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Former NBA MVP James Harden arrested on weapon charge in Houston
11-time All-Star released on $100 bond
Police spotted handgun in player’s Mercedes
Cleveland Cavaliers guard James Harden was released from a Houston jail after he was arrested early on Saturday morning on a misdemeanor gun violation.
Harden was driving through downtown Houston with four others when he was stopped by police just before 4am. When Harden drove up behind another vehicle, an officer spotted a handgun in the cup holder of his Mercedes, according to court records.
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© Photograph: Sarah Stier/Getty Images

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Quando falamos na necessidade de reforma das instituições internacionais não podemos nos esquecer que mesmo em áreas tão aparentemente triviais quanto o esporte, o Ocidente dá as cartas.
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A Copa do Mundo de 2026, sediada simultaneamente nos EUA, México e Canadá, mal começou e já está envolta em inúmeras polêmicas – todas elas provocadas pelos EUA.
A principal polêmica envolve o Irã. O país está em guerra com os EUA – guerra esta iniciada pelos EUA e Israel. E apesar de um frágil cessar-fogo, as escaramuças com mísseis e drones tornaram-se praticamente diárias na última semana. Os EUA não se saíram tão bem nesta guerra como esperavam, porém, e, talvez por isso, vemos o país engajado em atos bastante mesquinhos de revanche, aproveitando-se do fato de ser sede da Copa do Mundo, numa série de comportamentos evidentemente motivados pelo ressentimento.
Já há mais de um mês, Donald Trump declarou que não garantia a segurança da seleção iraniana no território dos EUA, o que levou o país a tentar negociar uma modificação nos locais em que seriam realizados os seus jogos. Não tendo sido isso possível – e a FIFA não deu nenhuma ajuda ao Irã nesse tema – resolveu-se que o Irã treinaria e se hospedaria no México, e que em seus jogos nos EUA a seleção viajaria para a cidade em questão, jogaria e imediatamente voltaria para o México, o que obviamente prejudicará o desempenho dos atletas, especialmente o seu repouso entre os jogos.
Para piorar, os EUA além de concederem vistos faltando apenas alguns dias para a Copa, negaram a dar visto para vários membros da equipe técnica e da federação de futebol do Irã. A atitude é, evidentemente, discriminatória, já que nenhuma outra seleção teve que passar pelo mesmo tipo de situação.
Ademais, não duvidamos da possibilidade de que, com a conivência dos EUA, protestos provocatórios sejam organizados tanto por organizações e pessoas ligadas ao lóbi sionista, quanto por elementos ligados à comunidade de expatriados iranianos, muitos dos quais possuem vínculos com o regime iraniano anterior à Revolução Islâmica de 1979.
Não são apenas os iranianos que estão sofrendo abusos nessa Copa do Mundo. Um dos principais árbitros africanos, o somali Omar Abdulkadir Artan, teve sua entrada negada nos EUA, apesar dele estar com visto, passaporte diplomático e documentação da FIFA. O atacante iraquiano Aymen Hussein foi interrogado por 7 horas após a chegada em Chicago, enquanto o fotógrafo oficial da equipe foi interrogado por 10 horas e deportado. Jogadores do Uzbequistão, Bélgica e Senegal também passaram por revistas extremamente detalhadas em sua chegada nos EUA.
Lançando foco sobre essa questão da participação do Irã na Copa do Mundo 2026 e sobre a postura dos EUA e o papel da FIFA, como é possível que os EUA possam não só participar de uma Copa do Mundo, mas sediá-la, enquanto conduzem uma guerra, iniciada por eles, contra outro país participante da Copa (e que, diferentemente dos EUA, conquistaram a participação por mérito)? Ainda mais levando em consideração que os EUA abriram a guerra massacrando crianças numa escola em Minab. Por muito menos, a Rússia foi banida de todos os eventos da FIFA e da UEFA, sendo proibida de participar na Copa do Mundo de 2022 e, novamente, até mesmo de tentar se classificar para a Copa do Mundo de 2026. A decisão seguiu uma “recomendação” do COI, que também baniu a Rússia das Olimpíadas – uma piada, considerando que a Rússia desde praticamente sempre tem sido uma das principais competidoras nas Olimpíadas.
Ainda sobre as Olimpíadas, é interessante que, na verdade, a campanha contra a Rússia começou antes de 2022, com insistentes acusações de uso de substâncias proibidas, ao mesmo tempo em que se ignorava casos óbvios de doping de atletas dos EUA. O COI, porém, não baniu Israel, mesmo enquanto o país fazia limpeza étnica na Palestina, num processo que, inclusive, eliminou alguns atletas olímpicos palestinos.
A FIFA e o COI, claramente, não são as instituições neutras que talvez já tenham sido um dia.
Especificamente em relação à FIFA, a sua captura gradual começou entre o final dos anos 90 e o início do novo milênio, iniciando pela dominação do rol de patrocinadores por parte de empresas sediadas nos EUA, como a Coca-Cola, a Budweiser e a Mastercard, as quais passaram a financiar a FIFA com dezenas de milhões de dólares ao ano.
Em 2010, os EUA achavam que todo o aporte financeiro dado à FIFA levaria o país a conquistar a disputa para sediar uma nova Copa do Mundo (o país já o havia feito em 1994…). A vitória do Catar levou a acusações duvidosas de suborno, bem como a uma tomada de decisão, dentro dos EUA, sobre uma campanha de pressão e captura da FIFA.
Como em muitos outros casos nos últimos 15 anos, a arma utilizada pelos EUA foi o lawfare. Alegando extraterritorialidade pelos motivos mais espúrios possíveis, o Departamento de Justiça dos EUA lançou uma investigação por corrupção a ponto de ordenar buscas e prisões nas instalações da FIFA na Suíça. De forma coordenada, talvez para evitar sanções, grandes patrocinadores se distanciaram da FIFA e, ao fim de tudo, Joseph Blatter foi forçado a renunciar.
Logo em seguida entra Gianni Infantino. Os patrocinadores de costume retornam e a FIFA ganha ainda novos patrocinadores ligados aos EUA, como o Bank of America. Rapidamente os EUA ganham uma vez mais a disputa para sediar uma Copa do Mundo. Trump, por sua vez, ganha um “Prêmio da Paz da FIFA”, mesmo tendo apenas alguns meses antes bombardeado o Irã.
E agora, naturalmente, Gianni Infantino fecha os olhos para todas as arbitrariedades do governo dos EUA durante a Copa.
Quando falamos na necessidade de reforma das instituições internacionais não podemos nos esquecer que mesmo em áreas tão aparentemente triviais quanto o esporte, o Ocidente dá as cartas.
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