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Vox Pop: Toronto no centro do mundo: vozes sobre o Mundial 2026 e o sonho português

5 June 2026 at 15:03

 

Toronto prepara-se para fazer história ao receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano, num momento que coloca a cidade sob os holofotes do futebol mundial. Sob o tema “The World in a City”, ouvimos a opinião de comentadores do programa desportivo Fora de Jogo — Patrícia Borges, Rui Alves, Carlos Carneiro, Sérgio Esteves e Luís Costa — que analisam a capacidade de Toronto para acolher um evento desta dimensão e partilham ainda as suas expectativas para a Seleção Nacional no Mundial 2026, incluindo o nome que gostariam de ver a erguer o troféu caso Portugal chegue à final.

 

Patricia Borges

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Toronto teve muitos anos para se preparar para receber um evento desta dimensão e, apesar dos esforços feitos, ainda existem aspetos que levantam algumas dúvidas. Em vários pontos da cidade nota-se que algumas intervenções foram concluídas muito perto do prazo, incluindo estruturas temporárias no estádio, o que naturalmente gera alguma preocupação entre os adeptos.

Acredito que tudo tenha sido realizado de acordo com os padrões de segurança exigidos, mas um Mundial é um evento que exige excelência em todos os detalhes. Organização, planeamento e infraestrutura são fundamentais para garantir que jogadores, adeptos e visitantes possam desfrutar desta grande festa do futebol com conforto, tranquilidade e segurança.

Toronto é uma cidade multicultural e vibrante, conhecida por acolher pessoas de todo o mundo. Agora terá a oportunidade de mostrar essa identidade ao planeta inteiro, e espero sinceramente que esteja à altura desse desafio.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Gostava muito de ver Portugal chegar à final do Mundial 2026. A nossa seleção tem qualidade, talento e alguns dos melhores jogadores do mundo. Mas, mais do que isso, será fundamental haver união, espírito de equipa e a capacidade de acreditar até ao último minuto de cada jogo.

Se tivesse de escolher um jogador para levantar a taça, seria o nosso capitão, Cristiano Ronaldo. Depois de tudo o que conquistou ao longo da carreira e de tudo o que representou para a seleção nacional, seria um momento histórico vê-lo erguer o troféu mais importante do futebol. É um sonho partilhado por muitos portugueses e um reconhecimento merecido por anos de dedicação e entrega ao país.

Acima de tudo, espero que Portugal faça um grande Mundial, jogue com ambição e mostre ao mundo a qualidade do futebol português. E quem sabe? Talvez 2026 seja finalmente o ano em que trazemos a taça para casa. 

Rui Alves

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Penso que sim: Toronto está preparada para mostrar ao mundo que sabe organizar grandes eventos. É difícil encontrar uma cidade tão multicultural como Toronto, onde se falam tantas línguas e convivem pessoas de origens tão diversas.

Temos verdadeiramente um mundo dentro desta cidade, com inúmeras culturas a demonstrarem as suas tradições e paixões. Uns vivem intensamente o futebol, enquanto outros acompanham com entusiasmo o hóquei, o basquetebol, o basebol e muitas outras modalidades.

Gostaria também de destacar a excelência da restauração local. Os visitantes encontrarão uma enorme variedade gastronómica, representando sabores de praticamente todos os cantos do mundo. Estou convencido de que Toronto deixará uma excelente impressão em todos os amantes deste Mundial de 2026, tal como aconteceu no Mundial Sub-20 de 2007. Tive o prazer de assistir ao jogo entre Portugal e a Nova Zelândia, bem como à grande final, na qual a Argentina se sagrou campeã do mundo.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Portugal já contou com grandes jogadores ao longo da sua história. Eusébio, por exemplo, levou o nome de Portugal aos mais altos patamares do futebol mundial. No entanto, se a taça vier para Portugal, acredito que, apesar de considerar que temos atualmente uma geração de grande qualidade e de não concordar com a titularidade de Cristiano Ronaldo, ele merece a honra de levantar o troféu. Por tudo o que conquistou, pelos recordes que bateu e pelo impacto que teve no futebol mundial, seria um reconhecimento justo da sua extraordinária carreira. Quanto à seleção portuguesa, espero, no mínimo, uma presença nas meias-finais, embora acredite que temos qualidade suficiente para sonhar com algo ainda maior.

Carlos Carneiro

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Sim, acredito sinceramente que Toronto estará preparada para receber um evento desta dimensão. É uma cidade moderna, multicultural e habituada a acolher grandes acontecimentos internacionais. Durante esse período, os olhos do mundo estarão voltados para Toronto, e isso trará uma enorme responsabilidade, mas também uma grande oportunidade para mostrar a sua capacidade de organização, hospitalidade e diversidade. Tenho confiança de que a cidade saberá responder à altura do desafio e proporcionar uma experiência memorável para todos os que a visitarem.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Quanto a Portugal, o meu maior desejo é vê-lo chegar à final. Seria um momento de enorme orgulho para todos os portugueses espalhados pelo mundo. E, se pudesse escolher uma história perfeita para esse percurso, gostaria que Cristiano Ronaldo fosse uma das figuras centrais. Não apenas pelo jogador extraordinário que é e por todos os recordes que conquistou, mas sobretudo pelo caminho que percorreu para chegar onde chegou. A sua história é um exemplo de trabalho, disciplina, sacrifício e perseverança. Cristiano Ronaldo é muito mais do que um jogador de futebol: é um símbolo de perseverança, ambição e orgulho nacional. Ao longo da sua carreira, levou o nome de Portugal ao mundo e inspirou milhões de pessoas.

Sérgio Esteves

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Penso que Toronto estará totalmente preparada para receber um evento desta dimensão. O aumento da capacidade do BMO Field, a excelente oferta hoteleira, os inúmeros bares e restaurantes, a qualidade dos transportes públicos e, acima de tudo, a hospitalidade dos seus habitantes criam as condições ideais para uma experiência inesquecível. Além disso, Toronto é uma das cidades mais multiculturais do mundo, o que significa que contará com adeptos de praticamente todas as seleções participantes. Estou convicto de que será um momento memorável para a cidade e para todos aqueles que a visitarem.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Se Portugal chegar à final e conquistar o tão desejado título, acredito que será Cristiano Ronaldo, o nosso eterno capitão, a erguer a taça. Seria uma forma perfeita de encerrar a sua extraordinária carreira ao serviço da Seleção Nacional e, ao mesmo tempo, uma espécie de homenagem do próprio futebol a tudo aquilo que CR7 deu ao jogo ao longo de mais de duas décadas.

Acredito que Portugal tem qualidade, talento e experiência para vencer a competição. No entanto, não podemos ignorar o enorme potencial de outras seleções candidatas ao título. França, Espanha, Argentina e Inglaterra possuem plantéis de enorme qualidade e certamente terão uma palavra importante a dizer na luta pelo troféu. Ainda assim, tenho confiança de que Portugal reúne todas as condições para sonhar alto e lutar pelo maior objetivo de todos.

Luis Costa

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Acho que ainda não estamos totalmente preparados para receber o Mundial, tanto ao nível das infraestruturas como das condições de acesso. Existem vários aspetos que ainda precisam de ser melhor trabalhados para garantir uma experiência mais fluida, segura e confortável para os adeptos. As bancadas que foram montadas no BMO Field, por exemplo, deixam um pouco a desejar, tanto em termos de qualidade como de organização. Ainda assim, espero que tudo corra bem, porque sabemos que este é um grande desafio para a organização e envolve muita responsabilidade.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

A nossa seleção tem tudo para chegar à final, qualidade não falta e o grupo é forte, mas como já estamos habituados a fazer algumas contas de calculadora ao longo das fases da competição, espero que desta vez isso não seja necessário, até porque somos cabeças de série. No entanto, se conseguirmos chegar ao título de campeões, para mim o Ronaldo deveria ser o capitão e quem levanta o troféu, por tudo o que já fez por nós ao longo da carreira e pela importância que sempre teve na nossa seleção.

Romulo M. Avila/MS

“O Canadá não está preparado para receber um Campeonato do Mundo” – José Carlos Silva

5 June 2026 at 14:57
Créditos: CBC

Com décadas de ligação ao futebol luso-canadiano e ao Gil Vicente Toronto, em particular, José Carlos Silva olha para o Campeonato do Mundo de 2026 com um misto de entusiasmo e ceticismo. Embora reconheça a dimensão histórica do torneio que terá o Canadá como um dos países anfitriões, considera que o evento deixará sobretudo um impacto económico, sem provocar mudanças profundas na realidade do futebol canadiano. Nesta entrevista ao Milénio Stadium, analisa a preparação do país para receber a competição, avalia as hipóteses da seleção canadiana e partilha as suas expectativas para Portugal e para as principais candidatas ao título mundial.

Milénio Stadium: O Campeonato do Mundo de 2026 será o maior da história e terá o Canadá como um dos países anfitriões. Que impacto acredita que este evento terá no desporto canadiano e na forma como o futebol é encarado no país a longo prazo?

José Carlos Silva. DR.

José Carlos Silva: Ok, eu vou ser muito simples. O impacto que vai ter para mim como uma pessoa ligada ao futebol há tantos anos, a nível da comunidade, há 30 e tal anos, não vai ser nenhum.

A mentalidade não mudou. Vai ter impacto a nível financeiro. A nível desportivo, zero.

Porque, para mim, a nível profissional das pessoas ligadas ao futebol rei, a cidade de Toronto em si e o Canadá não estavam preparados (e não estão…) para receber um evento desta dimensão, como um campeonato do mundo.  No Canadá continuam a ser o hóquei, o basquetebol e o basebol os desportos mais protegidos. O Governo, não aposta no futebol.

Por isso, para mim, não vai ser haver impacto nenhum. Vai passar aquela euforia a nível de imigrantes, Alemanha, Portugal e outros imigrantes aqui dos nossos países da Europa, Brasil e o resto, para mim, não vai ter impacto nenhum

MS: Toronto acolherá seis jogos do Campeonato do Mundo, incluindo o primeiro jogo da seleção canadiana em solo nacional. O que significa para uma cidade tão multicultural receber um evento desta dimensão?JCS: Pode significar muito, como de um momento para o outro, nada. Primeiro, não temos estruturas preparadas para fazer jogos desse tipo, como a Europa tem, como a América tem. Isso é um ponto de partida.

Continuo a dizer, nós, canadianos, Toronto, as suas autoridades, as suas pessoas, não estávamos preparados para receber jogos como o campeonato do mundo. E nota-se isso a nível do nosso BMO, do nosso clube de Toronto. Não há nível da Europa e dos outros países que já realizaram o campeonato do mundo. Para mim, vai ser um fracasso. 

MS: O Canadá conta atualmente com uma geração de jogadores que elevou o estatuto da seleção nacional. Até onde acredita que a equipa poderá chegar neste Campeonato do Mundo disputado em casa?

JCS: Cada jogo tem uma história.

Cada equipa depende de si, mas depende também do adversário que vai ter pela frente. Para mim, o Canadá tem 3, 4 jogadores que sobressaem. De resto, não são jogadores de alto gabarito.

São jogadores que a nível internacional se nota que não estão nos grandes patamares, como temos jogadores portugueses, alemães, franceses, etc. 

MS: A comunidade portuguesa é uma das maiores e mais apaixonadas comunidades futebolísticas do Canadá. Que expectativas tem em relação à seleção portuguesa e ao seu desempenho no torneio?

JCS: Eu vou ser sincero. Temos uma geração incrível a nível de jogadores, desde o guarda-redes ao avançado, mas tudo depende do nosso selecionador. É preciso saber pôr as pedras no sítio.

E eu noto que isso não tem acontecido regularmente. Temos um líder, capitão, mas que já não é jogador para 90 minutos. Eu espero que o treinador tenha a força e a coragem de pôr aqueles que estão preparados para fazer 90 minutos e que nos deem a grande alegria.

MS: Olhando para o panorama internacional, quais são, na sua opinião, as três seleções com maior probabilidade de conquistar o Campeonato do Mundo de 2026 e porquê?

JCS: A Alemanha, a Espanha e a Argentina têm sempre uma palavra a dizer, como o Brasil. Mas o Brasil tem sido uma seleção de altos e baixos. E tem havido muitos problemas a nível interno, no balneário, e isso não é bom para um grupo.

Para mim, a Argentina, a Alemanha e a Espanha. A Espanha porque é uma equipa jovem, com muito talento. A Alemanha também. Vem a construir uma equipa com muita força e muito talento.

Madalena Balça/MS

“Espero que inspire as futuras gerações e desperte um novo sentimento de orgulho e paixão pelo Canadá” – Dwayne De Rosario

5 June 2026 at 14:25
Créditos: CBC

Quando Dwayne De Rosario vestia a camisola da seleção canadiana, dificilmente imaginaria que um dia o Canadá receberia jogos de um Campeonato do Mundo de Futebol. Considerado um dos maiores jogadores da história do futebol canadiano, o antigo internacional acompanhou de perto a evolução da modalidade no país e acredita que o Mundial de 2026 representa um momento transformador para o futebol canadiano.

Atualmente embaixador da Cidade de Toronto para o Campeonato do Mundo de Futebol 2026, De Rosario vê o torneio como uma oportunidade única para inspirar as futuras gerações, fortalecer o orgulho nacional e consolidar o crescimento que o futebol tem registado nas últimas décadas. Na sua opinião, a chegada da Major League Soccer ao Canadá foi determinante para mudar a realidade da modalidade, criando novas oportunidades para jovens atletas e aproximando as comunidades em torno do jogo.

Nesta entrevista ao Milénio Stadium, fala sobre o significado de ver o Canadá acolher um Mundial, as expectativas para a seleção nacional, o legado que espera deixar às próximas gerações e as possibilidades de Portugal numa competição que promete captar a atenção do mundo inteiro.

Milénio Stadium: Como antigo internacional canadiano e atual embaixador do Campeonato do Mundo de 2026, o que sente ao ver o Canadá receber, pela primeira vez, jogos de um Mundial masculino em casa?

Dwayne De Rosario: É um momento histórico para o desporto no Canadá, mas sobretudo para o crescimento e a evolução do futebol no país.

MS: Toronto e Vancouver estarão no centro das atenções do mundo do futebol durante várias semanas. Que legado espera que este evento deixe para as futuras gerações de jogadores canadianos?

DdR: Acima de tudo, espero que inspire as futuras gerações e desperte um novo sentimento de orgulho e paixão pelo Canadá, algo que ainda não vimos verdadeiramente neste país.

MS: Quando representava o Canadá, imaginava que o país pudesse um dia organizar um Campeonato do Mundo desta dimensão? O que mudou no futebol canadiano para tornar isso possível?

DdR: Nunca imaginei que o Canadá viesse a organizar um Campeonato do Mundo, sobretudo devido à falta de apoio e de reconhecimento que o futebol recebia. O maior fator de mudança foi a chegada da MLS ao Canadá. Foi isso que impulsionou o crescimento da modalidade e criou oportunidades para os jovens sonharem em jogar numa liga profissional e num ambiente de alto nível. Também permitiu que a comunidade futebolística se unisse e partilhasse a paixão pelo jogo todas as semanas. Isso transformou completamente o panorama do futebol no Canadá.

MS: A seleção canadiana vive atualmente um momento de talento e visibilidade sem precedentes. Quais são as suas expectativas para a equipa e qual considera ser um objetivo realista para o Canadá neste torneio?

DdR: Pessoalmente, sinto-me muito orgulhoso e entusiasmado com o futuro da nossa Seleção Nacional. Os nossos jogadores estão a ter um desempenho extraordinário nas suas carreiras individuais e também enquanto equipa nacional. Agora, as associações e os organismos dirigentes provinciais precisam de acompanhar o talento que existe em campo. Precisamos de mais juventude, novas ideias e uma nova energia nos processos de decisão para levar todo o programa do futebol canadiano a um nível ainda mais elevado.

MS: Portugal continua a ser uma das seleções mais respeitadas do futebol mundial e desperta, naturalmente, enorme interesse junto da comunidade luso-canadiana. Como avalia as hipóteses portuguesas no Mundial e quem considera ser o principal candidato ao título em 2026?

DdR: Portugal sempre foi um país com jogadores muito talentosos e uma equipa altamente competitiva. Acredito que tem excelentes hipóteses de chegar longe neste Campeonato do Mundo.

MB/MS

“Poderá tornar-se um marco decisivo no crescimento do futebol canadiano” – Samuel Gyeke-Amoako

5 June 2026 at 14:16
@FIFA

A menos de um ano do arranque do Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, a expectativa continua a crescer em todo o Canadá. Pela primeira vez na história, o país será um dos anfitriões da maior competição futebolística do planeta, acolhendo jogos em Toronto e Vancouver e recebendo adeptos de todos os cantos do mundo. Para muitos especialistas, o impacto do torneio irá muito além das quatro linhas, deixando um legado duradouro ao nível do desenvolvimento do futebol, da participação dos jovens e do fortalecimento da identidade multicultural canadiana.

Para analisar o significado deste momento histórico, o Milénio Stadium conversou com Samuel Gyeke-Amoako, Diretor Técnico e Treinador Principal do Sporting FC de Toronto. Com uma vasta experiência no desenvolvimento de atletas e na formação de jovens jogadores, Gyeke-Amoako acredita que o Mundial poderá transformar a forma como o futebol é encarado no Canadá, inspirando futuras gerações e consolidando o crescimento que a modalidade tem registado nos últimos anos. Nesta entrevista, fala ainda sobre as perspetivas para a seleção canadiana, as hipóteses de Portugal e as equipas que considera favoritas à conquista do título mundial.

Milénio Stadium: O Campeonato do Mundo de 2026 será o maior da história e terá o Canadá como um dos países anfitriões. Que impacto acredita que este evento terá para o desporto canadiano e para a forma como o futebol é visto no país a longo prazo?

Samuel Gyeke Amoako. DR.

Samuel Gyeke-Amoako: O Campeonato do Mundo FIFA 2026 representa um momento histórico para o futebol no Canadá. Embora o entusiasmo imediato seja enorme, o verdadeiro impacto será medido pelo legado que permanecer após o torneio. Acredito que veremos um aumento da participação ao nível da formação, um maior investimento em infraestruturas, formação de treinadores e percursos de desenvolvimento para jogadores, bem como uma ligação mais forte entre o futebol profissional e o comunitário.

Durante muitos anos, o futebol foi um dos desportos mais praticados no Canadá, mas nem sempre recebeu o mesmo reconhecimento que outras modalidades. Organizar um Mundial oferece uma oportunidade única para alterar essa perceção. Os jovens poderão ver atletas de classe mundial a competir nas suas próprias comunidades e acreditar que representar o Canadá no palco internacional é um objetivo alcançável. Se o investimento continuar depois de 2026, este torneio poderá tornar-se um marco decisivo no crescimento do futebol canadiano durante gerações.

MS: Toronto receberá seis jogos do Mundial, incluindo o primeiro encontro da seleção canadiana em solo nacional. O que significa para uma cidade tão multicultural acolher um evento desta dimensão?

SGA:Toronto é uma das cidades mais diversificadas do mundo e o futebol é o desporto que melhor reflete essa diversidade. Cada bairro, comunidade e grupo cultural tem uma ligação ao jogo. Receber o Campeonato do Mundo não é apenas um acontecimento desportivo; é também uma celebração da identidade multicultural da cidade.

O ambiente será único, porque adeptos de todas as partes do mundo já chamam Toronto de casa. Será uma oportunidade rara para diferentes comunidades se reunirem, celebrarem as suas origens e partilharem a paixão pelo futebol. Para muitos recém-chegados e famílias imigrantes, o futebol é uma importante ligação às suas raízes, e o Mundial mostrará como o desporto consegue unir pessoas independentemente da língua, cultura ou origem.

MS: O Canadá conta atualmente com uma geração de jogadores que elevou o estatuto da seleção nacional. Até onde acredita que a equipa poderá chegar neste Mundial disputado em casa?

SGA: O Canadá chega a este Campeonato do Mundo com um nível de confiança e experiência internacional que gerações anteriores não tiveram. Jogadores como Alphonso Davies, Jonathan David, Stephen Eustáquio e outros já provaram o seu valor ao mais alto nível do futebol de clubes e ajudaram a estabelecer o Canadá como uma nação respeitada no panorama futebolístico mundial.

Jogar em casa traz pressão adicional, mas também um enorme apoio dos adeptos. Se a seleção conseguir ultrapassar a fase de grupos, acredito que alcançar os oitavos-de-final ou mesmo os quartos-de-final é um objetivo realista. A partir daí, muito dependerá do momento, da confiança e dos detalhes de cada jogo. Embora a conquista do título continue a ser um desafio considerável, esta equipa tem capacidade para realizar exibições memoráveis e inspirar todo um país.

MS: A comunidade portuguesa é uma das maiores e mais apaixonadas comunidades futebolísticas do Canadá. Que expectativas tem em relação à seleção portuguesa e ao seu desempenho no torneio?

SGA: Portugal continua a ser uma das seleções mais talentosas do futebol mundial. O país desenvolveu uma identidade assente na qualidade técnica, inteligência tática e num excelente sistema de formação que continua a produzir jogadores de elite.

Com uma combinação de líderes experientes e jovens talentos emergentes, Portugal entra na competição como um sério candidato ao título. As expectativas da comunidade portuguesa serão naturalmente elevadas, porque o nível apresentado pela seleção nos últimos anos tem sido excecional. Ganhar um Campeonato do Mundo é sempre extremamente difícil, mas Portugal possui a qualidade, profundidade e experiência necessárias para competir com as melhores equipas do mundo e chegar longe na prova.

MS: Olhando para o panorama internacional, quais são, na sua opinião, as três seleções com maiores probabilidades de conquistar o Campeonato do Mundo de 2026 e porquê?

SGA: As minhas três escolhas seriam Portugal, Gana e França.

Portugal continua a ser uma das equipas mais completas do futebol internacional. O seu sistema de formação produz constantemente jogadores tecnicamente evoluídos e taticamente inteligentes, além de possuir um excelente equilíbrio entre experiência e juventude. Tem a qualidade e profundidade necessárias para competir com qualquer seleção.

Gana talvez não seja vista como uma das favoritas tradicionais, mas admito que existe aqui alguma ligação pessoal. Como alguém com raízes ganesas, apoiarei sempre os Black Stars. Ainda assim, Gana tem demonstrado repetidamente a sua capacidade para competir ao mais alto nível, produzindo jogadores talentosos que atuam nas principais ligas europeias. O seu atletismo, paixão e resiliência fazem dela uma equipa capaz de surpreender muita gente.

A França continua a ser uma das grandes potências do futebol mundial. A profundidade do seu talento e a experiência acumulada em grandes competições fazem dela uma candidata permanente ao título. Tem demonstrado capacidade para chegar às fases decisivas dos grandes torneios e adaptar-se a diferentes adversários e contextos de jogo.

Se me fosse permitida uma quarta escolha, seria sem dúvida o Canadá. Existe algum favoritismo, naturalmente, por ser o meu país, mas a verdade é que o crescimento do futebol canadiano na última década tem sido notável. A jogar em casa, apoiado por adeptos apaixonados e liderado por uma geração talentosa de jogadores, o Canadá tem a oportunidade de criar momentos especiais e continuar a inspirar as futuras gerações de futebolistas.

A beleza do Campeonato do Mundo está precisamente na sua imprevisibilidade. Estas são as minhas escolhas, mas todos os torneios produzem surpresas e é isso que faz do Mundial o evento desportivo mais fascinante do planeta.

Madalena Balça/MS

Campeonato do Mundo de Futebol: A bola vai começar a rolar

5 June 2026 at 14:08
FIFA Fan Festival @Toronto

Vamos começar por lembrar o que já todos sabem – pela primeira vez na história, o Campeonato do Mundo de Futebol vai disputar-se também em solo canadiano (para além dos jogos nos EUA e México). Toronto e Vancouver são as duas cidades canadianas, do total de 16 cidades anfitriãs. Toronto acolhe seis partidas entre junho e julho de 2026, incluindo o histórico jogo inaugural da seleção canadiana a 12 de junho. Esta será a primeira vez que uma seleção masculina de futebol do Canadá jogará um Mundial em casa.

Para além dos jogos no BMO Field, a cidade criou um espaço de celebração coletiva acessível a todos: o FIFA Fan Festival@Toronto. Localizado em Fort York National Historic Site e The Bentway, o festival será o ponto de encontro oficial dos adeptos durante todo o torneio. Trata-se, afinal, de um espaço oficial da FIFA onde residentes e visitantes poderão assistir aos jogos em ecrãs gigantes, participar em atividades culturais e viver o ambiente do Mundial sem precisar de entrar no estádio. O tema escolhido pela cidade, “The World in a City”, reflete a identidade multicultural de Toronto, uma das cidades mais diversas do mundo, onde mais de 200 línguas são faladas e onde o futebol é uma paixão transversal a muitas das comunidades aqui residentes.

O FIFA Fan Festival@Toronto democratiza assim o acesso ao Mundial: quem não tem bilhete para o estádio pode viver a experiência da competição com a mesma intensidade, rodeado de adeptos de todo o mundo, em pleno coração da cidade. As entradas gratuitas esgotaram rapidamente, mas quem puder e quiser gastar algum dinheiro, há ainda disponíveis bilhetes Premium que dão acesso a locais com visão privilegiada e condições logísticas diferenciadas.

Preparem os cachecóis, as bandeiras, afinem as gargantas e treinem o coração para emoções fortes. A bola vai começar a rolar. Que ganhe o melhor!  

Clique AQUI para garantir o Calendário oficial dos jogos do mundial.

 

FASE DE GRUPOS

  • Portugal x RD Congo
  • Data: 17 de junho de 2026
  • Hora no Canadá: 13:00 (EDT)
  • Local: NRG Stadium, Houston (Texas, EUA)

  • Portugal x Uzbequistão
  • Data: 23 de junho de 2026
  • Hora no Canadá: 13:00 (EDT)
  • Local: NRG Stadium, Houston (Texas, EUA)
  • Colômbia x Portugal
  • Data: 27 de junho de 2026
  • Hora no Canadá: 19:30 (EDT)
  • Local: Hard Rock Stadium, Miami Gardens (Flórida, EUA)

 

  • Canadá x Bósnia e Herzegovina
  • Data: Sexta-feira, 12 de junho de 2026
  • Hora: 15:00
  • Local: BMO Field (Toronto, ON)
  • Canadá x Qatar
  • Data: Quinta-feira, 18 de junho de 2026
  • Hora: 18:00
  • Local: BC Place (Vancouver, BC)
  • Suíça x Canadá
  • Data: Quarta-feira, 24 de junho de 2026
  • Hora: 15:00
  • Local: BC Place (Vancouver, BC)

Os números do Campeonato

  • 48 seleções
  • 1.248 jogadores
  • 104 partidas disputadas no Canadá, México e Estados Unidos

  • 57 jogadores retornam após terem integrado pelo menos uma convocação para Campeonatos do Mundo anteriores

  • 891 atletas disputarão o torneio pela primeira vez

  • Mais de 25 anos separam o jogador mais velho da competição, o guarda-redes escocês Craig Gordon (43 anos e 162 dias), do mais jovem, o mexicano Gilberto Mora (17 anos e 240 dias)

  • 22 jogadores têm menos de 20 anos

  •  7 atletas têm 40 anos ou mais

  • 22 campeões mundiais retornarão ao principal palco do futebol internacional.

  • Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão disputarão o Campeonato do Mundo da FIFA pela primeira vez

  • Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa estão prestes a disputar o 6º Campeonato do Mundo, estabelecendo um novo recorde de participações

  • Carlos Queiroz, atualmente à frente de Gana, que trabalhará no seu 5º Campeonato do Mundoconsecutivo.

Seleção Portuguesa

Guarda-redes

Diogo Costa (Porto – Portugal) José Sá (Wolverhampton – Inglaterra) Rui Silva (Sporting – Portugal) Ricardo Velho (Gençlerbirligli – Turquia)

Defensores

Diogo Dalot (Manchester United – Inglaterra) Matheus Nunes (Manchester City – Inglaterra) Nélson Semedo (Fenerbahce – Turquia) João Cancelo (Barcelona – Espanha) Nuno Mendes (Paris Saint-Germain – França) Gonçalo Inácio (Sporting – Portugal) Renato Veiga (Villarreal – Espanha) Rúben Dias (Manchester City – Inglaterra) Tomás Araújo (Benfica – Portugal)

Meio-campistas

Rúben Neves (Al-Hilal – Arábia Saudita) Samuel Costa (Mallorca – Espanha) João Neves (Paris Saint-Germain – França) Vitinha (Paris Saint-Germain – França) Bruno Fernandes (Manchester United – Inglaterra) Bernardo Silva (Manchester City – Inglaterra)

Atacantes

João Félix (Al-Nassr – Arábia Saudita) Francisco Trincão (Sporting – Portugal) Francisco Conceição (Juventus – Itália) Pedro Neto (Chelsea – Inglaterra) Rafael Leão (Milan – Itália) Gonçalo Guedes (Real Sociedad – Espanha) Gonçalo Ramos (Paris Saint-Germain) Cristiano Ronaldo (Al-Nassr – Arábia Saudita)

Seleção Canadiana

O técnico Jesse Marsch convocou 26 jogadores para representar a seleção masculina do Canadá na Copa do Mundo. A lista oficial é liderada por grandes nomes como Alphonso Davies e Jonathan David.

Confira a lista completa de convocados:

Guarda-redes:

  • Maxime Crépeau
  • Owen Goodman
  • Dayne St. Clair

Defesas:

  • Moïse Bombito
  • Derek Cornelius
  • Alphonso Davies
  • Luc de Fougerolles
  • Alistair Johnston
  • Alfie Jones
  • Richie Laryea
  • Niko Sigur
  • Joel Waterman

Médios:

  • Ali Ahmed
  • Tajon Buchanan
  • Mathieu Choinière
  • Stephen Eustáquio
  • Ismaël Koné
  • Liam Millar
  • Jonathan Osorio
  • Nathan Saliba
  • Jacob Shaffelburg
  • Marcelo Flores

Avançados:

  • Jonathan David
  • Promise David
  • Cyle Larin
  • Tani Oluwaseyi

Clique AQUI para obter o infográfico com as informações acima.

Créditos: MDC Media Group 

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5 June 2026 at 13:55
Créditos: MDC Media Group

À medida que se aproxima o dia 11 de junho, o primeiro jogo do Mundial de 2026 será disputado no Estádio Azteca, na Cidade do México. Até ao dia 19 de julho, quando se jogará a grande final, uma euforia nacionalista irá contagiar todos os países concorrentes e demais adeptos, gerando o caos em todo o planeta. Milhões de pessoas vão alterar o seu modo de vida para fazer parte de um jogo ou para o assistir através dos vários sistemas de transmissão disponíveis. É um jogo bonito, mas será mesmo?

Por trás da pompa e da circunstância, cada uma das cidades anfitriãs está em sobressalto com programas pretensiosos e dispendiosos, não para fazer os residentes felizes, mas para satisfazer as exigências corruptas da FIFA. Não vou questionar a paixão ou a força da crença daqueles que têm atitudes fanáticas sobre a lealdade a um jogo de futebol ou a um país, mas questiono este temperamento fraco e temporário daqueles que convenientemente usam estes eventos para roubar à sociedade a sua normalidade no trabalho ou dentro da própria cidade, porque o fogo da estupidez não pode ser contido em nome do futebol. 

Há meses que parece que o Campeonato do Mundo da FIFA é um passeio de lazer por um museu de alegria com subtonsdemoníacos de expectativas sombrias. Talvez esteja errado, mas o entusiasmo que está a ser promovido ignora a miséria que está a ser imposta à normalidade da vida nas cidades anfitriãs. O Canadá está a gastar mil milhões de dólares, o que equivale a 85 milhões de dólares por jogo para acolher uma dúzia de partidas. Poderíamos argumentar que o dinheiro trará benefícios para o país a longo prazo, mas a história prova o contrário. A única entidade que beneficia é a FIFA e, depois de todo o barulho cessar, são os cidadãos das cidades e dos países que ficam a arcar com as despesas. Após o torneio, Trump continuará por cá com as tarifas e o desenvolvimento económico condicionado, enquanto a FIFA regressa a casa para continuar a abraçar a corrupção da “Era Dourada” e a desfrutar dos lucros de preços inflacionados devido às condições antiéticas impostas às cidades anfitriãs. Parceiros sem escrúpulos do sistema da FIFA vergar-se-ão às condições impostas, e a vilania, como uma doença, infetará aqueles que por eles foram sancionados durante muitos anos. 

Padrões de corrupção ancestrais circulam pela cultura que é a FIFA e, embora muitos possam contestar esta afirmação, a história provou que o lucro desmedido e a exploração estão na base do jogo bonito. Em 2015, uma investigação liderada pelo Departamento de Justiça dos EUA expôs subornos sistemáticos, branqueamento de capitais e associação criminosa. A investigação levou à queda do então presidente Sepp Blatter e à detenção de inúmeros funcionários de alto escalão. Em 2016, Gianni Infantino foi eleito prometendo uma era de transparência e reforma, mas em 2023, condenações por suborno relacionadas com direitos televisivos voltaram a mostrar a sua face mais feia.

E não nos esqueçamos do “Prémio da Paz” para Donald Trump, que nunca saberá como se escreve paz.

Na sexta-feira, 12 de junho, o Canadá defrontará a Bósnia-Herzegovina em Toronto para abrir os jogos no Canadá. Toronto, apesar das constantes queixas da Presidente do Município, Olivia Chow, sobre os custos, está a fazer os possíveis para “pôr batom no porco” — que é o que Toronto é atualmente —, fechando ruas, despejando sem-abrigo, removendo acampamentos, colocando faixas falsas e outras coberturas para esconder estruturas temporárias e dando preservativos a todos os jogadores com o logótipo da FIFA para garantir que todos os bebés concebidos em Toronto tenham uma marca da FIFA na testa.

Não sejamos apenas negativos aqui: todos podemos beber até às 4 da manhã e ir trabalhar às 6 da manhã, por isso vamos fazer festa a noite toda para que as pessoas nos acampamentos não consigam dormir, uma vergonha! Como se atrevem a colocar pessoas vulneráveis em locais perigosos, num estado de desconforto? Vamos criar mais engarrafamentos, mais barulho, mais irritação e bilhetes a preços exorbitantes porque é um jogo bonito. Não é verdade, Ronaldo?

Manuel DaCosta/MS


Beautiful Game for Millionaires

As the date of 11 th June approaches, the first game of the 2026 World Cup will be played at Estadio Azteca in Mexico City. Until July 19°, when the final game is to be played, nationalistic euphoria will permeate all the competing countries and other supporters, creating chaos around the globe. Millions of people will alter their way of life to be part of a game or to watch it on the various broadcasting systems available. It’s a beautiful game, but is it? 

Beneath the pomp and circumstance, each of the hosting cities are in overdrive with pretentious costly programs not to make the residents happy but to satisfy the corruptive demands of FI FA. I will not question passion or power of belief from those with fanatistic attitudes about loyalty to a soccer-garneuroeountry, bt.it I vvi-11 -qu-estion thi􀀸 “vve-ak-ten1porary temf.Jt::ram-ent-of those-vvho conveniently use these events to rob society of its normalcy at work or within the city itself, because the fire of stupidity cannot be contained in the name of soccer. For months now, it feels as if the FIFA World Cup is a leisurely walk through a museum of joy with demonic undertones of darkening expectations. Perhaps I’m wrong but the elation being promoted ignores the misery being thrust upon the normality of life in the host cities. Canada is spending a billion dollars, equating to 85 million dollars per game to host a dozen games. We could argue that the money will bring benefits to the country in the long run, but history proves otherwise. 

The only benefiting entity is FIFA and after all the noise ceases, it’s the citizens of the cities and countries that are left holding the bag. After the tournament, Trump will still be there with tariffs and restrained economic development while FIFA returns home to continue embracing Gilded Age corruption and enjoying the spoils of inflated pricing due to unethical conditions placed on host cities. Unscrupulous associates of the FIFA system will bow to the conditions imposed and neferiosity as a disease will infect those who were sanctioned by them for many years to come. Ancient corruptive standards are circulating through the culture which is FIFA and while many may dispute the assertion, history has proven that profiteering and exploitation is at the base of the beautiful game. In 2015, a USA led Department of Justice investigation exposed systematic bribery, money laundering and racketeering. The probe led to the downfall of the then President Sepp Blatter and the arrest of numerous high-ranking officials. In 2016, Gianni Infantino was elected, promising an era of transparency and reform but in 2023, bribery convictions related to TV rights once again reared its ugly head. 

And let’s not forget the “Peace Prize” for Donald Trump who will never know how to spell peace. 

On Friday June 12″, Canada will play Bosnia Herzegovina in Toronto to open up the games in Canada. Toronto, despite Mayor Chow’s constant complaining about costs, is going all out in spreading lipstick on the pig, which is Toronto currently, closing streets, evicting homeless people, removing encampments, placing fake banners and other coverings to hide temporary structures and giving condoms to all players with the FIFA logo to ensure that all babies conceived in Toronto will have a FIFA marking on their foreheads.

Let’s not be all negative here, we can all drink until 4am and go to work at 6am, so let’s party all night so that people in encampments can’t sleep, shame! How dare you place vulnerable people in perilous places in a state of discomfort? Let’s create more gridlock, more noise, more aggravation and unaffordable tickets because it’s a beautiful game. Right, Ronaldo?

Manuel DaCosta/MS

Uma recessão técnica é, tecnicamente, um problema para Mark Carney?

4 June 2026 at 23:04
CBC

Tecnicamente? Depende de quem responde à pergunta. Politicamente e na prática? É, sem dúvida, uma dor de cabeça para Mark Carney, embora disponha de algumas vantagens e margens de manobra que os seus antecessores não tiveram.

A realidade económica versus a arma política

Pela definição mais rigorosa – dois trimestres consecutivos de crescimento económico negativo – o Canadá encontra-se em recessão, uma vez que o PIB recuou 1,0% no quarto trimestre de 2025 e uma estimativa aponta para uma queda adicional de 0,1% no primeiro trimestre de 2026.

No entanto, como salientam os economistas, uma recessão técnica nem sempre corresponde a uma recessão real. Uma descida de apenas 0,1% pode facilmente desaparecer em futuras revisões estatísticas, e o atual abrandamento económico não apresenta os sinais de devastação generalizada típicos de uma verdadeira crise económica.

Mas, na política, a perceção muitas vezes sobrepõe-se aos aspetos técnicos. O líder conservador Pierre Poilievre tem utilizado repetidamente a palavra “recessão”, mencionando-a dezenas de vezes perante os jornalistas, numa tentativa de fragilizar a reputação de Mark Carney como gestor económico sólido e confiável. Para Carney, ver a palavra “recessão” associada ao seu nome apenas um ano depois de assumir o cargo de primeiro-ministro representa uma mudança de narrativa pouco favorável.

O fator Donald Trump

Neste momento, o principal trunfo de Carney é a forma como os canadianos interpretam as causas do abrandamento económico. Sondagens recentes sugerem que uma parte significativa da população (47% considera que o país está no rumo certo e 59% aprova o desempenho de Carney) atribui as dificuldades económicas a fatores externos, nomeadamente à instabilidade económica e às tarifas consideradas injustas impostas por Donald Trump, e não a falhas da política interna. Poilievre enfrenta uma batalha difícil para convencer os eleitores de que os impostos e a burocracia do governo Carney são os verdadeiros responsáveis pela situação, sobretudo porque o próprio governo já começou a avançar com reformas regulatórias que os Conservadores vinham defendendo há vários anos.

O luxo do tempo

Se existe uma razão principal para que esta recessão técnica ainda não represente um golpe fatal para Carney, essa razão é o calendário político.

Quando Stephen Harper enfrentou uma situação semelhante em 2015, a recessão técnica ocorreu durante o seu décimo ano no poder e em plena campanha eleitoral, prejudicando seriamente a sua imagem. Carney, pelo contrário, está apenas no primeiro ano do seu mandato. Além disso, graças à passagem de alguns deputados conservadores para outras bancadas, reforçando a sua posição parlamentar, Carney não terá, tecnicamente, de enfrentar os eleitores para defender o seu desempenho económico durante mais três anos.

Então…

Embora possa parecer apenas uma questão “técnica” numa folha de cálculo, o enfraquecimento da economia representa um desafio real para o governo. Se os canadianos continuarem a sentir dificuldades financeiras à medida que o verão avança, Carney não poderá refugiar-se indefinidamente no argumento de que “a culpa é de Trump”. Mais cedo ou mais tarde, as bases económicas mais fortes e resilientes que prometeu terão de se tornar visíveis no dia a dia dos cidadãos. A questão é saber se a estratégia agressiva de Pierre Poilievre na interpretação dos dados económicos acabará por desgastar os elevados níveis de aprovação de Carney ou se Donald Trump continuará a ser visto, pela maioria dos canadianos, como o principal responsável pelos problemas económicos do país.

Madalena Balça/MS

Presidente libanês diz que acordo entre Israel e Líbano é “última oportunidade”

4 June 2026 at 23:00
Créditos: JN

O acordo anunciado em Washington após negociações entre Israel e o Líbano constitui “a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo”, afirmou o presidente libanês Joseph Aoun, que aguarda “a resposta” do Hezbollah.

O chefe de Estado disse que transmitiria a resposta do grupo xiita aos Estados Unidos, cujo presidente será “o garante” da aplicação deste acordo para um cessar-fogo condicionado a uma “cessação total” dos disparos do movimento pró-iraniano Hezbollah.

“Cada parte deve assumir a responsabilidade, caso não responda favoravelmente”, acrescentou, citado pela AFP, sendo que está prevista para esta tarde uma mensagem do secretário-geral do Hezbollah, Naïm Qassem.

Entretanto, os Guardas da Revolução do Irão exigiram a retirada do exército israelita do Líbano.

“Apoiar a resistência no Líbano é um dever de cada um de nós e expulsar Israel da região é um objetivo alcançável para os muçulmanos”, escreveu o general Esmaïl Qaani, responsável pela Força Qods, o ramo de operações externas dos Guardas.

Apesar de um cessar-fogo em novembro de 2024 num conflito anterior, o exército israelita mantinha então cinco posições na região. Israel e o Líbano concordaram, após dois dias de conversações em Washington, na aplicação de um cessar-fogo condicionado.

O acordo condiciona um cessar-fogo a uma “paragem completa” dos ataques do Hezbollah. Prevê a retirada de todos os membros do movimento pró-iraniano de uma zona de 30 quilómetros a partir da fronteira israelita.

O acordo prevê “a liberdade de ação para Israel, com o aval dos Estados Unidos, para atacar Beirute em resposta a disparos contra as localidades e o território israelitas”, disse o ministro da Defesa, Israel Katz. No acordo está prevista a criação de uma “zona desmilitarizada”, acrescentou.

JN/MS

Planeta esgota recursos naturais deste ano a 30 de julho

4 June 2026 at 22:59
Créditos: JN

O dia da sobrecarga ecológica do planeta, em que a humanidade esgota os recursos naturais da Terra disponíveis anualmente e passa a viver “a crédito”, assinala-se a 30 de julho.

Segundo os dados da organização internacional “Global Footprint Network”, o planeta vai entrar em sobrecarga a 30 de julho, poucos dias mais tarde do que em 2025, quando a data se assinalou a 24 de julho.

A organização explica que “a aparente data mais tardia” para esgotar os recursos da Terra este ano tem por base a revisão dos dados usados para calcular o dia da sobrecarga, que leva a recalcular também os dados de anos anteriores.

Em 2026, explicou a organização, a principal mudança para efeitos de cálculo teve a ver com a revisão em alta da capacidade dos oceanos absorverem dióxido de carbono, para além de mais alguns pequenos ajustamentos, o que “empurrou o Dia da Sobrecarga da Terra” seis dias para a frente face a 2025.

Por outro lado, apesar de acontecer mais tarde do que em 2025, a data deste ano representa “o nível mais elevado de sobrecarga ecológica alguma vez registado”.

Esgotar os recursos que o planeta é capaz de regenerar no espaço de um ano demonstra, segundo a “Global Footprint Network”, o “quanto a economia depende da sobreutilização da natureza”.

JN/MS

Falta de respostas aos idosos é “um tsunami que já está na praia”

4 June 2026 at 22:58
Créditos: JN

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) entende que “se perderam anos decisivos” no planeamento das respostas ao envelhecimento da população, defendendo um investimento urgente em lares e apoio domiciliário para evitar uma “debacle social”.

Em entrevista à Lusa, a propósito do congresso nacional das misericórdias, que vai decorrer entre os dias 4 e 6 de junho em Braga, Manuel Lemos considerou que Portugal enfrenta hoje as consequências de anos de falta de planeamento para responder ao envelhecimento demográfico, uma realidade que classificou como o principal desafio social do país.

Segundo o responsável, a pressão sobre hospitais, lares e famílias resulta de um fenómeno que era previsível, mas que não foi acompanhado pelas respostas necessárias ao nível da proteção social e da saúde. “Não foi por falta de alertas. Eu sempre disse que um dia o tsunami chegava à praia. O tsunami está na praia”, afirmou. Manuel Lemos defendeu que o Estado deve assumir o envelhecimento como uma prioridade estratégica, através da construção das respostas residenciais necessárias, do reforço da rede de cuidados continuados e da transformação do atual modelo de apoio domiciliário.

JN/MS

Autarca de Toronto critica FIFA por proibir garrafas reutilizáveis no Mundial

4 June 2026 at 18:02

 

Foto: DR.

A presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, criticou duramente a decisão da FIFA de proibir os espectadores de levarem garrafas de água reutilizáveis para os estádios durante o Campeonato do Mundo, classificando a medida como “uma forma pura de angariar dinheiro”.

A alteração ao código de conduta dos estádios foi anunciada esta semana e impede os adeptos de entrarem nos jogos com as suas próprias garrafas reutilizáveis.

“É um aproveitamento. Porque é que as pessoas têm de comprar água dentro do estádio quando podem levá-la de casa? É mais barato e melhor para o ambiente”, afirmou Chow, acrescentando que a organização “já lucra milhares de milhões de dólares”.

A autarca reconheceu que a cidade tem pouca margem de intervenção, uma vez que a FIFA define as regras nos recintos oficiais. Ainda assim, sugeriu que a organização disponibilize garrafas de água gratuitas no interior do estádio como “um gesto positivo para os residentes de Toronto”.

Também a Toronto Environment Alliance criticou a decisão, considerando-a prejudicial para o ambiente. Segundo a organização, a utilização de recipientes reutilizáveis poderia evitar mais de um milhão de artigos descartáveis em Toronto durante o torneio.

Fonte: CP24 News

Flight Path Home dá voz às histórias de migração e pertença 

4 June 2026 at 16:32
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Flight Path Home, livro de Steven M. Silva
IMG_1986 IMG_1991 IMG_1976 IMG_1998 IMG_1984 IMG_1977 IMG_2002 IMG_2016 IMG_2017 Flight Path Home, livro de Steven M. Silva

Créditos: Francisco Pegado

A Galeria dos Pioneiros Portugueses e a Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO) promoveram uma sessão especial de apresentação do livro Flight Path Home: Stories of Family Migrations and Belonging (O Caminho de Regresso a Casa: Histórias de Famílias, Migração e Sentimento de Pertença), da autoria de Steven M. Silva.

O evento reuniu membros da comunidade, familiares, educadores e amantes da literatura para uma noite de leitura, reflexão, autógrafos e venda de exemplares da obra, que aborda temas como a migração, a identidade, a memória e o sentimento de pertença.

Partindo da história da sua própria família, Steven Silva conduz os leitores numa viagem entre a Ilha da Madeira, em Portugal, e o Canadá, revisitando memórias, desafios e conquistas que marcaram o percurso de várias gerações. A obra reflete sobre a experiência da emigração, a preservação das raízes portuguesas e a forma como estas histórias continuam a moldar a identidade e o sentimento de pertença das famílias luso-canadianas.

Na abertura da sessão, Manuel DaCosta, em representação da Galeria dos Pioneiros Portugueses, destacou a importância de preservar as histórias dos pioneiros portugueses no Canadá, sublinhando que obras como esta ajudam a manter viva a memória coletiva da comunidade e a transmitir esse legado às gerações futuras.

Também Kátia Caramujo, em representação da ACAPO, salientou o valor cultural e educativo do livro, considerando-o um importante testemunho da experiência de muitas famílias portuguesas que construíram uma nova vida no Canadá “apresentar Flight Path Home durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá é também uma forma de mostrar que esta celebração vai muito além das festividades e do Desfile do Dia de Portugal. É igualmente uma oportunidade para valorizar a nossa história, a nossa cultura e as histórias que moldaram a comunidade portuguesa no Canadá”, afirmou.

Durante a apresentação, Steven Silva explicou que a obra nasceu da vontade de compreender melhor o percurso da sua família e de explorar a forma como as experiências de migração continuam a marcar a identidade das gerações seguintes “é um sentimento de grande orgulho estar aqui, num espaço dedicado aos pioneiros portugueses e durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá. Este livro permitiu-me reconectar com o passado, fortalecer os laços familiares, encontrar-me através destas histórias e compreender melhor quem sou. É também uma celebração da nossa identidade, das nossas tradições e do orgulho nas nossas origens”, partilhou o autor que também não se esqueceu de agradecer às três pessoas que proporcionaram a apresentação do seu livro – Kátia Caramujo, José Eustáquio e Manuel DaCosta.

Um dos momentos mais emotivos da noite contou com a participação de quatro antigas professoras de Steven Silva, Gabriella Colussi Arthur, Maria João Maciel Jorge, Mary Di Biase Petrungaro e Gabriela Sangiorgio, que recordaram o seu percurso académico e a sua dedicação à aprendizagem e às suas raízes culturais.

Em destaque esteve também a mãe do autor, Cesaltina Silva, que visivelmente emocionada afirmou: “é um enorme orgulho ver o meu filho fazer aquilo que ama e transformar as histórias da nossa família numa obra que pode inspirar tantas outras pessoas”.

A iniciativa terminou com uma sessão de autógrafos e convívio entre os participantes, celebrando não apenas o lançamento de um livro, mas também as histórias, as memórias e as experiências que continuam a unir a comunidade luso-canadiana e a enriquecer o património cultural português no Canadá.

Francisco Pegado/MS

PicNic Borges Foods: Um convívio solidário

4 June 2026 at 16:16
@Julio Carias

É uma tradição já com 33 anos, o PicNic Borges Foods começou em 1993, sempre com o objetivo de promover o convívio entre todos os colaboradores, clientes e amigos da empresa.

Acontece sempre nesta altura, entre o final do mês de maio e o dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o que transforma este evento, também, numa excelente ocasião para celebrar a cultura portuguesa.

Para além de tudo isto, há ainda uma outra razão para o Borges Foods continuar com esta iniciativa, ano após ano – transformar um convívio numa oportunidade para ser solidário com instituições canadianas (ou luso-canadianas) que desenvolvem um trabalho essencial em prol dos outros. Este ano a instituição contemplada foi a Canadian Cancer Association.

@Julio Carias

Para além dos comes e bebes, como uma boa festa à portuguesa que é, também não faltou animação musical, garantida por: Rancho Folclórico e Bombos da Associação Cultural do Minho; João Marques e ainda a dupla Daniel e Tânia.

Assim, ao longo de mais de três décadas, o PicNic Borges Foods tem demonstrado que o sucesso de uma empresa também se mede pela sua capacidade de unir pessoas e retribuir à comunidade. Mais do que um simples encontro anual, este evento tornou-se um símbolo de amizade, tradição e solidariedade, reunindo gerações em torno dos valores que ajudaram a construir a história da empresa.

Entre momentos de convívio, celebração da cultura portuguesa e apoio a causas nobres, o PicNic Borges Foods continua a afirmar-se como uma iniciativa que faz a diferença, fortalecendo laços e deixando uma marca positiva na comunidade luso-canadiana e na sociedade em geral.

Júlio Carias/Madalena Balça/MS

42.ª Gala da UTPA celebra o mérito académico e o futuro da juventude portuguesa

4 June 2026 at 16:03

 

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Membros da Direção da University of Toronto Portuguese Association (UTPA)
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Fotos: Francisco Pegado

Num ambiente de celebração, reconhecimento e orgulho comunitário, a University of Toronto Portuguese Association (UTPA) realizou a sua 42.ª Gala Anual no Casa do Alentejo Community Centre, em Toronto.

Fundada em 1984, a associação tem como missão apoiar estudantes luso-canadianos, promovendo a educação, a cultura portuguesa e o envolvimento comunitário ao longo do ano.

O evento reuniu estudantes, famílias, líderes comunitários e representantes políticos, num momento de forte ligação intergeracional e de valorização do percurso académico dos jovens da comunidade.

Na abertura da cerimónia, o presidente da UTPA, Pedro Benevides, sublinhou a importância do papel da juventude na continuidade da comunidade portuguesa “hoje celebramos os jovens que se dedicam ao voluntariado nos nossos clubes e associações e que representam com orgulho a cultura portuguesa, enquanto prosseguem o seu percurso académico. Na UTPA, acreditamos que a juventude é um dos pilares da nossa comunidade. São os líderes de amanhã e terão um papel fundamental em levar a comunidade portuguesa a novos horizontes.”

Seguiu-se o momento central da noite: a atribuição de 12 bolsas de estudo a estudantes que se destacaram pela excelência académica, liderança e envolvimento comunitário. Os premiados deste ano foram Victoria da Silva, Raphael Mendes, Beatriz Simas, Vanessa Sousa, Leonor das Neves, Melanie Silva, Auriana da Costa, Evan Nunes, Matthew Goulart, Tomas Isabel, Arabella Rafie e Daniel Braga.

Num ambiente de emoção e reconhecimento, os bolseiros subiram ao palco para receber a distinção, sublinhando o impacto que este apoio terá nos seus percursos académicos e pessoais.

Entre eles, Victoria da Silva destacou o significado do percurso que a trouxe até este momento “sou muito grata por todo o apoio que tenho recebido da comunidade portuguesa desde o primeiro dia. Tive a felicidade de fazer parte da Queens Portuguese Association e de trabalhar com o deputado Charles Sousa, experiências que contribuíram muito para o meu crescimento pessoal e profissional. Fazer parte da comunidade portuguesa tem um significado muito especial para mim.”

Também Raphael Mendes reforçou o sentimento de gratidão e motivação perante esta distinção “ser selecionado pela UTPA é uma grande honra e uma recompensa por todo o esforço e dedicação ao longo dos anos. Esta bolsa será um apoio importante para mim e para a minha família e motiva-me a continuar os meus estudos com ainda mais empenho.”

As palavras dos restantes bolseiros refletiram igualmente o reconhecimento coletivo de que esta oportunidade representa um voto de confiança no seu potencial.

O significado da educação como pilar da comunidade foi também sublinhado pelos representantes políticos presentes. Entre eles, o deputado federal pelo círculo eleitoral de Mississauga–Lakeshore, Charles Sousa, destacou a evolução da presença portuguesa no ensino superior ao longo das últimas décadas:“tenho muito orgulho em ser luso-canadiano e em ver os nossos jovens a alcançar cada vez mais sucesso. Quando entrei na universidade, éramos poucos; hoje, vemos estudantes portugueses a destacar-se em muitas áreas. A educação sempre foi uma prioridade para a nossa comunidade, e iniciativas como estas bolsas de estudo ajudam os jovens a concretizar o seu potencial e a construir um futuro melhor.”

Na mesma linha, a Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, destacou a relevância destas iniciativas na preservação e valorização da língua, cultura e identidade portuguesa junto das novas gerações.

A gala prosseguiu com momentos de convívio, gastronomia tradicional portuguesa e a atuação da Luso-Can Tuna, num ambiente marcado pela partilha e pelo orgulho das raízes.

A noite encerrou com homenagens, música e dança, reforçando o compromisso da UTPA em apoiar a educação e inspirar as futuras gerações de luso-canadianos.

Francisco Pegado/MS

Portuguese Canadian Walk of Fame volta a homenagear luso-canadianos de excelência

4 June 2026 at 15:55
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Fotos: Adriana Paparella

A Camões Square, em Toronto, voltou a ser palco de uma das mais significativas celebrações da comunidade portuguesa no Canadá. Entre abraços, reencontros e momentos de emoção, realizou-se mais uma edição do Portuguese Canadian Walk of Fame, uma iniciativa que homenageia homens e mulheres cujo trabalho e dedicação deixaram uma marca duradoura na comunidade luso-canadiana.

Mais do que uma cerimónia de reconhecimento, o evento celebra a herança portuguesa, as histórias de perseverança e os valores que ajudaram gerações de imigrantes e seus descendentes a construir um lugar de destaque na sociedade canadiana. É também uma oportunidade para recordar aqueles que, muitas vezes longe dos holofotes, dedicaram a sua vida ao serviço da comunidade.

Este ano, foram homenageados Sónia Pereira, Joaquina Pires, Tony do Vale e António do Forno, este último a título póstumo. Quatro percursos distintos, unidos pelo compromisso com a comunidade, pela generosidade e pela vontade de fazer a diferença, não só na comunidade portuguesa, mas também na construção de um Canadá melhor.

A cerimónia reuniu familiares, amigos, líderes comunitários e representantes de diversas organizações portuguesas, num ambiente marcado pelo orgulho e pela gratidão.

Para Manuel DaCosta, fundador e presidente do Portuguese Canadian Walk of Fame, a edição de 2026 foi uma das mais desafiantes no processo de seleção “recebemos muitas nomeações de enorme qualidade. Este ano decidimos olhar para além dos votos e concentrar-nos sobretudo no impacto humano e comunitário de cada pessoa. Há muitas pessoas extraordinárias que dedicam a sua vida aos outros sem nunca procurarem reconhecimento. Sentimos que os homenageados deste ano representam precisamente esse espírito de dedicação e serviço.”

Segundo o Manuel DaCosta, a essência do projeto está precisamente em reconhecer aqueles que trabalham em silêncio, muitas vezes sem esperar qualquer recompensa “a melhor parte é ver a reação dos homenageados. Muitos nunca imaginaram receber uma homenagem destas. São pessoas humildes que fazem o bem sem esperar nada em troca. Ver a emoção e a gratidão nos seus rostos faz todo o esforço valer a pena.”

Numa mensagem dirigida à comunidade, apelou ainda à importância de continuar a valorizar aqueles que contribuem para o bem coletivo “todos temos talentos diferentes e formas distintas de servir a comunidade. É importante reconhecer aqueles que dedicam o seu tempo e energia a ajudar os outros e a fortalecer a nossa comunidade.”

Entre os homenageados deste ano esteve Tony do Vale, reconhecido pelo seu percurso de liderança e pelo trabalho desenvolvido no sindicato LIUNA Local 506. Ao receber a distinção, mostrou-se agradecido pelo reconhecimento “sempre procurei fazer o melhor possível pela nossa comunidade. Este reconhecimento significa muito para mim, mas não muda quem eu sou. Vou continuar a ajudar sempre que puder.”

Dirigindo-se aos jovens, deixou uma mensagem de orgulho e identidade “conheçam as vossas raízes. Nunca se esqueçam de onde vieram os vossos pais e avós. O futuro da nossa comunidade está nas mãos das novas gerações.”

Também Sónia Pereira recebeu a homenagem com surpresa e emoção. Reconhecida pelo trabalho desenvolvido junto de famílias e pessoas com necessidades especiais, aproveitou o momento para destacar a importância da empatia e da inclusão “foi uma enorme surpresa receber esta distinção. Precisamos de ser mais pacientes, mais compreensivos e mais bondosos. Muitas famílias enfrentam desafios invisíveis e é importante não julgarmos sem conhecer a história de cada pessoa.”

Sónia sublinhou ainda que a sensibilização para as necessidades especiais continua a ser uma responsabilidade de toda a sociedade.

Um dos momentos mais emocionantes da cerimónia aconteceu durante a homenagem póstuma a António do Forno, empresário, líder comunitário e uma figura muito respeitada na comunidade portuguesa de London, Ontário.

Em representação da família, o filho Paul do Forno recordou o legado deixado pelo pai “é um enorme orgulho ver o nome do meu pai reconhecido desta forma. Tudo o que ele fez foi motivado pelo desejo de ajudar os outros. Nunca procurou reconhecimento. Fazia-o porque acreditava que era a coisa certa a fazer.”

Visivelmente emocionado, recordou também os sacrifícios feitos pela geração pioneira dos portugueses no Canadá “o meu pai chegou ao Canadá há 60 anos e trabalhou incansavelmente para criar oportunidades para a família e para ajudar quem precisava. A vida que temos hoje é fruto do esforço e dos sacrifícios da sua geração.”

A homenagem a Joaquina Pires foi igualmente recebida com emoção. Figura incontornável da promoção da cultura portuguesa em Montreal e noutras comunidades canadianas, Joaquina dedicou grande parte da sua vida à valorização da língua portuguesa, da educação e da participação cívica “receber esta notícia foi uma enorme surpresa. Aceito esta homenagem com muita humildade porque sinto que esta estrela representa todas as pessoas com quem tive o privilégio de trabalhar ao longo dos últimos 60 anos.”

Ao recordar o seu percurso, destacou a importância da colaboração e do trabalho em equipa “sempre acreditei que os melhores projetos nascem quando as pessoas trabalham juntas. Não são apenas os recursos financeiros que fazem a diferença. São as ideias, a dedicação e a capacidade de unir esforços.”

Numa mensagem dirigida às futuras gerações, apelou à preservação das tradições e ao envolvimento dos jovens na vida comunitária “é fundamental mantermos vivas as nossas raízes e transmitir aos mais novos o orgulho pela nossa cultura. Precisamos dos jovens para garantir a continuidade do trabalho desenvolvido ao longo de tantas décadas.”

A edição de 2026 foi inspirada no tema ‘o espírito, o povo, a terra’, uma homenagem às raízes, às tradições culturais e às paisagens que moldam a identidade e a história do povo português. O tema assenta no trabalho fotográfico de Irwin Karnick, que capta de forma sensível a ligação profunda entre as pessoas e as suas origens.

Com a colocação das suas estrelas na Camões Square, os homenageados passam agora a integrar permanentemente o Portuguese Canadian Walk of Fame, juntando-se a uma lista crescente de luso-canadianos que ajudaram a escrever a história da comunidade portuguesa no Canadá.

Mais do que um reconhecimento individual, cada estrela simboliza um legado de dedicação, serviço e orgulho cultural. São histórias de trabalho, perseverança e generosidade que continuam a inspirar as gerações atuais e futuras.

Ano após ano, o Portuguese Canadian Walk of Fame reafirma-se como um símbolo vivo da herança portuguesa no Canadá, celebrando aqueles que, através das suas ações, fortalecem a comunidade e enriquecem o mosaico cultural canadiano.

Francisco Pegado/MS

“Quero que me recordem como alguém que deu algo de novo à nossa cultura” – Nuno Ribeiro

29 May 2026 at 15:01
DR.

O panorama da música pop portuguesa contemporânea encontra em Nuno Ribeiro um dos seus nomes mais dinâmicos e originais. Numa altura em que as rádios e as plataformas de streaming parecem cada vez mais dominadas por tendências globais e sonoridades semelhantes, o cantor tem seguido um percurso diferente, apostando na valorização das raízes portuguesas e na recuperação de elementos ligados à identidade cultural nacional. Nesta entrevista, o artista falou sobre o crescimento da sua carreira, os novos desafios e a constante necessidade de reinvenção artística.

A conversa começou com uma reflexão sobre a participação de Nuno Ribeiro nos IPMA (International Portuguese Music Awards) de 2024, um evento de grande prestígio junto da comunidade portuguesa nos Estados Unidos. O cantor recordou a experiência com emoção e destacou o acolhimento caloroso que recebeu ao longo de toda a viagem. Para o músico, as comunidades portuguesas no estrangeiro vivem a música nacional de forma particularmente intensa devido à saudade da terra natal. Nuno Ribeiro considera que os emigrantes portugueses demonstram sempre um enorme carinho pelos artistas nacionais e transformam cada concerto num momento especial de união.

Foi precisamente nessa fase que “Maria Joana” se tornou um dos maiores sucessos da sua carreira. O tema conquistou Portugal e as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, criando uma forte ligação entre o cantor e o público. O artista admite que atuar para portugueses emigrados carrega uma energia diferente e mais emotiva. “Abraçam-nos sempre de uma maneira muito especial e diferente”, explicou, acrescentando que guarda sempre consigo o carinho recebido nas atuações realizadas fora do país.

Apesar do reconhecimento alcançado, Nuno Ribeiro confessa que continua a olhar para o sucesso com alguma surpresa, sobretudo porque sabe que muitas pessoas lutam diariamente pelos seus sonhos sem conseguirem concretizá-los. Ainda assim, o cantor garante que sempre acreditou no valor do esforço e do trabalho contínuo. “Se eu imaginava? Imaginava, claro que sim, porque senão não tinha lutado tanto”, afirmou. O músico reconhece que as dúvidas e inseguranças fizeram parte do percurso, mas acredita que o lado sonhador acabou sempre por prevalecer.

Outro dos momentos marcantes da carreira de Nuno Ribeiro foi o concerto em nome próprio no Coliseu de Lisboa. Para muitos artistas, atuar numa sala tão emblemática poderia ser motivo de grande pressão, mas o cantor prefere interpretar esse desafio como uma enorme responsabilidade perante o público. Segundo o músico, todo o espetáculo foi cuidadosamente preparado pela sua equipa, desde os detalhes técnicos até à construção do cenário, com o objetivo de proporcionar a melhor experiência possível aos espectadores. Por isso, os ensaios e toda a preparação foram feitos de forma rigorosa e intensa. O artista descreve essa noite como uma experiência especial e garante que novos concertos importantes serão anunciados futuramente.

Se “Maria Joana” representou um ponto de viragem importante, “Saloia” consolidou definitivamente a identidade artística do cantor. O tema mistura elementos tradicionais portugueses com sonoridades pop modernas, criando uma fusão entre tradição e contemporaneidade. O músico revelou que a música nasceu da vontade de combater o sentido pejorativo associado à palavra “saloia”. “Nós quisemos pegar aqui na saloia e torná-la numa pessoa cheia de força e poder”, explicou. Nuno Ribeiro mostrou ainda orgulho pelo facto de a figura feminina surgir representada como símbolo de autenticidade, resistência e orgulho cultural. O público acabou por abraçar a mensagem da canção e a sua sonoridade inovadora.

O cantor reconhece que esta mudança artística exigiu coragem, sobretudo porque se afastou da fórmula mais segura e comercial que marcou os primeiros anos da sua carreira. Inicialmente, descreve-se como alguém mais “certinho”, focado naquilo que sabia que funcionava melhor nas rádios. No entanto, sentiu necessidade de mostrar um lado mais verdadeiro e criativo da sua personalidade. A evolução artística tornou-se evidente primeiro em “Maria Joana”, através da introdução de elementos tradicionais portugueses, e ganhou maior expressão em “Saloia”, onde assume plenamente a mistura entre raízes culturais e inovação pop.

Outro traço importante da personalidade de Nuno Ribeiro é o perfeccionismo. O músico define-se como “um eterno insatisfeito”, alguém que procura constantemente melhorar o seu trabalho e elevar a qualidade daquilo que faz. Essa exigência pessoal impede-o de cair na acomodação e obriga-o a manter um foco permanente na evolução artística. Para o cantor, a vontade de experimentar novas sonoridades e superar desafios é essencial para continuar a crescer enquanto artista.

No final da entrevista, Nuno Ribeiro refletiu sobre o legado que gostaria de deixar. Mais do que números de streaming ou sucessos comerciais, deseja ser lembrado pelo contributo dado à valorização da música portuguesa e das tradições culturais do país. Ao mesmo tempo, revelou que gostaria de ser recordado como uma pessoa genuína e verdadeira ao longo de todo o percurso.

Para terminar, fez questão de deixar uma mensagem direta, carinhosa e bastante emotiva a toda a vasta comunidade portuguesa residente no Canadá e em toda a diáspora espalhada pelo mundo: “Deixo um abraço apertado e com muita saudade a todos. Sempre que me quiserem ver por aí, eu vou com todo o gosto do mundo. Continuem a ouvir e a apoiar aquilo que é nosso, a nossa música portuguesa, e a valorizar as nossas raízes. Nós, os artistas, valorizamos também muito o vosso abraço caloroso sempre que aí vamos cantar. Um beijinho gigante para todos e obrigado.” Um artista que se tornou verdadeiramente universal.

Paulo Perdiz/MS

Expansão do Aeroporto Billy Bishop poderá custar 5 mil milhões de dólares ao longo de 25 anos, afirma Autoridade Portuária

29 May 2026 at 14:59
Créditos: billybishopairport

A Autoridade Portuária de Toronto afirma que uma proposta de expansão do Aeroporto Billy Bishop Toronto City poderá custar entre 4 e 5 mil milhões de dólares nos próximos 25 anos.

O CEO da autoridade portuária, RJ Steenstra, disse a um comité de Queen’s Park esta semana que o projeto seria implementado por fases e financiado maioritariamente de forma privada. “Isto não é um investimento de um dia para o outro”, disse Steenstra na reunião do comité. “Isto levará tempo para garantir que estamos a responder às necessidades. É uma abordagem faseada.”

A Autoridade Portuária de Toronto possui e opera o aeroporto, enquanto o terminal de passageiros é propriedade da Nieuport Aviation. Steenstra disse ao comité que os aeroportos comerciais no Canadá são geralmente autofinanciados através de taxas de passageiros e companhias aéreas ao abrigo da Lei da Aeronáutica, e afirmou que o Billy Bishop seguiria o mesmo modelo.

“O aeroporto Billy Bishop precisa de se preparar para o crescimento futuro da população da província e da nossa economia em crescimento”, afirmou. “Se não planearmos com antecedência, a falta de capacidade aeroportuária poderá resultar em tarifas mais elevadas por passageiro, no declínio da conectividade regional, incluindo o acesso a comunidades remotas do norte, e numa redução no turismo e na atividade empresarial.”  O Projeto de Lei 110, introduzido no final de abril, permitiria que Ontário substituísse a Cidade de Toronto no acordo tripartido que rege os terrenos do aeroporto. Durante as audições do comité, Steenstra confirmou que não foi realizado um plano de negócios ou estudos de saúde e ambientais que analisem os impactos da expansão, e os planos ainda não foram partilhados com a Cidade de Toronto.

A presidente do município de Toronto, Olivia Chow, criticou o processo e afirmou que a cidade deveria ter um maior envolvimento. Ela pronunciou-se contra um plano provincial para assumir uma secção de um parque na marginal de Toronto como parte dos planos para expandir o Aeroporto Billy Bishop. “Este parque pertence às pessoas. E não, não deve ser expropriado. Não deve ser pavimentado”, disse Chow numa conferência de imprensa no início de maio no Little Norway Park. “É apenas uma pura usurpação de poder.” “Ao governo provincial: não vão apagar este parque sem luta. E às pessoas aqui presentes e a todos os habitantes de Toronto, precisamos da vossa voz. Falem com os vossos vizinhos, façam barulho. Este parque pertence-vos e vamos mantê-lo assim.”  O conselho municipal aprovou moções para contestar a província e irá equacionar uma ação judicial. “Não terminámos”, disse Chow.

OCN/MS

Karting: Vicente Costa arranca em grande no Canadian Rookie Karting Championship

29 May 2026 at 14:45
Créditos: MDC Media Group

O jovem piloto Vicente Costa começou da melhor forma a sua participação no Canadian Rookie Karting Championship 2026, disputado em Goodwood Kartways, deixando já a sua marca entre os talentos emergentes da modalidade.

Depois dos treinos e da sessão de qualificação, Vicente alinhou na segunda posição da grelha de partida. Na primeira corrida da categoria Youth Class (7 aos 12 anos), confirmou o seu forte andamento ao terminar num sólido 2.º lugar, registando ainda o segundo melhor tempo do seu grupo.

Um arranque promissor, numa competição onde ainda faltam nove corridas até à grande final, mas onde o jovem português já demonstra personalidade, velocidade e uma evolução consistente fruto de muito trabalho, dedicação e inúmeras horas de treino.

Por detrás do capacete está uma história feita de esforço, disciplina e humildade. Luis Costa e Andreia Pereira, pais de Vicente, vivem este percurso com enorme felicidade e orgulho, mas mantendo sempre os “pés bem assentes no chão”, conscientes de que o crescimento no desporto se constrói passo a passo.

Vicente leva consigo, em cada volta, a bandeira portuguesa, representando com paixão as suas raízes, enquanto ostenta também o símbolo da MDC – Media Group, numa ligação de confiança assumida desde o primeiro momento por Manuel DaCosta, que acreditou no potencial deste jovem pi loto e decidiu apoiar o seu caminho.

Num desporto onde os detalhes fazem a diferença, Vicente Costa continua a mostrar que talento e trabalho podem andar lado a lado. O campeonato ainda agora começou, mas a determinação já está bem visível dentro e fora da pista.

A estrada até à final é longa. Mas já há um jovem piloto português que começou a escrever a sua história.

Romulo M. Avila/MS

Cristiano Ronaldo lidera a lista de atletas mais bem pagos em 2026

29 May 2026 at 14:35
Créditos: JN

Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo, jogador do Al Nassr e da seleção nacional, continua a ser o atleta mais bem pago do mundo, agora pelo quarto ano consecutivo, segundo o ranking da Forbes divulgado.

Nos últimos 12 meses, Ronaldo é o atleta com maiores rendimentos, com estimados 258,5 milhões de euros (300 milhões de dólares), antes de impostos ou comissões de agentes, igualando o máximo já registado pela publicação, que pertencia a Floyd Mayweather, em 2015. O montante inclui 202 milhões de euros do contrato com o Al Nassr e 56 milhões provenientes de patrocínios, participações públicas, concessão de licenças, artigos de coleção e outras atividades comerciais.

Em segundo na lista está o boxeador mexicano Canelo Álvarez e Messi é terceiro, ambos a rondar metade dos rendimentos de Ronaldo. LeBron James, basquetebolista, é quarto e o basebolista Shohei Ohtani é quinto.

É a sexta vez que Ronaldo lidera este ranking, sendo que em termos de jogadores de futebol, é o mais bem pago desde 2019, segundo o último relatório da conceituada publicação.

JN/MS

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