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Custo da construção civil desacelera em maio e soma alta de 6,93% em um ano

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou alta de 0,36% em maio de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação a abril, quando a variação havia sido de 0,72%, uma diferença de 0,36 ponto percentual.

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O indicador acompanha a evolução dos custos da construção civil no país, com foco nas obras habitacionais. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice chegou a 6,93%, ligeiramente abaixo dos 7,01% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, a variação mensal havia sido de 0,43%.

Materiais seguem pressionando os custos

Em maio, o custo nacional da construção por metro quadrado alcançou R$ 1.953,08. Desse total, R$ 1.104,59 correspondem aos gastos com materiais de construção, enquanto R$ 848,49 referem-se à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou avanço de 0,53% no mês. Apesar da alta, o resultado ficou 0,30 ponto percentual abaixo do registrado em abril, quando a variação foi de 0,83%. Na comparação com maio do ano passado, quando o índice marcou 0,51%, houve acréscimo de 0,02 ponto percentual.

Já os custos relacionados à mão de obra tiveram aumento de 0,14% em maio, resultado inferior ao de abril, que havia alcançado 0,57%. A queda foi de 0,43 ponto percentual entre os dois meses. Em relação a maio de 2025, quando a taxa foi de 0,33%, o recuo foi de 0,19 ponto percentual.

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Médicos retoman consultas tras fin de protestas en Honduras

Tegucigalpa, 11 jun (Prensa Latina) La atención en la red hospitalaria pública de Honduras comenzó hoy a normalizarse, tras las protestas protagonizadas por los profesionales de la medicina para exigir al Gobierno el pago de salarios adeudados y otras reivindicaciones.

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Emeis | Calor extremo: os cuidados essenciais para proteger os mais velhos neste verão

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China planeia avançar com 295 mil milhões para construção de centros de dados

A China planeia avançar com 295 mil milhões de dólares (255,7 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), nos próximos cinco anos, para a construção de centros de dados em todo o país, com o intuito de rivalizar com os Estados Unidos na área da inteligência artificial (IA), como refere a agência noticiosa Bloomberg. País asiático quer apostar em fornecedores locais.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, que é uma agência governamental, é uma das entidades envolvidas no desenho desse plano, de acordo com as fontes consultadas pela agência noticiosa.

De acordo com a Bloomberg, a China Mobile e a China Telecom devem operar a maior parte dos centros de dados e assegurar a sua conectividade. O plano prevê uma aposta em fornecedores locais como a Huawei Technologies para pelo menos 80% da tecnologia, como os chips de IA, excluindo as norte-americanas Nvidia e a Advanced Micro Devices (AMD).

As fontes consultadas pela agência noticiosa referiram que este plano nacional de centros de dados ainda está numa fase inicial de discussão e os detalhes podem mudar. Os 295 mil milhões de dólares de investimento previsto para os centros de dados deve ser financiado através de dívida soberana, incluindo obrigações governamentais especiais de longo prazo, geralmente com maturidade superior a 10 anos, e fundos estatais para investimento em setores estratégicos. Os empréstimos bancários e o capital privado iriam complementar o financiamento, salientaram as fontes ouvidas pela Bloomberg.

O investimento anunciado não inclui os gastos de empresas como a Alibaba e a Tencent.

As fontes disseram que a China tem também planos para integrar a rede elétrica no projeto.

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"Queimadura é doença social": especialistas alertam para acidentes no São João

A combinação de fogueiras, fogos de artifício e consumo de álcool transforma o ciclo junino em um período de alerta máximo para as unidades de saúde pernambucanas. O assunto foi tema de debate na Rádio Jornal, que reuniu profissionais de saúde, segurança e história para desmistificar práticas perigosas e orientar a população.

Apenas no Hospital da Restauração (HR), dão entrada cerca de 250 pessoas por mês vítimas de acidentes com fogo, de acordo com Marcos Barreto, cirurgião plástico da unidade de queimados do HR. Durante os festejos de junho, esse número sofre um acréscimo de aproximadamente 25%, concentrado principalmente nas vésperas e dias de São João e São Pedro.

"Queimadura é uma doença social. Você raramente vê um rico queimado, quem sofre é o pobre. Vemos muitas crianças que se queimam na cozinha porque a mãe, que é lavadeira ou trabalha fora, precisa deixar os filhos sozinhos, e uma criança de oito anos acaba cozinhando para uma de quatro", relata o médico.

Tradição e prevenção nas fogueiras

O acendimento das fogueiras, uma herança cultural mantida nas ruas, exige adaptações de segurança nos centros urbanos. Para evitar explosões, o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) recomenda o uso exclusivo de acendedores sólidos.

"O risco de acidente é muito reduzido do que usar álcool e gasolina, que são os dois principais vilões, porque a força explosiva desses dois elementos é muito forte", alerta o tenente Thiago André, comandante da primeira seção do Grupamento de Incêndios.

Ele ressalta que grande parte das tragédias ocorre pela falsa crença de que o perigo está distante de quem manuseia o material. A montagem da madeira também deve respeitar o limite de 1,5 metro de altura e manter uma distância segura da fiação elétrica.

Diferentemente da soltura de balões — prática proibida por lei devido ao alto potencial destrutivo —, a fogueira permanece legalizada, mas demanda responsabilidade do público.

"Essa fixação pelo fogo vem de tradições pagãs da Península Ibérica, onde os camponeses celebravam a colheita no solstício de verão. O fogo simbolizava a alegria e a continuação do sol. Trouxemos isso para o Brasil, adaptando para o nosso solstício de inverno e para a colheita do milho. O problema é que essa tradição nasceu no campo e hoje tentamos replicá-la em cidades urbanizadas e apertadas", destaca o historiador Eduardo Castro.

Primeiros socorros e mitos populares

Quando o acidente acontece, o desconhecimento agrava consideravelmente as lesões. A aplicação de receitas caseiras prejudica o tratamento médico e dificulta a realização de curativos no ambiente hospitalar. Em casos de formação de bolhas, a perfuração é estritamente contraindicada e deve ser feita apenas por profissionais em centros especializados.

"Você pode colocar um pano limpo, umedecer esse pano com água corrente, ajuda a aliviar a dor até a chegada do local de tratamento definitivo. Não vai botar pasta de dente, café, nem manteiga, nada disso", orienta Leonardo Gomes, coordenador-geral do Samu Recife.

O coordenador ressalta que o excesso de álcool consumido pelos adultos é um agravante nas ocorrências, pois reduz a capacidade de prestar o socorro adequado e manter o ambiente seguro.

© SÉRGIO BERNARDO/ACERVO JC IMAGEM

Todo cuidado é pouco durante as festas de São João - temporada em que muitos acidentes são relatados pelo manuseio de fogos de artifício e as típicas fogueiras
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