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Received — 8 June 2026 O Jornal Económico

Trump sai a meio de uma entrevista na NBC

O presidente norte-americano, Donald Trump, saiu a meio de uma entrevista durante o programa Meet the Press, na NBC, após ter feito alegações falsas de que a eleição presidencial de 2020 foi fraudulenta.

Durante a entrevista, realizada na passada sexta-feira, 5, Trump afirmou que a eleição para governador da Califórnia foi fraudulenta, e fez falsas alegações sobre fraude nas eleições de 2020, segundo o jornal “The Guardian”.

Trump afirmou que passados quatro dias “ainda nem começaram a contar os votos”, algo, que segundo a jornalista, é comum no processo eleitoral da Califórnia. As sondagens preveem uma disputa cerrada entre o candidato democrata e o republicano neste estado norte-americano.

O presidente norte-americano afirmou ainda que todos são corruptos, incluindo a jornalista e a sua estação de televisão.

Quando se tentou defender e fazer outras questões ao presidente, Trump referiu que ou a jornalista era “estúpida ou corrupta. Cai direitinho na armadilha deles com essa palhaçada. Sabe que as eleições são fraudulentas. A sua emissora sabe disso”.

Trump aproveitou ainda para fazer alegações sobre as eleições presidenciais de 2020, e quando a jornalista tentou fazer novas perguntas o presidente deu a entrevista por terminada.

PSI termina sessão a recuar, penalizado pelo setor da construção

bolsa Lisboa mercados

A bolsa de Lisboa fechou a sessão em terreno negativo, com um recuo de 0,01% para 8.931,03pontos.

A Teixeira Duarte liderou o dia, a perder 1,44% para 0,4115 euros, seguida da Mota-Engil, que desceu 1,32% para 4,486 euros. Os CTT deslizaram 1,01% para 5,88 euros, a Jerónimo Martins derrapou 0,85% para 17,57 euros e a EDP Renováveis recuou 0,14% para 14,01 euros.

Em contraciclo, a Navigator subiu 106% para 3,428 euros, a Galp ganhou 1,04% para 19,46 euros, a Corticeira Amorim aumentou 0,62% para 6,51 euros, a REN somou 0,58% para 3,470 euros e a EDP avançou 0,02% para 4,424 euros.

Fora do PSI, a Martifer dispara 7% após falhanço da OPA da Visabeira que não conseguiu comprar ações suficientes para uma aquisição potestativa.

As principais praças europeias fecharam a registar perdas, com o CAC40 a descer 0,23% para 8.199,29 pontos e o Ibex perdeu 0,66% para 18.223,72 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “as bolsas europeias encerraram maioritariamente em baixa, alheias à recuperação que se vai sentindo em Wall Street, em especial no setor tecnológico, depois de Donald Trump ter referido que estão a decorrer negociações finais para um acordo de paz no Médio Oriente, pedindo ao Irão e a Israel um entendimento para um cessar-fogo imediato. Adicionalmente, uma série de acordos e rumores relacionados com IA, que incluem cotadas como Amazon, Alphabet, NVIDIA e Intel, trazem os investidores de volta ao setor, que na Europa liderou os ganhos”. 

No mercado do petróleo o texano WTI ganha 1,29%, fixando o preço do barril nos 91,70 dólares e o Brent sobe 1,88% para 94,84 dólares. O gás natural perde 3,22% para 3,125 dólares.

No mercado cambial o euro valoriza 0,20% face ao dólar, fixando-se nos 1,1545 dólares.

Lisboa e Porto concentram investimento no mercado de retalho nacional

A cidade de Lisboa e do Porto são os principais mercados imobiliários nacionais, de acordo com o mais recente relatório da consultora imobiliária eRetail.

Com 15,9 milhões de dormidas, a capital portuguesa lidera o turismo português, seguida do Porto, que conseguiu chegar aos 10 milhões de dormidas. Já em termos de consumo, em Lisboa os dados mostram uma concentração de 51,3% de compras, enquanto na zona Norte concentram-se 19,1%. De acordo com a consultora, esta tendência leva a que a taxa de ocupação dos espaços imobiliários das duas cidades está praticamente lotada.

Lisboa continua a ser um dos mercados retalhistas mais importantes do país, com uma faturação de 20 mil milhões de euros em 2025, o que corresponde a 29% do total nacional.

Este valor deve-se ao aumento do investimento das marcas de luxo nas principais ruas da capital, que têm acompanhado o aumento do turismo na cidade.

A restauração, a moda e a secção de luxo lideram a procura pelos principais espaços comerciais nesta cidade. Sendo que 65 dos espaços já estão ocupados por moda. Atualmente a disponibilidade de espaços na capital é de 5%.

“Caracterizada pelo comércio direto à rua, e reduzidas zonas de centro comercial, o eixo principal do centro de Lisboa sofre, contudo, com uma baixa rotação de espaços e escassez de novos comércios, o que torna a pressão imobiliária maior, aumentando as rendas”, revela o estudo.

Os dados mostram que as rendas mais baixas são dos espaços com área superior a mil metros quadrados, enquanto os espaços de menor tamanho têm rendas mais elevadas.

Já no Porto, o crescimento de renda no ano passado situou-se nos 9,5%, tendo-se tornado um “centro de atração de investimento”.

As rendas na invicta são ligeiramente mais baixas do que na capital, com o metro quadrado a oscilar entre os 50 euros e os 160 euros.

Enquanto a Avenida da Liberdade é a principal escolha em Lisboa, no Porto, é a Avenida dos Aliados que domina com marcas de luxo. Contudo, os Clérigos têm-se tornado atrativos para os turistas e combinam “retail urbano com a principal zona de ócio noturno da invicta”.

Transporte de mercadorias diminuiu no primeiro trimestre

O transporte de mercadorias registou uma diminuição no primeiro trimestre do ano, em todos os modos de transporte, de acordo com os dados do INE.

Os dados revelam que nos primeiros seis meses do ano o transporte rodoviário registou uma redução de 12,7%, face ao período homólogo, com apenas 24,4 milhões de toneladas movimentadas, tendo sido o meio mais penalizado. Já o transporte marítimo de mercadorias desceu 6,5%, o ferroviário diminuiu 2,1% e o aéreo 0,3%.

A principal divisão transportada continuou a ser os produtos não energéticos das indústrias extrativas, representando 24,2% do total. Seguem-se os ‘outros produtos minerais não metálicos’, com 13,1% e os ‘produtos alimentares, bebidas e tabaco’, com 10,3%.

No transporte marítimo, o porto de Leixões registou uma diminuição de 0,9% no movimento de mercadorias, enquanto o porto de Lisboa apresentou um acréscimo de 0,9%. Já o porto de Setúbal registou um aumento de 6,2% e o de Aveiro uma subida de 11,6%.

O tráfego nacional de mercadorias pela ferrovia totalizou o 1,5 milhões de toneladas, com o tráfego internacional a diminuir 1,9% para 431 mil toneladas.

Já no transporte de passageiros, o metropolitano registou uma descida homóloga de 2,2%, com apenas 69,3 milhões de passageiros. O metro de Lisboa movimentou menos passageiros no primeiro trimestre, com apenas 41,5 milhões de passageiros, enquanto o metro do Porto aumentou o número de passageiros transportados para 22,8 milhões.

O transporte ferroviário manteve uma trajetória positiva, com um crescimento de 0,8%, tendo transportado 57,6 milhões de passageiros. O transporte aéreo também registou um aumento, de 3,9%, com os aeroportos nacionais a movimentarem 14,5 milhões de passageiros.

Já o transporte marítimo diminuiu 3,1% nos primeiros seis meses do ano, com o transporte fluvial a movimentar apenas 5,1 milhões de passageiros.

O transporte por oleoduto apresentou um aumento de 5% no primeiro trimestre, tendo sido transportadas 785,5 mil toneladas. Também o transporte por gasoduto registou a mesma tendência, com um crescimento de 11% na entrada e de 11,7% na saída.

PSI contraria Europa e negoceia no ‘verde’

A bolsa de Lisboa negocia no ‘verde’ a meio da sessão desta segunda-feira, com um avanço de 0,14% para 8.944,05 pontos.

A NOS lidera a sessão, a subir 1,21% para 5,020 euros, seguida da REN, que ganha 1,01% para 3,485 euros. A Corticeira Amorim aumenta 0,93% para 6,53 euros, a Semapa soma 0,87% para 23,30 euros e o BCP avança 0,04% para 0,9278 euros.

Em contraciclo, a Teixeira Duarte perde 2,52% para 0,4070 euros, a Mota-Engil desce 2,20% para 4,446 euros, os CTT derrapam 1,01% para 5,88 euros, a Jerónimo Martins desliza 0,45% para 17,64 euros e a EDP recua 0,16% para 4,416 euros.

As principais praças europeias negoceiam em terreno negativo, com o DAX a perder 0,68% para 24.630,00 pontos, o CAC40 desce 0,41% para 8.184,56 pontos e o Ibex35 recua 0,27% para 18.296,72 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “as bolsas europeias seguem em queda, arrastadas pelo selloff em Wall Street, que na passada sexta-feira levou o Nasdaq 100 a tombar quase 5%, bem como pelo escalar das tensões geopolíticas no Médio Oriente, com ataques entre o Irão e Israel. Em reação ao conflito os preços do petróleo disparam mais de 4%, o que gera receios de que um aumento de custos energéticos possa fazer a inflação persistir em níveis elevados e levar a subidas de taxas de juro pelos bancos centrais”.

“É precisamente este cenário que se antecipa já na reunião do BCE esta semana, com o mercado a assumir um aumento de 25 pontos base nas taxas de juros da Zona Euro. Por cá o PSI regista valorizações de cotadas como Altri, Galp e NOS. Apesar da onda vermelha é de notar alguma tranquilidade desde o início da sessão, com as palavras do CEO da NVIDIA, de que esta correção representa uma oportunidade de compra, a transmitirem otimismo a alguns investidores”, refere.

No mercado do petróleo o texano WTI sobe 3,60%, fixando o preço do barril nos 93,80 dólares e o Brent aumenta 3,27% para 96,13 dólares. O gás natural perde 3,10% para 3,129 dólares.

No mercado cambial o euro valoriza 0,03% face ao dólar, fixando-se nos 1,1525 dólares.

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