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Ver o mundo de uma forma sempre nova

13 June 2026 at 19:15

Nasceu em 1929, em Toronto, e tornou-se cidadão dos EUA em 1954. Frank Gehry, de seu nome, estudou nas Universidades de Southern California e Harvard, e fixou-se em Los Angeles como arquiteto independente em 1963. A partir de finais da década de 1970 Gehry começa a desenvolver o seu estilo pessoal, baseado em jogos geométricos e interpenetrações de formas volumétricas simples – cubos, prismas, cilindros, etc. – constituídos por diferentes materiais e cores.

Gehry entende a arquitetura como a arte de produzir esculturas habitáveis, afirmando que escultores como Brancusi têm mais influência na sua obra do que os grandes mestres da arquitetura. O seu traço está presente um pouco por todo o mundo, na sequência de convites para realizar grandes obras, sobretudo relacionadas com a arte. Exemplos? O Museu de Design da Vitra em Weil-am-Rhein (1987-89), na Alemanha, o Museu de Arte da Universidade do Minnesota (1990), em Minneapolis e a Sala de Concertos Walt Disney (1989), em Los Angeles, EUA, ou o Museu Guggenheim (1993-1997), em Bilbau, Espanha, onde ficou patente também a sua grande aceitação pelo público.

Uma longa amizade com Siza

Em 1989, foi distinguido com o Pritzker, o Nobel da arquitetura, pela sua capacidade de transformar circunstâncias comuns em oportunidades de encontro, onde até os espaços intermédios podem ser lidos como um único vocabulário de movimento e emoção, respondendo ao espírito de cada lugar e ao skyline de cada cidade. Ao mesmo tempo, Gehry foi inventando algumas das mais profundas mudanças de paradigma dos séculos XX e XXI. E é precisamente isso que a exposição “O Século de Gehry”, no Museu de Serralves, Porto, ilustra ao longo de 19 projetos e oito capítulos temáticos. 96 anos de criação, desde a intimidade rebelde da sua casa em Santa Mónica até à coreografia urbana da Loyola Law School, passando pela monumentalidade fragmentada dos Escritórios Chiat/Day ou pelas marés de titânio do Guggenheim de Bilbau.

A exposição revela ainda o diálogo duradouro de Gehry com artistas e outros arquitetos, em particular com Álvaro Siza, com quem colaborou no âmbito do plano diretor para o ArtCenter College of Design, em Pasadena, e cuja amizade motivou inúmeros intercâmbios entre os EUA e Portugal.

O Século de Gerhy | 12 JUN-30 SET | Museu de Serralves, Porto

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