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O milagre da multiplicação da sardinha, a tempo dos Santos

13 June 2026 at 10:09

O cheiro nem engana, depois vem o olhar:prateada e pequenina, a sardinha destaca-se na banca do peixe e a pergunta é sempre a mesma: “Já está boa?”“Já se come”, responde Elisabete Nunes, administradora da Propeixe.“Está gordinha”, reforça Joana Martins, peixeira no mercado de Benfica, em Lisboa, pegando orgulhosa no pescado enquanto o exibe para a fotografia.

Do lado de Matosinhos, onde o pulso da lota dita o ritmo dos dias, há sinais de abundância moderada. “Há muita sardinha, pelo menos aqui no Norte. E tem vindo a melhorar”, afiança Elisabete, contando 40 barcos diários a irem para o mar.

Contudo, a memória recente impede entusiasmos fáceis. A sardinha quase desapareceu do mar. Em 2017, no ponto mais crítico, Portugal e Espanha partilhavam uma quota de apenas 10 mil toneladas. Isto sucedeu devido a condições ambientais adversas e por pressão excessiva sobre o recurso. Juntos estes dois fatores contribuíram para o seu declínio.

“O risco de colapso não era um receio abstrato. Era uma realidade identificada pela ciência”, recorda ao jornal económico Alberto Martín, diretor do programa do Marine Stewardship Council (MSC) para a Península Ibérica.

Nesses anos, muitos pescadores passaram mais tempo em terra do que no mar. A sardinha, esse símbolo tão português, tornava-se escassa, Foi preciso parar para a salvar. Impor períodos de defesos, restrições à captura de juvenis e aceitar perdas no presente para garantir futuro. “A recuperação exigiu sacrifícios importantes por parte dos pescadores”, sublinha Alberto Martín. “Mas foram fundamentais para permitir que o stock regressasse a níveis sustentáveis, garantindo a sustentabilidade do setor e a preservação do recurso para as gerações futuras.”

Hoje, o cenário é outro — ainda que frágil na sua própria conquista. A biomassa da sardinha com mais de um ano de idade aumentou de cerca de 152 mil toneladas em 2019 para mais de 385 mil em 2020. O que representa um crescimento de 153%. Além disso, as quotas aumentaram cinco vezes face ao pior momento e a sardinha voltou às redes com outra consistência. Ainda assim, nem tudo o que vem à rede é peixe.

Joana Martins, peixeira, no mercado de Benfica, em Lisboa

Junho é o auge desta jóia do atlântico. Com a aproximação dos Santos Populares, a procura intensifica-se e a sardinha volta ao centro da mesa — e da economia que gira à sua volta. A EGEAC estima que, só em Lisboa, sejam consumidas cerca de 13 sardinhas por segundo durante as festas, o que se traduz em mais de um milhão ao longo dos dias de celebração.

Nas praças, mercados municipais e supermercados, esse movimento já é visível. Os consumidores regressam, antecipando as semanas de maior procura,e os preços acompanham essa pressão. O quilo oscila entre os sete e os 8,40 euros, refletindo a procura externa e a concorrência. “Os portugueses já estão a comprar muito e a sardinha já está a ficar gordinha”, diz Carlos Proença, peixeiro no mercado de Benfica.

Até chegar ao prato existe uma cadeia exigente. O preço à saída da lota ronda os dois euros, mas ao longo do percurso acumulam-se custos logísticos, operacionais e comerciais. A isso soma-se a pressão internacional sobre um recurso que voltou a ser pro- curado, sobretudo após a recuperação do stock e a certificação de sustentabilidade.

Segundo dados do INE, Portugal exportou entre 7000 a 9000 toneladas de sardinha fresca e congelada em 2024. O principal mercado foi Espanha, seguido de França e Itália, mas no mesmo período importou entre 3 a 5 mil toneladas sobretudo de Espanha, o maior forncedor, seguindo-se França e Países Baixos.

Já agora para não comprar gato por lebre, segundo a Deco, a qualidade da sardinha exige olhar atento: “pele brilhante, guelras vermelhas e olhos salientes e transparentes, com cheiro a maresia, são bons indicadores de frescura.” Apesar das contas, em junho a história é sempre a mesma: uma sardinha no pão, comida sentada ou de pé, ao ritmo de música popular e aromatizada com o perfume do manjerico.

 

 

O que significa a certificação do MSC?
O MSC (Marine Stewardship Council) é uma organização internacional sem fins lucrativos que estabelece normas reconhecidas globalmente para a pesca sustentável, contando com escritórios em todo o mundo, incluindo em Portugal. Atualmente, as pescarias certificadas pelo MSC representam cerca de 20% de toda a captura marinha selvagem a nível mundial. Em Portugal, já existem mais de 450 produtos disponíveis no mercado com o Selo Azul MSC.

Trata-se de uma certificação voluntária que avalia as pescarias com base em três princípios fundamentais. O primeiro diz respeito ao estado dos stocks pesqueiros, garantindo que as populações exploradas se mantêm em níveis saudáveis e capazes de assegurar a sua reprodução a longo prazo. O segundo avalia o impacto ambiental da atividade, exigindo que a pesca seja gerida de forma a minimizar os seus efeitos nos ecossistemas marinhos, noutras espécies e nos habitats. O terceiro princípio centra-se na gestão da pescaria, que deve cumprir a legislação em vigor e dispor de mecanismos que permitam adaptar-se a alterações das condições ambientais, científicas ou regulatórias.

Um aspeto particularmente relevante é que esta avaliação não é realizada pelo próprio MSC, mas por organismos certificadores independentes. A certificação tem uma validade de
cinco anos e está sujeita a auditorias anuais. Em alguns casos, podem ser impostas condições de melhoria que a pescaria certificada é obrigada a cumprir. Caso deixe de satisfazer os critérios exigidos, a certificação pode ser suspensa. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a pescaria da sardinha ibérica em 2014.

A certificação assenta ainda num segundo pilar essencial: a rastreabilidade. O Selo Azul que chega ao consumidor é suportado pela norma de Cadeia de Custódia do MSC, que assegura o acompanhamento e a verificação do produto certificado em todas as etapas dacadeia de abastecimento, desde o momento da captura até ao ponto de venda.

 

Lisboa celebra Santo António com Marchas e casamentos

12 June 2026 at 10:06
Festa começa esta terça-feira com a cerimónia civil da união de cinco casais, pelas 11h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, enquanto outros 11 casamentos decorrem na Sé de Lisboa.

© LUSA

Depois da troca de alianças e do copo-d'água, celebrado na Estufa Fria, os casais de Santo António descem à Avenida da Liberdade para se juntarem às 20 Marchas Populares

Lisboa celebra Santo António com Marchas e casamentos

12 June 2026 at 10:06
Festa começa esta terça-feira com a cerimónia civil da união de cinco casais, pelas 11h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, enquanto outros 11 casamentos decorrem na Sé de Lisboa.

© LUSA

Depois da troca de alianças e do copo-d'água, celebrado na Estufa Fria, os casais de Santo António descem à Avenida da Liberdade para se juntarem às 20 Marchas Populares

Fim de semana em São Brás de Alportel

12 June 2026 at 07:08

Com o aroma dos Santos Populares no ar, São Brás de Alportel convida a um fim de semana repleto de animação, tradição e bons momentos.

12 JUNHO -Na sexta-feira, a partir das 20h00, a Mesquita recebe mais uma iniciativa do programa ’A Festa Sai à Rua’, dedicado à valorização da tradição cultural dos Santos Populares. A Festa de Santo António promete animar o Adro da Capela com baile ao som do músico Luís José e a apresentação da Marcha do Museu ’Os Poetas da Nossa Terra e o Nosso Padroeiro’.Pelas 21h00, o São Brás Cineteatro Jaime Pinto recebe o espetáculo ’Inês: Uma Farsa Moderna’, uma produção teatral promovida pela turma do 10.º B do Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas. Os bilhetes são 5 euros e estão disponíveis na Galeria Municipal.   

13 JUNHO – O sábado começa no Mercado Municipal onde encontra os habituais produtos frescos. Aproveite para apreciar os trabalhos artesanais de Carla Teresa e escolher as suas leituras da semana na Biblioteca Municipal “Fora de Si”. Às 10h30, no espaço exterior do Mercado Municipal, realiza-se também uma Aula Aberta de danças Afrolatinas. Sinta o ritmo e divirta-se. Durante a tarde, a Biblioteca Municipal recebe mais uma sessão do Tapete Voador, pelas 16h00, dedicada às histórias e tradições dos Santos Populares.Também às 16h00, a Casa do Benfica de São Brás de Alportel acolhe o 9.º Torneio Mundial 2026 de Sueca, reunindo participantes para uma tarde de competição e convívio.Ao final da tarde, entre as 18h00 e as 22h00, o Oribá Café Cultural promove um Sunset da Torcida, num ambiente que celebra a euforia do futebol. Entre as 09h00 e as 17h00, o Campo de Futebol Municipal recebe o IX Torneio de Futebol Mário Neves 2026, que se estende ao longo de sábado e domingo. A competição reúne jovens atletas dos escalões Traquinas A, Traquinas B e Infantis B, promovendo o desporto, o espírito de equipa e a convivência entre clubes e famílias.   

14 JUNHO -O domingo começa com mais uma caminhada do ciclo Veredas do Alportel. O ponto de encontro está marcado para as 08h30, no Parque do Alportel, para mais um percurso promovido pelo Grupo do Alportel da Sociedade Recreativa Alportelense, iniciativa que se realiza habitualmente no segundo domingo de cada mês. Ao final da tarde, pelas 19h00, o Museu do Traje encerra este fim-de-semana com um Concerto de Jazz pelo Ricardo Jesus Jazz Quintet.  Viva Mais em São Brás de Alportel!

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Lisboa prolonga metro até às 03h00 na noite de Santo António

11 June 2026 at 23:34
Metro de Lisboa vai acampanhar o espírito dos Santos Populares com horários estendidos, a circular com intervalos de 12 minutos, no sábado. Cais do Sodré e Alameda recebem ainda "ações especiais".

© MÁRIO CRUZ/LUSA

Metro de Lisboa vai circular até às 03h00 no dia 13 de junho

“A Bebé no Arraial” no Teatro Municipal António Pinheiro

11 June 2026 at 12:45

Espetáculo Inspirado nos arraiais populares

No Teatro Municipal António Pinheiro, os Santos Populares também se celebram ao som da música, descoberta e partilha em família. No âmbito do ciclo de concertos para bebés, realizam-se, no próximo dia 21 de junho, duas apresentações do espetáculo “A Bebé no Arraial”, pelas 10h00 e 11h30.

Inspirado no ambiente festivo dos arraiais populares, este concerto (o último deste ciclo), promovido pela companhia “Musicalmente”, destina-se a bebés e crianças até aos 36 meses. Um evento que convida os mais pequenos e as suas famílias a embarcarem numa experiência sensorial e musical repleta de sons, ritmos e melodias que evocam as tradições dos Santos Populares.

Num ambiente acolhedor e participativo, a música surge como elemento agregador, estimulando a curiosidade, imaginação, interação e momentos de proximidade entre artistas, bebés e famílias.

Os bilhetes, pelo valor de €7,50, encontram-se disponíveis na Bilheteira do Teatro Municipal António Pinheiro e na plataforma BOL.

Toda a programação disponível clicando AQUI.

Delfins recordam os grandes êxitos no Dia da Cidade de Tavira

10 June 2026 at 15:39

Tavira assinala a 24 de Junho mais um Dia da Cidade, o qual inclui a atribuição de medalhas de mérito municipal e de bons serviços aos funcionários municipais, e o concerto da banda Delfins.

As comemorações integram, pelas 10h30, o hastear das bandeiras, nos Paços do Concelho, seguido da sessão solene, pelas 11h00, no Teatro Municipal António Pinheiro.

A cerimónia contempla a distinção de um trabalhador com medalha de bons serviços e dedicação grau prata (30 anos de serviço) e 14 funcionários com medalhas de bons serviços e dedicação grau cobre (20 anos de serviço).

A autarquia presta, ainda, homenagem, através da atribuição de medalha de mérito municipal grau prata e cobre a cidadãos e entidades locais que se distinguiram, na sociedade, pelo seu percurso.

Os Delfins marcam o momento alto das celebrações, no dia 24, pelas 22h00, na Praça da República.

Os fãs vão poder reviver temas que marcaram várias gerações, como “Sou Como Um Rio”, “Baía de Cascais”, “Aquele Inverno”, “Um Lugar ao Sol” e “Saber Amar”, os maiores êxitos da banda.

A “Lenda da Moura Encantada”, o espetáculo piromusical, a marcha de São João (“Todos a caminhar sob as estrelas”) e os arraiais dos Santos Populares completam o programa de festividades.

A Rua do Cais e o Jardim do Coreto voltam a ser palco dos arraiais promovidos pela Câmara Municipal, a partir das 21h00, com a seguinte agenda: dia 20 – Grupo Gerações; dia 21 – Ruben Filipe; dia 23 – Nelson Campos e Rancho Folclórico de Santo Estêvão (22h00); dia 24 – Silvino Campos; dia 27 – Cristiano Martins; e dia 28 – Hélder Reis

Para além do Jardim do Coreto decorrem, um pouco por todo o concelho, num ambiente de festa, diversos arraiais que prometem alegrar as primeiras noites de verão.

Ainda na noite de São João tem lugar, no Castelo de Tavira, pelas 22h30, a encenação da “Lenda da Moura Encantada” pela Armação do Artista, e segue-se, pelas 23h59, na Ponte dos Descobrimentos, o espetáculo piromusical que dá as boas-vindas ao Dia da Cidade.

Mais tarde, pelas 06h00, realiza-se a marcha de São João “Todos a caminhar sob as estrelas”, uma iniciativa do município de Tavira dinamizada pela Casa do Povo de Santo Estêvão.

Sul Informação

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