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Barbeiro de Barcelos cortou cabelo a Ronaldo: “Perguntei-lhe como se sentia para o seu penúltimo Mundial”

Vasco Coelho, de Barcelos, é barbeiro há quase nove anos, abriu o seu salão há três e cumpriu um “sonho” na passada sexta-feira: cortou o cabelo a Cristiano Ronaldo em plena Cidade do Futebol, em Oeiras, na véspera do jogo frente ao Chile em que o capitão da seleção nacional foi titular.

“Nem sei bem explicar o que foi aquilo, ainda não estou bem ciente do que aconteceu. É difícil dizer por palavras a experiência que eu tive”, diz Vasco Coelho.

Durou pouco mais de uma hora, entre o corte e outros tratamentos que estavam previamente agendados. Num espaço reservado apenas para o futebolista, o barbeiro e Diogo Dalot – amigo de ambos – falaram da terra de Cristiano Ronaldo, a ilha da Madeira, e também, claro, de futebol.

E Vasco Coelho fez Ronaldo rir: “Perguntei-lhe como se sentia para o seu penúltimo Mundial. Achou muita graça”.

“Não sabemos, é o Cristiano Ronaldo, ele até pode fazer mais dois não sei. É o que ele quiser”, conta o barbeiro, em declarações a O MINHO.  

Pressão? “A cabeça daquele homem vai ser vista pelo mundo todo”

Vasco Coelho confessa que há “uma pressão diferente” por estar a cortar o cabelo àquele que é considerados por muitos o melhor jogador de futebol da história.

“É uma coisa que eu faço há oito anos e não tenho problema nenhum em cortar qualquer cabelo, mas a cabeça daquele homem vai ser vista pelo mundo todo. Então, faz uma pessoa ter mais receio, não é a mesma coisa que cortar ao vizinho… mas sempre fui uma pessoa segura na minha área e as coisas correram bem”, explica.

“É uma pessoa como nós”

O barbeiro não esquece a “presença forte” do astro português e do seu cheiro: “É uma pessoa que cheira muito bem”.

Contudo, sublinha que Ronaldo é “uma pessoa super acessível”, que o “deixou à vontade” e mostrou interesse em o ouvir. “É uma pessoa engraçada, uma pessoa como nós, mas tem a amplitude dele”, refere o barbeiro de 28 anos.

Vasco Coelho é barbeiro de ‘craques’

Este “sonho” foi concretizado graças a Diogo Dalot, que é de Braga, e lhe fez uma grande “assistência”. Vasco Coelho corta o cabelo do lateral do Manchester United há cerca de cinco anos e pelas suas mãos já passaram outros ilustres como o vianense Pedro Neto, Rafael Leão, Samuel Lino ou Carlos Forbs.

Mas, apesar da proximidade que tem com Dalot, “nunca foi tema de conversa pedir-lhe uma ajuda para chegar ao Ronaldo”. “Mas ele confiou em mim e surgiu”, conta o profissional que tem um salão na freguesia de Manhente, em Barcelos.

Agora, depois de cumprido do “sonho” que não imaginava ser “possível”, quer fazer a “dobradinha”. “O impossível já aconteceu uma vez, portanto pode ser que surja. Ainda tenho muita coisa para lhe dizer”, atira.

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No dia em que tudo correu mal, sobrou uma coisa boa

Portugal não foi fiel à sua identidade, jogou abaixo do que consegue e até nas transições andou a patinar mas nem a derrota em Tampere impediu 1.º lugar no grupo B3 e subida na Liga das Nações (3-1).

© RONI REKOMAA

Kika Nazareth voltou a marcar como no último jogo, desta vez num livre direto, mas não conseguiu evitar a primeira derrota de Portugal no grupo B3 da Liga das Nações
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Ronaldo é “o melhor de todos os tempos” e “grande referência” 

O capitão da seleção portuguesa de futebol Cristiano Ronaldo “continua a ser uma grande referência”, segundo o antigo internacional português Fernando Meira, que espera do “muitos golos” no Mundial2026 do “melhor de todos os tempos”.

“Ao olhar para trás até me arrepia, o que ele representa para nós, para Portugal, para todo o mundo e para os mais jovens, em que é visto como um exemplo. Ele sempre demonstrou que é alguém que supera as expectativas, que trabalha e se dedica de forma ímpar e foi um orgulho tremendo acompanhar a sua evolução e desempenho. É o melhor de todos os tempos”, afirmou Fernando Meira, em declarações à agência Lusa.

O antigo defesa central e médio defensivo, de 48 anos, esteve presente na estreia de Ronaldo em fases finais de um Campeonato do Mundo, em 2006 na Alemanha, onde Portugal terminou no quarto lugar, a segunda melhor classificação de sempre, depois do terceiro na estreia em 1966.

Para Meira, Ronaldo, com 41 anos, já não apresenta as mesmas características de outros tempos, mas continua a ser uma mais-valia para o grupo às ordens do espanhol Roberto Martínez.

“Não tem as características naturais e físicas de outros tempos, mas continua a ser uma grande referência, como jogador e como capitão. É uma mais-valia”, salientou.

Fernando Meira, internacional português em 54 ocasiões e que representou clubes como Vitória SC, Benfica, Estugarda, Galatasaray, Zenit São Petersburgo ou Saragoça, acredita que a presença de Ronaldo significa golos e que pode até abrir muitos espaços para os companheiros de equipa.

“Vai atrair atenções e esperemos que consiga fazer um bom Mundial, com muitos golos. Hoje em dia não desequilibra no um para um, mas, na finalização, os golos falam por si e abre espaços para outros”, destacou, lembrando a qualidade individual das opções disponíveis em Portugal, com “alguns dos melhores na atualidade mundial”.

O Mundial2026 arranca na quinta-feira e decorre até 19 de julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

Portugal vai disputar o Grupo K e tem estreia marcada para 17 de junho frente à República Democrática do Congo, em Houston, numa partida com início marcado para as 12:00 (18:00 horas de Lisboa).

Segue-se o estreante Uzbequistão em 23 de junho, também em Houston e igualmente com início agendado para as 12:00 (18:00), ficando o grupo fechado em 27 de junho, com Portugal a defrontar a Colômbia em Miami, num jogo que começa às 19:30 (00:30 de 28 de junho).

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Fernando Meira considera que Portugal justifica ser um dos candidatos à vitória no Mundial2026

O antigo internacional português Fernando Meira considerou hoje que Portugal “merece” ser um dos candidatos à vitória no Campeonato do Mundo de futebol de 2026, alertando para a necessária gestão física do grupo às ordens de Roberto Martínez.

“Vejo como um candidato, pela qualidade individual e coletiva de Portugal, neste que será um Mundial especial, porque deve ser o último de Neymar, Messi e Ronaldo, três jogadores lendários. Portugal tem tido um percurso em que merece essa distinção, merece a carga e responsabilidade de ser um dos favoritos. Tem um grupo acessível e depois é importante ter um pouco de sorte num percurso, que esperemos, leve até à final”, disse Meira, em declarações à agência Lusa.

Portugal integra o Grupo K e vai estrear-se frente à República Democrática do Congo, em Houston, no dia 17 de junho, às 12:00 (18:00 horas de Lisboa).

Segue-se o estreante Uzbequistão, em 23 de junho, também em Houston e igualmente com início agendado para as 12:00 (18:00), ficando o agrupamento fechado no dia 27 de junho, quando Portugal a defrontar a Colômbia em Miami, a partir das 19:30 (00:30 de 28 de junho).

Meira, internacional português em 54 ocasiões, alertou para a importância do embate com os congoleses, num jogo em que Portugal é favorito, mas vai enfrentar uma adversário motivado e em busca de uma surpresa.

“Portugal só tem a perder e a República Democrática do Congo percebe que Portugal é favorito. Temos de entrar com uma concentração exemplar, porque eles vão ter uma motivação extra. No Mundial não existem equipas fáceis, mas sim equipas mais ou menos acessíveis e o [RD] Congo é das mais acessíveis, apesar de ter qualidade”, salientou.

Para o antigo central e médio defensivo, a seleção orientada pelo espanhol Roberto Martínez tem “obrigatoriamente de ganhar” à formação africana, algo que também pode ajudar na gestão da equipa mais à frente no torneio.

“Acredito que vamos vencer e é quase imperial começar como uma vitória, que vai dar confiança e uma tranquilidade diferente. Também pode ajudar, depois, na gestão da sobrecarga, que pode ser marcante e decisiva no Mundial. Temos jogadores já com muitos minutos nas pernas. A parte mental quer muito, vai haver muita motivação para representar Portugal, mas o cansaço também vai estar presente”, explicou.

Fernando Meira, de 48 anos, esteve presente na fase final do Mundial2006, na Alemanha, onde Portugal chegou ao quarto lugar, a segunda melhor classificação de sempre depois da terceira posição na estreia em 1966.

O antigo futebolista, que representou, entre outros, Vitória SC, Benfica, Estugarda, Galatasaray, Zenit São Petersburgo ou Saragoça, explicou que hoje em dia a carga de jogos é “muito maior” do que na sua altura e é algo que merece uma atenção detalhada.

“Queremos todos representar a seleção, todos queremos jogar e por vezes não é fácil perceber que tens de descansar. A parte física é algo que não se consegue controlar”, frisou.

Apesar do cansaço e da ausência de férias, numa época já longa para muitos, Meira, que se sagrou campeão com o Estugarda, na Alemanha, e com Zenit, na Rússia, lembra que representar Portugal na fase final de um Mundial é o momento “mais alto da carreira de um jogador”, e acredita que a motivação não vai faltar.

O Mundial2026 vai decorrer de quinta-feira a 19 de julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

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Presidente da República entrega bandeira de Portugal à seleção para ser usada na final

O Presidente da República, António José Seguro, entregou hoje uma bandeira nacional à seleção portuguesa de futebol, para que esta a possa utilizar após a final do Mundial2026, manifestando esperança de que se sagre campeã.

“O país acredita em vós. Façam-nos sonhar e tragam para Portugal a taça que nos falta. Vamos todos torcer por vocês. Acredito que, com o vosso entusiasmo, força, fibra, talento e trabalho, isso é possível. Entrego hoje, simbolicamente, a bandeira nacional, para que todos a possam transportar no dia 19 de julho. Será o sinal que conseguimos e que o sonho se tornou realidade e são de novo os campeões, mas, desta vez, campeões do mundo”, afirmou, numa cerimónia na Cidade do Futebol.

Foi com este mote que António José Seguro visitou a comitiva que vai disputar o Campeonato do Mundo, numa organização tripartida entre Estados Unidos da América, Canadá e México, que arranca na quinta-feira e termina em 19 de julho.

“Joguem uns pelos outros, trabalhem uns pelos outros, joguem e trabalhem em memória do nosso Diogo Jota também. Quero que saibam que, mais importante do que tudo, está a alegria e o orgulho de vestir a camisola das ‘quinas’”, apelou.

O Presidente da República lembrou que, a torcer, vão estar todos os portugueses que vivem no país, os portugueses que vivem “espalhados pelo mundo” e ainda muitos que, não sendo portugueses, “se identificam com o espírito e entusiasmo”.

“Num torneio desta dimensão, também se passa por muitas dificuldades e muitas exigências, mas é aí que se mostra a fibra e a alma de ser português. Nessa altura, estarão milhões de pessoas em todos os cantos do mundo a torcer por vós e a dar-vos o máximo apoio”, frisou o Chefe de Estado, eleito em março deste ano.

Pelas mãos do capitão Cristiano Ronaldo, António José Seguro recebeu também a camisola oficial da equipa das ‘quinas’, personalizada com o seu nome, além de um busto com essa mesma camisola representada, entregue pelo presidente da Federação Portuguesa Futebol (FPF), Pedro Proença.

“A seleção nacional parte em breve para um desafio de enorme exigência, mas fá-lo com a confiança de saber que leva consigo o apoio de todo o país. O exemplo, dedicação e espírito ao serviço público de vossa excelência é uma inspiração para a nossa seleção. Tal como no exercício das mais altas funções de Estado, também o futebol se exige de amor, compromisso e sentido de missão”, salientou Proença.

O presidente da FPF apontou o significado e a importância do futebol na vida coletiva, sendo um espaço de “identidade, coesão e esperança”, e espera que a seleção corresponda às expectativas depositadas.

No final da cerimónia, o Presidente da República e o líder da FPF juntaram-se ao selecionador Roberto Martínez e a todos os 27 futebolistas convocados para uma fotografia oficial e para juntos entoarem o hino oficial do país, A Portuguesa.

“A sua presença aqui representa a união de todos os portugueses à volta da nossa equipa e dá-nos ainda mais força para os desafios que temos pela frente. A nossa seleção vai dar tudo por Portugal e vai entrar em campo com a responsabilidade de levar os sonhos de milhões de portugueses”, disse o selecionador de Portugal, o espanhol Roberto Martínez, na qualidade de porta-voz de toda a comitiva lusa.

Portugal viaja na sexta-feira rumo a Palm Beach, em Miami, na Florida, onde vai ‘montar’ o seu centro de estágio, iniciando a prova inserido no Grupo K, tendo a estreia marcada para 17 de junho frente à República Democrática do Congo, em Houston, numa partida com início agendado para as 12:00 locais (18:00 horas de Lisboa).

Segue-se o estreante Uzbequistão, em 23 de junho, também em Houston e igualmente com início agendado para as 12:00 (18:00), ficando o grupo fechado em 27 de junho, com Portugal a defrontar a Colômbia, em Miami, num jogo que começa às 19:30 (00:30 de 28 de junho).

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