21h. Sistemas do SNS já estão quase todos operacionais



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Nas redes sociais circula ocasionalmente uma imagem com a alegação de que se trata da cantora Amy Winehouse e uma jovem Adele em 2004. Esta narrativa tem fundamento? A SIC Verifica.

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Circula nas redes sociais a ideia de que a creatina é recomendada para idosos, adolescentes e crianças mesmo sem prática de exercício físico. Contudo, o que diz a evidência científica e os especialistas? A SIC Verifica.

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Elon Musk e Jeff Bezos acreditam que a próxima grande fonte de prosperidade poderá estar acima das nossas cabeças. A cerca de 400 quilómetros da superfície terrestre começa a desenhar-se uma nova fronteira económica, onde poderão nascer fábricas orbitais, centrais solares espaciais e indústrias capazes de produzir materiais impossíveis de fabricar no nosso planeta. O espaço oferece condições únicas. Empresas farmacêuticas já recorreram à Estação Espacial Internacional para realizar experiências de cristalização de proteínas, enquanto algumas ligas metálicas apenas podem ser fabricadas em ambientes de microgravidade. Ao mesmo tempo, painéis solares instalados em órbita têm a capacidade de gerar energia de forma praticamente ininterrupta, sem depender das condições meteorológicas ou da sucessão entre o dia e a noite.
A concretização desta visão depende de um fator decisivo: a redução contínua dos custos de acesso ao espaço. A SpaceX, fundada em 2002, conquistou uma posição dominante no setor dos lançamentos espaciais graças ao sucesso dos seus foguetões Falcon 9. A empresa realiza mais lançamentos do que todos os seus principais concorrentes, nos Estados Unidos e no resto do mundo, acumulando uma vantagem tecnológica difícil de igualar.
A estratégia da Blue Origin, fundada por Bezos em 2000, tem sido bastante diferente. Enquanto a SpaceX adotou uma filosofia de desenvolvimento baseada em testes frequentes, falhas e aperfeiçoamentos sucessivos, a Blue Origin privilegiou um modelo mais cauteloso, apostando em longos ciclos de desenvolvimento para garantir que os seus sistemas funcionassem de forma fiável desde os primeiros voos.
A retalhista anunciou recentemente a aquisição da operadora norte-americana de satélites Globalstar por 11,6 mil milhões de dólares (9,82 mil milhões de euros), numa operação que lhe permitirá reforçar a sua infraestrutura espacial e aceder a frequências de rádio estratégicas. O objetivo é acelerar o desenvolvimento dos seus serviços de conectividade global e reduzir a distância que a separa da Starlink.
À semelhança da subsidiária da SpaceX, a Amazon aposta numa rede de satélites de órbita baixa capaz de fornecer serviços de comunicação em zonas sem cobertura móvel tradicional. Os utilizadores poderão fazer chamadas, enviar mensagens e aceder à internet através de ligações diretas por satélite. O projeto ainda está numa fase inicial. Apesar de ter começado os primeiros lançamentos de teste em 2023, a empresa conta atualmente com cerca de 200 satélites em órbita, muito longe da meta de 3.200 unidades prevista para a sua constelação.
Para Chris Quilty, analista do setor espacial citado pela “Forbes”, o que está em causa é muito mais do que uma simples expansão das telecomunicações. “O que estamos a assistir é à preparação para uma batalha de titãs entre a SpaceX e a Amazon”, afirma. Segundo o especialista, a SpaceX também estava interessada em adquirir o mesmo espectro de frequências controlado pela Globalstar, o que ajuda a explicar o elevado valor pago pela Amazon.
A NASA anunciou esta semana que irá realizar uma série de testes cruciais na órbita da Terra em 2027 para preparar o regresso da humanidade à superfície lunar em 2028. O principal objetivo da missão Artemis III será testar os procedimentos críticos de acoplagem com os gigantescos módulos de aterragem comercial em desenvolvimento: o Starship, da SpaceX, e o Blue Moon Mark 2, da Blue Origin. “Hoje damos mais um passo ousado no regresso da humanidade à Lua, aproveitando os alicerces extraordinários lançados pelos astronautas da Artemis II”, afirmou o administrador da NASA, Jared Isaacman.
Negócios
Estados e privados estão juntos numa disputa tecnológica pelo espaço sideral. A procura por dados e comunicações incentiva um negócio que tem os mais ricos do mundo entre os atores principais. Entendida de forma alargada, a economia do espaço impacta uma série de setores limítrofes, além do aeroespacial e da defesa, como as tecnologias de informação – tanto hardware como software – e das telecomunicações. Aliás, a grande fatia deste mercado respeita à utilização das comunicações por satélite, especialmente através da televisão, que representa cerca de um quarto do total do negócio.
O negócio está em franco crescimento, com as oportunidades mais significativas de curto e médio prazo a surgirem no acesso à Internet de banda larga via satélite, segundo o Morgan Stanley. O banco norte-americano prevê que a economia do espaço mais do que duplique nos próximos 20 anos, ultrapassando a fasquia do trilião de dólares (cerca de 860 mil milhões de euros). Antecipa, também, que o peso das comunicações aumente até representar 50% do negócio, num cenário central, ou até 70%, no cenário mais otimista. Isto, porque se espera que a procura por dados vai crescer e, ao mesmo tempo, o lançamento de satélites que oferecem serviço de Internet de banda larga ajudará a reduzir o custo desses mesmos dados.
O custo de lançamento de um satélite caiu para cerca de um terço, devido à tecnologia dos foguetes reutilizáveis, custando, agora, cerca de 60 milhões de dólares (cerca de 52 milhões de euros), mas pode diminuir, potencialmente, para cinco milhões de dólares (cerca de 4,3 milhões de euros), refere a instituição financeira.
A rivalidade chinesa
Em 2014, a China abriu o setor espacial ao investimento privado para rivalizar com a SpaceX e, cinco anos depois, as startups chinesas receberam financiamento de 300 milhões de euros. Em 2021, o governo chinês lançou a SatNet uma empresa esta tal que espera agilizar o processo de lançamento de satélites e formar uma rede de banda larga (com os 6.370 satélites ativos em órbita baixa, Musk controla 75% de todos os satélites ativos no espaço). A SpaceX opera num mercado global, em 50 países, e prepara-se para expandir a atividade nos continentes africano e asiático.
Responsáveis da empresa têm viajado ao redor do mundo para pedir permissão aos reguladores nacionais para vender ligações de internet de alta velocidade. A cooperação no espaço é uma parte fundamental da estratégia chinesa, tendo assinado 149 acordos, com 46 agências espaciais nacionais. E já forneceu a alguns países um sistema global de navegação por satélite que rivaliza com o GPS.
Aliás, 70% das infraestruturas de rede 4G em África foram construídas pela Huawei. Em dezembro do ano passado, a China lançou mais um lote de satélites de internet em órbita terrestre baixa para rivalizar com a SpaceX. No entanto, ainda está atrasada no que diz respeito ao domínio da tecnologia de foguetões reutilizáveis. Nas últimas décadas, a China investiu milhares de milhões de euros no seu programa espacial para recuperar o atraso em relação aos Estados Unidos e à Rússia. O país asiático espera enviar um astronauta à Lua antes de 2030 e construir uma base internacional em 2035.
Apesar da ambição chinesa, a liderança da nova economia espacial continua, para já, nas mãos de empresas privadas norte-americanas.
Acabou a novela Mourinho, mas o universo das águias pode estar a preparar-se para outra saga: a entrada de investidores no capital com uma posição relevante e ambição.
Enquanto os benfiquistas debatiam propostas de renovação, promessas da direção, juras de amor do special one ao encarnados, mas também a sua participação em campanhas eleitorais de Florentino Pérez no Real Madrid (com maior ou menor interferência da inteligência artificial), outro tema brotava com muito menos destaque mediático, mas com possibilidade de alterar o equilíbrio de forças na SAD.
“Traição” entre investidores
A 27 de abril deste ano, José António dos Santos (mais conhecido como “Rei dos Frangos”), concretizou algo que já se esperava: a venda da sua participação de 16,38% do capital social da SAD do Benfica. O negócio de 45,2 milhões foi feito com o fundo norte-americano Entrepreneur Equity Partners. Em maio do ano passado, o fundo de investimento Lenore Sports Partners já tinha comprado 5,24% do capital da Benfica SAD (deste pacote total, parte das ações pertenciam a Luís Filipe Vieira, antigo presidente do clube) tornando-se detentor de uma posição qualificada.
Com 5,24% do capital no bolso, o investidor Jean-Marc Chapus, responsável do Lenore Sports Partners, quis mais e, sabe o JE, reuniu um grupo de investidores para comprar as ações detidas pelo Rei dos Frangos.
Tim Leiweke foi um dos investidores convidados por Chapus para investir no Benfica e nas conversas entre estes responsáveis o projeto Benfica District foi abordado como um empreendimento suficientemente interessante para se avançar para o negócio.
Sabe o JE que Tim Leiweke ficou tão entusiasmado pelo projeto encarnado que, sem que Jean-Marc Chapus soubesse, decidiu avançar sozinho para a compra das ações de José António dos Santos. O negócio viria a concretizar-se no final de abril. Mas com o fecho da compra das ações surgem outras questões e a principal é: o que vai este investidor norte-americano fazer com esta participação?
Quem é Tim Leiweke?
Entre conquistas, quedas, perdões presidenciais e regressos à ribalta, a vida do investidor norte-americano dava um filme. Durante 18 anos, o empresário liderou os destinos do Anschutz Entertainment Group (AEG) e ajudou-a a conquistar um lugar de destaque como uma das maiores agências de gestão de arenas de entretenimento do mundo.
A saída do AEG, em 2013, não foi pacífica já que envolveu cláusulas de confidencialidade e relatos de bónus de milhões que acabaram por não ser pagos.
Tim deixa o projeto de uma vida e dois anos depois cria a Oak View Group, especializada no desenvolvimento, gestão e operação de espaços desportivos e de entretenimento. O Oak View Group torna-se parceiro da Live Nation (produtora que trouxe os concertos de Bad Bunny a Portugal) no negócio da gestão de arenas.
É reconhecido no mundo dos negócios como um especialista na rentabilização de arenas e de espaços de entretenimento e encontra espaço na Europa para desenvolver esse negócio, nomeadamente no Reino Unido (Cardiff e Manchester) e até com algumas ramificações a Portugal, nomeadamente na Meo Arena, desde que a Live Nation adquiriu a posição maioritária (51%) que estava anteriormente na posse de Luís Montez, num negócio avaliado em mais de 40 milhões de euros.
Em dezembro de 2025, os destinos de Leiweke e Trump cruzam-se: o empresário foi acusado pela justiça norte-americana de manipular um processo de licitação de uma arena no Texas mas o presidente dos EUA assinou um perdão “total e incondicional” para Leiweke.
Apesar do perdão, Leiweke viu a sua reputação manchada e já não voltou ao Oak View Group, mas surge associado à Entrepeneur Equity Partners que acabaria por comprar as ações ao rei dos frangos. Este grupo tem como protagonista outra empresária: Francesa Bodie, filha da mulher de Tim Leiweke e que assumiu a presidência do Veneza, que subiu esta época à Serie A. O Veneza vai gastar 500 milhões num novo estádio e entra na lógica de rentabilização dos recintos desportivos.
É aqui que entra o Benfica District, o megaprojeto de modernização imobiliária e desportiva promovido pelas “águias”, orçamentado em 220 milhões e no qual o empresário norte-americano quer ter uma palavra a dizer. Resta saber se o Benfica vai utilizar o artigo 13º que permite à SAD bloquear aquisições de participantes acima de 2% do capital por parte de investidores que tenham interesses concorrentes.
