
“Desde 2023 e estou a ser simpárico, que há filas no Aeroporto de Faro, com o EES ficou tudo muito pior” Eliseu Correia
A poucos dias de começar o Verão, perante o cenário de guerra que se continua a viver no Mundo, sendo inerente a isso a instabilidade do preço dos combustíveis, com tantas incertezas quanto ao futuro, o Podcast TánaHora – exclusivo do jornal diariOnline Região Sul – foi ao encontro da EC Travel, para com o seu CEO, Eliseu Correia, com os indicadores que dispõe, se possível, prever como vai ser este Verão turístico para o Algarve.
Crítico sobre a ‘polémica dos chapéus de sol’, salientando que se deviar dar importância aos problemas estruturais e não a este tipo de assuntos, Eliseu Correia começou por afirmar que “é natural que neste momento estejamos numa situação difícil, porque a pior coisa que pode acontecer a este negócio do turismo, chama-se incerteza,” e argumenta com vários fatores.
Sobre o EES «(Sistema de Entrada/Saída) sistema automatizado da União Europeia que substitui o carimbo no passaporte por um registo digital e biométrico para viajantes de fora do espaço Schengen» no Aeroporto de Faro, Eliseu Correia é perentório é afirmar que “devia ser suspenso já, acrescentando que da promessa de reforço de pessoal à realidade ainda nada foi concretizado.”
Sobre a possível escassez de Jet Fuel (combustível para os aviões a jato), o CEO da EC Travel argumenta com a analogia que é necessário distinguir a verdade do aproveitamento e explica.
“Este Verão vai ser muito difícil, vai ser um Verão que vai exigir de toda a gente o seu melhor, e toda agente inclui as pessoas que tomam as decisões, é por isso que eu falei nos chapéus de sol, que é para demonstrar que temos realmente problemas estruturais e cenários que são preocupantes para todos nós, e para o nosso Algarve, podem ser desastrosos, e que os chapéus de sol é um bocadinho como o problema das Bolas de Berlim, que custavam dois euros o ano passado, roça o ridículo se estar a perder tempo com isso, quando se devia perder tempo com aquilo que é crucial para a sobrevivência do Algarve como destino turístico, especialmente neste Verão de 2026”, diz Eliseu Correia em final de conversa.