Protestos em Belfast. Agressor fica sob prisão preventiva
Prisão preventiva para migrante suspeito de tentativa de homicídio em Belfast na Irlanda da norte.
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Subiu para 127 o número de mortes no surto de Ébola na República Democrática do Congo.
O Papa Leão XIV esteve esta quarta-feira na Catalunha, em Espanha.
O Banco Central Europeu deverá aumentar amanhã a taxa de juro de referência. 
A empresária Isabel dos Santos manifestou-se esta quarta-feira “dececionada” com a governação do Presidente angolano, João Lourenço, disse que o país “está a navegar sem rumo” com pobreza e desemprego e espera por melhor gestão do país após 2027.
De acordo com Isabel dos Santos, passados quase dez anos de governação do Presidente angolano, o país regrediu e “não atingiu o patamar em que deveria estar”, tendo lamentado as elevadas taxas de desemprego, pobreza, a desvalorização do kwanza (moeda angolana) e o baixo poder de compra das famílias.
“Portanto, eu diria que estou dececionada, porque esperava mais e melhor para o meu país”, disse hoje a empresária em entrevista à Rádio Essencial.
Em declarações à emissora angolana, sediada em Luanda, lamentou a atual condição social e económica das famílias angolanas e afirmou que esperava mais e melhor da equipa económica do Governo que, no seu entender, implementa políticas “que não ajudam o povo”.
“São desnecessários impostos tão altos quando ainda há uma economia tão frágil. Tantas pessoas em situações frágeis. A Administração Geral Tributária (AGT), a política económica, as inspeções constantes às empresas, a burocracia, são fatores que me deixam dececionada”, apontou.
Reiterou a sua “deceção” com a gestão do país e espera que o próximo governo, saído das eleições gerais de 2027 possa “gerir melhor o país” independentemente de quem vencer as eleições.
“Mesmo que seja o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola, no poder desde 1975) o partido vencedor, espero que seja outro governo e outra liderança. Não a liderança que segue este formato. Para mim a economia é a vida do cidadão do dia a dia”, frisou.
Isabel dos Santos, que assumiu ser “militante de base” do MPLA, considerou mesmo que Angola “está a navegar sem rumo”, criticou a política fiscal da AGT que “sufoca empresas” bem como as “atrocidades” da justiça angolana que afastam investidores estrangeiros.
Defendeu que Angola precisa de uma economia que funcione e de confiança centrada na justiça.
“Infelizmente, nós continuamos com uma justiça com ordens superiores, com acusações que são mais por perseguição política do que realmente querer trazer a verdade do povo”, salientou, considerando que lhe foram imputadas, pelas autoridades angolanas, “oito acusações falsas”.
Segundo a empresária angolana, as referidas acusações – com processos um curso nos órgãos judiciais angolanas de alegada utilização de fundos públicos para seus investimentos – têm motivações políticas.
“Estou a ser acusada de coisas que não existiram, que não aconteceram. Por razões políticas, por vingança, por revanchismo, divisões internas do MPLA, duas fações que existem, que lutam entre si. E eu, por ser filha do antigo Presidente da República, de certa forma sou usada e apanhada neste meio de situações”, lamentou.
À Essencial, numa entrevista de hora e meia, a filha do ex-presidente angolano, José Eduardo dos Santos, defendeu ainda edificação de uma “Angola justa para todos os angolanos”, garantindo que “não vai desistir de Angola”.
Fora de Angola desde o início do mandato de João Lourenço, disse que não pode regressar ao país por alegada “perseguição política” tutelada pela Procuradoria-Geral da República.
Por fim, enalteceu as múltiplas candidaturas para a eleição do próximo presidente do MPLA, no IX Congresso Ordinário agendado para os dias 9 e 10 de dezembro próximo, lamentou as reclamações de pré-candidatos sobre alegadas irregularidades no processo e assegurou que não vai apoiar o MPLA, nas eleições de 2027, se o presidente do partido for João Lourenço.
Donald Trump garante que estava muito próximos de assinar um acordo, mas acusa o regime iraniano de prolongar as negociações e de tomar os Estados Unidos por tolos. No rescaldo do sismo de magnitude 7,8 na escala de Ritcher, ainda se procuram pessoas desaparecidas, ao mesmo tempo que se cuida das centenas de feridos e se fazem contas à vida que devagar tenta voltar à normalidade possível.


Os militares no poder na Guiné-Bissau fizeram esta quarta-feira “uma advertência diplomática ao Governo português” com ameaça de “severas consequências nas relações bilaterais” devido ao que consideram ingerência na soberania guineense.
A posição consta de uma nota de repúdio do Conselho Nacional de Transição às declarações recentes do ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, que, em entrevista à Antena 1 falou do eventual levantamento da suspensão da Guiné-Bissau da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e reiterou a exigência de regresso à ordem constitucional e da libertação do opositor Domingos Simões Pereira.
A nota enviada à agência Lusa começa por referir que esta “serve como advertência final contra a postura reincidente de ingerência e paternalismo neocolonial adotada pela diplomacia de Lisboa em relação ao Estado soberano da Guiné-Bissau”.
“O Conselho Nacional de Transição da República da Guiné-Bissau emite o presente comunicado em reação direta, contundente e definitiva às inaceitáveis declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel”, lê-se.
Os militares sublinham que “qualquer futura tentativa de intromissão nos assuntos soberanos” da Guiné-Bissau “receberá uma resposta de idêntica ou superior contundência, com as devidas e severas consequências ao nível das relações bilaterais”.
A Guiné-Bissau está suspensa da CPLP, e de outras organizações internacionais de que é membro, desde o golpe militar de 26 de novembro de 2025.
O golpe interrompeu as eleições gerais, que tinham decorrido três dias antes, depôs o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e colocou, primeiro na cadeia e depois em prisão domiciliária, o principal líder da oposição e do histórico partido PAIGC, Domingos Simões Pereira.
A CPLP é a única organização que ainda não enviou uma delegação de bons ofícios à Guiné-Bissau, que tinha a presidência da comunidade lusófona e foi substituída por Timor-Leste.
Na nota de repúdio divulgada hoje, o Conselho Nacional de Transição afirma que “nunca manifestará interesse em regressar a uma Comunidade (…) que se preste a funcionar como mera ferramenta de influência geopolítica e de projeção dos interesses paroquiais de Portugal”.
Os militares recordam ao chefe da diplomacia portuguesa que a CPLP “nunca financiou atos eleitorais na Guiné-Bissau” e que as últimas eleições gerais “foram financiadas quase na sua totalidade com financiamento” próprio.
A Guiné-Bissau tem novas eleições gerais marcadas para 6 de dezembro.
Sobre a prisão do opositor Domingos Simões Pereira e o processo no Tribunal Militar por alegado envolvimento numa tentativa de golpe de Estado antes das eleições gerais de novembro de 2025, os militares apontam o “Caso Sócrates” em Portugal como o que consideram “incompetência e vergonha judicial portuguesa”.
“Um Estado que exibe este nível de incompetência e arrastamento crónico no topo do seu próprio sistema judicial não tem qualquer moral, técnica ou política, para emitir juízos de valor ou exigir a libertação de cidadãos suspeitos a processos legais na Guiné-Bissau”, refere o comunicado.
O Conselho Nacional de Transição afirma ainda que “a Guiné-Bissau não se vergará a exames de bom comportamento ditados por metrópoles estrangeiras” e que o país continuará a trilhar um caminho próprio “sem precisar da aprovação ou do aval daqueles que se julgam falso senhores” desta nação.
*** A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância ***
O massacre aconteceu perto de uma mina de ouro abandonada, numa região marcada pela exploração mineira ilegal. Há vários anos que o controlo destas minas alimenta a violência entre grupos criminosos rivais, mas os motivos do tiroteio continuam por esclarecer.



© DANIEL IRUNGU/EPA

© LUÍSA NHANTUMBO/LUSA
O eclipse solar total previsto para agosto de 2026 está a gerar grande expectativa em Portugal, por se tratar de um fenómeno astronómico raro e com visibilidade muito expressiva no país. A aproximação da data tem despertado o interesse de especialistas, curiosos e observadores, sobretudo porque uma pequena zona do território nacional ficará dentro da faixa de totalidade.
No dia 12 de agosto de 2026, a Lua ficará alinhada entre a Terra e o Sol, ocultando a luz solar em várias regiões do planeta. Em Portugal, o fenómeno será especialmente relevante, já que parte do nordeste transmontano poderá assistir à totalidade, durante cerca de 26 segundos, enquanto o restante território verá um eclipse parcial muito profundo, de acordo com o programa nacional Eclipse 2026 da NASA.
O último eclipse total do Sol observado em Portugal ocorreu em 1912. Depois do evento de 2026, um fenómeno semelhante só deverá voltar a ser visível no país em 2144, o que ajuda a explicar a atenção crescente em torno desta data.
A faixa de totalidade será relativamente estreita e atravessará zonas como o Ártico, a Gronelândia, a Islândia, o Atlântico, Espanha e uma pequena área do nordeste de Portugal. A NASA confirma que o eclipse total de 12 de agosto de 2026 também será visível numa pequena parte do território português.
Em Portugal continental, a ocultação do Sol deverá variar entre 92% e 100%. Para observar o eclipse total, será necessário estar numa zona muito específica do Parque Natural de Montesinho, no distrito de Bragança, onde se encontra a pequena área portuguesa abrangida pela totalidade.
No restante território continental, o eclipse será parcial, mas ainda assim bastante expressivo. Nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, a ocultação prevista será menor, mas o fenómeno também deverá ser visível, desde que as condições meteorológicas o permitam.
Durante a fase de totalidade, a luz solar deverá diminuir de forma brusca, criando por breves segundos um ambiente invulgar, semelhante ao anoitecer. Nessa altura, poderá ser possível observar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, que habitualmente fica escondida pelo brilho intenso do disco solar.
Mesmo nas zonas onde o eclipse será parcial, a redução da luminosidade deverá ser percetível, sobretudo perto do momento de maior ocultação. Ainda assim, os especialistas alertam que nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, já que a exposição pode causar lesões graves e permanentes na visão.
Para observar o eclipse em segurança, e de acordo com a fonte anteriormente citada, será indispensável usar óculos próprios para observação solar ou visores certificados. Óculos de sol comuns, mesmo que sejam escuros, não oferecem proteção suficiente para olhar diretamente para o Sol.
A recomendação passa também por planear a observação com antecedência, sobretudo para quem pretende deslocar-se até à zona de totalidade. Além da procura por alojamento, será importante escolher um local com horizonte desobstruído para oeste, uma vez que o eclipse ocorrerá ao final do dia.
O eclipse total do Sol previsto para 12 de agosto de 2026 deverá ser um dos acontecimentos científicos mais marcantes do século em Portugal. Para muitos portugueses, será uma oportunidade única de assistir a um fenómeno raro, que só deverá repetir-se no país dentro de mais de cem anos.
