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USDA reduz previsão global de soja 2026/27

11 June 2026 at 17:23

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu sua estimativa de produção global de soja para a safra 2026/27 de 441,54 milhões de toneladas para 441,34 milhões de toneladas. A revisão representa uma queda de 0,2 milhão de toneladas, associada à redução da área colhida na Rússia.

As projeções globais de oferta e demanda para 2026/27 indicam aumento dos estoques iniciais, leve redução da produção e elevação dos estoques finais. O USDA atribui a elevação dos estoques iniciais principalmente ao aumento da produção da Argentina no ciclo anterior, que foi revisada em 2 milhões de toneladas, para 50 milhões de toneladas.

No comércio internacional, as exportações globais permanecem inalteradas. A queda nas exportações da Rússia foi compensada pelo aumento das exportações da Argentina. Os estoques finais globais foram projetados em 124,88 milhões de toneladas, alta de 0,1 milhão de toneladas em relação à estimativa anterior, refletindo principalmente o aumento dos estoques argentinos.

Para os Estados Unidos, a projeção de produção foi mantida em 120,7 milhões de toneladas, assim como a estimativa de exportações, em 44,36 milhões de toneladas.

No caso do Brasil, as projeções também não foram alteradas. A produção foi estimada em 186 milhões de toneladas, com exportações de 117,5 milhões de toneladas e estoques finais de 37,39 milhões de toneladas.

Para a China, a expectativa é de importação de 114 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27.

Produção global de milho deve ser maior

A perspectiva para o milho nos Estados Unidos em 2026/27 permanece praticamente inalterada em relação ao mês passado.

Os estoques iniciais e finais ligeiramente maiores para 2026/27 refletem principalmente a compensação das mudanças no comércio e no consumo interno para 2025/26 com ajustes nas importações.

O USDA revisou a produção global de milho para 1,3 bilhão de toneladas em junho, ante 1,29 bilhão no mês anterior. Os estoques finais do grão foram revisados para 281,2 milhões de toneladas, uma alta frente a maio, quando o órgão estimou 277,5 milhões de toneladas.

As exportações globais de milho somam 207,6 milhões de toneladas, frente a 206,9 milhões registrados no mês anterior.

Os Estados Unidos, maior produtor global do grão, permanecem com estimativas de produção inalteradas em 406 milhões de toneladas.

Os estoques finais foram levemente ajustados para 49,78 milhões de toneladas, enquanto as exportações permaneceram inalteradas em 80 milhões de toneladas.

No Brasil, a produção se mantém em 139 milhões de toneladas, enquanto as exportações também permanecem em 44 milhões de toneladas. Os estoques finais tiveram leve ajuste para 11,1 milhões de toneladas.

Os maiores exportadores tiveram leves ajustes nos estoques finais, enquanto a produção e exportação permaneceram inalteradas em 256,3 e 111 milhões de toneladas respectivamente.

USDA eleva projeção de oferta global de trigo para safra 2026/27

11 June 2026 at 17:21

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) elevou as projeções globais para todas as categorias do balanço de trigo na safra 2026/27. A oferta mundial foi estimada em 1,1 bilhão de toneladas, um aumento de 1,7 milhão de toneladas em relação à projeção anterior, refletindo principalmente revisões para cima na Rússia, Turquia e Ucrânia, parcialmente compensadas por reduções na Austrália e no Paquistão.

Na Rússia, a produção de trigo foi elevada em 2 milhões de toneladas, para 88 milhões. O USDA atribui o ajuste a condições climáticas favoráveis e chuvas acima da média, que sustentaram a produtividade do trigo de inverno, apesar da redução da área destinada ao trigo de primavera.

Na Turquia, a produção foi estimada em 22,5 milhões de toneladas, alta de 1,5 milhão de toneladas e recorde histórico. Na Ucrânia, a projeção passou para 23,5 milhões de toneladas, aumento de 0,5 milhão, também associado a condições climáticas favoráveis durante a primavera.

Já na Austrália, a produção foi reduzida em 2 milhões de toneladas, para 28 milhões, em função da menor área colhida, segundo dados do relatório trimestral da Abares (Escritório Australiano de Economia Agrícola e Ciências dos Recursos).

O consumo global de trigo foi projetado em 824,6 milhões de toneladas, aumento de 1,4 milhão de toneladas, impulsionado principalmente pelo maior uso para ração animal e pelo consumo residual na Rússia.

O comércio mundial de trigo foi estimado em 212 milhões de toneladas, alta de 0,3 milhão, com crescimento das exportações da Ucrânia e de outros países, parcialmente compensado pela redução nas exportações australianas.

Os estoques finais globais para 2026/27 foram projetados em 275,4 milhões de toneladas, aumento de 0,4 milhão em relação à estimativa anterior. O ajuste reflete principalmente elevações nos estoques de Egito e Turquia, parcialmente compensadas por reduções na Ucrânia, Austrália, Rússia e Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, a projeção de oferta foi reduzida, com impacto nos estoques finais. A produção foi ajustada principalmente pela menor produção de trigo vermelho duro de inverno. As exportações foram mantidas em 21,09 milhões de toneladas, queda de 15% em relação ao ano anterior. Os estoques finais foram estimados em 20,25 milhões de toneladas, redução frente aos 20,74 milhões projetados anteriormente.

No Brasil, a estimativa de produção foi mantida em 6,7 milhões de toneladas, com exportações previstas em 7,2 milhões de toneladas.

Na Argentina, a produção foi mantida em 21 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 14,5 milhões de toneladas.

Soja avança em Chicago com clima nos EUA e expectativa pelo USDA

10 June 2026 at 21:05

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta quarta-feira (10) em alta na Bolsa de Chicago. O vencimento julho teve avanço de 0,83% e fechou cotado a US$ 11,23 por bushel, sustentado por fatores climáticos nos Estados Unidos e pela expectativa em torno do relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado nesta quinta-feira (11).

De acordo com a Agrinvest, o complexo soja registrou um dia positivo em Chicago, com destaque para os ganhos da soja em grão e do óleo de soja. Além do suporte vindo do mercado de energia, impulsionado pela valorização do petróleo, as cotações também encontraram respaldo em fundamentos próprios.

Entre eles está o excesso de chuvas em áreas produtoras do Meio-Oeste norte-americano, que mantém a atenção dos investidores sobre o desenvolvimento da safra. O mercado também acompanha de perto o relatório do USDA, embora a expectativa seja de poucas alterações nos números atuais.

Analistas projetam apenas ajustes pontuais, com possível redução dos estoques de passagem da soja nos Estados Unidos. O órgão também pode revisar as estimativas de exportações e de esmagamento, fatores que contribuem para dar sustentação aos preços no curto prazo.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram a sessão com leve queda na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em julho fechou cotado a US$ 4,19 por bushel, recuo de 0,12% em relação ao fechamento anterior.

Segundo análise da Granar, o mercado apresentou oscilações moderadas ao longo do dia. A recuperação observada nas primeiras horas de negociação, impulsionada por operações de hedge de fundos de investimento, perdeu força perto do meio-dia após a retomada das liquidações de contratos realizadas por esses participantes.

O milho continua pressionado pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento inicial da safra 2026/27 nos Estados Unidos. O cenário de clima adequado em grande parte das principais regiões produtoras reforça as expectativas de uma boa produção e limita avanços mais consistentes nas cotações.

A exceção está na região central das Grandes Planícies, onde áreas do Nebraska ainda enfrentam déficit hídrico. A necessidade de chuvas mais volumosas no estado mantém a atenção do mercado, mas, por enquanto, o quadro geral segue favorável para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas.

Trigo

Os contratos futuros do trigo fecharam em alta nesta Bolsa de Chicago. O vencimento para julho avançou 0,38%, encerrando o dia cotado a US$ 5,87 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o mercado segue atento às condições das lavouras norte-americanas, que permanecem entre as piores registradas desde 2006. O cenário mantém as preocupações com a oferta de trigo nos Estados Unidos e dá sustentação às cotações internacionais.

Na Europa, os contratos negociados na Euronext também avançaram pela segunda sessão consecutiva. O movimento representa uma recuperação técnica após os preços atingirem os menores níveis em cerca de três meses e meio, acompanhando a melhora observada no mercado de Chicago.

A Granar destacou que os ganhos foram impulsionados por operações de hedge realizadas por fundos de investimento, ainda que de forma moderada, após as fortes perdas acumuladas pelos contratos futuros nas últimas duas semanas.

Além disso, os preços receberam suporte da revisão para baixo da estimativa da safra de trigo de inverno norte-americana, divulgada pelo USDA no início da semana, fator que reforçou as preocupações em relação à disponibilidade do cereal.

Clima e degradação redesenham o lucro no agro e impulsionam integração

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