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Caminhos da Reportagem aborda Pink money e o valor da diversidade

By: EBC
8 June 2026 at 11:32

O termo pink money ou dinheiro rosa, em tradução livre, ganhou força nos Estados Unidos na década de 1980 e se refere ao poder de consumo da população LGBTQIAPN+.

De acordo com a consultoria Out Now, esse consumo pode chegar a R$ 420 bilhões por ano no Brasil. Ricardo Sales, presidente do Instituto Mais Diversidade, explica que, historicamente, esse mercado era associado a nichos específicos de consumo:

"Nos anos 80 e 90, a gente associava a noção de pink money muito à viagem, lazer, entretenimento e muitas vezes o fazia isso de uma forma até bastante estereotipada.” 

Nos anos 1990, o mercado brasileiro esteve muito ligado aos espaços considerados seguros para a comunidade, com bares e casas noturnas. Com isso, a noite paulistana moldou a carreira de figuras icônicas como a drag queen e apresentadora Silvetty Montilla. 

“Quando eu comecei, eu falei: ‘eu não quero ser artista de um lugar só’. [...] Quando eu vi que o dinheiro estava entrando, aí eu decidi ficar só na noite”, explica.

A partir dos anos 2000, o mercado voltado para pessoas LGBT+ começou a crescer no país. “Foi quando a gente sentiu, por exemplo, que a Parada de São Paulo teve um grande crescimento. Por quê? As pessoas estavam mais tranquilas em ficar fora do armário”, afirma Clovis Casemiro, gerente de membros da Associação Mundial de Turismo LGBT+ (IGLTA).

Dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostram que, em 2025, o evento movimentou cerca de R$ 550 milhões na economia paulistana. Contudo, a dificuldade para captar patrocínios ainda é uma questão:

"As empresas aqui no Brasil investem pouco em relação ao que elas investem em outros eventos”, enfatiza Nelson Matias Pereira, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).

Pink washing

Muitas empresas lucram com os símbolos LGBT+, especialmente em junho, Mês do Orgulho, mas sem promover direitos para essa comunidade. Tal conceito é conhecido como pink washing.

Para combater essa prática, o Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+ reúne empresas que assinaram a carta Dez Compromissos da Empresa com a Promoção dos Direitos LGBTI+.

O Grupo Heineken é uma delas. A multinacional investe no empoderamento de funcionários LGBT+ e na formação de bares parceiros para o mundo dos negócios:

“A gente apadrinhou esses bares que eram de proprietários LGBT para que a gente fizesse essa jornada, uma trilha de desenvolvimento mesmo, para que esse dinheiro volte e prospere para a comunidade de maneira saudável e segura”, explica Vetusa Pereira, gerente de diversidade, equidade e inclusão do Grupo Heineken.

Outros eventos têm chamado a atenção do público LGBT+, como o Todo Mundo no Rio, que arrastou milhões de pessoas para a praia de Copacabana com os shows de Madonna (2024), Lady Gaga (2025) e Shakira (2026).

São Paulo (SP), 03/06/2026 - Caminhos da Reportagem PINK MONEY - A drag queen Silvetty Montilla se apresenta no show “Segunda Dose com Montilla”, em uma casa noturna de São Paulo..
Frame TV Brasil São Paulo (SP), 03/06/2026 - Caminhos da Reportagem PINK MONEY - A drag queen Silvetty Montilla se apresenta no show “Segunda Dose com Montilla”, em uma casa noturna de São Paulo..
Frame TV Brasil
A drag queen Silvetty Montilla apresenta o show Segunda Dose com Montilla, em uma casa noturna de São Paulo - Frame TV Brasil

De acordo com a Prefeitura do Rio, o evento movimentou cerca de R$ 800 milhões na economia carioca, um retorno financeiro quarenta vezes maior que o investimento no show: “90% do público que frequenta a loja nessas datas são LGBT”, diz Siluana Bezerra, dona de uma loja no Saara, coração do comércio popular carioca, que vende roupas e acessórios para fãs de divas pop.

A rede hoteleira também tem faturado: “A gente acabou de passar por uma expansão que fez com que a gente dobrasse a capacidade até para conseguir pegar mais esse público agora nesse momento”, explica Pedro Barroso, general manager de um hostel que fica a quatro quadras da praia de Copacabana.

Apesar dos avanços, o preconceito ainda traz grandes prejuízos para a economia brasileira. De acordo com um estudo do Banco Mundial, o país perde anualmente mais de R$ 94 bilhões com a exclusão de pessoas LGBT+ do mercado de trabalho.

População trans

A população trans é ainda mais afetada pelo desemprego. Em 2023, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, apenas 25% tinham emprego formal, com salários 32% menores que a média nacional. 

A assessora parlamentar Andréa Brazil teve dificuldades para permanecer no mercado de trabalho formal. “Eu fui operadora de telemarketing por mais de três anos na minha vida. Eu tomava bronca por causa da minha voz”, explica.

Ter seu próprio negócio foi a forma que Andréa encontrou para ter mais dignidade. Ela abriu um salão de beleza e, logo após, conseguiu realizar o sonho de ser estilista:

“Eu comecei a pensar nos looks que tivessem as bandeiras para que as pessoas se sentissem vestindo, abraçando a causa.”

O empreendimento da Andréa cresceu e se tornou um projeto social, o Capacitrans, que capacita a população LGBT+, especialmente pessoas trans e travestis, em ofícios como maquiagem, corte de cabelo e design de roupas. 

O jornalista Francisco Borges, pai solo de seis filhos adotivos, vê essa transformação de perto. Para ele, a sociedade está mais atenta à maneira como empresas e demais instituições trabalham com as pautas do universo LGBT+.

"Quando eu vou colocar um filho na escola, eu não quero só saber se eles têm Dia da Família, porque isso é o mínimo. Eu quero entender como eles se colocam frente aos personagens históricos, de livros infantis, por exemplo, que tipo de histórias, que tipo de autores eles têm ali?”, explica.

O episódio Pink Money: o Valor da Diversidade, do Caminhos da Reportagem, vai ao ar às 23h desta segunda-feira (8), na TV Brasil.

>> Clique aqui e saiba como sintonizar a TV Brasil

Ficha técnica

Produção e reportagem: Thiago Padovan
Apoio à produção: Lucas Cruz
Apoio operacional à produção: Acácio Barros
Reportagem cinematográfica: JM Barboza e Marcelo Padovan
Apoio à reportagem cinematográfica: Denis Vianna, Eduardo Guimarães e Rodolpho Rodrigues
Auxílio técnico: Rafael Carvalho e Caio Araujo
Apoio à imagem: Yuri Ledesma
Edição de texto: Márcio Garoni
Edição e finalização de imagem: Rodrigo Botosso
Assessoria: Maura Martins
Arte: André Maciel, Aleixo Leite e Carol Ramos

Caminhos da Reportagem aborda Pink money e o valor da diversidade

By: EBC
8 June 2026 at 11:32

O termo pink money ou dinheiro rosa, em tradução livre, ganhou força nos Estados Unidos na década de 1980 e se refere ao poder de consumo da população LGBTQIAPN+.

De acordo com a consultoria Out Now, esse consumo pode chegar a R$ 420 bilhões por ano no Brasil. Ricardo Sales, presidente do Instituto Mais Diversidade, explica que, historicamente, esse mercado era associado a nichos específicos de consumo:

"Nos anos 80 e 90, a gente associava a noção de pink money muito à viagem, lazer, entretenimento e muitas vezes o fazia isso de uma forma até bastante estereotipada.” 

Nos anos 1990, o mercado brasileiro esteve muito ligado aos espaços considerados seguros para a comunidade, com bares e casas noturnas. Com isso, a noite paulistana moldou a carreira de figuras icônicas como a drag queen e apresentadora Silvetty Montilla. 

“Quando eu comecei, eu falei: ‘eu não quero ser artista de um lugar só’. [...] Quando eu vi que o dinheiro estava entrando, aí eu decidi ficar só na noite”, explica.

A partir dos anos 2000, o mercado voltado para pessoas LGBT+ começou a crescer no país. “Foi quando a gente sentiu, por exemplo, que a Parada de São Paulo teve um grande crescimento. Por quê? As pessoas estavam mais tranquilas em ficar fora do armário”, afirma Clovis Casemiro, gerente de membros da Associação Mundial de Turismo LGBT+ (IGLTA).

Dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostram que, em 2025, o evento movimentou cerca de R$ 550 milhões na economia paulistana. Contudo, a dificuldade para captar patrocínios ainda é uma questão:

"As empresas aqui no Brasil investem pouco em relação ao que elas investem em outros eventos”, enfatiza Nelson Matias Pereira, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).

Pink washing

Muitas empresas lucram com os símbolos LGBT+, especialmente em junho, Mês do Orgulho, mas sem promover direitos para essa comunidade. Tal conceito é conhecido como pink washing.

Para combater essa prática, o Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+ reúne empresas que assinaram a carta Dez Compromissos da Empresa com a Promoção dos Direitos LGBTI+.

O Grupo Heineken é uma delas. A multinacional investe no empoderamento de funcionários LGBT+ e na formação de bares parceiros para o mundo dos negócios:

“A gente apadrinhou esses bares que eram de proprietários LGBT para que a gente fizesse essa jornada, uma trilha de desenvolvimento mesmo, para que esse dinheiro volte e prospere para a comunidade de maneira saudável e segura”, explica Vetusa Pereira, gerente de diversidade, equidade e inclusão do Grupo Heineken.

Outros eventos têm chamado a atenção do público LGBT+, como o Todo Mundo no Rio, que arrastou milhões de pessoas para a praia de Copacabana com os shows de Madonna (2024), Lady Gaga (2025) e Shakira (2026).

São Paulo (SP), 03/06/2026 - Caminhos da Reportagem PINK MONEY - A drag queen Silvetty Montilla se apresenta no show “Segunda Dose com Montilla”, em uma casa noturna de São Paulo..
Frame TV Brasil São Paulo (SP), 03/06/2026 - Caminhos da Reportagem PINK MONEY - A drag queen Silvetty Montilla se apresenta no show “Segunda Dose com Montilla”, em uma casa noturna de São Paulo..
Frame TV Brasil
A drag queen Silvetty Montilla apresenta o show Segunda Dose com Montilla, em uma casa noturna de São Paulo - Frame TV Brasil

De acordo com a Prefeitura do Rio, o evento movimentou cerca de R$ 800 milhões na economia carioca, um retorno financeiro quarenta vezes maior que o investimento no show: “90% do público que frequenta a loja nessas datas são LGBT”, diz Siluana Bezerra, dona de uma loja no Saara, coração do comércio popular carioca, que vende roupas e acessórios para fãs de divas pop.

A rede hoteleira também tem faturado: “A gente acabou de passar por uma expansão que fez com que a gente dobrasse a capacidade até para conseguir pegar mais esse público agora nesse momento”, explica Pedro Barroso, general manager de um hostel que fica a quatro quadras da praia de Copacabana.

Apesar dos avanços, o preconceito ainda traz grandes prejuízos para a economia brasileira. De acordo com um estudo do Banco Mundial, o país perde anualmente mais de R$ 94 bilhões com a exclusão de pessoas LGBT+ do mercado de trabalho.

População trans

A população trans é ainda mais afetada pelo desemprego. Em 2023, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, apenas 25% tinham emprego formal, com salários 32% menores que a média nacional. 

A assessora parlamentar Andréa Brazil teve dificuldades para permanecer no mercado de trabalho formal. “Eu fui operadora de telemarketing por mais de três anos na minha vida. Eu tomava bronca por causa da minha voz”, explica.

Ter seu próprio negócio foi a forma que Andréa encontrou para ter mais dignidade. Ela abriu um salão de beleza e, logo após, conseguiu realizar o sonho de ser estilista:

“Eu comecei a pensar nos looks que tivessem as bandeiras para que as pessoas se sentissem vestindo, abraçando a causa.”

O empreendimento da Andréa cresceu e se tornou um projeto social, o Capacitrans, que capacita a população LGBT+, especialmente pessoas trans e travestis, em ofícios como maquiagem, corte de cabelo e design de roupas. 

O jornalista Francisco Borges, pai solo de seis filhos adotivos, vê essa transformação de perto. Para ele, a sociedade está mais atenta à maneira como empresas e demais instituições trabalham com as pautas do universo LGBT+.

"Quando eu vou colocar um filho na escola, eu não quero só saber se eles têm Dia da Família, porque isso é o mínimo. Eu quero entender como eles se colocam frente aos personagens históricos, de livros infantis, por exemplo, que tipo de histórias, que tipo de autores eles têm ali?”, explica.

O episódio Pink Money: o Valor da Diversidade, do Caminhos da Reportagem, vai ao ar às 23h desta segunda-feira (8), na TV Brasil.

>> Clique aqui e saiba como sintonizar a TV Brasil

Ficha técnica

Produção e reportagem: Thiago Padovan
Apoio à produção: Lucas Cruz
Apoio operacional à produção: Acácio Barros
Reportagem cinematográfica: JM Barboza e Marcelo Padovan
Apoio à reportagem cinematográfica: Denis Vianna, Eduardo Guimarães e Rodolpho Rodrigues
Auxílio técnico: Rafael Carvalho e Caio Araujo
Apoio à imagem: Yuri Ledesma
Edição de texto: Márcio Garoni
Edição e finalização de imagem: Rodrigo Botosso
Assessoria: Maura Martins
Arte: André Maciel, Aleixo Leite e Carol Ramos

Brasil sofre, mas bate Itália por 3 sets a 2 na Liga das Nações

Logo Agência Brasil

A equipe nacional treinada por Zé Roberto Guimarães sofreu bastante, mas conseguiu vencer a forte seleção da Itália por 3 sets a 2. A partida ocorreu no início da tarde deste domingo (7) em Brasília.

A seleção feminina encerra a primeira semana da Liga das Nações 2026 com 100% de aproveitamento. As parciais foram 25/15, 25/22, 22/25, 24/26 e 15/12, no Ginásio Nilson Nelson, diante de um público de 9,8 mil pessoas.

Notícias relacionadas:

O resultado marcou a derrubada da invencibilidade de 39 jogos das italianas.

O próximo compromisso da seleção feminina será em Ancara, capital da Turquia. Entre os dias 17 e 21 de junho, as adversárias serão a França, a Bélgica, a China e a Alemanha.

Mas a capital federal segue sendo a capital do vôlei. A seleção masculina faz sua primeira semana na Liga das Nações, e duelará com Irã, Bélgica, Sérvia e Argentina de 10 a 14 de junho.

Brasil sofre, mas bate Itália por 3 sets a 2 na Liga das Nações

Logo Agência Brasil

A equipe nacional treinada por Zé Roberto Guimarães sofreu bastante, mas conseguiu vencer a forte seleção da Itália por 3 sets a 2. A partida ocorreu no início da tarde deste domingo (7) em Brasília.

A seleção feminina encerra a primeira semana da Liga das Nações 2026 com 100% de aproveitamento. As parciais foram 25/15, 25/22, 22/25, 24/26 e 15/12, no Ginásio Nilson Nelson, diante de um público de 9,8 mil pessoas.

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Mas a capital federal segue sendo a capital do vôlei. A seleção masculina faz sua primeira semana na Liga das Nações, e duelará com Irã, Bélgica, Sérvia e Argentina de 10 a 14 de junho.

Brasil supera Egito em último compromisso antes da Copa do Mundo

Logo Agência Brasil

Os testes chegaram ao fim para o técnico Carlo Ancelotti. Neste sábado (6), a seleção masculina do Brasil realizou o último amistoso preparatório para a Copa do Mundo. Já em solo norte-americano, os brasileiros superaram o Egito por 2 a 1 no Huntington Bank Field, em Cleveland, diante de mais de 64 mil torcedores.

O próximo compromisso do Brasil já será o primeiro da caminhada em busca do sexto título. No próximo sábado (13), às 19h (horário de Brasília), a seleção canarinho estreia na Copa do Mundo contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

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No dia 19 de junho, às 21h30, o confronto será diante do Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. No dia 24, os brasileiros finalizam a participação no Grupo C contra a Escócia, às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami.

Como esperado, Ancelotti promoveu várias mudanças em relação ao time que iniciou a goleada contra o Panamá no domingo passado (31 de maio), por 6 a 2, no Maracanã. Os zagueiros Léo Pereira e Bremer, o lateral-esquerdo Alex Sandro e os atacantes Matheus Cunha e Luiz Henrique, titulares no Rio de Janeiro, deram lugar, respectivamente, a Ibãnez, Marquinhos, Lucas Paquetá e Igor Thiago contra o Egito.

O atacante Neymar, que se recupera de uma lesão na panturrilha direita, sofrida na derrota do Santos para o Coritiba, por 3 a 0, na Neo Química Arena, em São Paulo, em 17 de maio, pelo Campeonato Brasileiro, sequer viajou para Cleveland. O camisa 10 permaneceu em tratamento na concentração da seleção verde e amarela, em Nova Jersey.

Os primeiros minutos foram de falhas cruciais, decisivas para a rede balançar. Aos seis, o volante Mohannad Lashin demorou a decidir para que lado sair jogando e foi desarmado na entrada da área por Bruno Guimarães, que bateu na saída do goleiro Mostafa Shobeir.

Quatro minutos depois, foi a vez de Marquinhos recuar sem força para Alisson e o atacante Mostafa Abdelraouf, conhecido pelo apelido Ziko em referência ao ídolo do Flamengo, antecipar-se e aproveitar para empatar a partida.

Aos 15 minutos, preocupação com Wesley. O lateral-direito sentiu a virilha após uma finalização e teve de ser substituído por Danilo. O ex-jogador do Flamengo, atualmente na Roma (Itália), não segurou as lágrimas no banco de reservas, ainda sem detalhes de uma possível lesão.

O Brasil tentou não diminuir o ritmo após o gol de Ziko e o baque pela saída de Wesley e acumulou chances perdidas. Aos 25 minutos, Vinícius Júnior foi lançado pela esquerda e invadiu a área com liberdade, mas o chute de direita saiu fraco, para defesa de Shobeir.

Sete minutos depois, foi a vez do também atacante Raphinha parar no goleiro egípcio, em finalização de dentro da área, buscando o canto direito. Já aos 37, Igor Thiago recebeu de Bruno Guimarães entre os zagueiros e também arriscou, forçando Shobeir a fazer outra grande intervenção.

A exemplo do amistoso contra o Panamá, Ancelotti voltou para o segundo tempo com a equipe bastante modificada. Saíram Alisson, Marquinhos, Ibañez, Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Vinícius Júnior e Igor Thiago para as entradas de Weverton, Bremer, Léo Pereira, Fabinho, Danilo Santos, Luiz Henrique, Matheus Cunha e Endrick.

E foi dos pés deste último que saiu o segundo gol brasileiro. Aos seis minutos, Raphinha ficou com a sobra de uma bola recuperada no campo ofensivo e cruzou rasteiro, da esquerda, para Endrick chegar batendo na área e recolocar a seleção de Ancelotti na frente.

As substituições, de ambos os lados, diminuíram a intensidade do jogo. O técnico italiano ainda colocou Alex Sandro e Gabriel Martinelli nas vagas de Douglas Santos e Raphinha. Um time inteiro de alterações, com pouca criação de oportunidades fora o lance do segundo gol.

No lado egípcio, o atacante Mohammed Salah, astro do futebol mundial que está de saída do Liverpool (Inglaterra), entrou na etapa final, mas pouco acrescentou. A rede acabou não mais balançando em Cleveland.

Em virada relâmpago, seleção brasileira feminina vence Estados Unidos

O Brasil levou a melhor no primeiro de dois amistosos em casa diante da seleção mais tradicional e vitoriosa do futebol feminino. Neste sábado (6), as brasileiras derrotaram os Estados Unidos, tetracampeões mundiais e donos de cinco ouros olímpicos, por 2 a 1, de virada, na Neo Química Arena, em São Paulo.

Esta foi apenas a quinta vitória da equipe canarinho sobre as norte-americanas, em 44 jogos entre os países na história. Curiosamente, o segundo triunfo seguido. No último embate, em 8 de abril de 2025, as brasileiras ganharam por 2 a 1 no PayPal Park, em San José, alcançando o primeiro resultado positivo diante das rivais na casa delas.

Considerando o histórico de confrontos entre as seleções em solo brasileiro, o Brasil chegou a três triunfos em sete partidas, com dois empates e duas derrotas. Os times se reencontram nesta terça-feira (9), às 21h30 (horário de Brasília), na Arena Castelão, em Fortaleza.

O técnico Arthur Elias mandou o Brasil a campo com a goleira Lelê, as zagueiras Mariza, Isa Haas e Thais Ferreira; a lateral Isabela pelo lado direito e Taina Maranhão na ala esquerda; as volantes Angelina e Duda Sampaio e as atacantes Kerolin, Dudinha e Bia Zaneratto. A craque Marta, em transição após se recuperar de um edema na coxa esquerda, ficou no banco de reservas, mas sabendo que não iria entrar em campo.

O duelo começou eletrizante. Pressionando a saída de bola do Brasil, as norte-americanas saíram na frente com apenas um minuto de jogo. A meia Lily Yohannes desarmou Mariza na intermediária e a atacante Sophie Wilson aproveitou a sobra para se aproximar da área e chutar rasteiro, no canto direito de Lelê, que não chegou a tempo para efetuar a defesa.

As brasileiras não se intimidaram e se lançaram ao ataque. Aos seis minutos, Bia Zaneratto avançou pela direita, encarou a marcação e tentou a batida cruzada. O chute não saiu forte e sobrou com Dudinha, que finalizou de primeira, quase da marca do pênalti, mas por cima da meta adversária.

Não demorou para o empate sair. Aos dez minutos, Isabela cruzou pela direita e Taina Maranhão, de cabeça, escorou no contrapé da goleira Mandy McGlynn, para deixar tudo igual. Três minutos depois, Bia Zaneratto virou o placar. Ela arrancou desde o círculo central, entrou na área e rolou para Dudinha, que retribuiu a gentileza. A Imperatriz teve tempo de dominar e mandar para as redes.

Apesar de não terem saído mais gols no primeiro tempo, as equipes mantiveram a postura ofensiva. O Brasil conseguiu ocupar o campo de ataque por mais tempo e dar bastante trabalho à marcação adversária. As norte-americanas, com dificuldades, assustaram aos 44 minutos, quando Wilson ficou frente a frente com Lelê, dentro da área, mas parou duas vezes na goleira do Corinthians.

Na volta do intervalo, os Estados Unidos adotaram uma posição mais agressiva, dificultando a saída de bola do Brasil. Aos 12 minutos, a pressão norte-americana quase surtiu efeito, com um bate-rebate que terminou em chute rasteiro da lateral Avery Patterson que Isa Haas conseguiu antecipar e desviar para escanteio com a ponta do pé.

Para dar sangue novo à equipe brasileira, Arthur trocou, inicialmente, Angelina e Taina Maranhão por Yaya e Ludmila, respectivamente. Depois, promoveu quatro alterações, com Lorena, Rafaelle, Aline Gomes e Gio Garbelini nos lugares de Lelê (que deixou o campo com dores), Thais Ferreira, Kerolin e Bia Zaneratto.

O Brasil conseguiu equilibrar as ações e teve alguns contra-ataques, mas não teve êxito. Aos 45, Gio Garbelini teve grande chance, cara a cara com McGlynn, mas o chute por cobertura saiu fraco e a goleira conseguiu a defesa.

Nos acréscimos, a meia Jaedyn Shaw, após outro bate-rebate, desperdiçou a oportunidade do empate quase na pequena área, chutando por cima da meta. Apito final e festa dos mais de 31 mil torcedores presentes na Neo Química Arena.

Vitória vira sobre Fortaleza e conquista o penta da Copa do Nordeste

Logo Agência Brasil

Pela quinta vez na história, a Copa do Nordeste é do Esporte Clube Vitória. Neste sábado (6), o Leão rubro-negro derrotou o Fortaleza por 2 a 1 no Barradão, em Salvador, repetindo o placar do triunfo no jogo de ida, na última terça-feira (2), na Arena Castelão, na capital cearense.

Campeão em 1997, 1999, 2003, 2010 e, agora, 2026, o time comandado por Jair Ventura retoma o posto de maior vencedor da competição, perdido no ano passado para o arquirrival Bahia, a quem volta a igualar.

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O Leão do Pici, que tinha ficado com a taça nas três ​anteriores em que decidiu o torneio (2019, 2022 e 2024), amargou um inédito vice-campeonato.

Nas contas do Vitória, porém, este é o sexto título e, não, o quinto. O clube entende que o Torneio José Américo de Almeida Filho, de 1976, organizado pela Federação Paraibana de Futebol, tem o peso de uma Copa do Nordeste.

Há um pleito junto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), realizado em 2021 e que também envolve o Náutico, pelo reconhecimento de conquistas regionais anteriores a 1994.

Prêmio

Com o título, o Leão rubro-negro garante vaga antecipada à terceira fase da Copa do Brasil do ano que vem. Além disso, o clube assegurou, durante a campanha, um acumulado de R$ 6,5 milhões, sendo R$ 1 milhão pelo triunfo na decisão.

O herói do penta foi Emmanuel Martínez. Aos 26 minutos do segundo tempo, quando o Vitória perdia por 1 a 0 graças a um gol de Luiz Fernando na etapa inicial, o também atacante Erick bateu escanteio rasteiro pela direita e o meia argentino, livre, próximo da entrada da área, chutou de primeira, no ângulo direito do goleiro João Ricardo.

O Fortaleza se lançou com tudo ao ataque para recuperar a vantagem de um gol e, pelo menos, levar a decisão para os pênaltis, sem sucesso.

Pelo contrário. Aos 45, Martínez afastou a bola com um chutão desde o campo de defesa e deu o contra-ataque para Renato Kayzer. O centroavante invadiu a área e bateu rasteiro para virar o placar e decretar o título.

Invicto, Brasil enfrenta campeãs olímpicas na Liga das Nações de Vôlei

Logo Agência Brasil

A semana de abertura da Liga das Nações de vôlei feminino termina neste domingo (7). A seleção brasileira, uma das anfitriãs da primeira sequência de jogos do torneio, tem pela frente a Itália, atual campeã olímpica e líder do ranking mundial, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, às 14h30 (horário local). O canal da Federação Internacional da modalidade (FIVB) transmite a partida ao vivo.

Na primeira fase da Liga das Nações, que reúne 18 seleções, as equipes fazem 12 jogos em três sedes diferentes, com quatro partidas em cada. Além de receber os duelos desta primeira semana, o Brasil terá confrontos em Ancara (Turquia) e Osaka (Japão). As oito melhores campanhas vão à fase final, em Macau, região administrativa pertencente à China.

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O duelo contra as italianas será o quarto e último do Brasil nesta sequência em casa, em que a seleção comandada por José Roberto Guimarães acumula três vitórias em três jogos. A mais recente na tarde deste sábado (6), sobre a Bulgária, por 3 sets a 0, com parciais de 25/23, 25/17 e 25/13, diante de aproximadamente nove mil torcedores no ginásio da capital federal.

A oposta Tainara, com 14 pontos (11 de ataque e três aces - quando a jogadora saca e as adversárias não evitam que a bola atinja a quadra), foi o principal nome do Brasil na partida. As centrais Júlia Kudiess e Diana também se destacaram, atingindo, cada uma, a marca de cem pontos de bloqueio na história da Liga das Nações, disputada desde 2018.

As vitórias anteriores foram conquistadas sobre Holanda e República Dominicana, nas últimas quarta-feira (3) e quinta-feira (4), ambas por 3 sets a 1. As brasileiras perseguem um título inédito, após três vice-campeonatos, em 2021, 2022 e 2025. No ano passado, o revés na decisão foi justamente para a Itália.

Conversa com o Autor homenageia poeta amazonense Thiago de Mello

By: EBC
6 June 2026 at 20:35

Logo Agência Brasil

Vai ao ar neste domingo (7), às 12h30, na Rádio MEC, mais uma edição inédita do Conversa com o Autor. A jornalista Katy Navarro entrevista o poeta, educador e compositor Thiago Thiago de Mello, em programa que celebra o centenário de seu pai, o ícone da literatura Thiago de Mello (1926-2022), e seu primeiro livro de poesias, Uma varanda no meio do rio

Thiago Thiago de Mello nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criado na Amazônia, ao lado do Rio Andirá, que banha Barreirinha, cidade no interior amazonense onde nasceu seu pai.

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Durante o programa, ele conta como surgiu a ideia de escrever um livro durante a pandemia que apresenta textos, poemas e letras de músicas, além de cartas, e-mails, bilhetes e fotos de seus antepassados.  

Thiago também festeja o centenário de nascimento do pai, autor de livros célebres que marcaram a literatura brasileira, como Faz escuro mas eu canto, Os Estatutos do Homem e Silêncio e Palavra.

Amadeu Thiago de Mello foi um jornalista e diplomata que foi preso durante a ditadura e se exilou no Chile, onde conheceu Pablo Neruda e Paulo Freire, figuras históricas que influenciaram sua obra. 

Em paralelo ao trabalho na literatura, Thiago Thiago de Mello também está lançando o seu sexto álbum musical, intitulado Nada vai sumir, no qual canta sobre a Amazônia, o poder da memória e a impermanência.  

Sobre o Conversa com o Autor 

Apresentado e produzido pela jornalista Katy Navarro, são quase 30 minutos de uma conversa que gira em torno dos lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros. Em 2023, o programa completou uma década. 

Os episódios da nova temporada também ficam disponíveis em formato de videocast no canal da emissora pública no YouTube. 

Sobre a Rádio MEC 

Conhecida de norte a sul do país como "A Rádio de Música Clássica do Brasil", a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos. 

A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa. 

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC. 

Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537. 

Rádio MEC na internet e nas redes sociais 

Site: https://radios.ebc.com.br 
Instagram: https://www.instagram.com/radiomec
Spotify: https://open.spotify.com/user/radiomec 
YouTube: https://www.youtube.com/radiomec 
Facebook: https://www.facebook.com/radiomec 
X: https://x.com/radiomec 
WhatsApp: (21) 99710-0537 

Como sintonizar a Rádio MEC 

Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz 
Belo Horizonte: FM 87,1 MHz 
Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz 
Parabólica - Star One C2 - 3748,00 MHz - Serviço 3 
Celular - App Rádios EBC para Android e iOS 

Ministro do Esporte entrega marco regulatório da Copa Feminina à Fifa

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O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, apresentou ao presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, o marco regulatório completo da Copa do Mundo Feminina de 2027, sancionado na terça-feira passada (2) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro foi em Miami (Estados Unidos), na última sexta-feira (5).

Na reunião, Cordeiro também mostrou o andamento de ações para a realização do evento em solo brasileiro, com a conclusão das inspeções técnicas nas oito sedes do torneio. Estão confirmadas as cidades do Rio de Janeiro (Maracanã), Salvador (Casa de Apostas Arena Fonte Nova), São Paulo (Neo Química Arena), Belo Horizonte (Mineirão), Brasília (Arena Mané Garrincha), Fortaleza (Arena Castelão), Porto Alegre (Beira-Rio) e Recife (Arena de Pernambuco).

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"O Brasil está cumprindo todos os compromissos assumidos desde a candidatura. A sanção do marco regulatório representa um passo decisivo para garantir segurança jurídica, organização e excelência na realização do torneio. Estamos construindo as condições para fazer da Copa do Mundo Feminina de 2027 um marco para o esporte brasileiro e para o futebol feminino mundial", afirmou o ministro, em comunicado enviado pelo Ministério do Esporte.

Infantino afirmou que a federação tem confiança de que o evento "será um sucesso".

"Teremos um impacto mundial incrível, que vai mudar o esporte feminino, porque será no Brasil. Fifa e Brasil estão juntos nessa missão", completou Infantino, no mesmo comunicado à imprensa.

A Copa Feminina será realizada entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. Além do Brasil, mais dez seleções já estão confirmadas. Seis delas se credenciaram por meio da Copa da Ásia: Austrália, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Filipinas e Japão. A Nova Zelândia venceu as eliminatórias da Oceania e a Alemanha, na última sexta-feira (5), tornou-se o primeiro classificado na Europa.

Também na sexta, Argentina e Colômbia asseguraram as respectivas vagas restando ainda uma rodada para o fim da Liga das Nações, eliminatória da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) para definir os dois países classificados ao Mundial e outros dois que vão para uma repescagem internacional, prevista para ocorrer entre novembro e fevereiro. Venezuela, Equador, Paraguai e Peru ainda estão na briga.

Guto Miguel se torna 1º brasileiro campeão juvenil em Roland Garros

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O goiano Luiz Augusto Queiroz Miguel, de 17 anos, fez história em Paris (França) neste sábado (6). Guto, como é conhecido, tornou-se o primeiro brasileiro a ser campeão de simples entre os juvenis em Roland Garros, um dos quatro principais torneios do tênis mundial, os Grand Slams - os demais são o Aberto da Austrália, Wimbledon (Grã-Bretanha) e US Open (Estados Unidos).

O tenista, que iniciou a competição em quarto no ranking mundial de juvenis, superou, na decisão, o norte-americano Michael Antonius por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/4. Com o resultado, ele assumirá a primeira colocação da lista da Federação Internacional de Tênis (ITF, sigla em inglês) entre os atletas até 18 anos.

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Guto já havia se tornado apenas o quarto brasileiro a chegar em uma decisão de simples em Roland Garros no juvenil. O último havia sido o paulista Luís Felipe Tavares, em 1967.

Com o título, ele repetiu os feitos de outros três brasileiros que conseguiram títulos de Grand Slam na categoria juvenil em simples: o alagoano Tiago Fernandes (Aberto da Austrália, em 2010), o paranaense Thiago Wild (US Open, em 2018) e o carioca João Fonseca (US Open, em 2023).

"Sei que é um torneio juvenil, sei o que é ser o número um do mundo juvenil, mas ainda existe muito pela frente na minha carreira. É importante aproveitar esse momento, mas manter os pés no chão e continuar trabalhando", afirmou Guto, que ocupa o 829º lugar do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), em comunicado à imprensa.

Guto chegou à final superando o compatriota Leonardo Storck, por 2 sets a 1 (6/1, 3/6 e 6/2), em semifinal disputada na sexta-feira (5).

Número 56 do ranking juvenil antes de Roland Garros, o mato-grossense Storck, de 17 anos, foi convidado para o Grand Slam após vencer o Junior Series, torneio realizado em São Paulo no mês de abril, em parceria das Confederações Brasileira (CBT) e Sul-Americana (Cosat) com a Federação Francesa de Tênis (FFT). Entre os profissionais, ele ocupa a 1782ª posição.

Outra promessa a se destacar em Paris foi Victoria Barros. A potiguar de 16 anos, terceira do mundo entre as tenistas até 18 anos, foi semifinalista em Roland Garros, perdendo da chinesa Xinran Sun, na sexta, por 2 sets a 0 (6/2 e 6/3). Ela foi a primeira brasileira desde a paulista Dadá Vieira, em 1987, a ir tão longe em um Grand Slam juvenil em simples. No ranking da Associação de Tênis Feminino, Victoria está na 968ª colocação.

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