Ronaldo Carletto confirma suplência de Rui Costa e nega rumores sobre vice





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A sufrágio apresentou-se uma única lista, encabeçada por Hugo Pinto, “numa demonstração de continuidade de um projeto que, ao longo da última época, permitiu ao clube crescer e alcançar importantes êxitos, fruto do trabalho desenvolvido pela Comissão Administrativa”, lê-se na nota publicada nas redes sociais do clube.
A participação dos associados foi expressiva e a lista liderada por Hugo Pinto acabou eleita com 98,08% dos votos. Registaram-se ainda 1,92% de votos nulos, não havendo votos contra ou abstenções.
“Queremos agradecer a todos os sócios pela presença e pela confiança depositada neste projeto. Assumimos este desafio com um enorme sentido de responsabilidade e renovamos o compromisso de continuar a trabalhar com dedicação, transparência e ambição, sempre em prol do crescimento e valorização do Sport Clube Vila Pouca”, vinca a nova direção.
Além de Hugo Pinto, como presidente da direção, foram eleitos Filipe Nascimento para presidente da Assembleia Geral e Miguel Campos para presidente do Conselho Fiscal.
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© JOSE COELHO/LUSA
Enquanto Sánchez marca 50,056% dos votos, Keiko está com 49,944%. A diferença entre os dois reduziu nas últimas horas, com crescimento dos votos para Fujimori.
No início da apuração, quando apenas 20% das urnas haviam sido processadas, Keiko chegou a estar 200 mil votos à frente de Sánchez, devido ao fato de as urnas de Lima, a capital, terem sido computadas primeiro.
O Jurado Nacional de Eleições (JNE), a autoridade máxima eleitoral do Peru, afirmou que os resultados definitivos devem ser divulgados apenas em “meados de julho”. Isso porque foi acrescentado ao processo de apuração um novo mecanismo obrigatório de recontagem de votos em mesas que apresentaram alguma inconsistência.
O JNE informa que, até o momento, foram recebidas 1 mil atas “em observação”, que precisaram passar por nova contagem com a presença de observadores de partidos e fiscais.
Das mais de 92,7 mil atas da eleição peruana, cerca de 2,2 mil ainda precisam ser contabilizadas, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru.
Dessas, 1,7 mil são de mesas do exterior, onde a candidata Keiko Fujimori vem apresentando vantagem. Até o meio-dia desta terça-feira, apenas 30,2% das atas do exterior tinham sido contabilizadas, dando 65,4% dos votos para Keiko e 34,5% para Sánchez.
Roberto Sánchez e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial no Peru para o período de 2026 a 2031, de cinco anos. O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo parlamento peruano, tido como o poder de fato no país.
Filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021.
Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país.
Psicólogo de formação, Sánchez é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou no domingo (7) em Lima, Sánchez foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
Enquanto Sánchez marca 50,056% dos votos, Keiko está com 49,944%. A diferença entre os dois reduziu nas últimas horas, com crescimento dos votos para Fujimori.
No início da apuração, quando apenas 20% das urnas haviam sido processadas, Keiko chegou a estar 200 mil votos à frente de Sánchez, devido ao fato de as urnas de Lima, a capital, terem sido computadas primeiro.
O Jurado Nacional de Eleições (JNE), a autoridade máxima eleitoral do Peru, afirmou que os resultados definitivos devem ser divulgados apenas em “meados de julho”. Isso porque foi acrescentado ao processo de apuração um novo mecanismo obrigatório de recontagem de votos em mesas que apresentaram alguma inconsistência.
O JNE informa que, até o momento, foram recebidas 1 mil atas “em observação”, que precisaram passar por nova contagem com a presença de observadores de partidos e fiscais.
Das mais de 92,7 mil atas da eleição peruana, cerca de 2,2 mil ainda precisam ser contabilizadas, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru.
Dessas, 1,7 mil são de mesas do exterior, onde a candidata Keiko Fujimori vem apresentando vantagem. Até o meio-dia desta terça-feira, apenas 30,2% das atas do exterior tinham sido contabilizadas, dando 65,4% dos votos para Keiko e 34,5% para Sánchez.
Roberto Sánchez e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial no Peru para o período de 2026 a 2031, de cinco anos. O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo parlamento peruano, tido como o poder de fato no país.
Filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021.
Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país.
Psicólogo de formação, Sánchez é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou no domingo (7) em Lima, Sánchez foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil


A primeira edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo ocorreu em 1996, na Praça Roosevelt e, só no ano seguinte, passou a ocupar a Avenida Paulista, onde se consolidou. Desde então, a parada sempre levou para as ruas a discussão de temas fundamentais tais como o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia, entre outros. No ano passado, por exemplo, a discussão foi sobre o envelhecimento.
“Em 2005 tratamos sobre o direito à união estável e, uma década depois, isso foi reconhecido pelo STF [Supremo Tribunal Federal]. Já tratamos sobre a criminalização da LGBT fobia. Em 2006 trouxemos esse tema e, depois, o STF também veio a reconhecer isso equiparando a questão da LGBTfobia ao crime de racismo. Falamos sobre direitos da população trans, direito à doação de sangue, direito à adoção. Todos esses foram temas que, antes de estarem nos tribunais, passaram pela Avenida Paulista. Então, isso mostra a importância da Parada de São Paulo nessas três décadas de lutas”, reforçou Silva.
Apesar de muitas conquistas, o diretor da Parada SP reforça que ainda há um caminho a ser perseguido.
A gente precisa ainda de um compromisso do nosso Legislativo para assegurar esses direitos na letra da lei – e não apenas com decisões judiciais como nós temos atualmente, disse.
Por isso, neste ano, a Parada leva como tema as eleições. “É importante a gente falar sobre isso para conscientizar a nossa população, em especial as pessoas LGBT+, para
que elejam e para que votem em pessoas comprometidas com os direitos da população LGBT e com a sociedade como um todo, que não legislem para si só, mas sim para o povo”, afirmou Silva.
Um pouco menor este ano por causa da diminuição de patrocínios, a ParadaSP vai às ruas com 14 trios elétricos, seguindo em desfile pela Avenida Paulista e pela Rua da Consolação, até chegar à Praça da República.
Segundo os organizadores do evento, houve uma redução de 60% na receita com patrocinadores neste ano, o que afetou não somente a organização da Parada, como também as ações sociais e culturais promovidas pela APOLGBT-SP. Com menos patrocínio, houve redução no número de trios elétricos que vão desfilar pela Avenida Paulista este ano: serão apenas 14, contra 17 que desfilaram no ano passado. Em 2023 a Parada chegou a desfilar com 19 trios elétricos.
Apesar disso, muita gente chegou cedo à Avenida Paulista para acompanhar o evento. A manifestação teve início às 10h de hoje e conta com a presença de artistas como Pabllo Vittar, Urias, Gloria Groove, Pepita, Diego Martins, Jup do Bairro, Melody, MC Soffia, Isma, Katy da Voz e As Abusadas, MC Trans, Zumbicore e Thiago Pantaleão, além da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello.
“O Ministério dos Direitos Humanos tem marcado presença na Parada. A de São Paulo é a maior do mundo, então é uma alegria para a gente estar aqui. E neste ano o Ministério está com uma campanha, O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas, e para a gente é importante lembrar e ressaltar junto à população brasileira sobre a necessidade da garantia dos direitos da população LGBT”, falou a ministra, em entrevista à Agência Brasil durante o evento.
“A gente tem uma série de políticas voltadas para as diferentes dimensões da população LGBTQIA+. Temos desde políticas ligadas ao empoderamento e à inclusão produtiva, até políticas de acolhimento em momentos de vulnerabilidade. E enviamos recentemente ao Congresso Nacional a Política Nacional de Direitos LGBT, que vai pegar diferentes dimensões, inclusive sobre o enfrentamento da violência contra pessoas LGBTQIA+”, completou a ministra.
Segundo a secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, também presente ao evento, o ministério desenvolveu um acordo técnico com o Ministério da Justiça e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que vai começar a produzir dados governamentais sobre a violência contra a população LGBT+.
“E, a partir daí, vamos construir protocolos mais institucionais que ajudem em todo o processo, desde o acolhimento da denúncia, até a investigação e o sistema de justiça”, explicou.
A primeira edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo ocorreu em 1996, na Praça Roosevelt e, só no ano seguinte, passou a ocupar a Avenida Paulista, onde se consolidou. Desde então, a parada sempre levou para as ruas a discussão de temas fundamentais tais como o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia, entre outros. No ano passado, por exemplo, a discussão foi sobre o envelhecimento.
“Em 2005 tratamos sobre o direito à união estável e, uma década depois, isso foi reconhecido pelo STF [Supremo Tribunal Federal]. Já tratamos sobre a criminalização da LGBT fobia. Em 2006 trouxemos esse tema e, depois, o STF também veio a reconhecer isso equiparando a questão da LGBTfobia ao crime de racismo. Falamos sobre direitos da população trans, direito à doação de sangue, direito à adoção. Todos esses foram temas que, antes de estarem nos tribunais, passaram pela Avenida Paulista. Então, isso mostra a importância da Parada de São Paulo nessas três décadas de lutas”, reforçou Silva.
Apesar de muitas conquistas, o diretor da Parada SP reforça que ainda há um caminho a ser perseguido.
A gente precisa ainda de um compromisso do nosso Legislativo para assegurar esses direitos na letra da lei – e não apenas com decisões judiciais como nós temos atualmente, disse.
Por isso, neste ano, a Parada leva como tema as eleições. “É importante a gente falar sobre isso para conscientizar a nossa população, em especial as pessoas LGBT+, para
que elejam e para que votem em pessoas comprometidas com os direitos da população LGBT e com a sociedade como um todo, que não legislem para si só, mas sim para o povo”, afirmou Silva.
Um pouco menor este ano por causa da diminuição de patrocínios, a ParadaSP vai às ruas com 14 trios elétricos, seguindo em desfile pela Avenida Paulista e pela Rua da Consolação, até chegar à Praça da República.
Segundo os organizadores do evento, houve uma redução de 60% na receita com patrocinadores neste ano, o que afetou não somente a organização da Parada, como também as ações sociais e culturais promovidas pela APOLGBT-SP. Com menos patrocínio, houve redução no número de trios elétricos que vão desfilar pela Avenida Paulista este ano: serão apenas 14, contra 17 que desfilaram no ano passado. Em 2023 a Parada chegou a desfilar com 19 trios elétricos.
Apesar disso, muita gente chegou cedo à Avenida Paulista para acompanhar o evento. A manifestação teve início às 10h de hoje e conta com a presença de artistas como Pabllo Vittar, Urias, Gloria Groove, Pepita, Diego Martins, Jup do Bairro, Melody, MC Soffia, Isma, Katy da Voz e As Abusadas, MC Trans, Zumbicore e Thiago Pantaleão, além da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello.
“O Ministério dos Direitos Humanos tem marcado presença na Parada. A de São Paulo é a maior do mundo, então é uma alegria para a gente estar aqui. E neste ano o Ministério está com uma campanha, O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas, e para a gente é importante lembrar e ressaltar junto à população brasileira sobre a necessidade da garantia dos direitos da população LGBT”, falou a ministra, em entrevista à Agência Brasil durante o evento.
“A gente tem uma série de políticas voltadas para as diferentes dimensões da população LGBTQIA+. Temos desde políticas ligadas ao empoderamento e à inclusão produtiva, até políticas de acolhimento em momentos de vulnerabilidade. E enviamos recentemente ao Congresso Nacional a Política Nacional de Direitos LGBT, que vai pegar diferentes dimensões, inclusive sobre o enfrentamento da violência contra pessoas LGBTQIA+”, completou a ministra.
Segundo a secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, também presente ao evento, o ministério desenvolveu um acordo técnico com o Ministério da Justiça e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que vai começar a produzir dados governamentais sobre a violência contra a população LGBT+.
“E, a partir daí, vamos construir protocolos mais institucionais que ajudem em todo o processo, desde o acolhimento da denúncia, até a investigação e o sistema de justiça”, explicou.

VTM
O anúncio foi feito pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Alves Soares, através de um edital divulgado pela instituição.
O processo eleitoral entra agora numa fase decisiva, com a abertura do prazo para apresentação de listas candidatas aos diferentes órgãos sociais da associação. As candidaturas poderão ser entregues entre os dias 11 e 19 de junho, terminando o prazo às 18h00 do último dia.
As listas deverão ser apresentadas na sede da corporação, junto dos serviços administrativos, em envelope fechado dirigido ao presidente da Mesa da Assembleia Geral. Após o encerramento do prazo, as candidaturas serão analisadas entre os dias 20 e 24 de junho, sendo posteriormente comunicada aos proponentes a sua aceitação ou a necessidade de eventuais correções.
Caso sejam necessárias alterações ou regularizações, estas poderão ser efetuadas até 28 de junho. As listas definitivas e validadas serão afixadas na sede da associação nos dias 29 e 30 de junho.
Podem integrar as listas e participar na votação os associados com a situação regularizada e com o pagamento da quota referente ao ano de 2025 efetuado.
A convocatória da Assembleia Geral Eleitoral, com indicação do horário de funcionamento da votação, da proclamação dos resultados e da tomada de posse dos eleitos, será divulgada em simultâneo com a afixação das listas admitidas.
Fundada a 6 de outubro de 1987, as eleições anteriores da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salto foram impugnadas, tendo o tribunal de Montalegre determinado novo sufrágio para 12 de julho.
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Os peruanos vão às urnas neste domingo, 7, para decidir, no segundo turno, quem será seu décimo presidente em dez anos, sem maiorias claras, mas com a candidata de tendências autoritárias Keiko Fujimori, em sua quarta tentativa, com uma ligeira vantagem sobre seu adversário de esquerda, Roberto Sánchez; tudo isso em meio ao desânimo que uma crise institucional e política quase perpétua causa no eleitorado.
A última pesquisa da Ipsos, divulgada na semana passada, atribui à candidata do Fuerza Popular 38% dos votos contra 35% de seu rival do Juntos por el Perú, depois que, no final de abril, os dois estavam empatados. No entanto, resta saber como o bom desempenho de Sánchez no debate televisionado de domingo pode ter influenciado, já que a lei eleitoral proíbe, a partir desta segunda-feira, a publicação de novas pesquisas.
Fujimori impôs-se claramente com 17% dos votos em um primeiro turno marcado por uma fragmentação grotesca do eleitorado, devido aos 35 candidatos à presidência que se apresentaram. Após uma contagem acirrada que se prolongou por um mês, Sánchez superou por uma pequena margem o conservador Rafael López-Aliaga
Os dois candidatos têm uma visão totalmente antagônica do país. O dilema está na direita autoritária do fujimorismo, cujo controle do Congresso nos últimos anos criou um cenário de ingovernabilidade para muitos presidentes, ou manteve outros no poder, como a muito impopular Dina Boluarte; e uma esquerda indigenista, mais forte fora de Lima e de outros grandes centros urbanos.
Sánchez tem usado eleitoralmente essa questão da identidade indígena, chegando a aparecer com o característico chapéu chotano do ex-presidente Pedro Castillo, a quem foi visitar na prisão, onde cumpre pena por crimes de rebelião após tentar dissolver o Congresso em dezembro de 2022.
Ex-ministro de Castillo, Sánchez já prometeu conceder anistia ao ex-presidente, reformar instituições que considera "sequestradas e subvertidas" pelo fujimorismo e reforçar a presença do Estado em todo o país, com políticas de desenvolvimento, obras, educação e saúde.
Por sua vez, Fujimori alertou para o "caos" que significaria voltar às fórmulas de 2021, apesar de Castillo ter permanecido no cargo por apenas um ano e não ter conseguido cumprir nenhuma de suas promessas eleitorais devido à obstrução do Congresso, e agitou velhas bandeiras como o medo do comunismo e da fraude eleitoral.
Justamente, no debate de domingo, Fujimori agitou esse fantasma da fraude nas urnas e, poucos dias antes do pleito deste fim de semana, evitou afirmar que aceitaria os resultados caso não vencesse, algo que lembra sua postura de 2021, quando não os aceitou em seu confronto com Pedro Castillo.
A igualdade nas pesquisas sugere que, nas eleições deste domingo, também terá peso importante o voto do eleitorado que decide com base em quem lhe causa menos repulsa; seja a filha do ex-presidente Alberto Fujimori - com um legado marcado por violações dos direitos humanos -, ou o herdeiro político de um frágil Castillo que se mostrou incapaz de governar.
Esse cenário mostra que 23% dos eleitores se decidiriam por Fujimori para evitar o candidato do Juntos pelo Peru, enquanto 15% votariam em Sánchez devido ao antagonismo que ela suscita.
Por outro lado, no caso de Fujimori, que buscou assumir um papel mais institucional e moderado durante a campanha, destacam-se, como motivos para votá-la, suas promessas de crescimento econômico e de mão dura contra a criminalidade e a grave crise de segurança que assola o país, enquanto que em Sánchez, visto como uma figura disruptiva, valorizam principalmente a mudança e sua luta contra a corrupção.
Com este processo eleitoral, os peruanos aspiram a conter uma crise institucional que já se tornou um paradigma de governança, como demonstra o fato de que, nos últimos dez anos, desde Ollanta Humala - atualmente preso por corrupção -, nenhum presidente conseguiu concluir seu mandato.
Uma das chaves dessa instabilidade reside no artigo 113 da Constituição, que permite ao Congresso destituir o presidente por incapacidade moral ou física, tornando-se, na última década, uma ferramenta de controle discricionário sobre o Executivo, sem as exigências e os prazos previstos nos processos de impeachment
Essas eleições também marcaram o retorno de um Congresso bicameral, com 130 deputados e 60 senadores, no qual a Fuerza Popular volta a ser a formação política mais numerosa do espectro parlamentar, à frente do Juntos por el Perú, e pela primeira vez em muito tempo sem a presença de alguns partidos históricos.
O novo Senado, que não pode ser dissolvido pelo presidente, será fundamental nesta nova legislatura, pois terá a palavra final na aprovação de leis, que podem ser revisadas, modificadas ou rejeitadas sem a necessidade de passar novamente pela Câmara dos Deputados. Além disso, será responsável pela nomeação de altos funcionários, como o Provedor de Justiça ou os juízes do Tribunal Constitucional, entre outros.
Esse controle das câmaras, exercido durante a última década pelo Fuerza Popular e pela Renovación Popular de López Aliaga, seu principal parceiro nesta próxima legislatura, foi incapaz de atender às demandas da cidadania e, para alguns analistas, significou a captura do Estado pelo Congresso.
Isso gerou um clima de frustração e de expectativas não atendidas entre uma população cansada da classe política, o que se reflete, por sua vez, na fragmentação do voto e naquele número recorde de candidatos, alguns deles supostos e autodeclarados "outsiders", no primeiro turno.
*Este conteúdo é de inteira responsabilidade da Europa Press


© ERNESTO BENAVIDES / AFP
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou nesta quarta (3) a divisão dos valores do fundo eleitoral de financiamento de campanha. Ao todo, cerca de R$ 4,9 bilhões serão distribuídos entre 30 partidos.
A divisão considera a representatividade dos partidos no Congresso e o desempenho nas últimas eleições. Como PL e PT elegeram as maiores bancadas na Câmara e Senado, recebem mais recursos.
o PL: R$ 881.657.477,34
o PT: R$ 615.367.980,20
o União Brasil: R$ 526.242.858,11
o PSD: R$ 421.008.404,89
o PP: R$ 417.067.738,40
o MDB: R$ 400.002.399,99
o Republicanos – R$ 348.587.815,77
o Podemos: R$ 245.969.763,68
o PDT: R$ 169.285.643,92
o PSB: R$ 152.252.956,07
o PSDB: R$ 147.895.172,40
o PSOL: R$ 131.506.284,42
o Solidariedade: R$ 88.526.669,83
o Avante: R$ 72.516.777,19
o PRD: R$ 71.819.227,37
o Cidadania: R$ 60.714.157,11
o PCdoB: R$ 60.531.914,25
o PV: R$ 45.183.873,26
o Novo: R$ 37.044.203,26
o Rede: R$ 35.803.821,03
o Agir: R$ 3.307.679,85
o DC: R$ 3.307.679,85
o Democrata: R$ 3.307.679,85
o Missão: R$ 3.307.679,85
o Mobiliza: R$ 3.307.679,85
o PCB: R$ 3.307.679,85
o PCO: R$ 3.307.679,85
o PRTB: R$ 3.307.679,85
o PSTU: R$ 3.307.679,85
o UP: R$ 3.307.679,85
Os valores podem ser utilizados para despesas relacionadas à campanha. Gastos incluem produção de material gráfico, impulsionamento de conteúdo na internet, contratação de pessoal, aluguel de espaços para eventos, transporte e serviços de comunicação. (UOL/FOLHAPRESS)
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