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Nunes afasta gerente da SPTuris após apuração sobre produtora de Dark Horse

11 June 2026 at 02:07

O prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) anunciou nesta quarta-feira (10) o afastamento de Rodrigo Raveli Bolzan do cargo de gerente de eventos da SPTuris (São Paulo Turismo).

De acordo com Nunes, a decisão foi tomada após a CGM (Controladoria-Geral do Município) abrir uma investigação para apurar um suposto envolvimento de Bolzan com uma ONG de Karina da Gama, dona da produtora responsável pelo filme “Dark Horse“.

Essa apuração, segundo o prefeito, foi aberta após matéria do portal Metrópoles, que aponta para uma rede de empresas e ONGs ligadas a Karina e ao ICB (Instituto Conhecer Brasil) que teria ganhado espaço na Prefeitura de São Paulo justamente após Rodrigo assumir o cargo de gerente de eventos.

Ele [Rodrigo Raveli Bonzan] é funcionário da SPTuris desde 2005, é um funcionário muito antigo. A SPTuris tem em torno de 220 contratos, ele era fiscal de oito contratos. O que aconteceu? Ele está afastado das funções, foi aberta uma apuração pela Controladoria“, disse o prefeito.

Nunes ressaltou ainda que “em nenhuma hipótese” quer deixar qualquer tipo de dúvida sobre qualquer contrato firmado pela SPTuris durante sua gestão.

“Vai ser muito rápido e célere o processo de apuração e, identificando alguma ilegalidade, obviamente ele vai ser demitido e, se não houver ilegalidade, eu não vou carregar nas minhas costas nada que seja de um peso na consciência por cometer injustiça. […] Também não vou carregar nas minhas costas o peso de ser omisso”, afirmou.. “Então, está sendo apurado e a decisão da Controladoria vai ser passada para mim e a gente vai definir o que vai ser feito.”

A CNN entrou em contato com a Controladoria-Geral do município de São Paulo e aguarda retorno.

Lula sobre tarifas dos EUA: não temos que aceitar por dignidade e respeito

10 June 2026 at 19:02

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quarta-feira (10) as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.

Durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável, o Conselhão, o mandatário afirmou que “não temos o dever de aceitar [a taxação] por dignidade e respeito”.

Essa última imputação de taxa que eles colocaram para nós, nós não temos o direito de aceitar por dignidade e respeito ao que nós fazemos aqui com os trabalhadores brasileiros“, disse durante seu discurso.

Lula disse ainda que precisa de um “estudo urgente” sobre o quanto recebe um trabalhador americano e quais são os direitos dados a eles para que um diretor financeiro impute multas a outro país.

“É preciso que vocês me apresentem um estudo urgente do que ganha um trabalhador americano”, afirmou.

“Eu quero saber quais são os direitos que os trabalhadores americanos tem para vir um tal de diretor financeiro não sei das quantas impor multa, impor multa contra o desmatamento. Será que eles não percebem que eles já estão carecas e que nós ainda estamos como jogador, cortando só um pedacinho [de cabelo] aqui do lado?”, acrescentou.

Entenda

Na semana passada, o governo dos Estados Unidos anunciou um novo tarifaço contra 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil.

No documento em que a recomendação da taxação foi feita, os EUA apontam insegurança jurídica, favorecimento do Pix, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, lentidão na concessão de patentes e pirataria, etanol e desmatamento ilegal.

Pouco depois depois, após uma reunião de emergência para discutir ações, o governo brasileiro rebateu as acusações feitas.

Os EUA afirmam que o Brasil falha em impedir a invasão de terras e a extração ilegal de madeira.

Além disso, cita uma concorrência desleal nos produtos agrícolas produzidos em terras desmatadas ilegalmente, uma vez que esses produtos chegam ao mercado global com custos artificialmente baixos, prejudicando os produtores americanos que seguem normas legais e ambientais.

O governo brasileiro afirmou, por sua vez, que desde 2023 estabeleceu e está cumprindo a meta de zerar o desmatamento até 2030. O desmatamento na Amazônia Legal já foi reduzido em cerca de 50% na comparação com 2022. A área queimada no país como um todo recuou cerca de 40% em 2025 frente à média do período 2017-2024.

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