou a guerrilha de Carlos Lamarca e criou desinformação para prejudicar o político. O filme, segundo o documento, teria o objetivo de “atrair o público para a nossa história e traçar o desenvolvimento de um herói cristão, com foco em sua Missão Divina de transformar o povo brasileiro.”

Foi esse argumento enviado ao diretor e roteirista Cyrus Nowrasteh para servir como base para o roteiro final do filme – Nowrasteh recebeu 57 mil dólares logo de cara, em 2024, conforme revelou a Agência Pública, em pagamento que a produtora tentou enviar através de uma empresa húngara. 

Ao ler o argumento, Cyrus pediu mais detalhes: “Como os jornalistas cooperaram com a oposição [a Jair Bolsonaro]? Como eles encobriram o assassinato e fizeram parecer que foi obra de um louco solitário [Adélio Bispo]? É preciso transmitir a esmagadora parcialidade da mídia brasileira”.

Além de Mário Frias, o argumento também é assinado por Walther Neto, da WN produções.  

Walther Neto afirmou que trabalhou no argumento original entre o final de 2022 e 2023, e não teve mais contato com a produção desde então. 

Segundo ele, durante a colaboração ele ajudou a desenvolver, a pedido de Frias, a personagem fictícia da jornalista como parte de uma ampla gama de “antagonistas” à trajetória de Jair Bolsonaro, incluindo ainda personagens de congressistas e generais. “Isso é uma liberdade e uma estratégia de roteiro e não tinha objetivo de representar toda a imprensa. É apenas uma alegoria e uma estratégia de criar antagonistas dentro de uma estrutura clássica de roteiro”, afirma.      

Neto afirma que no argumento que participou, a facada era apenas um elemento menor e não tinha o papel central que acabou adquirindo no roteiro final. “Não tenho absolutamente nenhuma relação com o Dark Horse, não sei a linha que foi feita nem o roteiro que foi adotado. Não escrevi o roteiro, apenas ideias”.   

Procurado pela coluna, Mário Frias Filho não respondeu até a publicação. 

O espaço segue aberto. 

A jornalista “Iara”

O argumento desenvolvido por Mário Frias Filho repete uma mentira inventada por Bolsonaro – que ele teria ajudado a localizar o líder guerrilheiro Carlos Lamarca no Vale do Ribeira em 1975 – para criar a origem da principal antagonista, a jornalista Iara Lima, cujo objetivo expresso é representar as ações da imprensa contra Jair”. 

Iara seria uma estudante de 18 anos na época da operação militar contra Lamarca, filha de políticos influentes no Rio de Janeiro e ligada ao Partido Comunista. Ela teria fugido ao cerco militar “e sempre acreditou que o jovem Jair foi um dos responsáveis pela morte de seus companheiros durante o ataque do exército no Vale do Ribeira, em SP”. 

Como sabemos, Jair não teve nenhum papel no cerco, a Lamarca escapou à operação sem precedentes, que usou até bombas de Napalm na região do interior de São Paulo. 

“Ela perdeu companheiros nessa batalha e tinha laços pessoais com organizações terroristas da época que estiveram envolvidas em diversos assassinatos e sequestros”, detalha o argumento. Anos depois, como jornalista, ela usaria sua “arma poderosa contra Jair”. 

“Suas histórias são usadas pela mídia para criticar, deturpar e distorcer a verdade. Ela é uma inimiga declarada de Jair“, diz o documento. 

A construção da personagem de Iara passa ainda pela “distorção” de discursos e falas de Bolsonaro no início da sua carreira política. Tratada como “oponente política”, a personagem “sempre escreve informações distorcidas sobre os fatos”. Entre as tentativas de “desacreditar” Bolsonaro estariam a criação de “estereótipo”, como retratá-lo como “machista” e “tirano”. 

Durante a campanha presidencial de 2018, uma grande conspiração envolvendo Adélio Bispo se armaria contra ele: “uma campanha de desinformação que Iara ajudou a criar”, segundo o argumento de Mário Frias. 

“Agora podemos ver com mais detalhes a trama envolvendo personagens fictícios que representam grupos influentes brasileiros que teriam participado do esquema, bem como a forma como a mídia, advogados e juízes tentaram apressadamente simplificar e isolar as informações.

Eles esconderam fatos e levaram desinformação à população. Adélio foi protegido pelos conspiradores, que tinham advogados poderosos e bem pagos prontos para defendê-los, e juntamente com magistrados, protegeram Adélio, impedindo que a Justiça investigasse minuciosamente o caso, e assim confundiram a população por meio de informações falsas veiculadas na imprensa por Iara.”

A tal da jornalista estaria imbricada na tentativa de esconder a conspiração para matar Bolsonaro. 

Um dos poucos diálogos elaborados no texto constrói uma cena em que uma voz não identificada ao telefone afirma o seguinte:  

“Vamos acionar os advogados, nada pode vazar.
A Iara vai avisar a imprensa para amenizar a ação do Adélio.
Vamos dizer que ele tem transtorno mental.
Vamos seguir normalmente, então fiquem calmos!
Não há como eles nos alcançarem.
Aquele homem não poderia ter sobrevivido!”

Sim, eu sei que é brega. Mas a mensagem é clara: a imprensa está envolvida na conspiração para matar Bolsonaro. 

Pra quem acredita em “bolsonarismo light” é bom relembrar que é esta a turma que concorrerá à presidência na chapa de Flávio Bolsonaro. Em 2023, quando o plano de negócios do filme já estava elaborado, era este o argumento que era apresentado aos potenciais patrocinadores. 

Eduardo Bolsonaro assinava contratos como “financiador” do filme, Flávio sabia muito bem como ele estava sendo planejado, Jair tinha vendido sua história de vida para Mário Frias e Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment.

Criminalizar a imprensa perante um público amplo fazia parte do plano original de Dark Horse. 

Com o passar do tempo, os ataques foram aparentemente suavizados no roteiro final. A personagem Iara Lima virou a jornalista Lara Clarke, descrita como uma “repórter atraente, opinativa e muito inteligente” que teria ligação com o mandante da tentativa de assassinato. 

Mas, no roteiro assinado por Cyrus e seu filho, Mark Nowrasteh, ao final Lara Clarke ajuda a identificar “mandantes”.   

Anya Taylor-Joy viverá elfa em “O Senhor do Anéis: A Caçada a Gollum”

15 June 2026 at 22:31

A atriz Anya Taylor-Joy, 30, é a mais nova estrela a se juntar ao elenco de “O Senhor dos Anéis: A Caçada de Gollum“. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (15), por meio do perfil oficial da saga nas redes sociais. A produção da Warner Bros. é dirigida e estrelada por Andy Serkis, que retorna ao papel de Gollum.

Atriz de “O Gambito da Rainha” e “Duna” se junta a nomes de peso já anunciados, incluindo Kate Winslet (Marigol), Elijah Wood (Frodo) e Jamie Dornan (Strider). Ela interpretará a elfa Sindar do Reino da Floresta, descrita como “agente confiável e letal do Rei Thranduil”.

A participação marca o terceiro papel de Taylor-Joy em franquias da Warner, após “Furiosa” (o prelúdio de “Mad Max: Estrada da Fúria”) e os filmes de “Duna“, trilogia de Denis Villeneuve. Ela também estreia em breve na série “Lucky”, da Apple TV+, na qual também é produtora executiva.

A estreia mundial do filme está prevista para 17 de dezembro de 2027. O novo enredo virá de capítulos não abordados no filme “A Sociedade do Anel”, de 2001.

Por duas décadas, os seis filmes das sagas “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit” arrecadaram quase US$ 6 bilhões em todo o mundo. “A Caçada a Gollum” busca dar continuidade ao legado cinematográfico.

“O Senhor dos Anéis”: saiba qual a ordem cronológica dos filmes e série

Ponte de Lima apresenta o filme “O Silêncio” com entrada grátis

15 June 2026 at 19:55

O Cine-Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, exibe na sexta-feira o filme “O Silêncio”, de Martin Scorsese, baseado no romance do escritor japonês Shusaku Endo, anunciou hoje a instituição cultural.

A projeção do filme, com entrada livre, acontece às 21:30, e foi pensada no âmbito das comemorações dos 400 anos do martírio do missionário jesuíta Francisco Pacheco, natural de Ponte de Lima, martirizado em Nagasaqui, no Japão, a 20 de junho de 1626.

O filme narra a história de “dois padres jesuítas que tentam no século XVII, no tempo das grandes perseguições movidas aos cristãos, encontrar no Japão o seu mentor espiritual, Frei Cristóvão Ferreira, procurando confirmar os rumores de que teria renegado a fé”, lê-se no sítio da Internet do Cine-Teatro Diogo Bernardes.

O conteúdo Ponte de Lima apresenta o filme “O Silêncio” com entrada grátis aparece primeiro em O MINHO.

Diretor brasileiro premiado aposta no cinema para mudar realidades

Logo Agência Brasil

O cineasta e ator João Pedro Oliveira acumula conquistas que muitos artistas levam décadas para alcançar. Nascido em 1999 no Rio de Janeiro, cresceu em uma comunidade em Vila Isabel, zona norte da capital. Ganhou projeção nacional ao interpretar Serginho em Malhação: Toda Forma de Amar e, mais recentemente, passou a colecionar reconhecimento também atrás das câmeras.

Com o curta-metragem No Fim do Déjà-Vu, sua estreia como diretor e roteirista, João Pedro venceu o prêmio de Melhor Diretor no Los Angeles Brazilian Film Festival e percorreu festivais internacionais.

Notícias relacionadas:

Mas a trajetória começou longe dos sets de filmagem: “Virei ator a partir de um momento em que eu estava desempregado. Procurei uma agência de modelos e encontrei uma coisa na contramão, que foi esse sonho e esse amor pela atuação”, lembra.

Antes da televisão e do cinema, João trabalhava como jovem aprendiz em um banco. Foi essa experiência que, segundo ele, ampliou seus horizontes para além dos limites geográficos e simbólicos da favela.

“Foi quando realmente tive acesso a uma outra realidade muito diferente daquela em que eu estava inserido. Eu sempre estudei perto de casa. Quando fui trabalhar no banco, precisei me deslocar e conhecer outros lugares. Comecei a ir a palestras, exposições, teatro”, conta.

A mudança representou mais do que um novo emprego: “Quando você acessa esses outros lugares, começa a ter também esse capital cultural. Eu passei a perceber que também podia fazer aquelas coisas. Talvez o sonho de todo mundo que cresce dentro da favela seja, de fato, ganhar o mundo.”

João descreve a experiência de circular pela cidade como a descoberta de um Rio de Janeiro dividido. 

“Quando você está lá no alto do morro, a lógica é uma. A cultura é uma. A forma de lidar com a vida é uma. Quando desce e vai para o asfalto, percebe que alguma coisa muda.”

Essa percepção atravessa a produção artística dele. Nas obras, o artista procura romper com representações limitadas que historicamente marcaram personagens negros no audiovisual brasileiro: “Quando a gente olha a representação negra no audiovisual lá atrás, tinha muito esse lugar subalternizado. Era o empregado, o motorista, o traficante. Agora, quando começamos a contar as nossas próprias histórias, damos outro tom para isso.”

Para ele, a mudança não está apenas na presença de atores negros nas telas, mas na possibilidade de construir novas narrativas.

“Um é rapper, outro é microempreendedor, outro está transitando por diferentes espaços. Você começa a ver outras possibilidades de existência. Isso constrói uma outra imagem na cabeça das pessoas sobre quem somos.”

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Cinema para transformação

Rio de Janeiro (RJ), 10/06/2026 - O ator e cineasta João Pedro Oliveira fala sobre seu primeiro curta-metragem No Fim do Déjà Vu, vencedor de melhor direção no Los Angeles Brazilian Film Festival - LABRFF. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 10/06/2026 - O ator e cineasta João Pedro Oliveira fala sobre seu primeiro curta-metragem No Fim do Déjà Vu, vencedor de melhor direção no Los Angeles Brazilian Film Festival - LABRFF. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
 João Pedro Oliveira fala sobre primeiro curta-metragem No Fim do Déjà Vu, vencedor de melhor direção no Los Angeles Brazilian Film Festival- Rovena Rosa/Agência Brasil

Sem formação acadêmica tradicional em cinema, João construiu sua trajetória por meio de cursos livres, oficinas e estudo autodidata. Atualmente, retomou a graduação em Estética e Teoria do Teatro: “Precisei entender como escrever um roteiro, como trabalhar a narrativa. Fui fazendo cursos e aprendendo na prática.”

Foi desse processo que nasceu No Fim do Déjà-Vu. O curta acompanha Fabrício, um artista plástico negro que decide abandonar o tráfico para sustentar o filho por meio da arte. Durante um festival de pipas, a criança desaparece misteriosamente, levando o personagem a uma jornada de busca marcada pela espiritualidade negra.

“Eu queria contar uma história sobre espiritualidade e sobre a minha própria relação com isso. A ficção permite que você conte a sua história de outra forma.”

A obra estreou internacionalmente em Nova York e conquistou o prêmio de Melhor Curta-Metragem antes de chegar ao Brasil. Em seguida, recebeu reconhecimento no festival de Los Angeles, consolidando a projeção internacional do diretor.

“O filme foi exibido para um público que não conhecia aquela realidade. Eu me perguntava se eles entenderiam. E entenderam. Foi emocionante.”

Antes de dirigir, João já havia chamado atenção como ator. Em 2024, recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Brasília pelo curta E Seu Corpo é Belo, dirigido por Yuri Costa. Ambientado nos bailes black dos anos 1970, o filme retrata uma história de amor entre dois homens negros em um contexto raramente explorado pelo cinema brasileiro.

“Foi mágico. Eu lembro de entrar na sala e ver Rui Guerra assistindo ao filme. Depois ele ficou até o final e veio conversar. Foi uma noite inesquecível.”

A experiência reforçou a convicção do artista sobre o papel transformador da arte, “Eu queria fazer um filme que pudesse chegar a pessoas que vivem essas mesmas realidades e mostrar que existem outros caminhos possíveis.”

João reconhece a importância de iniciativas que abriram espaço para artistas oriundos das periferias, como o grupo teatral Nós do Morro e produções como Cidade de Deus

“A possibilidade de você se ver representado é o que permite sonhar. Quando alguém parecido com você faz alguma coisa, você passa a acreditar que também pode fazer.”

Cinema nacional

Para o diretor, o atual momento do cinema nacional representa uma oportunidade histórica de apresentar ao mundo um Brasil mais complexo e diverso: ‘’Fazer com que as pessoas descubram mais sobre a nossa cultura para além dos estereótipos é maravilhoso. O audiovisual tem sido essa ponta de lança.”

Na avaliação de João Pedro, o cinema brasileiro vive um período de renovação criativa capaz de despertar interesse internacional: “O Brasil tem muito potencial para exportar não apenas a nossa cultura, mas também as nossas formas de realizar, nossas técnicas e nossos métodos. Existe uma sede por histórias novas, e o cinema brasileiro pode oferecer isso.”

A aposta do cineasta é que essas histórias continuem surgindo dos territórios que, por muito tempo, ficaram à margem das telas: “Eu acredito que a gente pode construir outras realidades através do cinema. E também ressignificar histórias que foram contadas de outra forma. Essa é a força do audiovisual.”

Diretor brasileiro premiado aposta no cinema para mudar realidades

Logo Agência Brasil

O cineasta e ator João Pedro Oliveira acumula conquistas que muitos artistas levam décadas para alcançar. Nascido em 1999 no Rio de Janeiro, cresceu em uma comunidade em Vila Isabel, zona norte da capital. Ganhou projeção nacional ao interpretar Serginho em Malhação: Toda Forma de Amar e, mais recentemente, passou a colecionar reconhecimento também atrás das câmeras.

Com o curta-metragem No Fim do Déjà-Vu, sua estreia como diretor e roteirista, João Pedro venceu o prêmio de Melhor Diretor no Los Angeles Brazilian Film Festival e percorreu festivais internacionais.

Notícias relacionadas:

Mas a trajetória começou longe dos sets de filmagem: “Virei ator a partir de um momento em que eu estava desempregado. Procurei uma agência de modelos e encontrei uma coisa na contramão, que foi esse sonho e esse amor pela atuação”, lembra.

Antes da televisão e do cinema, João trabalhava como jovem aprendiz em um banco. Foi essa experiência que, segundo ele, ampliou seus horizontes para além dos limites geográficos e simbólicos da favela.

“Foi quando realmente tive acesso a uma outra realidade muito diferente daquela em que eu estava inserido. Eu sempre estudei perto de casa. Quando fui trabalhar no banco, precisei me deslocar e conhecer outros lugares. Comecei a ir a palestras, exposições, teatro”, conta.

A mudança representou mais do que um novo emprego: “Quando você acessa esses outros lugares, começa a ter também esse capital cultural. Eu passei a perceber que também podia fazer aquelas coisas. Talvez o sonho de todo mundo que cresce dentro da favela seja, de fato, ganhar o mundo.”

João descreve a experiência de circular pela cidade como a descoberta de um Rio de Janeiro dividido. 

“Quando você está lá no alto do morro, a lógica é uma. A cultura é uma. A forma de lidar com a vida é uma. Quando desce e vai para o asfalto, percebe que alguma coisa muda.”

Essa percepção atravessa a produção artística dele. Nas obras, o artista procura romper com representações limitadas que historicamente marcaram personagens negros no audiovisual brasileiro: “Quando a gente olha a representação negra no audiovisual lá atrás, tinha muito esse lugar subalternizado. Era o empregado, o motorista, o traficante. Agora, quando começamos a contar as nossas próprias histórias, damos outro tom para isso.”

Para ele, a mudança não está apenas na presença de atores negros nas telas, mas na possibilidade de construir novas narrativas.

“Um é rapper, outro é microempreendedor, outro está transitando por diferentes espaços. Você começa a ver outras possibilidades de existência. Isso constrói uma outra imagem na cabeça das pessoas sobre quem somos.”

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Cinema para transformação

Rio de Janeiro (RJ), 10/06/2026 - O ator e cineasta João Pedro Oliveira fala sobre seu primeiro curta-metragem No Fim do Déjà Vu, vencedor de melhor direção no Los Angeles Brazilian Film Festival - LABRFF. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 10/06/2026 - O ator e cineasta João Pedro Oliveira fala sobre seu primeiro curta-metragem No Fim do Déjà Vu, vencedor de melhor direção no Los Angeles Brazilian Film Festival - LABRFF. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
 João Pedro Oliveira fala sobre primeiro curta-metragem No Fim do Déjà Vu, vencedor de melhor direção no Los Angeles Brazilian Film Festival- Rovena Rosa/Agência Brasil

Sem formação acadêmica tradicional em cinema, João construiu sua trajetória por meio de cursos livres, oficinas e estudo autodidata. Atualmente, retomou a graduação em Estética e Teoria do Teatro: “Precisei entender como escrever um roteiro, como trabalhar a narrativa. Fui fazendo cursos e aprendendo na prática.”

Foi desse processo que nasceu No Fim do Déjà-Vu. O curta acompanha Fabrício, um artista plástico negro que decide abandonar o tráfico para sustentar o filho por meio da arte. Durante um festival de pipas, a criança desaparece misteriosamente, levando o personagem a uma jornada de busca marcada pela espiritualidade negra.

“Eu queria contar uma história sobre espiritualidade e sobre a minha própria relação com isso. A ficção permite que você conte a sua história de outra forma.”

A obra estreou internacionalmente em Nova York e conquistou o prêmio de Melhor Curta-Metragem antes de chegar ao Brasil. Em seguida, recebeu reconhecimento no festival de Los Angeles, consolidando a projeção internacional do diretor.

“O filme foi exibido para um público que não conhecia aquela realidade. Eu me perguntava se eles entenderiam. E entenderam. Foi emocionante.”

Antes de dirigir, João já havia chamado atenção como ator. Em 2024, recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Brasília pelo curta E Seu Corpo é Belo, dirigido por Yuri Costa. Ambientado nos bailes black dos anos 1970, o filme retrata uma história de amor entre dois homens negros em um contexto raramente explorado pelo cinema brasileiro.

“Foi mágico. Eu lembro de entrar na sala e ver Rui Guerra assistindo ao filme. Depois ele ficou até o final e veio conversar. Foi uma noite inesquecível.”

A experiência reforçou a convicção do artista sobre o papel transformador da arte, “Eu queria fazer um filme que pudesse chegar a pessoas que vivem essas mesmas realidades e mostrar que existem outros caminhos possíveis.”

João reconhece a importância de iniciativas que abriram espaço para artistas oriundos das periferias, como o grupo teatral Nós do Morro e produções como Cidade de Deus

“A possibilidade de você se ver representado é o que permite sonhar. Quando alguém parecido com você faz alguma coisa, você passa a acreditar que também pode fazer.”

Cinema nacional

Para o diretor, o atual momento do cinema nacional representa uma oportunidade histórica de apresentar ao mundo um Brasil mais complexo e diverso: ‘’Fazer com que as pessoas descubram mais sobre a nossa cultura para além dos estereótipos é maravilhoso. O audiovisual tem sido essa ponta de lança.”

Na avaliação de João Pedro, o cinema brasileiro vive um período de renovação criativa capaz de despertar interesse internacional: “O Brasil tem muito potencial para exportar não apenas a nossa cultura, mas também as nossas formas de realizar, nossas técnicas e nossos métodos. Existe uma sede por histórias novas, e o cinema brasileiro pode oferecer isso.”

A aposta do cineasta é que essas histórias continuem surgindo dos territórios que, por muito tempo, ficaram à margem das telas: “Eu acredito que a gente pode construir outras realidades através do cinema. E também ressignificar histórias que foram contadas de outra forma. Essa é a força do audiovisual.”

Fica começa nesta terça-feira (16) na Cidade de Goiás com ecologia e cinema

15 June 2026 at 01:39

Marcus Vinícius Beck

Em clima de Copa, o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) chega, nesta terça-feira (16), à Cidade de Goiás. Serão seis dias de cultura, ciência e debates ecológicos. A música toma conta da antiga capital, com shows de Vanessa da Mata e Xande de Pilares.

A abertura ocorre às 19h, no Cine Teatro São Joaquim, Centro Histórico. Depois disso, o festival inicia as mostras competitivas, cujo destaque é a Internacional Washington Novaes, que se volta para temas ambientais, sociais e culturais em alta na pós-modernidade.

Além das competições, o evento traz as mostras paralelas Fica Animado, Mostra Fiocruz e Cinema Indiano. Haverá ainda um espaço dedicado ao Césio-137, intitulado “O Brilho que Ficou”, e sessões com “Filmes para Adiar o Fim do Mundo”. Todas as atrações são gratuitas.

Neste ano, o tema “Água e Clima no Brasil das Nascentes” guia a programação. O foco da edição recai sobre a relação entre recursos hídricos, equilíbrio climático e sustentabilidade. Para a organização, discutir a preservação ambiental é discutir o futuro climático global.

Se o Cerrado é tido como “berço das águas”, o Brasil — por todo o seu território — concentra nascentes que representam um patrimônio natural estratégico ao futuro da Terra. Desde já, no entanto, os desafios estão postos: desmatamentos, queimadas e uso do solo.

São problemas comprometedores, seja em matéria hídrica ou até mesmo climática. Além disso, esses dilemas põem em risco a biodiversidade e a qualidade de vida das populações. Ou seja, talvez o debate ecológico se revele, à Humanidade, o maior desafio deste século.

São Joaquim vai ter intensa programação durante festival – Foto: Secult Goiás

Estudo

Conforme estudo da Universidade de Brasília (UnB), o Cerrado ocupa 2.036.448 km², ou 22% do território brasileiro. Apresenta paisagens belas, mosaicos e vegetações, bem como rios e cachoeiras, espécies de animais, estendendo-se por todas as regiões brasileiras.

Essa imensidão da fauna e da flora mapeada pela UnB ganha uma morada no cinema. É nas curvas e nos sons desse bioma destruído onde se acha o drama verde, como mostram os filmes selecionados pela curadoria do Fica para as diferentes mostras de sua 27ª edição.

Ao todo, o festival exibe programação competitiva com 38 produções, espalhadas pelas mostras Cinema Indígena e Povos Tradicionais, Cinema Goiano e Becos da Minha Terra. O destaque, porém, vai para as obras projetadas em sessões dentro da Washington Novaes.

Dentre os filmes, seis longas de países como Brasil, Canadá, Polônia e Áustria estão na mostra. Há também oito curtas e médias filmados em Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Bélgica, Colômbia e Irã. As produções enfocam os impactos sociais da crise climática.

Titular da Secretaria de Estado da Cultura, Yara Nunes fala sobre o papel do festival. Segundo ela, o Fica é um espaço de convivência entre saberes, linguagens e experiências. Yara declara ainda que se trata de um patrimônio cultural, além de referência mundial.

“Nesta edição, construímos uma programação plural, que reúne produções audiovisuais de excelência, convidados de referência nacional e internacional, atividades formativas e debates fundamentais para o nosso tempo”, afirma a secretária. “É um convite para que o público vivencie a cultura, o cinema e a reflexão sobre o futuro do planeta”, destaca.

No fim de semana, shows movimentam Cidade de Goiás 

Xande de Pilares leva samba à antiga capital na sexta-feira (19/6) – Foto: Bruno Henrique

Além dos debates e sessões, o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) leva à Cidade de Goiás uma agenda de shows. Na sexta-feira (19/6), dia em que a Seleção Brasileira joga contra o Haiti, às 21h30, o cantor Xande de Pilares vai soltar o batuque.

Conhecido como a principal voz do Grupo Revelação, Xande animará a galera na Praça de Eventos. Será uma noite de futebol e samba no Fica. Antes de o artista subir ao palco, o torcedor assistirá à partida decisiva da Seleção Brasileira pelo Grupo C do Mundial.

Depois da peleja, o sambista apresenta repertório entre clássicos do samba e composições autorais de sucesso. Foi essa combinação, aliás, que o tornou popular em meio a ouvintes de diferentes gerações. Por isso, acumula 3,9 milhões de ouvintes mensais no Spotify.

Já no dia seguinte, sábado (20), a cantora Vanessa da Mata chega à antiga Vila Boa com a turnê “Todas Elas”. O espetáculo traz canções inéditas e sucessos de mais de duas décadas de carreira, marcada por temas ligados à afetividade (romântica ou não) e a questões sociais.

Como será

Sob direção de Jorge Farjalla, Vanessa percorre uma jornada barroca da Santa à Maria Sem Vergonha. No show, a artista fala sobre uma mulher em busca do amor — ou, quem sabe, apenas o enfrentando. Segundo a artista, o concerto mostra o Brasil e sua cultura popular.

Também no sábado — mas durante a tarde, às 16h30 —, a chef de cozinha Bela Gil participa de roda de conversa no Parque da Carioca, junto da cientista Márcia Cristina Bernardes Barbosa. Elas trazem reflexões sobre preservação ambiental e segurança alimentar.

Ainda no bate-papo, Bela e Márcia Cristina tratam dos desafios para a proteção dos biomas brasileiros. De acordo com dados do MapBiomas, o Cerrado perdeu, nos últimos 40 anos, pelo menos 40,5 milhões de hectares, equivalente a 28% de sua vegetação nativa.

The post Fica começa nesta terça-feira (16) na Cidade de Goiás com ecologia e cinema appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

Giorgio Bassani o dell’artista che voleva essere uomo. Al Biografilm 2026 il vibrante documentario sulla vita del romanziere antifascista, autore di Il giardino dei Finzi Contini

14 June 2026 at 13:24

“So bene che l’arte si oppone alla vita, che l’arte non serve a niente, che è pura bellezza, puro ritmo, ma non mi ci rassegno, perché vivaddio sono vivo, sono pur sempre un uomo. Vorrei quindi che i miei atti e gesti servissero a qualcosa. Ed è in questa tensione verso il contrario dell’arte che mi differenzio dagli altri. Io desidero non essere un poeta, pur sapendo inevitabilmente purtroppo di esserlo, non mi rassegno ad essere tale, e voglio disperatamente essere un uomo”.

La folgorante riflessione che lo scrittore Giorgio Bassani offre in un vecchio filmato Rai anni settanta, e che apre così in un blocco unico, in bianco e nero, In gran segreto – Un racconto familiare su Giorgio Bassani, documentario visto nelle scorse ore al Biografilm di Bologna 2026, sistemerebbe il recente dibattito sollevato da De Gregori & soci in pochi secondi chiudendo l’annosa questione tra arte e politica a doppia mandata.

La citazione bassaniana ve la offriamo nella sua armoniosa sgorgante completezza, anche se ovviamente antigiornalistica (l’attacco, mi raccomando l’attacco), per capire come è generosamente impastato questo sconosciuto e prezioso lavoro di ricostruzione storico letteraria diretto da Toni Trupia. Vita, pensiero e poetica dell’autore di Il Giardino dei Finzi Contini, Gli occhiali d’oro, L’airone, morto ad 84 anni nel 2000, vengono ricomposti teneramente da una sorta di rallentato viaggio nella memoria e nei luoghi familiari dai due anziani figli dello scrittore, Enrico e Paola. Sollecitati al ricordo tra foto, strade, case, alberi, lapidi, i due “protagonisti” attraversano l’esistenza paterna congiungendo spazi e tracce di Ferrara, Bologna e Roma, immergendoci in una sorta di humus letterario che risuona solenne e intramontabile.

È spesso la voce di papà Giorgio ad affiorare tra i fotogrammi di In gran segreto, mentre legge stralci dei suoi romanzi o poesie, con una gravità che vibra di una bellezza classica e mai spenta. C’è il Bassani intimo e privato (il tennis, i giochi nella casa romana); c’è quello impegnato fino a rischiare l’osso del collo nel suo strenuo impegno antifascista (per il quale fu anche incarcerato prima di darsi alla macchia nel 1943); c’è quello lucido e finemente provocatorio sulla questione ebraica che suona nuovamente così: “La tragedia vera degli ebrei ferraresi (i Bassani erano di origine ebraica e vennero perseguitati dal fascismo ndr) come di quelli italiani è stata quella di essere dei borghesi coinvolti nel fascismo e finita, senza rendersene conto, nel nulla dei campi di sterminio senza sapere in fondo perché”.

Questa osservazione bassaniana è uno dei tanti fili spessi e vibranti di una ricostruzione biografica che se da un lato è “spinta” verso incontri, piste, ospiti (con tutto il piacere ma Paolo Di Paolo e Nadia Terranova sono un po’ fuori luogo), dall’altro sa evocare con serietà, rispetto e spigliatezza lo spirito di un’epoca e di un’idea pulsante di mondo letterario e intellettuale (Giorgio Morandi, Pasolini, Mario Soldati, Rossellini) probabilmente formalmente antimoderna ma umanamente terribilmente coriacea, vitale, sensibile.

Prova ne è in quell’istante in cui i figli osservano come sia cresciuta più del doppio la magnolia nel giardino della casa della giovinezza ferrarese dello scrittore piantata proprio pochi mesi dopo la promulgazione delle leggi razziali del 1938. Filo vegetale che sembra ricondursi ad una mansione nuovamente etica e nazionale di Bassani, oltre alla vicepresidenza Rai, quell’invenzione parapasoliniana di Italia Nostra che lo vide protagonista fin dal 1965 assieme all’amico Fulco Pratesi. E insomma, dopo quasi due ore di documentario che filano lisce, ondose e nodose, come un vecchio romanzo dalle pagine ingiallite dall’odore intenso della storia, quella speranza di Bassani di essere “disperatamente uomo”, “nonostante l’essere poeta”, sembra pienamente compiuta.

L'articolo Giorgio Bassani o dell’artista che voleva essere uomo. Al Biografilm 2026 il vibrante documentario sulla vita del romanziere antifascista, autore di Il giardino dei Finzi Contini proviene da Il Fatto Quotidiano.

“Sono il primo uomo trans attore, non ho vissuto il bullismo e la mia famiglia mi ha sempre appoggiato. Il transgender in Italia viene trattato con superficialità. Necessaria l’educazione socio-affettiva nelle scuole”: parla Alessio Fiorenza della serie “In Utero”

14 June 2026 at 08:18

La serie tv HBO “In Utero”, creata da Margaret Mazzantini, diretta da Maria Sole Tognazzi, che firma anche la direzione artistica, affronta il tema della procreazione e della fertilità attraverso le storie che si intrecciano nella clinica Creatividad. Tutto ruota attorno a Ruggero (Sergio Castellitto), ginecologo fondatore della clinica di fecondazione assistita e di Angelo (Alessio Fiorenza), giovane uomo trans, talentuoso biologo.

“Quando ho letto la sceneggiatura e ho ‘conosciuto’ per la prima volta Angelo, – ci ha raccontato Alessio Fiorenza – mi sono chiesto il perché di questo carattere un po’ introverso, chiuso. Nelle prime quattro puntate si vede l’Angelo embriologo che ha a che fare comunque con le relazioni lavorative e quelle relazionali, in senso stretto. È ombroso. Non si è ancora vista la sua parte ‘familiare’ che poi è quella che ha forgiato il suo carattere, come si vede dalla quinta puntata quando torna a casa in Sicilia e ha a che fare con i genitori e i fratelli. E qui si scavano le dinamiche relazionali della famiglia che ti fanno capire il perché di certi suoi atteggiamenti. Quella della sua famiglia è stata un’accettazione tra le righe, mai palesata”.

Invece nel caso della tua famiglia com’è andata?
Io dico sempre che per quanto riguarda le storie della transizione ogni famiglia è a sé, ogni ragazzo o ragazza trans ha una storia alle spalle personale. Nel mio caso sono stato fortunato.

In che modo?
I miei mi hanno sempre riconosciuto senza alcun problema. Era tutto palese. Per definire o etichettare ci vuole un po’ più di esperienza e di conoscenza, ma quella la si acquisisce col tempo. Però insomma, per loro nulla di così sconvolgente ed inaspettato sicuramente.

Vieni da Terrasini, in provicina di Palermo. Hai sofferto il pregiudizio degli altri oppure sei stato vittima di bullismo?
Sin dalla adolescenza ho avuto un carattere un po’ predisposto al non chiedere scusa né permesso in alcun modo. Quindi mi sono imposto in maniera tale da non essere neanche ‘frainteso’. Era un po’ la mia presenza a parlare, lasciavo poco spazio alle parole o i permessi. Questa è una interpretazione che mi sono dato col tempo, guardandomi un po’ indietro. Non ho mai subito nessun tipo di discriminazione diretta. Forse quella velata o magari alle spalle, probabilmente sì.

Quando hai iniziato il percorso di transizione?
Quando ho lasciato la Sicilia a 19 anni. Sono andato in Inghilterra. Le tempistiche sono le stesse della sanità italiana, ma il plus era andare in un posto dove non ti conosce nessuno. Per me è stato molto più semplice. Almeno io l’ho vissuto in questo modo: non devi dare conto e ragione a nessuno, non devi spiegare nulla.

In Italia il “trans” viene identificato nell’ambito prettamente della prostituzione o della ‘macchietta’. Hai percepito un gap culturale rispetto all’estero?
Certo. È assolutamente evidente specialmente per quanto riguarda le ragazze trans. Il transcender viene identificato come un cliché, basato sulla superficialità. Non c’è una conoscenza approfondita per quanto riguarda queste tematiche, manca la cultura. Non c’è un processo di sensibilizzazione né di conoscenza, soprattutto, del processo di transizione. Non te lo spiegano da nessuna parte né a scuola né in altre parti ed è per questo che l’educazione socio-affettiva è fondamentale.

Oltre alla scuola esiste un altro canale di “educazione”?
Se togli questo tipo di educazione nelle scuole rimane l’informazione libera che puoi trovare su Internet, sui social… Infatti credo che molti giovani si informino attraverso i video su Instagram o TikTok. Secondo me non è un approccio necessariamente sbagliato, perché molto spesso si trovano testimonianze di persone trans, LGBTQIA+ o comunque in generale, quando c’è una testimonianza, c’è tanta informazione. Quindi, in realtà, sentire testimonianze o sentire parlare di certi argomenti se sono argomenti che chiaramente provengono da persone che sanno effettivamente ciò di cui stanno parlando, ben venga.

In “In utero” Angelo va a letto con una sua collega, ma quest’ultima ignara di tutto si accorge del sesso e si blocca. A te è mai capitata una situazione del genere?
Il mio personaggio Angelo è stato preso da un momento di passione e non penso si sia fatto molte domande, in quel momento. Si è sentito rifiutato anche se è stato anche lì un ‘non detto’. A me non è mai capitato sinceramente, ma perché mi sono sempre confrontato prima con l’altra persona, prima di fare qualsiasi cosa. Non mi faccio prendere dagli impulsi improvvisi (ride, ndr).

Ti senti un carico di responsabilità ad essere il primo attore trans in Italia?
Mi responsabilizza nella misura in cui a parlare è il mio corpo, la mia presenza stessa. Quindi non cerco un certo tipo di responsabilità che vada oltre questo. Non sento che la mia presenza debba, in qualche modo, essere giustificata o debba diventare ‘attivismo’ o debba diventare necessariamente ‘informazione’ o debba diventare necessariamente qualcos’altro. Semplicemente da questo è il mio modo di vedere. Credo che molte esperienze vadano semplicemente osservate. Poi se si vuole veramente comprendere qualcosa, lo si può fare e ci sono tutti i mezzi oggi per farlo.

Perché hai deciso di fare l’attore?
È una cosa che ho dentro da quando ero molto piccolo. È stato un momento circoscritto alle fantasie di un bambino di fatt. Poi ho abbandonato precocemente l’idea, fino a quando si è presentata poi l’opportunità concreta di poter partecipare a dei casting. E lì mi è ritornata la voglia, mi si è accesa improvvisamente una ‘lampadina’.

Hai ricevuto proposte di lavoro o sei impegnato in qualche casting?
In questo momento è tutto fermo, ma ci stiamo lavorando.

L'articolo “Sono il primo uomo trans attore, non ho vissuto il bullismo e la mia famiglia mi ha sempre appoggiato. Il transgender in Italia viene trattato con superficialità. Necessaria l’educazione socio-affettiva nelle scuole”: parla Alessio Fiorenza della serie “In Utero” proviene da Il Fatto Quotidiano.

Primo sciopero della cultura in Italia contro la struttura del sistema: poca conoscenza e scarsa trasparenza

12 June 2026 at 18:04

Nelle ultime due settimane, il settore culturale italiano s’è caratterizzato per una complessiva sonnolenza, forse provocata anche dalla calura estiva… A fronte di una crisi diffusa e pervasiva, sembra prevalere rassegnazione. Anzi, mestizia.

Nella giornata di venerdì 12 giugno… un sussulto: è stato proclamato dalla Cgil un inedito “sciopero della cultura”, iniziativa mai promossa in passato in Italia. Ha dichiarato Maurizio Landini, leader della Confederazione: “i lavoratori rivendicano il riconoscimento della dignità economica e professionale, negata paradossalmente proprio nel nostro Paese. E condannano i tagli alla spesa culturale, la precarietà strutturale, i salari bassi e le tutele insufficienti”. Fp Cgil e NIdiL (Nuove Identità di Lavoro) Cgil chiedono “contratti di filiera giusti, la reinternalizzazione dei servizi, la stabilizzazione dei lavoratori, tutele adeguate per i lavoratori discontinui, il contrasto all’abuso del lavoro autonomo e maggiori investimenti nel settore culturale”.

È la prima volta nella storia del Paese in cui scioperano tutti insieme: personale dei musei, biblioteche, archivi, teatri, ma anche lavoratori e lavoratrici autonome dell’editoria, dello spettacolo e della produzione artistica e culturale. Si sono tenuti per l’intera giornata presidi in diverse città italiane: agli Uffizi un intero piano ha chiuso, così come hanno chiuso una decina di padiglioni della Biennale di Venezia, biblioteche e musei civici o universitari, musei statali, archivi di Stato e tante mostre private…

Non è possibile stimare l’adesione complessiva all’iniziativa, anche perché l’“universo” del “lavoro culturale” non è mai stato oggetto in Italia di adeguato studio ed approfondita analisi (non vi è nemmeno una risposta scientificamente validata su quanti siano realmente i lavoratori del sistema culturale): si tratta peraltro di realtà policentriche e multidimensionali, che oscillano tra la “stabilità” delle istituzioni museali alle infinite forme di precarietà, basti pensare agli attori teatrali.

“Nonostante le precettazioni, il comportamento di tante istituzioni che hanno scelto di non informare sullo sciopero, la parcellizzazione del lavoro, oggi stiamo scioperando a migliaia. Non c’è tutela e non c’è valorizzazione del patrimonio culturale senza salari adeguati per chi ci lavora. Gli amministratori, dagli enti locali al Governo, devono ascoltarci. Si alzino i salari, non i biglietti”, hanno dichiarato le attiviste del movimento “Mi Riconosci? Sono un professionista dei beni culturali” dalle piazze…

Il deficit di conoscenza riguarda non soltanto la dimensione lavorativa, ma la struttura stessa del sistema culturale italiano, il suo assetto economico-organizzativo: eclatante, ai limiti dell’incredibile, la dinamica del settore cinematografico e audiovisivo… In gestazione a Montecitorio una nuova legge per il settore (incardinata presso la VII Commissione, presieduta da Federico Mollicone di Fratelli d’Italia), ma a metà 2026 non è ancora stata pubblicata – come ho già denunciato anche su questo blog – la relazione annuale che il Ministero della Cultura deve trasmettere al Parlamento, ovvero la “valutazione di impatto” per l’anno… 2024 (nota bene: duemilaventiquattro)!

Questa relazione doveva essere trasmessa a Camera e Senato entro settembre 2025, e a distanza di nove mesi da questo termine (previsto dalla stessa Legge n. 220 del 2016, la cosiddetta “Legge Franceschini”) è ancora misteriosamente custodita nella cassaforte della Direzione Cinema e Audiovisivo, guidata dall’estate del 2025 da Giorgio Carlo Brugnoni, che è anche Vice Capo di Gabinetto del Ministero della Cultura, anomalia più unica che rara nella P.A. italiana (una combinazione di incarichi tra ruolo “amministrativo” e ruolo “politico”), denunciata il 3 giugno scorso dalla Cisl e Flp e Unsa. Conterrà forse dati pericolosi o finanche esplosivi?!

Va ricordato che nelle precedenti edizioni della “valutazione” non è mai stato segnalato il crash ovvero il collasso contabile da centinaia di milioni di euro del “tax credit”… Un esempio sintomatico del (mal) governo del sistema, ovvero – nel caso in ispecie – di una pubblica amministrazione estremamente lenta, che ritarda i processi gestionali, mettendo in ginocchio migliaia di produttori, organizzatori culturali ed artisti, ed ostacola paradossalmente la stessa “politica”, allorquando non mette a disposizione un minimo di strumentazione tecnica per comprendere come correggere la rotta, in un settore che attraversa una delle fasi più critiche della sua storia…

Si naviga a vista, si governa nasometricamente. Non che ai tempi del centro-sinistra le cose andassero granché meglio, ma certamente il centro-destra non ha promosso quella “tecnocrazia” (e “meritocrazia”) che pure era stata sventolata come vessillo del cambiamento possibile, in primis dalla Premier Giorgia Meloni durante la campagna elettorale.

Nel mentre il cinema italiano boccheggia, la produzione arranca, al Festival di Cannes veniamo ignorati… si organizzano simpatiche iniziative come la seconda edizione dell’“Italian Global Series Festival 2026”, che si terrà dal 3 all’11 luglio 2026 a Rimini e Riccione, un festival ideato e organizzato dall’Apa ovvero l’Associazione Produttori Audiovisivi, presieduta da Chiara Sbarigia, che è stata anche Presidente di Cinecittà spa fino a giugno 2025. Festival realizzato in collaborazione con Cinecittà – giustappunto – assieme a Regione Emilia-Romagna, Siae, Enel, Gruppo Fs, ecc.

Quanto costa questa kermesse?! Quali risultati reali produce?! Non è dato sapere. Trasparenza zero, ancora una volta, anche nell’utilizzazione del pubblico danaro: secondo quanto risulta il Ministero della Cultura le assegna 2 milioni di euro, con una sorta di affidamento diretto all’Apa, attraverso i misteriosi “progetti speciali” di Cinecittà. Si tratta di un evento “fortemente voluto” (si legge nei comunicati stampa) dalla Sottosegretaria leghista Lucia Borgonzoni, che casualmente ha in Emilia-Romagna il collegio elettorale che le ha assegnato il seggio senatoriale.

Questa ennesima kermesse è realmente utile per la promozione del settore?! Nessuno si è posto la domanda, e quindi nessuno può dare una risposta. Un ennesimo caso di “politica culturale” approssimativa e di allocazione delle risorse pubbliche priva di valutazioni di impatto (vedi supra…).

Lo Stato italiano non dispone ancora degli strumenti conoscitivi necessari per governare razionalmente le politiche culturali.

L'articolo Primo sciopero della cultura in Italia contro la struttura del sistema: poca conoscenza e scarsa trasparenza proviene da Il Fatto Quotidiano.

È morto Claudio Spadaro, l’agente dei servizi segreti Pigreco nella serie tv “Romanzo criminale”. Era tornato a Taranto per affrontare il tumore

12 June 2026 at 14:17

Mondo del cinema in lutto. È morto a 72 anni Claudio Spadaro, che dal 2008 al 2010 ha impersonato l’agente dei servizi segreti Pigreco nella serie tv “Romanzo criminale”.

L’attore si è spento a Taranto, dove era nato il 17 giugno 1953. I funerali sono stati celebrati oggi, 12 giugno, nella Chiesa del Santissimo Crocifisso della città ionica. Spadaro era tornato a casa nei mesi scorsi per affrontare il tumore che ne aveva progressivamente compromesso le condizioni di salute.

Dopo gli esordi sul grande schermo alla fine degli anni Settanta, Spadaro ha sbarcato il lunario con il film come “Corse a perdicuore” di Mario Garriba e “Sogni d’oro” di Nanni Moretti.

Nel corso degli anni ha collaborato con autori del calibro di Marco Bellocchio, Mario Monicelli, Ricky Tognazzi, Marco Tullio Giordana, Peter Greenaway e Franco Zeffirelli. Poi il ruolo di Benito Mussolini nel film “Un tè con Mussolini” di Franco Zeffirelli, accanto a Maggie Smith e Cher.

Successo anche con le produzioni televisive come “La Piovra”, “Distretto di Polizia”, “Don Matteo”, “Paolo Borsellino” e “Le indagini di Lolita Lobosco“.

L'articolo È morto Claudio Spadaro, l’agente dei servizi segreti Pigreco nella serie tv “Romanzo criminale”. Era tornato a Taranto per affrontare il tumore proviene da Il Fatto Quotidiano.

Il mondo di ‘Gerry’ sospeso tra realtà e finzione: un cortometraggio senza pietismi

12 June 2026 at 08:44

“Un film debole resta un film debole, anche se è fatto con le migliori intenzioni”. Nel cinema sociale la buona intenzione ha spesso la meglio sulla qualità, e se poi la storia tocca la disabilità, il resto – regia, sceneggiatura, rigore artigianale – passa troppo spesso in secondo piano, come se il tema fosse un’esimente per i difetti tecnici. La Poti Pictures, nata ad Arezzo dentro la cooperativa “Il Cenacolo”, lavora esattamente al contrario. Il loro principio è netto: chi lavora con attori con disabilità non ha il diritto di abbassare l’asticella, ha il dovere di alzarla. Senza retorica, ma con un’idea precisa di mestiere. Scrivere un cortometraggio di venti minuti che coinvolga otto personaggi e affronti il tema senza scivolare nel pietismo non è un’eccezione, è la regola. Da questa tensione nasce Gerry, diretto da Salvatore Lizzio e Daniele Bonarini, con la partecipazione di Vittoria Bianchini, in concorso al Taormina Film Festival nella sezione “Sguardi di Sicilia”.

Presentato da Terry George (Premio Oscar per The Shore), il punto di partenza del lavoro è la vita di Angelo Giardili, studente della Poti Pictures Academy. Tuttavia Gerry non è Angelo: non lo imita, non lo traduce e non lo imprigiona in una biografia mascherata. “Crediamo – spiegano i registi – che tra realtà e finzione esista un confine molto sottile: attraversarlo con rispetto significa dare alla verità una nuova forma”. Angelo è un ragazzo con una passione “travolgente” per la stop-motion e i Lego da cui Lizzio e Bonarini hanno tratto un racconto che parla di perdita, lutto e assenza, senza mai alzare la voce e soprattutto senza ricorrere alla solita scorciatoia del “potere speciale” come risarcimento della vita. L’immaginazione qui non è una fuga infantile, ma il modo in cui il protagonista decide di stare dentro il proprio dolore, e lo fa provando a non crollare.

“Molte storie contemporanee – proseguono i registi – raccontano personaggi che diventano straordinari acquisendo poteri o capacità eccezionali. Gerry, invece, intraprende un viaggio che nasce da una ferita profonda e molto umana: la perdita della zia, una figura alla quale era profondamente legato. Per noi l’immaginazione non è uno strumento per sentirsi invincibili, ma uno spazio in cui elaborare la realtà e metabolizzare il dolore. Il mondo che Gerry costruisce non serve a cancellare il lutto o a fuggire dalla sofferenza, ma a trovare un modo per attraversarla. L’avventura diventa così una forma di elaborazione emotiva, un percorso che gli permette di convivere con l’assenza e di trasformarla in qualcosa che possa continuare a far parte della sua vita. Gerry non diventa più forte perché sconfigge un cattivo o acquisisce un superpotere: cresce perché accetta la propria fragilità e trova il coraggio di guardare in faccia la realtà. Quando abbiamo mostrato il film ad Angelo per la prima volta, ha compiuto il gesto che fa quando è emozionato o felice sfarfalla, cioè muove le braccia come se fossero un battito d’ali”.

Dietro l’opera c’è una macchina produttiva solida. Nove mesi di formazione alla Poti Pictures Academy, un percorso che non somiglia affatto a un laboratorio ricreativo o improvvisato. Un ruolo fondamentale è quello di Sara Borri, definita dagli autori “psicologa di set”: il suo intervento non comincia davanti alla macchina da presa, ma mesi prima, studiando i punti di forza e i blocchi di ogni partecipante. Il cinema, in questo contesto, non è una protezione paternalistica, ma un lavoro di messinscena millimetrica. “La rabbia non deve essere per forza un urlo. Può essere uno sguardo, una pausa, la postura di un corpo”, spiegano i registi.

Negli anni il progetto ha raccolto riconoscimenti che vanno oltre il perimetro della solidarietà: oltre 120 premi, selezioni ai Nastri d’Argento, passaggi nei circuiti BAFTA e percorsi accademici all’Università del Texas. La presenza di Terry George a Taormina, poi, non ha il tono della passerella, ma quello di un riconoscimento al valore artistico dell’opera. La sua reazione è sintetica: “Gerry is beautiful… it conveys a profound message… congratulations”. Gerry non è un’opera costruita per dimostrare una tesi o rassicurare lo spettatore. Evita il pietismo e non usa la fragilità come dispositivo narrativo o scorciatoia emotiva e nella sua misura controllata lascia affiorare momenti di grazia e una commozione mai dichiarata, affidata alle immagini più che alle intenzioni.

L'articolo Il mondo di ‘Gerry’ sospeso tra realtà e finzione: un cortometraggio senza pietismi proviene da Il Fatto Quotidiano.

KIPT CoLAB: Filmes e séries também moldam escolha dos destinos turísticos

11 June 2026 at 15:57

No Tourism & Arts Webinar 2026, Antónia Correia, em representação do KIPT CoLAB, apresentou uma análise sobre a forma como as narrativas culturais e as economias visuais influenciam a percepção dos territórios e as decisões de viagem-

O conteúdo KIPT CoLAB: Filmes e séries também moldam escolha dos destinos turísticos aparece primeiro em Barlavento.

❌