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Mural “Unity in Diversity” celebra a diversidade e o espírito comunitário na Rogers Road

11 June 2026 at 17:18
Créditos: Francisco Pegado

A diversidade que faz de Toronto uma das cidades mais multiculturais do mundo ganhou novas cores na Rogers Road com a inauguração do mural Unity in Diversity (Unidade na Diversidade).

A obra, criada pela artista peruana Estefania Cox mais conhecida por (Fefa Cox) e produzida pela Creativo Arts, em parceria com a Rogers Road BIA e a vereadora de Davenport, Alejandra Bravo, foi instalada numa parede cedida pela Farmácia GO, com o apoio do proprietário Babak Khazra. O mural retrata crianças com equipamentos de futebol de vários países, numa imagem que representa a diversidade de Toronto, Davenport e da comunidade da Rogers Road. Entre cores vibrantes e rostos sorridentes, a obra celebra a convivência entre diferentes culturas e o espírito de união do bairro.

A artista Fefa Cox sublinhou que o projeto nasce da própria diversidade de Toronto, uma cidade onde diferentes culturas convivem diariamente e que considera “única”. Explicou ainda que o mural celebra a união, a inclusão e a comunidade através do futebol, uma linguagem universal que aproxima pessoas de todas as origens, destacando as crianças como símbolo do futuro e reforçando a importância da arte pública estar próxima da comunidade.

Rodrigo Ardiles, da Creativo Arts, destacou o impacto coletivo da iniciativa “é arte pública feita com a comunidade e para a comunidade, que une pessoas.”

Em representação da Rogers Road BIA, Giovanny Restrepo reforçou o espírito do bairro “aqui somos todos diferentes, mas somos uma só comunidade.” A vereadora de Davenport, Alejandra Bravo, sublinhou o momento especial vivido na área “estamos a celebrar a comunidade e a alegria de viver juntos.”

O cônsul-geral adjunto do Peru em Toronto, José Exebio, destacou o orgulho na participação de uma artista peruana num projeto de grande valor cultural. Através do futebol, linguagem universal, o mural transmite mensagens de amizade, respeito e inclusão, num momento em que Toronto e Vancouver recebem jogos do Campeonato do Mundo FIFA 2026. As celebrações terminaram com a campanha “Soccer Lives Here”, numa verdadeira festa comunitária.

Mais do que um mural, esta obra deixa uma mensagem de união, pertença e orgulho comunitário na Rogers Road. O mural pode ser visitado na 324 Silverthorne Avenue, do lado da Rogers Road.

FP/MS

Casa do Benfica de Toronto celebra 58.º aniversário com torneio de golfe

11 June 2026 at 17:07

Golfe   

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Fotos: Adriana Paparella

A Casa do Benfica de Toronto assinalou o seu 58.º aniversário com a realização de mais um torneio de golfe, uma iniciativa integrada no calendário de atividades da ACAPO, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Num ambiente de grande convívio e boa disposição, o torneio anual voltou a reunir dezenas de participantes, confirmando-se como uma das atividades desportivas mais aguardadas pela comunidade portuguesa. Com condições ideais para a prática da modalidade, o dia ficou marcado pela competição saudável, pelo espírito de amizade e pela celebração das raízes portuguesas.

O presidente da Casa do Benfica de Toronto, John Santos, deu as boas-vindas aos participantes e agradeceu o apoio contínuo da comunidade. “Graças a Deus estamos cheios outra vez. O apoio da comunidade não podia ser melhor. Quero agradecer a todos os patrocinadores e a toda a gente que gosta de estar connosco e passar um dia bem divertido”, afirmou.

John Santos destacou ainda que, apesar de se tratar de uma iniciativa da Casa do Benfica, o objetivo principal é reunir a comunidade portuguesa “somos Benfica de Toronto, mas somos portugueses primeiro. Vamos celebrar o Dia de Portugal com os nossos colegas e com toda a comunidade. E quem nos quiser visitar, temos sempre as portas abertas para todos.” Para além da vertente desportiva, a iniciativa serviu também para assinalar uma data de grande significado para os portugueses dentro e fora de Portugal, reforçando os laços que unem a comunidade luso-canadiana.

O golfe, uma modalidade que combina técnica, concentração e precisão, proporcionou igualmente momentos de convívio e contacto com a natureza. Foi precisamente esse equilíbrio que voltou a marcar mais uma edição do torneio. Ao longo do percurso, participantes de diferentes clubes, gerações e experiências partilharam a mesma paixão pelo golfe, num ambiente aberto, acolhedor e inclusivo. Entre jogadores experientes e estreantes, o mais importante foi o convívio e a oportunidade de celebrar a comunidade.

Paulo Pereira, participante habitual do torneio, mostrou-se satisfeito com mais uma edição da iniciativa “o dia tem sido excelente. Já é a quarta vez que participo neste torneio da Casa do Benfica. Nem sou benfiquista, mas apoio a iniciativa a cem por cento”, disse, aproveitando também para deixar uma mensagem especial “quero desejar um feliz Dia de Portugal a todos.”

Também Sara Dantas destacou a importância do convívio proporcionado pela iniciativa “é uma oportunidade única. Não sou uma jogadora profissional de golfe, mas vou dar o meu melhor e acredito que vai correr bem”, afirmou.

A participante deixou ainda uma mensagem de incentivo à comunidade: “Acreditem nos vossos sonhos.” E, assinalando o Dia de Portugal, acrescentou “tenham orgulho no vosso país, tenham orgulho na vossa língua e, mais importante, vamos ganhar o Mundial.”

Tacadas precisas, desafios amigáveis e muitos momentos de boa disposição marcaram esta jornada nos campos de golfe. Entre excelentes jogadas, sorrisos e reencontros, a Casa do Benfica de Toronto voltou a proporcionar um dia memorável, onde o desporto e a comunidade caminharam lado a lado.

Mais do que uma competição, o torneio foi uma celebração da amizade, da união e do orgulho nas tradições portuguesas. Uma iniciativa que continua a aproximar gerações, fortalecer laços comunitários e preservar a identidade cultural portuguesa no Canadá.

Francisco Pegado/MS

Goiás lidera construção civil no Centro-Oeste e entra no Top 10 nacional

11 June 2026 at 01:27

Goiás alcançou R$ 15,9 bilhões em valor de incorporações, obras e serviços da construção civil em 2024, conforme dados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic). O desempenho colocou o estado na liderança do Centro-Oeste e na nona posição entre as unidades federativas brasileiras.

O resultado goiano ficou acima dos demais estados do Centro-Oeste. O Distrito Federal registrou R$ 10,2 bilhões no período, enquanto Mato Grosso alcançou R$ 9,7 bilhões e Mato Grosso do Sul somou R$ 6,5 bilhões. A diferença reforçou o protagonismo de Goiás no mercado regional da construção.

O levantamento apontou a existência de 2.741 empresas da construção civil em atividade no estado, ao considerar companhias com cinco ou mais trabalhadores. O número garantiu a primeira colocação regional e colocou Goiás entre os principais polos do segmento no país.

A construção civil manteve forte impacto no mercado de trabalho goiano. Ao fim de 2024, o estado contabilizou 68.982 pessoas ocupadas no setor, maior contingente entre os estados do Centro-Oeste, o que evidenciou a relevância da atividade para a economia local.

As empresas da construção civil destinaram R$ 2,72 bilhões ao pagamento de salários, retiradas e outras remunerações ao longo de 2024. O montante representou a maior massa salarial do segmento na região e fortaleceu a circulação de recursos na economia estadual.

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Do West Fest 2026 trouxe vida à Dundas

10 June 2026 at 22:10

 

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Fotos: Romulo Ávila

Toronto voltou a celebrar e a entrar no verão em grande estilo com mais uma edição do Do West Fest, que decorreu entre os dias 5 e 7 de junho de 2026, em Little Portugal. O evento, que já se tornou uma das festas de rua mais emblemáticas da cidade, transformou cerca de 16 quarteirões da Dundas Street West — entre Ossington Avenue e Lansdowne Avenue — num espaço pedonal dedicado à música, arte, gastronomia e cultura comunitária.

A presentado pela Little Portugal Toronto BIA, o festival chegou à sua 13.ª edição com uma programação diversificada e acessível a todas as idades, reforçando o seu papel como ponto de encontro entre residentes, visitantes e artistas locais. Ao longo dos três dias, vários palcos deram vida ao festival, incluindo o Transmit Stage, o Lulaworld Stage e o Community Stage, com atuações de música ao vivo que abrangeram diferentes estilos e influências culturais. 

Paralelamente, artistas de rua e “buskers” animaram o percurso do festival, criando um ambiente contínuo de espetáculo ao ar livre.

A oferta gastronómica foi outro dos grandes destaques, com restaurantes da zona, “food trucks” e esplanadas alargadas a servirem pratos que refletiram a diversidade culinária do bairro. A componente artística também esteve em evidência, com murais, exposições, workshops e intervenções urbanas que reforçaram a identidade criativa da comunidade.

O evento incluiu ainda várias atividades familiares, tornando-se num espaço inclusivo onde crianças e adultos puderam participar em experiências interativas e culturais.

Com entrada gratuita, o Do West Fest voltou a afirmar-se como uma celebração da vida urbana e da cultura local, promovendo o espírito comunitário que caracteriza a Little Portugal. Apesar da grande afluência, o evento decorreu num ambiente festivo e organizado, com restrições de trânsito e desvios de transporte público implementados ao longo do fim de semana.

Tendo registado nesse ano uma participação superior à edição de 2025 e prevendo-se que ultrapassou a marca de um milhão de visitantes ao longo do fim de semana, um número que constituiu um novo recorde do evento. 

“Em balanço da edição deste ano, Anabela Taborda, Chair de Little Portugal Toronto BIA destacou o forte envolvimento da comunidade portuguesa, a adesão crescente dos comerciantes locais e o apoio demonstrado aos vendedores sediados em Toronto. “O festival continua a ser uma oportunidade importante para celebrar o património cultural do bairro, ao mesmo tempo que apoia os negócios locais e reúne a comunidade em geral”, referiu a líder da organização.

Entre os momentos mais marcantes da edição de 2026 esteve a expansão da programação destinada às crianças, através da criação de uma zona familiar dedicada, com espetáculos e atividades especialmente concebidos para os mais novos. Outro dos destaques foi a ativação de um palco junto à Ossington Avenue, transformado num novo centro do festival graças ao apoio da LiUNA Local 183. A mudança de um dos três palcos principais para este espaço permitiu criar uma área mais acessível e confortável para os visitantes.

“Ao realocarmos um dos nossos três palcos principais para este espaço, conseguimos criar um ambiente mais acessível, com assentos suficientes e espaço para os visitantes se reunirem confortavelmente”, explicou Taborda.

Cultura portuguesa em destaque

A celebração da cultura portuguesa manteve-se como um dos pilares centrais do Do West Fest. Ao longo do fim de semana, milhares de visitantes tiveram oportunidade de assistir a desfiles e atuações que refletiram a riqueza das tradições lusas presentes em Toronto. Grupos como o Luso Can Tuna, Os Bombos do Arsenal e o Grupo de Folclore do Centro Comunitário da Associação Migrante de Barcelos levaram às ruas da Dundas Street West manifestações culturais que marcaram o ambiente do festival. Ao mesmo tempo, a organização procurou dar visibilidade a uma nova geração de artistas portugueses radicados na cidade, com atuações de Sara Dantas, Marito Marques e Jonatan Haller Pereira. 

“Orgulhamo-nos de mostrar alguns dos talentos portugueses excecionais da cidade. Estes músicos ajudam a moldar a próxima geração da expressão cultural portuguesa em Toronto”, sublinhou a líder do BIA.

Objetivos alcançados

Para a organização, os objetivos definidos para esta edição foram cumpridos. “Os nossos objetivos principais eram apoiar os negócios locais, celebrar a cultura e o património do bairro e criar um evento comunitário inclusivo, e acreditamos que alcançámos esses objetivos”, afirmou Anabela Taborda.

Ainda assim, a entidade reconhece que um evento desta dimensão traz desafios logísticos e operacionais, garantindo que serão analisadas as lições retiradas desta edição para melhorar futuras realizações.

Futuro passa por consolidar o crescimento

Sem planos para alterar radicalmente o formato do festival, a Chair garante que continuará a procurar formas de reforçar a segurança, apoiar o comércio local e valorizar as diversas culturas que caracterizam o bairro.

“Continuamos a reconhecer tanto as contribuições históricas como as atuais da comunidade portuguesa, que desempenha um papel vital na formação desta área”, destacou.

Numa mensagem dirigida à comunidade, a BIA agradeceu o contributo de residentes, empresários, voluntários, artistas, patrocinadores e visitantes. “O festival existe graças a esta comunidade, e continuamos comprometidos em garantir que ele reflita as pessoas, culturas e negócios locais que tornam Little Portugal um lugar tão especial”, afirmou Anabela Taborda.

A organização acrescenta que continuará a ouvir atentamente o feedback dos moradores e participantes para garantir que o Do West Fest mantenha o espírito comunitário que o caracteriza desde a sua criação.

“Estamos incrivelmente orgulhosos das raízes portuguesas do bairro e das muitas comunidades que agora consideram esta área a sua casa. O Do West Fest é uma oportunidade para celebrar essa história partilhada, apoiar os negócios locais, mostrar talentos locais e reunir pessoas”, concluiu.

Mais do que um festival, o Do West Fest consolidou-se como um retrato vivo de Toronto no início do verão — onde a rua se transforma em palco e a comunidade assume o protagonismo.

Romulo Ávila/MS

RJ: líder do Comando Vermelho que coordenava roubo de cargas é preso

Logo Agência Brasil

Policiais da Delegacia de Duque de Caxias e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense prenderam, nessa segunda-feira (8), Wagner William Amâncio, o Waguinho, de 32 anos, considerado uma das lideranças do Comando Vermelho (CV), no Parque das Missões, em Duque de Caxias.

De acordo com as investigações, o criminoso era responsável por coordenar e gerenciar o roubo de cargas na Baixada Fluminense, sendo apontado como autor de diversos crimes ocorridos em rodovias da região, principalmente a Rio-Petrópolis. Na ação, mais dois traficantes de drogas foram presos.

Notícias relacionadas:

A finalidade da ação era prender integrantes da facção criminosa Comando Vermelho e desestruturar o núcleo da região. O lugar é utilizado como base logística e ponto estratégico de coordenação de crimes como tráfico de drogas, roubos de veículos, receptação e ocultação de criminosos.

Os agentes identificaram a liderança da facção responsável pela logística no local. Waguinho coordenava os roubos de veículos, fornecendo armamentos para os criminosos e organizando a remessa de automóveis roubados para comunidades dominadas pelo grupo, especialmente para o Complexo da Penha, na zona norte do Rio, principal reduto da liderança do CV no Rio.

As investigações demonstraram que diversos ladrões de veículos e cargas agiam sob ordens do criminoso, evidenciando sua posição de liderança dentro da organização. Waguinho também atuava no tráfico de drogas na região e tinha ligação com Edgar Alves de Andrade, o “Doca”.

Por meio de monitoramento, os policiais localizaram a residência utilizada por Waguinho. Durante a abordagem, foi cumprido mandado de prisão preventiva. Ele já tinha anotações criminais por roubo de carga, receptação e tráfico de drogas.

Ainda na região, foram presos mais dois traficantes de drogas. Um dos homens era responsável por exercer funções de apoio e sustentação das atividades. Ele já havia sido preso em 2019 e tinha anotações criminais por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A ação faz parte da Operação Contenção, uma ofensiva para conter o avanço territorial da facção. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional do grupo.

Até agora, mais de 345 homens foram presos e outros 137 criminosos neutralizados em confronto. Foram apreendidas 477 armas, sendo 190 fuzis, e mais de 51 mil munições.

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Por meio de monitoramento, os policiais localizaram a residência utilizada por Waguinho. Durante a abordagem, foi cumprido mandado de prisão preventiva. Ele já tinha anotações criminais por roubo de carga, receptação e tráfico de drogas.

Ainda na região, foram presos mais dois traficantes de drogas. Um dos homens era responsável por exercer funções de apoio e sustentação das atividades. Ele já havia sido preso em 2019 e tinha anotações criminais por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A ação faz parte da Operação Contenção, uma ofensiva para conter o avanço territorial da facção. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional do grupo.

Até agora, mais de 345 homens foram presos e outros 137 criminosos neutralizados em confronto. Foram apreendidas 477 armas, sendo 190 fuzis, e mais de 51 mil munições.

Encontro técnico destaca prontidão de Toronto para o Mundial FIFA 2026

8 June 2026 at 14:57
Photo: CBC

A contagem decrescente chegou ao fim. Toronto prepara-se para receber o mundo como uma das cidades anfitriãs do Mundial FIFA 2026, que decorrerá entre 11 de junho e 19 de julho. A cidade acolherá seis jogos da competição e será palco do FIFA Fan Festival Toronto, um dos principais centros de celebração para adeptos, residentes e visitantes durante o torneio.

Num encontro técnico, responsáveis municipais, forças de segurança, operadores de transporte e serviços de emergência apresentaram os últimos detalhes da operação que irá apoiar aquele que é considerado o maior evento desportivo da história da cidade.

A sessão contou com a participação dos seguintes oradores: Julia Oosterman, Diretora de Comunicações da Cidade de Toronto; Sharon Bollenbach, Diretora Executiva do Secretariado FIFA da Cidade de Toronto; Andrew Posluns, Diretor de Gestão do Trânsito e Mobilidade; Robert Johnson, Chefe-Adjunto do Serviço de Polícia de Toronto; Fort Monaco, Diretor de Operações da Comissão de Transportes de Toronto (TTC); e Sean Fuller, Diretor de Operações da Metrolinx.

Estiveram igualmente disponíveis para responder a questões porta-vozes das várias entidades envolvidas, nomeadamente da saúde pública, bombeiros, serviços paramédicos, gestão de emergências, licenciamento municipal, planeamento médico e estacionamento da cidade.

A mensagem deixada pelos vários responsáveis foi clara: Toronto está preparada para receber centenas de milhares de visitantes, graças a um plano integrado que envolve mobilidade, segurança, saúde pública e gestão de multidões.

Em entrevista ao jornal Milénio, Sharon Bollenbach destacou a importância histórica do Mundial para Toronto e para o Canadá, sublinhando que a cidade está preparada para receber o evento “estamos prontos para receber o mundo em Toronto. O estádio está preparado e tivemos uma excelente oportunidade de o testar em maio, com lotação máxima, e tudo correu muito bem”, afirmou.

Sharon Bollenbach destacou também a programação de eventos espalhados pela cidade, sublinhando que a celebração é para todos “não é apenas para visitantes, é também para os residentes de Toronto. Queremos que toda a cidade faça parte desta experiência”, acrescentou.

A segurança será um dos pilares fundamentais da operação durante o Mundial. Em declarações ao Milénio, Robert Johnson, Chefe-Adjunto do Serviço de Polícia de Toronto, explicou que o planeamento começou há mais de três anos e envolveu uma estreita colaboração entre diversas entidades “há mais de três anos que nos preparamos para este evento. Desenvolvemos um modelo de segurança integrada com parceiros municipais, provinciais, federais e internacionais, para garantir que adeptos, residentes e visitantes possam desfrutar do torneio com toda a tranquilidade”, afirmou.

Segundo o dirigente os visitantes podem esperar uma presença policial visível nas zonas de maior afluência, mas o principal objetivo será assegurar um ambiente seguro e acolhedor para todos “os visitantes verão uma presença policial forte e visível, mas o nosso objetivo é garantir que todos possam desfrutar do evento de forma segura e tranquila”, sublinhou.

Os responsáveis presentes deixaram ainda um apelo à colaboração da população e dos adeptos que irão participar nas celebrações.

“Pedimos a todos que sigam as orientações das autoridades e da organização. Quando trabalhamos em conjunto, contribuímos para criar um ambiente seguro e positivo para todos”, referiram.

Para facilitar a deslocação de adeptos e visitantes, a cidade implementará um plano especial de mobilidade. O transporte público será a principal forma de acesso aos jogos e eventos, não estando disponível estacionamento público junto ao Toronto Stadium nem nas zonas de Liberty Village e Fort York.

Os serviços da TTC, GO Transit e UP Express serão reforçados durante o torneio. A partir de 10 de junho, as linhas Lakeshore West e Lakeshore East da GO Transit passarão a operar com frequências de 15 minutos durante grande parte do dia, permitindo responder ao aumento significativo da procura. As autoridades recomendam que os adeptos planeiem as suas viagens com antecedência e privilegiem os transportes públicos, a bicicleta ou os percursos pedonais.

Além dos jogos, o FIFA Fan Festival Toronto promete transformar Fort York e The Bentway num grande espaço de convívio e celebração multicultural. Entre 11 de junho e 19 de julho, os visitantes poderão assistir aos jogos em ecrãs gigantes, desfrutar de animação ao vivo, experiências interativas e uma oferta gastronómica internacional com mais de 30 vendedores de comida.

As celebrações arrancam oficialmente a 10 de junho com o FIFA Countdown Concert, um espetáculo que ligará simultaneamente Toronto, Cidade do México e Los Angeles. O cartaz inclui nomes como Bryan Adams, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream, AHI e Wyclef Jean, num evento que pretende simbolizar a união entre as três nações anfitriãs do Mundial.

O legado da competição é outro dos aspetos destacados pela cidade. Entre as iniciativas previstas encontram-se a expansão de programas gratuitos de futebol para jovens, a construção de novos mini-campos em parques municipais, o apoio a projetos comunitários e programas de formação e emprego destinados a jovens de comunidades sub-representadas.

Também as infraestruturas desportivas receberam investimentos significativos. Em parceria com a Maple Leaf Sports & Entertainment (MLSE), a cidade concluiu as obras de modernização do Toronto Stadium, num investimento de 157,9 milhões de dólares. As melhorias permitirão não só cumprir os requisitos da FIFA, mas também reforçar a capacidade do recinto para acolher futuros eventos desportivos e culturais.

O Centennial Park servirá igualmente como centro oficial de treinos das seleções participantes. Após o torneio, as instalações serão devolvidas à comunidade, ficando disponíveis para ligas locais e atividades recreativas.

Sob o lema “The World in a City” (O Mundo numa Cidade), Toronto prepara-se agora para mostrar ao mundo a diversidade cultural que a caracteriza. Com dezenas de iniciativas comunitárias, eventos culturais espalhados pelos bairros e milhares de adeptos esperados ao longo das próximas semanas, a cidade está pronta para viver um momento histórico que promete deixar marcas muito para além do futebol.

Francisco PegadoP/MS

Vox Pop: Toronto no centro do mundo: vozes sobre o Mundial 2026 e o sonho português

5 June 2026 at 15:03

 

Toronto prepara-se para fazer história ao receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano, num momento que coloca a cidade sob os holofotes do futebol mundial. Sob o tema “The World in a City”, ouvimos a opinião de comentadores do programa desportivo Fora de Jogo — Patrícia Borges, Rui Alves, Carlos Carneiro, Sérgio Esteves e Luís Costa — que analisam a capacidade de Toronto para acolher um evento desta dimensão e partilham ainda as suas expectativas para a Seleção Nacional no Mundial 2026, incluindo o nome que gostariam de ver a erguer o troféu caso Portugal chegue à final.

 

Patricia Borges

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Toronto teve muitos anos para se preparar para receber um evento desta dimensão e, apesar dos esforços feitos, ainda existem aspetos que levantam algumas dúvidas. Em vários pontos da cidade nota-se que algumas intervenções foram concluídas muito perto do prazo, incluindo estruturas temporárias no estádio, o que naturalmente gera alguma preocupação entre os adeptos.

Acredito que tudo tenha sido realizado de acordo com os padrões de segurança exigidos, mas um Mundial é um evento que exige excelência em todos os detalhes. Organização, planeamento e infraestrutura são fundamentais para garantir que jogadores, adeptos e visitantes possam desfrutar desta grande festa do futebol com conforto, tranquilidade e segurança.

Toronto é uma cidade multicultural e vibrante, conhecida por acolher pessoas de todo o mundo. Agora terá a oportunidade de mostrar essa identidade ao planeta inteiro, e espero sinceramente que esteja à altura desse desafio.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Gostava muito de ver Portugal chegar à final do Mundial 2026. A nossa seleção tem qualidade, talento e alguns dos melhores jogadores do mundo. Mas, mais do que isso, será fundamental haver união, espírito de equipa e a capacidade de acreditar até ao último minuto de cada jogo.

Se tivesse de escolher um jogador para levantar a taça, seria o nosso capitão, Cristiano Ronaldo. Depois de tudo o que conquistou ao longo da carreira e de tudo o que representou para a seleção nacional, seria um momento histórico vê-lo erguer o troféu mais importante do futebol. É um sonho partilhado por muitos portugueses e um reconhecimento merecido por anos de dedicação e entrega ao país.

Acima de tudo, espero que Portugal faça um grande Mundial, jogue com ambição e mostre ao mundo a qualidade do futebol português. E quem sabe? Talvez 2026 seja finalmente o ano em que trazemos a taça para casa. 

Rui Alves

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Penso que sim: Toronto está preparada para mostrar ao mundo que sabe organizar grandes eventos. É difícil encontrar uma cidade tão multicultural como Toronto, onde se falam tantas línguas e convivem pessoas de origens tão diversas.

Temos verdadeiramente um mundo dentro desta cidade, com inúmeras culturas a demonstrarem as suas tradições e paixões. Uns vivem intensamente o futebol, enquanto outros acompanham com entusiasmo o hóquei, o basquetebol, o basebol e muitas outras modalidades.

Gostaria também de destacar a excelência da restauração local. Os visitantes encontrarão uma enorme variedade gastronómica, representando sabores de praticamente todos os cantos do mundo. Estou convencido de que Toronto deixará uma excelente impressão em todos os amantes deste Mundial de 2026, tal como aconteceu no Mundial Sub-20 de 2007. Tive o prazer de assistir ao jogo entre Portugal e a Nova Zelândia, bem como à grande final, na qual a Argentina se sagrou campeã do mundo.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Portugal já contou com grandes jogadores ao longo da sua história. Eusébio, por exemplo, levou o nome de Portugal aos mais altos patamares do futebol mundial. No entanto, se a taça vier para Portugal, acredito que, apesar de considerar que temos atualmente uma geração de grande qualidade e de não concordar com a titularidade de Cristiano Ronaldo, ele merece a honra de levantar o troféu. Por tudo o que conquistou, pelos recordes que bateu e pelo impacto que teve no futebol mundial, seria um reconhecimento justo da sua extraordinária carreira. Quanto à seleção portuguesa, espero, no mínimo, uma presença nas meias-finais, embora acredite que temos qualidade suficiente para sonhar com algo ainda maior.

Carlos Carneiro

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Sim, acredito sinceramente que Toronto estará preparada para receber um evento desta dimensão. É uma cidade moderna, multicultural e habituada a acolher grandes acontecimentos internacionais. Durante esse período, os olhos do mundo estarão voltados para Toronto, e isso trará uma enorme responsabilidade, mas também uma grande oportunidade para mostrar a sua capacidade de organização, hospitalidade e diversidade. Tenho confiança de que a cidade saberá responder à altura do desafio e proporcionar uma experiência memorável para todos os que a visitarem.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Quanto a Portugal, o meu maior desejo é vê-lo chegar à final. Seria um momento de enorme orgulho para todos os portugueses espalhados pelo mundo. E, se pudesse escolher uma história perfeita para esse percurso, gostaria que Cristiano Ronaldo fosse uma das figuras centrais. Não apenas pelo jogador extraordinário que é e por todos os recordes que conquistou, mas sobretudo pelo caminho que percorreu para chegar onde chegou. A sua história é um exemplo de trabalho, disciplina, sacrifício e perseverança. Cristiano Ronaldo é muito mais do que um jogador de futebol: é um símbolo de perseverança, ambição e orgulho nacional. Ao longo da sua carreira, levou o nome de Portugal ao mundo e inspirou milhões de pessoas.

Sérgio Esteves

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Penso que Toronto estará totalmente preparada para receber um evento desta dimensão. O aumento da capacidade do BMO Field, a excelente oferta hoteleira, os inúmeros bares e restaurantes, a qualidade dos transportes públicos e, acima de tudo, a hospitalidade dos seus habitantes criam as condições ideais para uma experiência inesquecível. Além disso, Toronto é uma das cidades mais multiculturais do mundo, o que significa que contará com adeptos de praticamente todas as seleções participantes. Estou convicto de que será um momento memorável para a cidade e para todos aqueles que a visitarem.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Se Portugal chegar à final e conquistar o tão desejado título, acredito que será Cristiano Ronaldo, o nosso eterno capitão, a erguer a taça. Seria uma forma perfeita de encerrar a sua extraordinária carreira ao serviço da Seleção Nacional e, ao mesmo tempo, uma espécie de homenagem do próprio futebol a tudo aquilo que CR7 deu ao jogo ao longo de mais de duas décadas.

Acredito que Portugal tem qualidade, talento e experiência para vencer a competição. No entanto, não podemos ignorar o enorme potencial de outras seleções candidatas ao título. França, Espanha, Argentina e Inglaterra possuem plantéis de enorme qualidade e certamente terão uma palavra importante a dizer na luta pelo troféu. Ainda assim, tenho confiança de que Portugal reúne todas as condições para sonhar alto e lutar pelo maior objetivo de todos.

Luis Costa

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Acho que ainda não estamos totalmente preparados para receber o Mundial, tanto ao nível das infraestruturas como das condições de acesso. Existem vários aspetos que ainda precisam de ser melhor trabalhados para garantir uma experiência mais fluida, segura e confortável para os adeptos. As bancadas que foram montadas no BMO Field, por exemplo, deixam um pouco a desejar, tanto em termos de qualidade como de organização. Ainda assim, espero que tudo corra bem, porque sabemos que este é um grande desafio para a organização e envolve muita responsabilidade.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

A nossa seleção tem tudo para chegar à final, qualidade não falta e o grupo é forte, mas como já estamos habituados a fazer algumas contas de calculadora ao longo das fases da competição, espero que desta vez isso não seja necessário, até porque somos cabeças de série. No entanto, se conseguirmos chegar ao título de campeões, para mim o Ronaldo deveria ser o capitão e quem levanta o troféu, por tudo o que já fez por nós ao longo da carreira e pela importância que sempre teve na nossa seleção.

Romulo M. Avila/MS

“O Canadá não está preparado para receber um Campeonato do Mundo” – José Carlos Silva

5 June 2026 at 14:57
Créditos: CBC

Com décadas de ligação ao futebol luso-canadiano e ao Gil Vicente Toronto, em particular, José Carlos Silva olha para o Campeonato do Mundo de 2026 com um misto de entusiasmo e ceticismo. Embora reconheça a dimensão histórica do torneio que terá o Canadá como um dos países anfitriões, considera que o evento deixará sobretudo um impacto económico, sem provocar mudanças profundas na realidade do futebol canadiano. Nesta entrevista ao Milénio Stadium, analisa a preparação do país para receber a competição, avalia as hipóteses da seleção canadiana e partilha as suas expectativas para Portugal e para as principais candidatas ao título mundial.

Milénio Stadium: O Campeonato do Mundo de 2026 será o maior da história e terá o Canadá como um dos países anfitriões. Que impacto acredita que este evento terá no desporto canadiano e na forma como o futebol é encarado no país a longo prazo?

José Carlos Silva. DR.

José Carlos Silva: Ok, eu vou ser muito simples. O impacto que vai ter para mim como uma pessoa ligada ao futebol há tantos anos, a nível da comunidade, há 30 e tal anos, não vai ser nenhum.

A mentalidade não mudou. Vai ter impacto a nível financeiro. A nível desportivo, zero.

Porque, para mim, a nível profissional das pessoas ligadas ao futebol rei, a cidade de Toronto em si e o Canadá não estavam preparados (e não estão…) para receber um evento desta dimensão, como um campeonato do mundo.  No Canadá continuam a ser o hóquei, o basquetebol e o basebol os desportos mais protegidos. O Governo, não aposta no futebol.

Por isso, para mim, não vai ser haver impacto nenhum. Vai passar aquela euforia a nível de imigrantes, Alemanha, Portugal e outros imigrantes aqui dos nossos países da Europa, Brasil e o resto, para mim, não vai ter impacto nenhum

MS: Toronto acolherá seis jogos do Campeonato do Mundo, incluindo o primeiro jogo da seleção canadiana em solo nacional. O que significa para uma cidade tão multicultural receber um evento desta dimensão?JCS: Pode significar muito, como de um momento para o outro, nada. Primeiro, não temos estruturas preparadas para fazer jogos desse tipo, como a Europa tem, como a América tem. Isso é um ponto de partida.

Continuo a dizer, nós, canadianos, Toronto, as suas autoridades, as suas pessoas, não estávamos preparados para receber jogos como o campeonato do mundo. E nota-se isso a nível do nosso BMO, do nosso clube de Toronto. Não há nível da Europa e dos outros países que já realizaram o campeonato do mundo. Para mim, vai ser um fracasso. 

MS: O Canadá conta atualmente com uma geração de jogadores que elevou o estatuto da seleção nacional. Até onde acredita que a equipa poderá chegar neste Campeonato do Mundo disputado em casa?

JCS: Cada jogo tem uma história.

Cada equipa depende de si, mas depende também do adversário que vai ter pela frente. Para mim, o Canadá tem 3, 4 jogadores que sobressaem. De resto, não são jogadores de alto gabarito.

São jogadores que a nível internacional se nota que não estão nos grandes patamares, como temos jogadores portugueses, alemães, franceses, etc. 

MS: A comunidade portuguesa é uma das maiores e mais apaixonadas comunidades futebolísticas do Canadá. Que expectativas tem em relação à seleção portuguesa e ao seu desempenho no torneio?

JCS: Eu vou ser sincero. Temos uma geração incrível a nível de jogadores, desde o guarda-redes ao avançado, mas tudo depende do nosso selecionador. É preciso saber pôr as pedras no sítio.

E eu noto que isso não tem acontecido regularmente. Temos um líder, capitão, mas que já não é jogador para 90 minutos. Eu espero que o treinador tenha a força e a coragem de pôr aqueles que estão preparados para fazer 90 minutos e que nos deem a grande alegria.

MS: Olhando para o panorama internacional, quais são, na sua opinião, as três seleções com maior probabilidade de conquistar o Campeonato do Mundo de 2026 e porquê?

JCS: A Alemanha, a Espanha e a Argentina têm sempre uma palavra a dizer, como o Brasil. Mas o Brasil tem sido uma seleção de altos e baixos. E tem havido muitos problemas a nível interno, no balneário, e isso não é bom para um grupo.

Para mim, a Argentina, a Alemanha e a Espanha. A Espanha porque é uma equipa jovem, com muito talento. A Alemanha também. Vem a construir uma equipa com muita força e muito talento.

Madalena Balça/MS

“Espero que inspire as futuras gerações e desperte um novo sentimento de orgulho e paixão pelo Canadá” – Dwayne De Rosario

5 June 2026 at 14:25
Créditos: CBC

Quando Dwayne De Rosario vestia a camisola da seleção canadiana, dificilmente imaginaria que um dia o Canadá receberia jogos de um Campeonato do Mundo de Futebol. Considerado um dos maiores jogadores da história do futebol canadiano, o antigo internacional acompanhou de perto a evolução da modalidade no país e acredita que o Mundial de 2026 representa um momento transformador para o futebol canadiano.

Atualmente embaixador da Cidade de Toronto para o Campeonato do Mundo de Futebol 2026, De Rosario vê o torneio como uma oportunidade única para inspirar as futuras gerações, fortalecer o orgulho nacional e consolidar o crescimento que o futebol tem registado nas últimas décadas. Na sua opinião, a chegada da Major League Soccer ao Canadá foi determinante para mudar a realidade da modalidade, criando novas oportunidades para jovens atletas e aproximando as comunidades em torno do jogo.

Nesta entrevista ao Milénio Stadium, fala sobre o significado de ver o Canadá acolher um Mundial, as expectativas para a seleção nacional, o legado que espera deixar às próximas gerações e as possibilidades de Portugal numa competição que promete captar a atenção do mundo inteiro.

Milénio Stadium: Como antigo internacional canadiano e atual embaixador do Campeonato do Mundo de 2026, o que sente ao ver o Canadá receber, pela primeira vez, jogos de um Mundial masculino em casa?

Dwayne De Rosario: É um momento histórico para o desporto no Canadá, mas sobretudo para o crescimento e a evolução do futebol no país.

MS: Toronto e Vancouver estarão no centro das atenções do mundo do futebol durante várias semanas. Que legado espera que este evento deixe para as futuras gerações de jogadores canadianos?

DdR: Acima de tudo, espero que inspire as futuras gerações e desperte um novo sentimento de orgulho e paixão pelo Canadá, algo que ainda não vimos verdadeiramente neste país.

MS: Quando representava o Canadá, imaginava que o país pudesse um dia organizar um Campeonato do Mundo desta dimensão? O que mudou no futebol canadiano para tornar isso possível?

DdR: Nunca imaginei que o Canadá viesse a organizar um Campeonato do Mundo, sobretudo devido à falta de apoio e de reconhecimento que o futebol recebia. O maior fator de mudança foi a chegada da MLS ao Canadá. Foi isso que impulsionou o crescimento da modalidade e criou oportunidades para os jovens sonharem em jogar numa liga profissional e num ambiente de alto nível. Também permitiu que a comunidade futebolística se unisse e partilhasse a paixão pelo jogo todas as semanas. Isso transformou completamente o panorama do futebol no Canadá.

MS: A seleção canadiana vive atualmente um momento de talento e visibilidade sem precedentes. Quais são as suas expectativas para a equipa e qual considera ser um objetivo realista para o Canadá neste torneio?

DdR: Pessoalmente, sinto-me muito orgulhoso e entusiasmado com o futuro da nossa Seleção Nacional. Os nossos jogadores estão a ter um desempenho extraordinário nas suas carreiras individuais e também enquanto equipa nacional. Agora, as associações e os organismos dirigentes provinciais precisam de acompanhar o talento que existe em campo. Precisamos de mais juventude, novas ideias e uma nova energia nos processos de decisão para levar todo o programa do futebol canadiano a um nível ainda mais elevado.

MS: Portugal continua a ser uma das seleções mais respeitadas do futebol mundial e desperta, naturalmente, enorme interesse junto da comunidade luso-canadiana. Como avalia as hipóteses portuguesas no Mundial e quem considera ser o principal candidato ao título em 2026?

DdR: Portugal sempre foi um país com jogadores muito talentosos e uma equipa altamente competitiva. Acredito que tem excelentes hipóteses de chegar longe neste Campeonato do Mundo.

MB/MS

“Poderá tornar-se um marco decisivo no crescimento do futebol canadiano” – Samuel Gyeke-Amoako

5 June 2026 at 14:16
@FIFA

A menos de um ano do arranque do Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, a expectativa continua a crescer em todo o Canadá. Pela primeira vez na história, o país será um dos anfitriões da maior competição futebolística do planeta, acolhendo jogos em Toronto e Vancouver e recebendo adeptos de todos os cantos do mundo. Para muitos especialistas, o impacto do torneio irá muito além das quatro linhas, deixando um legado duradouro ao nível do desenvolvimento do futebol, da participação dos jovens e do fortalecimento da identidade multicultural canadiana.

Para analisar o significado deste momento histórico, o Milénio Stadium conversou com Samuel Gyeke-Amoako, Diretor Técnico e Treinador Principal do Sporting FC de Toronto. Com uma vasta experiência no desenvolvimento de atletas e na formação de jovens jogadores, Gyeke-Amoako acredita que o Mundial poderá transformar a forma como o futebol é encarado no Canadá, inspirando futuras gerações e consolidando o crescimento que a modalidade tem registado nos últimos anos. Nesta entrevista, fala ainda sobre as perspetivas para a seleção canadiana, as hipóteses de Portugal e as equipas que considera favoritas à conquista do título mundial.

Milénio Stadium: O Campeonato do Mundo de 2026 será o maior da história e terá o Canadá como um dos países anfitriões. Que impacto acredita que este evento terá para o desporto canadiano e para a forma como o futebol é visto no país a longo prazo?

Samuel Gyeke Amoako. DR.

Samuel Gyeke-Amoako: O Campeonato do Mundo FIFA 2026 representa um momento histórico para o futebol no Canadá. Embora o entusiasmo imediato seja enorme, o verdadeiro impacto será medido pelo legado que permanecer após o torneio. Acredito que veremos um aumento da participação ao nível da formação, um maior investimento em infraestruturas, formação de treinadores e percursos de desenvolvimento para jogadores, bem como uma ligação mais forte entre o futebol profissional e o comunitário.

Durante muitos anos, o futebol foi um dos desportos mais praticados no Canadá, mas nem sempre recebeu o mesmo reconhecimento que outras modalidades. Organizar um Mundial oferece uma oportunidade única para alterar essa perceção. Os jovens poderão ver atletas de classe mundial a competir nas suas próprias comunidades e acreditar que representar o Canadá no palco internacional é um objetivo alcançável. Se o investimento continuar depois de 2026, este torneio poderá tornar-se um marco decisivo no crescimento do futebol canadiano durante gerações.

MS: Toronto receberá seis jogos do Mundial, incluindo o primeiro encontro da seleção canadiana em solo nacional. O que significa para uma cidade tão multicultural acolher um evento desta dimensão?

SGA:Toronto é uma das cidades mais diversificadas do mundo e o futebol é o desporto que melhor reflete essa diversidade. Cada bairro, comunidade e grupo cultural tem uma ligação ao jogo. Receber o Campeonato do Mundo não é apenas um acontecimento desportivo; é também uma celebração da identidade multicultural da cidade.

O ambiente será único, porque adeptos de todas as partes do mundo já chamam Toronto de casa. Será uma oportunidade rara para diferentes comunidades se reunirem, celebrarem as suas origens e partilharem a paixão pelo futebol. Para muitos recém-chegados e famílias imigrantes, o futebol é uma importante ligação às suas raízes, e o Mundial mostrará como o desporto consegue unir pessoas independentemente da língua, cultura ou origem.

MS: O Canadá conta atualmente com uma geração de jogadores que elevou o estatuto da seleção nacional. Até onde acredita que a equipa poderá chegar neste Mundial disputado em casa?

SGA: O Canadá chega a este Campeonato do Mundo com um nível de confiança e experiência internacional que gerações anteriores não tiveram. Jogadores como Alphonso Davies, Jonathan David, Stephen Eustáquio e outros já provaram o seu valor ao mais alto nível do futebol de clubes e ajudaram a estabelecer o Canadá como uma nação respeitada no panorama futebolístico mundial.

Jogar em casa traz pressão adicional, mas também um enorme apoio dos adeptos. Se a seleção conseguir ultrapassar a fase de grupos, acredito que alcançar os oitavos-de-final ou mesmo os quartos-de-final é um objetivo realista. A partir daí, muito dependerá do momento, da confiança e dos detalhes de cada jogo. Embora a conquista do título continue a ser um desafio considerável, esta equipa tem capacidade para realizar exibições memoráveis e inspirar todo um país.

MS: A comunidade portuguesa é uma das maiores e mais apaixonadas comunidades futebolísticas do Canadá. Que expectativas tem em relação à seleção portuguesa e ao seu desempenho no torneio?

SGA: Portugal continua a ser uma das seleções mais talentosas do futebol mundial. O país desenvolveu uma identidade assente na qualidade técnica, inteligência tática e num excelente sistema de formação que continua a produzir jogadores de elite.

Com uma combinação de líderes experientes e jovens talentos emergentes, Portugal entra na competição como um sério candidato ao título. As expectativas da comunidade portuguesa serão naturalmente elevadas, porque o nível apresentado pela seleção nos últimos anos tem sido excecional. Ganhar um Campeonato do Mundo é sempre extremamente difícil, mas Portugal possui a qualidade, profundidade e experiência necessárias para competir com as melhores equipas do mundo e chegar longe na prova.

MS: Olhando para o panorama internacional, quais são, na sua opinião, as três seleções com maiores probabilidades de conquistar o Campeonato do Mundo de 2026 e porquê?

SGA: As minhas três escolhas seriam Portugal, Gana e França.

Portugal continua a ser uma das equipas mais completas do futebol internacional. O seu sistema de formação produz constantemente jogadores tecnicamente evoluídos e taticamente inteligentes, além de possuir um excelente equilíbrio entre experiência e juventude. Tem a qualidade e profundidade necessárias para competir com qualquer seleção.

Gana talvez não seja vista como uma das favoritas tradicionais, mas admito que existe aqui alguma ligação pessoal. Como alguém com raízes ganesas, apoiarei sempre os Black Stars. Ainda assim, Gana tem demonstrado repetidamente a sua capacidade para competir ao mais alto nível, produzindo jogadores talentosos que atuam nas principais ligas europeias. O seu atletismo, paixão e resiliência fazem dela uma equipa capaz de surpreender muita gente.

A França continua a ser uma das grandes potências do futebol mundial. A profundidade do seu talento e a experiência acumulada em grandes competições fazem dela uma candidata permanente ao título. Tem demonstrado capacidade para chegar às fases decisivas dos grandes torneios e adaptar-se a diferentes adversários e contextos de jogo.

Se me fosse permitida uma quarta escolha, seria sem dúvida o Canadá. Existe algum favoritismo, naturalmente, por ser o meu país, mas a verdade é que o crescimento do futebol canadiano na última década tem sido notável. A jogar em casa, apoiado por adeptos apaixonados e liderado por uma geração talentosa de jogadores, o Canadá tem a oportunidade de criar momentos especiais e continuar a inspirar as futuras gerações de futebolistas.

A beleza do Campeonato do Mundo está precisamente na sua imprevisibilidade. Estas são as minhas escolhas, mas todos os torneios produzem surpresas e é isso que faz do Mundial o evento desportivo mais fascinante do planeta.

Madalena Balça/MS

Campeonato do Mundo de Futebol: A bola vai começar a rolar

5 June 2026 at 14:08
FIFA Fan Festival @Toronto

Vamos começar por lembrar o que já todos sabem – pela primeira vez na história, o Campeonato do Mundo de Futebol vai disputar-se também em solo canadiano (para além dos jogos nos EUA e México). Toronto e Vancouver são as duas cidades canadianas, do total de 16 cidades anfitriãs. Toronto acolhe seis partidas entre junho e julho de 2026, incluindo o histórico jogo inaugural da seleção canadiana a 12 de junho. Esta será a primeira vez que uma seleção masculina de futebol do Canadá jogará um Mundial em casa.

Para além dos jogos no BMO Field, a cidade criou um espaço de celebração coletiva acessível a todos: o FIFA Fan Festival@Toronto. Localizado em Fort York National Historic Site e The Bentway, o festival será o ponto de encontro oficial dos adeptos durante todo o torneio. Trata-se, afinal, de um espaço oficial da FIFA onde residentes e visitantes poderão assistir aos jogos em ecrãs gigantes, participar em atividades culturais e viver o ambiente do Mundial sem precisar de entrar no estádio. O tema escolhido pela cidade, “The World in a City”, reflete a identidade multicultural de Toronto, uma das cidades mais diversas do mundo, onde mais de 200 línguas são faladas e onde o futebol é uma paixão transversal a muitas das comunidades aqui residentes.

O FIFA Fan Festival@Toronto democratiza assim o acesso ao Mundial: quem não tem bilhete para o estádio pode viver a experiência da competição com a mesma intensidade, rodeado de adeptos de todo o mundo, em pleno coração da cidade. As entradas gratuitas esgotaram rapidamente, mas quem puder e quiser gastar algum dinheiro, há ainda disponíveis bilhetes Premium que dão acesso a locais com visão privilegiada e condições logísticas diferenciadas.

Preparem os cachecóis, as bandeiras, afinem as gargantas e treinem o coração para emoções fortes. A bola vai começar a rolar. Que ganhe o melhor!  

Clique AQUI para garantir o Calendário oficial dos jogos do mundial.

 

FASE DE GRUPOS

  • Portugal x RD Congo
  • Data: 17 de junho de 2026
  • Hora no Canadá: 13:00 (EDT)
  • Local: NRG Stadium, Houston (Texas, EUA)

  • Portugal x Uzbequistão
  • Data: 23 de junho de 2026
  • Hora no Canadá: 13:00 (EDT)
  • Local: NRG Stadium, Houston (Texas, EUA)
  • Colômbia x Portugal
  • Data: 27 de junho de 2026
  • Hora no Canadá: 19:30 (EDT)
  • Local: Hard Rock Stadium, Miami Gardens (Flórida, EUA)

 

  • Canadá x Bósnia e Herzegovina
  • Data: Sexta-feira, 12 de junho de 2026
  • Hora: 15:00
  • Local: BMO Field (Toronto, ON)
  • Canadá x Qatar
  • Data: Quinta-feira, 18 de junho de 2026
  • Hora: 18:00
  • Local: BC Place (Vancouver, BC)
  • Suíça x Canadá
  • Data: Quarta-feira, 24 de junho de 2026
  • Hora: 15:00
  • Local: BC Place (Vancouver, BC)

Os números do Campeonato

  • 48 seleções
  • 1.248 jogadores
  • 104 partidas disputadas no Canadá, México e Estados Unidos

  • 57 jogadores retornam após terem integrado pelo menos uma convocação para Campeonatos do Mundo anteriores

  • 891 atletas disputarão o torneio pela primeira vez

  • Mais de 25 anos separam o jogador mais velho da competição, o guarda-redes escocês Craig Gordon (43 anos e 162 dias), do mais jovem, o mexicano Gilberto Mora (17 anos e 240 dias)

  • 22 jogadores têm menos de 20 anos

  •  7 atletas têm 40 anos ou mais

  • 22 campeões mundiais retornarão ao principal palco do futebol internacional.

  • Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão disputarão o Campeonato do Mundo da FIFA pela primeira vez

  • Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa estão prestes a disputar o 6º Campeonato do Mundo, estabelecendo um novo recorde de participações

  • Carlos Queiroz, atualmente à frente de Gana, que trabalhará no seu 5º Campeonato do Mundoconsecutivo.

Seleção Portuguesa

Guarda-redes

Diogo Costa (Porto – Portugal) José Sá (Wolverhampton – Inglaterra) Rui Silva (Sporting – Portugal) Ricardo Velho (Gençlerbirligli – Turquia)

Defensores

Diogo Dalot (Manchester United – Inglaterra) Matheus Nunes (Manchester City – Inglaterra) Nélson Semedo (Fenerbahce – Turquia) João Cancelo (Barcelona – Espanha) Nuno Mendes (Paris Saint-Germain – França) Gonçalo Inácio (Sporting – Portugal) Renato Veiga (Villarreal – Espanha) Rúben Dias (Manchester City – Inglaterra) Tomás Araújo (Benfica – Portugal)

Meio-campistas

Rúben Neves (Al-Hilal – Arábia Saudita) Samuel Costa (Mallorca – Espanha) João Neves (Paris Saint-Germain – França) Vitinha (Paris Saint-Germain – França) Bruno Fernandes (Manchester United – Inglaterra) Bernardo Silva (Manchester City – Inglaterra)

Atacantes

João Félix (Al-Nassr – Arábia Saudita) Francisco Trincão (Sporting – Portugal) Francisco Conceição (Juventus – Itália) Pedro Neto (Chelsea – Inglaterra) Rafael Leão (Milan – Itália) Gonçalo Guedes (Real Sociedad – Espanha) Gonçalo Ramos (Paris Saint-Germain) Cristiano Ronaldo (Al-Nassr – Arábia Saudita)

Seleção Canadiana

O técnico Jesse Marsch convocou 26 jogadores para representar a seleção masculina do Canadá na Copa do Mundo. A lista oficial é liderada por grandes nomes como Alphonso Davies e Jonathan David.

Confira a lista completa de convocados:

Guarda-redes:

  • Maxime Crépeau
  • Owen Goodman
  • Dayne St. Clair

Defesas:

  • Moïse Bombito
  • Derek Cornelius
  • Alphonso Davies
  • Luc de Fougerolles
  • Alistair Johnston
  • Alfie Jones
  • Richie Laryea
  • Niko Sigur
  • Joel Waterman

Médios:

  • Ali Ahmed
  • Tajon Buchanan
  • Mathieu Choinière
  • Stephen Eustáquio
  • Ismaël Koné
  • Liam Millar
  • Jonathan Osorio
  • Nathan Saliba
  • Jacob Shaffelburg
  • Marcelo Flores

Avançados:

  • Jonathan David
  • Promise David
  • Cyle Larin
  • Tani Oluwaseyi

Clique AQUI para obter o infográfico com as informações acima.

Créditos: MDC Media Group 

0 jogo bonito para milionários

5 June 2026 at 13:55
Créditos: MDC Media Group

À medida que se aproxima o dia 11 de junho, o primeiro jogo do Mundial de 2026 será disputado no Estádio Azteca, na Cidade do México. Até ao dia 19 de julho, quando se jogará a grande final, uma euforia nacionalista irá contagiar todos os países concorrentes e demais adeptos, gerando o caos em todo o planeta. Milhões de pessoas vão alterar o seu modo de vida para fazer parte de um jogo ou para o assistir através dos vários sistemas de transmissão disponíveis. É um jogo bonito, mas será mesmo?

Por trás da pompa e da circunstância, cada uma das cidades anfitriãs está em sobressalto com programas pretensiosos e dispendiosos, não para fazer os residentes felizes, mas para satisfazer as exigências corruptas da FIFA. Não vou questionar a paixão ou a força da crença daqueles que têm atitudes fanáticas sobre a lealdade a um jogo de futebol ou a um país, mas questiono este temperamento fraco e temporário daqueles que convenientemente usam estes eventos para roubar à sociedade a sua normalidade no trabalho ou dentro da própria cidade, porque o fogo da estupidez não pode ser contido em nome do futebol. 

Há meses que parece que o Campeonato do Mundo da FIFA é um passeio de lazer por um museu de alegria com subtonsdemoníacos de expectativas sombrias. Talvez esteja errado, mas o entusiasmo que está a ser promovido ignora a miséria que está a ser imposta à normalidade da vida nas cidades anfitriãs. O Canadá está a gastar mil milhões de dólares, o que equivale a 85 milhões de dólares por jogo para acolher uma dúzia de partidas. Poderíamos argumentar que o dinheiro trará benefícios para o país a longo prazo, mas a história prova o contrário. A única entidade que beneficia é a FIFA e, depois de todo o barulho cessar, são os cidadãos das cidades e dos países que ficam a arcar com as despesas. Após o torneio, Trump continuará por cá com as tarifas e o desenvolvimento económico condicionado, enquanto a FIFA regressa a casa para continuar a abraçar a corrupção da “Era Dourada” e a desfrutar dos lucros de preços inflacionados devido às condições antiéticas impostas às cidades anfitriãs. Parceiros sem escrúpulos do sistema da FIFA vergar-se-ão às condições impostas, e a vilania, como uma doença, infetará aqueles que por eles foram sancionados durante muitos anos. 

Padrões de corrupção ancestrais circulam pela cultura que é a FIFA e, embora muitos possam contestar esta afirmação, a história provou que o lucro desmedido e a exploração estão na base do jogo bonito. Em 2015, uma investigação liderada pelo Departamento de Justiça dos EUA expôs subornos sistemáticos, branqueamento de capitais e associação criminosa. A investigação levou à queda do então presidente Sepp Blatter e à detenção de inúmeros funcionários de alto escalão. Em 2016, Gianni Infantino foi eleito prometendo uma era de transparência e reforma, mas em 2023, condenações por suborno relacionadas com direitos televisivos voltaram a mostrar a sua face mais feia.

E não nos esqueçamos do “Prémio da Paz” para Donald Trump, que nunca saberá como se escreve paz.

Na sexta-feira, 12 de junho, o Canadá defrontará a Bósnia-Herzegovina em Toronto para abrir os jogos no Canadá. Toronto, apesar das constantes queixas da Presidente do Município, Olivia Chow, sobre os custos, está a fazer os possíveis para “pôr batom no porco” — que é o que Toronto é atualmente —, fechando ruas, despejando sem-abrigo, removendo acampamentos, colocando faixas falsas e outras coberturas para esconder estruturas temporárias e dando preservativos a todos os jogadores com o logótipo da FIFA para garantir que todos os bebés concebidos em Toronto tenham uma marca da FIFA na testa.

Não sejamos apenas negativos aqui: todos podemos beber até às 4 da manhã e ir trabalhar às 6 da manhã, por isso vamos fazer festa a noite toda para que as pessoas nos acampamentos não consigam dormir, uma vergonha! Como se atrevem a colocar pessoas vulneráveis em locais perigosos, num estado de desconforto? Vamos criar mais engarrafamentos, mais barulho, mais irritação e bilhetes a preços exorbitantes porque é um jogo bonito. Não é verdade, Ronaldo?

Manuel DaCosta/MS


Beautiful Game for Millionaires

As the date of 11 th June approaches, the first game of the 2026 World Cup will be played at Estadio Azteca in Mexico City. Until July 19°, when the final game is to be played, nationalistic euphoria will permeate all the competing countries and other supporters, creating chaos around the globe. Millions of people will alter their way of life to be part of a game or to watch it on the various broadcasting systems available. It’s a beautiful game, but is it? 

Beneath the pomp and circumstance, each of the hosting cities are in overdrive with pretentious costly programs not to make the residents happy but to satisfy the corruptive demands of FI FA. I will not question passion or power of belief from those with fanatistic attitudes about loyalty to a soccer-garneuroeountry, bt.it I vvi-11 -qu-estion thi􀀸 “vve-ak-ten1porary temf.Jt::ram-ent-of those-vvho conveniently use these events to rob society of its normalcy at work or within the city itself, because the fire of stupidity cannot be contained in the name of soccer. For months now, it feels as if the FIFA World Cup is a leisurely walk through a museum of joy with demonic undertones of darkening expectations. Perhaps I’m wrong but the elation being promoted ignores the misery being thrust upon the normality of life in the host cities. Canada is spending a billion dollars, equating to 85 million dollars per game to host a dozen games. We could argue that the money will bring benefits to the country in the long run, but history proves otherwise. 

The only benefiting entity is FIFA and after all the noise ceases, it’s the citizens of the cities and countries that are left holding the bag. After the tournament, Trump will still be there with tariffs and restrained economic development while FIFA returns home to continue embracing Gilded Age corruption and enjoying the spoils of inflated pricing due to unethical conditions placed on host cities. Unscrupulous associates of the FIFA system will bow to the conditions imposed and neferiosity as a disease will infect those who were sanctioned by them for many years to come. Ancient corruptive standards are circulating through the culture which is FIFA and while many may dispute the assertion, history has proven that profiteering and exploitation is at the base of the beautiful game. In 2015, a USA led Department of Justice investigation exposed systematic bribery, money laundering and racketeering. The probe led to the downfall of the then President Sepp Blatter and the arrest of numerous high-ranking officials. In 2016, Gianni Infantino was elected, promising an era of transparency and reform but in 2023, bribery convictions related to TV rights once again reared its ugly head. 

And let’s not forget the “Peace Prize” for Donald Trump who will never know how to spell peace. 

On Friday June 12″, Canada will play Bosnia Herzegovina in Toronto to open up the games in Canada. Toronto, despite Mayor Chow’s constant complaining about costs, is going all out in spreading lipstick on the pig, which is Toronto currently, closing streets, evicting homeless people, removing encampments, placing fake banners and other coverings to hide temporary structures and giving condoms to all players with the FIFA logo to ensure that all babies conceived in Toronto will have a FIFA marking on their foreheads.

Let’s not be all negative here, we can all drink until 4am and go to work at 6am, so let’s party all night so that people in encampments can’t sleep, shame! How dare you place vulnerable people in perilous places in a state of discomfort? Let’s create more gridlock, more noise, more aggravation and unaffordable tickets because it’s a beautiful game. Right, Ronaldo?

Manuel DaCosta/MS

Uma recessão técnica é, tecnicamente, um problema para Mark Carney?

4 June 2026 at 23:04
CBC

Tecnicamente? Depende de quem responde à pergunta. Politicamente e na prática? É, sem dúvida, uma dor de cabeça para Mark Carney, embora disponha de algumas vantagens e margens de manobra que os seus antecessores não tiveram.

A realidade económica versus a arma política

Pela definição mais rigorosa – dois trimestres consecutivos de crescimento económico negativo – o Canadá encontra-se em recessão, uma vez que o PIB recuou 1,0% no quarto trimestre de 2025 e uma estimativa aponta para uma queda adicional de 0,1% no primeiro trimestre de 2026.

No entanto, como salientam os economistas, uma recessão técnica nem sempre corresponde a uma recessão real. Uma descida de apenas 0,1% pode facilmente desaparecer em futuras revisões estatísticas, e o atual abrandamento económico não apresenta os sinais de devastação generalizada típicos de uma verdadeira crise económica.

Mas, na política, a perceção muitas vezes sobrepõe-se aos aspetos técnicos. O líder conservador Pierre Poilievre tem utilizado repetidamente a palavra “recessão”, mencionando-a dezenas de vezes perante os jornalistas, numa tentativa de fragilizar a reputação de Mark Carney como gestor económico sólido e confiável. Para Carney, ver a palavra “recessão” associada ao seu nome apenas um ano depois de assumir o cargo de primeiro-ministro representa uma mudança de narrativa pouco favorável.

O fator Donald Trump

Neste momento, o principal trunfo de Carney é a forma como os canadianos interpretam as causas do abrandamento económico. Sondagens recentes sugerem que uma parte significativa da população (47% considera que o país está no rumo certo e 59% aprova o desempenho de Carney) atribui as dificuldades económicas a fatores externos, nomeadamente à instabilidade económica e às tarifas consideradas injustas impostas por Donald Trump, e não a falhas da política interna. Poilievre enfrenta uma batalha difícil para convencer os eleitores de que os impostos e a burocracia do governo Carney são os verdadeiros responsáveis pela situação, sobretudo porque o próprio governo já começou a avançar com reformas regulatórias que os Conservadores vinham defendendo há vários anos.

O luxo do tempo

Se existe uma razão principal para que esta recessão técnica ainda não represente um golpe fatal para Carney, essa razão é o calendário político.

Quando Stephen Harper enfrentou uma situação semelhante em 2015, a recessão técnica ocorreu durante o seu décimo ano no poder e em plena campanha eleitoral, prejudicando seriamente a sua imagem. Carney, pelo contrário, está apenas no primeiro ano do seu mandato. Além disso, graças à passagem de alguns deputados conservadores para outras bancadas, reforçando a sua posição parlamentar, Carney não terá, tecnicamente, de enfrentar os eleitores para defender o seu desempenho económico durante mais três anos.

Então…

Embora possa parecer apenas uma questão “técnica” numa folha de cálculo, o enfraquecimento da economia representa um desafio real para o governo. Se os canadianos continuarem a sentir dificuldades financeiras à medida que o verão avança, Carney não poderá refugiar-se indefinidamente no argumento de que “a culpa é de Trump”. Mais cedo ou mais tarde, as bases económicas mais fortes e resilientes que prometeu terão de se tornar visíveis no dia a dia dos cidadãos. A questão é saber se a estratégia agressiva de Pierre Poilievre na interpretação dos dados económicos acabará por desgastar os elevados níveis de aprovação de Carney ou se Donald Trump continuará a ser visto, pela maioria dos canadianos, como o principal responsável pelos problemas económicos do país.

Madalena Balça/MS

Presidente libanês diz que acordo entre Israel e Líbano é “última oportunidade”

4 June 2026 at 23:00
Créditos: JN

O acordo anunciado em Washington após negociações entre Israel e o Líbano constitui “a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo”, afirmou o presidente libanês Joseph Aoun, que aguarda “a resposta” do Hezbollah.

O chefe de Estado disse que transmitiria a resposta do grupo xiita aos Estados Unidos, cujo presidente será “o garante” da aplicação deste acordo para um cessar-fogo condicionado a uma “cessação total” dos disparos do movimento pró-iraniano Hezbollah.

“Cada parte deve assumir a responsabilidade, caso não responda favoravelmente”, acrescentou, citado pela AFP, sendo que está prevista para esta tarde uma mensagem do secretário-geral do Hezbollah, Naïm Qassem.

Entretanto, os Guardas da Revolução do Irão exigiram a retirada do exército israelita do Líbano.

“Apoiar a resistência no Líbano é um dever de cada um de nós e expulsar Israel da região é um objetivo alcançável para os muçulmanos”, escreveu o general Esmaïl Qaani, responsável pela Força Qods, o ramo de operações externas dos Guardas.

Apesar de um cessar-fogo em novembro de 2024 num conflito anterior, o exército israelita mantinha então cinco posições na região. Israel e o Líbano concordaram, após dois dias de conversações em Washington, na aplicação de um cessar-fogo condicionado.

O acordo condiciona um cessar-fogo a uma “paragem completa” dos ataques do Hezbollah. Prevê a retirada de todos os membros do movimento pró-iraniano de uma zona de 30 quilómetros a partir da fronteira israelita.

O acordo prevê “a liberdade de ação para Israel, com o aval dos Estados Unidos, para atacar Beirute em resposta a disparos contra as localidades e o território israelitas”, disse o ministro da Defesa, Israel Katz. No acordo está prevista a criação de uma “zona desmilitarizada”, acrescentou.

JN/MS

Planeta esgota recursos naturais deste ano a 30 de julho

4 June 2026 at 22:59
Créditos: JN

O dia da sobrecarga ecológica do planeta, em que a humanidade esgota os recursos naturais da Terra disponíveis anualmente e passa a viver “a crédito”, assinala-se a 30 de julho.

Segundo os dados da organização internacional “Global Footprint Network”, o planeta vai entrar em sobrecarga a 30 de julho, poucos dias mais tarde do que em 2025, quando a data se assinalou a 24 de julho.

A organização explica que “a aparente data mais tardia” para esgotar os recursos da Terra este ano tem por base a revisão dos dados usados para calcular o dia da sobrecarga, que leva a recalcular também os dados de anos anteriores.

Em 2026, explicou a organização, a principal mudança para efeitos de cálculo teve a ver com a revisão em alta da capacidade dos oceanos absorverem dióxido de carbono, para além de mais alguns pequenos ajustamentos, o que “empurrou o Dia da Sobrecarga da Terra” seis dias para a frente face a 2025.

Por outro lado, apesar de acontecer mais tarde do que em 2025, a data deste ano representa “o nível mais elevado de sobrecarga ecológica alguma vez registado”.

Esgotar os recursos que o planeta é capaz de regenerar no espaço de um ano demonstra, segundo a “Global Footprint Network”, o “quanto a economia depende da sobreutilização da natureza”.

JN/MS

Falta de respostas aos idosos é “um tsunami que já está na praia”

4 June 2026 at 22:58
Créditos: JN

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) entende que “se perderam anos decisivos” no planeamento das respostas ao envelhecimento da população, defendendo um investimento urgente em lares e apoio domiciliário para evitar uma “debacle social”.

Em entrevista à Lusa, a propósito do congresso nacional das misericórdias, que vai decorrer entre os dias 4 e 6 de junho em Braga, Manuel Lemos considerou que Portugal enfrenta hoje as consequências de anos de falta de planeamento para responder ao envelhecimento demográfico, uma realidade que classificou como o principal desafio social do país.

Segundo o responsável, a pressão sobre hospitais, lares e famílias resulta de um fenómeno que era previsível, mas que não foi acompanhado pelas respostas necessárias ao nível da proteção social e da saúde. “Não foi por falta de alertas. Eu sempre disse que um dia o tsunami chegava à praia. O tsunami está na praia”, afirmou. Manuel Lemos defendeu que o Estado deve assumir o envelhecimento como uma prioridade estratégica, através da construção das respostas residenciais necessárias, do reforço da rede de cuidados continuados e da transformação do atual modelo de apoio domiciliário.

JN/MS

Autarca de Toronto critica FIFA por proibir garrafas reutilizáveis no Mundial

4 June 2026 at 18:02

 

Foto: DR.

A presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, criticou duramente a decisão da FIFA de proibir os espectadores de levarem garrafas de água reutilizáveis para os estádios durante o Campeonato do Mundo, classificando a medida como “uma forma pura de angariar dinheiro”.

A alteração ao código de conduta dos estádios foi anunciada esta semana e impede os adeptos de entrarem nos jogos com as suas próprias garrafas reutilizáveis.

“É um aproveitamento. Porque é que as pessoas têm de comprar água dentro do estádio quando podem levá-la de casa? É mais barato e melhor para o ambiente”, afirmou Chow, acrescentando que a organização “já lucra milhares de milhões de dólares”.

A autarca reconheceu que a cidade tem pouca margem de intervenção, uma vez que a FIFA define as regras nos recintos oficiais. Ainda assim, sugeriu que a organização disponibilize garrafas de água gratuitas no interior do estádio como “um gesto positivo para os residentes de Toronto”.

Também a Toronto Environment Alliance criticou a decisão, considerando-a prejudicial para o ambiente. Segundo a organização, a utilização de recipientes reutilizáveis poderia evitar mais de um milhão de artigos descartáveis em Toronto durante o torneio.

Fonte: CP24 News

Flight Path Home dá voz às histórias de migração e pertença 

4 June 2026 at 16:32
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Flight Path Home, livro de Steven M. Silva
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Créditos: Francisco Pegado

A Galeria dos Pioneiros Portugueses e a Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO) promoveram uma sessão especial de apresentação do livro Flight Path Home: Stories of Family Migrations and Belonging (O Caminho de Regresso a Casa: Histórias de Famílias, Migração e Sentimento de Pertença), da autoria de Steven M. Silva.

O evento reuniu membros da comunidade, familiares, educadores e amantes da literatura para uma noite de leitura, reflexão, autógrafos e venda de exemplares da obra, que aborda temas como a migração, a identidade, a memória e o sentimento de pertença.

Partindo da história da sua própria família, Steven Silva conduz os leitores numa viagem entre a Ilha da Madeira, em Portugal, e o Canadá, revisitando memórias, desafios e conquistas que marcaram o percurso de várias gerações. A obra reflete sobre a experiência da emigração, a preservação das raízes portuguesas e a forma como estas histórias continuam a moldar a identidade e o sentimento de pertença das famílias luso-canadianas.

Na abertura da sessão, Manuel DaCosta, em representação da Galeria dos Pioneiros Portugueses, destacou a importância de preservar as histórias dos pioneiros portugueses no Canadá, sublinhando que obras como esta ajudam a manter viva a memória coletiva da comunidade e a transmitir esse legado às gerações futuras.

Também Kátia Caramujo, em representação da ACAPO, salientou o valor cultural e educativo do livro, considerando-o um importante testemunho da experiência de muitas famílias portuguesas que construíram uma nova vida no Canadá “apresentar Flight Path Home durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá é também uma forma de mostrar que esta celebração vai muito além das festividades e do Desfile do Dia de Portugal. É igualmente uma oportunidade para valorizar a nossa história, a nossa cultura e as histórias que moldaram a comunidade portuguesa no Canadá”, afirmou.

Durante a apresentação, Steven Silva explicou que a obra nasceu da vontade de compreender melhor o percurso da sua família e de explorar a forma como as experiências de migração continuam a marcar a identidade das gerações seguintes “é um sentimento de grande orgulho estar aqui, num espaço dedicado aos pioneiros portugueses e durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá. Este livro permitiu-me reconectar com o passado, fortalecer os laços familiares, encontrar-me através destas histórias e compreender melhor quem sou. É também uma celebração da nossa identidade, das nossas tradições e do orgulho nas nossas origens”, partilhou o autor que também não se esqueceu de agradecer às três pessoas que proporcionaram a apresentação do seu livro – Kátia Caramujo, José Eustáquio e Manuel DaCosta.

Um dos momentos mais emotivos da noite contou com a participação de quatro antigas professoras de Steven Silva, Gabriella Colussi Arthur, Maria João Maciel Jorge, Mary Di Biase Petrungaro e Gabriela Sangiorgio, que recordaram o seu percurso académico e a sua dedicação à aprendizagem e às suas raízes culturais.

Em destaque esteve também a mãe do autor, Cesaltina Silva, que visivelmente emocionada afirmou: “é um enorme orgulho ver o meu filho fazer aquilo que ama e transformar as histórias da nossa família numa obra que pode inspirar tantas outras pessoas”.

A iniciativa terminou com uma sessão de autógrafos e convívio entre os participantes, celebrando não apenas o lançamento de um livro, mas também as histórias, as memórias e as experiências que continuam a unir a comunidade luso-canadiana e a enriquecer o património cultural português no Canadá.

Francisco Pegado/MS

PicNic Borges Foods: Um convívio solidário

4 June 2026 at 16:16
@Julio Carias

É uma tradição já com 33 anos, o PicNic Borges Foods começou em 1993, sempre com o objetivo de promover o convívio entre todos os colaboradores, clientes e amigos da empresa.

Acontece sempre nesta altura, entre o final do mês de maio e o dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o que transforma este evento, também, numa excelente ocasião para celebrar a cultura portuguesa.

Para além de tudo isto, há ainda uma outra razão para o Borges Foods continuar com esta iniciativa, ano após ano – transformar um convívio numa oportunidade para ser solidário com instituições canadianas (ou luso-canadianas) que desenvolvem um trabalho essencial em prol dos outros. Este ano a instituição contemplada foi a Canadian Cancer Association.

@Julio Carias

Para além dos comes e bebes, como uma boa festa à portuguesa que é, também não faltou animação musical, garantida por: Rancho Folclórico e Bombos da Associação Cultural do Minho; João Marques e ainda a dupla Daniel e Tânia.

Assim, ao longo de mais de três décadas, o PicNic Borges Foods tem demonstrado que o sucesso de uma empresa também se mede pela sua capacidade de unir pessoas e retribuir à comunidade. Mais do que um simples encontro anual, este evento tornou-se um símbolo de amizade, tradição e solidariedade, reunindo gerações em torno dos valores que ajudaram a construir a história da empresa.

Entre momentos de convívio, celebração da cultura portuguesa e apoio a causas nobres, o PicNic Borges Foods continua a afirmar-se como uma iniciativa que faz a diferença, fortalecendo laços e deixando uma marca positiva na comunidade luso-canadiana e na sociedade em geral.

Júlio Carias/Madalena Balça/MS

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