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“O que devo ter em atenção para fazer compras mais saudáveis?”

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO

O que devo ter em atenção para fazer compras mais saudáveis?

A DECO INFORMA… 

Fazer escolhas alimentares equilibradas e saudáveis é essencial para a saúde e bem-estar de todos. Cada escolha influencia o ambiente, a economia local e o futuro da alimentação. Sejam alimentos frescos ou processados e embalados é preciso dar atenção ao rótulo, à origem, ao prazo de validade e às condições de conservação. 

Sabendo que somos o que comemos, a DECO apresenta algumas dicas para que faça compras saudáveis: 

  1. Antes de ir às compras:  

Defina o seu orçamento; 

Planeie as refeições da semana; 

Faça a lista de compras. 

  1. Durante as compras: 

Leia atentamente os rótulos: ingredientes, prazo de validade, modo de conservação e utilização; 

Procure a declaração nutricional: atenção às gorduras, açúcares e sal. 

Informe-se sobre as datas de validade: 

  • “Consumir até”: indica segurança alimentar e não deve ser ultrapassada. 
  • “De preferência antes de”: indica a qualidade do alimento que ainda pode ser consumido se mantiver bom aspeto e odor. 

Cuidado com as alegações nutricionais e de saúde como “rico em fibra” ou “baixo teor de gordura”. Estas alegações exigem provas científicas.  

Verifique a origem e a frescura dos alimentos: 

  • Frutas e legumes: devem estar firmes, com cor viva e sem manchas; 
  • Peixe: deve ter olhos brilhantes, guelras vermelhas e odor fresco a mar; 
  • Carne: deve apresentar cor viva e aspeto húmido, sem odor forte. 
  1. Conservar os alimentos em casa 

Arrume os alimentos frescos corretamente no frigorifico (temperatura 0–5 º C); 

Os alimentos congelados conservam a sua qualidade nutricional (temperatura – 18 Cº). 

                    DICA DECO: 

Descongele os alimentos no frigorífico e não volte a congelá-los.  

  1. Faça escolhas sustentáveis  

Escolha produtos locais e sazonais, com menor impacte ambiental; 

Opte por comprar a granel ou avulso sempre que possível; 

Evite desperdícios alimentares. 

Conhecer os seus DIREITOS enquanto consumidores de bens e serviços é o primeiro passo para ser um cidadão mais ativo, interventivo e participativo. Acompanhe o projecto da DECO – TUDO A QUE TEM DIREITO – QUE pretende tornar os serviços de informação e apoio ao consumidor mais acessíveis e próximos em todo o território nacional.  

Este projeto é cofinanciado pela União Europeia, através do Single Market Programme.

 Leia também: “Como escolher produtos duráveis, reparáveis e recicláveis que me ajudem a poupar?”

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Loulé leva ao New European Bauhaus projeto sobre o valor das árvores urbanas

O projeto As Árvores Na Nossa Cidade, desenvolvido em Loulé, está em destaque no festival europeu New European Bauhaus, no âmbito do Al-Bauhaus: Dream Academy, que decorre nos dias 11 e 12 de junho, em Faro, sob o mote Belo-Sustentável para Todos!.

A iniciativa é promovida pela colaboração entre o Município de Loulé e o CEiiA, no âmbito do Digital Innovation Hub For Climate Neutrality, e procura mostrar como a inovação tecnológica pode ajudar os cidadãos a compreender o valor das árvores urbanas na qualidade de vida das cidades.

Segundo a organização, “Neste projeto uma ferramenta tecnológica inovadora permite às àrvores urbanas comunicarem com as pessoas que circulam por Loulé mostrando-lhes os serviços ecossistémicos que lhes trazem, melhorando a sua qualidade de vida e criando resiliência climática”.

A apresentação pública do projeto As Árvores Na Nossa Cidade realiza-se esta sexta-feira, às 11:00, na Universidade do Algarve, no Campus da Penha, em Faro.

De acordo com os promotores, a iniciativa pretende ser “um exemplo demonstrador de como a inovação tecnológica e social podem ajudar a construir cidades mais verdes, inclusivas e resilientes aos desafios climáticos e antrópicos”.

Tecnologia mostra o valor das árvores urbanas

As árvores são apresentadas como aliadas fundamentais das cidades na resposta aos desafios climáticos, pela sua capacidade de sequestrar carbono, melhorar a qualidade do ar, reduzir temperaturas extremas, ajudar na gestão de fenómenos de precipitação intensa e contribuir para a saúde e bem-estar das comunidades.

Foi para tornar mais visível esse contributo que nasceu o projeto As Árvores Na Nossa Cidade, desenvolvido pelo CEiiA em parceria com o Município de Loulé, combinando inovação digital, conhecimento científico e participação comunitária.

No centro da iniciativa está o desenvolvimento de uma plataforma digital que permitirá aos cidadãos conhecer, de forma simples e intuitiva, o impacte das árvores urbanas na neutralidade carbónica local, na adaptação às alterações climáticas e na melhoria da qualidade do ar.

A ferramenta permite quantificar e comunicar o carbono sequestrado e armazenado pelas árvores, evidenciando o seu papel na compensação das emissões de CO₂ e na concretização das metas climáticas do território.

A plataforma mostra ainda como as árvores ajudam a arrefecer a cidade através do sombreamento e da transpiração, reduzindo extremos térmicos e atenuando os efeitos das ondas de calor, além de permitir compreender o seu papel no ciclo urbano da água.

A qualidade do ar é outra das áreas abordadas pelo projeto, comunicando a capacidade das árvores para produzir oxigénio e remover poluentes atmosféricos, como monóxido de carbono, ozono, dióxido de azoto, dióxido de enxofre e partículas finas.

Loulé reforça aposta na sustentabilidade e na literacia climática

Para Manuela Moreira da Silva, investigadora do CEiiA e professora da Universidade do Algarve, “o desafio da neutralidade carbónica exige que consigamos transformar conhecimento científico em ferramentas úteis para as pessoas. Este projeto demonstra como a tecnologia pode ajudar os cidadãos a compreender melhor o valor dos ecossistemas urbanos e a importância das árvores para a qualidade de vida nas cidades”.

A investigadora considera que o projeto é mais do que uma ferramenta tecnológica, sendo também uma iniciativa de literacia climática, ao criar uma relação entre os cidadãos e o património natural urbano.

Para o Município de Loulé, esta iniciativa representa mais um passo numa estratégia de longo prazo orientada para a sustentabilidade, a inovação e o envolvimento da comunidade.

De acordo com Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé: “Queremos que cada cidadão reconheça as árvores como uma infraestrutura essencial da cidade. Ao tornar visíveis os benefícios que proporcionam diariamente, estamos também a promover uma maior consciência ambiental e uma participação mais ativa na construção de um território mais sustentável”.

O autarca sublinha ainda que a presença num festival europeu dedicado à inovação e sustentabilidade urbana permite partilhar a experiência desenvolvida em Loulé e demonstrar como a tecnologia pode acelerar a ação climática à escala local, considerando que “o Concelho de Loulé, um excelente exemplo dessa dinâmica”.

Para Gualter Crisóstomo, diretor executivo do Digital Innovation Hub For Climate Neutrality do CEiiA, “a presença do projeto no festival europeu constitui um importante reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pela parceria, em Loulé, posicionando o território como uma referência na implementação de soluções inovadoras para a sustentabilidade urbana”.

Com este projeto, o Município de Loulé e o CEiiA pretendem demonstrar que a transição climática pode começar por algo tão simples como olhar para uma árvore e compreender o valor que acrescenta diariamente à cidade.

Leia também: Espaço para trocar cromos do Mundial 2026 abre no Tavira Plaza

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Direitos dos artistas em zonas de guerra: entrevista de Mary Ann DeVlieg na conferência Culture Next de Larnaca | Por João Palmeiro

No seguimento da cobertura sobre a 16ª conferência Culture Next*, trazemos hoje o testemunho central e mais aguardado do encontro. Em foco, os direitos e a proteção de criativos em cenários de crise humanitária através de uma conversa exclusiva que marcou os trabalhos do evento.

Durante a conferência, a editora-chefe da EcocNews, Mariateresa Cascino, entrevistou Mary Ann DeVlieg, uma das vozes mais respeitadas e ativas do mundo na defesa de criativos em contextos de vulnerabilidade política, perseguição e guerra.

Mary Ann DeVlieg, uma vida dedicada à liberdade artística

Mary Ann DeVlieg não traz para o debate uma visão puramente teórica; a sua carreira confunde-se com a própria história do ativismo cultural e da ajuda humanitária a criativos nas últimas décadas**.

Na entrevista concedida à EcocNews, DeVlieg trouxe um diagnóstico urgente: a necessidade de criar mecanismos práticos de apoio financeiro e legal e de transformar as cidades europeias em “portos seguros” capazes de acolher criativos exilados, garantindo que a memória e a identidade dos povos não sejam apagadas pela violência das armas.

O contexto de Lárnaca, “empoderando os setores culturais e criativos”

Esta partilha de experiências cruas e urgentes assentou que nem uma luva no cenário que acolheu o evento. A 16ª conferência Culture Next teve lugar em Lárnaca, Chipre, uma ilha cuja própria história está profundamente marcada por fronteiras e divisões geopolíticas.

Sob o tema principal “Empoderando os Setores Culturais e Criativos”, o encontro reuniu decisores políticos, especialistas e redes de cidades com o objetivo de desenhar soluções para fortalecer o tecido cultural europeu face às crises contemporâneas. O debate sobre os direitos dos artistas em zonas de guerra tornou-se o coração emocional e político da conferência, demonstrando que a cultura não pode viver alheia à realidade das crises internacionais.

Portugal em destaque, pontes culturais a partir de Faro e Braga

Sendo a Culture Next uma rede vital que une cidades atuais, passadas e candidatas a Capital Europeia da Cultura (CEC), o encontro de Lárnaca contou com uma participação portuguesa expressiva e altamente estratégica, dividida entre o Algarve e o Minho.

O compromisso de Faro

Levando a experiência e o ecossistema cultural desenvolvidos ao longo do seu percurso de candidatura a CEC, a delegação de Faro destacou-se em Chipre ao partilhar boas práticas de resiliência e ao defender a cooperação cultural transfronteiriça e mediterrânica. A presença de Faro reforçou a urgência de as cidades de dimensão média e periféricas assumirem também uma responsabilidade global, apoiando redes de solidariedade internacional e afirmando-se como espaços de acolhimento, diálogo e liberdade criativa.

Braga traz para Portugal o encontro de 2027

A representação nacional completou-se com a presença ativa de Braga, uma das cidades fundadoras da rede Culture Next. O encontro em Lárnaca acabou por ser histórico para a comitiva minhota: a rede confirmou oficialmente que Braga foi a escolhida para acolher a conferência europeia da Culture Next no outono de 2027. O futuro encontro em solo português será focado na transformação digital do setor cultural, consolidando o papel de Portugal na vanguarda do desenho das políticas criativas europeias para a próxima década.

Edição e adaptação com IA de João Palmeiro com Mariateresa Cascinoi/ECOCNews.

JOÃO PALMEIRO

*Next Culture, associação de cidades europeias candidatas a Capital Europeia da Cultura antes e depois dos eventos.
**Consultora independente e doutorada em políticas e práticas relacionadas com artistas impactados pelo deslocamento forçado, DeVlieg atua diretamente desde 2009 como uma verdadeira “assistente social” para artistas perseguidos e em risco.
O seu percurso impressiona pela densidade institucional e pelo impacto real no terreno, no que toca à liderança e redes globais, Mary Ann DeVlieg foi Secretária-Geral do IETM (rede internacional de artes cênicas contemporâneas) entre 1994 e 2013, tendo ainda fundado ou cofundado plataformas essenciais de mobilidade, como a www.on-the-move.org e o Fundo Roberto Cimetta para Mobilidade no Mediterrâneo. Em termos de parcerias institucionais, trabalha em estreita colaboração com as iniciativas “Free to Create – Create To be Free – Culture and Cultural Heritage” do Conselho da Europa. Adicionalmente, no âmbito dos espaços de debate e proteção, atua como curadora e consultora para treinamentos e conferências internacionais, incluindo a conferência anual Safe Havens, integrando atualmente os Conselhos da Ettijahat – Independent Culture e da SH|FT Safe Havens Freedom Conversations. A sua influência estende-se também aos marcos legais na UE, onde fundou o grupo de trabalho da União Europeia Arts-Rights-Justice e cofundou a prestigiada Academia de Artes-Direitos-Justiça na Universidade de Hildesheim. Por fim, mantendo um foco sólido na Região MENA, com uma forte ligação ao Médio Oriente e Norte de África desde 1993, tem avaliado projetos, políticas e programas internacionais de colaboração cultural para os programas de cultura, pesquisa e desenvolvimento da Comissão Europeia, do CESE e de várias fundações privadas.

Leia também: Cidades alertam: o próximo orçamento da UE deve proteger o Fundo Social da Europa | Por João Palmeiro

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