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Cancro do pâncreas: Dos maiores desafios da medicina a uma nova era de esperança

Photo: @copyright

O cancro do pâncreas continua a ser uma das doenças oncológicas mais agressivas e difíceis de tratar. Durante décadas, foi considerado um dos tumores com pior prognóstico, sobretudo porque evolui de forma silenciosa e é frequentemente diagnosticado em fases avançadas.

Contudo, os mais recentes avanços científicos estão a transformar o panorama desta doença. Pela primeira vez em muitos anos, investigadores e especialistas falam numa mudança de paradigma, graças ao desenvolvimento de novos tratamentos direcionados e às ferramentas de diagnóstico precoce que prometem aumentar significativamente as hipóteses de sobrevivência dos doentes. 

Porque é tão difícil de detetar?

O pâncreas é um órgão localizado profundamente no abdómen, atrás do estômago. Desempenha funções essenciais na digestão dos alimentos e na regulação dos níveis de açúcar no sangue através da produção de insulina. Um dos grandes problemas do cancro do pâncreas é que, nas fases iniciais, raramente provoca sintomas específicos. Dor abdominal ligeira, fadiga, perda de apetite ou emagrecimento podem facilmente ser confundidos com outras condições menos graves.

Quando surgem sinais mais evidentes, como a icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos), a doença encontra-se muitas vezes numa fase avançada. É precisamente este diagnóstico tardio que explica, em grande parte, a elevada mortalidade associada a este tipo de cancro.

Fatores de risco

Embora possa afetar qualquer pessoa, existem fatores que aumentam o risco de desenvolver a doença:

  • Tabagismo;
  • Obesidade e sedentarismo;
  • Diabetes de aparecimento recente;
  • Pancreatite crónica;
  • História familiar de cancro do pâncreas;
  • Alterações genéticas hereditárias, incluindo mutações dos genes BRCA.

Uma revolução silenciosa nos tratamentos

Durante muitos anos, as opções terapêuticas foram limitadas. A cirurgia continua a ser a única possibilidade de cura, mas apenas uma minoria dos doentes reúne condições para ser operada no momento do diagnóstico.

Nos casos mais avançados, a quimioterapia constituiu durante décadas a principal arma terapêutica. Contudo, os resultados obtidos eram frequentemente modestos.

Esta realidade poderá começar a mudar. Recentemente, investigadores apresentaram resultados considerados históricos para um novo medicamento direcionado contra mutações genéticas presentes na maioria dos tumores pancreáticos.  Em ensaios clínicos internacionais, este tratamento conseguiu praticamente duplicar a sobrevivência de doentes com doença metastática quando comparado com a quimioterapia convencional. Especialistas internacionais consideram este um dos avanços mais importantes alguma vez alcançados no tratamento do cancro do pâncreas.  Embora não represente ainda uma cura, este avanço demonstra que é possível desenvolver terapias mais eficazes e mais direcionadas para os mecanismos biológicos que alimentam o crescimento do tumor.

O futuro: diagnosticar antes, tratar melhor

A combinação entre medicina de precisão, inteligência artificial e novas terapias direcionadas está a abrir uma nova fase na luta contra o cancro do pâncreas.

O objetivo já não passa apenas por tratar melhor os tumores existentes, mas também por identificá-los antes de se tornarem agressivos e potencialmente fatais. Vários grupos de investigação trabalham atualmente no desenvolvimento de estratégias capazes de detetar lesões precursoras e até impedir a progressão para cancro invasivo. 

Uma esperança realista

O cancro do pâncreas continua a ser uma das doenças mais difíceis da medicina contemporânea. Contudo, pela primeira vez em muitos anos, os avanços científicos permitem falar de uma esperança sustentada por resultados concretos. Ainda não existe uma cura universal. Mas os novos medicamentos, as terapias de precisão, a imunoterapia e as ferramentas de inteligência artificial estão a mudar o curso da doença e a oferecer perspetivas que, há poucos anos, pareciam inalcançáveis. O que antes era visto como um dos tumores mais difíceis de combater começa agora a entrar numa nova era de possibilidades. 

O que cada um pode fazer?

Apesar dos avanços científicos, a prevenção continua a desempenhar um papel fundamental:

  • Não fumar;
  • Manter um peso saudável;
  • Praticar atividade física regular;
  • Adotar uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes e fibras;
  • Procurar aconselhamento médico quando existe história familiar da doença ou fatores de risco relevantes.
  • A investigação está a avançar rapidamente, mas a deteção precoce e os estilos de vida saudáveis continuam a ser os aliados mais importantes na luta contra o cancro do pâncreas.

MS

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«Maior feira vegan e sustentável» do país marcada para Loulé em Setembro

A «maior feira vegan e sustentável do país», que celebra a sua 7.ª edição em Loulé, entre 18 e 20 de Setembro, já abriu candidaturas para expositores, comerciantes e projetos sociais e ideias ecológicas inovadoras.

A FAVA – Feira do Ambiente e Vegan do Algarve, organizada pela BENFAZER – Associação para o Bem-Estar Social, Ambiental e Animal, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé, também está a receber propostas de atividades e espetáculos para o programa oficial.

Segundo a organização, a FAVA assume-se atualmente como uma das maiores feiras ao ar livre e gratuitas da Europa dedicadas à promoção de práticas de sustentabilidade e do veganismo.

Para a edição de 2026, o grande objetivo da FAVA é «melhorar a experiência das marcas e projetos participantes, dos visitantes, parceiros e colaboradores».

Uma das principais novidades deste ano é a criação de «um recinto exclusivo» no Parque Municipal, desenhado para «estreitar a ligação com as áreas verdes e cultivar um profundo sentimento de pertença e proximidade com a natureza».

A nova edição vai reforçar a experiência gastronómica com vários momentos de degustação de produtos e petiscos, assim como dezenas de opções de alimentação no recinto.

Vai ainda incluir iniciativas novas, como por exemplo o encontro nacional de fornos solares, o mercado de hortícolas biológico, provas radicais, e uma zona de reparações e transformações permanente, que irão compor um programa intergeracional com mais de 100 atividades e espetáculos gratuitos.

A distinção de “Expositor do Ano” mantém-se nesta 7.ª edição, mas chega com um incentivo extra: um prémio monetário no valor de 500 euros para o projeto vencedor.

Segundo a organização, na FAVA 2025 participaram 140 expositores e comerciantes de 20 setores de atividade diferentes, tendo sido servidas 4.125 refeições inteiramente de base vegetal.

O programa contou com 46 entidades envolvidas e 137 atividades e espetáculos totalmente gratuitos, foram distribuídos 730 cheques ao público para consumo na feira e foram oferecidos 1844 produtos de marcas parceiras.

Na última edição, 228 pessoas deram uma nova vida a 1.495 peças de vestuário, calçado ou livros usados, retirando de circulação 210 kg de artigos e poupando recursos ao planeta.

Os empreendedores, artesãos, produtores, marcas e associações que promovam um estilo de vida ecológico, consciente e compassivo devem apresentar a sua proposta de participação através do site oficial.

Estão também abertas as inscrições para oficinas, palestras, aulas de bem-estar, nutrição, espetáculos de música, dança e teatro de rua que se alinhem com os valores do certame.

As vagas para expositores são limitadas, sendo as candidaturas analisadas por critérios de sustentabilidade, relevância e criatividade.

Para as atividades e espetáculos, a originalidade e o impacto na promoção de um estilo de vida sustentável e vegano serão os fatores decisivos de seleção.

As condições de participação e os respetivos formulários estão disponíveis no site.

O conteúdo «Maior feira vegan e sustentável» do país marcada para Loulé em Setembro aparece primeiro em Sul Informação.

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Dia Mundial da Segurança Alimentar: pequenos gestos que previnem doenças transmitidas pelos alimentos

Texto de Joana Martins, nutricionista. O Dia Mundial da Segurança Alimentar visa alertar para as centenas de milhares de pessoas que anualmente adoecem em toda o mundo devido ao consumo de alimentos contaminados. Dessas, uma grande parte acaba por morrer. Práticas simples como lavar as mãos e respeitar temperaturas adequadas podem ajudar a prevenir doenças e salvar vidas.

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