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Mundial de Enduro vai fixar 1.500 pessoas durante 20 dias em Fafe (só em ‘staff’)

O Campeonato do Mundo de Enduro GP, que inicia esta sexta-feira, vai fixar 1.500 pessoas de ‘staff’ durante 20 dias na zona de Fafe, criando uma “grande dinâmica económica” associada ao evento. O retorno estimado é de 26 milhões de euros.

A dupla ronda decorrerá de 12 a 14 de junho, na zona de Argande, e de 19 a 21 do mesmo mês, na zona de Revelhe/Estorãos.

A apresentação decorreu hoje com presença do secretário de Estado do Desporto de Portugal, Pedro Dias, do presidente do Município de Fafe, Antero Barbosa, do presidente da Natureza Alternativa – Associação Cultural e Desportiva, Marco Correia e do promotor da Prime Stadium, Francisco Pita.

Apesar do arranque competitivo acontecer agora, ao longo dos últimos dias já decorreram “diversas iniciativas integradas no programa do evento, ligadas à sustentabilidade, ambiente, inclusão social e ligação à comunidade, reforçando uma dimensão mais humana e territorial do Enduro GP”.

Entre as ações promovidas, destacam-se “iniciativas de educação intergeracional e ambiental, visitas aos locais de reflorestação, sessões de bem-estar, momentos de inclusão com a Cercifaf, bem como atividades de promoção da identidade regional e valorização do património desportivo do concelh”:

O Secretário de Estado do Desporto de Portugal, Pedro Dias, aludiu ao facto, na sua intervenção, “dos desportos motorizados terem uma grande tradição ligada a Fafe, sempre com grande devoção e acima de tudo realizados sempre com grande sucesso”.

Citado em comunicado enviado à imprensa, Pedro Dias referiu ainda que “este tipo de evento tem um enorme impacto económico no concelho”, agradecendo ao Município de Fafe pela “visão e estratégia”.

Francisco Pita, promotor da Prime Stadium, agradeceu o apoio do “Governo e do Município de Fafe”, referindo que este evento terá cerca de “26 milhões euros de impacto económico ao nível de concelho”, graças à dimensão que o Enduro tem. Aludiu ainda à questão da sustentabilidade, destacando o primeiro estudo ambiental a ser feito numa prova de desporto motorizado.

O presidente da Natureza Alternativa – Associação Cultural e Desportiva, Marco Correia referiu “que a nível de terreno e organização, serão duas das melhores provas a nível mundial”.

Na sua intervenção, o presidente do Município de Fafe, Antero Barbosa, destacou a “identidade de Fafe muito própria, ligada aos desportos motorizados mas também à natureza, adrenalina e emoção”. Terminou agradecendo a “escolha por Fafe, a qual temos feito muito por continuar a ser escolhidos”, agradecendo também à Natureza Alternativa e à Prime Stadium pela excelente colaboração com o Município de Fafe.

Antero Barbosa destacou ainda o “retorno turístico e económico que este tipo de eventos fornece ao nosso concelho”.

O programa pode ser consultado aqui.

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Fafe: Idoso morre após trator sofrer queda de 3 metros

Um homem de 81 anos morreu, na tarde desta sexta-feira, na sequência de um despiste de trator na freguesia de Freitas, em Fafe.

Por motivos desconhecidos, a viatura terá caído num valado, numa altura de cerca de três metros.

Fafe: Idoso morre após trator sofrer queda de 3 metros
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Fafe: Idoso morre após trator sofrer queda de 3 metros
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Fafe: Idoso morre após trator sofrer queda de 3 metros
Foto: Ivo Borges / O MINHO

O trator ficou capotado num quintal, com a vítima presa debaixo. À chegada dos bombeiros, o idoso estava em paragem cardiorrespiratória e, apesar dos esforços, o óbito foi declarado pelo médico da VMER de Guimarães.

Os Bombeiros Voluntários de Fafe mobilizaram oito operacionais, apoiados por duas viaturas. A SIV de Fafe também prestou socorro.

O alerta foi dado às 16:13.

A GNR registou a ocorrência.

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Fafe: Juízes dão segunda oportunidade a homem que assaltou à mão armada uma grávida

Um homem que assaltou à mão armada duas mulheres, dentro de uma farmácia, em Fafe, uma das quais grávida, para comprar medicamentos, em outra farmácia, destinados à sua esposa, igualmente grávida, foi condenado a cinco anos de pena suspensa.

O arguido, de 33 anos, desempregado, residente na freguesia de São Torcato, em Guimarães, esteve em prisão preventiva até à leitura do acórdão, tendo o Tribunal de Guimarães decidido dar-lhe uma oportunidade, pois não tem antecedentes criminais.

A meio da tarde de 19 de julho de 2025, o homem abeirou-se da Farmácia Maria José, na freguesia de Arões São Romão, em Fafe, onde se encontrava uma funcionária a atender uma cliente em adiantado estado de gravidez, assaltando-as com uma faca.

“O arguido agarrou a grávida pelas costas, colocando-lhe o braço esquerdo à volta do pescoço, enquanto segurava a faca com a mão direita, que apontou, alternadamente, à barriga em estado de grávida, ao pescoço e cabeça, assim a fazendo temer pela sua vida e integridade física, bem como à do seu bebé, e colocando-a na impossibilidade de resistir”, conforme ficou provado.

“Indiferente às súplicas das ofendidas para que não fizesse mal à grávida, exatamente por estar grávida, o arguido prosseguiu, exigindo que ambas lhes entregassem tudo o que tivessem”, segundo refere o acórdão condenatório do Tribunal de Guimarães.

À cliente roubou logo dez euros que a vítima tinha na carteira a tiracolo e à funcionária 215 euros, que tinha na caixa registadora, sendo este o apuro da farmácia, após o que se colocou em fuga no seu automóvel e cujas matrículas estavam ambas alteradas.

Arguido declarou estar arrependido e pediu desculpa

Na data do assalto, o arguido, tal como a mulher, encontravam-se ambos desempregados, pagando uma renda de casa mensal de 650 euros, pelo que decorridos dois terços do mês, o agregado familiar já não tinha dinheiro, segundo referiu no julgamento.

Declarando-se arrependido da autoria do assalto e pedindo já desculpa a ambas as vítimas, o arguido justificou a sua conduta “motivada pelo desespero que sentia à data”, explicando aos juízes que “na data dos factos, embora a trabalhar na construção civil, por ter já esgotado o salário que nesse mês lhe fora pago deduzido do adiantamento anterior que o patrão lhe havia feito”.

“Tal adiantamento foi para pagar a renda e a caução da casa que tomara de arrendamento, encontrava-se desesperado, sem dinheiro e a precisar de fazer compras para as filhas e a mulher grávida”, acrescentou o arguido, adiantando que “sobre o dia dos factos, recordou que, depois de procurar o patrão para lhe pedir um novo adiantamento e não o tendo encontrado, em desespero, decidiu assaltar tal farmácia, onde nunca antes tinha ido”.

“Postura colaborante” do arguido

A pena de quatro anos e nove meses de prisão, suspensa por cinco anos, sujeito ao regime de prova durante este último período, foi tida como adequada pelo Tribunal Coletivo, “atendendo à postura colaborante do arguido durante as investigações da PJ”.

“Importa notar que o arguido é primário, sem qualquer antecedente criminal averbado ao seu registo, sendo pessoa socialmente integrada, casado, com três filhos menores, o mais novo dos quais com três meses de idade”, como consideraram os três juízes.

“Ponderados estes fatores, sem olvidar as circunstâncias da prática do crime, circunscritas a um único episódio da sua vida, entende-se que as exigências de prevenção se bastam com a aplicação de pena não privativa da liberdade”, decidiram os juízes.

“A sua confissão, o arrependimento declarado e demonstrado, a sua inserção familiar e profissional, a ausência de antecedentes criminais e à sua reclusão desde agosto de 2025, período que lhe permitiu consciencializar-se da ilicitude e gravidade dos seus atos e respetivas consequências para o próprio e para a sua família direta”, levaram a suspender a execução da pena de prisão.

“Em contexto prisional, o arguido revelou uma postura de acordo com o normativo institucional, afirma não ser consumidor de droga, nem ter outras dependências e aceitou a oportunidade de trabalhar como faxina no Bar dos Reclusos e da sala de jogos do estabelecimento prisional a auferir uma quantia módica”, segundo o acórdão condenatório, ao qual O MINHO acedeu.

Fafe: Juízes dão segunda oportunidade a homem que assaltou à mão armada uma grávida
Advogado Germano de Vasconcelos defendeu o arguido. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O advogado de defesa, Germano Vasconcelos, em declarações a O MINHO, elogiou “a compreensão de ambas as vítimas que compreenderam o desespero do arguido e a ponderação dos três juízes perante a situação em que o meu cliente se encontrava”.

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