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Irão: Teerão não aprovou qualquer texto de acordo com Washington

Irão Guerra

O Irão negou hoje ter aprovado qualquer texto relativo a um eventual acordo com os Estados Unidos, depois de o Presidente norte-americano suspender os ataques anunciaram para esta noite, avançaram os meios de comunicação iranianos.

”Não foi aprovado qualquer texto para um protocolo de acordo inicial com os Estados Unidos”, escreveu a Fars, citando uma fonte apresentada como bem informada e próxima da equipa de negociação iraniana.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha declarado pouco antes que “as negociações com a República Islâmica do Irão foram levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas”.

“Eu, na qualidade de Presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques aéreos e bombardeamentos previstos contra o Irão para esta noite”, escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

“As discussões e os últimos pontos foram, tanto em conceito como em grande detalhe, aprovados por todas as partes envolvidas, incluindo os Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outros”, adianta na publicação, sem especificar a que se refere.

Trump acrescentou que “a hora e o local da assinatura serão anunciados em breve” e garantiu que o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos permanecerá vigor.

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Trump afirma que “ótimo” acordo com Irão pode ser assinado em poucos dias

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje ter chegado a um “ótimo” acordo de paz com o Irão, que poderá ser assinado dentro de poucos dias na Europa.

“Acabámos de chegar a um acordo ótimo para pôr fim à guerra com o Irão e, assim que os documentos forem finalizados, o que deverá acontecer nos próximos dias, provavelmente faremos a assinatura, talvez na Europa”, disse na Casa Branca.

Trump suspendeu hoje ataques anunciados contra a República Islâmica, horas depois de anunciá-los, alegando que um acordo entre Washington e Teerão foi “levado ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovado”, enquanto Teerão negou tal desenvolvimento.

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6 horas de viagem passam a 40 minutos: vai ser construído o maior túnel subaquático do mundo e esta será a sua localização

A China continua a apostar em grandes projetos ferroviários para encurtar distâncias, ligar regiões económicas estratégicas e reforçar a sua rede interna de transportes. Um dos exemplos que voltou a ganhar destaque é o projeto de um túnel subaquático no estreito de Bohai, pensado para criar uma ligação direta entre duas zonas costeiras com forte peso industrial e portuário.

Um túnel para ligar Liaodong a Shandong

O projeto, conhecido internacionalmente como Bohai Strait Tunnel, foi pensado para ligar a zona de Dalian, na península de Liaodong, à área de Yantai, na província de Shandong, de acordo com o jornal digital espanhol Noticias Trabajo.

Esta ligação funcionaria como um corredor estratégico entre o nordeste e o leste da China, numa região importante para o comércio, a indústria e a circulação de mercadorias.

Sem uma travessia fixa, a deslocação entre estas zonas continua dependente de percursos muito mais longos por estrada ou de ligações marítimas. As estimativas divulgadas sobre o projeto apontam para uma redução significativa do tempo de viagem, que poderia passar para cerca de 40 minutos caso a infraestrutura avance e fique operacional.

Infraestrutura com mais de 120 quilómetros

Na formulação mais repetida sobre o projeto, a futura ligação ferroviária através deste túnel subaquático teria cerca de 123 quilómetros de extensão total, o que a colocaria entre as maiores obras submarinas alguma vez planeadas. O investimento estimado tem sido apresentado na ordem de centenas de milhares de milhões de yuan, o equivalente a dezenas de milhares de milhões de euros.

O desenho associado à infraestrutura prevê três condutas: duas destinadas à circulação ferroviária e uma galeria central para manutenção, segurança e evacuação. Esta solução é habitual em projetos de elevada complexidade, sobretudo quando está em causa uma travessia submarina longa e tecnicamente exigente.

Condições técnicas e desafios associados

A travessia proposta para o estreito de Bohai atravessa uma zona sensível do ponto de vista geológico e sísmico, o que ajuda a explicar a cautela em torno do projeto, de acordo com a fonte anteriormente citada. A própria dimensão da obra obriga a estudos prolongados sobre segurança, impacto ambiental, custos e viabilidade técnica.

Entre os principais desafios referidos estão os sistemas de ventilação, impermeabilização, monitorização estrutural e resposta a emergências. Numa infraestrutura ferroviária submarina desta escala, estes elementos seriam essenciais para garantir a segurança da circulação e a proteção de passageiros e equipas de manutenção.

Importância estratégica para a economia chinesa

A relevância deste túnel subaquático vai além do transporte de passageiros, uma vez que a ligação é habitualmente apresentada como uma peça de integração logística entre duas áreas costeiras com forte atividade portuária, industrial e comercial.

Ao aproximar Dalian e Yantai, o projeto poderia facilitar o transporte de mercadorias, reforçar cadeias de abastecimento e melhorar a ligação entre o nordeste da China e outras zonas económicas do país, refere ainda a mesma fonte.

Projeções económicas e estado atual do projeto

A imprensa que tem acompanhado o dossiê refere projeções de receitas elevadas, sustentadas pelo tráfego de passageiros e pelo transporte de carga. Ainda assim, o Bohai Strait Tunnel deve ser lido, nesta fase, como um projeto de grande ambição ainda associado a estudos, planeamento e avaliações de viabilidade, e não como uma infraestrutura já concluída ou em funcionamento.

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Mundial de Futebol 2026 deverá injetar 9,1 mil milhões de dólares no PIB da América do Norte, segundo Allianz Trade

O Campeonato do Mundo FIFA 2026™, que arranca nos Estados Unidos, Canadá e México, deverá gerar um impacto económico temporário de cerca de 9,1 mil milhões de dólares no Produto Interno Bruto (PIB) da América do Norte durante o período da competição, que decorre entre junho e julho. De acordo com um estudo da Allianz Trade, o crescimento será impulsionado sobretudo pelos setores do turismo, hotelaria, transportes e serviços relacionados.

Tratando-se do maior torneio da história do futebol, com 48 seleções nacionais e 104 jogos distribuídos por 16 cidades anfitriãs, o evento promete atrair milhões de visitantes, concentrando o impulso financeiro em regiões e setores económicos específicos, explica a Allianz Trade.

Os Estados Unidos surgem como o maior beneficiário absoluto do torneio em termos financeiros, uma vez que acolhem a maioria das partidas (78 dos 104 jogos).

A seguradora de crédito projeta um contributo de aproximadamente 6,1 mil milhões de dólares para o PIB norte-americano, o que representa um acréscimo de cerca de 0,1 pontos percentuais no crescimento económico do país. Cidades como Nova Iorque/Nova Jérsia, Los Angeles, Dallas e Miami deverão registar um aumento substancial na procura hoteleira, no retalho e no entretenimento.

No entanto, o documento ressalva que fatores como a exigência na obtenção de vistos, limitações nos transportes e as grandes distâncias a percorrer podem mitigar o impacto total esperado. Em termos proporcionais ao tamanho da respetiva economia, o México será o país com o maior ganho relativo.

A previsão aponta para uma injeção de 1,7 mil milhões de dólares no PIB mexicano, correspondendo a um aumento de 0,3 pontos percentuais no crescimento económico nacional. A Cidade do México, Guadalajara e Monterrey destacam-se como os principais polos de atração de procura interna e externa, beneficiando de uma forte cultura futebolística e de custos competitivos, ainda que o impacto possa vir a ser atenuado por debilidades nas infraestruturas, preocupações com a segurança e a expressão da economia paralela.

Por sua vez, o Canadá deverá registar um incremento de 1,3 mil milhões de dólares no seu PIB (equivalente a 0,2 pontos percentuais de crescimento), com Toronto e Vancouver a liderar os ganhos no setor turístico, enfrentando também o risco de subida acentuada de preços devido a constrangimentos na capacidade de alojamento.

A análise detalhada dos canais de transmissão indica que o investimento associado ao turismo atingirá cerca de 8 mil milhões de dólares na região, divididos entre 6,8 mil milhões de gastos de visitantes internacionais e 1,2 mil milhões de turismo doméstico. Adicionalmente, as despesas governamentais em segurança vão reforçar a atividade económica regional.

Os ganhos setoriais serão, contudo, assimétricos: as companhias aéreas e o alojamento encontram-se na posição mais vantajosa para capitalizar o fluxo de passageiros, ao passo que os negócios de restauração, retalho e entretenimento sentirão uma procura acrescida no decorrer dos jogos.

Em sentido inverso, o setor das infraestruturas terá retornos limitados, dado que os investimentos estruturais mais relevantes ficaram concluídos antes do início do evento desportivo. Mesmo não integrando a organização do torneio, Portugal poderá colher dividendos económicos indiretos através do canal das exportações para o mercado norte-americano.

Tendo como referência o ano de 2025, em que Portugal exportou entre 12 a 14 mil milhões de dólares em bens para os três países anfitriões — com os Estados Unidos a assumirem a liderança como principal destino extracomunitário —, perspetiva-se um acréscimo na procura externa.

Os setores nacionais potencialmente mais beneficiados pelo pico de consumo na América do Norte são o agroalimentar e bebidas (com particular destaque para o vinho), o têxtil, vestuário e calçado, e ainda o mobiliário e artigos direcionados para a hotelaria. Apesar destas oportunidades comerciais, a Allianz Trade sublinha que este efeito na economia portuguesa será circunscrito no tempo, focado em segmentos muito particulares e sem capacidade para alterar significativamente a trajetória de crescimento do PIB nacional.

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Donald Trump cancela ataques contra o Irão marcados para esta quinta-feira

Numa nova reviravolta, o presidente dos EUA anunciou na rede Truth Social o cancelamento dos ataques marcados para esta noite, invocando discussões de "alto nível". A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse que discutiu a escalada com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, a quem reiterou a necessidade de uma solução diplomática.
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É oficial: esta cidade portuguesa foi eleita uma das melhores do mundo para amantes de gastronomia

Lisboa voltou a colocar Portugal no mapa internacional da gastronomia. A capital portuguesa surge no 10.º lugar da lista das melhores cidades do mundo para comer em 2026, divulgada pela Time Out, marca internacional de media e entretenimento, num ranking liderado por Lima, no Peru, e baseado na opinião de mais de 24 mil residentes de 150 cidades, além da avaliação de mais de 100 editores e especialistas locais.

Lisboa entra no top 10 mundial da gastronomia

De acordo com a Time Out, Lisboa foi considerada uma das melhores cidades do mundo para comer, ficando na 10.ª posição da lista global. A capital portuguesa é uma das quatro cidades europeias presentes no top 10, juntamente com Londres, Barcelona e Atenas, num ranking de gastronomia que coloca Lima, Bangkok e Cidade do México nos três primeiros lugares.

A presença de Lisboa no ranking é sustentada por uma avaliação positiva dos próprios residentes. Segundo a mesma fonte, 86% dos lisboetas classificaram bem a cena gastronómica da cidade e 63% consideraram que comer fora continua a ser acessível, dois dados que ajudaram a capital portuguesa a destacar-se entre destinos internacionais muito competitivos.

Neo-tascas ajudam Lisboa a destacar-se

Um dos pontos mais valorizados pela Time Out foi o crescimento das chamadas neo-tascas em Lisboa, espaços que têm contribuído para renovar a gastronomia da capital. A publicação descreve estes restaurantes como locais de bairro autênticos e acolhedores, mas com precisão técnica e menus criativos inspirados na tradição portuguesa

Entre os exemplos referidos pela fonte estão O Velho Eurico, Polémico, Vida de Tasca e Gancho by Louise Bourrat. Para a publicação, estes espaços mostram como a cozinha portuguesa tradicional pode ser reinterpretada com criatividade, sem perder a ligação aos sabores de origem.

No caso do Gancho, a Time Out destaca propostas como arancini de cabidela e tártaro de vaca à Brás, exemplos de pratos em que receitas e referências portuguesas surgem combinadas com técnica contemporânea.

Gastronomia lisboeta também se afirma pela pastelaria e pelas sanduíches

Além das neo-tascas, é sublinhado o peso das pastelarias e dos espaços dedicados a sobremesas na forma como os lisboetas vivem a cidade. Segundo a publicação, estes locais foram apontados como alguns dos grandes destaques da oferta gastronómica da capital.

A publicação refere ainda uma tendência mais casual dentro da gastronomia lisboeta: o crescimento de espaços especializados em sanduíches, como Tosta e Bibs. Para a Time Out, os lisboetas têm mostrado entusiasmo por este tipo de propostas, que juntam informalidade, criatividade e rapidez sem afastar a cidade da sua identidade gastronómica.

Como foi feito o ranking internacional de gastronomia

A lista das melhores cidades do mundo para comer em 2026 foi criada a partir de um inquérito a mais de 24 mil residentes em 150 cidades, complementado pela avaliação de mais de 100 editores e especialistas da Time Out. A classificação final resultou de uma ponderação em que 70% da pontuação veio da opinião dos locais e 30% da avaliação dos especialistas.

Entre os critérios avaliados estiveram a qualidade dos restaurantes, a acessibilidade de preços, a qualidade da oferta alimentar, a forma como os residentes descrevem a cidade e a avaliação especializada da cena gastronómica em 2026. Para garantir maior diversidade geográfica, apenas a cidade mais bem classificada de cada país entrou na lista final.

As 10 melhores cidades do mundo para comer em 2026

O ranking de gastronomia é liderado por Lima, no Peru, seguida por Bangkok, na Tailândia, e Cidade do México, no México. Londres surge em quarto lugar, Barcelona em quinto, Ho Chi Minh em sexto, Melbourne em sétimo, Pequim em oitavo, Atenas em nono e Lisboa fecha o top 10.

A editora de viagens da Time Out, Grace Beard, afirmou que as cozinhas “de Lima a Lisboa” estão a divertir-se com a comida em 2026, experimentando combinações inesperadas de sabores e elevando pratos clássicos.

A mesma responsável sublinhou que a lista mostra opções para diferentes tipos de consumidores, desde quem procura refeições mais acessíveis até quem privilegia experiências gastronómicas mais elaboradas.

Leia também: Vai assar chouriço nos Santos Populares? Estes truques fazem toda a diferença

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🔴AO VIVO: Coletiva da Seleção Brasileira com Alisson, direto dos EUA

O goleiro Alisson será o representante da Seleção Brasileira na entrevista coletiva desta quinta-feira (11), durante a última semana de preparação para a Copa do Mundo 2026. O jogador atenderá os jornalistas para falar sobre a expectativa para a estreia do Brasil, o trabalho realizado sob o comando de Carlo Ancelotti e os ajustes finais da equipe antes do início da competição.

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Trump cancela ataques ao Irão e anuncia acordo para cessar-fogo e negociações nucleares

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta quinta-feira a suspensão dos ataques militares planeados contra o Irão, afirmando que a liderança iraniana “aprovou” um rascunho de acordo que prevê a extensão do cessar-fogo em vigor, a reabertura do Estreito de Ormuz e o lançamento de um período de 60 dias de negociações sobre o programa nuclear iraniano.

O anúncio surge num contexto de elevada tensão geopolítica na região do Golfo Pérsico e representa um novo capítulo nas prolongadas negociações entre Washington e Teerão. Contudo, e apesar do tom optimista da Casa Branca, o Governo iraniano ainda não confirmou publicamente a existência de qualquer acordo aprovado.

Não é a primeira vez que Trump afirma estar próximo de um entendimento com Teerão, tendo feito declarações semelhantes em momentos anteriores das negociações sem que estas se tenham concretizado. A falta de confirmação do lado iraniano mantém assim uma nuvem de incerteza sobre a solidez do anunciado entendimento.

Ainda assim, três fontes com conhecimento directo das conversações revelaram ao portal norte-americano Axios que diferenças-chave entre as partes terão sido resolvidas durante as negociações realizadas na quarta-feira entre representantes iranianos e mediadores do Qatar. O papel de Doha como intermediário nestas negociações tem sido determinante para manter os canais diplomáticos abertos entre as duas potências.

A reabertura do Estreito de Ormuz — rota estratégica pela qual passa uma parte significativa do comércio mundial de petróleo — é um dos pontos centrais do acordo em discussão. O encerramento ou perturbação desta via marítima teria impacto imediato nos mercados energéticos globais, elevando as apostas diplomáticas em torno das negociações.

O período de 60 dias de negociações sobre o programa nuclear iraniano, caso avance, constituirá uma nova janela diplomática para tentar chegar a um entendimento duradouro sobre as ambições nucleares de Teerão, tema que tem dominado a agenda de segurança internacional há mais de duas décadas.

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UE insiste em solução diplomática para conflito entre EUA e Irão

Depois de novos ataques e contra-ataques entre quarta e quinta-feira, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, discutiu a escalada com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, e reiterou a necessidade de uma solução diplomática. "Um regresso à guerra em grande escala teria um custo tremendo para toda a região", referiu.
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