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Troca de figurinhas da Copa do Mundo incentiva vida social de crianças

Com a chegada oficial da Copa do Mundo de 2026 nos três países-sede deste ano na última semana, os álbuns de figurinha continuam a ganhar força ao redor do Brasil.

A prática coletiva já se tornou tradição passada entre gerações e, pouco antes dos exemplares chegarem às bancas, os fãs já tinham altas expectativas. Assim como em anos anteriores, neste, diversos locais criaram espaços destinados a trocas de figurinhas, o que incentivou crianças e jovens ao redor do país a interagirem com novas pessoas em prol de completar as páginas temáticas.

“Nesses espaços, os menores praticam comunicação, negociação, respeito às regras, empatia e resolução de conflitos. São habilidades que fazem parte do desenvolvimento social e que muitas vezes não podem ser aprendidas apenas em ambientes digitais“, afirmou a psicopedagoga Aline Couto em entrevista à CNN Brasil.

A especialista ainda reforçou que, como os cromos são aleatórios em cada pacote, a proposta ainda estimula que os pequenos e suas famílias exercitem a “tolerância à frustração, paciência e perseverança”.

Incentivo à educação financeira infantil

Embora muitos responsáveis se preocupem com o nível dos gastos e argumentem que a prática pode fazer com que as crianças se desprendam do controle financeiro, Couto reforça que, se feita da forma correta, a tradição pode incentivar a educação financeira.

“O álbum pode ser uma ótima oportunidade para ensinar educação financeira. Os pais podem ajudar a criança a estabelecer limites, criar um orçamento para a compra de figurinhas e refletir sobre escolhas e prioridades. A experiência pode despertar noções de empreendedorismo, especialmente quando a criança aprende a administrar suas figurinhas repetidas e negociar trocas”, completou a especialista.

Ainda assim, vale reforçar que os impactos sociais da atividade dependem de como ela é apresentada às crianças e conduzida pelos pais posteriormente.

*Publicado por Luiza Zequim, da CNN Brasil, sob supervisão de Gabriela Maraccini

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Castigo físico em crianças causa agressividade e prejudica comportamento

O castigo físico não traz benefícios na educação de crianças e pode resultar em comportamentos agressivos e em prejuízos acadêmicos, é o que aponta um estudo de pesquisadores da University College London.

A pesquisa foi feita no Reino Unido e mostrou que crianças que sofreram punição física entre três, cinco e sete anos de idade (considerada a primeira infância) apresentaram 40% mais chances de se envolverem em comportamentos de risco contra outras pessoas aos 14 anos. 

O estudo detalhou que, aos 14 anos, esses adolescentes que sofreram algum tipo de punição física nessa faixa etária tinham 33% mais probabilidade de apresentar comportamentos de risco para com os outros, o que inclui:

  • 35% mais propensos a terem batido, empurrado ou agredido alguém;
  • 41% mais propensos a relatar bullying entre irmãos;
  • 26% mais propensos a relatar terem se envolvido com cyberbullying.

Já em se tratando de desempenho escolar, crianças agredidas fisicamente entre as três idades tiveram uma probabilidade quase 6% maior de não atingir as cinco notas acadêmicas mais altas no exame de conclusão do ensino médio do Reino Unido em inglês e matemática.

Para a autora principal da pesquisa, os resultados corroboram evidências de que os castigos físicos não são benéficos para as crianças e, ao contrário, prejudicam o desenvolvimento e o bem-estar delas.

“As crianças têm o direito de serem criadas livres de todas as formas de violência. Nossos filhos não podem receber a mensagem de que podemos impor nossa vontade aos outros infligindo dor física”, afirmou Anja Heilmann. 

Heilmann defende que, na Inglaterra e na Irlanda do Norte, a agressão contra crianças (incluindo as chamadas palmadas) seja considerada ilegal. Na Escócia, País de Gales e Irlanda a medida já é proibida. “Mudar a lei na Inglaterra e na Irlanda do Norte sinalizaria que a violência nunca é aceitável”. O estudo mostra também que, em 2021, uma em cada cinco crianças de 10 anos havia sofrido algum tipo de punição física no Reino Unido. 

No Brasil, qualquer ato de violência e castigos físicos contra crianças são proibidos. Duas leis garantem a proteção dos menores de idade. A Lei Menino Bernardo, sancionada em 2014, estabelece o direito de crianças e adolescentes serem educados e cuidados sem o uso de tratamento cruel ou degradante.

A mais recente, Lei Henry Borel, de 2022, estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar, e considera crime hediondo o assassinato de menores de 14 anos.

Em 1990, o Brasil criou o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), considerado um dos principais instrumentos nacionais que garante e prevê os direitos do grupo no país.

Pesquisa analisou dados quantitativos e qualitativos

Para a parte quantitativa, os pesquisadores analisaram a frequência da punição física no Reino Unido e a relação entre a punição e os resultados comportamentais, cognitivos e educacionais das crianças.

Eles utilizaram dados do estudo longitudinal Millennium Cohort, que acompanhou cerca de 19 mil crianças nascidas no Reino Unido entre 2000 e 2002.

Os dados foram coletados em intervalos regulares desde os nove meses até os 17 anos de idade dos participantes e cruzou as punições físicas com as características de cada família.

O estudo cruzou essas informações do MCS com o Banco de Dados Nacional de Alunos da Inglaterra para avaliar o impacto no desempenho acadêmico na adolescência.

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Tem entre 10 e 65 anos? Na Sardenha não pode usar chapéu

Uma praia italiana baniu as sombras para adultos, enquanto nas redes sociais um grupo de amigos portugueses viralizou com a música que já se tornou um verdadeiro hino oficial deste Mundial.

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