El pasado 8 de junio, Rodolfo Martín Villa publicaba en EL PAÍS una columna de opinión titulada Relato de un “excombatiente” de la Transición.En dicho escrito, el que ocupó numerosos cargos políticos durante el franquismo y fue orgulloso militante de Falange española, no solo derrocha un absoluto desprecio hacia las querellas presentadas para reclamar lo que muchos gobiernos no han sabido o no han querido garantizar, verdad, justicia, reparación y garantía de no repetición, sino que, además, y con enorme desfachatez, se presenta como una víctima de aquellos que lo único que quieren es imponer, según él, una memoria única.
A sala de aula se transformou em resgate da memória e fortalecimento cultural na comunidade Fulni-ô, em Águas Belas, Agreste de Pernambuco, durante o projeto YAATHE. A iniciativa faz do audiovisual ferramenta pedagógica de ensino da língua Fulni-ô para crianças, com produção dentro da aldeia.
Mais do que um exercício cinematográfico, a experiência marca uma tentativa urgente de preservar o Yaathe, considerada a única língua indígena viva do Nordeste brasileiro fora da Amazônia Legal.
Em formato de aula, o vídeo busca auxiliar práticas de alfabetização e letramento, utilizando elementos visuais, trilhas sonoras originais e recursos gráficos.
Apesar de agregar cerca de sete mil pessoas do povo Fulni-ô em Águas Belas, apenas 500 ainda falam fluentemente a língua, que sobrevive a séculos de apagamento cultural, colonização e repressão. O Yaathe chegou a ser proibido durante o século XX e atualmente enfrenta o desafio de preservação entre crianças e jovens.
O projeto é realizado com incentivo da PNAB-PE e do Funcultura, fundo do Governo de Pernambuco por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), e foi desenvolvido em diálogo com lideranças, educadores e pesquisadores indígenas da comunidade.
A videoaula foi produzida pela produtora pernambucana Tempoo e é resultado de uma pesquisa de Mateus Guedes e Fábia Fulni-ô, roteiro e direção de Mateus Guedes, e produção executiva de Ana Sofia.
O conteúdo será entregue à coordenação pedagógica da aldeia e, em uma próxima etapa, será lançado também para o público externo à comunidade.
“Ao unir arte, tecnologia, pesquisa e educação intercultural, o projeto constrói um modelo experimental de preservação linguística que poderá inspirar futuras iniciativas em territórios indígenas de diferentes regiões do país”, destacou Mateus Guedes, pesquisador, roteirista e diretor do projeto YAATHE.