A Justiça voltou a decretar, nesta terça-feira, 09, a prisão de Rodrigo Faria Sena dos Santos, conhecido como “Rodrigo Farinha”, apontado pela Polícia Civil como um dos principais suspeitos de envolvimento na morte da adolescente Thamiris Pereira, de 14 anos. A decisão também atinge outros dois investigados, que passam a ser novamente procurados no âmbito do inquérito que apura o crime.De acordo com informações apuradas pela reportagem, a determinação judicial mais recente restabelece as prisões dos três suspeitos, que são investigados por participação direta na dinâmica que levou à morte da adolescente. O grupo é apontado pela investigação como responsável por atrair Thamiris até o local onde ela teria sido executada.Rodrigo Farinha, que seria vizinho da vítima, é citado nos autos como uma das pessoas que teriam intermediado o contato e conduzido a jovem até o ponto combinado, onde ocorreu o crime. Histórico de prisões e decisõesRodrigo já havia sido preso em fases anteriores da investigação, mas acabou sendo liberado por decisão judicial após entendimento de ausência de elementos suficientes para manutenção da custódia preventiva.Em outro momento, ele voltou a ser detido durante o andamento das apurações e permaneceu custodiado na sede da Polinter, nos Barris, em Salvador. Posteriormente, acabou sendo liberado novamente, até a nova ordem de prisão expedida nesta terça-feira.Desaparecimento e morte da adolescenteO caso ganhou grande repercussão na Bahia pela violência e pelas circunstâncias do crime. Thamiris Pereira desapareceu no dia 12 de março, após sair da escola no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador.
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Dias depois, o corpo da adolescente foi localizado em um terreno baldio na região do Cassange, na capital baiana, encerrando as buscas e dando início a uma investigação de homicídio que mobilizou equipes da Polícia Civil.As investigações apontam que Thamiris teria sido atraída sob o pretexto de uma conversa com pessoas conhecidas da região. No local, segundo a apuração policial, ela teria sido submetida a uma espécie de “interrogatório” ou “julgamento informal”, em um modelo associado ao chamado “tribunal do crime”, prática ligada a grupos criminosos.A principal linha investigativa indica que o crime pode ter sido motivado por uma suposta retaliação. De acordo com relatos do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), há indícios de que a adolescente teria sido associada a uma denúncia que resultou na prisão de um homem por violência doméstica.Durante a investigação, a Polícia Civil reuniu depoimentos e análises de imagens que indicam que a vítima teria sido induzida a mudar o trajeto após sair da escola, seguindo até o ponto onde foi vista pela última vez com os suspeitos.
Menor foi colhida por um veículo esta terça-feira de manhã na Avenida António Palha. Ferimentos graves obrigaram ao transporte para o Hospital de Braga.
Entre 1 e 7 de junho, as autoridades fiscalizaram mais de 13.406 pessoas e registaram 111 crimes. Mais de metade das 1.776 contraordenações foram realizadas no âmbito rodoviário.
As autoridades fiscalizaram mais de 13.406 pessoas e de 8.988 veículos
Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo revelou um esquema de fraudes eletrônicas que teria causado prejuízo superior a R$ 263 mil ao sistema de pagamentos do Mercado Livre e Mercado Pago. Entre os suspeitos estão dois pastores apontados como líderes do grupo, além de outro religioso que figura entre os presos durante a operação policial realizada nesta terça-feira, 9.De acordo com as apurações, a empresa utilizada para operacionalizar as fraudes funcionava no mesmo endereço da Igreja Virtude, situada no bairro de Vila Prudente, na zona leste da capital paulista. O local foi identificado pelos investigadores como um dos pontos ligados à estrutura empregada pelo grupo.A ofensiva, batizada de Operação Chargeback, resultou no cumprimento de mandados de prisão e de busca em imóveis localizados na cidade de São Paulo, em Guarulhos e em São Caetano do Sul. Ao todo, a Justiça autorizou oito prisões temporárias e 15 mandados de busca e apreensão. Os principais investigados, Marley Garcia de Almeida Frades e Aline Lopes Pereira da Silva, não foram localizados e são considerados foragidos. Segundo a investigação, eles estariam na Espanha.O caso é conduzido pela 3ª Delegacia de Crimes Cibernéticos (3ª Dicciber), unidade vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), responsável por apurar crimes praticados no ambiente digital.
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Conforme a Polícia Civil, o esquema explorava o mecanismo conhecido como "chargeback", utilizado por consumidores para contestar cobranças realizadas por meio de cartão de crédito. A fraude começava com a emissão de links de pagamento criados por integrantes da organização. Esses links eram encaminhados a pessoas ligadas ao grupo, que efetuavam as transações.Após a confirmação dos pagamentos, os valores eram rapidamente distribuídos para contas de terceiros, estratégia que dificultava o rastreamento do dinheiro. Em seguida, os próprios compradores solicitavam às operadoras dos cartões o cancelamento das cobranças, alegando supostas irregularidades nas operações.Com os recursos já transferidos para outras contas, o sistema de pagamentos ficava responsável por absorver os prejuízos decorrentes dos estornos. Apenas em dezembro de 2024, os investigadores identificaram 27 transações fraudulentas, que somadas provocaram perdas estimadas em R$ 263.512,82.Apesar dos valores já apurados, a Polícia Civil acredita que a movimentação financeira ligada ao grupo possa ser ainda maior. Os investigados poderão responder por associação criminosa, estelionato eletrônico e outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.
A morte de um integrante da comunidade cigana de Olindina, no nordeste da Bahia, está sendo investigada pela Polícia Civil. Ricardo Marques Cabral, de 34 anos, conhecido na região como "Cigano Ricardo", foi executado a tiros após seguir para um encontro que teria sido marcado sob o pretexto de receber o pagamento de uma dívida.Segundo informações repassadas por representantes da comunidade cigana, Ricardo recebeu uma ligação de uma mulher que afirmou querer quitar um valor que devia a ele. Após o contato, o homem deixou a residência acompanhado da esposa em um Volkswagen Nivus vermelho e seguiu para o povoado de Colônia, na zona rural do município.Ao se aproximar do local combinado, o casal foi surpreendido por homens armados. De acordo com relatos de familiares, os suspeitos abriram fogo contra Ricardo assim que o veículo chegou à área onde o encontro ocorreria.
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Mesmo atingido pelos disparos, Ricardo ainda conseguiu dirigir por alguns metros antes de perder o controle do carro, que acabou parando em uma plantação. A esposa dele conseguiu fugir e não ficou ferida durante a ação criminosa.Após o ataque, parentes e moradores iniciaram buscas pela vítima. O caso gerou repercussão entre integrantes da comunidade cigana da região, que acompanham o andamento das investigações.Conforme o registro policial, Ricardo e a companheira foram recebidos a tiros ao se aproximarem de uma residência situada na zona rural de Olindina. A Polícia Civil informou que a Delegacia Territorial do município instaurou um inquérito para esclarecer o homicídio.No local do crime, foram expedidas guias para a realização da perícia. Policiais militares também recolheram munições e estojos encontrados na cena da execução. As diligências seguem em andamento para identificar os autores, esclarecer a motivação do crime e reconstruir a dinâmica dos acontecimentos que antecederam o assassinato.
Um caminhão carregado com concreto causou um acidente e deixou sete pessoas feridas na manhã de segunda-feira, 8, no município de Araci.De acordo com informações apuradas pela TV Subaé, o motorista perdeu o controle da direção enquanto transportava uma carga que seria utilizada na construção de um meio-fio. Sem conseguir parar, o veículo percorreu aproximadamente 500 metros pela Avenida Sete de Setembro, uma das mais movimentadas da cidade.A trajetória terminou quando o caminhão atingiu um prédio que abriga uma repartição pública. Com o impacto, o condutor ficou preso às ferragens e precisou ser retirado por equipes do Corpo de Bombeiros. Ele estava consciente, apresentava ferimentos leves e foi encaminhado por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
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Outras seis pessoas que estavam em frente ao imóvel também ficaram feridas. Segundo as informações, elas foram atingidas por fragmentos da carga transportada pelo caminhão. Todas sofreram apenas lesões leves, receberam atendimento médico e foram levadas para a mesma unidade de saúde.A Polícia Civil vai investigar as circunstâncias que levaram à perda de controle do veículo e ao acidente.
A gestora da Associação Lar dos Idosos Jorge Ramos, do município de Prado, interior da Bahia, foi afastada das suas atividades no último dia 3, em razão de graves irregularidades no estabelecimento. De acordo com o promotor de Justiça Rui César Farias dos Santos Júnior, a ação foi proposta após serem identificadas uma série de violações aos direitos dos idosos acolhidos. As apurações tiveram início a partir de inspeções realizadas pela Vigilância Sanitária Municipal e de denúncia registrada no Disque 100, que relatava negligência na alimentação, condições precárias de higiene e maus-tratos contra os residentes.Em nova vistoria realizada em maio deste ano, com participação do Ministério Público, da Central de Assessoramento Técnico Interdisciplinar do MPBA (Cati Regional Sul) e da Vigilância Sanitária, foram identificadas irregularidades como presença de forte odor de urina nas dependências da instituição e armazenamento inadequado de alimentos com sinais de infestação por insetos, além de incoerências na gestão financeira da entidade, ausência de responsável técnico habilitado e falta de alvará sanitário.
Desorganização e insalubridade
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Foto: Divulgação
Precariedade dos cômodos
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A Justiça também determinou que o Município de Prado deve assumir a direção administrativa, operacional e financeira da instituição, nomeando provisoriamente o secretário municipal de Assistência Social como gestor do abrigo e contratar ou remanejar profissionais para o atendimento necessário dos idosos.Entre os funcionários essenciais então: cuidadores, técnico de enfermagem, assistente social, psicólogo, pedagogo e auxiliares de limpeza.
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A decisão determina ainda a conclusão, em até 15 dias, das obras de adequação da nova sede destinada ao acolhimento dos idosos e a transferência segura dos residentes para o local, além da regularização do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, da apresentação de plano de atenção integral à saúde dos acolhidos e da designação de responsável técnico para a instituição.
A Brigada de Investigação Criminal de Vila Real de Santo António da PSP deteve um homem suspeito da prática do crime de violência doméstica contra a sua ex-companheira.
A Polícia Judiciária de Portimão deteve um homem, com 39 anos, suspeito dos crimes de homicídio qualificado e detenção de arma proibida, ocorridos na tarde do dia 25 de maio, junto a uma ruína em obras no centro da cidade de Silves.
Um ex-policial militar e uma mulher foram presos, enquanto um policial militar da ativa é considerado foragido, durante a Operação Juramento Quebrado, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta terça-feira, 9. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de praticar extorsões mediante sequestro na Região Metropolitana de Salvador.Conforme informações obtidas pelo portal A TARDE, os mandados de prisão foram expedidos contra Jackson Rodrigues, ex-policial militar; Tamiris Sousa Cruz, apontada como responsável por intermediar a comunicação entre integrantes do grupo; e Michael Ramon Sinézio Filgueira, policial militar da ativa lotado no 30º Batalhão da PM. Sinézio não foi localizado e segue sendo procurado pelas autoridades.
Foto: Reprodução
Tamiris foi presa em Arembepe, distrito de Camaçari. Já Jackson Rodrigues foi localizado em Petrolina (PE), onde também foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, posse de moeda falsa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Segundo a Polícia Civil, ele possui condenações por homicídio e porte ilegal de arma de fogo.Confira prisões:
Esquema criminosoDe acordo com as investigações, o foragido exercia papel estratégico na estrutura criminosa, sendo responsável pelo recrutamento de policiais, ex-policiais e indivíduos que atuavam na segurança privada para integrar o grupo. As apurações indicam que a organização selecionava pessoas com antecedentes criminais para serem sequestradas e posteriormente submetidas à extorsão mediante pagamento de valores exigidos em troca da liberdade. O grupo também é investigado por homicídios e ocultação de cadáver, além de ser apontado pelas investigações como atuante na modalidade de milícia na região de Barra de Pojuca, no município de Camaçari.Entre os casos apurados está o de uma vítima abordada pelo grupo criminoso no bairro de Mussurunga, em Salvador, no dia 5 de março deste ano. Outro caso investigado ocorreu três dias antes, no município de Simões Filho.Conforme as apurações, após serem capturadas, as vítimas eram levadas para um mesmo cativeiro localizado em Barra de Pojuca, no município de Camaçari, local onde também foram cumpridas medidas judiciais nesta operação.O inquérito policial aponta ainda que outros três casos com características semelhantes permanecem sob investigação da Delegacia Antissequestro.
Foto: Pedro Moraes e Flávia Vieira
No dia 17 de abril deste ano, um homem de 41 anos, apontado como integrante do mesmo grupo criminoso e também alvo da Operação Arcanjo Traidor, reagiu à abordagem policial e foi ferido durante confronto. Ele chegou a ser socorrido para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. Na ocasião, foram apreendidos uma pistola, um cacetete e outros objetos de interesse investigativo.Operação Juramento QuebradoA ação foi realizada por equipes do DEIC, por meio da DAS, com apoio da Corregedoria Geral da Polícia Civil (FORCE), da Corregedoria da Polícia Militar, do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Juazeiro), da 17ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Juazeiro).Segundo o diretor do DEIC, delegado Thomas Galdino, o enfrentamento às organizações criminosas e aos crimes de extorsão mediante sequestro permanece como prioridade da Polícia Civil da Bahia.“O combate ao crime organizado e aos crimes de extorsão mediante sequestro é permanente. Seguiremos atuando de forma contínua para desarticular esses grupos e responsabilizar todos os envolvidos”, afirmou.As investigações continuam com o objetivo de localizar o investigado foragido e identificar outros integrantes da organização criminosa.
O Ministério Público do Estado da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira, 9, a ‘Operação Bodyscan’ que investiga uma organização criminosa com atuação na distribuição de drogas no Presídio de Brumado. Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços residenciais nas proximidades do estabelecimento prisional de Brumado. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Brumado, a pedido do MPBA, no âmbito do procedimento que apura a possível prática de crimes relacionados à introdução, guarda, transporte e distribuição de substâncias entorpecentes no interior da unidade prisional.
MPBA cumpre mandados de Busca e apreensão
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Foto: Divulgação
Como esquema funcionava?As investigações indicam a existência de um esquema estruturado que teria se valido do acesso funcional de profissionais vinculados ao serviço de saúde bucal da unidade prisional para viabilizar a entrada de material ilícito no estabelecimento penal, com posterior repasse a internos previamente identificados. Conforme os promotores de Justiça, o esquema envolveria a participação de pessoas em ambientes externo e interno à unidade, com divisão de tarefas e utilização de meios destinados a dificultar os procedimentos regulares de fiscalização e revista.
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Operação BodyscanA ação é realizada Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep), com atuação conjunta da 3ª e da 4ª Promotorias de Justiça de Brumado.O nome da operação remete ao mecanismo de controle de acesso ao presídio. O equipamento de escaneamento corporal (bodyscan) estava no centro do esquema: uma das investigadas explorava uma condição especial de saúde como pretexto para se esquivar da revista eletrônica e ingressar na unidade prisional com drogas, sem passar pelo aparelho de escaneamento corporal.As diligências têm como objetivo reunir novos elementos probatórios, identificar outros possíveis envolvidos e delimitar a extensão das condutas investigadas. O material apreendido será posteriormente analisado, permitindo o avanço das investigações.
Integrantes de uma organização criminosa são alvo da segunda fase da Operação Labirinto da Polícia Civil, deflagrada na manhã desta terça-feira, 9. A ação tem como objetivo desarticular o grupo criminoso e ocorre nos municípios de Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Eunápolis e Itamaraju, no extremo sul da Bahia, além de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador.Nesta etapa da investigação, o Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), por meio da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Porto Seguro), cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário, após representação da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público. Operação Labirinto 2A Operação Labirinto 2 é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas durante a primeira fase da operação, em fevereiro de 2026, quando foram realizadas buscas domiciliares e efetuada uma prisão em flagrante. A análise dos resultados permitiu o avanço das apurações e a identificação de novos integrantes e estruturas vinculadas ao grupo criminoso investigado.Para o cumprimento das medidas judiciais, foram mobilizadas equipes do DENARC, envolvendo policiais das unidades de Salvador, Jequié, Itabuna e Feira de Santana, que atuam de forma conjunta com a DTE/Porto Seguro, equipes da Diretoria Regional de Polícia do Interior Sul (DIRPIN/Sul), do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Eunápolis) e policiais da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN/Eunápolis).
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De acordo com o diretor do DENARC, delegado Ernandes Júnior, a Operação Labirinto 2 representa mais uma importante etapa do trabalho de investigação qualificada e repressão ao narcotráfico.“O tráfico de drogas é o principal fomentador de diversos outros crimes violentos e patrimoniais. A Polícia Civil da Bahia, por meio do DENARC e das unidades parceiras, segue atuando de forma técnica, integrada e permanente para identificar, responsabilizar e retirar de circulação integrantes de organizações criminosas que atuam no estado”, destacou.A ação integra o ciclo operacional da Operação NARKE VI, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI), reforçando a atuação conjunta das forças de segurança no combate ao narcotráfico e às organizações criminosas.
Um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um advogado que atuou como estagiário do Ministério Público de São Paulo (MPSP) foram presos nesta terça-feira, 9, durante a Operação Infiltrados, que apura a atuação de agentes públicos supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os suspeitos teriam participado de um plano para assassinar um promotor de Justiça e de um esquema de extorsão contra integrantes da própria facção.Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior paulista. Entre os alvos também está um policial penal.De acordo com o Ministério Público, o investigador-chefe da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas teria repassado informações sigilosas a criminosos envolvidos no planejamento do atentado contra o promotor Amauri Silveira Filho. Imagens registraram encontros entre o policial e um dos suspeitos dias antes de uma operação que frustrou o ataque.
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As apurações também indicam que o então estagiário do MPSP teria se infiltrado em uma promotoria criminal para acessar informações restritas. Com o apoio de outros agentes públicos, ele teria identificado criminosos com alto poder financeiro para extorquir dinheiro em troca de suposta proteção.A Operação Infiltrados é um desdobramento de ações anteriores que investigaram planos do PCC para matar integrantes do Ministério Público e esquemas de lavagem de dinheiro ligados à facção.
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julga nesta terça-feira, 9, um recurso apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa preventivamente desde 21 de maio durante a Operação Vérnix.Deolane é investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela foi indiciada pela Polícia Civil de São Paulo pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.No recurso, os advogados pedem a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por prisão domiciliar. A defesa sustenta que não há risco à ordem pública, à investigação ou à aplicação da lei penal e argumenta que as provas já estão sob controle das autoridades.Os advogados também afirmam que Deolane é a única responsável pelos cuidados do filho de 9 anos e defendem a adoção de medidas cautelares alternativas, como entrega do passaporte, proibição de deixar a cidade e restrição de contato com outros investigados.A prisão já havia sido mantida pela Presidência do STJ, que entendeu que o habeas corpus não poderia ser analisado antes da conclusão do julgamento do caso pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A defesa, então, recorreu da decisão, levando o pedido para análise da Quinta Turma.
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Segundo a investigação, entre 2018 e 2022, Deolane movimentou cerca de R$ 13,6 milhões em contas pessoais, enquanto outros R$ 14 milhões passaram por três empresas ligadas a ela. A polícia aponta indícios de empresas de fachada utilizadas para ocultar recursos de origem ilícita.A defesa nega qualquer ligação da influenciadora com o crime organizado e afirma que todo o patrimônio e movimentações financeiras possuem origem lícita e foram devidamente declarados.Além de Deolane, outras seis pessoas foram indiciadas após a conclusão do inquérito. A Polícia Civil também solicitou à Justiça o bloqueio de bens, o sequestro de veículos e a custódia de joias e relógios apreendidos durante a operação.
A história recente do Comando Vermelho na Bahia pode ser contada a partir de seus líderes. Alguns estão presos em penitenciárias federais, outros permanecem foragidos e há aqueles que foram mortos ao longo das últimas duas décadas. Ainda assim, a facção segue expandindo sua influência em diferentes regiões do estado, sustentada por uma estrutura que sobrevive à queda de seus principais chefes.A presença do grupo criminoso na Bahia não surgiu de forma repentina. Ela foi construída ao longo de anos, inicialmente por meio da Comissão da Paz (CP), organização criada dentro do sistema prisional baiano e que manteve vínculos históricos com o Comando Vermelho do Rio de Janeiro. Dessa relação nasceu uma das mais importantes transformações do crime organizado no estado, culminando na consolidação da bandeira do CV em bairros populares de Salvador e em municípios estratégicos do interior.A herança de PittyO processo atravessa diferentes gerações de lideranças. Da era de Éberson Souza Santos, o "Pitty", considerado uma das figuras centrais da expansão da Comissão da Paz, até nomes que atualmente exercem influência sobre o tráfico em Salvador, Feira de Santana, Ilha de Itaparica e Extremo Sul baiano, a facção desenvolveu uma estrutura capaz de manter operações mesmo diante de sucessivas prisões e operações policiais.Ao mesmo tempo, a expansão do Comando Vermelho ocorreu em meio a uma das disputas mais violentas já registradas na Bahia. O avanço da facção encontrou resistência do Bonde do Maluco (BDM), rival histórico que disputa territórios, rotas do tráfico e áreas de influência em diferentes regiões do estado. O confronto entre os dois grupos passou a ser apontado por autoridades como um dos principais fatores para o aumento dos homicídios e episódios de violência armada em bairros periféricos da capital e em cidades do interior.
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Os chefes da nova geraçãoAs investigações policiais apontam que a atual estrutura do Comando Vermelho na Bahia é sustentada por uma rede de lideranças regionais que atuam de forma descentralizada, mas com forte conexão entre si. Esses nomes, segundo apurações, são responsáveis por administrar territórios, coordenar o tráfico de drogas, ordenar ataques e manter a ligação com integrantes presos em unidades prisionais dentro e fora do estado.Val BandeiraEntre os principais apontados está Josevaldo Bandeira, o “Val Bandeira”, identificado como uma das figuras mais antigas e influentes da organização no estado. Apontado como um dos fundadores do extinto Comando da Paz (CP), ele teria participado da transição que aproximou o grupo baiano da facção carioca Comando Vermelho. Atualmente custodiado em presídio federal, Val Bandeira é tratado dentro da estrutura como uma liderança simbólica, ainda que, segundo investigações, não atue diretamente na linha de frente das operações. Sua influência, no entanto, ainda ecoaria na formação da hierarquia interna que atua especialmente no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador.Pai PequenoNa linha de comando local, aparece “Pai Pequeno”, apontado como uma das principais lideranças operacionais do CV no Nordeste de Amaralina. Ele é descrito por investigações como uma espécie de autoridade interna responsável por decisões cotidianas da facção, incluindo julgamentos informais e resolução de conflitos entre integrantes. Mesmo sem exposição pública, seu nome é associado ao funcionamento da chamada “gestão do território”, atuando como elo entre a base e lideranças de maior escalão. Ele é apontado como o principal operador da região nos dias atuais, especialmente após o enfraquecimento da atuação direta de lideranças presas.Zói de GatoEm Salvador, outro nome citado é José Carlos Ferreira dos Santos, o “Zói de Gato” ou “Olho de Gato”, apontado como liderança criminosa com atuação em bairros como Cosme de Farias e áreas adjacentes. Segundo investigações, ele teria histórico de envolvimento com crimes violentos e é citado como possível mandante de uma chacina ocorrida em Periperi, em 2014, que deixou seis mortos. Seu nome aparece em apurações como uma das peças responsáveis pela manutenção da influência da facção em áreas de forte disputa urbana na capital baiana.BuelFechando o núcleo de maior prioridade das investigações está Anderson Souza de Jesus, conhecido como “Buel”, “Cris” ou “Esquerdinha”, apontado pelo Denarc como uma das principais engrenagens do tráfico e da logística armada da facção em Salvador e Região Metropolitana. Ele é investigado por tráfico de drogas, associação criminosa e aparece como alvo prioritário das forças de segurança da Bahia. Segundo apurações policiais, “Buel” estaria escondido no estado do Rio de Janeiro e seria um dos principais fornecedores de armas para integrantes do grupo na capital baiana. Além disso, é apontado como mandante de dezenas de homicídios e exerce influência direta em áreas como Tancredo Neves, Engomadeira e Narandiba, onde manteria forte atuação no controle do tráfico local. As forças de segurança da Bahia e do Rio atuam de forma integrada na tentativa de localizar o foragido, considerado um dos nomes mais sensíveis dentro da estrutura investigada.Tio ChicoNa Ilha de Itaparica, as investigações apontam a atuação de Angelo Martins de Cerqueira Neto, o “Tio Chico”, considerado um dos traficantes mais procurados da região. Ele é investigado por envolvimento em homicídios, tráfico de drogas e roubos, além de ser suspeito de ordenar ataques contra grupos rivais com o objetivo de ampliar o domínio territorial na ilha. Relatórios policiais indicam que ele teria papel de comando sobre ações coordenadas em pontos estratégicos de circulação e comércio local, o que o coloca como uma das principais lideranças do CV no Recôncavo e entorno de Salvador.JubaEm Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, o destaque é Juliana de Almeida Leite, conhecida como “Juba”, apontada como uma das principais lideranças femininas da facção no estado. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), ela atua na gestão direta do tráfico e na coordenação de uma célula conhecida como “Tropa da Juba”, com base no bairro da Queimadinha. Investigada em operação que denunciou mais de 30 integrantes do grupo, ela teve prisão decretada, mas segue foragida. Apurações indicam que estaria fora da Bahia, possivelmente sob proteção de integrantes da cúpula nacional da facção, o que reforça sua relevância dentro da estrutura.DadaJá no extremo sul do estado, o nome mais citado é o de Ednaldo Pereira Souza, o “Dada”, apontado como chefe do tráfico em áreas turísticas estratégicas como Caraíva e Trancoso, no município de Porto Seguro. Ele teria ligação com o Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), posteriormente alinhado ao Comando Vermelho. Após uma fuga em massa registrada em 2024 no Conjunto Penal de Eunápolis, investigações indicam que ele passou a se esconder no Rio de Janeiro, circulando entre comunidades como Rocinha e Vidigal, com apoio de integrantes da facção. Em operações recentes, ele voltou a ser alvo de ações policiais que tentam localizar foragidos da fuga, mas permanece não localizado.A influênciaEm conjunto, essas lideranças formam o que investigações descrevem como uma estrutura pulverizada, mas funcional, que permite ao Comando Vermelho manter atuação em diferentes regiões da Bahia, mesmo diante de prisões, mortes e operações policiais. A lógica, segundo apurações, é de substituição constante de operadores locais, mantendo a continuidade das atividades criminosas sem depender de uma única liderança central.