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Received — 9 June 2026 O Jornal Económico

Euronext mantém PSI com 16 cotadas

9 June 2026 at 20:15

A Euronext anunciou esta terça-feira, 9 de junho de 2026, os resultados da revisão anual do índice PSI, que não registou quaisquer alterações na sua composição. A atualização será implementada após o fecho dos mercados na sexta-feira, 19 de junho, produzindo efeitos a partir de segunda-feira, 22 de junho de 2026.

O índice principal da bolsa de Lisboa, o PSI (antigo PSI-20), é atualmente composto por 16 empresas cotadas.

De acordo com a entidade gestora, a revisão trimestral de junho concluiu pela manutenção de todas as empresas atualmente incluídas no principal índice bolsista nacional. Ainda assim, o supervisor independente reserva-se o direito de alterar a seleção divulgada, nomeadamente em caso de exclusão motivada por uma operação de aquisição, até à publicação dos dados finais após o fecho do mercado na quarta-feira, 17 de junho. A Euronext esclarece que quaisquer eventos ocorridos após essa data não implicarão a substituição de empresas que venham eventualmente a ser removidas da composição final do índice.

O PSI integra a família de índices da Euronext e é alvo de revisões trimestrais em junho, setembro e dezembro, sendo a revisão anual completa realizada em março. A próxima reunião do Comité de Índices (Index Steering Committee) está agendada para 9 de setembro de 2026.

A primeira página do Jornal Económico de 9 de junho

9 June 2026 at 00:01

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Veja aqui a primeira página do Jornal Económico desta terça-feira, 9 de junho:

Soko: Nova app portuguesa usa IA e sabedoria local para mapear tudo o que acontece em Lisboa

8 June 2026 at 23:31

Foi lançada esta segunda-feira, 8 de junho, a Soko, uma aplicação de descoberta local que utiliza Inteligência Artificial e contributos da comunidade para agregar eventos, sítios e experiências na cidade. O projeto arranca em Lisboa com mais de 1000 eventos registados para o mês de junho.

A plataforma foi desenvolvida pelos empreendedores portugueses João Albino, ex-Urbvan, e João Graça, ex-Unbabel. A Soko reúne informação dispersa por sites, redes sociais, grupos de mensagens e cartazes de rua. Os utilizadores podem também submeter conteúdos: o envio de uma fotografia de um cartaz, por exemplo, permite à plataforma criar um novo evento com recurso a IA.

Segundo os fundadores, o objetivo é centralizar e personalizar a oferta de programação local. A aplicação apresenta sugestões adaptadas ao perfil de cada utilizador e permite pesquisa e navegação direta por tipo de evento.

A Soko inclui integração com WhatsApp. Através de mensagens, os utilizadores podem solicitar recomendações, como “o que posso fazer com os meus filhos amanhã” ou “que exposições estão disponíveis esta semana”, recebendo respostas baseadas nos dados agregados pela plataforma.

Os criadores indicam que a combinação de IA com contribuição humana visa complementar as limitações de modelos generalistas na identificação de acontecimentos locais não publicados em canais digitais estruturados. A tecnologia é usada para organizar e escalar o conhecimento partilhado pela comunidade.

A aplicação está disponível para download a partir de hoje. A empresa convida comunidades e negócios locais a submeterem eventos na plataforma.

Associação Public Affairs Portugal inicia novo mandato com foco na implementação da Lei do Lobby

8 June 2026 at 23:25

A Associação Public Affairs Portugal (PAPT), a primeira associação representativa do lobbying em Portugal, inicia um novo mandato num ano decisivo para o setor.

Gonçalo Boavida, partner da Lift Consulting, assume a presidência da associação no terceiro ano de atividade, tendo como vice-presidentes Sofia Cartó, founder & partner da Loyal Ecosystem, e Rita Serrabulho, managing partner da Political Intelligence Portugal.

A tomada de posse acontece num momento particularmente relevante para a representação de interesses em Portugal, marcado pela entrada em vigor da Lei do Lobby, Lei n.º 5-A/2026, no próximo dia 27 de julho. Este novo quadro legal estabelece pela primeira vez o enquadramento para a relação entre representantes de interesses, empresas, associações, organizações da sociedade civil, profissionais do setor de public affairs e entidades públicas.

Para o novo presidente, o momento traz uma responsabilidade acrescida. “A entrada em vigor da Lei do Lobby marca uma nova etapa para a representação de interesses em Portugal e traz consigo a responsabilidade coletiva de garantir que este novo enquadramento é compreendido, aplicado e valorizado por todos os intervenientes. Assumir a presidência da PAPT neste momento é, por isso, uma responsabilidade acrescida, na medida em que queremos contribuir para que a implementação da lei seja feita com rigor, diálogo e responsabilidade, reforçando a transparência e a confiança nos assuntos públicos em Portugal”, afirma Gonçalo Boavida.

O novo mandato da PAPT vai dar continuidade ao trabalho desenvolvido desde a sua criação, com foco na profissionalização do setor, na promoção de boas práticas e no reforço da compreensão pública sobre a representação de interesses. Neste contexto, a associação pretende afirmar-se como interlocutor técnico junto de decisores políticos, reguladores, empresas e sociedade civil. O objetivo é acompanhar e apoiar a implementação e regulamentação do novo quadro legal, promovendo a transparência, a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória, em linha com o trabalho já feito em audiências e audições com diferentes decisores políticos.

“Queremos continuar a ser uma parte ativa desta nova fase, bem como uma referência para ajudar qualquer cidadão, organização ou entidade pública na implementação da Lei, avaliação da mesma e, acima de tudo, na manutenção de elevados padrões de ética e transparência”, reforça o novo presidente.

A ligação ao contexto internacional mantém-se como um dos eixos da associação. A PAPT integra a P.A.C.E. – Public Affairs Community of Europe, que reúne associações congéneres de vários países europeus. Recentemente, Gonçalo Boavida representou a associação num evento da P.A.C.E. no Senado Espanhol, onde apresentou o ponto de situação do processo legislativo português. Essa ligação será aprofundada em outubro de 2026, quando Portugal acolher a PACE Young Professionals Academy, encontro dedicado à nova geração de profissionais do setor. O evento pretende promover a partilha de boas práticas e aproximar o mercado nacional das dinâmicas europeias.

Com a nova presidência, a PAPT quer reforçar a sua atuação enquanto plataforma de convergência entre profissionais, organizações e instituições, numa altura em que a representação de interesses passa a assumir uma expressão mais estruturada no espaço público português.

Consumo ilícito de cigarros sobe para 2,7% em Portugal com perda fiscal de 45 milhões de euros

8 June 2026 at 23:18

O consumo de cigarros ilícitos em Portugal aumentou para 2,7% do total em 2025, correspondendo a cerca de 220 milhões de cigarros ilegais consumidos e gerando uma perda estimada de 45 milhões de euros em receitas fiscais, mais 3 milhões de euros do que no ano anterior. Apesar da subida, Portugal mantém uma das taxas mais baixas da Europa, segundo o mais recente estudo da KPMG sobre o mercado ilícito de tabaco, encomendado pela Philip Morris Products.

O relatório revela que, enquanto Portugal continua a registar valores controlados, o mercado ilícito na União Europeia registou um agravamento significativo. Em 2025, o consumo de cigarros do mercado negro na UE atingiu os 41,8 mil milhões de unidades, o equivalente a 10,3% do consumo total – o valor mais elevado desde 2014 e a primeira vez em mais de uma década que o mercado ilícito ultrapassa a barreira dos 10%. Este aumento superior a 7% face ao ano anterior resultou numa perda de receita fiscal estimada em 16,7 mil milhões de euros para os Estados-membros.

A França continua a ser o país mais afetado do continente, com uma quota de mercado ilícito de 41% e um volume impressionante de 20,5 mil milhões de cigarros ilegais consumidos. Outros países com elevadas taxas de consumo ilícito são a Irlanda (35%), o Reino Unido (32%), a Bélgica (25%), o Chipre (24%) e os Países Baixos (22%).

“Portugal mantém-se como um exemplo positivo na Europa, mas o aumento registado serve de alerta para a necessidade de continuar a combater o comércio ilegal”, sublinha o estudo. A subida do mercado negro na UE reflete desafios crescentes relacionados com o contrabando, a evasão fiscal e o enfraquecimento das medidas de controlo nas fronteiras.

O relatório da KPMG, que analisa anualmente o fenómeno em toda a Europa, volta a destacar a importância de políticas coordenadas para reduzir o impacto económico e de saúde pública associado ao tabaco ilícito.

Fraudio angaria nova ronda de financiamento liderada pela Alea Capital Partners para expandir deteção de fraudes com IA

8 June 2026 at 23:10

A Fraudio, uma plataforma de pagamentos em tempo real e de prevenção de fraudes, angariou uma nova ronda de financiamento liderada pela Alea Capital Partners para acelerar a sua expansão internacional e continuar a desenvolver a sua tecnologia de deteção de fraudes baseada em Inteligência Artificial (IA). O investimento, que contou também com a participação da IMGA, irá apoiar o crescimento contínuo da empresa, permitindo-lhe expandir as suas operações comerciais e aprofundar as integrações com infraestruturas de pagamento modernas, anunciou a empresa em comunicado.

Para as empresas, o impacto desta tecnologia traduz-se numa redução de perdas decorrentes de fraudes e numa simplificação dos processos de resolução de litígios e estornos. Já para os consumidores, significa menos falsos positivos — ou seja, menos transações legítimas indevidamente recusadas — e maior confiança ao efetuar pagamentos e transferências em ambientes digitais, especialmente em canais de pagamento em tempo real e instantâneos, onde a decisão sobre a transação é tomada em milésimos de segundo.

À medida que os pagamentos instantâneos, as carteiras digitais e as transferências em tempo real se tornam cada vez mais comuns, a necessidade de sistemas de deteção de fraudes que funcionem em milésimos de segundo tornou-se fundamental, defende a plataforma da Fraudio que explica que aplica técnicas avançadas de aprendizagem automática e análise comportamental para detetar atividades suspeitas em tempo real, minimizando simultaneamente os transtornos para os utilizadores legítimos. Isto permite que as instituições financeiras, as empresas de tecnologia financeira e as plataformas de pagamento monitorizem as transações instantaneamente, reduzindo perdas relacionadas com fraudes e as recusas indevidas, acrescenta.

“Esta ronda de financiamento visa uma expansão a sério”, afirmou João Moura, fundador da Fraudio. “A prioridade imediata é reforçar a equipa comercial com mais capacidade de vendas e de estabelecimento de parcerias e transformar a dinâmica que já demonstrámos num crescimento previsível e recorrente. Paralelamente, continuamos a investir fortemente no produto, porque, no domínio dos pagamentos em tempo real, a fraude não espera que nos adaptemos. A partir de Portugal, estamos a construir uma empresa global com a ambição de sermos líderes na prevenção da fraude.”

Na perspetiva da Alea Capital Partners, o investimento reflete o foco da empresa no apoio a empresas tecnológicas de elevado crescimento impulsionadas pela IA, tendo a Fraudio construído vantagens competitivas significativas nas áreas da infraestrutura digital e dos serviços financeiros.

“A Fraudio alcançou um crescimento incrível no último ano com uma eficiência de capital altamente disciplinada e está pronta para continuar. À medida que a Fraudio cresce, o mesmo acontece com o valor entregue aos seus clientes atuais e futuros, graças aos efeitos de rede criados pela sua solução de prevenção de fraudes de pagamentos plug-and-play impulsionada pela IA”, afirmou John Lambe, Venture Partner na Alea. O responsável acrescentou ainda que a Fraudio desenvolveu uma poderosa plataforma que permite identificar comportamentos fraudulentos em milésimos de segundo, mantendo uma experiência perfeita para os utilizadores legítimos, tendo recentemente reforçado os processos de vendas, lançado novos componentes de produto como a Biblioteca de Regras, e conquistado novos clientes, como a GnosisPay e a PayTabs.

Por sua vez, a IMGA destaca a relevância da cibersegurança como um pilar essencial da economia digital atual face ao rápido crescimento e adoção da tecnologia e da IA. “A solução de prevenção de fraudes nos pagamentos da Fraudio responde diretamente a um desafio crítico e em rápida evolução, numa altura em que as empresas procuram cada vez mais uma proteção robusta e escalável contra a criminalidade financeira. A forte aceitação já alcançada no mercado reforça a relevância e a diferenciação da proposta de valor da empresa”, afirmou Tiago Roquette Geraldes, Diretor de Capital de Risco da IMGA. O mesmo responsável manifestou uma forte convicção na capacidade da Fraudio para concretizar as suas ambições, sublinhando o entusiasmo em apoiar a empresa nesta próxima fase de expansão internacional e de consolidação de uma marca globalmente reconhecida.

Nos próximos 12 a 18 meses, a Fraudio planeia expandir as suas capacidades de deteção para fazer face a novos padrões de fraude, tais como redes de mule accounts e ataques comportamentais de gastos rápidos, anuncia a empresa que e está também a reforçar as parcerias com prestadores de serviços de pagamento, bancos digitais e plataformas de pagamento para acelerar a adoção em novos mercados.

Neste cenário, Portugal desempenha um papel central na estratégia de crescimento da Fraudio, uma vez que a empresa continuará a desenvolver as suas principais capacidades de engenharia e de produto no país, operando ao abrigo de quadros regulamentares europeus, como a PSD2 e o SEPA Instant, e das diretrizes em evolução da Autoridade Bancária Europeia (EBA), acrescenta.

Fundo do Governo para eficiência energética no setor agrícola já está disponível e conta com apoio da SunEnergy

8 June 2026 at 23:03

As empresas do setor agrícola já podem candidatar-se ao novo apoio governamental “Investimento em Eficiência Energética, Produção e Armazenamento de Energia no setor agrícola”, uma medida que pretende acelerar a transição energética e reforçar a competitividade das explorações agrícolas portuguesas. Neste processo, a SunEnergy, empresa especializada em soluções de energias renováveis, posiciona-se como parceira das organizações que pretendam aproveitar esta oportunidade de financiamento, segundo o comunicado da empresa especializada em soluções de energias renováveis.

O programa prevê uma taxa de cofinanciamento até 80% a fundo perdido para investimentos em painéis fotovoltaicos, sistemas de armazenamento de energia através de baterias, auditorias e certificação energética, bem como sistemas de climatização e aquecimento solar.

As candidaturas decorrem até 30 de junho e contemplam apoios até 50 mil euros para produtores agrícolas, agropecuários e produtores de leite, podendo atingir os 300 mil euros no caso das Associações de Regantes, anuncia a SunEnergy.

“Com uma vasta experiência na implementação de soluções de energia renovável em diferentes setores de atividade, incluindo a agricultura, a SunEnergy está a disponibilizar apoio e informação às entidades interessadas em beneficiar deste incentivo”, refere a empresa que destaca a sua especialização em projetos de autoconsumo fotovoltaico e eficiência energética, áreas diretamente abrangidas pelo novo programa de financiamento.

Segundo Raul Santos, CEO da SunEnergy, a empresa reúne as competências técnicas e a experiência necessárias para apoiar os agentes do setor agrícola na concretização de investimentos que permitam reduzir custos energéticos e aumentar a sustentabilidade das suas operações. O responsável sublinha ainda a aposta contínua da empresa na qualidade dos equipamentos e na especialização das suas equipas técnicas.

A experiência da SunEnergy no setor agrícola foi recentemente reforçada com a conclusão de um projeto de autoconsumo fotovoltaico para a Associação de Regantes e Beneficiários de Idanha-a-Nova (ARBI), no distrito de Castelo Branco, explica a empresa. A instalação integrou 796 painéis solares fotovoltaicos de 550W, totalizando uma potência de 550 kW. De acordo com a empresa, o sistema permitirá uma redução significativa da fatura energética da associação, contribuindo simultaneamente para uma diminuição estimada de 350 toneladas de emissões de CO2 por ano.

Com presença nacional através de uma rede de delegações e profissionais especializados, a SunEnergy procura afirmar-se como “um dos principais parceiros para as empresas agrícolas que pretendam aproveitar os apoios públicos disponíveis para investir na produção e gestão eficiente de energia, reforçando a sustentabilidade e a competitividade do setor”.

Águas do Douro e Paiva Investe 300 mil euros em novo datacenter de recuperação

8 June 2026 at 23:01

A Águas do Douro e Paiva anunciou um investimento de cerca de 300 mil euros na construção de um novo Datacenter de Disaster Recovery (Recuperação). Esta infraestrutura tecnológica visa reforçar a capacidade da empresa para assegurar a continuidade dos sistemas que suportam o abastecimento de água a aproximadamente 1,8 milhões de habitantes.

O investimento enquadra-se na estratégia de modernização tecnológica e de resiliência operacional da empresa, segundo a empresa.

O novo datacenter foi projetado para garantir o funcionamento contínuo dos sistemas informáticos, de telecomunicações e industriais, mesmo em cenários de falha, manutenção ou indisponibilidade prolongada, assegurando a recuperação de sistemas críticos e a continuidade da operação.

A empresa acrescenta que, num contexto de crescente digitalização, os sistemas tecnológicos desempenham um papel cada vez mais relevante na gestão e controlo das infraestruturas de abastecimento de água.

A nova infraestrutura permitirá aumentar a resiliência operacional da organização, reduzindo riscos e reforçando a fiabilidade de um serviço público essencial, disponível 24 horas por dia, 365 dias por ano.

A Águas do Douro e Paiva explica em comunicado que o Datacenter foi concebido com uma arquitetura de elevada disponibilidade, apresentando redundância total dos sistemas críticos, incluindo alimentação elétrica, sistemas de energia ininterrupta, climatização e comunicações. Este modelo garante que cada sistema pode suportar, de forma autónoma, a totalidade da operação, eliminando pontos únicos de falha e permitindo intervenções de manutenção sem interrupção do serviço.

Adicionalmente, a nova infraestrutura inclui uma sala técnica estruturada como um “cofre”, equipada com sistemas avançados de segurança, resistência ao fogo, controlo ambiental rigoroso e deteção e extinção automática de incêndios por agente limpo. Estas características visam garantir elevados níveis de proteção para os sistemas e dados críticos da empresa.

A ligação ao Datacenter principal será realizada através da rede própria de fibra ótica da Águas do Douro e Paiva, o que reforça a autonomia tecnológica da empresa e assegura comunicações seguras e de elevada capacidade entre infraestruturas críticas.

Bruno Coimbra, Presidente da Águas do Douro e Paiva, afirmou que “A transformação digital trouxe novas exigências às entidades gestoras de infraestruturas críticas. Este novo Datacenter de Recuperação reforça a capacidade da Águas do Douro e Paiva para responder a esses desafios, através de sistemas avançados de redundância e recuperação que aumentam a resiliência da operação e asseguram a continuidade de um serviço essencial às populações.”

Este investimento representa um passo adicional na estratégia de modernização tecnológica da Águas do Douro e Paiva, contribuindo para a resiliência das infraestruturas que suportam a operação e para a garantia de um serviço de abastecimento de água mais seguro e fiável.

DSTelecom: Fibra ótica chega a mais 1.000 casas em Alcoutim e ultrapassa 80% de cobertura

8 June 2026 at 22:55

A DSTelecom, operadora de infraestruturas de fibra ótica, anuncia a expansão da sua rede multioperador no concelho de Alcoutim, com o objetivo de alcançar 1.000 novas casas até ao final do primeiro semestre de 2026. Esta iniciativa permitirá que mais de 3.100 famílias tenham acesso a serviços de banda larga de última geração, elevando a cobertura total do município para 82%.

A expansão da rede incidirá nas localidades de Alcoutim, Giões e Pereiro, reforçando a presença da DSTelecom no concelho, onde opera desde 2015. Este investimento é visto como um fator crucial para o desenvolvimento económico, social e territorial da região, combatendo o despovoamento do interior e promovendo a modernização.

Paulo Paulino, Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, sublinha a importância desta infraestrutura, dizendo que “a expansão da fibra ótica no nosso concelho pode representar um fator decisivo para o desenvolvimento económico, social e territorial de Alcoutim. A médio e longo prazo, esta expansão contribui para tornar o concelho mais atrativo, mais competitivo e mais sustentável, reforçando a coesão territorial e criando condições para a fixação de pessoas, empresas e investimento. Trata-se de uma infraestrutura essencial para enfrentar os desafios do despovoamento do interior e promover um desenvolvimento equilibrado e inclusivo do território. Estamos ainda a unir esforços, com a dstelecom, para conseguir reforçar a rede em Martim Longo e em Vaqueiros.”

Ricardo Salgado, CEO da DSTelecom refere que “o progresso feito em Alcoutim é, para nós, uma afirmação de que estamos atentos às necessidades dos municípios mais desfavorecidos digitalmente. O nosso compromisso passa por continuar a investir em infraestruturas que respondam aos desafios concretos dos territórios, promovendo maior coesão, competitividade e qualidade de vida para quem lá vive e trabalha.”

A rede da DSTelecom destaca-se por ser neutra e aberta, o que significa que os consumidores podem escolher livremente o seu serviço e operador de telecomunicações, beneficiando de preços mais competitivos e de uma maior variedade de ofertas.

OpenAI avança com IPO nos EUA após a Anthropic, enquanto os gigantes da IA ​​se dirigem para os mercados de capitais

8 June 2026 at 22:42

A OpenAI submeteu um pedido de oferta pública inicial (IPO) nos EUA, juntando-se à rival Anthropic numa investida rumo ao mercado bolsista, à medida que os investidores procuram exposição ao boom da inteligência artificial, segundo a Reuters e a Bloomberg.

A empresa liderada por Sam Altman submeteu confidencialmente o prospeto S-1 à SEC visando uma cotação avaliada entre 852 mil milhões e um bilião de dólares, com o Goldman Sachs e o Morgan Stanley a liderar o processo.

A divulgação confidencial acontece dias antes do início das negociações das ações da SpaceX, de Elon Musk, e uma semana depois de a Anthropic ter feito um pedido confidencial à SEC.

A Anthropic apresentou o seu próprio registo confidencial em 1 de junho, antecipando-se à OpenAI por dias neste processo de entrada em bolsa.

As empresas podem acabar por liderar os três maiores IPO da história.

 

Goldenergy e Panike assinam parceria para o fornecimento de biometano no setor alimentar

8 June 2026 at 22:11

A Goldenergy, comercializadora de eletricidade 100% verde e gás natural, e a Panike, empresa que atua no setor da panificação e pastelaria ultracongelada, formalizaram uma parceria estratégica para o fornecimento de biometano com garantias de origem certificadas. O acordo, que marca a estreia da Goldenergy no abastecimento deste gás renovável ao setor alimentar, visa apoiar a transição energética e a descarbonização da indústria panificadora.

O fornecimento de biometano foi reforçado em junho de 2026 com um aumento dos volumes adquiridos, passando a representar cerca de 2% do consumo total de gás da Panike.

Esta incorporação ecológica será implementada nas três unidades industriais da empresa, localizadas na Maia, em Santo Tirso e em Tondela. De acordo com a Panike, a utilização do biometano complementa os investimentos já realizados em eficiência energética e eletrificação, permitindo avançar na descarbonização de processos produtivos que dependem de energia térmica e cuja eletrificação total ainda não é tecnicamente viável.

O combustível utilizado garante compatibilidade total com as redes de transporte existentes, o que permite à Panike avançar no processo sem a necessidade de realizar investimentos adicionais em novos equipamentos ou alterações nas linhas de produção atuais.

Received — 8 June 2026 O Jornal Económico

Portugal na vanguarda da literacia do oceano, mas falha na passagem do conhecimento à ação, diz MARE

8 June 2026 at 21:39

No âmbito do Dia Mundial do Oceano, celebrado a 8 de junho, o MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente emitiu uma nota com base em dois novos estudos científicos. Nela lança uma alerta: Portugal encontra-se na linha da frente da literacia do oceano, mas carece de mecanismos que transformem o conhecimento teórico em ações e comportamentos práticos.

As conclusões integram dois capítulos estratégicos de uma obra global em três volumes intitulada “Ocean Literacy Foundation for the Success of the Ocean Decade”, publicada em maio de 2026 pela editora Springer Nature. O projeto, editado por Teresa J. Kennedy (Universidade do Texas), reúne cerca de 250 autores de 42 países e está disponível em acesso aberto.

O primeiro estudo, integrado no Volume III da obra, realizou o diagnóstico mais completo até à data sobre a literacia do oceano na área da educação em Portugal. O país é apontado como um dos mais dinâmicos da Europa nesta matéria, somando projetos desde 1990, entre os quais se destacam programas como a Escola Azul, O MARE Vai à Escola, CIIMAR na Escola, Educar para uma Geração Azul ou o Coastwatch. Mas, a investigação revelou uma lacuna estrutural: de 114 iniciativas analisadas ao longo de 30 anos, apenas 30% mediram o seu impacto real na alteração de comportamentos.

A investigadora do MARE, Zara Teixeira, adverte para as consequências desta falta de monitorização: “Portugal fez muito, mas só saberá se fez bem quando começar a medir, coordenar e transformar conhecimento em ação”.

O capítulo — desenvolvido em parceria pelo MARE da Universidade de Évora, o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) e o CIIMAR da Universidade do Porto — sinaliza ainda que o ativismo é a dimensão menos explorada nas iniciativas nacionais, correndo-se o risco de a literacia se limitar a um exercício teórico.

Para responder à fragmentação das ações e à escassez de diálogo com a administração pública, o segundo estudo (publicado no Volume II) aponta os Living Labs (Laboratórios Vivos) como uma solução prática e um potencial “game changer” para o litoral português.

Estes ecossistemas funcionam como plataformas de inovação aberta onde investigadores, empresas, cidadãos e decisores políticos cocriam e testam soluções sustentáveis em cenários reais. O estudo tomou como base o projeto Quinta Ciência Viva do Sal, auscultando 60 atores-chave de salinas artesanais entre Aveiro e Castro Marim.

Os resultados indicam que, embora as comunidades locais detenham um conhecimento profundo dos ecossistemas, carecem de ferramentas para converter esse saber em inovação. Adicionalmente, identificou-se um desconhecimento generalizado sobre o propósito dos Living Labs, frequentemente confundidos com espaços de mera comunicação ou de resolução de problemas imediatos.

De acordo com o documento, a convergência entre ciência, comunidades e instituições políticas nestes laboratórios surge como uma via para mitigar conflitos estruturais, criar novas políticas públicas e traduzir o conhecimento em atitudes efetivas de conservação marinha.

Face às exigências de alinhamento global da Década do Oceano, os investigadores apelam a que a “energia dispersa” das atuais iniciativas independentes seja integrada numa estratégia nacional única, convertendo a literacia do oceano numa política pública estruturante. O documento conclui com o aviso de que é necessário transitar de ações puramente inspiradoras para a obtenção de impactos mensuráveis e duradouros.

Via Verde centraliza serviços na App

8 June 2026 at 21:02

A Via Verde vai centralizar todos os seus serviços na App Via Verde, incluindo o estacionamento, que até agora estava disponível na App Via Verde Estacionar e será descontinuada até ao final de junho. Com esta integração, os utilizadores mantêm a possibilidade de estacionar em mais de 60 municípios através de uma única aplicação, numa experiência digital mais simples e integrada.

Além do estacionamento, a app passa a concentrar outras funcionalidades da marca, como a previsão de ocupação de lugares, acesso a parques, planeador de viagem e gestão de perfis, num reforço da estratégia de consolidação da plataforma como agregadora dos serviços de mobilidade do dia a dia. Segundo a empresa, esta mudança dá continuidade ao percurso de simplificação da mobilidade em Portugal e à aposta numa experiência “cada vez mais simples e digital”, depois da renovação da app há dois anos.

A Via Verde refere ainda que tem vindo a comunicar esta transição aos clientes através de email, SMS, website e mensagens nas aplicações, para garantir a continuidade do serviço e esclarecer dúvidas. A empresa disponibiliza informação adicional e perguntas frequentes no seu website, bem como apoio ao cliente para questões relacionadas com esta migração.

Qualitas Funds lança primeiros veículos domiciliados em Portugal para alargar acesso ao private equity

8 June 2026 at 20:43

A gestora espanhola Qualitas Funds anunciou o lançamento dos seus primeiros veículos de investimento domiciliados em Portugal, numa iniciativa que pretende facilitar o acesso dos investidores portugueses ao mercado de private equity europeu, em particular ao segmento lower mid-market, focado em pequenas e médias empresas (PME). A empresa prevê captar cerca de 40 milhões de euros no mercado nacional ao longo de 2026, segundo a sociedade gestora.

Com sede em Madrid, a Qualitas Funds passa assim a disponibilizar localmente as suas estratégias de investimento diversificadas em private equity através de veículos estruturados ao abrigo da legislação portuguesa. Segundo a gestora, esta solução destina-se tanto a investidores profissionais como particulares, permitindo-lhes aceder a uma classe de ativos tradicionalmente reservada a investidores institucionais.

A empresa refere que esta expansão para Portugal dá continuidade a um modelo já implementado em Espanha. A operação no mercado português será acompanhada por Bernardo Marques dos Santos, partner da Qualitas Funds, e por João Pita Rua, diretor de Investimentos.

De acordo com a gestora, os fundos de fundos têm desempenhado historicamente um papel importante na introdução dos investidores ao private equity, permitindo uma diversificação imediata entre diferentes gestores, geografias e estratégias, além de um processo profissional de seleção e mitigação de risco. A Qualitas Funds considera que Portugal apresenta potencial de crescimento neste segmento, tendo em conta que a presença de ativos ilíquidos e de fundos de fundos entre investidores privados continua a ser inferior à observada em mercados como Espanha, Estados Unidos e outros países europeus.

Citado no comunicado, Bernardo Marques dos Santos afirma que o lançamento dos veículos locais representa “um marco estratégico” para a empresa e poderá contribuir para democratizar o acesso ao private equity em Portugal, proporcionando exposição a gestores especializados através de uma solução diversificada e estruturada.

A Qualitas Funds destaca ainda que já mantém uma presença relevante no mercado português, contando entre os seus investidores com instituições de referência, incluindo três dos principais fundos de pensões do país e vários family offices. Com os novos veículos, a gestora pretende reforçar a sua atividade junto dos segmentos Private e Affluent e consolidar o seu compromisso de longo prazo com o mercado nacional.

A plataforma, integrada na Ridgepost Capital, geria mais de 1,4 mil milhões de euros em ativos no final de 2025 e conta com uma base de mais de 1.600 investidores, entre os quais investidores institucionais, family offices e clientes de elevado património.

Fundação Santander Portugal e Unicorn Factory Lisboa assinam parceria para empreendorismo

8 June 2026 at 20:28

A Fundação Santander Portugal e a Unicorn Factory Lisboa anunciaram a formalização de uma parceria para a implementação em Portugal dos Santander X Awards, uma das principais plataformas globais de apoio ao empreendedorismo, presente em mais de 25 países. As candidaturas à edição nacional abriram a 1 de junho e decorrem até 11 de setembro, com o objetivo de identificar e apoiar projetos inovadores nas categorias de Universidades e Startups.

Na categoria Universidades, a iniciativa procura soluções com potencial de disrupção e altamente escaláveis, que contem com um protótipo que permita a validação com potenciais clientes. Já na categoria Startups, as candidaturas estão abertas para empresas portuguesas que cumpram pelo menos um dos seguintes critérios: ter receitas anuais até 250 mil euros, ter angariado capital até ao limite de 1 milhão de euros, ou ter entre dois e 25 colaboradores a tempo inteiro. Esta edição terá prémios monetários no valor de 30 mil euros, distribuídos pelos vencedores. Em ambas as categorias, os vencedores recebem também divulgação nacional, visibilidade através do Grupo Santander, acesso a mentoria e participação na final do Santander X Global Award 2026.

Após a fase de candidaturas e avaliação, os projetos finalistas terão acesso a um programa de mentoria e apoio que decorrerá entre 21 de setembro e 9 de outubro, culminando numa apresentação e gala final prevista para outubro. Em Portugal, a execução do programa ficará a cargo da Unicorn Factory Lisboa, responsável pela captação de candidaturas, coordenação do processo de avaliação, preparação dos finalistas e organização do evento final.

Gil Azevedo, Diretor Executivo da Unicorn Factory Lisboa, afirma que a parceria reforça o compromisso de dar escala e promover a inovação portuguesa a nível global, permitindo que empreendedores se liguem ao mundo, captem investimento e desenvolvam soluções com impacto. Inês Rocha de Gouveia, Presidente da Fundação Santander Portugal, destaca que o empreendedorismo é uma das forças mais transformadoras para construir uma sociedade mais inovadora e inclusiva, e que investir no empreendedorismo é investir no futuro.

A Unicorn Factory Lisboa, lançada em 2022 pela Câmara Municipal de Lisboa, é uma plataforma que desenvolve iniciativas para potenciar startups e scaleups nacionais e internacionais. Atua em cinco áreas: incubação early stage, programas growth stage para scaleups, apoio soft landing, empreendedorismo jovem e innovation hubs como o Beato Innovation District, web3hub, gaminghub, greenhub, AIhub, healthhub e engineershub. O projeto contribuiu para que Lisboa fosse distinguida como Capital Europeia da Inovação em 2023.

A Fundação Santander Portugal, constituída em 2022, tem como missão transformar a vida de pessoas, empresas e organizações do terceiro setor através da Educação e Capacitação. Desde a sua criação, já apoiou 500 mil pessoas entre os 6 e 66 anos de idade, em todos os distritos do país, através de uma rede de 106 parceiros comprometidos com a Educação, Empregabilidade e Empreendedorismo. A fundação obteve recentemente o estatuto de utilidade pública.

Com esta iniciativa, a Fundação Santander Portugal e a Unicorn Factory Lisboa reforçam o posicionamento do Santander X como um programa líder de apoio à inovação em Portugal e do país como um hub de inovação e empreendedorismo, promovendo o desenvolvimento de soluções com potencial de escala internacional e criando novas oportunidades para empreendedores em diferentes fases de crescimento.

Lufthansa Technik escolhe DSTgroup para construir nova fábrica em Portugal

8 June 2026 at 19:47

A DST (Domingos da Silva Teixeira) foi a empresa selecionada para construir a nova unidade da Lufthansa Technik Portugal, localizada no Lusopark, em Santa Maria da Feira. Segundo o comunicado, este projeto industrial é considerado estratégico para o setor aeronáutico nacional e visa reforçar a capacidade europeia na área de manutenção e reparação de componentes de aeronaves.

O contrato agora formalizado representa um marco de peso para a construtora de Braga, que passa a liderar as obras de um dos mais significativos investimentos internacionais a decorrer em Portugal.

A futura unidade será dedicada à reparação de componentes e peças de motores de aviões, integrando tecnologia de ponta no setor MRO (Maintenance, Repair and Overhaul), área onde a Lufthansa Technik é líder mundial.

Os números do projeto impressionam:

Os números do projeto são expressivos, contemplando um terreno com cerca de 230.000 m² no Lusopark e uma unidade industrial de aproximadamente 55.000 m². Além disso, está prevista a criação de cerca de 700 postos de trabalho qualificados ao longo dos próximos anos.

Este investimento estruturante promete consolidar o posicionamento de Portugal como uma plataforma industrial estratégica para a indústria aeronáutica europeia, revela a DST, empresa de engenharia e construção pioneira em soluções de construção industrializada.

A escolha da DST surge após vários meses de negociações e preparação técnica. Para José Teixeira, presidente do DSTgroup, esta adjudicação reveste-se de uma enorme importância. “”Para a DST é uma honra a adjudicação desta empreitada por duas razões essenciais: pela dimensão do contrato e o que isso representa na prova da capacidade técnica do DSTgroup; e, tão ou mais importante, por representar uma escolha também assente em valores de uma ética e espírito em que nos afirmamos e identificamos com a empresa alemã”.

Com esta obra, a DST não só entra numa infraestrutura crucial para o futuro da aeronáutica em Portugal, como reforça o seu estatuto de parceiro de referência para projetos industriais de elevada complexidade técnica e grande impacto económico, explica a empresa.

Jogo ilegal online pode valer 24 mil milhões, tanto como o jogo legal online

8 June 2026 at 19:40

O jogo online vale cerca de 24 mil milhões de euros e o jogo ilícito online poderá valer ”outro tanto”, o que é “muitíssimo dinheiro à solta nas plataformas eletrónicas”, disse hoje o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida.

Falando no lançamento da campanha “Nem tudo o que vês é jogo seguro”, promovida pela Direção-Geral do Consumidor (DGC) em conjunto com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) do Turismo de Portugal, Manuel Castro Almeida apelou às entidades envolvidas que combatam o jogo ilícito online “com eficiência, com determinação e, sobretudo, com uma grande concertação”.

Depois de uma proposta do Livre para alterar o regime dos jogos online e das apostas ter sido chumbada no parlamento, pelo PSD e CDS, o governante anunciou que o Governo vai aprovar “neste verão” nova legislação “para atualizar as regras sobre o jogo online”.

Classificando o fenómeno como “uma praga”, referiu a necessidade de “combater o fenómeno” ao nível da fiscalização e da punição, mas também da “prevenção ativa” e na “consciencialização dos cidadãos sobre os perigos do jogo ilegal”.

“O jogo ilegal online destrói muita gente, muitas famílias, muitas pessoas, e também é péssimo para a economia“, assinalou. Alertou ainda que o fenómeno do jogo ilegal online “está a crescer muito depressa”, também porque “criou-se um pouco a ideia de impunidade em tudo o que é fraude digital”.

“É por isso que vos faço um apelo. Se precisarem de mudar as regras, sugiram-no. Se for preciso mudar as leis para permitir mais facilmente combater este problema, sugiram-no. O Governo está cá para isso”, disse ainda, dirigindo-se aos parceiros da campanha.

Na mesma sessão, o diretor-geral do Consumidor, Jorge Seguro Sanches, explicou que os objetivos da campanha passam por “dar aos consumidores mais informação sobre os riscos do jogo ilegal online”, um fenómeno que põe em causa “a situação económica, mas também a vida das pessoas”.

O diretor nacional da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, enumerou os riscos do jogo ilegal online, que funciona através de esquemas fraudulentos destinados ao roubo de identidade, fraude financeira e disseminação de vírus para espionagem e bloqueio de ficheiros, entre outros crimes que qualificou como sendo “graves”.

A campanha, a ser divulgada através dos canais digitais das entidades envolvidas, conta também com a PJ como entidade parceira, e destina-se a alertar para os riscos associados à publicidade ao jogo ilegal, com especial enfoque nos jovens.

Durante a sessão de apresentação da campanha, foi também assinado um protocolo de cooperação entre a DGC e a PJ nas áreas da defesa dos direitos dos consumidores, do ambiente digital e da investigação criminal, através de formação, intercâmbio de conhecimento e boas práticas, comunicação e divulgação, organização de eventos e partilha de recursos documentais.

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