Chile destrói ponte improvisada para burlar fosso anti-imigração no deserto
O governo do Chile destruiu, nesta terça-feira (16), uma ponte que tinha sido improvisada para burlar um fosso cavado no deserto para impedir a imigração irregular na fronteira com a Bolívia, no norte do país.
Em redes sociais, as autoridades chilenas divulgaram um vídeo da destruição, com uma escavadeira, da ponte de areia que permitia a passagem através do fosso na região de Tarapacá, no Deserto do Atacama, perto da fronteira com a Bolívia.
Segundo o governo chileno, a estrutura seria utilizada “por máfias que traficam mercadorias ou transportam veículos roubados” para o país vizinho.
“Nosso escudo fronteiriço é monitorado e vigiado diariamente. Destruiremos toda intenção de ilegalidade. No nosso país a entrada é pela porta”, afirmou o Palácio de La Moneda na rede social X.
Nuestro escudo fronterizo se monitorea y se vigila diariamente. Destruiremos toda intención de ilegalidad. A nuestro país se entra por la puerta. #EscudoFronterizo #PuenteDestruido
pic.twitter.com/mD0k8Clken
— Gobierno de Chile (@GobiernodeChile) June 16, 2026
A escavação de fossos e a construção de muros no norte do país são parte do plano “Escudo Fronteiriço” do governo de José Antonio Kast, que chegou ao poder em março prometendo combater a imigração irregular.
“Isso mostra que esse elemento de contra-mobilidade está funcionando”, disse o subsecretário chileno do Interior, Máximo Pavez.
Segundo ele, tentativas de burlar os controles físicos instalados nas fronteiras podem continuar acontecendo, mas sempre que elas existirem, “serão resolvidas rapidamente pelos órgãos do Estado”.
“Todas as tentativas de obstruir o trabalho dessa barreira de contramobilidade serão enfrentadas pelo Exército do Chile e pelo ministério de Obras Públicas, de forma que não haverá espaço para retroceder no controle da fronteira”, acrescentou.
No mês passado, o governo Kast anunciou que está fiscalizando empresas que contratam imigrantes em situação irregular no país.
A estimativa é que 330 mil migrantes estejam no país sem a devida documentação e corram o risco de ser expulsos pelo atual governo. Kast chegou ao poder prometendo impedir que estrangeiros em situação irregular entrem ou permaneçam em território chileno.
O governo deu início a voos de expulsão, mas afirma não dispor de recursos para realizar todas as deportações. Além disso, há dificuldades para enviar venezuelanos de volta à Venezuela, porque o governo Kast não tem relações com o governo de Delcy Rodríguez.
Quem é José Antonio Kast, direitista eleito presidente do Chile
