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Após reunião, Lula diz que sentiu disposição de Zelensky para negociar

17 June 2026 at 19:45

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva contou a jornalistas em Genebra como foi a reunião com o presidente da Ucrânia Volodymir Zelensky nesta quarta-feira (17).

Os dois conversaram por 40 minutos e, segundo Lula, “foi a melhor conversa que já tiveram”.

“Eu já achava um ano atrás que essa guerra estava na hora de acabar, porque essa guerra já não tem mais nenhuma novidade, todo mundo sabe. […] Eu acho que foi uma reunião importante. Pela primeira vez, eu senti o Zelensky com muita disposição de encontrar uma solução e, naquilo que eu puder ajudar, vou ajudar”, disse Lula.

Lula ainda disse que quem pode parar a guerra da Ucrânia são os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia).

“São eles os donos da ONU. São eles que têm o poder de veto. São eles que podem tomar decisão para a guerra ou para a paz. Então, nessa conversa que eu tive com o Zelensky, eu disse para o Zelensky, olha, eu já fiz muitas propostas. Eu não sentia interesse do Zelensky, não sentia interesse do Putin, não sentia interesse do Xi Jinping, ou seja, era como se fosse uma guerra em que ninguém estava interessado. Agora, o Zelensky quer a paz e está dizendo que quer um cessar-fogo sem colocar nenhum pedido extra, quer paz para poder discutir a paz. Eu acho justo”, detalhou o presidente brasileiro.

Lula afirmou que se comprometeu a ligar novamente para todos os membros permanentes do Conselho de Segurança para discutir a paz na Ucrânia. “Somente eles podem dar. No que eu puder ajudar, eu vou ajudar”, afirmou.

O presidente brasileiro foi à Europa para participar da Cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França. Depois, Lula foi a Genebra, onde concedeu coletiva a jornalistas.

Me encontrei hoje em Évian, à margem da reunião do G7, a seu pedido, com o presidente Volodymir Zelensky. Por cerca de 40 minutos, ouvi suas avaliações sobre as situações atuais do conflito, das possibilidades de um cessar-fogo e a busca de uma solução diplomática. Expus minha… pic.twitter.com/RGQqkpWIdc

— Lula (@LulaOficial) June 17, 2026

 

 

Eleições no Peru: Partido de Sánchez pede anulação de votos no exterior

16 June 2026 at 17:51

O partido Juntos pelo Peru, do candidato de esquerda Roberto Sánchez, entrou com uma ação judicial contra as autoridades eleitorais exigindo a anulação de todos os votos depositados no exterior.

A candidata de direita Keiko Fujimori obteve uma vantagem de quase 90 mil votos nessas eleições realizadas no exterior, uma margem que pode ser decisiva para sua vitória presidencial.

A ação judicial, protocolada na segunda-feira no Superior Tribunal de Justiça de Lima pelo advogado Walter Ayala, porta-voz do Juntos pelo Peru, e compartilhada com a CNN, solicita a anulação de “todo o processo eleitoral realizado no exterior” no segundo turno das eleições, no domingo, 7 de junho. Isso inclui “a instalação, a votação, a contagem e a apuração dos votos em todas as seções eleitorais” fora do Peru.

O processo alega que uma resolução de maio, que alterou a forma como as cédulas são processadas (deixando de ser digitalizadas nos consulados e passando a ser enviadas fisicamente a Lima em malas diplomáticas para serem contadas na capital), foi emitida em “flagrante violação do princípio da inviolabilidade eleitoral”.

A mudança nas regras também viola “os princípios da segurança jurídica, previsibilidade, cadeia de custódia, devido processo eleitoral, legalidade e imparcialidade”, afirma o processo.

Em respeito, o Ministério das Relações Exteriores afirmou anteriormente ter mantido uma “rigorosa cadeia de custódia” dos materiais eleitorais provenientes de 119 repartições consulares.

Com 99,05% dos votos apurados, Fujimori lidera com 33.000 votos de vantagem, e seria a primeira vez que um candidato, Sánchez, obtém a maioria dos votos no Peru em um segundo turno, mas não vence a presidência.

A coligação Juntos pelo Peru já havia solicitado à Junta Nacional Eleitoral (JNE) a anulação dos resultados de centenas de seções eleitorais na Argentina e nos Estados Unidos devido a supostas irregularidades e falhas, mas a junta rejeitou os pedidos por terem sido apresentados após o prazo.

Sánchez rejeitou essa decisão, alegando que o atraso se deveu ao fato de as atas de apuração da Argentina terem chegado dias depois do previsto, criando uma “impossibilidade material” para os eleitores exercerem seus direitos.

O candidato insistiu em uma postagem na rede social X: “A exigência de zero controvérsias, a defesa do cidadão, do voto popular e do devido processo legal eleitoral são o mínimo necessário para alcançar legitimidade e confiança no povo.”

Quem é Roberto Sánchez, candidato à Presidência do Peru?

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