Um mandado de prisão contra uma mulher condenada por estupro de vulnerável foi cumprido pela Polícia Civil, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A detenção ocorreu, na segunda-feira, 8, após a conclusão definitiva do processo judicial, que resultou em uma sentença de 12 anos e 3 meses de prisão em regime fechado.As investigações apontaram que a vítima era um adolescente de 13 anos na época dos fatos. Conforme apurado, os crimes ocorreram repetidamente ao longo de meses e foram praticados por alguém que possuía vínculo de confiança com o jovem.Durante a apuração, também foram reunidos elementos que indicaram a ocorrência de agressões físicas e maus-tratos contra a vítima, agravando o cenário identificado pelos investigadores.
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A operação que levou ao cumprimento da ordem judicial contou com equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Proteção ao Turista (DELTUR). A ação teve ainda o suporte da Coordenação de Inteligência do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA) e do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRV).Após ser localizada e presa, a condenada foi encaminhada à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde passou pelos procedimentos legais antes de ser transferida para uma unidade do sistema prisional. Ela permanece custodiada por determinação da Justiça.
Rodrigo Faria Sena dos Santos, conhecido como “Farinha” e apontado como um dos suspeitos de envolvimento no desaparecimento e na morte da adolescente Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, teve a sua prisão mantida pela Justiça. A decisão ocorreu após uma nova audiência de custódia realizada nesta quarta-feira, 10.O advogado responsável pela defesa do investigado, Fred Loureiro, informou que o cliente havia sido instruído a comparecer ao fórum na data de hoje para o cumprimento de uma audiência formal de rotina, quando foi surpreendido com o mandado.De acordo com apuração do jornal MASSA!, a manutenção da prisão preventiva foi concedida em caráter liminar pelo desembargador Jatahy Júnior.O advogado responsável pela defesa do investigado, Fred Loureiro, informou que o cliente havia sido instruído a comparecer ao fórum na data de hoje para o cumprimento de uma audiência formal de rotina, quando foi surpreendido com o mandado.
Rodrigo Faria Sena dos Santos e Thamiris Pereira
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Foto: Reprodução
Em nota enviada à redação, a defesa manifestou discordância em relação ao retorno do réu à carceragem, argumentando que a medida não traz benefícios práticos para o inquérito policial:"Ele já foi interrogado quando de sua primeira apresentação espontânea. Em liberdade, ele não tem como intervir na produção da prova faltante, já que as diligências que se encontram pendentes dizem respeito exclusivamente a exames técnicos e periciais sobre os quais ele não possui qualquer capacidade de interferir", pontuou o advogado.Defesa da família de Thamiris se pronunciaApós a nova prisão de Rodrigo "Farinha" ser confirmada nesta quarta-feira, 10, o advogado da defesa da família da vítima, Dr. Rogério Matos, comentou sobre a movimentação e outros pontos da investigação ao portal A TARDE de forma exclusiva."O recurso foi feito pelo Ministério Público e a decisão do Tribunal de Justiça foi no sentido de reformar essa decisão que os colocou em liberdade, portanto, os três tiveram a prisão temporária decretava novamente, se apresentaram e seguem devidamente presos", explicou o advogado de forma exclusiva.Celular encontradoApós a prisão dos três indivíduos, o advogado revelou ao portal A TARDE que o celular de Thamiris, que antes estava sumido, foi encontrado pelas equipes da polícia e agora vai passar pelo processo de investigação."O telefone celular da Thamiris, que vai contribuir muito para o seguinte da investigação", confirmou o Dr. Rogério Matos ao portal A TARDE.Somado a isso, o advogado da defesa da família da vítima ainda revelou que, além dos três suspeitos já comprovadamente envolvidos, existem outras pessoas que estão sendo investigadas e outros pedidos de prisão foram emitidos contra outras pessoas.O advogado ainda indicou que espera que o inquérito esteja encerrado de 15 a 20 dias.
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Próximos passos e alegação de inocênciaA defesa reiterou que Rodrigo declara-se totalmente inocente e nega qualquer tipo de participação no sumiço ou no assassinato da jovem. Após a audiência, o suspeito foi conduzido novamente para a custódia na Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter).O advogado afirmou que recorrerá por meio das vias legais cabíveis para reverter a prisão. Segundo o defensor, as investigações precisam ser aprofundadas para localizar os verdadeiros responsáveis, que continuariam em liberdade. A banca jurídica declarou ainda que cobrará celeridade das autoridades policiais na execução das perícias que faltam para a conclusão definitiva do inquérito.Já a defesa da família de Thamiris informou ao portal A TARDE que as investigação vai seguir da seguinte forma:Investigação;Repasse do relatório policial ao Ministério Público;Denúncia do MP ao Judiciário.Após isso, Rogério disse que "o judiciário recebe essa denúncia e passa para a primeira fase de audiência de instrução e julgamento. Nessa audiência de instrução e julgamento, são ouvidas testemunhas de acusação, as de defesa e os interrogatórios dos réus."Depois disso, uma sentença é emitida pelo magistrado que define se existem indícios ou não de autoria pelos suspeitos, caso existam, os acusados passarão para a fase de júri popular.
Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos
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Foto: Reprodução
Família relata ameaças e vandalismoEm depoimento anterior ao portal, a mãe de Rodrigo, Leonice Sena, defendeu a inocência do filho. Emocionada, ela fez um apelo para que os culpados fossem identificados pela polícia e relatou o impacto do caso na rotina da família.A mãe revelou que a residência da família foi alvo de atos de vandalismo pela população e que, por questões de segurança, precisou abandonar o imóvel. Diante de constantes ameaças de linchamento recebidas nos últimos dias, os familiares do suspeito estão abrigados temporariamente em locais não informados.Relembre o casoThamiris dos Santos Pereira desapareceu no dia 12 de março deste ano, enquanto fazia o trajeto de volta para casa após sair da escola. Imagens registradas por câmeras de segurança da região mostraram o momento em que a estudante caminhava inicialmente acompanhada por uma amiga e, minutos depois, seguia sozinha por uma via pública.Outro registro do circuito de monitoramento flagrou a adolescente aproximando-se do portão de uma residência onde reside um rodoviário.
Thamiris Pereira desapareceu no dia 12 de março e foi encontrada morta uma semana depois
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
De acordo com os relatos dos familiares da garota, ela não possuía nenhum vínculo de amizade ou parentesco com os moradores do local, detalhe que permanece sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para entender o que motivou o deslocamento.Poucas horas após o sumiço ser comunicado, a mochila com os pertences escolares de Thamiris foi encontrada abandonada em uma rua do bairro. O aparelho celular da vítima não estava no interior da bolsa e segue sem localização definida pelas equipes de investigação.
Uma operação da Rondesp mobilizou um grande aparato da Polícia Militar na tarde desta quarta-feira, 10, no bairro de São Gonçalo do Retiro, em Salvador. A ação ocorreu em uma área apontada pelas forças de segurança como de forte influência da facção Bonde do Maluco (BDM).Durante as incursões, equipes policiais foram recebidas a tiros por homens armados. Houve revide e os suspeitos fugiram em direção a uma área de mata próxima, onde passaram a ser procurados pelas guarnições que participam da operação.No decorrer das buscas, os policiais localizaram uma residência com grande quantidade de materiais que, segundo as primeiras informações levantadas no local, podem estar ligados ao funcionamento de um laboratório clandestino para produção e armazenamento de drogas.
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Ainda durante a ocorrência, foi encontrado um artefato explosivo de fabricação caseira supostamente abandonado pelos criminosos durante a fuga. Por causa do risco, o Esquadrão Antibombas da Polícia Militar foi acionado para realizar a avaliação e os procedimentos de segurança necessários.A operação também conta com o apoio de cães farejadores. A utilização dos animais ocorre após denúncias apontarem que armas e entorpecentes podem estar escondidos ou enterrados em terrenos da região.As diligências seguem em andamento e o efetivo permanece na localidade em busca dos suspeitos e de novos materiais ilícitos.
O aumento da presença de marimbondos, vespas e até abelhas em áreas urbanas de Vitória da Conquista tem despertado a atenção de moradores em diferentes regiões da cidade. Nas últimas semanas, relatos sobre a concentração desses insetos em residências, condomínios e outros imóveis passaram a se multiplicar nas redes sociais e em grupos comunitários.Embora não exista confirmação oficial de uma infestação generalizada, a frequência das ocorrências tem gerado preocupação, sobretudo entre famílias com crianças, idosos, pessoas alérgicas e proprietários de animais domésticos. Em muitos casos, os insetos são vistos agrupados em paredes, telhados, forros, garagens e beirais de construções.Diante da situação, a Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio das secretarias municipais de Meio Ambiente e Saúde, orientou a população a adotar medidas preventivas. Entre as recomendações estão manter portas e janelas fechadas quando houver insetos nas proximidades e procurar atendimento médico caso ocorram ferroadas ou reações adversas. Outra orientação é evitar esmagar os animais, já que isso pode atrair mais vespas para o mesmo local.Os registros são mais frequentes no bairro Candeias, embora moradores de outras localidades também tenham relatado o problema. As vespas costumam formar colônias e construir ninhos em locais protegidos, o que favorece sua instalação em estruturas urbanas.
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Apesar do receio provocado pelas picadas, que podem causar dor intensa e desencadear reações alérgicas, especialistas destacam que esses insetos desempenham funções importantes para o equilíbrio ambiental. Além de contribuírem para a polinização, eles ajudam no controle natural de espécies consideradas pragas.Tradicionalmente, o aumento da população de vespas é observado durante a primavera. Neste ano, porém, o fenômeno tem chamado atenção por ocorrer com maior intensidade no outono. Entre as hipóteses levantadas por especialistas está a influência das chuvas registradas nos últimos meses, que podem ter favorecido a divisão das colônias e estimulado o deslocamento dos insetos para áreas urbanizadas.O que fazer ao encontrar vespasOrientações para evitar acidentesMantenha distância dos insetos e evite movimentos bruscos próximos a colônias ou enxames.Não tente remover ninhos por conta própria, especialmente quando estiverem em telhados, forros ou locais de difícil acesso.Mantenha portas e janelas fechadas caso haja grande concentração de insetos na área.Evite esmagar vespas ou marimbondos, pois isso pode atrair outros indivíduos para o local.Supervisione crianças e animais de estimação em áreas onde os insetos tenham sido avistados.Caso seja necessário permanecer em locais com presença desses animais, utilize roupas que cubram braços e pernas.Como agir em caso de picadaLave a região atingida com água e sabão.Faça compressas frias para ajudar a aliviar a dor e o inchaço.Evite coçar o local para reduzir o risco de irritação ou infecção.Observe o surgimento de sintomas como falta de ar, inchaço no rosto, língua ou garganta, tontura e mal-estar intenso.Pessoas com histórico de alergia a picadas de insetos devem procurar atendimento médico imediatamente.Em casos de reação grave, o atendimento de urgência deve ser acionado o mais rápido possível.Quando buscar ajuda especializadaSe houver um ninho instalado em residências, condomínios ou áreas de circulação de pessoas.Quando a quantidade de insetos representar risco para moradores, trabalhadores ou animais.Se ocorrerem múltiplas picadas ou reações alérgicas após o contato com os insetos.
A guerra territorial entre facções criminosas em Salvador e na Região Metropolitana (RMS) tem gerado preocupações que ultrapassam as fronteiras baianas. Um fenômeno consolidado nos últimos anos é a migração de integrantes de organizações criminosas que deixam a Bahia para se estabelecerem em Sergipe. O estado vizinho tornou-se um dos principais destinos de lideranças e operadores logísticos do tráfico de drogas, especialmente membros das facções Bonde do Maluco (BDM) e Comando Vermelho (CV).Essa mudança de endereço, contudo, não representa um rompimento com o crime. Mesmo instalados em Aracaju ou em municípios periféricos, os criminosos continuam ativos e exercem as seguintes funções:Influenciam decisões estratégicas das organizações;Mantêm contato diário com comparsas;Monitoram em tempo real a movimentação de seus territórios de origem.Essa rota de fuga e permanência é utilizada principalmente por criminosos que ocupam o alto escalão na hierarquia do tráfico.
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Os fatores por trás da migraçãoO delegado Eduardo Badaró, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO-BA), explica que a saída desses indivíduos é motivada por uma combinação de fatores estratégicos e de segurança pessoal.“O primeiro motivo é fugir da ação policial e da responsabilização judicial pelos crimes praticados. O segundo é se afastar justamente do caos que ele mesmo proporciona. Em regiões onde incentiva o crime e o controle territorial armado, esse clima de violência acaba retornando para ele e para os familiares”, aponta Badaró.
Delegado da FICCO-BA, Eduardo Badaró
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Foto: Arquivo pessoal
A proximidade geográfica entre os dois estados é o facilitador central desse intercâmbio. Diferente de uma fuga para regiões mais distantes do país, o território sergipano permite que os líderes permaneçam perto de suas bases de influência, sem a necessidade de habitar os cenários mais agudos de confrontos armados.“Aracaju e as cidades do entorno acabam sendo uma opção porque ficam perto da Bahia; em poucas horas, o indivíduo consegue retornar”, afirma o delegado da FICCO. Essa facilidade logística mantém os vínculos com as bases operacionais vivos. “Quando o indivíduo pertence a uma facção criminosa e alcança determinada função ou hierarquia, ele tende a se afastar para tentar aproveitar os frutos e os produtos do crime de forma mais segura”, avalia.Tanto o BDM quanto o CV utilizam essa rota, embora o Bonde do Maluco apresente uma capilaridade e marcas mais visíveis no território sergipano.
Facção BDM
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Foto: Divulgação | Leitor Portal MASSA!
Histórico de prisões e confrontosA presença de lideranças baianas em solo sergipano tem sido amplamente documentada por meio de operações policiais nos últimos anos. Entre os casos de maior repercussão, destacam-se:Casos de 2024: Renê Mateus dos Santos Júnior, o "Tio Chico", apontado como liderança do CV na Bahia, morreu em confronto com forças de segurança na Orla de Atalaia, em Aracaju. No mesmo ano, Rogério Ferreira Sampaio, o "Patolino" — antigo integrante do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) —, também morreu em ação policial na capital sergipana. Ele comandava o tráfico de drogas, armas e homicídios na RMS.
'Patolino' estava no Baralho do Crime da SSP
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Foto: Divulgação/SSP-BA
Dezembro de 2025: Um homem conhecido pelo vulgo de "Galinha", investigado por integrar o escalão de uma facção baiana, foi localizado e preso em um condomínio de luxo na Barra dos Coqueiros, região metropolitana de Aracaju.Maio de 2026: Um suspeito identificado como Leandro, apontado pelas autoridades como membro de um grupo atuante na localidade do Planeta dos Macacos, em Salvador, foi capturado no município histórico de São Cristóvão.Rede de apoio recíproca e o perfil dos esconderijosA expansão das organizações criminosas pela região Nordeste estruturou uma rede de apoio mútuo. Membros de grupos baianos encontram abrigo, proteção e suporte logístico em Sergipe com o aval de aliados locais. O movimento inverso também ocorre: criminosos sergipanos recorrem rotineiramente à Bahia quando precisam escapar da polícia ou de rivais.O perfil dos refúgios em Sergipe mudou devido ao alto poder aquisitivo das lideranças. Muitos passaram a alugar ou comprar imóveis de alto padrão em condomínios fechados, com destaque para o município de Barra dos Coqueiros. O controle rigoroso de acesso, as portarias tecnológicas e a possibilidade de manter uma rotina discreta atraem os foragidos.O delegado Hilton Duarte, do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) de Sergipe, confirma o monitoramento contínuo desse fluxo. “Nós temos acompanhado realmente essa migração de alguns nomes ligados a facções criminosas, principalmente de facções baianas.
Delegado no estado de Sergipe, Hilton Duarte
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Foto: Arquivo pessoal
Eles ficam aqui com o intuito de se esconder das forças policiais dos estados de origem e também evitar confrontos com facções rivais. Sergipe é um estado tranquilo e isso faz com que esses elementos venham para cá”, reforça.O fluxo inverso: Criminosos sergipanos na BahiaA reciprocidade do crime trouxe lideranças de Sergipe para o território baiano, concentrando prisões na Região Metropolitana de Salvador:Em 2024: Cariosvaldo Ramos, apontado como o chefe do tráfico de drogas nos bairros Santa Maria e Marivan, em Aracaju, foi localizado e preso na cidade industrial de Camaçari (RMS).
Cariosvaldo, liderança criminosa de Sergipe
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Foto: Arquivo pessoal
Em dezembro de 2025: Felipe Santos Sena, o "Felipe Blog", foi capturado no distrito litorâneo de Jauá, também em Camaçari. Ele era investigado por comandar uma facção na zona norte de Aracaju e coordenar a logística, o fornecimento de armas e a execução de rivais à distância.
Felipe Blog, chefe de facção que determinava alvos de execuções em Sergipe
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Foto: Arquivo pessoal
Barreiras estruturais e prisões blindadasApesar da circulação desses indivíduos, o delegado Hilton Duarte ressalta que Sergipe ainda não registra o modelo de domínio territorial violento e ostensivo observado em grandes capitais. A contenção do avanço das facções deve-se, em grande parte, à gestão do sistema prisional local.O estado adota rígidos mecanismos de identificação, catalogação, separação por afinidade criminosa e monitoramento constante de detentos ligados a organizações, impedindo que os presídios funcionem como escritórios do crime.
Presídio em Sergipe
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Foto: Divulgação/Sindipen
Somam-se a isso as características geográficas do estado: por possuir um território menor e uma malha rodoviária mais enxuta, Sergipe impõe barreiras físicas que facilitam o cerco policial e dificultam a expansão de grandes estruturas criminosas. "É como se aqui eles viessem para sair um pouco do holofote da polícia local. Esses elementos costumam atuar de forma muito velada e em pontos específicos", conclui o delegado sergipano.A atuação integrada e o constante compartilhamento de dados entre as inteligências das polícias da Bahia e de Sergipe têm pressionado o intercâmbio, demonstrando que as divisas estaduais já não servem de escudo para a impunidade das lideranças do crime organizado no Nordeste.
Um esquema criminoso de comércio ilegal de canetas emagrecedoras falsas foi desarticulado em três municípios baianos, na manhã desta quarta-feira, 10. A Operação Prize cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana.A ação, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), deflagrou, nesta quarta-feira (10), mirou um grupo que comercializava substâncias divulgadas como canetas emagrecedoras, mas que, supostamente foram adulteradas e têm procedência desconhecida. A investigação também apura a prática de lavagem de dinheiro por meio de rifas digitais.
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Materiais apreendidosDurante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos:Seringas com material fracionado e pronto para a comercialização;ampolas contendo substâncias utilizadas na manipulação dos medicamentos supostamente adulterados;canetas emagrecedoras;aparelhos celulares.
Foto: Ascom-PCBA
Cerca de 30 policiais civis participaram da operação, por meio de equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Salvador e Feira de Santana. A ação contou, ainda, com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.
A nova sede da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), em Salvador, agora conta com a iniciativa Aqui Tem SAC. A solenidade de inauguração aconteceu nesta quarta-feira, 10, no Vale de Nazaré, no edifício Central Valle, na Avenida Presidente Castelo Branco.O projeto é fruto de um acordo de cooperação entre a Polícia Civil e o SAC, que visa qualificar o atendimento inicial das delegacias com a expertise da equipe do SAC, garantindo mais agilidade, organização, humanização e transparência.
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A medida também permite que os policiais civis se concentrem nas atividades investigativas, fortalecendo a eficiência e a qualidade dos serviços prestados à população. Presente na inauguração, o governador da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) garantiu que a iniciativa garante, sobretudo, economia, porque quando há centralização de serviços em um complexo, acontece também a redução custos de limpeza, segurança, energia e água. Em entrevista ao portal A TARDE, ele enfatizou a importância do espaço, tanto para a população quanto para quem trabalha no local."É uma ação para quem precisa de um serviço em um local de qualidade, mas também quem trabalha aqui vai ter as condições adequadas de um ambiente salubre [...] estamos aproximando a população dos serviços públicos", destacou o chefe do Executivo baiano.
Jerônimo Rodrigues marcou presença no lançamento
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Foto: Alice Paulilo | Ag. A TARDE
Policiais livres para outras demandasTitular da DRFRV, o delegado Leandro Acácio explicou que, um dos principais benefícios do SAC no local, é direcionar os agentes de segurança para ações policiais.Com a implantação, os civis que antes eram responsáveis pelo registro de ocorrência, agora passarão a se dedicar à atividade finalística de investigação, pois agora haverá prepostos do SAC realizando a digitação."Os investigadores ficarão livre para poder fazer essas investigações, conferindo assim mais eficiência para o trabalho policial", comemorou.
Inauguração SAC da DRFRV
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Foto: Alice Paulilo | Ag. A TARDE
Entenda a estratégiaEm conversa com a reportagem, Flávio Barbosa, superintendente do SAC, explicou como funciona o serviço. Segundo ele, o objetivo do Aqui Tem SAC é melhorar o serviço público de todos os órgãos do estado que prestam atendimento diretamente ao cidadão."Todo cidadão que já foi vítima de algum crime e teve que se dirigir a uma delegacia para prestar um boletim de ocorrência, e sofreu a dificuldade que é ser atendido. É muito duro, porque muitas vezes são policiais cansados da sua rotina diária, muitas vezes estão desmotivados que passaram no concurso para ser policiais e não atendentes", explicou Barbosa.Desta forma, a parceria garante atendentes treinados e qualificados para lidar com a população, em uma linha de atendimento com salas e biombos separados, garantindo a privacidade no atendimento e o registro da ocorrência de forma mais tranquila.Vale ressaltar que na delegacia, não há outro serviço do SAC, apenas atendimentos relacionados à própria delegacia.
SAC da DRFRV
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Foto: Alice Paulilo | Ag. A TARDE
Projeto Aqui Tem SACO Aqui Tem SAC deve alcançar 32 unidades na Bahia nos próximos meses. A proposta é desenvolvida após análise do cenário atual, e tem como base as diretrizes de gestão do Modelo de Atendimento SAC em relação à prestação de serviços, tecnologia da informação, pessoal e infraestrutura.Além da maior humanização do atendimento, existe o foco na otimização do fluxo para economia de tempo, refletindo na organização dos processos, e adequação de layout dos ambientes voltada para o acolhimento e comodidade dos cidadãos e colaboradores.Próximas unidadesO Aqui Tem SAC está em fase final de implantação nas unidades de Periperi e Barris (Salvador), com pretenção de mais unidades seis unidades ainda para este ano, e 12 para 2027."A gente tem o cronograma para poder ampliar. O nosso objetivo aqui é colocar em todas as delegacias, mas vamos fazer de acordo com o cronograma, porque tem custos envolvidos. A gente tem contratar, terceirizados, tem a parte toda de infraestrutura do SAC que tem que ser implantada, mas temos uma parceria forte aí com a PC, SSP, para poder plantar no maior número de delegacias no decorrer do ano e dos próximos", destacou Rodrigo Pimentel, secretário de Administração do Estado da Bahia.Segundo o titular da pasta, serviços como esse são necessários, sobretudo devido à fragilidade percebida por pessoas que necessitam deles."São pessoas que chegam em estado de vulnerabilidade emocional, né, porque sofreram um crime, perderam um bem como um veículo, então é importante ter esse acolhimento para que ela se sinta melhor e possa realmente ter um atendimento que traga dignidade à população baiana", finalizou.
SAC da DRFRV
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Foto: Alice Paulilo | Ag. A TARDE
Vítima de cerca de 40 anos foi atingida na cabeça e morreu no local, perto do percurso por onde Papa vai passar. É o segundo assassinato em Barcelona numa semana.
Menor realizou chamada de emergência de 14 minutos na presença do abusador. Informação comunicada à polícia permitiu intercetar carro onde seguiam. Agente recebeu louvor da Direção Nacional da PSP.
Quatro pessoas foram detidas por tráfico de droga e permanência ilegal em Portugal. Atividade de um estabelecimento foi suspensa por terem sido encontrados "géneros alimentícios anormais".
Às vésperas da Copa do Mundo, figurinhas, álbuns e camisas da Seleção Brasileiras suspeitos de falsificação foram apreendidos pela Polícia Civil. A operação ocorreu nesta terça-feira, 9, em bairros de comércio popular de São Paulo.Quatro pessoas flagradas nos locais vão responder por crime contra a propriedade industrial. Agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) realizaram a ação, através da coordenação da 1ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG), especializada no combate à pirataria. Segundo o órgão, no total, foram apreendidos:50 mil figurinhas;1.039 camisetas da Seleção Brasileira;1 mil álbuns.Foram alvos da operação estabelecimentos localizados na Avenida Rangel Pestana, no Brás, e nas ruas Vautier e Alexandrino Pedroso, no Canindé. Todo o material apreendido será encaminhado para perícia.
Camisas apreendidas
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Foto: Divilgação/Polícia Civil
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Apreensão de figurinhasO Deic afirma que as fiscalizações foram intensificadas devido à proximidade da Copa do Mundo, que terá início nesta quinta-feira, 11. No período, cresce a procura e venda de figurinhas, álbuns e artigos esportivos ligados à competição.No fim de maio, policiais apreenderam cerca de 85 mil figurinhas e álbuns falsificados em São Paulo. Na ocasião, também foram localizadas aproximadamente 2 mil camisas ilegais de seleções nacionais.Anteriormente, cinco pessoas foram presas em flagrante com base na Lei Geral do Esporte, que é o marco legal que unifica, moderniza e regulamenta o ecossistema esportivo brasileiro.
Quem passa diariamente pelas avenidas ACM, Vasco da Gama e Tancredo Neves encontra uma paisagem que, até poucos anos atrás, era associada quase exclusivamente ao Centro Histórico de Salvador.Barracos improvisados sob viadutos, acúmulo de pertences, pessoas vivendo em situação de rua e cenas abertas de uso de drogas passaram a ocupar alguns dos principais corredores econômicos e de mobilidade da capital baiana.A transformação revela uma mudança silenciosa na geografia da exclusão urbana. Durante décadas, a imagem da chamada cracolândia em Salvador esteve concentrada em regiões como Pelourinho, Comércio, Nazaré, Baixa dos Sapateiros e Santo Antônio Além do Carmo, áreas historicamente marcadas pela degradação urbana e pela presença de populações socialmente vulneráveis.Hoje, embora esses locais continuem concentrando parte significativa desse fenômeno, novos territórios passaram a integrar o mapa das cenas abertas de uso de drogas na cidade.Nas últimas décadas, as concentrações de usuários deixaram de ocupar exclusivamente áreas históricas e passaram a surgir também em regiões de intenso fluxo de pessoas, próximas a estações de transporte coletivo, centros comerciais, polos empresariais e importantes eixos econômicos da capital.
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A presença dessas ocupações em avenidas movimentadas tornou o problema mais visível para milhares de soteropolitanos, que passaram a conviver diariamente com uma realidade antes menos presente em suas rotinas.A mudança, porém, vai além de uma simples alteração geográfica. O fenômeno está ligado ao crescimento da população em situação de rua, à expansão do consumo de drogas, às dificuldades de acesso à moradia e aos desafios das políticas de assistência social e saúde mental, refletindo transformações sociais e urbanas acumuladas ao longo de décadas.Como o crack chegou ao Brasil e a SalvadorEmbora tenha se tornado um dos maiores desafios sociais e de saúde pública das últimas décadas, a chegada do crack ao Brasil ocorreu de forma relativamente silenciosa. A droga surgiu nos Estados Unidos durante os anos 1980, inicialmente concentrada em comunidades vulneráveis de grandes centros urbanos.Produzido a partir da pasta-base da cocaína e consumido por meio da fumaça, o crack rapidamente ganhou notoriedade pelo alto potencial de dependência e pelos impactos sociais associados ao seu uso.Segundo a Pesquisa Nacional sobre o Uso de Crack da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os primeiros registros científicos sobre o consumo da droga no Brasil foram publicados em 1996. Estudos, no entanto, indicam que a substância já circulava em São Paulo desde pelo menos 1991. Em poucos anos, o fenômeno deixou de ser localizado e passou a se espalhar por diferentes regiões do país.
Usuários de crack reunidos no centro de São Paulo
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Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP
Pesquisas conduzidas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ajudam a dimensionar a velocidade dessa expansão. Entre pacientes atendidos em serviços especializados em dependência química, a proporção de usuários que consumiam cocaína fumada saltou de 17% para 64%, entre 1990 e 1993. Os números revelam uma transformação profunda nos padrões de consumo de drogas observados naquele período.Enquanto o avanço do crack ainda era analisado principalmente sob a perspectiva do Sudeste brasileiro, Salvador passava por uma mudança que alteraria, de forma duradoura, o cenário do consumo de drogas na capital baiana. Um dos registros mais importantes sobre esse processo foi produzido por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (Cetad/UFBA).No artigo científico The Opening of South America’s First Needle Exchange Program and an Epidemic of Crack Use in Salvador, Bahia-Brazil, publicado na revista AIDS and Behavior, os pesquisadores Tarcísio Andrade, Inês Dourado, Maria Guadalupe Medina, Peter Lurie e Kim Anderson documentaram o surgimento de uma verdadeira epidemia de crack em Salvador, a partir de 1996.O estudo aponta que a droga foi introduzida de forma rápida na cidade e atingiu especialmente usuários de drogas injetáveis em situação de pobreza. Até meados da década de 1990, a cocaína injetável predominava entre determinados grupos de usuários. Com a disseminação do crack, entretanto, milhares de pessoas migraram para a forma fumada da substância, em um curto intervalo de tempo.O impacto foi tão intenso que atingiu diretamente o funcionamento do primeiro Programa de Troca de Seringas da América do Sul, implantado em Salvador em 1995 pelo Cetad (UFBA), como estratégia de prevenção ao HIV entre usuários de drogas injetáveis. À medida que o crack avançava, diminuía a utilização das seringas que motivaram a criação do programa.Os números registrados pelo Cetad ajudam a compreender a velocidade da mudança. Em 1993, nenhum dos novos pacientes atendidos pelo centro relatava consumo de crack. Em 1996, eles já representavam 4% dos atendimentos iniciais. Um ano depois, o percentual saltou para 14% e continuou crescendo até alcançar 40% dos novos atendimentos, em alguns meses de 1998.Os primeiros focos identificados pelos pesquisadores estavam concentrados no Pelourinho e em outras áreas do Centro Histórico. Pouco tempo depois, o consumo já alcançava bairros como Engenho Velho da Federação, Calabar, Pituba e Patamares. Entre os fatores apontados para essa rápida disseminação estavam o menor custo da droga, a intensidade dos efeitos e a facilidade de consumo por meio do fumo, que dispensava o uso de seringas.
Pedra de crack
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Foto: Reprodução | MP-RS
A expansão também foi acompanhada pela imprensa. Em levantamento realizado pelos pesquisadores da UFBA, a primeira grande referência ao crack em Salvador apareceu em julho de 1996. No ano seguinte, o jornal A TARDE publicou ao menos 24 reportagens sobre tráfico e consumo da droga, muitas delas relacionadas ao Centro Histórico. Uma dessas matérias apontava que o consumo de crack havia triplicado na cidade em relação ao ano anterior e que o principal foco de uso estava localizado no Pelourinho.A própria Fiocruz reconhece Salvador como uma das primeiras cidades brasileiras fora do eixo paulista a registrar, de forma significativa, o avanço do crack. No capítulo histórico da Pesquisa Nacional sobre o Uso de Crack, pesquisadores citam estudos realizados na capital baiana no início dos anos 2000, que já identificavam os impactos da substância sobre a saúde pública.Um desses levantamentos analisou 125 mulheres usuárias de crack recrutadas entre 2001 e 2002 em Salvador, demonstrando que o consumo da droga já estava consolidado em diferentes grupos sociais da cidade.Ao longo dos anos seguintes, o fenômeno deixou de estar restrito aos serviços de saúde e passou a ocupar espaços públicos cada vez mais visíveis. Pesquisas desenvolvidas pela UFBA mostram que o consumo de crack passou a ser progressivamente associado às populações em situação de vulnerabilidade social, especialmente às pessoas que viviam nas ruas.Na dissertação "Condições de Existência, Corpo e Saúde entre a População em Situação de Rua em Salvador, Bahia: uma abordagem antropológica", defendida no Instituto de Saúde Coletiva da UFBA pela pesquisadora Maria Magalhães Aguiar, o consumo de drogas aparece como elemento cada vez mais presente na realidade das ruas da capital.Com base em dados divulgados à época, o estudo apontava que o consumo de drogas havia aumentado 140% em Salvador e identificava usuários adolescentes, adultos e idosos em situação de rua em regiões como Calçada, Barra e Centro Histórico.A pesquisa também relaciona o avanço do crack ao agravamento das condições de vulnerabilidade social. Entre as pessoas entrevistadas, eram recorrentes relatos envolvendo desemprego, rompimento de vínculos familiares, violência, transtornos mentais e uso abusivo de substâncias psicoativas.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Um retrato semelhante foi apresentado no estudo As Condições de Vida e de Trabalho da População em Situação de Rua do Centro Histórico de Salvador, Bahia, conduzido pelas pesquisadoras Renata Meira Veras e Gezilda Borges de Souza.O levantamento identificou que conflitos familiares, desemprego e consumo de drogas figuravam entre os principais fatores associados à ida e à permanência nas ruas. Mais da metade dos entrevistados apontou problemas familiares como motivo central para viver em situação de rua, enquanto o desemprego e o uso de drogas apareciam logo em seguida.Pesquisadores apontam que o crack em Salvador vai além da segurança pública e da dependência química. Desde sua chegada, nos anos 1990, o fenômeno tem sido associado às desigualdades sociais, ao desemprego, à fragilização dos vínculos familiares e à exclusão urbana, tornando mais visíveis problemas estruturais da capital baiana.Quando a dependência passou a ocupar as ruasMuito antes da chegada do crack, a população em situação de rua de Salvador já era marcada pelo desemprego, pobreza, conflitos familiares e transtornos mentais. Estudos da UFBA mostram que o consumo de álcool e outras drogas fazia parte dessa realidade, mas dentro de um contexto mais amplo de vulnerabilidade social.A partir da segunda metade da década de 1990, entretanto, a expansão do crack alterou significativamente esse cenário. O consumo da droga passou a ocupar espaços públicos de forma mais visível e, gradualmente, tornou-se associado à realidade das ruas da cidade. Nas décadas seguintes, a presença de usuários em praças, calçadas, viadutos, marquises e áreas de grande circulação passou a representar uma das faces mais evidentes da crise social urbana.
Foto: Marcello Casal Jr | ABR
Ainda assim, pesquisadores alertam que a dependência química, isoladamente, não explica o crescimento da população em situação de rua. Em muitos casos, o uso problemático de drogas surge após a perda da moradia, do emprego ou dos vínculos familiares. Em outros, o consumo contribui para aprofundar processos de exclusão que já estavam em curso. O resultado é um ciclo em que vulnerabilidade social e dependência frequentemente se alimentam mutuamente.Os números ajudam a dimensionar a magnitude dessa transformação. Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), referentes a 2025, apontam que 14.705 famílias em situação de rua estavam cadastradas na Bahia por meio do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.O total representa mais que o triplo do registrado em 2020, quando 4.289 famílias viviam nessas condições. Distribuídas por praças, marquises, viadutos e espaços públicos de grandes e pequenas cidades do estado, essas famílias revelam um fenômeno que cresceu de forma acelerada nos últimos anos e passou a ocupar áreas cada vez mais visíveis do espaço urbano.Nova geografia das cracolândias em SalvadorDurante muito tempo, as cenas abertas de uso de drogas em Salvador estiveram associadas ao Centro Histórico. Foi nessa região que pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) registraram alguns dos primeiros focos da epidemia de crack que atingiu a capital baiana a partir de 1996. Pelourinho, Baixa dos Sapateiros, Nazaré, Comércio e Santo Antônio Além do Carmo passaram a concentrar não apenas usuários da droga, mas também uma crescente população em situação de rua.Nos anos 2000, o fenômeno já fazia parte da paisagem cotidiana dessas áreas. Moradores, comerciantes e turistas conviviam com a presença constante de usuários de crack, pedintes e pessoas vivendo nas ruas.Mais de uma década depois, o Centro continua concentrando parcela significativa dessa população. Dados do Censo da População em Situação de Rua de Salvador mostram que os bairros do Centro e da Liberdade permanecem entre os que registram o maior número de pessoas vivendo nas ruas da capital. O dado revela que o problema não desapareceu dessas regiões. O que mudou foi a ampliação do fenômeno para novos territórios.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Nos últimos anos, avenidas como ACM, Vasco da Gama e Tancredo Neves passaram a registrar um aumento cada vez mais visível da presença de pessoas em situação de rua, de barracos improvisados, do acúmulo de pertences e de cenas abertas de uso de drogas.Diferentemente dos antigos focos, localizados em áreas históricas e marcadas por um processo mais antigo de degradação urbana, esses novos pontos estão inseridos em alguns dos principais corredores econômicos, comerciais e de mobilidade de Salvador.A transformação é especialmente perceptível na Avenida ACM. Considerada uma das vias mais movimentadas da capital, ela conecta bairros como Brotas, Itaigara, Pituba e Caminho das Árvores, além de concentrar estações de metrô, corredores de BRT, centros empresariais, clínicas, universidades e centros comerciais. Nos últimos anos, a presença de pessoas vivendo em canteiros centrais, sob viadutos e nas proximidades das estações de transporte tornou-se cada vez mais frequente.Em uma ronda realizada pelo portal A TARDE durante a noite, foram observados trechos com iluminação precária, estações praticamente vazias e áreas ocupadas por pessoas em situação de rua sob viadutos e estruturas do sistema viário. O cenário ajuda a explicar a sensação de insegurança relatada por trabalhadores que circulam diariamente pela região.
Placa da Avenida Vasco da Gama
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
A mesma dinâmica pode ser observada na Avenida Vasco da Gama. Além da crescente concentração de pessoas em situação de rua, a região está localizada próxima à localidade conhecida como Manguinhos, frequentemente citada em ações de combate ao tráfico de drogas.Em 22 de fevereiro de 2026, uma operação da Polícia Militar resultou na prisão de dois suspeitos e na apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros, 367 pedras de crack, 257 pinos de cocaína, 15 porções adicionais da droga, 85 porções de maconha, celulares e dinheiro em espécie. Um dos detidos possuía mandado de prisão em aberto. A ocorrência reforçou a presença do comércio ilegal de entorpecentes no entorno da avenida.Poucos meses depois, em 18 de maio de 2026, o prefeito Bruno Reis chamou a atenção para o crescimento da concentração de dependentes químicos na região durante o lançamento do Programa Vida Nova. Na ocasião, o gestor relacionou o fenômeno à circulação do K9, droga sintética popularmente conhecida como “crack sintético”, e defendeu ações conjuntas entre assistência social e forças de segurança.
Bruno Reis, prefeito de Salvador
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Foto: Cássio Moreira | AG. A TARDE
“Ali na Vasco da Gama, a gente aproveita para chamar a atenção das autoridades. Também é um problema de polícia. Então, nós estamos aprovando na Câmara uma medida para impedir, no entorno de vias, o descarte de materiais reciclados. Porque em muitos casos nós sabemos que estão sendo trocados por drogas”, afirmou em coletiva de imprensa.“Infelizmente, existe uma droga nova, o K9, que é o crack [sic] sintético, que é muito mais barato e que tem atraído naquela região milhares de pessoas que estão em situação de rua, mas são dependentes de substâncias psicoativas e que não conseguem mais discernir para aceitar o nosso acolhimento”, completou.Os novos pontos de concentração observados em Salvador compartilham características semelhantes. Avenida ACM, Vasco da Gama e Tancredo Neves são corredores de intenso fluxo de pessoas, forte atividade comercial, ampla oferta de transporte público e proximidade com localidades frequentemente associadas a operações policiais de combate ao tráfico.O impacto para quem trabalha e circulaA mudança no mapa das cenas abertas de uso de drogas não alterou apenas a paisagem urbana de Salvador. Nos últimos anos, comerciantes, trabalhadores e motoristas que circulam diariamente por avenidas como Vasco da Gama, ACM e Tancredo Neves passaram a conviver de forma mais direta com os reflexos desse fenômeno.Em entrevistas concedidas ao portal A TARDE, eles relatam aumento da sensação de insegurança, prejuízos às atividades econômicas e dificuldades para lidar com a ocupação de espaços públicos por pessoas em situação de rua e usuários de drogas.Na Avenida Vasco da Gama, um comerciante que preferiu não se identificar afirma que o cenário tem afetado diretamente o funcionamento de seu negócio. Proprietário de uma vidraçaria na região, ele relata que parte da clientela evita frequentar o local por receio da situação observada diariamente no entorno.
"A gente corre até risco de falar sobre isso. Eles são agressivos, coagem as pessoas e fazem disso aqui um pandemônio", afirmou.
Segundo o comerciante, situações que antes eram esporádicas passaram a fazer parte da rotina de quem trabalha na avenida. "É sexo no meio da rua, cachimbo aceso a qualquer hora, até necessidades eles fazem sem pudor nenhum. E o prejudicado somos nós, comerciantes. Quem quer vir para cá assim?", questionou.A percepção é compartilhada por Jebson Soares, proprietário de uma oficina mecânica localizada na mesma região. Para ele, os transtornos se tornam ainda mais evidentes durante os períodos de chuva, quando pessoas que permanecem em áreas abertas buscam abrigo em marquises e fachadas de estabelecimentos comerciais."Demônio é quando chove. Eles saem da pista do BRT para se abrigar aqui no toldo das lojas, mijam, cagam, usam drogas", relatou.
Avenida Vasco da Gama
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Foto: Bruno Conha / Prefeitura de Salvador
Segundo o empresário, episódios de depredação, sujeira e danos ao patrimônio passaram a integrar a rotina dos comerciantes da área. "Semana passada foi o absurdo: defecaram no cadeado da minha loja. Cheguei por volta das 6h30 da manhã para abrir a oficina e estava lá o cadeado todo sujo de fezes. Isso aqui é Sodoma e Gomorra", disse.Os relatos revelam uma preocupação recorrente entre trabalhadores da região, que associam o aumento da presença de usuários e pessoas em situação de rua à redução do fluxo de clientes e ao agravamento da sensação de insegurança.
Avenida Tancredo Neves
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Foto: Reprodução | Google Street View
Na Avenida Tancredo Neves, uma das áreas mais movimentadas da capital, o motorista por aplicativo Flávio Cardoso afirma que precisou adotar medidas de precaução durante as corridas e deslocamentos pela região.Segundo ele, furtos e tentativas de roubo passaram a fazer parte das preocupações de quem trabalha diariamente nas vias de grande circulação."Aqui na Avenida Tancredo Neves não está diferente. Quando eu chego em frente ao Iguatemi, eu já fecho os vidros porque sei que, a qualquer momento, pode aparecer um sacizeiro e puxar o celular do painel. Já vi isso acontecendo bem na minha frente, tanto com motorista quanto com motoboy. Então já passo aqui ligado", contou.O motorista afirma que alguns pontos localizados sob viadutos se transformaram em áreas de permanência frequente de usuários de drogas. "Fica um monte de sacizeiro debaixo do viaduto ali do córrego da Tancredo Neves, que, quando estão na onda, tentam roubar sem pudor nenhum", relatou.Ele também cita situações observadas na Avenida ACM, onde a presença de pessoas vivendo sob estruturas viárias exige atenção constante por parte dos condutores."Outro inferno está na ACM. Onde tem o elevador do BRT, precisamos passar por ali com atenção redobrada, porque, a qualquer momento, pode ter um indivíduo desses atravessando na frente do carro. Você atropelar um cidadão desses ainda vai te encher de problema", afirmou.O alerta que vem de São PauloSe hoje Salvador presencia a expansão das cenas abertas de uso de drogas para corredores como ACM, Vasco da Gama e Avenida Tancredo Neves, São Paulo oferece um retrato de como esse fenômeno pode se tornar um desafio urbano ainda mais complexo quando não há respostas suficientes ao longo do tempo.A chamada Cracolândia paulistana se consolidou ao longo das décadas de 1990 e 2000 como o maior símbolo nacional da concentração de usuários de crack em espaço público. Em determinados períodos, o "fluxo" chegou a reunir milhares de pessoas no centro da capital paulista, tornando-se um problema que atravessou diferentes gestões municipais e estaduais, sem solução definitiva.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Mesmo após sucessivas operações policiais, remoções e intervenções urbanas, o fenômeno não desapareceu. Em vez disso, os grupos passaram a se dispersar por diferentes áreas da cidade, formando novas concentrações em bairros e corredores urbanos. Embora as duas cidades possuam dimensões e dinâmicas urbanas bastante distintas, alguns sinais observados em São Paulo começam a aparecer também em Salvador. A presença crescente de pessoas em situação de rua e usuários de drogas em avenidas de grande circulação, próximas a estações de transporte e polos comerciais, sugere que o fenômeno já não está restrito às áreas historicamente associadas à exclusão social.A experiência de São Paulo demonstra que a expansão gradual das cenas abertas de uso de drogas costuma ser resultado de processos acumulados ao longo de anos e que, quando ignorados, tendem a se tornar cada vez mais difíceis e custosos de enfrentar.
*Com acompanhamento e supervisão do repórter Luan Julião
Presidente do organismo sublinha regras "apertadas" para atletas de alta competição. Mas não consegue esclarecer se judoca foi controlado perto do momento em que pediu "pastilhas" a dealer.
Depois do assassínio de Henry Nowak já se sabe a resposta à pergunta: quem põe as algemas aos inimigos homicidas da sociedade? A polícia não é – põe-nas antes às vítimas
Uma professora aposentada, de 70 anos, foi encontrada morta dentro da residência onde morava com sinais de violência. O corpo foi localizado no últim domingo, 7, no município de Santa Rita de Cássia, no oeste da Bahia. Familiares decidiram ir até o imóvel após estranharem a falta de contato com a idosa. No local, eles precisaram arrombar a porta para entrar na residência, momento em que encontraram a vítima sem vida em um dos banheiros da casa.A suspeita inicial é de que a professora tenha sido assassinada em outro cômodo e, posteriormente, arrastada até o banheiro.
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InvestigaçãoApesar dos indícios, a Polícia Civil investiga a autoria e a motivação do crime. Conforme a corporação, a vítima morava sozinha, mas mantinha contato frequente com familiares, que costumavam visitá-la.Testemunhas já começaram a ser ouvidas e diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.O corpo da professora foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Barreiras, onde passou por exames de necropsia. A identidade da vítima não foi divulgada pelas autoridades.
A Polícia Civil da Bahia concluiu, nesta terça-feira, 9, o inquérito que apura o acidente envolvendo uma van e um caminhão que provocou a morte de 16 pessoas e deixou três feridos na BR-116, em um trecho do município de Santa Terezinha, ocorrido em 31 de maio. Com base nas evidências reunidas durante a investigação, a polícia constatou que o caminhão trafegava na contramão quando colidiu frontalmente com a van e indiciou motorista Tauan Felipe Reinert Carlos, de 25 anos. O investigado, foi transferido para o Conjunto Penal da Mata Escura, em Salvador.Detalhes do inquérito Além do constatar que o caminhão trafegava na contramão, a Polícia Civil revelou que existiram outras falhas: motorista trafegava acima da velocidade máxima permitida;veiculo com dois pneus traseiros desgastados; motorista não comprovou o cumprimento do descanso obrigatório previsto na legislação vigente;durante a ocorrência, foi encontrada maconha na mochila do suspeito;Após conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público da Bahia.ConduçãoAs investigações conduzidas pela Delegacia Territorial (DT/Santa Terezinha), vinculada à 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Antônio de Jesus), resultaram inicialmente na prisão em flagrante do acusado logo após o acidente, posteriormente convertida em prisão preventiva. O suspeito permaneceu custodiado em uma unidade prisional de Feira de Santana e, em seguida foi tranferido para a Penitenciária Lemos Brito, em Salvador, onde segue à disposição do Poder Judiciário.
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Andava por toda a cidade — e pelos arredores — em eventos musicais, festas e à porta de discotecas. Operação da PSP revela os locais onde dealer dos famosos atuava.
Uma adolescente de 17 anos está desaparecida desde a última quarta-feira, 3, após informar a família que iria morar no bairro Maria Quitéria, em Feira de Santana.Segundo familiares, a jovem estaria vivendo na cidade com um namorado. O último contato com a família ocorreu por telefone e, de acordo com relatos, durante a ligação foi possível ouvir gritos e uma suposta discussão entre o casal. O desaparecimento foi registrado oficialmente na última sexta-feira, 5. Desde então, familiares seguem realizando buscas e divulgando informações nas redes sociais na tentativa de localizar a adolescente.
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O que diz a Polícia Civil? Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Feira de Santana). Conforme a ocorrência, o último contato de Laisa com a mãe aconteceu na quarta-feira, quando a jovem comunicou a mudança para o bairro Maria Quitéria.A corporação informou ainda que diligências estão em andamento para localizar a adolescente. Informações sobre o paradeiro de Laisa podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia, pelo telefone 181, ou em qualquer unidade da Polícia Civil.
A investigação sobre o acidente que deixou 16 mortos na BR-116, em Santa Teresinha, entrou em uma nova etapa com a transferência do motorista do caminhão envolvido na ocorrência para Feira de Santana. Tauan Felipe Reinert Carlos, de 25 anos, estava sob custódia no Conjunto Penal de Feira de Santana quando se envolveu em um acidente. Após o ocorrido, ele foi encaminhado ao Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, onde permaneceu custodiado. Em seguida, a Justiça decretou sua prisão preventiva, e ele acabou sendo transferido para o Conjunto Penal da Mata Escura, em Salvador.A prisão do caminhoneiro foi mantida após decisão da Justiça durante audiência de custódia realizada na segunda-feira, 1º. O flagrante foi convertido em prisão preventiva, e ele passou a responder por homicídio com dolo eventual, entendimento aplicado quando se considera que o condutor assumiu o risco de produzir o resultado.Ao prestar depoimento, Tauan rebateu a suspeita de que teria cruzado para a pista oposta. Segundo ele, o veículo trafegava em baixa velocidade em um trecho de serra e próximo ao acostamento no momento da colisão.Falha em equipamento é um dos focos da apuraçãoEnquanto a responsabilidade pelo acidente é analisada, um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi a situação do cronotacógrafo instalado no caminhão.Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o equipamento apresentava problemas que impediram a recuperação de informações consideradas essenciais para a reconstrução dos momentos que antecederam a batida. Entre os dados comprometidos estão a velocidade do veículo, o percurso realizado e o tempo de direção do motorista.
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Outro elemento identificado durante as diligências foi a presença de nove gramas de maconha no interior do caminhão. Apesar da apreensão, as autoridades ainda não confirmaram qualquer relação entre a substância e a condução do veículo no dia do acidente.Destinos diferentes, encontro fatalO caminhão havia saído de Juazeiro com destino ao Rio de Janeiro. No sentido oposto, uma van seguia de Amargosa para Salvador. Os dois veículos se envolveram em uma colisão frontal em um trecho de pista simples da rodovia.O impacto provocou a morte de 16 ocupantes da van e deixou outras quatro pessoas feridas.As vítimas voltavam para casa após participarem de uma festa de aniversário em Amargosa. A aniversariante não estava entre os passageiros, mas diversos familiares embarcaram na viagem.A tragédia atingiu várias gerações da mesma família. Entre os mortos estão pai, madrasta, tios e primos da aniversariante, além de três crianças.Os sobreviventes foram levados para unidades de saúde da região, e dois deles precisaram ser submetidos a procedimentos cirúrgicos.