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Jerônimo encaminha indicação de Camila Vasquez Negromonte ao TCM-BA

7 June 2026 at 18:38
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) oficializou a indicação da procuradora do Ministério Público de Contas (MPC), Camila Vasquez, para o cargo de conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). Conforme apurado pelo A TARDE com deputados governistas, um ofício com a orientação foi enviado à Assembleia Legislativa (Alba) e pode ser publicado no Diário Oficial da Casa nesta segunda-feira, 8.Além de procuradora do MPC, Camila Vasquez é esposa do deputado federal Mário Negromonte Júnior (PSB). Caso aprovada, ela irá ocupar a vaga deixada pelo seu sogro, o ex-deputado federal Mário Negromonte, que se aposentou compulsoriamente da cadeira em julho do ano passado. Camila Vasquez e Mário Negromonte Jr - Foto: Divulgação | Valtério Pacheco A indicação veio 10 meses após o governador receber uma lista tríplice do TCM-BA com os nomes possíveis para o cargo. A composição também contava com o procurador Guilherme Costa Macêdo e a procuradora Aline Paim Monteiro do Rego.A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Victor Pinto e confirmada pelo portal A TARDE.SabatinaSeguindo o Regimento Interno da Alba, a indicação de Camila Vasquez deverá ser apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que é presidida pelo deputado Robinson Almeida (PT). Uma fonte da reportagem apontou que existe a possibilidade da procuradora ser sabatinada já na próxima terça, 9, mas afirmou que o martelo será batido em reunião amanhã pela manhã. Leia Também: INVESTIMENTOS Jerônimo autoriza mais de R$ 135 milhões em obras para sete cidades baianas TARIFAÇO DOS EUA Jerônimo Rodrigues reage a tarifaço dos EUA e acusa oposição de jogar contra o país EM SANTA BRÍGIDA TCM-BA apura supostos contratos familiares de R$ 2,5 mi em prefeitura Questionado se pode ocorrer uma possível resistência para a discussão da indicação de Camila, a fonte relatou que a apreciação em plenário “não será unânime”, mas deve passar sem grandes dificuldades.“Além do governo ser maioria, ela [Camila] é um nome técnico que preenche todos os requisitos”, contou.Aprovação recenteNo último dia 26, o plenário da Alba aprovou a indicação do deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) para o cargo de conselheiro do TCM-BA. O parlamentar, que era candidato único ao posto, recebeu 51 votos favoráveis dos 53 deputados votantes.Apesar da aprovação, a indicação de Adolfo só será encaminhada ao governador, após a aposentadoria do conselheiro Francisco Netto.Na época, A=a reportagem apurou que houve uma movimentação política desenhada para dar a Adolfo uma "saída honrosa", com uma votação histórica para o TCM-BA. A articulação ocorreu em razão do deputado ter sido afastado da presidência pelo STF em fevereiro de 2025.Mandato de Jerônimo bate recordeCom a indicação de Camila, o mandato de Jerônimo Rodrigues deve se tornar o que acumulou o maior número de indicações ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia desde a criação do órgão, em 1971, pelo então governador Luiz Viana Filho.Com os dois nomes atualmente articulados para a Corte, o petista tende a alcançar a marca de cinco conselheiros encaminhados desde o início de sua gestão, em janeiro de 2023.As indicações, no entanto, não entram necessariamente na “cota pessoal” do chefe de Jerônimo. Conforme a Constituição Federal, os governadores têm direito a indicar um terço da composição dos Tribunais de Contas. Contudo, dentro dessa proporção, a cada três membros, dois devem ser obrigatoriamente escolhidos entre auditores de carreira e membros do MPC, restando apenas uma vaga de livre escolha do governador.Os dois terços restantes são de prerrogativa da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), à qual cabe preencher quatro das sete cadeiras do tribunal pleno.

Jerônimo diz que saúde, educação integral e juventude são prioridades

7 June 2026 at 17:21
O governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou neste domingo (7), durante plenária territorial do Programa de Governo Participativo (PGP 2026), em Ipirá, que um eventual novo mandato terá como foco a ampliação da saúde regional, da educação integral, das políticas de proteção às mulheres e da geração de oportunidades para a juventude do interior.Durante o encontro, que reuniu lideranças políticas, movimentos sociais e representantes de 15 municípios da Bacia do Jacuípe, Jerônimo também apresentou um balanço dos investimentos realizados na região entre 2023 e março de 2026, que, segundo o governo estadual, somam R$ 913,8 milhões. Leia Também: CONJUNTURA POLÍTICA A batalha dos PGPs na Bahia BAHIA Em Itaberaba, Jerônimo defende avanço das políticas públicas na Bahia APOIO Presidente da UPB projeta votação recorde para reeleição de Jerônimo Rodrigues Ao defender a continuidade da participação popular na definição das prioridades estaduais, o governador afirmou que a ampliação de serviços públicos no interior contribui para reduzir desigualdades regionais.“Quando a gente leva escola de tempo integral, estrutura os serviços de saúde, leva água e a Casa da Mulher para uma cidade do interior, a gente está dizendo para aquela família que ela não precisa ir embora para ter direito. O direito chega onde a pessoa mora. É isso que muda a vida de verdade”, declarou.Movimentos sociais participam de PGPDurante a plenária, representantes de movimentos sociais e da juventude também defenderam a ampliação de políticas públicas na região. Representando movimentos sociais, Gildeane Mota relembrou dificuldades enfrentadas durante a infância na zona rural de Quixabeira e afirmou que a chegada de infraestrutura mudou a realidade local.“Eu fui criada quebrando licuri e carregando água na cabeça. Hoje, na comunidade onde nasci, a água chega na torneira. Pode parecer simples para muita gente, mas para quem viveu aquilo significa dignidade. É a prova de que a política pública muda a vida das pessoas”, afirmou.Ela também defendeu novos investimentos na região, incluindo a implantação da Casa da Mulher Baiana e a ampliação da oferta de ensino superior.Demandas serão utilizadas Ao encerrar o evento, Jerônimo afirmou que pretende utilizar as demandas apresentadas durante os encontros territoriais como base para elaboração do programa de governo.“Eu vim para prestar contas, ouvir o que ainda falta e transformar essa escuta em compromisso de governo. O que já foi entregue prova que nossa palavra tem lastro. Agora é avançar mais, com o povo dizendo qual deve ser o próximo passo”, afirmou.As plenárias fazem parte da metodologia do PGP 2026, que reúne encontros presenciais e participação digital para definir prioridades que deverão compor o próximo programa de governo estadual.

Justiça impõe multa de R$ 100 mil por hora a ACM Neto

7 June 2026 at 17:01
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) endureceu as medidas contra o descumprimento de uma decisão judicial envolvendo a campanha eleitoral em Camaçari.Neste sábado, 26, o desembargador Maurício Kertzman Szporer determinou que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e os então candidatos Flávio Matos (União Brasil) e Professora Angélica (PP), publiquem, em até uma hora, o direito de resposta concedido ao candidato Luiz Caetano (PT) em suas redes sociais.A determinação está relacionada a publicações feitas durante o pleito de 2024 que, segundo a Justiça Eleitoral, continham informações falsas associando Caetano a episódios de violência. Diante do descumprimento de uma ordem anterior, o magistrado estabeleceu novas sanções para garantir a efetivação da medida.Entre as penalidades impostas, está a aplicação de multa de R$ 100 mil por hora em caso de atraso no cumprimento da decisão. O desembargador também autorizou a suspensão dos perfis dos envolvidos nas redes sociais caso a ordem judicial continue sendo ignorada. Leia Também: BATE-BOCA NOS EUA VÍDEO: Trump se irrita, joga microfone e abandona entrevista nos EUA IRREGULARIDADES NO MEC TCU arquiva pedido de Flávio Bolsonaro contra nora de Lula VÍDEO Jerônimo Rodrigues celebra penta do Vitória na Copa do Nordeste Entenda a nova determinação da JustiçaA nova determinação ocorre após ACM Neto, Flávio Matos e Professora Angélica não atenderem a uma decisão proferida anteriormente pela juíza eleitoral Maria Claudia Salles Parente, da 170ª Zona Eleitoral.Na ocasião, o direito de resposta havia sido concedido a Luiz Caetano com prazo de 36 horas para publicação do conteúdo, mas a medida não foi executada dentro do período estabelecido.Em seu despacho, Maurício Kertzman Szporer ainda alertou para possíveis consequências adicionais decorrentes do descumprimento da ordem judicial. Segundo a decisão, além das multas previstas, a conduta pode resultar na adoção de outras medidas legais, incluindo eventual enquadramento por crime de desobediência previsto na legislação eleitoral.

Hugo Pereira entra na corrida à liderança do PS Algarve com foco na habitação e no desenvolvimento regional

7 June 2026 at 18:47

O presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira, formalizou a sua candidatura à liderança da Federação do Algarve do Partido Socialista (PS), apresentando-se aos militantes com a ambição de reforçar a capacidade do partido para responder aos principais desafios da região. A eleição está agendada para os dias 19 e 20 de junho.

Sob o lema “Sim, pelo Algarve e pelos algarvios, vamos conseguir!”, o autarca lacobrigense propõe uma estratégia assente na proximidade às populações, na valorização do território e na construção de soluções para problemas que continuam a marcar a realidade algarvia.

Entre as prioridades destacadas por Hugo Pereira encontram-se o acesso à habitação, a melhoria dos rendimentos das famílias e a concretização de investimentos estruturantes considerados essenciais para o desenvolvimento económico e social da região. O candidato defende igualmente uma maior capacidade de afirmação do Algarve junto dos centros de decisão nacionais.

A candidatura surge num momento de reflexão interna para os socialistas algarvios, após resultados eleitorais que evidenciaram um afastamento de parte do eleitorado. Nesse contexto, Hugo Pereira considera fundamental reforçar a ligação entre o partido e os cidadãos, promovendo uma maior escuta das preocupações das comunidades locais.

Com uma longa ligação à vida política e autárquica de Lagos, onde exerce atualmente o cargo de presidente da Câmara Municipal, o candidato apresenta a sua experiência de gestão pública como um dos principais ativos para liderar a estrutura regional do partido.

O atual líder da Federação do Algarve do PS, Luís Graça, já manifestou apoio à candidatura, considerando que Hugo Pereira reúne condições para fortalecer a influência política dos socialistas na região.

Caso seja eleito, Hugo Pereira assumirá a condução da estrutura regional do PS num período que poderá ser determinante para a preparação dos próximos ciclos eleitorais e para a definição de propostas destinadas a responder aos desafios do Algarve, desde a habitação e mobilidade até à gestão dos recursos hídricos e à competitividade económica.

As eleições para a Federação Regional do Algarve do Partido Socialista realizam-se dentro de duas semanas, num processo que será acompanhado com atenção pelos militantes e pelos agentes políticos da região.

VÍDEO: Trump se irrita, joga microfone e abandona entrevista nos EUA

7 June 2026 at 16:45
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interrompeu abruptamente uma entrevista exclusiva ao programa Meet the Press, da NBC News, que foi ao ar neste domingo, 7 de junho de 2026. O chefe de Estado se desentendeu com a apresentadora Kristen Welker e abandonou o cenário da gravação após ser pressionado a apresentar provas sobre suas recorrentes alegações de fraudes eleitorais.A gravação mostra a jornalista cobrando que Trump apresentasse provas das acusações de que a eleição de 2020, que resultou na derrota do republicano, foi fraudada, com irregularidades na contagem de votos na Califórnia. Após o desafio, o chefe de Estado se enfureceu e acusou alguns veículos de imprensa de serem “corruptos” e “desonestos”. Leia Também: COPA DO MUNDO Vídeo: Astro dinamarquês desmaia em campo e amistoso é encerrado; assista ECONOMIA Brasil tenta acordo para evitar tarifa de 25% dos EUA sobre importações TARIFAÇO DOS EUA Indústria baiana prevê perda na petroquímica e ferroligas com tarifaço “Suas eleições são corruptas e você é corrupta. O Meet the Press é corrupto, assim como a ABC, a CBS e a CNN. Uma emissora parcial e corrupta. Vamos encerrar por aqui pois já estou satisfeito. (...) Um país nunca pode ser grande com uma imprensa desonesta”, disparou Trump em discussão com a apresentadora.Confira o momento: Os temasA entrevista ocorreu no estado de Wisconsin, localizado no centro-oeste do EUA, na sexta-feira, 5. Durante a conversa de quase 40 minutos, também foram tratados temas como a invasão do Capitólio, criação do fundo de US$ 1,8 bilhão “anti-armamento” criado pelo Departamento de Justiça.Sites estadunidenses afirmam que Trump teria se irritado com o teor da entrevista, que rebatia as propostas do governo e cobrava posicionamentos considerados "polêmicos". Além disso, o norte-americano estava insatisfeito com um dia de fortes chuvas durante a agenda presidencial no estado.

TCU arquiva pedido de Flávio Bolsonaro contra nora de Lula

7 June 2026 at 14:44
O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou uma representação apresentada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que pedia investigação sobre a destinação de recursos públicos federais envolvendo a empresa Life Tecnologia Educacional, citada em investigações da Polícia Federal sobre supostas irregularidades no Ministério da Educação.Na ação, Flávio questionava a aplicação de verbas federais e apontava supostos indícios de favorecimento indevido à empresa. Segundo investigações da Polícia Federal, Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), era apontada como uma das pessoas que atuavam junto à empresa nas tratativas envolvendo o ministério, então comandado por Camilo Santana (PT-CE). Leia Também: ANTES DA COPA Lula desafia bolsonarismo e adota camisa amarela da Seleção Brasileira POLÍTICA STM marca julgamento de recurso que pode custar patente de Bolsonaro ESCALA 6X1 PEC do fim da escala 6x1 entra em semana decisiva no Senado A PF investiga a suspeita de que ela teria facilitado a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e usado o nome de Lula para conseguir acesso a integrantes do MEC.Sem elementosAo analisar o pedido, o TCU concluiu que não havia elementos suficientes para justificar a abertura de um procedimento próprio na Corte de Contas.“(...) A peça inicial não apresenta indícios mínimos suficientes de irregularidade ou ilegalidade, pois se fundamenta essencialmente em matérias jornalísticas, desacompanhadas de documentos aptos a individualizar fatos, identificar procedimentos licitatórios ou contratos específicos e delimitar eventuais responsabilidades”, afirmou o tribunal.Com a decisão, o pedido formulado por Flávio Bolsonaro foi arquivado, mas as investigações conduzidas pela Polícia Federal e outros órgãos responsáveis continuam normalmente.

TCU pedido de investigação de Flávio Bolsonaro contra nora de Lula

7 June 2026 at 14:44
O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou uma representação apresentada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que pedia investigação sobre a destinação de recursos públicos federais envolvendo a empresa Life Tecnologia Educacional, citada em investigações da Polícia Federal sobre supostas irregularidades no Ministério da Educação.Na ação, Flávio questionava a aplicação de verbas federais e apontava supostos indícios de favorecimento indevido à empresa. Segundo investigações da Polícia Federal, Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), era apontada como uma das pessoas que atuavam junto à empresa nas tratativas envolvendo o ministério, então comandado por Camilo Santana (PT-CE). Leia Também: ANTES DA COPA Lula desafia bolsonarismo e adota camisa amarela da Seleção Brasileira POLÍTICA STM marca julgamento de recurso que pode custar patente de Bolsonaro ESCALA 6X1 PEC do fim da escala 6x1 entra em semana decisiva no Senado A PF investiga a suspeita de que ela teria facilitado a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e usado o nome de Lula para conseguir acesso a integrantes do MEC.Sem elementosAo analisar o pedido, o TCU concluiu que não havia elementos suficientes para justificar a abertura de um procedimento próprio na Corte de Contas.“(...) A peça inicial não apresenta indícios mínimos suficientes de irregularidade ou ilegalidade, pois se fundamenta essencialmente em matérias jornalísticas, desacompanhadas de documentos aptos a individualizar fatos, identificar procedimentos licitatórios ou contratos específicos e delimitar eventuais responsabilidades”, afirmou o tribunal.Com a decisão, o pedido formulado por Flávio Bolsonaro foi arquivado, mas as investigações conduzidas pela Polícia Federal e outros órgãos responsáveis continuam normalmente.

Jerônimo Rodrigues celebra penta do Vitória na Copa do Nordeste

7 June 2026 at 14:06
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), usou as redes sociais, no sábado, 6, para celebrar o pentacampeonato do Vitória, clube do coração, na Copa do Nordeste. O Leão da Barra chegou ao quinto título do torneio após bater o Fortaleza por 2x1, de virada, em duelo no Barradão.Em postagem no X (antigo Twitter), o petista afirmou que a conquista, além de mais uma taça para a galeria do clube, é motivo de orgulho para a nação rubro-negra."Campeão do Nordeste! Mais uma taça pra nossa história, mais uma estrela no peito e mais um motivo de orgulho para a Nação Rubro-Negra. Parabéns, Vitória! Vamo lá, Leão!", escreveu Jerônimo na legenda do vídeo. Campeão do Nordeste! 🏆❤️🖤Mais uma taça pra nossa história, mais uma estrela no peito e mais um motivo de orgulho para a Nação Rubro-Negra.Parabéns, Vitória! Vamo lá, Leão! 🦁 pic.twitter.com/rmJHWCMG7Y— Jerônimo Rodrigues (@Jeronimoba13) June 6, 2026Avanço nas políticas públicasO governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que o avanço das políticas públicas mudou a vida da população do estado. A declaração foi dada durante discurso na plenária territorial do Programa de Governo Participativo (PGP), neste sábado (6), em Itaberaba, na Chapada Diamantina.Na oportunidade, ele relembrou os investimentos feitos pela gestão estadual na área de saneamento e fez uma comparação do atual cenário com a realidade vivida por muitas famílias do interior baiano, há 40 ou 50 anos, quando água era uma das primeiras e mais urgentes demandas. Leia Também: APOIO Presidente da UPB projeta votação recorde para reeleição de Jerônimo Rodrigues BAHIA Prefeito do União Brasil elogia Jerônimo e oposição liga alerta BAHIA Jerônimo recebe título e anuncia R$ 23 milhões em obra no interior "Se uma plenária como essa tivesse acontecido há 40 ou 50 anos, as prioridades seriam muito diferentes das apresentadas atualmente. Se aqui estivessem os pais da gente, os avós e os bisavós, um dos primeiros pedidos seria água. Mas nem seria água tratada, porque muita gente nem sabia o que era água tratada", afirmou o titular do Palácio de Ondina."A água era disputada em açudes, tanques e barreiros. Era a mesma água que os animais bebiam, se banhavam… E ainda existia a dependência dos carros-pipa que só chegavam na casa de quem apoiava determinados grupos políticos”, acrescentou o governador.

Peru elege neste domingo 9º presidente em dez anos de crise política

Logo Agência Brasil

Os cerca de 27 milhões de eleitores do Peru vão às urnas neste domingo (7) para eleger o nono presidente em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e seis foram destituídos pelo poderoso parlamento peruano, tido como o poder de fato no país vizinho.

Neste domingo, enfrentam-se no 2º turno a direitista Keiko Fujimori, que teve 17,1% dos votos no 1º turno, e o esquerdista Roberto Sánchez Palomino, que fechou a primeira votação com 12,0% dos votos.

Notícias relacionadas:

Apesar da vantagem no primeiro turno da filha do ex-ditador do Peru Alberto Fujimori (1990-2000), analistas apontam para um cenário de incerteza no resultado da eleição presidencial.

O antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ressaltou à Agência Brasil que a presença da Fujimori cria uma polarização na eleição peruana.

“Essa polarização natural tem a ver com as últimas décadas e é possível que novos votos anti-Fujimori apareçam. Sanchéz tem conseguido representar o legado do anti-fujimorismo que é uma força política que eu acredito que é majoritária”, comentou.

Ao mesmo tempo que herda os votos do pai Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos - o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas - Keiko também herda a rejeição ao antigo presidente.

Já o deputado Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, de quem foi ministro, tem prometido uma reforma constitucional para enterrar a Carta Magna herdada do fujimorismo, além de defender reformas sociais para ampliação de direitos.

“Ele pegou o chapéu do Castillo [símbolo ligado aos setores rurais do país]. Também representa o voto do interior que é mais difícil de medir nas pesquisas”, completou.

O ex-presidente Pedro Castillo venceu a eleição de 2021 contra a Keiko Fujimori, mas acabou destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima do poderoso parlamento peruano por representar o voto da população rural e indígena do país.

Geopolítica do Peru

A eleição deste domingo no Peru é mais uma a influenciar a correlação de forças no continente, que tem pendido para um alinhamento mais estreito com os Estados Unidos (EUA), como visto em Equador, Bolívia, Argentina e Chile.

O especialista em política na América Latina Salvador Schavelzon avalia que a vitória de Fujimori deve resultar nesse alinhamento mais estreito não só com os Estados Unidos de Donald Trump, mas também com toda extrema-direita do continente.

Por outro lado, Schavelzon pondera que a vitória de Sanchéz não deve representar uma ruptura com Washington ou com os governos de direita da região devido, entre outros motivos, a fragilidade dos governos progressistas e nacionalistas na América do Sul, ainda incapazes de criar um polo “anti-imperialista” na região.

“Ele vem de uma prática política mais pragmática. O interesse dele, caso ganhe, vai ser se consolidar, o que vai ser difícil por ter muita oposição no Congresso, que já vãi tentar desestabilizá-lo. Acho que ele não vai ter como prioridade buscar uma posição geopolítica diferente porque nem tem possibilidades, nem um contexto para ele fazer essa escolha”, concluiu.

Crise política

O último presidente do Peru que cumpriu o mandato foi Ollanta Humala (2011-2016). Em seu governo, estourou o escândalo de corrupção envolvendo a empresa brasileira Odebrecht.

Em 2025, ele foi condenado a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro. Ele sempre negou as acusações, que considera fruto de perseguição política. Hoje está preso em Lima. 

Outro ex-presidente preso é Pedro Castillo, condenado a mais de 11 anos de prisão por tentativa de golpe e rebelião. 

Em seu lugar, assumiu a vice Dina Boluarte, que reprimiu com violência as manifestações contra a destituição de Castillo, com um saldo de 49 pessoas mortas, segundo cálculo da Anistia Internacional. 

Com baixíssima aprovação popular, Boluarte acabou destituída pelo Congresso no dia 10 de outubro de 2025. No lugar, assumiu o presidente do Parlamento no Peru, José Jerí, em uma gestão que durou apenas quatro meses. 

Em 17 de fevereiro do mesmo ano, o Congresso destituiu Jerí, vindo a assumir o cargo interinamente José María Balcázar Zelada por eleição indireta do poderoso Parlamento peruano. 

Peru elege neste domingo 9º presidente em dez anos de crise política

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Os cerca de 27 milhões de eleitores do Peru vão às urnas neste domingo (7) para eleger o nono presidente em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e seis foram destituídos pelo poderoso parlamento peruano, tido como o poder de fato no país vizinho.

Neste domingo, enfrentam-se no 2º turno a direitista Keiko Fujimori, que teve 17,1% dos votos no 1º turno, e o esquerdista Roberto Sánchez Palomino, que fechou a primeira votação com 12,0% dos votos.

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Apesar da vantagem no primeiro turno da filha do ex-ditador do Peru Alberto Fujimori (1990-2000), analistas apontam para um cenário de incerteza no resultado da eleição presidencial.

O antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ressaltou à Agência Brasil que a presença da Fujimori cria uma polarização na eleição peruana.

“Essa polarização natural tem a ver com as últimas décadas e é possível que novos votos anti-Fujimori apareçam. Sanchéz tem conseguido representar o legado do anti-fujimorismo que é uma força política que eu acredito que é majoritária”, comentou.

Ao mesmo tempo que herda os votos do pai Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos - o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas - Keiko também herda a rejeição ao antigo presidente.

Já o deputado Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, de quem foi ministro, tem prometido uma reforma constitucional para enterrar a Carta Magna herdada do fujimorismo, além de defender reformas sociais para ampliação de direitos.

“Ele pegou o chapéu do Castillo [símbolo ligado aos setores rurais do país]. Também representa o voto do interior que é mais difícil de medir nas pesquisas”, completou.

O ex-presidente Pedro Castillo venceu a eleição de 2021 contra a Keiko Fujimori, mas acabou destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima do poderoso parlamento peruano por representar o voto da população rural e indígena do país.

Geopolítica do Peru

A eleição deste domingo no Peru é mais uma a influenciar a correlação de forças no continente, que tem pendido para um alinhamento mais estreito com os Estados Unidos (EUA), como visto em Equador, Bolívia, Argentina e Chile.

O especialista em política na América Latina Salvador Schavelzon avalia que a vitória de Fujimori deve resultar nesse alinhamento mais estreito não só com os Estados Unidos de Donald Trump, mas também com toda extrema-direita do continente.

Por outro lado, Schavelzon pondera que a vitória de Sanchéz não deve representar uma ruptura com Washington ou com os governos de direita da região devido, entre outros motivos, a fragilidade dos governos progressistas e nacionalistas na América do Sul, ainda incapazes de criar um polo “anti-imperialista” na região.

“Ele vem de uma prática política mais pragmática. O interesse dele, caso ganhe, vai ser se consolidar, o que vai ser difícil por ter muita oposição no Congresso, que já vãi tentar desestabilizá-lo. Acho que ele não vai ter como prioridade buscar uma posição geopolítica diferente porque nem tem possibilidades, nem um contexto para ele fazer essa escolha”, concluiu.

Crise política

O último presidente do Peru que cumpriu o mandato foi Ollanta Humala (2011-2016). Em seu governo, estourou o escândalo de corrupção envolvendo a empresa brasileira Odebrecht.

Em 2025, ele foi condenado a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro. Ele sempre negou as acusações, que considera fruto de perseguição política. Hoje está preso em Lima. 

Outro ex-presidente preso é Pedro Castillo, condenado a mais de 11 anos de prisão por tentativa de golpe e rebelião. 

Em seu lugar, assumiu a vice Dina Boluarte, que reprimiu com violência as manifestações contra a destituição de Castillo, com um saldo de 49 pessoas mortas, segundo cálculo da Anistia Internacional. 

Com baixíssima aprovação popular, Boluarte acabou destituída pelo Congresso no dia 10 de outubro de 2025. No lugar, assumiu o presidente do Parlamento no Peru, José Jerí, em uma gestão que durou apenas quatro meses. 

Em 17 de fevereiro do mesmo ano, o Congresso destituiu Jerí, vindo a assumir o cargo interinamente José María Balcázar Zelada por eleição indireta do poderoso Parlamento peruano. 

STM marca julgamento de recurso que pode custar patente de Bolsonaro

7 June 2026 at 12:31
O Superior Tribunal Militar (STM) marcou para o próximo dia 24 de junho o julgamento de um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma ação que pode resultar na perda de sua patente de capitão reformado.O recurso questiona a participação do ministro brigadeiro Joseli Parente Camelo no processo. Os advogados de Bolsonaro alegam que o magistrado não teria imparcialidade para atuar no caso por ter se manifestado publicamente sobre o julgamento do ex-presidente relacionado aos atos de 8 de janeiro.O pedido de afastamento foi negado pela presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, que entendeu não haver motivos legais para reconhecer a suspeição do ministro. Diante da decisão, a defesa recorreu ao plenário da Corte Militar.O processo foi aberto após a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão. A ação não discute a condenação criminal, mas avalia se o ex-presidente reúne condições para manter a patente militar conquistada durante sua carreira no Exército. Leia Também: ESCALA 6X1 PEC do fim da escala 6x1 entra em semana decisiva no Senado POLÍTICA Ponte Salvador-Itaparica: deputado detona oposição: "Torcem contra" INCLUSÃO Governo da Bahia anuncia ampliação de ações voltadas ao autismo Caso seja considerado indigno para o oficialato, Bolsonaro poderá perder a patente de capitão reformado. Nessa hipótese, os vencimentos militares deixariam de ser pagos diretamente a ele e seriam convertidos em pensão para dependentes, conforme prevê a legislação.Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária temporária por 90 dias, medida determinada em razão de problemas de saúde que exigem acompanhamento médico.

PEC do fim da escala 6x1 entra em semana decisiva no Senado

7 June 2026 at 12:02
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 deve enfrentar uma semana decisiva no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, anunciou que reunirá os líderes partidários para discutir a tramitação do texto, aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 27 de maio.A expectativa entre parlamentares é que a reunião ajude a definir o caminho da proposta, considerada uma das pautas de maior impacto político e social em debate no Congresso Nacional. Leia Também: POLÍTICA Ponte Salvador-Itaparica: deputado detona oposição: "Torcem contra" INCLUSÃO Governo da Bahia anuncia ampliação de ações voltadas ao autismo DESABAMENTO Prefeitura aponta irregularidade em prédio que desabou em Pirajá Pressão aumenta sobre AlcolumbreNos bastidores, cresce a pressão para que Alcolumbre encaminhe a PEC diretamente à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa prevista no rito tradicional das propostas de emenda à Constituição.Aliados do governo defendem esse caminho e avaliam que a criação de uma comissão especial poderia retardar a tramitação da matéria.Na última semana, porém, o presidente do Senado adotou um tom mais cauteloso ao afirmar que não pretende acelerar o andamento da proposta. “Essa proposta vai ter de tramitar nas comissões, porque há cobrança de todos os senadores de que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão”, disse.Debate envolve rito de tramitaçãoA discussão gira em torno das regras previstas no Regimento Interno do Senado para a análise de PECs.O entendimento predominante entre parlamentares favoráveis à proposta é que o texto deve seguir diretamente para a CCJ antes de ser levado ao plenário. Embora a criação de uma comissão especial não seja proibida, essa etapa não costuma ser adotada para esse tipo de matéria na Casa.Durante pronunciamento recente, Alcolumbre também afirmou que o Senado não deve funcionar como uma simples extensão das decisões tomadas pela Câmara dos Deputados.Governo vê pauta como estratégicaA proposta é considerada por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma das principais bandeiras sociais com potencial de repercussão para as eleições de 2026.Mesmo após o avanço na Câmara, governistas admitem que a tramitação no Senado pode ser mais complexa sem o apoio ativo de Alcolumbre.Parlamentares avaliam que o presidente da Casa possui forte influência sobre a pauta de votações e sobre a articulação entre os líderes partidários, considerados fundamentais para a construção de consensos em temas de grande repercussão.

Ponte Salvador-Itaparica: deputado detona oposição: "Torcem contra"

7 June 2026 at 11:38
O deputado estadual Bobô (PCdoB), que faz parte da base de apoio ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), criticou a oposição ao Palácio de Ondina, mesmo após os avanços das obras preparatórias para a construção da ponte Salvador-Itaparica.O comunista reprovou a insistência do grupo em questionar a viabilidade da Ponte Salvador-Itaparica, mesmo com fatos divulgados na imprensa acerca das intervenções do empreendimento. Deputado estadual Bobô (PCdoB) - Foto: Divulgação/Alba “Só não vê quem não quer e torce contra. A imprensa noticia o fato de que os canteiros estão sendo montados, chegou navio com 800 toneladas em peças da China e ainda tem gente fazendo gosto ruim para um projeto que vai beneficiar todos os baianos”, afirmou o parlamentar.DesinformaçãoPara embasar sua afirmação, ele citou uma reportagem publicada pelo jornalista Levi Vasconcelos, no jornal A TARDE deste domingo, 7. Segundo a matéria, os canteiros de obras em São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, e em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, já receberam materiais e equipamentos. Leia Também: PONTE SALVADOR-ITAPARICA SPU libera instalação de canteiro de obras da ponte Salvador-Itaparica POLÍTICA Rui Costa alfineta oposição após avanço da ponte Salvador-Itaparica OPORTUNIDADE Ponte Salvador-Itaparica: governo abre vagas de emprego para trabalhar nas obras O texto também informa a chegada de cerca de 800 toneladas de equipamentos transportados por um navio vindo da China, incluindo estruturas metálicas e painéis que serão utilizados nos trabalhos iniciais da construção.“Enquanto alguns apostam na desinformação pelas redes sociais, a obra segue avançando, cumprindo etapas importantes e mobilizando trabalhadores e equipamentos. A população está vendo o que acontece na prática”, ressaltou.

Sospendere Schengen tra Italia e Slovenia è già costato 20 milioni di euro. E il confine è comunque “un colabrodo”

7 June 2026 at 13:48

Venti milioni di euro. Tanto è costato fino ad ora, secondo un’inchiesta pubblicata dal quotidiano Il Piccolo di Trieste domenica 7 giugno, chiudere e controllare i 232 chilometri di confine tra Italia e Slovenia dal 21 ottobre 2023. La maggior parte della somma, 18,7 milioni, è andata nelle trasferte degli agenti inviati in Friuli Venezia Giulia in rinforzo alla Polizia di frontiera. I restanti 1,7 milioni sono stati invece spesi per logistica e attrezzature, con una spesa annua di circa 200mila euro per il noleggio dei container usati come uffici insieme con gazebo, bagni chimici, torri faro, energia elettrica e allacciamenti, approvvigionamento di acqua.

Alla stima, ricorda il quotidiano triestino, andranno aggiunti i costi per la sospensione del trattato di Schengen fino alla scadenza del 18 dicembre, quando la durata della misura avrà superato i tre anni di vita, nonostante gli inviti della Commissione in senso opposto.
Eppure dalle colonne dello stesso giornale, giorni fa, dopo l’ultimo monito di Bruxelles rivolto a nove Paesi tra cui l’Italia, il ministro dell’Interno Matteo Piantedosi, aveva definito la misura “pilastro fondamentale” e che aveva portato a 658 arresti, 280 dei quali per favoreggiamento dell’ immigrazione clandestina. Dati che però, sempre secondo il quotidiano, sarebbero in linea con i trend precedenti alla serrata dei confini.

Per altro, rileva ancora Il Piccolo, il dispiegamento di forze – sono impegnati in servizi giornalieri 231 agenti della Polizia di Stato di cui 30 di Frontiera, oltre a 35 carabinieri e 75 militari della Guardia di Finanza, per un totale di 341 persone – non sembra sufficiente a raggiungere lo scopo vista l’ampiezza dell’area da monitorare. Inoltre, se i valichi principali (come Fernetti e Rabuiese) sono sempre presidiati, ai numerosi ingressi secondari le presenze sono molto meno incisive. Tanto che il sindacato di polizia Siulp ha definito il monitoraggio un “colabrodo”.

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Nuno Melo é fiel aos EUA e contra exército europeu. “Defesa europeia não é igualmente eficaz”

By: Lusa
7 June 2026 at 12:30
Nuno Melo afirma que já desde os tempos em que era eurodeputado que é contra a criação de um exército europeu e defende o reforço da NATO. O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, manifestou-se contra a criação de um exército europeu e defendeu que faz sentido continuar a olhar para a NATO como a principal frente defensiva da Europa. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), “enquanto organização que é de dissuasão e defesa, tem cumprido muito bem o seu papel“, defendeu Melo, numa entrevista ao Jornal de Notícias e à rádio TSF. “E

Cosa sarà Spazio Pubblico, il movimento fondato da Pina Picierno

7 June 2026 at 11:05

“Da oggi nasce Spazio Pubblico: un movimento aperto, europeista, democratico”. Lo aveva anticipato nell’intervista in cui annunciava l’addio al Partito democratico, e così questa mattina Pina Picierno ha lanciato “non una corrente”, scrive sul suo profilo X, ma “uno spazio per tutti quelli che credono ancora che libertà, diritti e giustizia sociale siano il futuro, non il passato”.

La proposta è, spiega l’eurodeputata e vicepresidente del Parlamento europeo, “seria, riformista e pragmatica”, rivolta a “chi produce, chi investe, chi innova, chi crea lavoro. Per chi vuole un’Europa libera, forte, giusta e un’Italia che non sia condannata alla perpetua irrilevanza”.

Lo specifica anche dalle pagine del Corriere della Sera, cosa sarà Spazio Pubblico: “L’Italia non può continuare a vivere di sussidi, bonus e rendite di posizione”, un riferimento non troppo indiretto alle politiche cavallo di battaglia del Movimento 5 Stelle, come il reddito di cittadinanza. “Dobbiamo liberare le energie produttive del Paese, abbattendo corporazioni, burocrazia e privilegi che frenano l’Italia”, dice Picierno al Corriere.

La collocazione europea, chiarisce, sarà la famiglia politica di Macron, Jetten, Kallas e Zelensky. “Aderisco al Partito democratico europeo, fondato tra gli altri da Romano Prodi, e a Renew Europe, due soggetti che lavorano per la costruzione dell’Europa federale e di un’alternativa pragmatica alle destre sovraniste e ai populismi. Per chi considera l’integrazione europea uno strumento di libertà, prosperità e sicurezza”.

E poi la difesa europea, uno dei pilastri su cui Picierno ha concentrato i suoi sforzi da eurodeputata dem, su cui continuerà a spendersi anche ora. “Le società europee hanno bisogno contemporaneamente di sicurezza, crescita e welfare”, spiega ancora al Corriere. “L’Europa deve dotarsi di una sua autonomia in materia di difesa comune, di energia e di materie prime. È indispensabile ragionare di sovranità digitale e avere una strategia comune sulla competitività. Ignorare le domande e le sfide a cui ci chiama questo tempo significa ingannare i cittadini”.

“Spazio Pubblico nasce per unire i liberi e i forti, per riunire coloro che lottano contro i populismi, le oligarchie e i profeti di sventura”, conclude Picierno nel suo messaggio su X. “Adesso tocca davvero a noi”.

Denunciato il senatore di Fi Silvestro: “Violenza sessuale nel suo ufficio”. Lui: “Assurdo”. La Russa chiede accertamenti

7 June 2026 at 10:54

Una donna di 52 anni, agente di commercio di vini, ha denunciato di essere stata aggredita sessualmente dal senatore di Forza Italia Francesco Silvestro, presidente della Commissione bicamerale per le questioni regionali. A riportare la notizia è Repubblica, dando atto della versione fornita dalla presunta vittima ai pm e alle forze dell’ordine: a febbraio del 2025, durante un incontro nell’ufficio di Silvestro per discutere di una fornitura di bottiglie, il senatore avrebbe iniziato a rivolgere alla donna frasi allusive (“Il vino mi eccita, perdo i freni”) per poi costringerla a subire un atto sessuale “senza alcun consenso né espresso né implicito”. Interpellato dal quotidiano, il parlamentare – ancora non ascoltato dagli inquirenti – ha confermato l’incontro negando però la presunta violenza, definita “assurda”, e accusando implicitamente la denunciante di mentire per ricattarlo: “Modestamente io sono un bel ragazzo, la signora è una signora normale… uno può dire quello che vuole, poi però le cose vanno provate. Magari mi vuole estorcere qualcosa“, ha detto Silvestro. Che aggiunge spavaldo: “Denunciasse, poi ci divertiamo“.

Dopo la pubblicazione dell’articolo, Silvestro è tornato a negare i fatti oggetto della denuncia tramite il suo legale: “In riferimento all’articolo uscito oggi su Repubblica, il senatore Francesco Silvestro rappresenta il proprio stupore e dichiara la propria totale estraneità ai fatti. Chiarisce di non avere alcuna notizia della pendenza di un procedimento a suo carico. In ogni caso, se necessario, è pronto a chiarire ogni aspetto nelle opportune sedi. E si riserva ogni azione a tutela della propria reputazione e immagine”, comunica il legale. Il caso, però, ha spinto il presidente del Senato Ignazio La Russa ad assumere un’iniziativa formale: “Ai sensi del combinato disposto dell’articolo 67 del regolamento e degli articoli 2 e 8 del Codice di condotta”, La Russa “ha chiesto ai senatori questori di procedere agli accertamenti necessari per le successive valutazioni di competenza del Consiglio di Presidenza”, comunica una nota di palazzo Madama. “A tal fine”, viene aggiunto, “il presidente e i questori si incontreranno martedì prossimo”.

Dall’opposizione intante piovono condanne e richieste di chiarimenti. Le prime a intervenire sulla vicenda sono le senatrici del Pd: “Le rivelazioni pubblicate da Repubblica, se confermate, sarebbero di una gravità inaudita: un senatore della Repubblica accusato di violenza sessuale ai danni di una donna, sua ospite, dentro gli uffici del Senato. Vale per tutti la presunzione di innocenza e sarà la magistratura ad accertare i fatti, anche perché la donna ha già sporto querela. Ma se quel racconto trovasse riscontro, ci troveremmo di fronte a un fatto inaccettabile, davanti al quale il Senato come istituzione non può rimanere silente”, scrivono le parlamentari in una nota. La vicepresidente dem del Senato, Anna Rossomando, si sofferma in particolare sulle parole di Silvestro, che definisce “inascoltabili“: “Nel 2026, “Io un bel ragazzo, lei signora normale”, rappresenta la peggiore e deteriore cultura sui rapporti uomo-donna”, accusa. Sulla stessa linea la senatrice Cecilia D’Elia, vicepresidente della Commissione bicamerale sul femminicidio: le frasi di Silvestro “dimostrano, se ancora ce ne fosse bisogno, la necessità – anche per gli adulti, ed evidentemente anche per i senatori – dell’educazione sessuo-affettiva e al rispetto dell’altro”, dichiara.

“Se le accuse nei confronti del senatore Francesco Silvestro dovessero trovare conferma, saremmo di fronte non soltanto a una gravissima violenza ai danni di una donna, ma anche a un intollerabile abuso del ruolo e dei luoghi delle istituzioni, che non possono mai diventare spazi sottratti a trasparenza, rispetto e sicurezza”, afferma invece il gruppo del M5s al Senato. “Lungi dall’esprimere giudizi che spettano solo alla magistratura, non si può non restare sconcertati rispetto al modo in cui Silvestro liquida la vicenda: lui un bel ragazzo, lei una normale. Al di là dell’accertamento delle responsabilità individuali, colpisce il contesto culturale che continua a emergere da settori della maggioranza. Le parole pronunciate nei giorni scorsi dal senatore Menia nella sua intemerata omofoba e le notizie di oggi restituiscono l’immagine di una destra che troppo spesso considera i diritti, il rispetto delle differenze e l’autodeterminazione delle donne come temi secondari o addirittura divisivi. Tra uscite omofobe, stereotipi di genere e una visione della donna troppo spesso ridotta a oggetto, è evidente quanto il problema culturale all’interno della maggioranza sia ancora profondo”.

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Governo quer mais estradas com limite de velocidade de 30 quilómetros por hora

By: ZAP
7 June 2026 at 10:30
Entre as 40 medidas previstas está o aumento das zonas com limite de 30 quilómetros por hora e a reformulação das ruas para separar o tráfego de carros, bicicletas e peões. O Governo aprovou na generalidade a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030, um plano que prevê mais de 40 medidas destinadas a reduzir drasticamente o número de acidentes nas estradas portuguesas. A estratégia estabelece como objetivo reduzir em 50% o número de mortos e feridos graves nas estradas até 2030, ambicionando alcançar zero vítimas mortais e zero feridos graves até 2050. Segundo as estimativas do Governo,

Hugo Pereira candidata-se à presidência da Federação do Algarve do PS

By: LUSA
7 June 2026 at 10:11

Hugo Pereira, presidente da Câmara de Lagos, apresentou a sua candidatura à presidência da Federação Regional do Algarve do PS, com o objetivo de reconstruir uma proposta política que “mobilize os algarvios”.

A candidatura foi formalizada na sexta-feira, junto da Comissão Organizadora do Congresso, e tem como lema “Sim, pelo Algarve e pelos algarvios, vamos conseguir!”.

Hugo Pereira apresenta-se com um projeto “focado na habitação, nos rendimentos das famílias e na concretização dos investimentos estruturantes de que a região necessita”, com o objetivo de “reforçar a capacidade do partido para liderar a defesa dos interesses da região e reconstruir uma proposta política mobilizadora para os algarvios”.

O partido salientou que o PS é “a principal força política autárquica do Algarve” e tem, por isso, uma “responsabilidade acrescida na defesa dos interesses dos algarvios e na promoção do desenvolvimento regional”.

“Apresento esta candidatura com sentido de responsabilidade, convicto de que o PS Algarve deve assumir plenamente o papel de liderança regional que os algarvios lhe confiaram. É tempo de ouvir mais, preparar melhor e construir um projeto ambicioso que coloque o Algarve no centro das decisões nacionais”, defendeu o candidato, citado num comunicado do partido.

O PS salientou que Hugo Pereira “reconhece que os resultados das últimas eleições legislativas refletem um afastamento de parte do eleitorado, associado à perceção de insuficientes respostas aos problemas específicos da região”.

As eleições estão marcadas para 19 e 20 de junho.

“Punições são quase simbólicas”, diz Amanda Paschoal sobre violência de gênero na política

A violência política de gênero segue sendo uma das principais barreiras à participação das mulheres na vida pública. Segundo levantamento do Instituto Alziras, 92% das pessoas acusadas por esse tipo de violência são homens, evidenciando a desigualdade que ainda marca os espaços de poder. 

Em ano eleitoral, esses ataques ganham destaque nas redes sociais e espaços de poder, com as mulheres e pessoas LGBTQIA+ entre os principais alvos. Ainda assim, são elas que continuam construindo projetos políticos comprometidos com uma sociedade mais justa, igualitária e inclusiva, a exemplo da deputada federal Erika Hilton e da vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP), que, mesmo sendo constantemente alvo de transfobia e violência política, atuam em temas de grande apelo popular e que mobilizam diretamente o debate público nacional, como a proposta pelo fim da escala 6×1.

Neste episódio do Pauta Pública, Andrea Dip conversa com Paschoal sobre os desafios da participação política em tempos de avanço da extrema direita. A partir de sua própria experiência como alvo de violência política, Amanda analisa o papel das fake news, a lentidão das instituições na responsabilização dos agressores e os riscos desta realidade para a democracia. 

“As candidatas agora vão sofrer com as mentiras, com as fake news e com a misoginia, com a violência de gênero que é tão presente na nossa sociedade e tão explorada pela extrema direita”, afirma.

Confira os principais trechos da entrevista e ouça o podcast abaixo.

EP 219 A luta por uma democracia mais justa e inclusiva – com Amanda Paschoal

5 de junho de 2026 · Amanda Paschoal fala sobre violência política, transfobia e a disputa pelo futuro da democracia brasileira

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Qual é sua trajetória na vida e como você entrou para a política?

Eu nasci no extremo sul de São Paulo, perto do Grajaú. Cresci em Aracaju (SE) e volto para São Paulo com 18 anos. Através das experiências profissionais que tive aqui na cidade, que foram sempre subempregos, e também através de contatos que eu fui criando de redes de afeto e redes de militância, eu chego até o ativismo.

Eu cheguei até a militância através da educação popular quando ingressei num cursinho popular preparatório para o Enem, para vestibulares, que é o cursinho Transformação, ainda está em curso. Eu participei desse projeto no projeto piloto e acho que eu fiquei uns quatro meses de agosto até dezembro e aí eu ingresso na universidade, em gestão de turismo no Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e sigo nesse coletivo na construção dando suporte para construção e para a manutenção do próprio coletivo e lá eu construí também outro coletivo, que é o TRANSarau, que é um coletivo de arte e depois surgiu uma possibilidade de trabalhar com a Érika Hilton.

Comecei primeiramente na recepção do mandato dela e fazendo as reuniões de articulação política e depois de eu assumi a agenda dela e me tornei a sua principal assessora, em 2021, logo quando ela se elege para vereadora, como a mulher mais bem votada do país e aí passamos para a campanha de deputada federal e vou com ela pra Brasília. Aí chegam pautas importantíssimas como a pauta do fim da 6×1, que chegou através do Rick Azevedo, e é um grande sonho realizado para toda a sociedade brasileira e um direito dos trabalhadores que vai ser alcançado.

E aí, quando chegou o final de 2023 para o começo de 2024, surgiu a necessidade da formação de uma nova figura política, de uma nova liderança para tocar o município, que ficou descoberto por uma travesti, no caso, porque a Erika foi para Brasília. E aí ela me fez a proposta. Eu aceitei. Foi um desafio muito grande, mas que recebi com muita honra e com muita responsabilidade, por poder estar à frente desse projeto e dar continuidade ao legado tão incrível que ela construiu aqui na Câmara.

Junto com o Suplicy, ela esteve à frente da Comissão de Direitos Humanos. Foi a primeira a propor e presidir uma CPI [Comissão Parlamenar de Inquérito] para investigar a violência contra pessoas trans aqui em São Paulo. Depois veio a campanha, que foi muito intensa, foram 50 dias, mas uma campanha muito gostosa de fazer. Por mais desgastante que seja rodar São Paulo inteira, foi muito importante ver o reconhecimento e a receptividade das pessoas para uma nova liderança trans ocupar esse cargo. Aí tivemos a eleição, com esse sucesso e esses números que foram realmente muito impressionantes, mas ainda com muitos desafios.

O episódio de nomeação da Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados, no dia 11 de março, foi algo extremamente importante e simbólico. Ao mesmo tempo, essa nomeação despertou muito ódio e violência, não apenas por parte do pessoal de sempre, mas também de mulheres cisgênero. Como você avalia esse momento e essas reações?

Eu acho que a Erika foi muito corajosa e muito necessária ao pleitear esse posto. Ela já era vice-presidenta da comissão na composição do ano passado. Todo esse ódio direcionado a ela é reflexo de uma construção social que explora e capitaliza o ódio contra pessoas trans e travestis.

Quando homens ocuparam a presidência da comissão, não houve essa mobilização nem esse nível de violência. Foi um ódio que mobilizou setores da sociedade e que, inclusive, colocou novamente em risco as pessoas trans que estão na ponta. Acho que esse é um fator importante.

A Erika foi muito desrespeitada e muito violentada por ocupar esse cargo. E isso acontece apesar do trabalho que ela desenvolve. Pela avaliação dos próprios projetos apresentados por ela sobre a pauta das mulheres em Brasília, 26 propostas, ela é a deputada federal que mais apresentou iniciativas voltadas às mulheres.

Não podemos separar ou considerar menos humana e menos digna de ocupar um espaço de poder uma pessoa unicamente por sua identidade de gênero. Acredito que a parte mais tensa desse embate já tenha passado, mas o problema continua. Esse é um tema do qual os setores da extrema direita sempre tentarão tirar proveito político, justamente porque conseguem capitalizar o fato de a Erika ser uma travesti ocupando esse posto.

A estratégia é tentar deslegitimar o trabalho dela, questionar sua capacidade de conduzir os trabalhos da comissão e, em alguns casos, até impedir que ela desenvolva plenamente suas atividades à frente de uma comissão tão importante para as mulheres do país.

Por outro lado, toda essa repercussão também trouxe visibilidade para a própria comissão. Muita gente sequer sabia da existência dela e passou a conhecê-la. Talvez isso permita mobilizar mais pessoas em torno de um trabalho que a Erika sempre realizou com excelência em Brasília, independentemente da comissão em que atuou.

Tenho certeza de que ela conseguirá desenvolver um bom trabalho, apresentar pautas importantes, defender bons requerimentos e seguir lutando pela vida, pela dignidade e pelos direitos das mulheres, meninas e crianças do nosso país.

Sobre o feminismo radical, retomando a questão das feministas que se posicionam contra a presença de mulheres trans nesses espaços, eu considero isso um grande desserviço. Vimos, por exemplo, a autora de Harry Potter [J. K. Rowling] financiar, no Reino Unido, ações para impedir que pessoas trans fossem reconhecidas como mulheres.

Toda essa agenda desumaniza pessoas trans. Enquanto vemos uma população extremamente vulnerabilizada e precarizada, uma parcela do feminismo dedica sua energia a combater uma diferença dentro da pluralidade do que significa ser mulher. Ao fazer isso, acaba se aliando ao patriarcado e ao fundamentalismo, forças que nos colocam abaixo da condição de humanidade.

Quando levantam essa bandeira, acabam se somando às mesmas estruturas que fazem mulheres cis e trans enfrentarem, até hoje, realidades marcadas pela violência e pela desigualdade.

Você mencionou a importância de responsabilizar quem pratica violência política. E essa responsabilização parece ser uma estratégia que a extrema direita utiliza com frequência, acionando a Justiça constantemente. Ao mesmo tempo, muitas vezes quem sofre violência política encontra dificuldades para obter respostas das instituições. Você mesma foi alvo desse tipo de violência e buscou responsabilização. Como avalia esse cenário?

Olha, tem um dado importante: na violência política de gênero, 92% dos acusados são homens [segundo levantamento do Instituto Alziras]. Então, a gente tem um ambiente muito hostil para as mulheres na carreira política. E, na verdade, é um ambiente hostil para as mulheres em todos os espaços da sociedade brasileira. Ao mesmo tempo, existe uma morosidade muito grande das instituições responsáveis por punir essas pessoas.

Foi o caso do próprio Marçal. Tudo bem que foi uma violência contra outro homem, mas ainda assim uma violência política contra um candidato. Teve também o governador Tarcísio, que divulgou uma fake news no próprio dia da eleição, dizendo que os presidiários votavam no Boulos. E a gente vê uma série de situações acontecendo sem que haja punição adequada.

Foi o que aconteceu comigo. No primeiro dia da primeira sessão plenária da Câmara Municipal, o Pavanato [Lucas Pavanato (PL/SP)] cometeu transfobia contra mim. Ele me chamou de homem durante a sessão. Eu acionei tanto o Ministério Público quanto a Corregedoria. A Corregedoria sequer admitiu o processo.

Teve ainda uma situação bastante intrigante: o relator da Corregedoria responsável pelo caso, que também é do PL, utilizou inteligência artificial para elaborar o relatório que recomendava a inadmissibilidade da minha denúncia.

Já o Ministério Público alegou que a questão não era de sua competência e que deveria ser tratada pela própria Câmara, por meio da sua instância parlamentar. Pode até ser um protocolo institucional, mas isso revela um problema muito grave.

Nós precisamos pensar em estratégias para dar mais rapidez à resolução desse tipo de violência. Mulheres — especialmente as candidatas que disputarão as próximas eleições — vão sofrer com mentiras, fake news, misoginia e violência de gênero, que são tão presentes na nossa sociedade e tão exploradas pela extrema direita.

Hoje, essas práticas acontecem sem a devida responsabilização. As punições, quando existem, são quase simbólicas. Não têm o peso que deveriam ter.

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