Em clima de Copa, Paolla Oliveira posa de biquíni verde e amarelo


José Roberto Burnier passou por um susto durante um passeio em São Paulo neste domingo (7). O âncora do SP2, da TV Globo, foi atacado por um pitbull enquanto caminhava com seus cachorros.

Em suas redes sociais, o jornalista exibiu os ferimentos sofridos e contou que uma de suas cadelas também ficou ferida. De acordo com o comunicador, o cachorro que o atacou estava sem os equipamentos de segurança.
“O preço da irresponsabilidade. Eu e meus cachorros fomos atacados por um pitbull solto, sem guia. Essa senhora passeava com 3 cachorros e justamente o mais perigoso e bravo estava sem guia. Ele avançou e nos feriu, a mim e a uma das minhas cachorras”, iniciou José Roberto Burnier.

Na sequência, o âncora chamou atenção para o cumprimento das normas previstas por lei. “É lamentável que certos donos de cachorros achem que podem sair na rua sem guia. É lei estadual: qualquer cachorro, manso ou bravo, pequeno ou grande, treinado ou não, só pode circular nas ruas com guia. E cães bravos, como o pitbull, com focinheira. Mas muitos simplesmente não respeitam a lei. E dá nisso”, continuou.
Por fim, Burnier tranquilizou os amigos e afirmou estar bem. “Eu recebi muitas mensagens de preocupação. Muito obrigado pelas mensagens. Estou fazendo essa publicação para dizer a vocês que já fui atendido aqui no Sírio-Libanês, já tomei quatro pontos na mão, fiz outros curativos, tem uma perna aqui também, e está tudo bem agora. Vida que segue”, revelou.

Alguns anos após migrar para a GloboNews, Burnier assumiu em 2022 a apresentação do SP2. Aos 65 anos, o jornalista acumula mais de três décadas de trajetória no Grupo Globo, período em que atuou como repórter e esteve à frente de programas como GloboNews em Ponto e Conexão GloboNews.
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Teorias que associam a animação “Os Simpsons” a supostas previsões de acontecimentos reais voltaram a ganhar destaque, desta vez relacionadas à Copa do Mundo de 2026. Um episódio exibido na década de 1990 passou a ser apontado como uma possível referência ao próximo campeão do torneio.
Lançada em 1989, a série acumulou ao longo dos anos diversas comparações com fatos que aconteceram posteriormente. Entre os exemplos mais conhecidos estão situações relacionadas à eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e à popularização das chamadas de vídeo.
No esporte, a animação também já foi relacionada a acontecimentos marcantes. Um dos casos mais citados envolve um episódio associado à Copa do Mundo de 2014, que apresentava elementos comparados posteriormente à lesão de Neymar e à derrota da Seleção Brasileira para a Alemanha, embora com diferenças em relação ao que ocorreu no torneio.

Episódio mostra confronto entre Portugal e México
A teoria mais recente tem como base um episódio exibido em 1997, que mostra uma partida disputada no Springfield Stadium entre as seleções de Portugal e México. Na trama, Portugal aparece como vencedor do confronto, fato que passou a ser relacionado à disputa do Mundial de 2026.
Outro ponto frequentemente mencionado é a semelhança entre o estádio retratado na animação e o MetLife Stadium, em Nova Jersey, local escolhido para receber a final da próxima Copa do Mundo. A presença do México na cena também é apontada como um elemento que reforça a associação com a edição de 2026, já que o país será uma das sedes do torneio ao lado de Estados Unidos e Canadá.

Apesar das comparações, não há qualquer evidência de que o episódio tenha sido criado com a intenção de prever o resultado da competição. As associações são baseadas em coincidências observadas entre a animação e fatos do mundo real.
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O Dia dos Namorados deste ano terá um significado diferente para Camila Pitanga. Aos 47 anos, a atriz vive uma nova etapa da vida amorosa após ter sido pedida em casamento pelo dramaturgo Patrick Pessoa. Entre os preparativos para a cerimônia e os novos projetos profissionais, ela define o momento como uma fase de maturidade, emoções e esperança no futuro.
“O amor sempre foi um norte na minha vida, algo para cultivar e celebrar”, afirma. Pela primeira vez noiva, ela conta que tem vivido cada etapa dos preparativos como parte de um ritual afetivo compartilhado. “A alegria é muito poderosa. Me vejo mais emotiva e vibrante.”
Camila diz enxergar valor na construção de uma relação baseada em tranquilidade e parceria. Segundo ela, a experiência de viver um amor maduro traz uma perspectiva diferente sobre a data comemorativa. “É uma dádiva viver um amor tranquilo e maduro que aposta no futuro.”
Interpretações e aprendizados sobre o amor
Ao longo de mais de três décadas de carreira, a atriz interpretou personagens que atravessaram paixões arrebatadoras, crises e reencontros. Para ela, essas histórias ajudaram a reforçar uma percepção que também surgiu da vida fora das telas: não existe amor sem vulnerabilidade.
Ela avalia que os vínculos afetivos são construídos a partir da imperfeição e da capacidade de transformação. Afirma que tanto a convivência com outras mulheres quanto a experiência de emprestar o corpo e a voz a diferentes personagens contribuíram para essa compreensão sobre os relacionamentos.
Entre as histórias de amor que viveu na ficção, uma ocupa lugar especial na memória do público e da atriz: o romance entre Bebel e Olavo, personagens de “Paraíso Tropical” (2007). A atriz lembra que a relação não estava prevista nos planos iniciais da trama e o autor Gilberto Braga foi construindo ao longo da novela.
“A relação começa, segundo a própria Bebel, ‘na profissa’ e foi se transformando numa paixão não assumida até enfim se tornar um amor com toques de humor e drama”, recorda. Para ela, era uma história marcada por contradições, o que ajudou a torná-la tão memorável.
Arte e conexões humanas
Em um momento em que grande parte das relações passa por telas e redes sociais, Camila acredita que a arte continua exercendo um papel importante na criação de conexões humanas. Ela vê semelhanças entre a capacidade da arte de ampliar horizontes e como o amor pode expandir a experiência de quem o vive. “O vínculo, a entrega, é que sustenta, dá alicerce”, resume.
Essa visão esteve presente na participação da atriz em um evento promovido pela joalheria italiana Bvlgari para celebrar o Dia dos Namorados. A programação reuniu poesia, dança, música e iniciativas filantrópicas em uma proposta que buscava discutir o amor para além do romance.
Responsável pela leitura de uma poesia durante a celebração, ela defende que ações desse tipo ajudam a valorizar a produção cultural brasileira e a fortalecer instituições ligadas à arte. Segundo ela, cultura não deve ser vista apenas como entretenimento, mas também como memória, identidade e transformação social.
A atriz também destaca o encontro entre diferentes linguagens artísticas como uma forma de aproximar pessoas e criar diálogos. “A arte tem essa força de atravessar fronteiras e construir encontros”, afirma.
Novos projetos
Enquanto vive esse momento especial na vida pessoal, Camila prepara novos trabalhos para os próximos meses. Atualmente, ela está em cartaz com a peça “Lia, Lia”, adaptação do romance de Caetano Galindo, ao lado da atriz Beth Coelho. Em julho, o espetáculo chega a São Paulo para uma curta temporada no Teatro SESI da Avenida Paulista.
Já no fim do ano, a atriz volta a interpretar Lola em uma nova fase de “Beleza Fatal”. Mas, antes de mergulhar novamente na personagem, ela pretende aproveitar uma temporada que, dentro e fora dos palcos, tem sido guiada pelo mesmo sentimento. (FOLHAPRESS)
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Os fãs do Rock in Rio já podem garantir presença na edição de 2026. A venda geral de ingressos começou nesta segunda-feira (8), às 19h, pelo site oficial do festival, após uma pré-venda que bateu recordes e teve todos os lotes disponíveis esgotados em menos de duas horas.
Inicialmente, a compra das entradas foi liberada para membros do Rock in Rio Club e clientes Itaú. Entre os dias mais disputados estavam 6 e 12 de setembro, que contam com apresentações de Calvin Harris e Maroon 5 como atrações principais. As entradas dessas datas acabaram em menos de uma hora. Pouco depois, os ingressos para os dias 5, 7 e 11 também se esgotaram.

A próxima edição do festival será realizada nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro de 2026, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. Os ingressos custam R$ 870 na modalidade inteira e R$ 435 para meia-entrada. Clientes Itaú têm acesso ao valor promocional de R$ 739,50. O pagamento pode ser parcelado em até seis vezes sem juros.
Entre os artistas já confirmados estão Foo Fighters, Avenged Sevenfold, Elton John, Stray Kids, Maroon 5, Twenty One Pilots, Halsey, Demi Lovato, Ivete Sangalo, Alok, Calvin Harris e Gilberto Gil, além de diversos nomes da música nacional e internacional distribuídos entre os palcos Mundo e Sunset.
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O cantor Leonardo voltou a chamar atenção nas redes sociais após protagonizar uma cena inusitada durante uma abordagem de fiscalização. Embora estivesse apenas como passageiro no veículo, o sertanejo decidiu pedir aos agentes que realizassem nele o teste do bafômetro.
A situação foi compartilhada por Poliana Rocha, esposa do artista, que reagiu com bom humor ao resultado obtido. O exame apontou índice zero de álcool, fato que surpreendeu quem acompanhava a abordagem e motivou uma brincadeira da influenciadora nas redes.
Nas imagens divulgadas, Leonardo conversa com um dos fiscais e solicita espontaneamente a realização do teste. Antes da medição, o agente chegou a brincar sobre o possível resultado. No entanto, ao verificar o aparelho, constatou que o cantor não apresentava qualquer teor alcoólico.
Após a confirmação, o clima descontraído continuou. Leonardo aproveitou o momento para cantar um trecho de uma de suas músicas para o agente responsável pela fiscalização, arrancando risadas dos presentes.
O vídeo rapidamente repercutiu nas redes sociais e gerou uma série de comentários bem-humorados. Muitos internautas demonstraram surpresa com o resultado e fizeram piadas sobre o equipamento utilizado, enquanto outros destacaram o caráter descontraído da situação.
A gravação acabou se transformando em mais um episódio curioso envolvendo o sertanejo, conhecido por seu jeito irreverente e pelas brincadeiras frequentes compartilhadas com fãs na internet.
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Goiânia recebe, entre os dias 5 e 7 de junho, mais uma edição do Arraiá do Bem 2026, no Estádio Serra Dourada. Com abertura dos portões às 15h e shows a partir das 18h, a programação reúne atrações musicais durante os três dias de festa.
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A Fifa anunciou oficialmente que Shakira estará entre as atrações da cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026. O evento acontece em 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México, uma das sedes do torneio.
A cantora colombiana dividirá o palco com o astro nigeriano Burna Boy. Os dois artistas lançaram recentemente “Dai Dai”, canção escolhida como música oficial do Mundial.
Esta será a terceira participação de Shakira em eventos ligados à Copa do Mundo. Em 2010, na África do Sul, ela conquistou o público global com o fenômeno “Waka Waka”. Já em 2014, no Brasil, foi uma das atrações da cerimônia de encerramento ao interpretar “La La La”, ao lado de Carlinhos Brown.
A abertura do torneio contará ainda com uma grande programação musical espalhada pelos três países-sede. No México, também estão confirmados nomes como Maná, Tyla, Alejandro Fernández, J Balvin, Belinda, Lila Downs, Danny Ocean e Los Ángeles Azules.

No Canadá, artistas como Michael Bublé, Alanis Morissette e Alessia Cara comandarão as apresentações antes da partida de abertura da seleção canadense. Já nos Estados Unidos, Katy Perry lidera o line-up que também terá Anitta, Future, Lisa, do Blackpink, Marilina Bogado e outros convidados.
A expectativa é que as apresentações celebrem a diversidade cultural dos países anfitriões e marquem o início de uma das maiores edições da história da Copa do Mundo.
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Marcus Vinícius Beck
Rodrigo Santos promete uma festona em Pirenópolis. “A galera pode esperar os sucessos. É claro, tem um pouco mais de Barão Vermelho. Barão e Cazuza. Fui integrante do Barão por 25 anos, entre 1992 e 2017”, diz o artista, que toca e canta no PiriBier nesta sexta-feira (5/6).
Será um transe. Ou, se não for, é quase isso. Rodrigo chama esse tal de roquenrou às oito da noite com sua turnê… “A Festa Rock”! Irá pras picas, a tristeza. Sextamos. É feriado. Depois, Nando Reis manda ver um hit atrás do outro. Gabriel o Pensador, já no sábado, vem quente.
“Lancei três discos com o nome ‘A Festa Rock’ desde 2015”, conta Rodrigo. Era um projeto paralelo, extensão do show que fazia entre 2011 e 2012. Todos os volumes estão disponíveis nas plataformas digitais. “Nem tocava [naquela época] ‘Bete Balanço’, essas coisas”, declara.
Na ocasião, o público pedia sucessos de sua banda. Os rocks do Barão entraram no projeto. Pintaram também canções gravadas com Kid Abelha, com Léo Jaime, João Penca e Seus Miquinhos Amestrados e Lobão. Até músicas da Blitz. Sua passagem por lá durou um ano.
“[É] eu contando a minha história, que completa 40 anos. Misturei tudo”, explica o músico. “Comecei a tocar coisas que, pô, eu gravei no disco ao vivo do Lobão no Hollywood Rock. Coisas que gravei com o Kid no ‘Acústico MTV’. Que gravei com Leo Jaime em 86”, afirma.
O show foi pegando uma cara diferente. Rodrigo achou maneiro. As pessoas começaram a contratá-lo. Queriam curtir essa festa de arromba, essa “Festa Rock”. O músico, íntimo da estrada, dava pinta aonde fosse requisitado: podia ser em festival, palco grande, pequeno.
Repertório
Sim, seu lance é tocar. Nisso, o artista ampliou o repertório. Botou Titãs, Rita Lee, Legião. Além disso, criou uma banda com o baterista João Barone, o Call The Police (há dez anos já), que toca Police e tem em sua formação o guitarrista Andy Summers, do power trio inglês.
“Eu coloquei também, em ‘A Festa Rock’, músicas do The Police”, diz o baixista e violonista, de 62 anos. “E, aproveitando que eu tô tocando com o Barone também, tem Paralamas do Sucesso no show. O espetáculo, então, se tornou uma celebração ao rock e ao pop rock.”
Rodrigo ainda introduziu ao repertório os anos 1990 — “pessoas que foram influenciadas pela gente, pelo Barão, pelos artistas com os quais eu toquei”. “É um show-DJ em que eu praticamente sou um DJ em formato banda e em formato power trio, às vezes quarteto.”
Nascido no Rio de Janeiro, em 1964, o músico se assume eclético. Ouve música desde os cinco, seis anos. Aos onze, apaixonado por Beatles e Bob Dylan, iniciou-se no violão. Pirou legal. Pouco tempo depois, passou a ter aulas com o compositor paraense Nilson Chaves.
“Sabia tudo de MPB”, atesta Rodrigo, cujo estudo o levou a tirar canções de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico, Milton Nascimento, Clube da Esquina, Novos Baianos, Secos e Molhados. “E assim foi com o violão e com o baixo. Mas, no baixo, eu fui autodidata.”
Rodrigo criou linhas de baixo que marcaram rock brasileiro

Foram cinco aulas com Nico Assumpção. Tratava-se de um músico respeitado: tocava com Milton. Rodrigo se recorda de vê-lo em shows instrumentais, de jazz. Tudo ao ar livre, suave, no Parque da Catacumba. Até o início dos anos 80, havia pouco espetáculo de rock no Rio.
Ao mesmo tempo em que enlouquecia ouvindo Led Zeppelin, sacava música brasileira. “Minhas influências de baixo, no Brasil, eram Liminha, Dadi, Didi Gomes, irmão do Pepeu, Arnaldo Brandão, que acompanhou o Caetano em A Outra Banda da Terra”, revela.
Rodrigo tinha um ouvido atento. Escutava de tudo: The Smiths, U2, The Cure, Men At Work, Police. Mas também Bill Haley, Chuck Berry, as orquestras de jazz, tal e qual Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, bem como a tropicália, o rock progressivo e os trovadores.
“No meio dos anos 70 pro final, começou a aparecer uma outra galera, que é a galera do punk, do gótico. New wave era uma mistura de tudo um pouco”, contextualiza. “Você via uma coisa no The Cure, no Smiths outra, New Order, Joy Division, Echo & the Bunnymen.”
Tudo isso se via na geração 80. Rodrigo chegou ao João Penca e Seus Miquinhos Amestrados tendo uma sólida escola de new wave. “Foi muito bacana tocar com os Miquinhos”, afirma, destacando a diversão e o humor inteligente característicos do grupo liderado por Leo Jaime.
De miquinho amestrado a rock estrela — tocou com Leo —, Rodrigo acabou no Lobão. “Ele me chamou quando o Léo Jaime parou e tirou férias. Tinha visto um show meu com o Leo no Maracanãzinho, no Festival Alternativa Nativa, em 88. Gravei quatro discos”, revela.
Sob o sol de Parador
Um deles em Los Angeles (EUA): “Sob o Sol de Parador”, de 1989. Produzido por Liminha, a obra traz “Essa Noite, Não (Marcha a Ré em Paquetá)”. Rodrigo recorda que Lobão e a banda tocavam essa música nos aeroportos: “A gente levava sempre um violão a tiracolo.”
Os artistas costumavam levar um som no saguão do aeroporto às três da manhã, esperando o voo da madrugada: “Tinha muito voo madrugadão antigamente.” De acordo com o baixista, ficava mais barato fazer uma turnê dessa forma, ir para o Nordeste e Norte.
Quando se iniciaram os ensaios, Rodrigo estava com a ideia da linha de baixo em sua cabeça. “É meio que um reggae sem ser reggae, né? Ela não tinha uma estrutura de reggae e ela tinha uma parte B que caía como se fosse um Neil Young e tal. Aí eu fui no meu instinto mesmo, criei um baixo que soasse junto com a divisão do violão. Foi meio isso.”
No Hollywood Rock, em São Paulo, os artistas do Barão Vermelho viram a apresentação de Rodrigo Santos com Lobão. Após o show, numa festa no Hotel Hilton, o empresário Duda Ordunha convida o músico para se juntar aos barões. Dé Palmeira estava pra deixar o baixo.
Rodrigo, contudo, hesitou: “pô, Duda, não dá pra sair.” Dadi Carvalho, que tocara com Mick Jagger, ex-A Cor do Som e Novos Baianos, substituiu Dé no Barão. Gravou “Na Calada da Noite”, mas recebeu convite de Caetano para acompanhá-lo em turnê, ao qual disse “sim”.
Músico virou membro do Barão Vermelho em 1992

Às oito da manhã, o telefone tocou. Rodrigo atendeu: era o baterista Guto Goffi. À tarde, foi ensaiar para o repertório do LP “Supermercados da Vida”, lançado em 1992. O Barão, nesta época, rodava o país com a turnê — uma porrada! — em que celebrava seus 10 anos de vida.
“Umas duas semanas depois do primeiro ensaio, tinha show do Barão marcado no interior de Minas, se não me engano”, lembra o artista. “Eram os shows que o Dadi não poderia fazer. Foi antes do Imperator, no Rio.” Rodrigo tirou o repertório a partir de uma fita cassete.
De cara, houve sintonia entre ele e os barões. A banda começou a ter backing vocals, pois a voz do baixista combinava com a do vocalista e guitarrista Roberto Frejat. No disco “Carne Crua”, de 1994, o músico assinou, junto de Frejat e Dulce Quental, a faixa “Vida Frágil”.
“Ela tinha me mandado a letra e eu tinha feito um rock’n’roll. Um rock com riff. E tinha mostrado isso pro Frejat. Eu falei: ‘Pô, quer fazer comigo?’ E aí, beleza. Eu tava com outras canções que não mereciam entrar, não quis mostrá-las. Aí eu mostrei essa, ele gostou”, diz.
Rodrigo foi ao estúdio de Frejat. Lá, levaram um som. Quando chegou a hora do ensaio, os seis barões juntos trouxeram a música para um outro lado. Segundo o baixista, a composição estava indo para uma direção mais Doobie Brothers, com guitarras dobradas em terças.
Entrou a percussão, um suingue a mais. “Eu também fui participando disso e achando legal, criei um baixo diferente, porque eu e o Frejat, a gente tinha criado a música, parte A, B e C.” Os músicos mantiveram a estrutura melódica e harmônica, mas mudaram o arranjo rítmico.
No estúdio com os barões
“Ficou sensacional”, avalia Rodrigo Santos. “Criei um baixo do qual gosto muito. O diálogo da gente sempre foi apresentar a canção e, no estúdio, ela criar a própria vida com a soma dos seis. Cara, nós seis tínhamos uma química muito boa de composição e de arranjo.”
Durante as sessões de “Carne Crua”, Rodrigo teve a ideia do backing vocal para a canção “Meus Bons Amigos”. “O amor sem fim…. Aquela terça não tinha. E eu escutava vocais na minha cabeça em algumas músicas. Aí cheguei para o Paulo Junqueira, que produzia o disco. Falei: ‘Cara, eu posso experimentar um negócio lá no estúdio?’”, recorda-se o músico.
Junqueira rebateu: “Não, a música tá pronta, tá pronta.” Rodrigo, então, argumentou: “Cara, eu fico escutando uns backing vocals na minha cabeça. Deixa eu testar um negócio aqui.” O produtor, por fim, cedeu: “Vai lá.” “Quando eu botei o ‘amor sem fim’, que a música subiu, ele apertou o talkback, eu de fone ainda, e falou: ‘Mais 100 mil cópias vendidas.’ Todo mundo que tinha ideia no Barão era assim: vai lá, cara, executa a tua ideia aí, a gente vê.”
No CD “Puro Êxtase”, de 1998, o baixista escreveu a canção “O Sono Vem”. Ele a criou quando conhecera a sua esposa. “Eu a conheci e tal e eu queria encontrá-la, eu não conseguia parar de pensar nela. E depois não conseguia dormir por causa disso também, apaixonado.”
“E eu falei: ‘pô, se eu parar de pensar em você, o sono vem.’ Escrevi essa frase. Tava ouvindo muito U2 na época. Aí eu compus essa música e botei na minha secretária eletrônica para não esquecer. Deixava ali no violão pra lembrar. Não tinha gravadorzinho”, revela Rodrigo.
Foi gravada numa demo de voz e violão. Rodrigo apresentou a música para Frejat, que já chegava com guitarra e uma bateria eletrônica. “Cada um fazia do seu jeito”, conta. O cantor gostou. Levaram-na ao Barão: “cara, o repertório era votação, né?”. Suave, todos gostaram.
Na década de 90, o Barão explodiu. Duplo platina. Houve ainda o “Álbum”, de 96, bem como o ‘Balada MTV’, de 99. “Foi uma coisa espetacular. Teve ainda o lance dos Stones [o Barão abriu os cinco shows do grupo londrino no Brasil, em 1995]”, rememora o baixista.
Em São Paulo, os cariocas tocaram sob uma chuva torrencial no estádio Pacaembu. “A gente foi tocando, chovendo. Os instrumentos todos pararam”, relata Rodrigo. E ainda faltavam duas músicas. E todo mundo gritando debaixo de uma ducha gigante. “Porra, a plateia inteira dizendo: ‘Barão, Barão.’ Por conta da nossa ali raça tocando”, revive Rodrigo.
Barão tirou férias para Frejat se dedicar à carreira solo

A partir de 2001, o Barão Vermelho tirou férias. Frejat queria se dedicar à carreira solo. “Vira um outro Barão, outro momento da vida, uma coisa mais esporádica, para, volta e tal”, comenta Rodrigo Santos. O grupo se juntou em 2004. Foi quando o CD “Barão Vermelho”.
“Neste disco, a gente chegou com umas 30 músicas”, conta. “Cada um chegou com, sei lá, 10 músicas, muitos parceiros, todo mundo compondo com todo mundo.” Rodrigo é autor de três faixas. “Tinha uma quarta, ‘O Estrangeiro’, que eu havia feito com Maurício Barros e Mauro Santa Cecília e que acabou indo para o meu disco solo, meu primeiro disco solo.”
Na volta do Barão em 2017 — sem Frejat nos vocais —, Rodrigo também compôs com os barões. “Eu compus várias músicas também, todo mundo, eu, Suricato, o Maurício, o Guto e tal, já sem o Frejat, né?”, diz. Rodrigo Suricato virou frontman, além de assumir a guitarra.
“E acabou que eu saí do Barão em novembro, né? Antes de sair qualquer disco autoral do Barão, eu lancei no meu disco de 2019 uma música minha com o Suricato. ‘Um de Nós’, o nome da música. E ficou bem bonita”, afirma. “Ela ia para o disco do Barão, que foi lançado autoral depois que eu já tinha saído. É o ‘Viva’. Talvez essa música estivesse nele, não sei.”
Rodrigo decolou como artista solo. Hoje, ele percorre o Brasil. Onde passa, leva “A Festa Rock”. Além disso, anda pelo mundo com o Call The Police, interpretando o repertório da banda inglesa ao lado do guitarrista Andy Summers e do baterista João Barone. Superou o vício em álcool e drogas. Dá palestras, conselhos. Nunca se esqueceu de seus bons amigos.
Em breve, o artista lança “Rodrigo Santos Canta Nelson Motta”, com direção musical do compositor e produtor. No PiriBier, Rodrigo estará acompanhado de dois músicos goianos: Ingrid Lobo, guitarra e backing vocal, e Pedro Brito, bateria. Pode anotar: será uma festona.
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Vivemos tempos estranhos. Corremos de um lado para o outro, de olhos colados aos ecrãs dos telemóveis, a tentar processar um mundo cada vez mais caótico, tecnológico e, por vezes, profundamente cinzento. No meio desta azáfama, corremos o risco de nos esquecermos daquilo que nos torna genuinamente humanos: a capacidade de nos ligarmos uns aos outros, de partilharmos momentos reais e, acima de tudo, de rirmos juntos. Felizmente, há quem se recuse a aceitar esta dormência coletiva. É precisamente no coração da inovação, no Parque da Ciência e Inovação (PCI), em Ílhavo, que nasceu um projeto que promete agitar as mentes mais fechadas: a Fábrica do Humor.
Idealizada pelo conhecido humorista, ator e apresentador de televisão Marco Horácio — que adotou orgulhosamente a região de Aveiro como a sua nova casa — e pela dinâmica empreendedora Maria João Rodrigues, esta não é apenas mais uma empresa de entretenimento. Trata-se de uma verdadeira lufada de ar fresco, uma plataforma criativa que surge com a nobre ambição de colocar a criatividade, a empatia e o desenvolvimento pessoal e profissional no centro das nossas vidas. Quando pensamos num polo tecnológico como o PCI, a nossa mente viaja imediatamente para números, algoritmos, dados e computadores. É um lugar de mentes brilhantes, sem dúvida, mas onde as pessoas muitas vezes se fecham nos seus cubículos. Trazer o humor para este ambiente poderia parecer, à primeira vista, um contrassenso, mas a verdade é que a tecnologia e a ciência também têm de estar ao serviço do bem-estar e das relações humanas.
O Marco e a Maria João perceberam isso perfeitamente. A Fábrica do Humor veio dar vida a um espaço que tinha condições ótimas, mas que precisava de alma, de convívio e de proximidade. O que torna esta “Fábrica” tão especial é a sua visão do que é, afinal, o humor. Para os fundadores, fazer rir vai muito além da simples piada fácil ou da diversão passageira. O humor é visto aqui como uma ferramenta estratégica e poderosa de ligação e transformação. É o melhor antídoto contra o medo, a ansiedade e o stresse do dia a dia. Quando rimos, desarmamos o outro, baixamos as defesas e criamos pontes onde antes existiam barreiras. Nesta Fábrica, “fabricam-se” produtos específicos para pessoas, empresas e organizações. Através de eventos culturais, espetáculos de stand-up, formações, workshops e experiências interativas, mostra-se como o humor pode ser aplicado no dia a dia, na liderança de equipas ou na produtividade de uma empresa. Afinal, trabalhadores felizes e descontraídos são, comprovadamente, colaboradores mais criativos e produtivos. Mas há um detalhe crucial que importa sublinhar: os valores que guiam este projeto.
A Fábrica do Humor rege-se pela empatia, inclusão, respeito e educação. Num mundo onde as redes sociais são tantas vezes inundadas por um humor agressivo, corrosivo e que vive de rebaixar os outros, este projeto assume o compromisso de utilizar o riso como algo que une, e nunca que exclui. É um humor generoso, humanizado e de partilha. Como o próprio Marco Horácio costuma dizer, a prioridade da Fábrica não é o humor em si, são as pessoas. O humor é apenas o meio que utilizam para chegar até elas e tocar-lhes na alma. Os primeiros passos deste projeto na região já provaram que as pessoas estavam ávidas disto. As noites de Stand-up Night têm esgotado, trazendo ao público momentos de pura leveza. Há quem saia destes espetáculos a chorar de riso, confessando que já não se lembrava do que era rir assim há muito tempo. E o segredo do sucesso tem sido a simplicidade e a verdade. Em cada evento, seja no PCI ou na recente experiência com os Happy Talks na Universidade de Aveiro, o ambiente que se cria é de uma enorme proximidade. A colocação de um simples tapete no palco, que já se tornou uma imagem de marca, transforma o auditório na sala de estar de cada um de nós. É um regresso ao afetivo, ao calor humano. Os planos para o futuro são ambiciosos e estendem-se muito além das salas de espetáculo tradicionais.
A equipa quer levar o humor às escolas, trabalhar com os lares de idosos e criar, a seu tempo, um grande festival de humor na região. Não há pressa em enriquecer ou em queimar etapas; há sim uma enorme resiliência e a vontade firme de criar uma rotina cultural sólida, que faça com que as pessoas queiram sair de casa. E é precisamente essa a grande mensagem que a Fábrica do Humor nos deixa: saiam de casa.
A vida pode ser difícil, o contexto global pode ser cinzento e assustador, mas fecharmo-nos entre quatro paredes a consumir o ódio das redes sociais ou a rotina do trabalho não é a solução. Precisamos de ir ver cultura, de ouvir música, de ver os artistas e de nos permitirmos pensar e ser surpreendidos.
A Fábrica do Humor está a semear algo muito bonito em Portugal. Cabe-nos a nós, público, alimentar esta colheita, encher as salas e recordar que a rir também nos tornamos mais fortes, mais unidos e, definitivamente, mais humanos.
Paulo Perdiz/MS