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"Salvem as bolas no recreio!"

Há escolas a expulsar a bola do recreio. A de futebol, a de basquetebol, a de râguebi. Começou em Espanha, com o argumento que não é o do vidro partido. É que a bola seria tóxica porque é dos rapazes

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"Salvem as bolas no recreio!"

Há escolas a expulsar a bola do recreio. A de futebol, a de basquetebol, a de râguebi. Começou em Espanha, com o argumento que não é o do vidro partido. É que a bola seria tóxica porque é dos rapazes

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Roblox cria contas com restrições por idade para menores de 16 anos no Brasil

O Roblox começa nesta terça-feira (16) a implementar no Brasil contas com limitações automáticas por idade para usuários com menos de 16 anos, com regras diferentes para acesso a jogos e para comunicação.

Plataforma vai separar perfis em duas categorias para crianças e adolescentes, além da conta padrão. As novas modalidades são Roblox Kids, para idades de cinco a oito anos, e Roblox Select, para quem tem de nove a 15. O Roblox é um mundo virtual com vários jogos. Lá, as pessoas podem criar um avatar, criar jogos, e compartilhar e jogar experiências interativas 3D umas com as outras.

Roblox Kids e Roblox Select

Roblox Kids: contas para pessoas de cinco a oito anos terão acesso restrito a um catálogo selecionado de jogos. A empresa diz que esses perfis ficam limitados a experiências com classificação de maturidade “mínima” ou “moderada” e que a lista de títulos é atualizada de forma dinâmica.

Chat e outros recursos de comunicação ficam desativados por padrão no modo infantil. A ideia, segundo a empresa, é reduzir o contato não supervisionado e facilitar para responsáveis identificarem o tipo de conta, inclusive por mudanças visuais no app (a conta kids tem fundo azul).

Roblox Select: para usuários de nove a 15 anos. Também têm um catálogo selecionado. Nessa faixa, o acesso pode incluir jogos com selo de maturidade até “moderada”, e as configurações padrão de comunicação permanecem como já eram para idades de nove a 15.O chat é permitido com restrições.

Quem não fizer a checagem de idade terá limitações mais duras até concluir o processo. Segundo o Roblox, perfis sem verificação de idade ficam restritos a jogos classificados como “mínimo” ou “moderado” e sem acesso à comunicação; depois da checagem, o usuário é direcionado automaticamente ao tipo de conta correspondente.

O Roblox usa uma tecnologia de verificação de idade por meio de imagem. A pessoa usa a câmera do celular, vira o rosto para os lados, e o sistema estima a idade, com precisão de 1,3 ano. Caso alguém ache que a estimativa não é apropriada, é possível submeter um documento.

Como funciona a seleção de jogos e os controles parentais

No controle parental, responsável deve se conectar à conta do filho. Lá é possível ver os jogos que ele acessa, quanto tempo ficou em cada jogo, bloquear experiências, definir o tempo de tela e liberar o chat. O responsável também pode especificar a idade do filho —caso o sistema de validação facial não tenha inferido a idade corretamente.

Roblox diz que vai manter um processo contínuo para decidir quais jogos aparecem para menores de 16. A empresa afirma que, além da moderação já existente, vai aplicar uma avaliação extra que inclui verificação de desenvolvedores e análise do conteúdo para classificar a maturidade das experiências.

Critérios incluem verificação de identidade e exigências para criadores que queiram atingir o público mais jovem. O Roblox afirma que os desenvolvedores precisam passar por verificação de ID, ativar verificação em duas etapas e manter assinatura ativa do Roblox Plus.

Controles parentais ganham novas opções e ficam disponíveis por mais tempo. A empresa diz que responsáveis poderão bloquear jogos específicos e gerenciar configurações de chat até os 15 anos, além de aprovar manualmente o acesso a jogos que não estejam liberados no padrão da conta.

Empresa também planeja mudar o sistema de classificação indicativa ainda em 2026. A plataforma pretende migrar para o padrão da IARC (International Age Rating Coalition).

Anúncio foi feito em abril

O pacote de contas por idade e controles parentais foi anunciado em 13 de abril, mas chega agora ao Brasil. Na ocasião, o fundador e CEO do Roblox, David Baszuck, disse que a empresa criaria um modelo unificado para checagem de idade, padrões de comunicação e acesso a conteúdo para usuários mais jovens.

A companhia afirmou que usuários com 16 anos ou mais não devem ver mudanças na experiência. A empresa também disse que espera que menores de 16 anos, após a verificação, tenham acesso à maior parte dos jogos que já costumam usar.

Por que importa?

O Brasil e vários países do mundo tem criado legislações para o cuidado das crianças e adolescentes na internet. Por aqui, o ECA Digital foi aprovado no ano passado e passou a vigorar neste ano. O conjunto de regras permite o uso de jogos e redes sociais, mas desde que haja sistemas de controle parental e filtros de conteúdo para este público.

Enquanto o Brasil permite com restrições, alguns países têm postura mais radical. Austrália, Indonésia e recentemente Reino Unido anunciaram que vão proibir que menores de 16 anos acessem redes sociais.

Fora isso, o Roblox, uma plataforma acessada por muitos menores, tinha várias denúncias de abuso. No ano passado, por exemplo, a plataforma permitia que menores fossem expostos a biqueiras e “meninas do job”, sendo considerado por alguns um “lugar perfeito para pedófilos”.

As medidas atuais tentam tornar a plataforma mais segura para menores. Com controle parental e classificação indicativa, a plataforma, em tese, se torna um local menos perigoso para crianças e adolescentes.

Como configurar uma conta de responsável no Roblox

O responsável deve criar uma conta no Roblox e fazer a verificação de idade – algo que é requisitado durante o processo;

Na sequência, da conta da criança, entre em Configurações e escolha Controles dos responsáveis;

Vá em Adicionar responsável e inclua o e-mail com o qual você criou a conta no Roblox; depois, acesse o e-mail e siga as recomendações;

Com a conta vinculada, o responsável pode gerenciar o que filho faz indo em Configurações > Controles dos responsáveis. Lá é possível bloquear ou permitir jogos, configurar controles de conteúdo e com quem ele pode conversar. (Guilherme Tagiaroli/FOLHAPRESS

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Quase metade das crianças do mundo está exposta a riscos climáticos

Logo Agência Brasil

Quase metade das crianças e adolescentes do mundo, o equivalente a 1,1 bilhão de indivíduos, está exposta a pelo menos três riscos climáticos, que ameaçam a sua saúde, educação e sobrevivência.

As conclusões estão no Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançado nesta segunda-feira (15).

Notícias relacionadas:

Segundo o estudo, quase todas as crianças no mundo enfrentam pelo menos um risco climático, enquanto mais de 4 milhões podem sofrer até seis ameaças diferentes.

“No Brasil, 16 milhões estão expostos a três ou mais riscos climáticos, como ondas de calor ou secas - o equivalente a 3 a cada 10 meninos e meninas brasileiras. Olhando para dois ou mais riscos, são mais de 30 milhões de crianças e adolescentes (6 a cada 10) que convivem cotidianamente com essas ameaças”, alerta o relatório.

O estudo usa os dados mais recentes disponíveis para mapear a exposição das crianças e adolescentes às oito ameaças climáticas mais frequentes em todo o mundo: enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes de rios, tempestades de areia e poeira e tempestades tropicais.

Pela primeira vez, o relatório mostra exatamente onde e com que intensidade múltiplas ameaças climáticas afetam crianças e os serviços públicos essenciais dos quais elas dependem, além de indicar como governos podem adotar ações concretas para responder a esse cenário.

De acordo com diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, a vida das crianças segue sendo profundamente abalada por ondas de calor, incêndios florestais, secas e enchentes.

Seca, calor extremo e ondas de calor são a combinação mais comum de riscos climáticos, com mais de 296 milhões de crianças e adolescentes vivendo em áreas expostas a essas três condições. A segunda combinação mais comum — seca, calor extremo e tempestades tropicais — atinge mais de 115 milhões de crianças em todo o mundo.

Segundo o Unicef, na região do Sahel, na África, uma das mais afetadas, mais de 4 milhões de crianças enfrentam a tripla ameaça de ondas de calor, calor extremo e tempestades de areia e poeira. 

Já em países da Ásia, como Bangladesh, Mianmar e Paquistão, as crianças estão expostas a mais ameaças climáticas e com maior intensidade do que em qualquer outro lugar do mundo.

Países de alta renda também enfrentam impactos climáticos. Na Itália, por exemplo, mais de 6 milhões de crianças e adolescentes estão expostas a ondas de calor prolongadas e a secas.

 Além das oito ameaças climáticas mais frequentes, o relatório analisa a exposição das crianças à poluição do ar e à malária, dois riscos muito sensíveis às mudanças climáticas. Os dados mostram que a poluição do ar afeta quase todas as crianças no mundo, enquanto 1 bilhão de meninos e meninas estão expostos à malária, aumentando uma camada extra de risco a quem já enfrenta múltiplas ameaças climáticas.

 No Brasil, o cenário é similar, com quase todas as crianças e adolescentes (95%, ou 47 milhões) expostas à poluição do ar. Já outras 5,6 milhões (ou 11% da população infantil do país) estão expostas à malária.

 “Sem esforços urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as ameaças climáticas vão se tornar mais frequentes e mais intensas, pressionando ainda mais os orçamentos públicos, os sistemas governamentais e comprometendo o bem-estar das crianças,”, alerta o relatório.

Para proteger os direitos das crianças e enfrentar a crise climática, o Unicef recomenda:

  • Reduzir as emissões e adotar ações ambiciosas para cumprir compromissos internacionais, incluindo a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e uma transição justa para energias renováveis;
  • Proteger as crianças e os adolescentes por meio de adaptação climática inclusiva;
  • Redução de riscos de desastres e respostas de perdas e danos que tornem os serviços públicos essenciais resilientes;
  • Garantir que as políticas fundamentais para as crianças sejam incluídas nos planos nacionais de adaptação e nas estratégias setoriais, na governança do risco de desastres, e nos planos de preparação e resposta;
  • Criar escolas seguras e verdes e unidades de saúde resilientes ao clima;
  • Garantir a segurança alimentar das crianças;
  • Tornar os sistemas de alerta precoce eficazes para as crianças e acessíveis aos serviços dos quais dependem;
  • Fortalecer a eficiência dos serviços de água e saneamento, bem como dos sistemas de proteção social responsivos a emergências;
  • Empoderar crianças e jovens para participar de forma significativa na ação climática por meio do investimento em educação e habilidades climáticas;
  • Fortalecimento da capacidade de tomadores de decisão e especialistas de respeitar os direitos das crianças de serem ouvidas, de se expressarem e de participarem nas decisões que afetam suas vidas.

“Esse estudo pode ajudar governos e tomadores de decisão a planejar melhor e investir de forma mais eficaz em serviços resilientes”, disse Catherine Russell.

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Quase metade das crianças do mundo está exposta a riscos climáticos

Logo Agência Brasil

Quase metade das crianças e adolescentes do mundo, o equivalente a 1,1 bilhão de indivíduos, está exposta a pelo menos três riscos climáticos, que ameaçam a sua saúde, educação e sobrevivência.

As conclusões estão no Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançado nesta segunda-feira (15).

Notícias relacionadas:

Segundo o estudo, quase todas as crianças no mundo enfrentam pelo menos um risco climático, enquanto mais de 4 milhões podem sofrer até seis ameaças diferentes.

“No Brasil, 16 milhões estão expostos a três ou mais riscos climáticos, como ondas de calor ou secas - o equivalente a 3 a cada 10 meninos e meninas brasileiras. Olhando para dois ou mais riscos, são mais de 30 milhões de crianças e adolescentes (6 a cada 10) que convivem cotidianamente com essas ameaças”, alerta o relatório.

O estudo usa os dados mais recentes disponíveis para mapear a exposição das crianças e adolescentes às oito ameaças climáticas mais frequentes em todo o mundo: enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes de rios, tempestades de areia e poeira e tempestades tropicais.

Pela primeira vez, o relatório mostra exatamente onde e com que intensidade múltiplas ameaças climáticas afetam crianças e os serviços públicos essenciais dos quais elas dependem, além de indicar como governos podem adotar ações concretas para responder a esse cenário.

De acordo com diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, a vida das crianças segue sendo profundamente abalada por ondas de calor, incêndios florestais, secas e enchentes.

Seca, calor extremo e ondas de calor são a combinação mais comum de riscos climáticos, com mais de 296 milhões de crianças e adolescentes vivendo em áreas expostas a essas três condições. A segunda combinação mais comum — seca, calor extremo e tempestades tropicais — atinge mais de 115 milhões de crianças em todo o mundo.

Segundo o Unicef, na região do Sahel, na África, uma das mais afetadas, mais de 4 milhões de crianças enfrentam a tripla ameaça de ondas de calor, calor extremo e tempestades de areia e poeira. 

Já em países da Ásia, como Bangladesh, Mianmar e Paquistão, as crianças estão expostas a mais ameaças climáticas e com maior intensidade do que em qualquer outro lugar do mundo.

Países de alta renda também enfrentam impactos climáticos. Na Itália, por exemplo, mais de 6 milhões de crianças e adolescentes estão expostas a ondas de calor prolongadas e a secas.

 Além das oito ameaças climáticas mais frequentes, o relatório analisa a exposição das crianças à poluição do ar e à malária, dois riscos muito sensíveis às mudanças climáticas. Os dados mostram que a poluição do ar afeta quase todas as crianças no mundo, enquanto 1 bilhão de meninos e meninas estão expostos à malária, aumentando uma camada extra de risco a quem já enfrenta múltiplas ameaças climáticas.

 No Brasil, o cenário é similar, com quase todas as crianças e adolescentes (95%, ou 47 milhões) expostas à poluição do ar. Já outras 5,6 milhões (ou 11% da população infantil do país) estão expostas à malária.

 “Sem esforços urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as ameaças climáticas vão se tornar mais frequentes e mais intensas, pressionando ainda mais os orçamentos públicos, os sistemas governamentais e comprometendo o bem-estar das crianças,”, alerta o relatório.

Para proteger os direitos das crianças e enfrentar a crise climática, o Unicef recomenda:

  • Reduzir as emissões e adotar ações ambiciosas para cumprir compromissos internacionais, incluindo a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e uma transição justa para energias renováveis;
  • Proteger as crianças e os adolescentes por meio de adaptação climática inclusiva;
  • Redução de riscos de desastres e respostas de perdas e danos que tornem os serviços públicos essenciais resilientes;
  • Garantir que as políticas fundamentais para as crianças sejam incluídas nos planos nacionais de adaptação e nas estratégias setoriais, na governança do risco de desastres, e nos planos de preparação e resposta;
  • Criar escolas seguras e verdes e unidades de saúde resilientes ao clima;
  • Garantir a segurança alimentar das crianças;
  • Tornar os sistemas de alerta precoce eficazes para as crianças e acessíveis aos serviços dos quais dependem;
  • Fortalecer a eficiência dos serviços de água e saneamento, bem como dos sistemas de proteção social responsivos a emergências;
  • Empoderar crianças e jovens para participar de forma significativa na ação climática por meio do investimento em educação e habilidades climáticas;
  • Fortalecimento da capacidade de tomadores de decisão e especialistas de respeitar os direitos das crianças de serem ouvidas, de se expressarem e de participarem nas decisões que afetam suas vidas.

“Esse estudo pode ajudar governos e tomadores de decisão a planejar melhor e investir de forma mais eficaz em serviços resilientes”, disse Catherine Russell.

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Unicef: Mais de 1 bilhão de crianças estão expostas a ameaças climáticas

Um relatório inédito aponta que quase metade das crianças e adolescentes do mundo, cerca de 1,1 bilhão de menores, está exposta a pelo menos três riscos climáticos, em uma ameaça à sua saúde, educação e sobrevivência.

O estudo do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), divulgado nesta segunda-feira (15), alerta que quase todas as crianças no mundo enfrentam pelo menos um risco climático, enquanto mais de 4 milhões podem enfrentar até seis ameaças diferentes. 

Segundo a pesquisa, no Brasil, 16 milhões estão expostos a três ou mais riscos climáticos, como ondas de calor ou secas — o equivalente a 3 a cada 10 meninos e meninas brasileiras. Olhando para dois ou mais riscos, são mais de 30 milhões de crianças e adolescentes (6 a cada 10) que convivem com essas ameaças na rotina.

O Relatório de Risco Climático das Crianças 2026 usa os dados mais recentes para mapear a exposição das crianças e adolescentes às oito ameaças climáticas mais frequentes em todo o mundo: enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes de rios, tempestades de areia e poeira e tempestades tropicais.

Pela primeira vez, o relatório mostra exatamente onde — e com que intensidade — múltiplas ameaças climáticas afetam crianças e os serviços públicos essenciais dos quais elas dependem, além de indicar como governos podem adotar ações concretas para responder a esse cenário.

“A vida das crianças segue sendo profundamente abalada por ondas de calor, incêndios florestais, secas e enchentes”, afirma Catherine Russell, diretora executiva do Unicef.

“Tripla Ameaça”

Seca, calor extremo e ondas de calor são a combinação mais comum de riscos climáticos, com mais de 296 milhões de crianças e adolescentes vivendo em áreas expostas às essas três condições. A segunda combinação mais comum — seca, calor extremo e tempestades tropicais — atinge mais de 115 milhões de crianças em todo o mundo.

Na região do Sahel, na África, uma das mais afetadas, mais de 4 milhões de crianças enfrentam a tripla ameaça de ondas de calor, calor extremo e tempestades de areia e poeira. Já em países da Ásia, como Bangladesh, Mianmar e Paquistão, as crianças estão expostas a mais ameaças climáticas e com maior intensidade do que em qualquer outro lugar do mundo.

Países de alta renda não estão imunes a esses impactos climáticos. Na Itália, por exemplo, mais de 6 milhões de crianças e adolescentes estão expostas a ondas de calor prolongadas e a secas. Ao mesmo tempo, o país demonstra como investir em adaptação climática pode reduzir riscos, embora segundo o relatório, ainda haja necessidade de mais ações diante do agravamento da crise climática.

Poluição e malária

Além das oito ameaças climáticas mais frequentes, o relatório analisa a exposição das crianças à poluição do ar e à malária — dois riscos altamente sensíveis às mudanças climáticas. Os dados mostram que a poluição do ar afeta quase todas as crianças no mundo, enquanto 1 bilhão de meninos e meninas estão expostos à malária, adicionando uma camada extra de risco a quem já enfrenta múltiplas ameaças climáticas.

No Brasil, o cenário é similar, com quase todas as crianças e adolescentes (95%, ou 47 milhões) expostas à poluição do ar. Já outras 5,6 milhões (ou 11% da população infantil do país) estão expostas à malária.

Análise de riscos

O relatório também apresenta um modelo para analisar os diferentes tipos de risco que as crianças enfrentam, com base na sua exposição a choques climáticos e na sua vulnerabilidade, que é determinada pelo acesso a serviços essenciais como saúde, água potável e educação. Essa abordagem permite examinar riscos causados por ameaças sozinhas ou combinadas, bem como as ameaças climáticas de diferentes setores, mostrando os impactos nas crianças em múltiplos contextos.

Por exemplo, considerando múltiplas ameaças e vulnerabilidades, crianças em países em desenvolvimento sem litoral e em “países frágeis”, como a República Centro-Africana e o Chade, enfrentam riscos climáticos simultâneos enquanto carecem de serviços básicos, dificultando sua capacidade de adaptação e recuperação.

O Unicef explica que, segundo a OCDE, fragilidade é a combinação da exposição ao risco e da resiliência insuficiente de um Estado, sistema e/ou comunidade para gerir, absorver ou mitigar esses riscos.

Já todas as crianças em 24 “Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento” — do Haiti a Vanuatu — estão expostas a tempestades tropicais que podem afetar ilhas inteiras e sobrecarregar serviços essenciais.

Segundo o órgão, “Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento” são um grupo distinto de nações conhecidas por seu pequeno tamanho e geografia insular remota, caracterizada por isolamento, base restrita de recursos e exportações, e exposição a choques econômicos externos.

O relatório ainda aponta que, sem esforços urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as ameaças climáticas vão se tornar mais frequentes e mais intensas, pressionando ainda mais os orçamentos públicos, os sistemas governamentais e comprometendo o bem-estar das crianças, alerta o relatório.

Recomendações de proteção

Para proteger os direitos das crianças e enfrentar a crise climática, o Unicef recomenda:

  • Reduzir as emissões e adotar ações ambiciosas para cumprir compromissos internacionais, incluindo a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e uma transição justa para energias renováveis;
  • Proteger as crianças e os adolescentes por meio de adaptação climática inclusiva, redução de riscos de desastres e respostas de perdas e danos que tornem os serviços públicos essenciais resilientes, garantindo que as políticas que são fundamentais para as crianças sejam incluídas nos planos nacionais de adaptação e nas estratégias setoriais, na governança do risco de desastres, e nos planos de preparação e resposta;
  • Empoderar crianças e jovens para participar de forma significativa na ação climática por meio do investimento em educação e habilidades climáticas, e pelo fortalecimento da capacidade de tomadores de decisão e especialistas de respeitar os direitos das crianças de serem ouvidas, de se expressarem e de participarem nas decisões que afetam suas vidas.

As ideiais incluem, por exemplo, a criação de escolas verdes e unidades de saúde resilientes ao clima; garantia da segurança alimentar das crianças; fortalecimento da eficiência dos serviços de água e saneamento, assim como dos sistemas de proteção social responsivos a emergências.

“Quando fortalecemos sistemas de saúde e educação e melhoramos a infraestrutura com foco nas crianças, protegemos seu presente e garantimos seu futuro”, completa a diretora do Unicef.

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Biblioteca de Loulé acolhe conversa sobre uso saudável da tecnologia pelos mais novos

Esta sexta-feira, dia 12 de junho, pelas 18h30, o Município de Loulé promove mais um ciclo de conversas “Semear Hoje…Colher o Amanhã…”. Em destaque vai estar o tema “Gerir a tecnologia e os ecrãs com crianças e adolescentes”.

A iniciativa visa apoiar as famílias na orientação consciente e equilibrada do uso de dispositivos digitais, promovendo hábitos de vida mais saudáveis. A sessão será dinamizada por Bruno Martins, psicólogo clínico com vasta experiência e trabalho nesta área. 

No mundo atual, a tecnologia e os ecrãs fazem parte integrante da vida das crianças e adolescentes, oferecendo oportunidades de aprendizagem, comunicação e entretenimento. Gerir o uso da tecnologia não significa proibir, mas orientar de forma consciente e equilibrada. 

O debate abordará estratégias práticas para pais e educadores estabelecerem limites claros de tempo de ecrã adaptados a cada idade, com pausas regulares, bem como a importância de criar rotinas livres de tecnologia, especialmente durante as refeições e antes de deitar.

Promovido mensalmente pelo Município de Loulé, este ciclo de conversas desafia a população em geral a participar, refletir e partilhar experiências sobre variados temas ligados à saúde e ao bem-estar.

Para facilitar a presença das famílias, os pais que pretendam assistir à conversa poderão deixar os seus filhos (de idade igual ou superior a 3 anos) numa atividade gratuita de promoção do livro e da leitura. Esta dinamização estará a cargo dos profissionais da biblioteca e requer inscrição prévia através do seguinte link: https://forms.gle/yih6ny7Ua4iSrdoW6

O conteúdo Biblioteca de Loulé acolhe conversa sobre uso saudável da tecnologia pelos mais novos aparece primeiro em Sempre à Mão.

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PF apreende celulares para coibir violência infantojuvenil na internet

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Operação da Polícia Federal em Niterói, região metropolitana do Rio, apreendeu dois celulares. A finalidade era identificar autores de crimes de armazenamento e compartilhamento de arquivos com cenas de violência sexual infantojuvenil na internet. Os aparelhos serão submetidos à perícia técnica criminal. 

Na ação dessa segunda-feira (8) no bairro do Fonseca, os agentes da Delegacia de Polícia Federal em Niterói cumpriram mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Federal Criminal de Niterói.

Notícias relacionadas:

O investigado poderá responder pela prática dos crimes de armazenamento e compartilhamento de mídias contendo cenas de abuso sexual infantil, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados no curso das investigações.

Embora o termo pornografia ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a comunidade internacional adota preferencialmente as expressões abuso sexual de crianças e adolescentes ou violência sexual de crianças e adolescentes, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.

Orientação

A Polícia Federal orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que os jovens comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.

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