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Brasil estreia na Copa do Mundo após ciclo de preparação tumultuado

Logo Agência Brasil

Chegou a hora. Neste sábado (13), a partir de 19h (horário de Brasília), a seleção brasileira inicia a caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo.

O primeiro desafio é contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no duelo que abre o Grupo C, todo ele concentrado nos Estados Unidos e que ainda reúne Escócia e Haiti.

Notícias relacionadas:

O Brasil defende uma invencibilidade de respeito em estreias. A última derrota em um primeiro jogo de Copa foi em 1934, na Itália, para a Espanha, por 3 a 1, no Estádio Luigi Ferraris, em Gênova. De lá para cá, foram 17 vitórias e três empates. No Mundial passado, no Catar, a seleção verde e amarela venceu a Sérvia por 2 a 0 no Estádio Lusail, com dois gols do atacante Richarlison.

O adversário de agora, porém, é dos mais complicados que o Brasil já teve em uma primeira rodada. A seleção marroquina, semifinalista do Mundial do Catar, está em sétimo no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), somente uma posição atrás da própria equipe brasileira.

Além disso, no último embate, os Leões do Atlas (apelido do time africano) levaram a melhor e ganharam por 2 a 1, no Ibn Batouta Stadium, em Tanger (Marrocos). O atacante Sofiane Boufal e o meia Abdelhamid Sabiri marcaram para os donos da casa, enquanto o volante Casemiro fez o gol brasileiro no confronto, realizado em 25 de março de 2023.

Ciclo tumultuado

Aquele foi, também, o jogo que abriu um dos ciclos de Copa do Mundo mais tumultuados que a seleção brasileira já passou. O técnico daquele amistoso — e de outros dois que ocorreram em junho do mesmo ano — foi Ramon Menezes, que dirigia o sub-20 do Brasil.

Na expectativa, desde então, pela chegada de Carlo Ancelotti para o meio de 2024, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) escolheu Fernando Diniz, que acabara de ser campeão da Libertadores pelo Fluminense, para dirigir a seleção verde e amarela até que o italiano estivesse liberado contratualmente pelo Real Madrid (Espanha). Seria uma espécie de "interino".

O treinador, porém, durou apenas seis jogos. A sequência de três derrotas seguidas nas eliminatórias para a Copa e a renovação de Ancelotti por mais uma temporada com o Real Madrid levaram a CBF a demitir Diniz e ir atrás de Dorival Júnior, então campeão da Copa do Brasil pelo São Paulo em 2023. A ideia é que fosse o técnico definitivo para 2026.

O trabalho de Dorival à frente da Amarelinha, no entanto, também foi curto. Contratado em janeiro de 2024, ele foi demitido em março do ano seguinte, após a goleada por 4 a 1 sofrida para a Argentina, fora de casa, pelas eliminatórias, no Monumental, em Buenos Aires.

Eis que Carlo Ancelotti recuperou força na CBF após temporada ruim do Real Madrid e acabou confirmado como técnico do Brasil em 26 de maio de 2025. Quem anunciou a contratação do italiano foi Ednaldo Rodrigues. Quem o recebeu na chegada ao país, porém, foi outro presidente: Samir Xaud, que assumiu após afastamento de Ednaldo do cargo — o segundo em seis meses — e muita confusão nos bastidores eleitorais da entidade.

Com Ancelotti, o Brasil concluiu a já tumultuada campanha nas eliminatórias com a classificação à Copa, ainda que na quinta posição (entre dez seleções), a pior campanha da história da seleção brasileira. Contratado de última hora, o italiano teve o vínculo renovado até o Mundial de 2030.

Dúvidas na escalação

Da equipe que perdeu para Marrocos em 2023, sete jogadores foram convocados por Ancelotti para a Copa: os goleiros Weverton e Ederson, os zagueiros Ibañez e Bremer; Casemiro, o meia Lucas Paquetá e o atacante Vinícius Júnior.

Nomes como o zagueiro Eder Militão e o atacante Rodrygo, com os quais o italiano contava para o Mundial e se contundiram, também fizeram parte daquele grupo.

A expectativa é de que pelo menos Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior comecem jogando neste sábado. Ibañez, apesar de zagueiro, é opção para a lateral direita e disputa posição com Danilo depois do corte de Wesley, contundido.

A titularidade nos dois lados da defesa, aliás, é a grande dúvida na escalação. Na esquerda, a briga é entre Alex Sandro e Douglas Santos. Nos 15 minutos diários em que permitia à imprensa acompanhar as atividades no Centro de Treinamento (CT) Columbia Park, em Morristown, Ancelotti não dava pistas sobre as escolhas.

Uma provável escalação do Brasil para a estreia na Copa do Mundo: Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.

Leões do Atlas em alta

Do lado marroquino, a seleção tem seis jogadores que estiveram em campo na vitória de 2023: o goleiro Yassine Bono, os laterais Achraf Hakimi e Noussair Mazraoui, o volante Sofyan Amrabat e os meias Azzedine Ounahi e Bilal El Khannouss. Seriam oito originalmente, mas o zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli foram cortados por lesão.

O técnico também mudou de lá para cá. Comandante na histórica campanha semifinalista no Catar, Walid Regragui deixou o cargo em março deste ano, dois meses após a polêmica final da Copa Africana de Nações.

Na ocasião, Marrocos, dono da casa, perdeu em campo para Senegal, mas foi reconhecido como campeão depois de recorrer à confederação do continente alegando "abandono de campo" do time senegalês com a marcação de um pênalti favorável aos Leões do Atlas - que acabou desperdiçado.

O novo treinador, Mohamed Ouahbi, fez história pelo país em 2025, levando Marrocos a um inédito título mundial sub-20 no Chile, superando a Argentina na final, mostrando que o país seguirá dando trabalho às potências do futebol nos próximos anos. O ponta Gessime Yassine, do Strasbourg (França), fez parte daquela campanha e está entre os convocados para a Copa.

Mas a grande esperança de brilho dos Leões do Atlas é um conhecido de Vinícius Júnior e Ancelotti. O atacante Brahim Díaz defende o Real Madrid, é nascido na Espanha e representou as seleções de base do país europeu até 2024, quando escolheu a bandeira da terra natal de seu pai. Em 26 jogos pela equipe marroquina, já balançou as redes 14 vezes.

Ouahbi deve mandar a campo a seleção de Marrocos com: Bono; Hakimi, Chadi Riad, Issa Diop e Mazraoui; Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui e Ounahi; Brahim Díaz, Ismael Saibari e El Khannouss.

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Brasil estreia na Copa do Mundo após ciclo de preparação tumultuado

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Chegou a hora. Neste sábado (13), a partir de 19h (horário de Brasília), a seleção brasileira inicia a caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo.

O primeiro desafio é contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no duelo que abre o Grupo C, todo ele concentrado nos Estados Unidos e que ainda reúne Escócia e Haiti.

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O Brasil defende uma invencibilidade de respeito em estreias. A última derrota em um primeiro jogo de Copa foi em 1934, na Itália, para a Espanha, por 3 a 1, no Estádio Luigi Ferraris, em Gênova. De lá para cá, foram 17 vitórias e três empates. No Mundial passado, no Catar, a seleção verde e amarela venceu a Sérvia por 2 a 0 no Estádio Lusail, com dois gols do atacante Richarlison.

O adversário de agora, porém, é dos mais complicados que o Brasil já teve em uma primeira rodada. A seleção marroquina, semifinalista do Mundial do Catar, está em sétimo no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), somente uma posição atrás da própria equipe brasileira.

Além disso, no último embate, os Leões do Atlas (apelido do time africano) levaram a melhor e ganharam por 2 a 1, no Ibn Batouta Stadium, em Tanger (Marrocos). O atacante Sofiane Boufal e o meia Abdelhamid Sabiri marcaram para os donos da casa, enquanto o volante Casemiro fez o gol brasileiro no confronto, realizado em 25 de março de 2023.

Ciclo tumultuado

Aquele foi, também, o jogo que abriu um dos ciclos de Copa do Mundo mais tumultuados que a seleção brasileira já passou. O técnico daquele amistoso — e de outros dois que ocorreram em junho do mesmo ano — foi Ramon Menezes, que dirigia o sub-20 do Brasil.

Na expectativa, desde então, pela chegada de Carlo Ancelotti para o meio de 2024, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) escolheu Fernando Diniz, que acabara de ser campeão da Libertadores pelo Fluminense, para dirigir a seleção verde e amarela até que o italiano estivesse liberado contratualmente pelo Real Madrid (Espanha). Seria uma espécie de "interino".

O treinador, porém, durou apenas seis jogos. A sequência de três derrotas seguidas nas eliminatórias para a Copa e a renovação de Ancelotti por mais uma temporada com o Real Madrid levaram a CBF a demitir Diniz e ir atrás de Dorival Júnior, então campeão da Copa do Brasil pelo São Paulo em 2023. A ideia é que fosse o técnico definitivo para 2026.

O trabalho de Dorival à frente da Amarelinha, no entanto, também foi curto. Contratado em janeiro de 2024, ele foi demitido em março do ano seguinte, após a goleada por 4 a 1 sofrida para a Argentina, fora de casa, pelas eliminatórias, no Monumental, em Buenos Aires.

Eis que Carlo Ancelotti recuperou força na CBF após temporada ruim do Real Madrid e acabou confirmado como técnico do Brasil em 26 de maio de 2025. Quem anunciou a contratação do italiano foi Ednaldo Rodrigues. Quem o recebeu na chegada ao país, porém, foi outro presidente: Samir Xaud, que assumiu após afastamento de Ednaldo do cargo — o segundo em seis meses — e muita confusão nos bastidores eleitorais da entidade.

Com Ancelotti, o Brasil concluiu a já tumultuada campanha nas eliminatórias com a classificação à Copa, ainda que na quinta posição (entre dez seleções), a pior campanha da história da seleção brasileira. Contratado de última hora, o italiano teve o vínculo renovado até o Mundial de 2030.

Dúvidas na escalação

Da equipe que perdeu para Marrocos em 2023, sete jogadores foram convocados por Ancelotti para a Copa: os goleiros Weverton e Ederson, os zagueiros Ibañez e Bremer; Casemiro, o meia Lucas Paquetá e o atacante Vinícius Júnior.

Nomes como o zagueiro Eder Militão e o atacante Rodrygo, com os quais o italiano contava para o Mundial e se contundiram, também fizeram parte daquele grupo.

A expectativa é de que pelo menos Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior comecem jogando neste sábado. Ibañez, apesar de zagueiro, é opção para a lateral direita e disputa posição com Danilo depois do corte de Wesley, contundido.

A titularidade nos dois lados da defesa, aliás, é a grande dúvida na escalação. Na esquerda, a briga é entre Alex Sandro e Douglas Santos. Nos 15 minutos diários em que permitia à imprensa acompanhar as atividades no Centro de Treinamento (CT) Columbia Park, em Morristown, Ancelotti não dava pistas sobre as escolhas.

Uma provável escalação do Brasil para a estreia na Copa do Mundo: Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.

Leões do Atlas em alta

Do lado marroquino, a seleção tem seis jogadores que estiveram em campo na vitória de 2023: o goleiro Yassine Bono, os laterais Achraf Hakimi e Noussair Mazraoui, o volante Sofyan Amrabat e os meias Azzedine Ounahi e Bilal El Khannouss. Seriam oito originalmente, mas o zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli foram cortados por lesão.

O técnico também mudou de lá para cá. Comandante na histórica campanha semifinalista no Catar, Walid Regragui deixou o cargo em março deste ano, dois meses após a polêmica final da Copa Africana de Nações.

Na ocasião, Marrocos, dono da casa, perdeu em campo para Senegal, mas foi reconhecido como campeão depois de recorrer à confederação do continente alegando "abandono de campo" do time senegalês com a marcação de um pênalti favorável aos Leões do Atlas - que acabou desperdiçado.

O novo treinador, Mohamed Ouahbi, fez história pelo país em 2025, levando Marrocos a um inédito título mundial sub-20 no Chile, superando a Argentina na final, mostrando que o país seguirá dando trabalho às potências do futebol nos próximos anos. O ponta Gessime Yassine, do Strasbourg (França), fez parte daquela campanha e está entre os convocados para a Copa.

Mas a grande esperança de brilho dos Leões do Atlas é um conhecido de Vinícius Júnior e Ancelotti. O atacante Brahim Díaz defende o Real Madrid, é nascido na Espanha e representou as seleções de base do país europeu até 2024, quando escolheu a bandeira da terra natal de seu pai. Em 26 jogos pela equipe marroquina, já balançou as redes 14 vezes.

Ouahbi deve mandar a campo a seleção de Marrocos com: Bono; Hakimi, Chadi Riad, Issa Diop e Mazraoui; Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui e Ounahi; Brahim Díaz, Ismael Saibari e El Khannouss.

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Surpresas em reta final de ciclo estão na história do Brasil em Copas

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Chegar ao último ano de um ciclo de Copa do Mundo com poucas oportunidades ou mesmo sem ter sido chamado à seleção brasileira não significa o fim do sonho. Prova disso é que oito dos 26 convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para o Mundial nos Estados Unidos, no México e Canadá têm menos de dez jogos com a Amarelinha. E quatro estrearam somente em 2026.

O zagueiro Léo Pereira, o meia Danilo Santos e os atacantes Rayan e Igor Thiago foram a campo vestindo a camisa brasileira pela primeira vez nos amistosos contra França e Croácia, em março deste ano. Foi o suficiente para convencer Ancelotti. Deles, somente Danilo Santos já havia sido convocado anteriormente em junho de 2022, mas sequer atuou nos jogos com Japão e Coreia do Sul, que antecederam a Copa do Mundo do Catar, sob comando de Tite.

Notícias relacionadas:

O lateral Douglas Santos, que tem sete partidas pelo Brasil e disputa o posto de titular do lado esquerdo da defesa com Alex Sandro, estreou pela seleção principal em 2016, na Copa América, com Tite, após ser campeão olímpico no Rio de Janeiro. Foram nove anos de espera até receber nova chance, já com Ancelotti, e se firmar de vez no time em 2026.

Os zagueiros Bremer e Ibañez chegaram juntos à seleção brasileira, em setembro de 2022, para amistosos contra Gana e Tunísia, também sob comando de Tite. O primeiro foi à Copa do Catar, mesmo com um jogo apenas pela Amarelinha. Ausentes em boa parte do ciclo atual, eles recuperaram lugar no grupo após os amistosos com França e Croácia. Bremer acumula oito jogos pelo Brasil, um a mais que Ibañez.

 

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - June 12, 2026 Brazil's Roger Ibanez during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - June 12, 2026 Brazil's Roger Ibanez during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Ibañez chegou à seleção brasileira, em setembro de 2022, para amistosos contra Gana e Tunísia, Morristown, New Jersey, U.S. - June 12, 2026 Brazil's Roger Ibanez during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto - CAEAN COUTO

Convocado para o lugar do lateral Wesley, contundido, o volante Éderson foi convocado com apenas três jogos pela equipe verde e amarela - nenhum sob comando de Ancelotti, apesar de observado pelo italiano. A última partida dele foi a derrota por 4 a 1 para a Argentina, fora de casa, pelas eliminatórias da Copa, que culminou na demissão do técnico Dorival Júnior.

Desde a Copa de 1986, no México, o Brasil não tinha tantos convocados com dez jogos ou menos pela seleção principal. Na ocasião, dez dos 22 nomes chamados por Telê Santana atendiam à estatística. Inclusive, dois deles sequer tinham estreado com a Amarelinha: o lateral Josimar e o meia Valdo.

Algo que se repetiria em 1998, na França. O grupo tinha apenas três jogadores com dez jogos ou menos pelo Brasil entre os 23 convocados: o goleiro Carlos Germano, o volante Emerson - convocado para o lugar do atacante Romário, cortado por lesão - e o lateral Zé Carlos. Este último, que nunca havia atuado pela seleção brasileira, estreou logo na semifinal da Copa, diante da Holanda, já que o titular Cafu estava suspenso.

Em 1994 e 2002, edições em que o Brasil saiu campeão, o número de atletas com no máximo dez partidas pela seleção foi semelhante ao de 2026. No time do penta, inclusive, jogadores com pouca rodagem com a Amarelinha, como os volantes Gilberto Silva (seis jogos) e Kleberson (cinco), ganharam o posto de titulares e foram importante no título.

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Surpresas em reta final de ciclo estão na história do Brasil em Copas

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Chegar ao último ano de um ciclo de Copa do Mundo com poucas oportunidades ou mesmo sem ter sido chamado à seleção brasileira não significa o fim do sonho. Prova disso é que oito dos 26 convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para o Mundial nos Estados Unidos, no México e Canadá têm menos de dez jogos com a Amarelinha. E quatro estrearam somente em 2026.

O zagueiro Léo Pereira, o meia Danilo Santos e os atacantes Rayan e Igor Thiago foram a campo vestindo a camisa brasileira pela primeira vez nos amistosos contra França e Croácia, em março deste ano. Foi o suficiente para convencer Ancelotti. Deles, somente Danilo Santos já havia sido convocado anteriormente em junho de 2022, mas sequer atuou nos jogos com Japão e Coreia do Sul, que antecederam a Copa do Mundo do Catar, sob comando de Tite.

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O lateral Douglas Santos, que tem sete partidas pelo Brasil e disputa o posto de titular do lado esquerdo da defesa com Alex Sandro, estreou pela seleção principal em 2016, na Copa América, com Tite, após ser campeão olímpico no Rio de Janeiro. Foram nove anos de espera até receber nova chance, já com Ancelotti, e se firmar de vez no time em 2026.

Os zagueiros Bremer e Ibañez chegaram juntos à seleção brasileira, em setembro de 2022, para amistosos contra Gana e Tunísia, também sob comando de Tite. O primeiro foi à Copa do Catar, mesmo com um jogo apenas pela Amarelinha. Ausentes em boa parte do ciclo atual, eles recuperaram lugar no grupo após os amistosos com França e Croácia. Bremer acumula oito jogos pelo Brasil, um a mais que Ibañez.

 

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Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Ibañez chegou à seleção brasileira, em setembro de 2022, para amistosos contra Gana e Tunísia, Morristown, New Jersey, U.S. - June 12, 2026 Brazil's Roger Ibanez during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto - CAEAN COUTO

Convocado para o lugar do lateral Wesley, contundido, o volante Éderson foi convocado com apenas três jogos pela equipe verde e amarela - nenhum sob comando de Ancelotti, apesar de observado pelo italiano. A última partida dele foi a derrota por 4 a 1 para a Argentina, fora de casa, pelas eliminatórias da Copa, que culminou na demissão do técnico Dorival Júnior.

Desde a Copa de 1986, no México, o Brasil não tinha tantos convocados com dez jogos ou menos pela seleção principal. Na ocasião, dez dos 22 nomes chamados por Telê Santana atendiam à estatística. Inclusive, dois deles sequer tinham estreado com a Amarelinha: o lateral Josimar e o meia Valdo.

Algo que se repetiria em 1998, na França. O grupo tinha apenas três jogadores com dez jogos ou menos pelo Brasil entre os 23 convocados: o goleiro Carlos Germano, o volante Emerson - convocado para o lugar do atacante Romário, cortado por lesão - e o lateral Zé Carlos. Este último, que nunca havia atuado pela seleção brasileira, estreou logo na semifinal da Copa, diante da Holanda, já que o titular Cafu estava suspenso.

Em 1994 e 2002, edições em que o Brasil saiu campeão, o número de atletas com no máximo dez partidas pela seleção foi semelhante ao de 2026. No time do penta, inclusive, jogadores com pouca rodagem com a Amarelinha, como os volantes Gilberto Silva (seis jogos) e Kleberson (cinco), ganharam o posto de titulares e foram importante no título.

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Ancelotti destaca bola parada e garante Brasil competitivo na Copa

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O técnico Carlo Ancelotti passou a semana sem dar pistas de quem vai a campo neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos). Não foi diferente nesta sexta-feira (12). O italiano, porém, admitiu que a bola parada será uma arma importante do Brasil para a estreia na Copa do Mundo.

"Há uma estatística de que 30% dos gols saem de bola parada. Este é um aspecto importante no futebol moderno. Temos bons cobradores de escanteios e bons cabeceadores. Podemos aproveitar", disse o treinador, em entrevista coletiva realizada no palco da partida de sábado, válida pelo Grupo C, que ainda tem Haiti e Escócia.

Notícias relacionadas:

A última temporada europeia deixou evidente a importância do fundamento. O Arsenal fez 69 gols na campanha do título do Campeonato Inglês, sendo que 28 deles, ou seja, cerca de 40% do total, surgiram em lances de bola parada, principalmente em cobranças de escanteio: foram 18 gols dessa maneira.

O zagueiro Gabriel Magalhães, titular do Arsenal e do Brasil, anotou três gols e deu outras quatro assistências na temporada inglesa, sempre aproveitando escanteios ou faltas na área. Portanto, sete gols do Arsenal surgiram com participação direta dele. Além disso, alcançou uma média de 0,8 finalização por jogo – quase uma por partida – mesmo atuando no setor defensivo.

Sem confirmar a escalação titular de sábado, Ancelotti garantiu um Brasil competitivo para enfrentar o Marrocos. O técnico italiano afirmou que será necessário um "jogo completo" se quiser superar o time africano, semifinalista da última Copa do Mundo, no Catar.

"Marrocos é uma equipe muito bem organizada, de qualidade. Não podemos deixar nada passar defensivamente, ofensivamente ou em transição. Precisamos da bola parada forte, porque temos qualidade aí. Não há equipe pequena no futebol moderno", ponderou o comandante, que não prometeu título, mas assegurou que a seleção brasileira pode enfrentar qualquer adversário do Mundial.

"Estamos convencidos que podemos competir contra todos. Nosso sentimento atual é positivo. Estamos confiantes para a Copa do Mundo", afirmou.

Na coletiva, Ancelotti também foi questionado sobre Neymar. O atacante é o único dos 26 convocados por Ancelotti que não treinou com o grupo, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. O jogador segue tratando uma lesão grau dois na panturrilha direita.

"Neymar está trabalhando muito forte para se recuperar o mais rápido possível. A expectativa é que possa voltar ao grupo na semana que vem. Ele tem uma qualidade técnica indiscutível, experiência e o exemplo que apresenta ao grupo", resumiu o técnico. 

Ele espera contar com o camisa 10 no segundo jogo do Grupo C, diante do Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, na próxima sexta-feira (19), às 21h30.

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Ancelotti destaca bola parada e garante Brasil competitivo na Copa

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O técnico Carlo Ancelotti passou a semana sem dar pistas de quem vai a campo neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos). Não foi diferente nesta sexta-feira (12). O italiano, porém, admitiu que a bola parada será uma arma importante do Brasil para a estreia na Copa do Mundo.

"Há uma estatística de que 30% dos gols saem de bola parada. Este é um aspecto importante no futebol moderno. Temos bons cobradores de escanteios e bons cabeceadores. Podemos aproveitar", disse o treinador, em entrevista coletiva realizada no palco da partida de sábado, válida pelo Grupo C, que ainda tem Haiti e Escócia.

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A última temporada europeia deixou evidente a importância do fundamento. O Arsenal fez 69 gols na campanha do título do Campeonato Inglês, sendo que 28 deles, ou seja, cerca de 40% do total, surgiram em lances de bola parada, principalmente em cobranças de escanteio: foram 18 gols dessa maneira.

O zagueiro Gabriel Magalhães, titular do Arsenal e do Brasil, anotou três gols e deu outras quatro assistências na temporada inglesa, sempre aproveitando escanteios ou faltas na área. Portanto, sete gols do Arsenal surgiram com participação direta dele. Além disso, alcançou uma média de 0,8 finalização por jogo – quase uma por partida – mesmo atuando no setor defensivo.

Sem confirmar a escalação titular de sábado, Ancelotti garantiu um Brasil competitivo para enfrentar o Marrocos. O técnico italiano afirmou que será necessário um "jogo completo" se quiser superar o time africano, semifinalista da última Copa do Mundo, no Catar.

"Marrocos é uma equipe muito bem organizada, de qualidade. Não podemos deixar nada passar defensivamente, ofensivamente ou em transição. Precisamos da bola parada forte, porque temos qualidade aí. Não há equipe pequena no futebol moderno", ponderou o comandante, que não prometeu título, mas assegurou que a seleção brasileira pode enfrentar qualquer adversário do Mundial.

"Estamos convencidos que podemos competir contra todos. Nosso sentimento atual é positivo. Estamos confiantes para a Copa do Mundo", afirmou.

Na coletiva, Ancelotti também foi questionado sobre Neymar. O atacante é o único dos 26 convocados por Ancelotti que não treinou com o grupo, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. O jogador segue tratando uma lesão grau dois na panturrilha direita.

"Neymar está trabalhando muito forte para se recuperar o mais rápido possível. A expectativa é que possa voltar ao grupo na semana que vem. Ele tem uma qualidade técnica indiscutível, experiência e o exemplo que apresenta ao grupo", resumiu o técnico. 

Ele espera contar com o camisa 10 no segundo jogo do Grupo C, diante do Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, na próxima sexta-feira (19), às 21h30.

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Mais experiente, Vini Jr. afirma que Brasil "chega para ser campeão"

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A dura eliminação para a Croácia nas quartas de final da Copa do Mundo do Catar, em 2022, com gol de empate sofrido nos instantes finais da prorrogação e derrota nos pênaltis, não foi esquecida por Vinícius Júnior.

Para o atacante, a experiência negativa de quatro anos atrás serve de lição para a caminhada no Mundial que começa neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Notícias relacionadas:

"Acredito que a Copa do Mundo é diferente de outras competições. E a última nos ensinou que temos de estar preparados até o último minuto do jogo. Os pequenos detalhes definem o rumo na competição. Esperamos fazer diferente e que, nesses pequenos detalhes, possamos sair na frente", disse o camisa 7 do Brasil, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (12), no palco da estreia.

Um dos principais nomes do grupo que foi à Copa passada, Vinícius Júnior ocupou o espaço deixado pelo também atacante Neymar - fora de boa parte do atual ciclo por conta de lesões - para se tornar o protagonista do futebol brasileiro.

Decisivo para conquistas do Real Madrid (Espanha) nos últimos anos, ele ainda não conseguiu replicar o desempenho na Amarelinha.

"Este é o momento mais especial da minha carreira. Estou no meu nível físico e técnico que sempre sonhei. Eu me preparei muito bem para chegar a este momento. O [Carlo] Ancelotti [técnico] me dá tranquilidade e confiança para fazer o que fiz pelo Real aqui na seleção. Temos oito jogos para mudar essa história para o nosso país", afirmou.

Confiante, o camisa 7 rechaçou a ideia de que o Brasil esteja abaixo de seleções apontadas como favoritas, como França, Espanha e Argentina. Nas palavras dele, "zera tudo" quando a bola rola na Copa.

"A gente chega para ser campeão. Estamos no nível das grandes equipes. Temos grandes jogadores, estamos evoluindo nos últimos meses. E o que importa é o que vai acontecer a partir de amanhã [sábado]", projetou Vinícius Júnior, que não espera um jogo fácil diante de Marrocos, semifinalista do Mundial do Catar.

"Sem dúvidas, Marrocos melhorou muito nos últimos anos e o futebol mudou muito. Quem planeja bem os jogos, consegue competir bem. Eles têm uma excelente equipe e grandes jogadores, que estão nas grandes equipes. O [atacante] Brahim Díaz joga comigo, o [lateral Achraf] Hakimi acabou de vencer de novo a Liga dos Campeões da Europa [pelo Paris Saint-Germain, da França]. Será um grande jogo, mas o Brasil está preparado", concluiu o atacante.

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Mais experiente, Vini Jr. afirma que Brasil "chega para ser campeão"

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A dura eliminação para a Croácia nas quartas de final da Copa do Mundo do Catar, em 2022, com gol de empate sofrido nos instantes finais da prorrogação e derrota nos pênaltis, não foi esquecida por Vinícius Júnior.

Para o atacante, a experiência negativa de quatro anos atrás serve de lição para a caminhada no Mundial que começa neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

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"Acredito que a Copa do Mundo é diferente de outras competições. E a última nos ensinou que temos de estar preparados até o último minuto do jogo. Os pequenos detalhes definem o rumo na competição. Esperamos fazer diferente e que, nesses pequenos detalhes, possamos sair na frente", disse o camisa 7 do Brasil, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (12), no palco da estreia.

Um dos principais nomes do grupo que foi à Copa passada, Vinícius Júnior ocupou o espaço deixado pelo também atacante Neymar - fora de boa parte do atual ciclo por conta de lesões - para se tornar o protagonista do futebol brasileiro.

Decisivo para conquistas do Real Madrid (Espanha) nos últimos anos, ele ainda não conseguiu replicar o desempenho na Amarelinha.

"Este é o momento mais especial da minha carreira. Estou no meu nível físico e técnico que sempre sonhei. Eu me preparei muito bem para chegar a este momento. O [Carlo] Ancelotti [técnico] me dá tranquilidade e confiança para fazer o que fiz pelo Real aqui na seleção. Temos oito jogos para mudar essa história para o nosso país", afirmou.

Confiante, o camisa 7 rechaçou a ideia de que o Brasil esteja abaixo de seleções apontadas como favoritas, como França, Espanha e Argentina. Nas palavras dele, "zera tudo" quando a bola rola na Copa.

"A gente chega para ser campeão. Estamos no nível das grandes equipes. Temos grandes jogadores, estamos evoluindo nos últimos meses. E o que importa é o que vai acontecer a partir de amanhã [sábado]", projetou Vinícius Júnior, que não espera um jogo fácil diante de Marrocos, semifinalista do Mundial do Catar.

"Sem dúvidas, Marrocos melhorou muito nos últimos anos e o futebol mudou muito. Quem planeja bem os jogos, consegue competir bem. Eles têm uma excelente equipe e grandes jogadores, que estão nas grandes equipes. O [atacante] Brahim Díaz joga comigo, o [lateral Achraf] Hakimi acabou de vencer de novo a Liga dos Campeões da Europa [pelo Paris Saint-Germain, da França]. Será um grande jogo, mas o Brasil está preparado", concluiu o atacante.

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