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Moedas quer acabar com desconto nas refeições para alunos sem escalão. “Opção política, como o Chic-Nic”

Mais de 30 mil alunos passam a pagar totalidade do valor da refeição nas escolas, em vez de 50%, na nova proposta do PSD/CDS-PP/IL. Carlos Moedas renovou a medida de gratuitidade do PS, no ano passado. Agora, é contra. A liderança PSD/CDS-PP/IL na Câmara de Lisboa quer eliminar o desconto de 50% nas refeições a alunos não abrangidos por ação social, em vigor desde 2024, com críticas da oposição, que defende a gratuitidade universal. Em causa está uma notícia desta sexta-feira do Expresso sobre uma proposta do vereador da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves (IL), que vai à reunião camarária da

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Proibição de celular na escola tem efeito surpreendente, diz estudo

Proibir o celular na escola melhora o desempenho dos alunos? Essa é uma das perguntas mais debatidas na educação nos últimos anos. Um estudo publicado pelo NBER (National Bureau of Economic Research), dos Estados Unidos, traz dados em larga escala para estimular essa discussão, e os resultados são mais complexos do que muitos esperavam.

A pesquisa analisou quase 5 mil escolas públicas americanas que adotaram bolsas lacráveis que impedem o acesso ao celular durante todo o período escolar. Os estudantes guardam o aparelho na bolsa ao chegar e só podem retirá-lo na saída. O estudo foi conduzido por pesquisadores de Stanford, Duke, Penn e Michigan, e os dados cobrem o período de 2023 a 2025.

O que são as bolsas lacráveis e como funcionam

As bolsas são cases de tecido com trava magnética. O aluno coloca o celular dentro ao entrar na escola, e a bolsa só pode ser aberta em bases magnéticas espalhadas pelo ambiente, geralmente ao fim do turno ou em emergências. O aparelho fica com o estudante, mas é inacessível.

Esse modelo de restrição física é considerado mais rígido do que políticas do tipo “deixe o celular na mochila” ou “proibido usar em sala”. Por isso, foi escolhido como objeto do estudo: permite medir com mais precisão o que acontece quando o acesso ao celular é de fato impedido.

Celular na escola: o que o estudo encontrou

O primeiro resultado é claro: as bolsas funcionaram para reduzir o uso. Dados de GPS mostraram queda de aproximadamente 30% na atividade de dispositivos dentro das escolas após a adoção.

Já os professores relataram redução ainda maior: de 61% para 13% dos alunos usando o celular em sala para fins pessoais, indicando uma queda de quase 80%.

Mas o que essa restrição provocou nos alunos vai além do uso em si?

  • Notas: o efeito médio sobre o desempenho acadêmico foi próximo de zero; nos ensinos médios, houve leve melhora em matemática, enquanto nos anos finais do ensino fundamental, houve uma pequena piora. Os pesquisadores concluem que os dois efeitos se cancelam na média geral.
  • Bem-estar: no primeiro ano após a adoção, o bem-estar subjetivo dos alunos caiu: a queda foi de aproximadamente 0,2 desvios-padrão, o que é considerado algo significativo. Com o tempo, porém, o indicador se recuperou e passou a ser positivo no segundo ano. Os autores interpretam essa trajetória como um período de adaptação à mudança de rotina.
  • Disciplina: as ocorrências disciplinares aumentaram cerca de 16% no ano de implementação e o efeito também diminuiu com o tempo.
  • Frequência e atenção: não houve alterações significantes.
  • Bullying online: nenhuma mudança significativa foi detectada.

Por que as notas não melhoraram?

Os pesquisadores apontam algumas hipóteses. Uma delas é que, ao retirar o celular, os alunos passaram a se distrair de outras formas, como conversando mais com colegas, por exemplo. Outra possibilidade é que, em algumas escolas, o celular tinha usos pedagógicos, e a retirada gerou lacunas no processo de ensino.

Também há diferenças entre faixas etárias. Alunos mais novos, com menor controle de impulsos, podem ter substituído o celular por comportamentos igualmente dispersivos. Já no ensino médio, onde o uso era mais intenso, a restrição gerou ganhos modestos, especialmente em matemática.

Os autores são cautelosos ao interpretar esses dados: o estudo observou as escolas por no máximo três anos após a adoção. Efeitos de longo prazo ainda são uma incógnita.

O que pais e alunos pensam

O estudo também ouviu pais e estudantes em uma pesquisa separada. Os pais, em sua maioria, apoiam a proibição e esperam melhorias em notas, relacionamentos e saúde mental. Os alunos, por outro lado, são contra e estimam que os benefícios serão menores do que os pais projetam.

Essa divergência de expectativas é relevante para quem toma decisões sobre política escolar. As evidências mostram que nem os mais otimistas (pais) nem os mais céticos (alunos) estão completamente certos.

O que o estudo significa para o debate sobre celular na escola

O Brasil também está no centro desse debate. A Lei nº 15.100, sancionada em janeiro de 2025, proibiu o uso de celulares nas escolas públicas e privadas de educação básica em todo o território nacional, sendo ela uma das legislações mais abrangentes do mundo sobre o tema.

O estudo americano não oferece respostas definitivas, mas traz evidências concretas para uma discussão que costuma ser marcada por opiniões polarizadas. A restrição ao celular, por si só, não é uma solução mágica para o desempenho escolar, mas pode contribuir para um ambiente mais saudável — desde que as escolas estejam preparadas para lidar com o período de adaptação.

Como os próprios pesquisadores destacam: o debate sobre o uso do celular na escola ainda está em construção. O que se sabe, até agora, é que proibir não é suficiente: é preciso saber o que vem depois da proibição.

Estudo: veto a celulares em escolas da Holanda melhorou foco de alunos

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"Eu mereci”: quando uma criança normaliza a violência

O pai de um menino de 8 anos, alvo de alguma violência na escola, ficou alarmado com uma frase do filho: "Eu também provoquei, eu mereci". A escola desvalorizou, disse que faz parte do desenvolvimento

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Melhor projeto de educação olímpica do mundo nasceu na Escola de Marim em Olhão

Os alunos da Escola Básica de Marim foram recebidos esta semana no Salão Nobre da Câmara Municipal de Olhão, numa cerimónia que assinalou a conquista de importantes distinções ligadas aos Jogos de Quelfes, projeto de educação olímpica sediado naquela escola. 

A turma do 3.º/4.º BM recebeu o Troféu Turma Olímpica, atribuído pela Academia Olímpica de Portugal, após vencer o Desafio dos Deuses dos Jogos de Quelfes entre 24 turmas finalistas de todo o país, entre as quais se encontrava também uma turma da Escola de Brancanes, igualmente do concelho de Olhão.

A sessão serviu ainda para celebrar a atribuição aos Jogos de Quelfes do prémio de Melhor Projeto de Educação Olímpica do Mundo, distinção concedida pela Academia Olímpica Internacional, que reconhece a excelência do trabalho desenvolvido na promoção dos valores olímpicos.

Durante a receção, o presidente da Câmara de Olhão, Ricardo Calé, destacou a importância da distinção alcançada pelo projeto que nasceu precisamente na Escola de Marim e que, este ano, foi considerado o melhor programa de educação olímpica a nível mundial.

Perante alunos, professores, encarregados de educação e representantes de associações parceiras que constituem o consórcio dos Jogos de Quelfes, o autarca sublinhou que a conquista representa um motivo de orgulho para a escola, para o concelho e para o país. “Portugal foi representado pelos Jogos de Quelfes e venceu. Estamos a falar do melhor projeto de educação olímpica do mundo”, destacou.

Ricardo Calé informou os mais novos que “a Câmara costuma receber atletas e equipas que alcançam títulos regionais e nacionais e considerámos que os alunos da Escola de Marim também mereciam esse reconhecimento por terem levado o nome de Olhão além-fronteiras. Vocês fizeram história!”, salientou o autarca.

A cerimónia contou também com intervenções de responsáveis do consórcio dos Jogos de Quelfes, que elogiaram o trabalho desenvolvido pela comunidade escolar e destacaram os valores do olimpismo promovidos pelo projeto, como a amizade, o respeito, a inclusão e o espírito de equipa.

Criados em 2008, os Jogos de Quelfes têm envolvido milhares de crianças e jovens em atividades desportivas, culturais e educativas inspiradas nos ideais olímpicos. A recente distinção internacional reconhece o impacto do projeto na formação das novas gerações e coloca Olhão e a Escola de Marim em destaque no panorama mundial da educação olímpica.

No final da sessão, os alunos tiveram oportunidade de apresentar o troféu conquistado e registar o momento com uma fotografia de grupo, assinalando uma conquista que ficará marcada na história da escola e do concelho.

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