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Eleições Peru: vantagem de Sánchez sobre Fujimori cai para 7 mil votos

Com 97,8% das urnas apuradas, Sánchez tem 50,020% dos votos válidos contra 49,980% para Keiko. Ao meio dia de ontem (9), Sánchez estava com 19 mil votos à frente de Keiko com 95,9% das urnas apuradas.
Notícias relacionadas:
- Keiko Fujimori pede anulação de 200 mil votos nas eleições peruanas.
- Eleições no Peru: Sánchez supera Fujimori com 93,9% das urnas apuradas.
O candidato esquerdista chegou a abrir, ao longo das últimas 24 horas, mais de 40 mil votos de distância de Fujimori, mas essa diferença vem caindo ao longo das últimas horas, com crescimento dos votos para a filha do ex-ditador Alberto Fujimori, que governou o país entre 1990 e 2000.
A apuração dos votos dos peruanos no exterior, que está mais atrasada, vem dando vantagem a Keiko, que soma 63,3% dos votos contra 36,6% para Sánchez.
Do total de 92,7 mil atas da eleição peruana, restam 378 para serem contabilizadas. Dos eleitores peruanos, 1,2 milhão estão no exterior, o que representa 4,4% do total de eleitores, segundo dados oficiais.
Reviravoltas
No início da apuração, quando apenas 20% das urnas haviam sido processadas, Keiko chegou a estar 200 mil votos à frente de Sánchez, devido ao fato de terem sido primeiro computadas as urnas de Lima, a capital.
Porém, o resultado parcial teve uma reviravolta na segunda-feira (8), quando Sánchez ultrapassou numericamente Keiko com 93,9% das urnas apuradas.
Apesar da apuração está se aproximando dos 100% das urnas apuradas, o Jurado Nacional de Eleições (JNE), a autoridade máxima eleitoral do Peru, afirmou que os resultados definitivos devem ser finalizados apenas em “meados de julho”.
Isso porque foi acrescentado ao processo de apuração um novo mecanismo obrigatório de recontagem de votos em mesas que apresentaram alguma inconsistência. O JNE informa que, até o momento, foram recebidas 1,3 mil atas “em observação”.
Keiko x Sánchez
Roberto Sánchez e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial no Peru para o período de 2026 a 2031, de cinco anos. O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo parlamento peruano, tido como o poder de fato no país.
Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021.
Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país.
Psicólogo de formação, Sánchez é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou no domingo (7) em Lima, Sánchez foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais.
Eleições Peru: vantagem de Sánchez sobre Fujimori cai para 7 mil votos

Com 97,8% das urnas apuradas, Sánchez tem 50,020% dos votos válidos contra 49,980% para Keiko. Ao meio dia de ontem (9), Sánchez estava com 19 mil votos à frente de Keiko com 95,9% das urnas apuradas.
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A apuração dos votos dos peruanos no exterior, que está mais atrasada, vem dando vantagem a Keiko, que soma 63,3% dos votos contra 36,6% para Sánchez.
Do total de 92,7 mil atas da eleição peruana, restam 378 para serem contabilizadas. Dos eleitores peruanos, 1,2 milhão estão no exterior, o que representa 4,4% do total de eleitores, segundo dados oficiais.
Reviravoltas
No início da apuração, quando apenas 20% das urnas haviam sido processadas, Keiko chegou a estar 200 mil votos à frente de Sánchez, devido ao fato de terem sido primeiro computadas as urnas de Lima, a capital.
Porém, o resultado parcial teve uma reviravolta na segunda-feira (8), quando Sánchez ultrapassou numericamente Keiko com 93,9% das urnas apuradas.
Apesar da apuração está se aproximando dos 100% das urnas apuradas, o Jurado Nacional de Eleições (JNE), a autoridade máxima eleitoral do Peru, afirmou que os resultados definitivos devem ser finalizados apenas em “meados de julho”.
Isso porque foi acrescentado ao processo de apuração um novo mecanismo obrigatório de recontagem de votos em mesas que apresentaram alguma inconsistência. O JNE informa que, até o momento, foram recebidas 1,3 mil atas “em observação”.
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Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021.
Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país.
Psicólogo de formação, Sánchez é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou no domingo (7) em Lima, Sánchez foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais.
Bill Gates admite “grave erro de julgamento” sobre Epstein mas diz nunca ter prejudicado ninguém
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O testemunho do cofundador da Microsoft foi solicitado depois de o seu nome ter aparecido várias vezes nos ficheiros Epstein. Gates diz que a ligação terminou em 2014 e garante nunca foi à ilha de Epstein ou às suas outras propriedades
Trump: do acordo “muito próximo” com o Irão à ameaça de que “vão pagar” por demorar a negociar
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Hegseth asegura que vienen "noticias importantes" sobre lucha contra el narco en Venezuela
El secretario de Defensa de Estados Unidos, Pete Hegseth, aseguró este miércoles que "muy pronto surgirán noticias importantes desde Venezuela" referentes a la lucha contra el narcotráfico, una de las áreas en las que el Gobierno del presidente Donald Trump ha aplicado más mano dura. Durante una sesión de entrenamiento con tropas estadounidenses durante su visita a la base de Guantánamo en Cuba, Hegseth arengó a las tropas y aseguró que los cárteles, muchos de los cuales han sido designados como grupos terroristas por la Administración Trump, "están tratando de encontrar nuevas rutas" para introducir drogas en EE UU.
"Por eso creamos la coalición de las Américas contra los cárteles. Ahora colaboramos con países aliados, operando dentro de sus propios territorios, para localizar dónde actúan estos terroristas designados y dónde fabrican sus drogas. A veces lo hacemos abiertamente, para que el mundo lo sepa y otras discretamente", aseguró el expresentador de Fox News, subrayando la red de alianzas en Latinoamérica con Gobiernos como Ecuador, Honduras o Paraguay.
"De hecho, muy pronto surgirán noticias importantes desde Venezuela al respecto, ya que ahora contamos allí con un socio dispuesto a colaborar con nosotros", comentó Hegseth. Hegseth también recordó a las tropas la operación que llevaron a cabo las Fuerzas Armadas estadounidenses en territorio del país caribeño el pasado enero para capturar al expresidente venezolano Nicolás Maduro, que ahora encara un juicio federal en Nueva York por delitos relacionados con el narcotráfico.
"Nicolás Maduro, de Venezuela, creyó que podía desafiar a EE UU, pero se dio cuenta de la realidad en cuestión de 45 minutos, en plena noche, dentro del recinto más fuertemente protegido de su base mejor fortificada en la capital. Y, ya saben, ni las defensas aéreas rusas ni los guardias cubanos fueron rival para ellos", aseguró el jefe del Pentágono.


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Trump assina lei que prevê €60 mil milhões para políticas de imigração e deportação
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A lei foi aprovada no Congresso por uma margem muito estreita de 214 votos a favor e 212 contra, após ter sido previamente aprovada pelo Senado na semana passada

Só 11% dos europeus consideram os EUA aliados. Portugueses são quem mais quer “NATO europeia”
Una diputada intenta suspender a Gustavo Petro a once días del balotaje en Colombia
Una decisión sin precedentes en la historia institucional de Colombia sacudió este miércoles la ya convulsa recta final de la campaña presidencial. Gloria Arizabaleta, diputada por el Pacto Histórico –el mismo partido del presidente Gustavo Petro– y presidenta de la Comisión de Investigación y Acusación, firmó un auto en el que ordenaba suspender provisionalmente al jefe del Estado de sus funciones hasta el próximo 21 de junio, fecha en la que se celebra la segunda vuelta presidencial entre el candidato progresista Iván Cepeda y el populista Abelardo De la Espriella.
La medida cautelar, de siete páginas, se sustenta en una presunta participación indebida en política por parte del mandatario. Concretamente, la congresista apunta a quince publicaciones realizadas desde la cuenta oficial de Petro en la red social X entre 2023 y 2025, que a su juicio constituyen una falta grave o gravísima. Arizabaleta argumentó un "riesgo de reiteración" de esa conducta dada la proximidad del balotaje y amparó la medida en una ley que permite la suspensión provisional de servidores públicos durante investigaciones disciplinarias.
La orden carece de validez
Petro, que se encontraba en Nueva York participando en una sesión del Consejo de Seguridad de la ONU sobre mediación en Oriente Medio, reaccionó con brevedad: "El día final de mi mandato saldré, no sé a dónde, diría que como ciudadano de la República de Colombia y no como presidente". Dentro de Colombia, el consenso jurídico fue inmediato: la orden carece de validez. La Constitución colombiana es explícita al definir que únicamente el Senado puede suspender o destituir al presidente, y sólo tras un largo proceso que comienza en la Comisión de Acusaciones, pasa por la plenaria de la Cámara y desemboca en esa cámara alta.
Académicos de distintas universidades y varios analistas coincidieron en que la medida impulsada por la diputada carece de validez jurídica. Y el gobierno también rechazó el auto. El ministro del Interior, Armando Bsenedetti, veterano del Congreso, recordó que "la Comisión de Acusaciones no puede suspender al presidente de la República, y menos la voluntad de una sola representante". El ministro de Justicia, Jorge Iván Cuervo, añadió como falla procedimental que el auto no fue aprobado por la Comisión como cuerpo colegiado.
Voces de la oposición, como el expresidente Iván Duque o el candidato Abelardo De la Espriella, sostienen que se trata de un "autoatentado legislativo" diseñado para permitir que Petro haga campaña abierta a favor de Cepeda mientras se presenta como víctima del establishment. "Petro se quiere robar las elecciones", dijo abiertamente De la Espriella en su cuenta de X.
El documento se filtró antes de tiempo
Desde el petrismo, las miradas apuntaron a Roy Barreras, excandidato presidencial y exesposo de la propia Arizabaleta, como posible artífice de una jugada destinada a perjudicar al mandatario. Gustavo Bolívar, senador próximo a Petro, lo acusó directamente. Barreras, no obstante, rechazó la medida insistiendo en que carece de toda validez
Existe además la versión de que el documento se filtró antes de tiempo. El representante Alejandro Ocampo, copartidario de Arizabaleta y miembro de la misma Comisión parlamentaria, aseguró que el auto nunca fue radicado formalmente ni pasó por la secretaría del organismo, y que la propia Arizabaleta supuestamente explicó a sus colegas que el texto estaba en su teléfono como borrador y habría sido sustraído de manera ilegal.
Arizabaleta afirmó a la revista Semana que radicó el auto y que enviará el documento al presidente del Senado para que tome una decisión final. En paralelo, el abogado Luis Felipe Henao presentó una denuncia penal contra ella por "dictar una resolución manifiestamente contraria a la ley".
Al menos seis ministros son investigados
La intromisión del gobierno en la campaña electoral a favor de Iván Cepeda ha sido documentada desde hace semanas. La Procuraduría investiga al menos a seis ministros por esa conducta y suspendió a la embajadora en Haití por referirse públicamente a Cepeda como "un magnífico candidato", y al embajador en Brasil por pedir que Benedetti se incorporara a la campaña.
Según reveló el portal La Silla Vacía, en abril el propio Petro se reunió en la Casa de Nariño con Cepeda y Benedetti para hablar de la campaña, y semanas después un viceministro coordinó por chat a influenciadores del Gobierno para respaldar al candidato oficialista, asegurando que la orden venía del presidente. Colombia está a once días del balotaje en una campaña que suma ruido jurídico a las acusaciones cruzadas de fraude, cuestionamientos al preconteo de la primera vuelta y una creciente polarización. La segunda vuelta entre Cepeda y De la Espriella se disputará el 21 de junio.


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Osteopata francês condenado a 17 anos de prisão por violações e agressões sexuais em série
As vítimas têm hoje entre 30 e 80 anos. Era acusado de, sob o pretexto de prestar cuidados, ter tocado ou penetrado as partes íntimas das pacientes sem o seu consentimento, no seu consultório em Eschau, nos subúrbios de Estrasburgo, em França

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Três morrem no Quênia em protestos contra centro dos EUA para ebola

Com cerca de 56 milhões de habitantes, o Quênia faz fronteira com Uganda, um dos locais do surto do ebola. O outro país onde os casos têm sido registrados é a República Democrática do Congo (RDC). Devido à proximidade com os epicentros do surto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o Quênia um dos países em risco de contaminação.
Notícias relacionadas:
- República Democrática do Congo confirma mais 71 casos de ebola.
- OMS e CDC África lançam plano de resposta ao surto de ebola na região.
- Ebola: OMS eleva a muito alto risco na República Democrática do Congo.
“A polícia destacada em Nairóbi atirou e matou um manifestante. Os moradores saíram às ruas exigindo transparência sobre a instalação de ebola apoiada pelos EUA e garantias sólidas para a proteção da saúde pública”, diz comunicado da organização não governamental.
A coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios Africanos (Nenaf) da ESPM, Natalia Fingermann, explicou à Agência Brasil que o Quênia ainda não registrou qualquer caso de ebola, mas que a população teme a instalação desse centro, fruto de um acordo com o governo de Donald Trump. Os detalhes desse acordo permanecem em sigilo.
“O governo do Quênia optou, secretamente, em fazer esse acordo com o governo Trump para criar um centro de quarentena para todos os cidadãos norte-americanos no território africano que tivessem qualquer tipo de suspeita de ebola. E lógico que a juventude, e a população de Nairóbi, ficou muito apreensiva”, comenta.
O acordo foi revelado em uma comunicação do governo Trump sobre a ajuda prestada pela Casa Branca ao continente africano para enfrentar o mais recente surto de ebola, que foi classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma emergência global.
“Essa questão coloca a saúde pública da população em risco porque ninguém sabe como é que vai ser feita essa construção, onde ela vai ser e quais serão as condições”, acrescentou a professora de relações internacionais da ESPM.
Nesse contexto, o Tribunal Superior de Nairóbi emitiu ordem cautelar suspendendo a instalação do centro de quarentena, previsto para ser instalado em Laikipia, a cerca de 150 quilômetros da capital. A mídia local afirma que o centro teria 50 leitos com previsão de expansão até 250 leitos.
“O tribunal proibiu especificamente os réus de admitirem, transferirem, receberem ou facilitarem a entrada no Quênia de pessoas expostas ou infectadas com o vírus ebola, conforme o acordo relatado com os EUA”, disse o jornal Kenyans.
Por meio de nota, a Embaixada dos EUA no Quênia afirmou que trabalha para resolver qualquer obstáculo para resposta conjunta dos dois países contra o surto de ebola.
“A unidade de bioisolamento em Laikipia faz parte de uma resposta abrangente para prevenir a disseminação da doença e reduzir os riscos à saúde em toda a região; ela não representa risco para as comunidades vizinhas”, informou a representação de Washington no Quênia.
Segundo a professora Natalia Fingermann, o presidente do Quênia, William Ruto, tem tido uma política bastante alinhada à pauta ocidental na região, com certas características autoritárias.
“O Quênia já vem de algumas semanas de protestos contra o governo, em especial, devido ao aumento do preço dos combustíveis”, completou. O valor da gasolina vem subindo no Quênia no contexto da guerra contra o Irã, que vem perturbando o mercado de petróleo no mundo.
Surto de ebola
Autoridades de saúde de países africanos, em parceria com organismos internacionais e outros países, se esforçam para conter o surto da rara cepa Bundibugyo, para qual ainda não há vacina ou tratamento. O surto, que é o terceiro maior já registrado, vinha avançando mais rapidamente do que a resposta global.
A União Africana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram um plano para conter a expansão do vírus, tido com altamente mortal. Até o dia 8 de junho, foram registrados 626 casos confirmados na República Democrática do Congo (RDC), com 112 mortes associadas ao vírus; além de 19 casos e duas mortes confirmadas em Uganda.
Os dados são consolidados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da União Africana, alimentado por dados dos ministérios da Saúde da RDC e de Uganda.
Três morrem no Quênia em protestos contra centro dos EUA para ebola

Com cerca de 56 milhões de habitantes, o Quênia faz fronteira com Uganda, um dos locais do surto do ebola. O outro país onde os casos têm sido registrados é a República Democrática do Congo (RDC). Devido à proximidade com os epicentros do surto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o Quênia um dos países em risco de contaminação.
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A coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios Africanos (Nenaf) da ESPM, Natalia Fingermann, explicou à Agência Brasil que o Quênia ainda não registrou qualquer caso de ebola, mas que a população teme a instalação desse centro, fruto de um acordo com o governo de Donald Trump. Os detalhes desse acordo permanecem em sigilo.
“O governo do Quênia optou, secretamente, em fazer esse acordo com o governo Trump para criar um centro de quarentena para todos os cidadãos norte-americanos no território africano que tivessem qualquer tipo de suspeita de ebola. E lógico que a juventude, e a população de Nairóbi, ficou muito apreensiva”, comenta.
O acordo foi revelado em uma comunicação do governo Trump sobre a ajuda prestada pela Casa Branca ao continente africano para enfrentar o mais recente surto de ebola, que foi classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma emergência global.
“Essa questão coloca a saúde pública da população em risco porque ninguém sabe como é que vai ser feita essa construção, onde ela vai ser e quais serão as condições”, acrescentou a professora de relações internacionais da ESPM.
Nesse contexto, o Tribunal Superior de Nairóbi emitiu ordem cautelar suspendendo a instalação do centro de quarentena, previsto para ser instalado em Laikipia, a cerca de 150 quilômetros da capital. A mídia local afirma que o centro teria 50 leitos com previsão de expansão até 250 leitos.
“O tribunal proibiu especificamente os réus de admitirem, transferirem, receberem ou facilitarem a entrada no Quênia de pessoas expostas ou infectadas com o vírus ebola, conforme o acordo relatado com os EUA”, disse o jornal Kenyans.
Por meio de nota, a Embaixada dos EUA no Quênia afirmou que trabalha para resolver qualquer obstáculo para resposta conjunta dos dois países contra o surto de ebola.
“A unidade de bioisolamento em Laikipia faz parte de uma resposta abrangente para prevenir a disseminação da doença e reduzir os riscos à saúde em toda a região; ela não representa risco para as comunidades vizinhas”, informou a representação de Washington no Quênia.
Segundo a professora Natalia Fingermann, o presidente do Quênia, William Ruto, tem tido uma política bastante alinhada à pauta ocidental na região, com certas características autoritárias.
“O Quênia já vem de algumas semanas de protestos contra o governo, em especial, devido ao aumento do preço dos combustíveis”, completou. O valor da gasolina vem subindo no Quênia no contexto da guerra contra o Irã, que vem perturbando o mercado de petróleo no mundo.
Surto de ebola
Autoridades de saúde de países africanos, em parceria com organismos internacionais e outros países, se esforçam para conter o surto da rara cepa Bundibugyo, para qual ainda não há vacina ou tratamento. O surto, que é o terceiro maior já registrado, vinha avançando mais rapidamente do que a resposta global.
A União Africana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram um plano para conter a expansão do vírus, tido com altamente mortal. Até o dia 8 de junho, foram registrados 626 casos confirmados na República Democrática do Congo (RDC), com 112 mortes associadas ao vírus; além de 19 casos e duas mortes confirmadas em Uganda.
Os dados são consolidados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da União Africana, alimentado por dados dos ministérios da Saúde da RDC e de Uganda.