Normal view

Curaçao leva ritmo caribenho para sua estreia na Copa do Mundo

Logo Agência Brasil

Quem acompanha a seleção de Curaçao pelas redes sociais sabe que, se o time não for bom de bola, é de gingado. Os jogadores aparecem dançando nos treinos, vestiários e nos deslocamentos, inclusive, na pista de desembarque, no aeroporto. A menor nação do mundo a participar de uma Copa do Mundo celebra cada momento nos Estados Unidos antes do jogo de estreia no Mundial no próximo domingo (14), às 14h (horário de Brasília), no Estádio de Houston (Estados Unidos).

A Onda Azul - apelido da seleção de Curaçao - terá pela frente na estreia a tetracampeã Alemanha (1954, 1974, 1990, 2014), que renovou o time para esta competição. Nos torneios de 2018 e 2022, os alemães foram eliminados na fase de grupos.

Notícias relacionadas:

🎶 Starting the first practice the Curaçao-way

Our first session in Boca Raton is underway and we brought the vibes to Florida!#TheBlueWave #Curaçao pic.twitter.com/XtP1IzkODS — Curaçao National Football Team (@TheBlueWaveFFK) June 9, 2026

A ilha caribenha de menos de 200 mil habitantes faz sua primeira participação em uma uma Copa do Mundo e os jogadores aproveitam cada segundo. Na próxima segunda-feira (14), a Onda Azul - - apelido da seleção de Curaçao - estreia contra a Alemanha, que chega renovação para esta competição. Nos torneios de 2018 e 2022, os alemães foram eliminados na fase de grupos.

Formado por um time com a marca da diáspora, com uma maioria de jogadores nascidos na Holanda — integrantes do Reino dos Países Baixos — Curaçao dificilmente passará para a fase seguinte da Copa. O time caiu no Grupo E, que, além de Alemanha, tem Equador e Costa do Marfim, seleções com mais tradição e participações em Mundiais. 

O Reino dos Países Baixos é formado por Aruba, Curaçao, São Martinho e Países Baixos (conhecido como Holanda no continente europeu). Por ser um território autônomo é permitido pela Fifa que a ilha caribenha, localizada um pouco acima da Venezuela, possa ter seleção própria, mesmo sem o reconhecimento como Estado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

An island dream! Curaçao qualify for their first-ever #FIFAWorldCup. 🇨🇼🤩#WeAre26 pic.twitter.com/QXsBTbNjzh

— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) November 19, 2025

Originalmente, Curaçao era habitado pelo povo Aruaque. Submetido ao domínio espanhol nos anos 1500, eles foram deportados para trabalhar em minas e plantações em outras regiões. A Holanda conquistou o território em 1634 e converteu Curaçao em um entreposto transatlântico de pessoas negras escravizados. A localização no Mar do Caribe e a presença de um porto natural favoreciam os planos dos holandeses.

Na época, cerca de 500 mil africanos escravizados por holandeses passaram pela ilha antes de serem enviados para as colônias europeias na América Latina.

Em março de 2026, a o tráfico transatlântico de africanos escravizados foi considerado o mais grave crime contra a humanidade já cometido. A resolução foi da Assembleia Geral da ONU, mesmo com votos contra dos Estados Unidos, Israel e Argentina. A resolução estabeleceu também que Estados-Membros da ONU deviam considerar a apresentação de desculpas e contribuir para um fundo destinado à reparação do legado duradouro da escravidão no mundo.

Curaçao leva ritmo caribenho para sua estreia na Copa do Mundo

Logo Agência Brasil

Quem acompanha a seleção de Curaçao pelas redes sociais sabe que, se o time não for bom de bola, é de gingado. Os jogadores aparecem dançando nos treinos, vestiários e nos deslocamentos, inclusive, na pista de desembarque, no aeroporto. A menor nação do mundo a participar de uma Copa do Mundo celebra cada momento nos Estados Unidos antes do jogo de estreia no Mundial no próximo domingo (14), às 14h (horário de Brasília), no Estádio de Houston (Estados Unidos).

A Onda Azul - apelido da seleção de Curaçao - terá pela frente na estreia a tetracampeã Alemanha (1954, 1974, 1990, 2014), que renovou o time para esta competição. Nos torneios de 2018 e 2022, os alemães foram eliminados na fase de grupos.

Notícias relacionadas:

🎶 Starting the first practice the Curaçao-way

Our first session in Boca Raton is underway and we brought the vibes to Florida!#TheBlueWave #Curaçao pic.twitter.com/XtP1IzkODS — Curaçao National Football Team (@TheBlueWaveFFK) June 9, 2026

A ilha caribenha de menos de 200 mil habitantes faz sua primeira participação em uma uma Copa do Mundo e os jogadores aproveitam cada segundo. Na próxima segunda-feira (14), a Onda Azul - - apelido da seleção de Curaçao - estreia contra a Alemanha, que chega renovação para esta competição. Nos torneios de 2018 e 2022, os alemães foram eliminados na fase de grupos.

Formado por um time com a marca da diáspora, com uma maioria de jogadores nascidos na Holanda — integrantes do Reino dos Países Baixos — Curaçao dificilmente passará para a fase seguinte da Copa. O time caiu no Grupo E, que, além de Alemanha, tem Equador e Costa do Marfim, seleções com mais tradição e participações em Mundiais. 

O Reino dos Países Baixos é formado por Aruba, Curaçao, São Martinho e Países Baixos (conhecido como Holanda no continente europeu). Por ser um território autônomo é permitido pela Fifa que a ilha caribenha, localizada um pouco acima da Venezuela, possa ter seleção própria, mesmo sem o reconhecimento como Estado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

An island dream! Curaçao qualify for their first-ever #FIFAWorldCup. 🇨🇼🤩#WeAre26 pic.twitter.com/QXsBTbNjzh

— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) November 19, 2025

Originalmente, Curaçao era habitado pelo povo Aruaque. Submetido ao domínio espanhol nos anos 1500, eles foram deportados para trabalhar em minas e plantações em outras regiões. A Holanda conquistou o território em 1634 e converteu Curaçao em um entreposto transatlântico de pessoas negras escravizados. A localização no Mar do Caribe e a presença de um porto natural favoreciam os planos dos holandeses.

Na época, cerca de 500 mil africanos escravizados por holandeses passaram pela ilha antes de serem enviados para as colônias europeias na América Latina.

Em março de 2026, a o tráfico transatlântico de africanos escravizados foi considerado o mais grave crime contra a humanidade já cometido. A resolução foi da Assembleia Geral da ONU, mesmo com votos contra dos Estados Unidos, Israel e Argentina. A resolução estabeleceu também que Estados-Membros da ONU deviam considerar a apresentação de desculpas e contribuir para um fundo destinado à reparação do legado duradouro da escravidão no mundo.

Curaçao: A small Caribbean nation at the biggest World Cup

7 June 2026 at 05:00
A young man plays soccer in the town of Barber.

The rhythm, the cadence, is hypnotic. The late-afternoon sun helps: scales flying off the fish flash in a silvery, summery gust. Three young men fall into a soft, steady rhythm — fish, knife, entrails — chop, chop! The day winds down at the pier, and Curaçao — this small, arid island off the northern coast of Venezuela, part of the former Dutch Antilles — now stands out as one of the best ideas conceived since the Big Bang; at times, it may also seem like the opposite: a Caribbean theme park for Europeans and Americans. But not now — it is a kingdom of physical well-being, a haven of tranquility, the soul of the slow world. Guts, scales, salt water, milky sun, rhythm, rhythm, rhythm.

Seguir leyendo

Training in Barber.An oil platform in the village of Boka Sami, a reflection of the island’s industrial past.Anthon Manuel and Wendell Silvane, tourist taxi drivers.Bus advertising the national team.Spectators listen to music during an amateur match.Ango Beers, fisherman, carpenter and central defender for Inter Willemstad, a Curaçao top-division team.Brenton Balentien, 'Payo,' leader of the national team supporters' club.Gilbert Martina, president of the Curaçao Football Federation.Advertisement supporting the national team in Willemstad.Pedrinho de Sousa, goalkeeper for Inter Willemstad.
❌