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Olhão e Monte Gordo recebem provas de natação este domingo

6 June 2026 at 11:00

As Piscinas Municipais de Olhão recebem, este domingo, 7 de junho, o Torregri III – Cadetes, uma das competições de formação de referência da natação algarvia, que reunirá jovens atletas de vários clubes da região.

A prova representa uma oportunidade para acompanhar os nadadores mais jovens em contexto competitivo, num escalão considerado essencial para o desenvolvimento da modalidade.

Segundo a Associação de Natação do Algarve (ANA), os cadetes constituem a base da formação desportiva, sendo nestas competições que muitos atletas dão os primeiros passos na natação competitiva.

Formação em Olhão e águas abertas em Monte Gordo

A Associação de Natação do Algarve destaca ainda o apoio do Município de Olhão na organização e acolhimento da prova, sublinhando que a colaboração da autarquia tem sido importante para garantir boas condições a atletas, treinadores, dirigentes e famílias.

O mesmo dia ficará também marcado pelo arranque do Circuito de Águas Abertas da Associação de Natação do Algarve, com a realização da prova de Monte Gordo, integrada no Algarve 7s Open Water Swimming.

A competição assinala o início de mais uma época de águas abertas e deverá contar com alguns dos principais especialistas algarvios da disciplina, num cenário privilegiado junto à Praia de Monte Gordo.

Para a Associação de Natação do Algarve, este domingo será um “verdadeiro dia de celebração da natação algarvia”, unindo a formação, em Olhão, e a vertente das águas abertas, em Monte Gordo.

A ANA sublinha ainda que Olhão e Monte Gordo serão “os palcos privilegiados para acompanhar o presente e o futuro da natação algarvia”, numa jornada que pretende evidenciar a vitalidade e o dinamismo da modalidade na região.

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Santos Populares regressam ao concelho de Vila Real de Santo António

6 June 2026 at 09:00

O concelho de Vila Real de Santo António volta a celebrar os Santos Populares durante o mês de junho, com um programa que leva música, tradição e animação a diferentes localidades das três freguesias do município.

Ao longo de várias semanas, arraiais populares, bailes ao ar livre e atuações musicais prometem dinamizar espaços emblemáticos de Vila Real de Santo António, Monte Gordo, Vila Nova de Cacela e Manta Rota, envolvendo residentes e visitantes numa das festividades mais enraizadas da cultura popular portuguesa.

As iniciativas decorrem na Praça Marquês de Pombal e nas Hortas, em Vila Real de Santo António, na zona poente de Monte Gordo, no Largo Manuel Cabanas, em Vila Nova de Cacela, e na Rua da Nora, na Manta Rota.

Marchas Populares percorrem diferentes localidades do concelho

As Marchas Populares assumem um papel central na programação deste ano, com vários desfiles previstos ao longo do mês.

A Marcha da Vila, promovida pelo Grupo de Marchas da Junta de Freguesia de Vila Real de Santo António, desfila nos dias 12, 23 e 28 de junho, na Praça Marquês de Pombal, e a 20 de junho, nas Hortas, sempre a partir das 21:30.

Já a Marcha da Associação Juvenil, Social, Cultural e Desportiva de Monte Gordo apresenta-se nos dias 12, 23 e 28 de junho, na zona poente da vila, seguindo depois para Vila Real de Santo António, onde desfila a 13 de junho, na Avenida da República, e para Vila Nova de Cacela, onde atua a 24 de junho, no Largo Manuel Cabanas. Todas as apresentações têm início às 22:00.

O programa contempla ainda a participação da marcha convidada “Poetas da Nossa Terra e o Nosso Padroeiro São Brás”, agendada para o dia 14 de junho, na Praça Marquês de Pombal, bem como da Marcha da Banda Musical Castromarinense, que se junta às celebrações em Monte Gordo no dia 28 de junho.

Arraiais e bailes populares reforçam tradição e convívio

Além dos desfiles, os bailes populares voltam a marcar presença em vários pontos do concelho, proporcionando momentos de convívio e animação através da participação de diversos artistas e grupos musicais.

Com entrada livre, os Santos Populares voltam a afirmar-se como uma das iniciativas mais aguardadas do calendário festivo local, promovendo a valorização das tradições e da cultura popular.

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Jogos do Mundial de Futebol vão ser transmitidos ao ar livre no Albufeira Terrace

6 June 2026 at 08:00

O Albufeira Terrace vai transformar o seu terraço panorâmico numa fan zone dedicada ao Mundial de Futebol 2026, proporcionando aos visitantes a possibilidade de acompanhar os principais momentos da competição num ambiente ao ar livre e com vista para o mar.

A iniciativa, denominada “Mundial 2026 no Terraço”, decorre entre 11 de junho e 19 de julho e promete reunir residentes e turistas em torno do maior evento futebolístico do planeta. Durante mais de um mês, o espaço será palco de transmissões de jogos, atividades de entretenimento e várias propostas destinadas a diferentes faixas etárias.

Jogos, gaming e troca de cromos animam programação

Os encontros com início até às 21:00 serão transmitidos em direto no terraço do centro comercial, enquanto os restantes poderão ser vistos em diferido no dia seguinte, permitindo aos visitantes acompanhar os principais momentos da competição.

Além das transmissões dos jogos, o programa inclui uma zona de gaming com matraquilhos e consolas PlayStation, um espaço temático para fotografias, insufláveis para crianças e uma área dedicada à troca de cromos do Mundial, uma atividade que continua a mobilizar adeptos de diferentes gerações.

Entre os momentos mais aguardados estão os jogos da Seleção Nacional, com destaque para os encontros frente ao Congo, agendado para 17 de junho, e ao Uzbequistão, marcado para 23 de junho, ambos com transmissão prevista para as 18:00.

O Albufeira Terrace pretende, com esta iniciativa, reforçar “a sua aposta na criação de experiências diferenciadoras e momentos de lazer ao ar livre, dando continuidade à dinamização do terraço enquanto ponto de encontro para residentes e turistas”.

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Os Millennials: das disquetes à Cloud | Por Anna Kosmider Leal

6 June 2026 at 07:30

A geração dos millennials, aqueles que nasceram entre o principio dos anos 80 e a chegada aos anos 2000, encontra-se numa posição única e, muitas vezes, desafiadora. Eles são os intermediários entre dois mundos: o tradicional, marcado por valores e realidades pré-digitais, e o digital, onde a informação flui a uma velocidade vertiginosa. Este fenómeno, acrescido ao facto de ser a “geração sandwich” atual, carrega consigo uma série de responsabilidades e pressões que podem impactar profundamente o seu bem-estar psicológico.

Dupla Exposição: O Conflito de Gerações

Na Antropologia, o conceito de “transição cultural” é fundamental para entender como as sociedades evoluem e se adaptam. Os millennials são, de certa forma, os arautos desta transição, vivendo num espaço onde as expectativas dos pais em relação ao sucesso e à estabilidade financeira se confrontam com a realidade incerta do mundo digital. Enquanto os seus pais, maioritariamente da geração X ou Baby Boomers, valorizam a segurança no emprego e a vida familiar convencional, os millennials são frequentemente empurrados para o empreendedorismo, a flexibilidade e a inovação. Esta discrepância gera um dilema: como equilibrar as expectativas familiares com as novas oportunidades e desafios que a era digital proporciona?

ANNA KOSMIDER LEAL
Antropóloga

A sobrecarga de informações é outra pressão significativa. Com acesso a um mundo de dados e opiniões a um clique de distância, os millennials enfrentam uma avalanche de perspectivas que podem ser confusas e contraditórias. Isso gera um estado de paralisia decisional, onde a dificuldade em escolher um caminho se torna um fardo emocional. A constante comparação com os outros, amplificada pelas redes sociais, pode levar a sentimentos de inadequação e ansiedade, criando um ciclo vicioso que afeta a saúde mental.

Sabedoria de Duas Realidades

Apesar dos desafios, a geração millennials também possui um rico capital cultural. Crescendo em dois mundos, eles desenvolvem uma perspetiva única que combina a sabedoria das tradições com a inovação da era digital. Esta habilidade de transitar entre diferentes realidades permite que os millennials sejam mais adaptáveis e resilientes, características valiosas num mundo em constante mudança. Eles aprendem a navegar em ambientes complexos, conciliando o que aprenderam com os seus pais, com as novas práticas e tecnologias que emergem.

Além disso, a experiência de ser a “geração sanduíche” pode também fortalecer laços familiares. Os millennials encontram-se, frequentemente, a cuidar não apenas dos seus filhos, mas também dos seus pais, criando uma dinâmica de apoio mútuo que pode ser enriquecedora. Este papel de mediador entre gerações pode fomentar um diálogo intergeracional que enriquece ambos os lados, promovendo uma compreensão mais profunda das necessidades e desafios de cada grupo.

Consequências Psicológicas e a Necessidade de Apoio

Entretanto, a pressão persistente pode levar a consequências psicológicas significativas. O burnout, a ansiedade e a depressão são problemas que afetam muitos millennials, resultantes da tensão constante entre as expectativas familiares e as realidades do mundo moderno. É crucial que haja uma maior compreensão e apoio, tanto a nível familiar como comunitário, para que esta geração possa encontrar um equilíbrio saudável.

Os millennials têm uma oportunidade única de moldar o futuro, aproveitando a riqueza das suas experiências. Ao aprenderem a integrar as lições do passado com as inovações do presente, podem construir um caminho que não só honra as tradições, mas também acolhe a mudança. A chave está em reconhecer que, mesmo sob pressão, a sabedoria de duas realidades pode ser uma força poderosa para a criação de um futuro mais inclusivo e sustentável.

Em última análise, os millennials devem ser vistos não apenas como a “geração sanduíche” e intermediaria do analógico para o digital, mas também como os arquitetos de uma nova era, onde a convergência de mundos pode gerar um inimaginável potencial.

Nota: A propósito, esta imagem foi gerada por IA.

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“Como escolher produtos duráveis, reparáveis e recicláveis que me ajudem a poupar?”

5 June 2026 at 19:18

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO

“Que cuidados devo ter para escolher produtos que durem mais, sejam reparáveis, possam ser reciclados e me ajudem a poupar?”

A DECO INFORMA… 

Consumir de forma consciente é um ato de cidadania. Ao escolher melhor, está a proteger o ambiente, a poupar recursos, poupar dinheiro e a contribuir para um futuro mais justo e sustentável.  Evite o consumo excessivo e o desperdício pela saúde das suas finanças e do Planeta. 

A DECO, através do seu projeto TUDO A QUE TEM DIREITO, quer garantir que todos os cidadãos recebem informação, apoio, aconselhamento e, quando necessário, ajuda na resolução dos seus problemas de consumo. 

Para que as suas escolhas sejam sustentáveis e não por impulso, a DECO deixa-lhe algumas ideias práticas para comprar conscientemente: 

  1. Porque é tão importante consumir de forma sustentável:  

Produtos de uso único ou descartáveis, difíceis de reparar ou pouco eficientes geram uma grande quantidade de resíduos, aumentam a poluição e, a longo prazo, acabam por sair mais caros. Optar por artigos duráveis, reparáveis e recicláveis ajuda a cuidar do ambiente e a promover negócios mais responsáveis. 

  1. Antes de comprar, questione-se: 

Preciso mesmo deste produto? 

É durável e pode ser reparado? 

Existem peças de substituição disponíveis? 

É eficiente em termos energéticos? 

Há alternativas em segunda mão ou recondicionadas? 

  1. Reparar é um direito: 

Mesmo fora do prazo de garantia, os produtos devem poder ser reparados.  

Exige sempre um orçamento escrito e um comprovativo do arranjo, pois esse serviço tem garantia. 

Reparar prolonga a vida útil dos produtos, reduz resíduos e poupa dinheiro. 

  1. Atenção ao greenwashing  

Nem todas as mensagens publicitárias “verdes” são verdadeiras.  

Desconfie de palavras vagas como “eco” ou “natural” sem provas, compare informação e procure fontes de informação credíveis. 

DICA DECO: Adote os 5R do consumo responsável!  

Recusar o que é desnecessário  

Reduzir o consumo excessivo  

Reutilizar sempre que possível  

Reparar em vez de substituir  

Reciclar corretamente 

Não se esqueça de que pequenos gestos no dia a dia fazem uma grande diferença quando todos participam. Seja um cidadão mais ativo, interventivo e participativo. Acompanhe o projeto da DECO – TUDO A QUE TEM. 

Este projeto é cofinanciado pela União Europeia, através do Single Market Programme

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Falta de efetivos da PSP preocupa social-democratas de Olhão

5 June 2026 at 18:40

O PSD de Olhão manifestou preocupação com a situação de segurança no concelho, defendendo que os recentes episódios de criminalidade e violência exigem uma resposta mais eficaz por parte do Governo e da Câmara Municipal.

Em comunicado dirigido à imprensa e à população, a secção social-democrata considera que “Olhão não pode continuar refém da inegurança”, alertando para aquilo que descreve como uma degradação da tranquilidade pública na cidade e no concelho.

O partido refere a existência de assaltos em pleno dia no centro da cidade, episódios de violência associados ao tráfico de estupefacientes, incluindo um tiroteio recente, e atos de pequena delinquência. Para o PSD, estes casos são “sinais claros de uma degradação da segurança e da tranquilidade pública que não pode continuar a ser ignorada”.

PSD aponta falta de efetivos na PSP

Os social-democratas sustentam que a esquadra da Polícia de Segurança Pública de Olhão enfrenta, há vários anos, uma falta crónica de efetivos e de condições operacionais, situação que, segundo o partido, limita a capacidade de prevenção, patrulhamento de proximidade e resposta às ocorrências.

O PSD sublinha que esta realidade coloca pressão acrescida sobre os profissionais da PSP, que continuam a desempenhar funções em circunstâncias consideradas cada vez mais difíceis.

No mesmo comunicado, a estrutura local do partido questiona também a intervenção da Polícia Municipal, nomeadamente nas áreas da vigilância dos espaços públicos, fiscalização do trânsito rodoviário e pedonal e promoção da ordem no espaço urbano.

Segundo o PSD, “a presença preventiva e dissuasora desta força é manifestamente insuficiente perante os problemas que se agravam na Cidade e no Concelho”.

Partido exige respostas do Governo e da Câmara

Face a este diagnóstico, o PSD de Olhão exige ao Governo o reforço urgente dos meios humanos e materiais da PSP, considerando indispensável garantir melhores condições para a atuação policial no concelho.

Ao mesmo tempo, o partido defende que a Câmara Municipal deve assumir uma atuação mais presente através da Polícia Municipal, utilizando os instrumentos que já tem ao seu dispor.

“Os Olhanenses têm direito a viver seguros na Cidade e no Concelho”, afirma o PSD, acrescentando que “a segurança das Pessoas e dos seus bens não pode continuar a ser relegada para segundo plano nem servir de tema para discursos ocasionais”.

No final do comunicado, os social-democratas apelam a uma resposta política mais firme, defendendo que “É tempo de assumir responsabilidades, agir com firmeza e devolver aos Cidadãos a confiança que hoje sentem ameaçada”.

A secção local conclui com a mensagem: “Olhão merece mais. Os Olhanenses exigem mais.”

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Maria da Graça Carvalho lembra que areal das praias é livre fora das concessões

5 June 2026 at 18:30

A ministra do Ambiente e Ação Climática recordou esta sexta-feira que o areal das praias portuguesas é de utilização livre, excetuando as áreas concessionadas e as faixas de segurança definidas para proteção dos utilizadores. A governante salientou que cabe aos municípios delimitar essas zonas e garantir que a informação é devidamente divulgada junto dos banhistas.

Durante uma visita à Praia da Fuseta-Mar, no concelho de Olhão, Maria da Graça Carvalho defendeu que a organização dos areais deve ser claramente explicada ao público.

“Cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia, tanto através da sinalética, como – e eu aconselho vivamente -, através de um esquema à entrada da praia: ‘olhe, este espaço é concessão, este espaço é de segurança, tudo o resto é livre’”, afirmou.

Questionada sobre a existência de sinalização que continua a encaminhar os utilizadores para determinadas áreas não concessionadas, a ministra considerou que, sempre que existam informações incorretas, estas devem ser corrigidas para evitar dúvidas entre os frequentadores das praias.

“Os presidentes de câmara têm de verificar e, se acharem que a sinalética não está bem, corrigi-la, mas não é uma coisa sistemática. A lei não mudou e estou convencida de que a maior parte da sinalética está bem e está de acordo com a lei, porque a última norma que clarifica isto é de 2012, há 14 anos”, frisou.

Organização das praias depende das características de cada local

Falando aos jornalistas numa visita à intervenção de emergência de reforço sedimentar em curso naquela praia do distrito de Faro, Maria da Graça Carvalho reiterou que, não sendo uma obrigação legal, ajuda muito ter um esquema simples à entrada de cada praia a explicar como está organizada.

Lembrando que as regras de segurança são definidas pelas câmaras municipais em conjunto com as autoridades marítimas, a ministra do Ambiente e Ação Climática notou que a organização do areal pode e deve ter em conta as características morfológicas de cada praia.

“Por exemplo, uma praia muito grande como a de Monte Gordo será diferente de uma praia pequena como algumas em Lagos ou em Armação de Pêra”, ilustrou, referindo que, desde que respeitada a regra de que as concessões não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia, a organização pode variar.

“A segurança pode incluir faixas em redor das concessões, em redor das entradas para a praia — que são sempre públicas —, em frente aos nadadores-salvadores e aos barcos utilizados para o salvamento, e junto ao mar. Estas são faixas de segurança. As concessões podem ser mais estreitas e ir mais perto do mar, ou podem ser mais largas e ficar mais recuadas”, exemplificou.

APA esclarece regras para utilização das zonas não concessionadas

Esta semana, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu um esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares, informando que os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, que são áreas de uso privado que não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia.

No esclarecimento, a APA reforça que, “em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre” e refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares.

Assim, “as áreas não abrangidas por licença ou concessão mantêm-se disponíveis para uso público, podendo ser livremente utilizadas pelos utentes, nomeadamente para a colocação de chapéus de praia, para-ventos ou outros equipamentos balneares particulares”, acrescenta a APA.

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9 de maio de 1940, um adolescente suspira pela guerra, ela chegou | Por Mário Beja Santos

5 June 2026 at 18:20

O que há verdadeiramente singular nesta novela? Temos um adolescente à janela, o pensamento desliza à solta, atropelam-se desejos, a par de uma grande sensação de tédio, depois vemo-lo inserido no ambiente familiar, há uma atmosfera de tensão que percorre o país, a Alemanha fizera capitular a Polónia numa guerra-relâmpago, partilhara os despojos do país com a URSS, iria inevitavelmente virar-se para oeste, a França e a Grã-Bretanha tinham declarado guerra. A cabeça do adolescente gira em todas as direções, reflete sobre a guerra e a distribuição que a acompanha: “Tenho mil pensamentos. Talvez eu não seja normal. Imagine-se que havia um bombardeamento, que neste momento apareciam aviões alemães a sobrevoar a cidade. Uma bomba, nesta enfadonha rua de merda, seria mesmo fantástica. Prédios a arder, uma boa dúzia deles todos em renque. Imagine-se que esta rua estava em chamas, incluindo a nossa casa, que perdíamos tudo.”

E continua radical, a falar em abrigos subterâneos, em valas comuns, em profundação de cadáveres, que as bombas caiam por toda a parte. Assim se começa a desenhar uma potente água-forte, uma notável peça literária sobre a arrogância da juventude, o desejo de aventura, a perda da inocência, o chocante a assustador encontro com os bombardeamentos, a tal guerra chegara àquele país de bonomia e do gosto do bom viver, naquele exato momento ia mudar, por vezes de modo radical, a sociedade, a civilização e a cultura, mas nada se sabia ainda naquele início da invasão alemã. Cai, Bomba! por Gerrit Kouwenaar, Publicações Dom Quixote 2026.

Regressamos à novela quando Karel chega das compras que fizera a pedido da mãe, instala-se no quarto. O adolescente está dominado por pensamentos fulminantes, um tanto caóticos, sabe, entretanto, que os tios vêm jantar, chamam-se Robert e Lies, os pais chamam-se Cora e Philip, parece estarmos numa atmosfera de bonomia, o tio Robert só fala em felicidade, no fim do jantar o tio pede-lhe para ir no dia seguinte transmitir uma mensagem a alguém, o tio deu-lhe um papelinho enrolado e uma nota de dez florins.

Gerrit Kouwenaar (1923-2014). Foto DR

Karel sente que há problemas graves entre o pai e a mãe, um conflito que ele não entende, mas que o constrange. É neste ambiente que o irmão lhe vem anunciar que começou a guerra, o ataque alemão. Cá fora ainda tudo parece normal. Aquele rapaz de 17 anos questiona-se como vai ser a guerra, há pessoas que estão descansadas, acreditam que daqui a pouco vão aparecer os ingleses. O pai de Karel dá a saber que os alemães estão a cem quilómetros da cidade, há que contê-los; nas ruas, os automóveis continuam a circular como sempre, as lojas estão abertas, correm notícias que tanques e tropas motorizadas francesas e inglesas atravessaram a fronteira belga. Karel sai de casa e vai olhar a água da ponte, sempre com o seu espírito renitente e contraditório pensa que devia chover, que o tempo devia estar frio e sombrio. Nisto, dois aviões voavam por cima da cidade, Karel viu dois pontinhos a cair. Seguir-se-ão estrondos, casas esventradas, a guerra dava sinal de vida.

Então Karel foi cumprir o pedido do tio Robert, levou uma mensagem à amante dele, é recebido pela filha, acolhimento amistoso, elas perguntam-lhe se os ingleses já chegaram, ele não sabe, mas decerto hão de vir. Karel é confrontado com uma atmosfera de uma inquestionável normalidade, elas revelam serem judias, põem a hipótese de terem de fugir, ainda confiam com a chegada das tropas britânicas para suster as alemãs. A filha sentou-se ao piano e tocou uma melodia lenta e sincopada. A mãe não tem resposta para a carta do tio Robert.

No dia seguinte Karel sai de bicicleta, pedala a uma velocidade moderada pelas ruas sem automóveis, onde as pessoas passeavam em família, entediadas, aquele ataque alemão trouxera um contratempo nos lazeres habituais. Volta a bater à porta da casa onde estivera na véspera, a filha, de nome Ria, convida Karel a passear, pede-lhe um beijo, a serenidade continua a reinar naquela casa, mas a mãe comunica que vão apanhar o barco das quatro horas. Ria mostra-se apaixonada por ele. Karel parte confuso, é o despertar sensual.

O ambiente da cidade modificou-se, os cinemas estavam todos fechados. Nisto aparece o pai, vem assustado por nada saber do filho, regressam a casa. Chegou a hora da roda do destino inserir a tragédia, houve bombardeamento, morreu o tio Robert, a tia está hospitalizada, Karel vai visitá-la. Assalta-o uma grande vontade de partir. Lança-se à estrada, há áreas inundadas, faz parte do plano holandês de travar os alemães. Alguém informa Karel que a Holanda se rendeu e dá-lhe boleia na bicicleta. E dá-se um encontro com os alemães. Ria e a mãe tinham fugido, ele está transido por ter desejado que caíssem bombas, tem 17 anos, não sabe para onde ir, a vida parece ter perdido sentido, é este estado de espírito, com as lágrimas a rebentarem-lhe dos olhos que um dos soldados alemães lhe pergunta: “Meu caro, então o que é que aconteceu?”

No posfácio, o escritor Wiel Kusters comenta a novela de Kouwenaar, encontra características comuns entre Kouwenaar e Karel, apesar da guerra não ter sido completamente inesperada significou uma rutura total, toda aquela atmosfera que vemos antes da invasão alemã ficará completamente alterada, aquele jovem de 17 anos é submetido a um quadro afetivo com Ria que o desperta para uma vida sentimental que ele desconhecia. Houve base histórica para os acontecimentos que ele descreve na novela, em 11 de maio as bombas alemãs arrasaram catorze prédios num ponto de Amesterdão, um bombardeiro alemão que fora atingido por artilharia antiaérea continua a voar e largou mais duas bombas. Cai, Bomba! Contém reminescências nítidas deste episódio fatal. O que há de devastador nesta descrição de um destino impiedoso é vermos um adolescente a sentir que tomou o comboio da História e que nos conquistou o coração.

Saudemos uma obra-prima, veio tarde, mas ainda bem que veio.

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Ria Formosa inspira novo festival que estreia em julho em Olhão

5 June 2026 at 18:10

O novo festival Olhão South Jazz será apresentado à comunidade no próximo dia 9 de junho, pelas 19:30, no Parque Ribeirinho Poente, numa sessão aberta ao público que pretende revelar os primeiros detalhes daquela que será uma das novas apostas culturais do concelho.

A apresentação decorrerá ao pôr do sol e contará com a participação de um artista convidado, proporcionando uma antevisão do ambiente que marcará a primeira edição do festival, agendada para os dias 24 e 25 de julho, no mesmo espaço.

Segundo a organização, o evento de lançamento servirá para dar a conhecer o conceito do Olhão South Jazz, apresentar as primeiras novidades da programação e convidar a população a integrar este novo projeto cultural.

Com a Ria Formosa como pano de fundo, o festival nasce como uma nova proposta cultural de verão, combinando música ao vivo, experiências ao ar livre e valorização do território.

Cartaz reúne nomes reconhecidos da música nacional

A programação do Olhão South Jazz será construída através de uma curadoria artística orientada para a valorização da música, da identidade local e da experiência do público.

O cartaz da primeira edição contará com artistas nacionais ligados ao jazz e a outras sonoridades, procurando atrair diferentes públicos. Entre os nomes já confirmados encontram-se Júlio Resende, Áurea, a Orquestra de Jazz do Algarve e Sara Badalo.

Além dos concertos, o recinto integrará diferentes espaços temáticos, incluindo palco principal, palco Cantaloupe, zona lounge, área de restauração, bar, photospot e várias zonas de ativação.

A organização pretende criar uma experiência diferenciadora, marcada por um ambiente elegante e pela proximidade entre artistas, público e território.

Festival aposta na criatividade e identidade algarvia

Uma das novidades da estreia do Olhão South Jazz será a integração do Ria Market, uma área dedicada ao artesanato, às marcas independentes e aos projetos locais, reforçando a ligação do evento à criatividade e à identidade cultural do Algarve.

Com esta nova iniciativa, a organização pretende acrescentar uma nova referência ao calendário cultural da região e consolidar a imagem de Olhão como um destino associado à cultura, à música e aos eventos ao ar livre.

A organização convida ainda a população a participar na apresentação pública do festival e a “descobrir, em primeira mão, o que está a ganhar ritmo em Olhão”.

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Turismo do Algarve pode poupar 518 mil litros de água por ano

5 June 2026 at 17:28

O edifício-sede da Região de Turismo do Algarve (RTA), em Faro, recebeu a classificação AQUA+, um sistema desenvolvido pela ADENE – Agência para a Energia que avalia e classifica a eficiência hídrica dos edifícios.

A distinção foi entregue no Dia Mundial do Ambiente e permitiu identificar um potencial de redução do consumo de água superior a meio milhão de litros por ano.

De acordo com a avaliação efetuada, o edifício poderá reduzir o consumo em cerca de 518 mil litros anuais, o equivalente a dois meses da fatura de água registada em 2025.

O referencial AQUA+ analisa o desempenho hídrico dos edifícios e apresenta medidas concretas para melhorar a eficiência na utilização da água.

No caso da sede do Turismo do Algarve, as recomendações passam pela instalação de redutores de caudal em torneiras, ações de sensibilização dirigidas aos colaboradores, substituição de equipamentos por alternativas mais eficientes e implementação de sistemas de monitorização dos consumos.

Eficiência hídrica ganha reforço no Algarve

A entrega da classificação AQUA+ surge como um reconhecimento do compromisso da Região de Turismo do Algarve com a utilização sustentável dos recursos hídricos e com a adaptação aos desafios colocados pelas alterações climáticas.

Segundo a ADENE, a iniciativa reforça o compromisso da entidade regional com a gestão eficiente da água e com a resiliência perante os períodos de escassez hídrica.

A cerimónia ficou igualmente marcada pela assinatura de um protocolo de colaboração entre a ADENE e a Região de Turismo do Algarve, que prevê o alargamento da cooperação entre ambas as entidades em matérias relacionadas com a sustentabilidade.

O acordo contempla a aplicação progressiva dos referenciais de sustentabilidade da ADENE nas instalações do Turismo do Algarve, bem como a promoção de iniciativas de eficiência hídrica e energética junto do setor turístico regional.

Estão ainda previstas ações de formação e eventos técnicos dirigidos a operadores turísticos, municípios e associações do setor.

Região procura responder aos desafios da escassez de água

A colaboração entre a ADENE e a RTA tem como base o Compromisso com a Eficiência Hídrica e o Selo Save Water, iniciativa desenvolvida em parceria com o Turismo de Portugal.

A aposta em medidas de eficiência hídrica surge num contexto particularmente exigente para a região. Entre 2022 e o início de 2025, o Algarve enfrentou um período de seca severa que levou à imposição de cortes obrigatórios de 25% no consumo agrícola e de 15% no setor urbano.

Segundo a ADENE, a adoção do sistema AQUA+ pela Região de Turismo do Algarve constitui uma resposta estrutural aos desafios da escassez de água e demonstra que a gestão eficiente deste recurso pode começar nas próprias instituições públicas.

A entidade considera ainda que esta iniciativa representa um “sinal claro de que a gestão eficiente da água pode e deve começar nas próprias instituições públicas”.

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Do campo ao museu: Tavira mostra como se preserva a memória coletiva

5 June 2026 at 17:09

O Município de Tavira associa-se às Jornadas Europeias da Arqueologia (JEA) 2026 com um conjunto de iniciativas abertas ao público que convidam residentes e visitantes a conhecer mais de perto o património arqueológico da cidade e o trabalho desenvolvido na sua preservação.

As atividades decorrem nos dias 13 e 14 de junho, no Núcleo Islâmico do Museu Municipal e no Laboratório de Conservação e Restauro.

Sob o mote “A Arqueologia a Acontecer”, a edição deste ano centra-se na arqueologia preventiva e no seu contributo para a proteção e salvaguarda do património arqueológico. O programa pretende aproximar o público da investigação arqueológica, proporcionando momentos de descoberta, reflexão e participação ativa.

Segundo a autarquia, trata-se de “um programa que convida cidadãos e visitantes a descobrir o que se esconde sob os pavimentos da cidade, dentro das vitrinas do museu e nos gestos dos arqueólogos e conservadores que, diariamente, trabalham para preservar a memória coletiva”.

A iniciativa integra-se num evento realizado em simultâneo em vários países europeus, tendo como principal objetivo aproximar os cidadãos da arqueologia e do conhecimento produzido através desta área científica.

Oficinas, conservação e conversas sobre a história de Tavira

O programa arranca no dia 13 de junho com a atividade “Em Família no Museu: Oficina de Estampilhas”, orientada por técnicas do Museu Municipal de Tavira.

A sessão desafia os participantes a descobrir as cerâmicas da exposição “Tavira Islâmica” e a recriar técnicas decorativas utilizadas em peças históricas.

Inscrições: https://forms.office.com/e/mRH84U0gmd.

Durante a tarde, os visitantes terão oportunidade de participar na atividade “A Conservação de Materiais Arqueológicos”, que permitirá conhecer áreas habitualmente reservadas do museu, incluindo reservas, espólio e os processos de conservação do património arqueológico.

Inscrições: https://forms.office.com/e/L3RDNWPHxK.

O dia termina com as “Conversas sobre Arqueologia”, iniciativa que dará a conhecer resultados de décadas de investigação em Tavira, abordando temas que vão desde estruturas defensivas e fornos de produção cerâmica até à alimentação das populações que habitaram a região desde o século X a.C.

Inscrições: https://forms.office.com/e/16MDfkSNas.

Núcleo Islâmico revela alguns dos mais importantes achados arqueológicos

No dia 14 de junho realiza-se uma visita orientada à exposição “Tavira Islâmica”, conduzida pelo arqueólogo Celso Candeias. A atividade permitirá explorar um dos espaços museológicos mais relevantes da cidade.

Inaugurado em 2012, o Núcleo Islâmico nasceu na sequência da descoberta de vestígios arqueológicos de grande relevância durante a remodelação da antiga agência do Banco Nacional Ultramarino. Entre os achados encontram-se a mais antiga rede de pesca de atum conhecida, datada do século VI a.C., a muralha islâmica do século XII e o célebre Vaso de Tavira, do século XI.

Inscrições: https://forms.office.com/e/wag78sFrjx.

O Município destaca ainda que o programa traduz o eixo central das JEA 2026, “desde a escavação até ao museu”, permitindo ao público acompanhar as diferentes etapas do trabalho arqueológico, desde a investigação de campo até à conservação em laboratório e à interpretação dos objetos expostos.

Todas as atividades são gratuitas, embora sujeitas a inscrição prévia devido ao número limitado de vagas disponíveis.

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Faro lança programa para reduzir resíduos enviados para aterro

5 June 2026 at 16:40

A Fagar assinala o Dia Mundial do Ambiente com o lançamento do programa A.Tua Cidade – Recolha Seletiva de Biorresíduos em Faro, uma iniciativa que pretende reforçar a separação de resíduos na origem, reduzir a deposição em aterro e promover uma gestão mais sustentável dos recursos no concelho.

O projeto integra um conjunto de soluções adaptadas às diferentes realidades do território, incluindo compostagem doméstica, recolha porta a porta para habitações e estabelecimentos comerciais, contentores de acesso controlado, ecocentros móveis e sistemas de compostagem comunitária nas ilhas da Culatra e do Farol.

A iniciativa é financiada pelo Fundo Ambiental e pelo programa Algarve 2030, surgindo numa altura em que a gestão dos resíduos urbanos continua a representar um dos principais desafios ambientais do município.

Mais de 80% dos resíduos produzidos em Faro continuam indiferenciados

Dados divulgados pela Fagar revelam que, em 2025, o concelho de Faro produziu 41.337 toneladas de resíduos urbanos. Deste total, 33.735 toneladas corresponderam a resíduos indiferenciados, representando cerca de 82% dos resíduos gerados.

Já os resíduos recicláveis totalizaram 5.976 toneladas, números que evidenciam a necessidade de reforçar a separação na origem e aumentar a valorização dos materiais recicláveis, evitando o seu encaminhamento para aterro.

Para Pedro Coelho, presidente do Conselho de Administração da Fagar, “o aumento crescente da produção de resíduos obriga a repensar a estratégia de gestão de resíduos no concelho”.

O responsável alerta ainda para a capacidade limitada dos aterros da região, sublinhando que “os aterros sanitários da região dispõem de apenas sete anos de vida útil”, considerando que a redução da produção de resíduos e do volume de resíduos indiferenciados enviados para aterro será determinante para a sustentabilidade futura do Algarve.

Projeto arranca em Santa Bárbara de Nexe

Segundo Pedro Coelho, a adoção de práticas de reutilização e de uma separação eficaz dos resíduos alimentares, verdes e das embalagens poderá representar um potencial de desvio de aterro de quase 75% dos resíduos produzidos no concelho.

O responsável reforça que “reduzir o indiferenciado é uma responsabilidade coletiva, de famílias e empresas, e um passo essencial para um concelho mais sustentável”.

A primeira sessão do programa está agendada para o próximo dia 6 de junho, às 11:00, na Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe, no âmbito do projeto de compostagem doméstica, marcando o arranque das ações de proximidade junto da população.

No Dia Mundial do Ambiente, a Fagar apela ainda “à colaboração de todos para a adoção de comportamentos mais sustentáveis no dia a dia, através da redução do desperdício, da reutilização sempre que possível e da correta separação dos resíduos”.

Com o programa A.Tua Cidade, a empresa municipal pretende aumentar a participação da comunidade na gestão sustentável dos resíduos e contribuir para uma redução significativa da quantidade de materiais enviados para aterro.

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Aberto concurso para novos agentes da PSP até 25 de junho

5 June 2026 at 16:00

O Comando Distrital de Faro da Polícia de Segurança Pública (PSP) está a divulgar o concurso nacional de admissão ao Curso de Formação de Agentes (CFA), cujas candidaturas decorrem até 25 de junho.

A iniciativa destina-se a cidadãos que pretendam ingressar numa carreira na Administração Pública ligada à segurança e ao serviço à comunidade.

De acordo com a PSP, trata-se de uma oportunidade para integrar uma profissão marcada pela exigência, estabilidade e possibilidade de progressão, numa altura em que a instituição enfrenta um processo de renovação geracional em várias regiões do país.

O concurso é de âmbito nacional e as colocações dos candidatos que concluam com sucesso a formação são efetuadas exclusivamente com base na classificação final obtida, assegurando, segundo a PSP, um processo transparente e assente na igualdade de oportunidades.

Algarve poderá receber nova geração de polícias

No Algarve, a necessidade de reforço de efetivos ganha particular relevância. O Comando Distrital de Faro prevê que, nos próximos cinco anos, mais de duas centenas de agentes deixem a instituição por atingirem o limite de idade para o exercício das funções.

Esta realidade poderá abrir portas à colocação de novos polícias na região, criando oportunidades para jovens algarvios ou para candidatos interessados em fixar residência no Algarve e desenvolver a sua carreira profissional no território.

Entre os requisitos de admissão ao concurso estão a nacionalidade portuguesa, idade entre os 18 e os 34 anos, habilitação mínima correspondente ao 12.º ano de escolaridade, robustez física e perfil psicológico adequados à função policial, bem como a inexistência de antecedentes incompatíveis com o exercício da profissão.

Formação remunerada e salário superior a dois mil euros após o curso

A PSP destaca ainda um conjunto de benefícios associados à carreira, entre os quais a estabilidade profissional, progressão remuneratória e acesso a diferentes áreas de especialização.

Durante a frequência do Curso de Formação de Agentes, os formandos recebem uma remuneração mensal bruta de cerca de 878 euros, beneficiando ainda de alojamento, alimentação e fardamento. Após a conclusão da formação, a remuneração bruta poderá atingir cerca de 2.030 euros mensais, incluindo vencimento base, suplementos e subsídios.

A carreira permite igualmente o acesso a diversas valências da PSP, incluindo investigação criminal, trânsito, policiamento de proximidade, controlo de fronteiras, intervenção rápida, Unidade Especial de Polícia e missões internacionais.

A formação decorre na Escola Prática de Polícia e inclui preparação técnica, tática e ética, bem como oportunidades de formação contínua ao longo da carreira.

O procedimento concursal visa a constituição de uma reserva de recrutamento para admissão ao Curso de Formação de Agentes, ao abrigo do Aviso n.º 13462/2026/2, publicado em Diário da República.

As candidaturas podem ser submetidas até às 23:59 do dia 25 de junho, através da plataforma de recrutamento da PSP, estando o início do curso previsto para janeiro de 2027.

A PSP sublinha que esta é uma oportunidade para integrar uma carreira de serviço público caracterizada como “exigente, motivadora e com fortes perspetivas de valorização profissional”.

Os interessados podem obter mais informações através do separador “Ajuda” disponível no portal de recrutamento da PSP, no sítio oficial da instituição (www.psp.pt), ou através do email: concurso.cfa@psp.pt.

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Fortaleza de Armação de Pêra recebe arraial das Mulheres Social Democratas

5 June 2026 at 15:40

As Mulheres Social Democratas (MSD) do Algarve vão promover, no próximo dia 26 de junho, pelas 19:00, um arraial na Fortaleza de Armação de Pêra, iniciativa que pretende reunir militantes, simpatizantes e a população em geral num ambiente de convívio, celebração e participação comunitária.

O evento terá lugar num dos espaços mais emblemáticos da costa algarvia, proporcionando aos participantes a oportunidade de desfrutar do pôr do sol junto ao mar, num cenário de grande valor patrimonial e paisagístico.

Aberta a toda a comunidade, a iniciativa procura reforçar a proximidade entre os cidadãos e as estruturas locais do partido, promovendo simultaneamente a cultura popular e as tradições da região.

Música, gastronomia e participação comunitária em destaque

O programa inclui animação musical, gastronomia tradicional, momentos de confraternização e várias atividades destinadas a proporcionar uma experiência inclusiva e acessível a participantes de todas as idades.

Segundo a organização, o arraial pretende criar um espaço de encontro e partilha, onde a tradição e a identidade algarvia assumem especial relevância, promovendo o convívio entre diferentes gerações e fortalecendo os laços comunitários.

A iniciativa procura igualmente valorizar o papel das mulheres na vida política, social e associativa da região, destacando a importância da participação cívica, da igualdade de oportunidades e do envolvimento ativo na comunidade.

As Mulheres Social Democratas do Algarve sublinham ainda o seu compromisso com uma sociedade mais participativa e próxima dos cidadãos, defendendo uma atuação atenta às necessidades e aspirações das comunidades locais.

A organização convida a população a participar neste momento de celebração, convívio e cidadania, que pretende afirmar-se como um espaço de encontro, diálogo e valorização das tradições regionais.

A entrada é livre.

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Arte invade as ruas de Ferragudo em mais uma edição do Festival das Escadinhas

5 June 2026 at 14:47

Ferragudo volta a celebrar a chegada do verão com mais uma edição do Festival das Escadinhas, iniciativa cultural que decorre anualmente em junho, por ocasião do Solstício de Verão, e que tem vindo a afirmar-se como um dos eventos mais identitários da vila.

Inspirado no momento em que o sol atinge o seu ponto mais alto e os dias registam a sua maior duração, o festival recupera o espírito das antigas celebrações ligadas à luz, à abundância e à renovação, convidando residentes e visitantes a descobrir Ferragudo através da arte e da partilha.

Na edição de 2026, a organização introduziu alguns ajustes ao formato habitual. Tendo em conta o ambiente associado ao Mundial de Futebol, optou por concentrar a programação em espaços onde a influência do evento desportivo seja menos evidente. Em simultâneo, reduziu o número de dias de programação, privilegiando uma experiência mais intimista e contemplativa, centrada na fruição artística.

Música, cinema e arte ocupam as escadinhas da vila

As escadinhas, travessas, largos e recantos que caracterizam Ferragudo voltam a assumir o papel de cenários culturais, acolhendo diferentes expressões artísticas, desde música, teatro, dança e poesia até artes visuais, cinema e gastronomia.

O percurso artístico terá início junto ao Salva-Vidas de Ferragudo, seguindo em direção à Igreja de Nossa Senhora da Conceição e terminando no Cruzeiro de Nossa Senhora da Conceição. Ao longo do trajeto, o público poderá assistir a atuações de bandas musicais, momentos de piano ao vivo, exibição de curtas-metragens e, já depois do pôr do sol, a um DJ set.

Mais do que um evento cultural, o Festival das Escadinhas continua a afirmar-se como um projeto de valorização do espaço público enquanto lugar de encontro e convivência, promovendo a criação artística e reforçando os laços entre residentes, visitantes, associações e agentes culturais.

Para os artistas, o festival constitui uma oportunidade privilegiada para apresentar o seu trabalho num ambiente de proximidade com o público e enquadrado pela beleza singular da vila.

Ferragudo convida a percorrer as suas ruas

Para quem visita Ferragudo, representa um convite a percorrer as suas ruas de forma livre e surpreendente, descobrindo novos olhares sobre espaços marcados pela história e pela memória coletiva.

A organização destaca que o evento se afirma como uma celebração da “identidade, da criatividade e do património humano e arquitetónico de Ferragudo”, transformando a vila num espaço de encontro entre cultura, património e comunidade.

O Festival das Escadinhas é uma coprodução da Associação Cultural A Boia e da Junta de Freguesia de Ferragudo, contando ainda com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa.

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Novos bancos melhoram espaço de convívio junto ao Auditório Carlos do Carmo em Lagoa

5 June 2026 at 14:35

A União de Freguesias de Lagoa e Carvoeiro (UFLC) substituiu os bancos de jardim existentes no largo exterior do Auditório Carlos do Carmo, dando resposta a uma necessidade identificada há vários anos naquele espaço público.

Inaugurado a 15 de abril de 2005, o Auditório Carlos do Carmo afirmou-se, ao longo das últimas décadas, como um dos equipamentos culturais mais relevantes e dinâmicos do concelho de Lagoa, acolhendo regularmente iniciativas culturais e eventos dirigidos à população.

Novo mobiliário urbano valoriza espaço de convívio

Apesar da importância do auditório, a zona exterior continuava a carecer de mobiliário urbano adequado, capaz de garantir melhores condições de conforto a quem frequenta o equipamento cultural ou utiliza diariamente a área envolvente.

Segundo a União de Freguesias, a intervenção permitiu “colmatando uma necessidade de longa data”, correspondendo a um anseio manifestado pelos cidadãos.

A UFLC adianta que a colocação destes equipamentos pretende tornar o espaço “mais funcional para o convívio e para as rotinas diárias da população”, reforçando a qualidade do espaço público e a sua utilização pela comunidade.

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Fernando Pessanha apresenta em Castro Marim obra distinguida sobre figura do Algarve quatrocentista

5 June 2026 at 12:50

A Taberna e Loja Medieval “O Velho Cavalinho”, em Castro Marim, recebe no próximo dia 12 de junho, pelas 19:00, a apresentação pública do livro O Cavaleiro Rui Valente: um pirata e corsário de Faro, no Algarve do século XV, da autoria do historiador Fernando Pessanha.

A iniciativa é promovida pela Comendadoria do Algarve do Grão-Priorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém e pretende dar a conhecer uma obra centrada numa figura histórica ligada ao Algarve medieval.

A apresentação contará com a presença do autor e será conduzida por Mariana Ornelas do Rego. A obra distinguida estará em destaque numa sessão aberta ao público, integrada numa estratégia de valorização da memória histórica e cultural da região.

Livro distinguido em prémio de ensaio histórico

O livro de Fernando Pessanha foi distinguido com o 1.º lugar na terceira edição do Prémio de Ensaio Histórico da União das Freguesias de Faro, reconhecimento que reforça a relevância da investigação desenvolvida sobre a história marítima e militar do Algarve durante o século XV.

A escolha da Taberna e Loja Medieval “O Velho Cavalinho” para acolher a apresentação não é aleatória. Segundo a organização, a ambiência histórica do espaço “reforça o caráter evocativo da obra e o enquadramento cultural da iniciativa”.

Com esta sessão, a Ordem de São Lázaro pretende aproximar o público de episódios e protagonistas da história algarvia, promovendo simultaneamente o conhecimento e a reflexão sobre o património regional.

A instituição sublinha que a iniciativa se enquadra no seu trabalho de valorização da memória coletiva, reafirmando o compromisso de “preservar e difundir a memória histórica, promovendo o conhecimento” e de continuar a “valorizar os testemunhos que, ao longo dos séculos, moldaram a identidade espiritual, cultural e cavaleiresca do território algarvio”.

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Mais de 20 festas marcam os 15 anos da Rua 80 no Algarve

5 June 2026 at 12:40

A Rua 80, programa de rádio dedicado à música dos anos 80 e uma das referências do entretenimento temático no Algarve, vai assinalar o seu 15.º aniversário com uma tournée que promete levar a festa a várias localidades da região ao longo do verão.

A iniciativa, denominada Tournée Rua 80 – 15 Anos, inclui 23 atuações entre os meses de junho e setembro, percorrendo oito concelhos algarvios, do litoral ao interior, com entrada livre.

Segundo a organização, as festas serão animadas pelo DJ Nuno Silva e decorrerão em praças, jardins e espaços culturais, começando a 6 de junho, em Alte, e terminando a 26 de setembro, na Cortelha, ambos no concelho de Loulé.

Digressão percorre litoral e interior do Algarve

Ao longo de quase quatro meses, a tournée passará pelos concelhos de Loulé, Portimão, Silves, Vila Real de Santo António, São Brás de Alportel, Vila do Bispo, Castro Marim e Olhão.

O roteiro inclui locais emblemáticos do turismo algarvio, como Armação de Pêra, Monte Gordo e Quarteira, mas também várias localidades do interior da região.

De acordo com a organização, esta distribuição geográfica pretende reforçar a proximidade com diferentes comunidades e contribuir para a valorização do território algarvio, contando para isso com o apoio de juntas de freguesia, câmaras municipais e associações locais.

Nuno Silva, DJ e criador do projeto, sublinha que “a “Festa da Rua 80” é mais do que um evento musical; é um espaço de partilha de memórias afetivas”, acrescentando que “Quando ouvimos aquelas canções, todos temos uma história para contar. Queremos que o Algarve inteiro se sinta parte desta celebração”.

Mais de duas décadas de música e memórias

O calendário já conta com 22 datas confirmadas, estando prevista uma 23.ª atuação, marcada para 13 de julho, cujo local será anunciado posteriormente. Entre os locais já divulgados encontram-se Portimão, Silves, Armação de Pêra, Monte Gordo, Manta Rota, Alcantarilha, Sagres, Odeleite, Almancil, Quarteira e Olhão.

Criada há 15 anos, a Rua 80 consolidou-se como um projeto de rádio e animação dedicado à música e à cultura da década de 1980, sendo atualmente uma das marcas mais reconhecidas das festas temáticas de verão no sul do país.

Com esta tournée comemorativa, o projeto pretende celebrar a ligação construída ao longo dos anos com o público algarvio, levando a música, a nostalgia e o convívio a diferentes pontos da região.

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Sudoeste Retail Park celebra quatro anos com feira de sabores algarvios

5 June 2026 at 12:08

No próximo dia 10 de junho, o Sudoeste Retail Park, em Alcantarilha, celebra o seu quarto aniversário com um conjunto de iniciativas destinadas a envolver a comunidade local, os lojistas e os visitantes que nesta altura do ano escolhem o Algarve para férias e momentos de lazer.

As comemorações incluem uma feira de produtos tradicionais, que dará destaque a produtores locais de mel, azeite, vinhos, queijos e doces, promovendo o contacto direto entre os consumidores e os produtores da região. A iniciativa pretende valorizar os sabores e a cultura local, junto da população residente e dos muitos turistas que já procuram a zona de Armação de Pêra.

A programação inclui ainda momentos de animação musical, distribuição de brindes e o tradicional bolo de aniversário, reunindo lojistas, clientes, prestadores de serviços e a equipa de gestão do espaço.

Segundo Andreia Ramos, senior property manager do Retail Mind Group e responsável pela gestão do Sudoeste Retail Park, trata-se de um “momento que muito nos orgulha”, assinalando mais um ano de atividade daquele que foi o primeiro espaço comercial a integrar a gestão da Retail Mind.

Retail Mind reforça área de gestão de ativos

Paralelamente à celebração do aniversário do Sudoeste Retail Park, o Retail Mind Group (RMG) destaca o crescimento da sua atividade na área de Asset Management, com a integração do Lagos Retail Park na carteira de ativos sob gestão.

Com esta incorporação, a empresa reforça uma estratégia que combina gestão operacional, valorização de ativos, comercialização e planeamento financeiro, consolidando a sua presença no mercado nacional do retalho.

Andreia Ramos sublinha que “a gestão integrada permite-nos compreender melhor as necessidades reais dos operadores e dos proprietários, antecipar desafios e desenvolver soluções mais sustentáveis para todas as partes envolvidas”, acrescentando que este modelo constitui “um dos pilares do sucesso da nossa área de Asset Management”.

De acordo com o grupo, o crescimento da área de gestão de ativos imobiliários tem contribuído para reforçar a confiança de investidores, marcas e operadores.

A proximidade à operação diária dos espaços comerciais, aliada ao conhecimento estratégico do mercado, tem permitido fortalecer relações com as marcas representadas e criar novas oportunidades de expansão e desenvolvimento comercial.

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Arrumadores versus parquímetros: entre a informalidade e o Estado de direito | Por Nélia Alfarrobinha

5 June 2026 at 11:40

O debate entre arrumadores de automóveis e sistemas de parquímetros não se limita a uma escolha entre conveniência e organização urbana. 

Ele envolve também um ponto essencial que muitas vezes é ignorado, o enquadramento legal da atividade, a forma como o Estado define o uso do espaço público e as respostas que a sociedade encontra, formal ou informalmente, para lidar com as pressões da vida urbana.

Os arrumadores surgem frequentemente como uma solução informal para um problema real, a escassez de estacionamento e a crescente pressão sobre o espaço urbano. 

Em muitos casos, esta atividade reflete igualmente fenómenos de exclusão social, precariedade económica e dificuldades de integração no mercado de trabalho formal. 

Em troca de ajuda na orientação de viaturas, solicitam contribuições monetárias. 

Para alguns condutores, esta prática é tolerada e até valorizada, para outros, representa uma presença incómoda, associada a um sentimento de pressão difícil de ignorar.

Do ponto de vista sociológico, a persistência deste fenómeno revela a coexistência de duas formas distintas de regulação do espaço urbano, uma formal, exercida pelo Estado e pelas autarquias, e outra informal, construída através de práticas sociais que se consolidam pela repetição e pela tolerância coletiva. 

A existência de arrumadores não resulta apenas de uma necessidade de estacionamento, mas também das fragilidades sociais e económicas que levam determinados grupos a procurar formas alternativas de subsistência.

Do ponto de vista legal, contudo, a situação não é neutra. 

Em Portugal, não existe uma lei que autorize a atividade de “arrumador” como profissão regulada. 

Pelo contrário, o enquadramento jurídico resulta da aplicação de normas gerais. 

Quando a atuação ultrapassa a simples ajuda voluntária e entra no domínio da intimidação ou da exigência implícita de pagamento, pode configurar coação (artigo 154.º do Código Penal), sobretudo se houver pressão psicológica ou condicionamento do estacionamento.

Além disso, em muitos casos, a atuação dos arrumadores entra em conflito com regulamentos municipais sobre ocupação do espaço público. 

As câmaras municipais podem proibir ou restringir comportamentos que interfiram com a circulação, o estacionamento ou a utilização livre da via pública. 

Nestas situações, a intervenção pode ser tratada como contraordenação, aplicada por polícia municipal, PSP ou GNR, dependendo da jurisdição.

Existe ainda uma dimensão frequentemente referida pelos automobilistas, a sensação de terem de pagar duas vezes pelo mesmo ato de estacionar. 

Depois de efetuarem o pagamento obrigatório no parquímetro, muitos condutores sentem-se pressionados a entregar uma quantia adicional ao arrumador presente no local. 

Embora essa contribuição seja, em teoria, voluntária, a realidade é que uma parte significativa dos cidadãos receia que a recusa possa originar conflitos, danos na viatura ou outras formas de retaliação. 

Independentemente de tais receios corresponderem ou não a situações concretas, a sua existência produz um sentimento de insegurança que afeta a perceção de liberdade e tranquilidade no uso do espaço público.

Ou seja, ainda que não exista uma “lei dos arrumadores” no sentido clássico, existe um conjunto de instrumentos legais que permite às autoridades agir quando a atividade deixa de ser espontânea e passa a interferir com a liberdade dos condutores ou com a ordem urbana.

Em contraste, os parquímetros representam a formalização completa da gestão do estacionamento. 

São um instrumento do Estado ou das autarquias para regular o uso de um bem escasso, o espaço público, através de regras claras, tarifas definidas e fiscalização institucional. 

Ao contrário da informalidade dos arrumadores, o sistema de parquímetros baseia-se na transparência, previsibilidade e aplicação uniforme da regra.

Contudo, também aqui a realidade não é isenta de críticas. 

Para muitos cidadãos, o estacionamento pago é visto como uma forma de exclusão económica dos centros urbanos. 

Pequenos comerciantes argumentam que a cobrança afeta a dinâmica local. 

Ainda assim, do ponto de vista jurídico, trata-se de um modelo legitimado pelo poder local, enquadrado em regulamentos municipais e políticas de ordenamento do território.

A comparação entre os dois sistemas revela uma tensão central das sociedades contemporâneas, de um lado, práticas informais que emergem das necessidades económicas e sociais de determinados grupos, mas que permanecem juridicamente frágeis, do outro, mecanismos formais, legalmente estruturados, que procuram garantir igualdade de tratamento e previsibilidade, embora nem sempre obtenham plena aceitação social.

O problema não é apenas de mobilidade ou de gestão do estacionamento. 

É também uma questão de confiança nas instituições, de perceção de segurança e de legitimidade na utilização do espaço público. 

Quando um cidadão cumpre a obrigação legal de pagar um parquímetro, espera que esse ato seja suficiente para exercer o seu direito de estacionar. 

Sempre que surge a perceção de que existe um pagamento informal adicional ou um risco associado à sua recusa, instala-se uma tensão entre a autoridade formal do Estado e mecanismos paralelos de regulação do espaço urbano.

No fundo, a questão “arrumadores versus parquímetros” acaba por ser uma questão de Estado de direito. 

A sociedade pode e deve procurar respostas para os problemas de exclusão social que estão na origem de muitos fenómenos de informalidade. 

Contudo, a gestão do espaço público não pode assentar na ambiguidade nem na dependência de regras implícitas. 

Num Estado de direito, os cidadãos devem saber quem regula o espaço urbano, com que regras e sob que garantias.

A verdadeira discussão não é, por isso, entre arrumadores e parquímetros. 

É entre a prevalência de mecanismos informais assentes na tolerância e na pressão social, e a afirmação de um modelo de organização urbana baseado na legalidade, na transparência e na igualdade de direitos. 

Quando o espaço público deixa de ser regulado exclusivamente pelas instituições legítimas, não está apenas em causa o estacionamento, está em causa a própria autoridade da lei e a confiança dos cidadãos no funcionamento do Estado.

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