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Vendas de flores devem crescer 8% no dia dos namorados

10 June 2026 at 09:02

O mercado brasileiro de flores projeta crescimento de 8% nas vendas para o Dia dos Namorados deste ano, na comparação com 2025, segundo estimativa do Ibraflor  (Instituto Brasileiro de Floricultura). Considerada a segunda melhor data para o setor, atrás apenas do Dia das Mães, a celebração de 12 de junho responde por cerca de 10% do volume anual de vendas da floricultura nacional.

“A busca por presentes mais personalizados e afetivos tem impulsionado principalmente a venda de flores de corte e de arranjos exclusivos, elaborados a partir da combinação de espécies, cores e texturas”, diz Renato Opitz, diretor do Ibraflor.

Segundo ele, as flores seguem como protagonistas da data pela capacidade de transmitir emoção e pela possibilidade de criação de composições diferenciadas. Apesar disso, as flores e plantas em vasos também vêm ampliando espaço no mercado, especialmente espécies associadas à delicadeza e ao simbolismo afetivo, como o antúrio, conhecido pelo formato semelhante a um coração.

Entre as flores de corte mais procuradas para o período estão as tradicionais rosas vermelhas, consideradas símbolo clássico da paixão.” A rosa vermelha é um clássico atemporal. É a flor mais comercializada em todas as datas festivas em todas regiões do mundo”, conta Optiz.

Também aparecem entre as preferidas espécies como lisianthus, alstroemérias, lírios, tulipas, gérberas, girassóis e orquídeas de corte.

A tendência, no entanto, vai além dos buquês tradicionais. O mercado aposta em composições mais sofisticadas e criativas, com combinações que misturam rosas, lisianthus e alstroemérias em arranjos românticos, além de buquês com girassóis e flores do campo, vistos como opções mais leves e descontraídas.

Outra tendência apontada por Optiz são os arranjos em tons pastel, com flores brancas, rosadas e lilases, que vêm conquistando espaço entre consumidores em busca de presentes delicados e modernos.

No segmento de plantas em vasos, orquídeas, antúrios, violetas, lírios da paz, kalanchoes floridas e mini roseiras aparecem entre as opções mais procuradas para presentear. Além da estética, os consumidores valorizam o simbolismo de durabilidade, cuidado e fortalecimento das relações associado a essas espécies.

No Brasil, o avanço dos garden centers e das floriculturas online também tem favorecido o crescimento das vendas e ampliado o acesso dos consumidores aos produtos do setor.

“A digitalização do comércio de flores e a expansão das vendas online têm contribuído para fortalecer o mercado, principalmente em datas sazonais, quando cresce a procura por entregas rápidas e por arranjos personalizados”, explica Optiz

O Ceaflor, um dos principais polos de comercialização do setor no país, projeta crescimento entre 5% e 7% nas vendas em relação ao ano passado.

A expectativa positiva do setor foi reforçada pelo desempenho registrado no Dia das Mães, considerado acima das expectativas. Para a semana que antecede o Dia dos Namorados, o Ceaflor estima aumento de 50% na movimentação de cargas em comparação com períodos comuns.

Além de rosas e orquídeas, o Ceaflor destaca a procura crescente por flores coloridas, plantas ornamentais e suculentas. A data também aquece as vendas de itens complementares, como chocolates, cachepôs, cestas e acessórios decorativos, agregando valor aos presentes.

Sistema FAEP repudia novo bloqueio no orçamento do Seguro Rural

10 June 2026 at 07:06

O Sistema FAEP recebe com preocupação o novo bloqueio anunciado para o orçamento do PSR (Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural) de 2026.

Como demonstrado no Painel do Orçamento Federal, na terça-feira (9), o corte, se confirmado, será de R$ 461,7 milhões, o equivalente a 45,7% dos R$ 1,01 bilhão, valor inicial orçado para o PSR neste ano.

O Sistema FAEP pede que o governo federal reverta, imediatamente, a decisão, para garantir segurança orçamentária aos produtores rurais.

Os recentes cortes geram alerta e dificultam ainda mais a situação do campo. Em 2025, cerca de 42% dos recursos previstos para o PSR foram bloqueados. Já em 2024, a execução ficou aproximadamente 40% abaixo do valor aprovado pelo Congresso.

De acordo com o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a entidade espera que o governo federal não efetive esse novo corte. Do contrário, segundo ele, será um golpe duro no produtor rural, que já enfrenta inúmeros dificuldades nas últimas temporadas, especificamente no Paraná, o impacto seria enorme para a produção rural, já que o estatado é o que mais contrata o seguro rural no país.

Em 2025, o Paraná contratou 28,02 mil apólices, quase 43,7% dos contratos firmados via PSR no país (64,17 mil apólices). Segundo Meneguette, os cortes dos últimos anos, pelo Governo Federal, são críticos e desestimulam ainda mais o agricultor.

Informações do próprio PSR, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apontam que o número de apólices caiu de 82 mil em 2021 para 26 mil em 2025, queda de 68,3% em quatro anos. Ainda de acordo com dados do programa, a extensão da área assegurada, no Paraná, acompanha o declínio das apólices.

Em 2021, o Estado protegia mais de 3,8 milhões de hectares, mas esse número encolheu para 1,25 milhão de hectares em 2025, queda de 63,8%.

Para Meneguette, sem a subvenção, a conta não fecha e o agricultor acaba assumindo sozinho os prejuízos.

FPA confirma votação nesta quarta de PL que beneficia biocombustíveis

9 June 2026 at 22:42

O presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou nesta terça-feira (9) que o PLP 114 (Projeto de Lei Complementar), conhecido como PL dos Combustíveis, deve ser levado a votação no plenário da Câmara dos Deputados na quarta-feira (10).

Criado com o objetivo de diminuir impactos econômicos gerados pelo conflito no Oriente Médio, esse PLP busca reduzir os tributos incidentes em combustíveis, como gasolina e etanol.

A principal demanda do agro era que essa proposta não alterasse a garantia de competitividade dos biocombustíveis em comparação aos combustíveis fósseis, prevista pela Emenda Constitucional 123/2022.

Segundo a deputada federal Marussa Boldrin (Republicanos-GO), relatora do projeto na Casa, foi possível manter esse diferencial competitivo a favor do biocombustível no texto final que será encaminhado para a votação.

“Não adianta reduzir R$ 0,3 no preço da gasolina e do etanol nas bombas, é preciso respeitar o diferencial competitivo do etanol, o projeto vai garantir isso”, destacou.

A parlamentar classificou o PLP como um “superprojeto”, fruto de sete semanas de negociação para alinhar interesses da bancada ruralista com a base do governo na Câmara.

Boldrin afirmou também que o impacto econômico da medida está sendo avaliado pelos técnicos e que “tudo será feito” para o projeto avançar nas duas casas.

Sob a supervisão de Luciana Franco

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