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Alemães destacam praia no Algarve pelas lagoas naturais e poucas multidões: “Paisagem é impressionante”

Uma página alemã dedicada à vida no Algarve destacou uma praia portuguesa pela combinação invulgar de mar, ribeira, dunas, falésias e lagoas naturais. O local fica na costa oeste algarvia e tem sido apontado como uma alternativa para quem procura paisagens menos urbanizadas e areais com menor pressão turística.

A praia em causa é a Praia da Amoreira, no concelho de Aljezur, integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. A página de Instagram @leben_in_der_algarve, criada por uma alemã que vive no Algarve, descreveu o local como uma das praias naturais mais espetaculares da costa portuguesa.

Mar e ribeira no mesmo cenário

O elemento que mais distingue a Praia da Amoreira é a foz da Ribeira de Aljezur, que desagua diretamente no Atlântico. Esta característica cria dois ambientes diferentes no mesmo espaço. De um lado, encontra-se o oceano, com ondulação mais forte e condições procuradas por surfistas e praticantes de bodyboard. Do outro, surgem zonas de água mais calma, associadas à ribeira, que podem tornar a praia mais apelativa para famílias, sobretudo durante a maré baixa.

Na publicação da página @leben_in_der_algarve, a criadora de conteúdos destaca precisamente esta versatilidade, sublinhando que a praia permite experiências diferentes no mesmo local.

Lagoas naturais mudam com a maré

Durante a maré baixa, a Praia da Amoreira transforma-se. A descida da água revela lagoas naturais, canais no areal e formações rochosas que ficam escondidas noutras alturas do dia.

Este sistema estuarino-lagunar dá ao local uma aparência diferente consoante a maré e a luz. A praia não se apresenta sempre da mesma forma, o que contribui para a sensação de descoberta referida por muitos visitantes. A combinação entre a ribeira e o Atlântico cria também um espaço de elevado valor paisagístico e ecológico, marcado por zonas de dunas, sapal e vegetação autóctone.

“A paisagem é impressionante”

A criadora da página alemã resume o impacto visual da Praia da Amoreira numa frase: “a paisagem é impressionante”. O destaque vai para as dunas preservadas, as falésias escuras e a amplitude do areal. Mesmo durante os meses mais procurados, a praia tende a manter uma sensação de espaço superior à de muitos areais mais pequenos ou urbanos do Algarve.

Outro ponto referido é a menor concentração de pessoas. Segundo a página @leben_in_der_algarve, mesmo no verão, é raro encontrar a praia demasiado cheia, o que ajuda a reforçar a imagem de refúgio natural.

Falésias e formações rochosas invulgares

A norte da praia, as arribas em xisto e grauvaques desenham uma forma que é frequentemente comparada à silhueta de um gigante deitado junto ao mar.

A sul, a paisagem apresenta formações rochosas associadas a vestígios fossilizados de uma antiga duna. Estes elementos acrescentam interesse geológico ao local e ajudam a distinguir a Amoreira de outras praias algarvias. A praia é, por isso, mais do que um areal para banhos. É também um ponto de observação da costa vicentina, com uma paisagem marcada por processos naturais que se mantêm visíveis no terreno.

Uma praia para surfistas, famílias e caminhantes

A Praia da Amoreira atrai públicos diferentes. Para surfistas, a exposição atlântica garante ondas consistentes. Para famílias, as lagoas formadas pela ribeira em maré baixa podem oferecer zonas mais calmas para brincar na água, sempre com atenção às condições do dia.

Para quem gosta de caminhadas, a praia está associada ao Circuito Praia da Amoreira, integrado nos percursos da Rota Vicentina e do Trilho dos Pescadores. Esta ligação reforça o perfil de destino de natureza, procurado por quem quer juntar praia, passeio e paisagem selvagem.

Acesso a partir de Aljezur

O acesso à Praia da Amoreira faz-se a partir de Aljezur, num percurso de cerca de sete quilómetros. A estrada atravessa o Vale D. Sancho, acompanhando a Ribeira de Aljezur e uma paisagem rural marcada por vegetação autóctone e pastagens.

A praia conta com Bandeira Azul, vigilância durante a época balnear, parque de estacionamento, restaurantes e apoio recreativo. Ainda assim, por se encontrar numa zona natural sensível, a visita exige respeito pela sinalização, pelos acessos definidos e pelas áreas dunares.

Um Algarve menos óbvio

A Praia da Amoreira mostra uma face diferente do Algarve. Em vez das grutas, falésias douradas e águas mais abrigadas do litoral sul, oferece uma paisagem atlântica, aberta e marcada pelo encontro entre rio e mar.

O destaque dado por uma página alemã dedicada à região reforça o interesse crescente de visitantes estrangeiros por praias menos massificadas e mais ligadas à natureza. Entre lagoas naturais, dunas, falésias e a sensação de espaço, a Amoreira continua a afirmar-se como uma das praias mais singulares de Aljezur. Um lugar onde, como resume a publicação alemã, a paisagem fala primeiro.

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Lego lança réplica da Sagrada Família com mais de 12 mil peças

A LEGO anunciou o que será o seu maior conjunto de sempre, pelo menos em número de peças. Trata-se de uma réplica da igreja mais alta do Mundo: a Sagrada Família, em Barcelona. O conjunto irá assinar os 100 anos da morte de Antoni Gaudí, o arquiteto catalão que projetou a igreja, que morreu em 1926, aos 73 anos, após ser atropelado por um elétrico. A nova construção recria ao detalhe o interior e o exterior da Sagrada Família, da Sagrada Família, que em outubro se tornou a mais alta do Mundo, seguindo as diferentes fases da sua edificação. “O

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João Neves voltou às origens: algarvio esteve em Tavira dias antes de se juntar ao estágio da Seleção Nacional

O jogador algarvio, João Neves, esteve em Tavira, nos dias que antecederam a sua integração no estágio da Seleção Nacional, num regresso às origens marcado por descanso, tempo em família e momentos partilhados com a namorada. De acordo com a revista TV Guia, o médio do Paris Saint-Germain aproveitou esta pausa antes de se ter juntado no último sábado, 6 de junho, ao grupo que prepara o Mundial de 2026.

Segundo a mesma fonte, o jogador algarvio não marcou presença no jogo frente ao Chile, devido ao calendário após o final de época ao serviço do clube francês, e apresentou-se mais tarde no estágio da Seleção.

Durante estes dias, João Neves esteve em Tavira, cidade onde nasceu e onde mantém ligações pessoais fortes, tendo aproveitado para descansar e circular pela região.

Descanso, namoro e ligação ao Algarve

A publicação acrescenta que o jogador esteve acompanhado pela namorada, Madalena Aragão, num período de lazer que incluiu passeios e praia, com vários momentos partilhados nas redes sociais.

Conforme a mesma fonte, Tavira tem um significado especial para o casal, por ter sido também o local onde surgiram os primeiros registos públicos da relação, tornando a passagem pelo Algarve particularmente simbólica.

Regresso ao trabalho com o Mundial no horizonte

A mesma revista refere ainda que João Neves se juntou ao estágio da Seleção a 6 de junho, já em preparação para o Mundial de 2026, competição que arranca no México, com Portugal a estrear-se a 17 de junho. O médio chega num momento de afirmação internacional, sendo apontado como uma das peças em destaque da nova geração da Seleção.

Segundo a mesma fonte, João Neves foi recentemente considerado o português mais valioso num ranking internacional, surgindo também associado a interesse de grandes clubes europeus, embora o Paris Saint-Germain não demonstre intenção de o vender. Entre descanso no Algarve e preparação para uma grande competição, o jogador entra agora numa fase decisiva da sua carreira internacional.

Leia também: Da Ria Formosa ao topo da Europa: relembre o percurso de João Neves e Gonçalo Ramos até se tornarem bicampeões da Champions pelo PSG

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Época balnear: Esposende avança com reperfilamento de praias

Tempestades causaram movimentação grave no areal, pelo que o município reorganiza de forma autónoma a faixa costeira. Praias de Suave Mar, Ofir e Pedrinhas/Cedovém foram as mais afetadas.

© Visit Esposende

Medida visa "minimizar os impactos mais severos" para que a população possa usufruir das praias
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Vizinhos podem trazer pessoas para a piscina do condomínio? Saiba o que diz a lei

Com o verão à porta, muitos condomínios voltam a enfrentar a mesma dúvida: um morador pode levar amigos ou familiares para a piscina do prédio? Em Portugal, não existe uma regra nacional que diga exatamente quantos convidados cada condómino pode levar, mas o regulamento do condomínio pode impor limites.

A piscina de um condomínio é, em regra, uma parte comum do prédio, salvo se o título constitutivo estabelecer outra afetação. Isto significa que pertence ao conjunto dos condóminos e deve ser usada de acordo com as regras aprovadas para esse edifício.

O ponto essencial é este: o direito principal de usar a piscina pertence aos condóminos. Residentes, arrendatários, familiares, visitantes ou hóspedes podem utilizá-la nos termos do regulamento e do título que legitima a ocupação da fração. Já a entrada de convidados depende das normas internas do condomínio.

Regulamento pode limitar convidados

O regulamento do condomínio pode definir se os convidados podem ou não usar a piscina. Também pode estabelecer quantas pessoas cada fração pode levar, em que horários e com que condições.

O Código Civil prevê que o regulamento do condomínio discipline o uso, a fruição e a conservação das partes comuns. Segundo a DECO, as regras sobre piscinas em condomínios podem abranger o uso exclusivo pelos condóminos, o alargamento a familiares e amigos, a possibilidade de eventos, os horários, a higiene e a vigilância.

Estas regras devem ser aprovadas em assembleia de condóminos e aplicadas de forma igual a todos. O objetivo não deve ser perseguir um morador específico, mas garantir segurança, conforto e boa convivência.

Por exemplo, um condomínio pode decidir que cada fração só pode levar um ou dois convidados para a piscina. Também pode limitar o acesso em dias de maior lotação ou exigir que o condómino ou residente responsável esteja presente enquanto os convidados utilizam o espaço.

Não há número fixo na lei

A lei não diz que cada vizinho pode levar uma, duas, três ou cinco pessoas. Esse número depende da dimensão da piscina, da lotação recomendada do espaço, do número de frações e do que estiver definido no regulamento interno.

Num condomínio pequeno, permitir muitos convidados por fração pode tornar a piscina impraticável para os restantes moradores. Já num condomínio maior, com espaço amplo e regras claras, pode haver maior flexibilidade.

Por isso, a resposta à pergunta “quantas pessoas podem levar?” é simples: depende do regulamento do condomínio e das regras aprovadas pela assembleia.

Convidados não podem tirar o direito aos moradores

Mesmo quando os convidados são permitidos, a sua presença não deve impedir os condóminos e residentes autorizados de usar a piscina. A prioridade deve ser sempre de quem tem direito regular à utilização do espaço comum.

Se um condómino levar muitas pessoas e isso causar excesso de lotação, barulho, falta de espaço ou conflitos, o condomínio pode intervir. O administrador deve aplicar o regulamento e, se necessário, levar o tema à assembleia.

A piscina não deve transformar-se num espaço de festas privadas, a menos que isso esteja expressamente previsto e autorizado pelas regras internas.

Segurança também conta

As regras da piscina não servem apenas para evitar conflitos. Também existem por razões de segurança. A lotação recomendada, a vigilância de crianças, os horários, o ruído, a higiene e o uso correto do espaço devem estar definidos de forma clara.

A DECO PROteste tem alertado para a insuficiência de regulamentação específica sobre piscinas de lazer em condomínios, o que torna ainda mais importante a existência de regras internas bem aprovadas e publicitadas.

Em condomínios com piscina, é aconselhável que as principais regras estejam afixadas junto ao acesso. O Decreto-Lei n.º 268/94 também prevê que o administrador assegure a publicitação das regras respeitantes à segurança do edifício e dos equipamentos de uso comum. Assim, moradores, arrendatários e convidados sabem o que podem ou não fazer.

Também pode ser exigido que os convidados estejam sempre acompanhados pelo morador responsável. Em caso de danos, incumprimento de regras ou comportamento inadequado, o condómino ou residente que os levou pode ser chamado a responder perante o condomínio, sem prejuízo de eventual responsabilidade civil.

E se não houver regulamento?

Se o condomínio não tiver regras claras sobre convidados na piscina, podem surgir conflitos. Nesses casos, o tema deve ser levado à assembleia de condóminos para aprovação de normas internas.

A assembleia pode definir limites razoáveis, desde que respeite a lei, o título constitutivo da propriedade horizontal e os direitos dos condóminos. As regras devem ser proporcionais e justificadas pela boa utilização do espaço comum.

O ideal é que o regulamento indique quem pode usar a piscina, quantos convidados são permitidos, se há necessidade de identificação, quais os horários e que comportamentos são proibidos.

Se forem aprovadas sanções por incumprimento, estas devem respeitar os limites legais e ficar previstas no regulamento ou em deliberação válida da assembleia.

Alojamento local

Quando há alojamento local no condomínio, a questão pode tornar-se mais sensível. A entrada frequente de hóspedes na piscina deve ser analisada à luz do regulamento e das deliberações da assembleia.

Segundo o Guia Técnico do Alojamento Local do Turismo de Portugal, quando o alojamento local funciona em edifício em propriedade horizontal, o livro de informações disponibilizado aos hóspedes deve incluir informação sobre o regulamento e as regras do condomínio relevantes para a utilização do alojamento e das partes comuns.

O que fazer em caso de abuso

Se um vizinho leva constantemente grupos grandes para a piscina e isso causa incómodo, o primeiro passo é verificar o regulamento do condomínio. Se houver uma regra clara, deve ser comunicada ao administrador.

Caso o regulamento seja omisso, os condóminos podem pedir que o assunto seja discutido em assembleia. A partir daí, podem ser aprovadas regras mais concretas para evitar novas situações de conflito.

A resposta prática é simples: os vizinhos podem levar convidados para a piscina do condomínio se o regulamento o permitir. Mas não há um direito automático a levar grupos sem limite, nem uma regra nacional igual para todos os prédios.

Antes de convidar amigos ou familiares, o melhor é confirmar o regulamento, respeitar a lotação e garantir que os convidados não retiram aos restantes moradores o direito de usar a piscina em segurança e tranquilidade.

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