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Shakira é confirmada na abertura da Copa do Mundo 2026

A Fifa anunciou oficialmente que Shakira estará entre as atrações da cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026. O evento acontece em 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México, uma das sedes do torneio.

A cantora colombiana dividirá o palco com o astro nigeriano Burna Boy. Os dois artistas lançaram recentemente “Dai Dai”, canção escolhida como música oficial do Mundial.

Esta será a terceira participação de Shakira em eventos ligados à Copa do Mundo. Em 2010, na África do Sul, ela conquistou o público global com o fenômeno “Waka Waka”. Já em 2014, no Brasil, foi uma das atrações da cerimônia de encerramento ao interpretar “La La La”, ao lado de Carlinhos Brown.

A abertura do torneio contará ainda com uma grande programação musical espalhada pelos três países-sede. No México, também estão confirmados nomes como Maná, Tyla, Alejandro Fernández, J Balvin, Belinda, Lila Downs, Danny Ocean e Los Ángeles Azules.

Cantora colombiana participará da cerimônia de abertura no Estádio Azteca, na Cidade do México | Foto: Reprodução

No Canadá, artistas como Michael Bublé, Alanis Morissette e Alessia Cara comandarão as apresentações antes da partida de abertura da seleção canadense. Já nos Estados Unidos, Katy Perry lidera o line-up que também terá Anitta, Future, Lisa, do Blackpink, Marilina Bogado e outros convidados.

A expectativa é que as apresentações celebrem a diversidade cultural dos países anfitriões e marquem o início de uma das maiores edições da história da Copa do Mundo.

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Rodrigo Santos promete festona em show no PiriBier nesta sexta (5/6)

Marcus Vinícius Beck

Rodrigo Santos promete uma festona em Pirenópolis. “A galera pode esperar os sucessos. É claro, tem um pouco mais de Barão Vermelho. Barão e Cazuza. Fui integrante do Barão por 25 anos, entre 1992 e 2017”, diz o artista, que toca e canta no PiriBier nesta sexta-feira (5/6).

Será um transe. Ou, se não for, é quase isso. Rodrigo chama esse tal de roquenrou às oito da noite com sua turnê… “A Festa Rock”! Irá pras picas, a tristeza. Sextamos. É feriado. Depois, Nando Reis manda ver um hit atrás do outro. Gabriel o Pensador, já no sábado, vem quente.

“Lancei três discos com o nome ‘A Festa Rock’ desde 2015”, conta Rodrigo. Era um projeto paralelo, extensão do show que fazia entre 2011 e 2012. Todos os volumes estão disponíveis nas plataformas digitais. “Nem tocava [naquela época] ‘Bete Balanço’, essas coisas”, declara.

Na ocasião, o público pedia sucessos de sua banda. Os rocks do Barão entraram no projeto. Pintaram também canções gravadas com Kid Abelha, com Léo Jaime, João Penca e Seus Miquinhos Amestrados e Lobão. Até músicas da Blitz. Sua passagem por lá durou um ano.

“[É] eu contando a minha história, que completa 40 anos. Misturei tudo”, explica o músico. “Comecei a tocar coisas que, pô, eu gravei no disco ao vivo do Lobão no Hollywood Rock. Coisas que gravei com o Kid no ‘Acústico MTV’. Que gravei com Leo Jaime em 86”, afirma.

O show foi pegando uma cara diferente. Rodrigo achou maneiro. As pessoas começaram a contratá-lo. Queriam curtir essa festa de arromba, essa “Festa Rock”. O músico, íntimo da estrada, dava pinta aonde fosse requisitado: podia ser em festival, palco grande, pequeno.

Repertório

Sim, seu lance é tocar. Nisso, o artista ampliou o repertório. Botou Titãs, Rita Lee, Legião. Além disso, criou uma banda com o baterista João Barone, o Call The Police (há dez anos já), que toca Police e tem em sua formação o guitarrista Andy Summers, do power trio inglês.

“Eu coloquei também, em ‘A Festa Rock’, músicas do The Police”, diz o baixista e violonista, de 62 anos. “E, aproveitando que eu tô tocando com o Barone também, tem Paralamas do Sucesso no show. O espetáculo, então, se tornou uma celebração ao rock e ao pop rock.”

Rodrigo ainda introduziu ao repertório os anos 1990 — “pessoas que foram influenciadas pela gente, pelo Barão, pelos artistas com os quais eu toquei”. “É um show-DJ em que eu praticamente sou um DJ em formato banda e em formato power trio, às vezes quarteto.”

Nascido no Rio de Janeiro, em 1964, o músico se assume eclético. Ouve música desde os cinco, seis anos. Aos onze, apaixonado por Beatles e Bob Dylan, iniciou-se no violão. Pirou legal. Pouco tempo depois, passou a ter aulas com o compositor paraense Nilson Chaves.

“Sabia tudo de MPB”, atesta Rodrigo, cujo estudo o levou a tirar canções de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico, Milton Nascimento, Clube da Esquina, Novos Baianos, Secos e Molhados. “E assim foi com o violão e com o baixo. Mas, no baixo, eu fui autodidata.”

Rodrigo criou linhas de baixo que marcaram rock brasileiro

Ouvido atento: Rodrigo se diz baixista eclético – Foto: Divulgação

Foram cinco aulas com Nico Assumpção. Tratava-se de um músico respeitado: tocava com Milton. Rodrigo se recorda de vê-lo em shows instrumentais, de jazz. Tudo ao ar livre, suave, no Parque da Catacumba. Até o início dos anos 80, havia pouco espetáculo de rock no Rio.

Ao mesmo tempo em que enlouquecia ouvindo Led Zeppelin, sacava música brasileira. “Minhas influências de baixo, no Brasil, eram Liminha, Dadi, Didi Gomes, irmão do Pepeu, Arnaldo Brandão, que acompanhou o Caetano em A Outra Banda da Terra”, revela.

Rodrigo tinha um ouvido atento. Escutava de tudo: The Smiths, U2, The Cure, Men At Work, Police. Mas também Bill Haley, Chuck Berry, as orquestras de jazz, tal e qual Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, bem como a tropicália, o rock progressivo e os trovadores.

“No meio dos anos 70 pro final, começou a aparecer uma outra galera, que é a galera do punk, do gótico. New wave era uma mistura de tudo um pouco”, contextualiza. “Você via uma coisa no The Cure, no Smiths outra, New Order, Joy Division, Echo & the Bunnymen.”

Tudo isso se via na geração 80. Rodrigo chegou ao João Penca e Seus Miquinhos Amestrados tendo uma sólida escola de new wave. “Foi muito bacana tocar com os Miquinhos”, afirma, destacando a diversão e o humor inteligente característicos do grupo liderado por Leo Jaime.

De miquinho amestrado a rock estrela — tocou com Leo —, Rodrigo acabou no Lobão. “Ele me chamou quando o Léo Jaime parou e tirou férias. Tinha visto um show meu com o Leo no Maracanãzinho, no Festival Alternativa Nativa, em 88. Gravei quatro discos”, revela.

Sob o sol de Parador

Um deles em Los Angeles (EUA): “Sob o Sol de Parador”, de 1989. Produzido por Liminha, a obra traz “Essa Noite, Não (Marcha a Ré em Paquetá)”. Rodrigo recorda que Lobão e a banda tocavam essa música nos aeroportos: “A gente levava sempre um violão a tiracolo.”

Os artistas costumavam levar um som no saguão do aeroporto às três da manhã, esperando o voo da madrugada: “Tinha muito voo madrugadão antigamente.” De acordo com o baixista, ficava mais barato fazer uma turnê dessa forma, ir para o Nordeste e Norte.

Quando se iniciaram os ensaios, Rodrigo estava com a ideia da linha de baixo em sua cabeça. “É meio que um reggae sem ser reggae, né? Ela não tinha uma estrutura de reggae e ela tinha uma parte B que caía como se fosse um Neil Young e tal. Aí eu fui no meu instinto mesmo, criei um baixo que soasse junto com a divisão do violão. Foi meio isso.”

No Hollywood Rock, em São Paulo, os artistas do Barão Vermelho viram a apresentação de Rodrigo Santos com Lobão. Após o show, numa festa no Hotel Hilton, o empresário Duda Ordunha convida o músico para se juntar aos barões. Dé Palmeira estava pra deixar o baixo.

Rodrigo, contudo, hesitou: “pô, Duda, não dá pra sair.” Dadi Carvalho, que tocara com Mick Jagger, ex-A Cor do Som e Novos Baianos, substituiu Dé no Barão. Gravou “Na Calada da Noite”, mas recebeu convite de Caetano para acompanhá-lo em turnê, ao qual disse “sim”.

Músico virou membro do Barão Vermelho em 1992

Contracapa do LP “Supermercados da Vida”, lançado em 92 – Foto: Flávio Colker

Às oito da manhã, o telefone tocou. Rodrigo atendeu: era o baterista Guto Goffi. À tarde, foi ensaiar para o repertório do LP “Supermercados da Vida”, lançado em 1992. O Barão, nesta época, rodava o país com a turnê — uma porrada! — em que celebrava seus 10 anos de vida.

“Umas duas semanas depois do primeiro ensaio, tinha show do Barão marcado no interior de Minas, se não me engano”, lembra o artista. “Eram os shows que o Dadi não poderia fazer. Foi antes do Imperator, no Rio.” Rodrigo tirou o repertório a partir de uma fita cassete.

De cara, houve sintonia entre ele e os barões. A banda começou a ter backing vocals, pois a voz do baixista combinava com a do vocalista e guitarrista Roberto Frejat. No disco “Carne Crua”, de 1994, o músico assinou, junto de Frejat e Dulce Quental, a faixa “Vida Frágil”.

“Ela tinha me mandado a letra e eu tinha feito um rock’n’roll. Um rock com riff. E tinha mostrado isso pro Frejat. Eu falei: ‘Pô, quer fazer comigo?’ E aí, beleza. Eu tava com outras canções que não mereciam entrar, não quis mostrá-las. Aí eu mostrei essa, ele gostou”, diz.

Rodrigo foi ao estúdio de Frejat. Lá, levaram um som. Quando chegou a hora do ensaio, os seis barões juntos trouxeram a música para um outro lado. Segundo o baixista, a composição estava indo para uma direção mais Doobie Brothers, com guitarras dobradas em terças.

Entrou a percussão, um suingue a mais. “Eu também fui participando disso e achando legal, criei um baixo diferente, porque eu e o Frejat, a gente tinha criado a música, parte A, B e C.” Os músicos mantiveram a estrutura melódica e harmônica, mas mudaram o arranjo rítmico.

No estúdio com os barões

“Ficou sensacional”, avalia Rodrigo Santos. “Criei um baixo do qual gosto muito. O diálogo da gente sempre foi apresentar a canção e, no estúdio, ela criar a própria vida com a soma dos seis. Cara, nós seis tínhamos uma química muito boa de composição e de arranjo.”

Durante as sessões de “Carne Crua”, Rodrigo teve a ideia do backing vocal para a canção “Meus Bons Amigos”. “O amor sem fim…. Aquela terça não tinha. E eu escutava vocais na minha cabeça em algumas músicas. Aí cheguei para o Paulo Junqueira, que produzia o disco. Falei: ‘Cara, eu posso experimentar um negócio lá no estúdio?’”, recorda-se o músico.

Junqueira rebateu: “Não, a música tá pronta, tá pronta.” Rodrigo, então, argumentou: “Cara, eu fico escutando uns backing vocals na minha cabeça. Deixa eu testar um negócio aqui.” O produtor, por fim, cedeu: “Vai lá.” “Quando eu botei o ‘amor sem fim’, que a música subiu, ele apertou o talkback, eu de fone ainda, e falou: ‘Mais 100 mil cópias vendidas.’ Todo mundo que tinha ideia no Barão era assim: vai lá, cara, executa a tua ideia aí, a gente vê.”

No CD “Puro Êxtase”, de 1998, o baixista escreveu a canção “O Sono Vem”. Ele a criou quando conhecera a sua esposa. “Eu a conheci e tal e eu queria encontrá-la, eu não conseguia parar de pensar nela. E depois não conseguia dormir por causa disso também, apaixonado.”

“E eu falei: ‘pô, se eu parar de pensar em você, o sono vem.’ Escrevi essa frase. Tava ouvindo muito U2 na época. Aí eu compus essa música e botei na minha secretária eletrônica para não esquecer. Deixava ali no violão pra lembrar. Não tinha gravadorzinho”, revela Rodrigo.

Foi gravada numa demo de voz e violão. Rodrigo apresentou a música para Frejat, que já chegava com guitarra e uma bateria eletrônica. “Cada um fazia do seu jeito”, conta. O cantor gostou. Levaram-na ao Barão: “cara, o repertório era votação, né?”. Suave, todos gostaram.

Na década de 90, o Barão explodiu. Duplo platina. Houve ainda o “Álbum”, de 96, bem como o ‘Balada MTV’, de 99. “Foi uma coisa espetacular. Teve ainda o lance dos Stones [o Barão abriu os cinco shows do grupo londrino no Brasil, em 1995]”, rememora o baixista.

Em São Paulo, os cariocas tocaram sob uma chuva torrencial no estádio Pacaembu. “A gente foi tocando, chovendo. Os instrumentos todos pararam”, relata Rodrigo. E ainda faltavam duas músicas. E todo mundo gritando debaixo de uma ducha gigante. “Porra, a plateia inteira dizendo: ‘Barão, Barão.’ Por conta da nossa ali raça tocando”, revive Rodrigo.

Barão tirou férias para Frejat se dedicar à carreira solo

Barão após show no Circo Voador: banda gravou em 2005 primeiro DVD – Foto: Fotonauta

A partir de 2001, o Barão Vermelho tirou férias. Frejat queria se dedicar à carreira solo. “Vira um outro Barão, outro momento da vida, uma coisa mais esporádica, para, volta e tal”, comenta Rodrigo Santos. O grupo se juntou em 2004. Foi quando o CD “Barão Vermelho”.

“Neste disco, a gente chegou com umas 30 músicas”, conta. “Cada um chegou com, sei lá, 10 músicas, muitos parceiros, todo mundo compondo com todo mundo.” Rodrigo é autor de três faixas. “Tinha uma quarta, ‘O Estrangeiro’, que eu havia feito com Maurício Barros e Mauro Santa Cecília e que acabou indo para o meu disco solo, meu primeiro disco solo.”

Na volta do Barão em 2017 — sem Frejat nos vocais —, Rodrigo também compôs com os barões. “Eu compus várias músicas também, todo mundo, eu, Suricato, o Maurício, o Guto e tal, já sem o Frejat, né?”, diz. Rodrigo Suricato virou frontman, além de assumir a guitarra.

“E acabou que eu saí do Barão em novembro, né? Antes de sair qualquer disco autoral do Barão, eu lancei no meu disco de 2019 uma música minha com o Suricato. ‘Um de Nós’, o nome da música. E ficou bem bonita”, afirma. “Ela ia para o disco do Barão, que foi lançado autoral depois que eu já tinha saído. É o ‘Viva’. Talvez essa música estivesse nele, não sei.”

Rodrigo decolou como artista solo. Hoje, ele percorre o Brasil. Onde passa, leva “A Festa Rock”. Além disso, anda pelo mundo com o Call The Police, interpretando o repertório da banda inglesa ao lado do guitarrista Andy Summers e do baterista João Barone. Superou o vício em álcool e drogas. Dá palestras, conselhos. Nunca se esqueceu de seus bons amigos.

Em breve, o artista lança “Rodrigo Santos Canta Nelson Motta”, com direção musical do compositor e produtor. No PiriBier, Rodrigo estará acompanhado de dois músicos goianos: Ingrid Lobo, guitarra e backing vocal, e Pedro Brito, bateria. Pode anotar: será uma festona.

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A Fábrica que nos devolve o sorriso

Credito: Eduardo Pina – Diário de Aveiro

Vivemos tempos estranhos. Corremos de um lado para o outro, de olhos colados aos ecrãs dos telemóveis, a tentar processar um mundo cada vez mais caótico, tecnológico e, por vezes, profundamente cinzento. No meio desta azáfama, corremos o risco de nos esquecermos daquilo que nos torna genuinamente humanos: a capacidade de nos ligarmos uns aos outros, de partilharmos momentos reais e, acima de tudo, de rirmos juntos. Felizmente, há quem se recuse a aceitar esta dormência coletiva. É precisamente no coração da inovação, no Parque da Ciência e Inovação (PCI), em Ílhavo, que nasceu um projeto que promete agitar as mentes mais fechadas: a Fábrica do Humor. 

Idealizada pelo conhecido humorista, ator e apresentador de televisão Marco Horácio — que adotou orgulhosamente a região de Aveiro como a sua nova casa — e pela dinâmica empreendedora Maria João Rodrigues, esta não é apenas mais uma empresa de entretenimento. Trata-se de uma verdadeira lufada de ar fresco, uma plataforma criativa que surge com a nobre ambição de colocar a criatividade, a empatia e o desenvolvimento pessoal e profissional no centro das nossas vidas. Quando pensamos num polo tecnológico como o PCI, a nossa mente viaja imediatamente para números, algoritmos, dados e computadores. É um lugar de mentes brilhantes, sem dúvida, mas onde as pessoas muitas vezes se fecham nos seus cubículos. Trazer o humor para este ambiente poderia parecer, à primeira vista, um contrassenso, mas a verdade é que a tecnologia e a ciência também têm de estar ao serviço do bem-estar e das relações humanas. 

O Marco e a Maria João perceberam isso perfeitamente. A Fábrica do Humor veio dar vida a um espaço que tinha condições ótimas, mas que precisava de alma, de convívio e de proximidade. O que torna esta “Fábrica” tão especial é a sua visão do que é, afinal, o humor. Para os fundadores, fazer rir vai muito além da simples piada fácil ou da diversão passageira. O humor é visto aqui como uma ferramenta estratégica e poderosa de ligação e transformação. É o melhor antídoto contra o medo, a ansiedade e o stresse do dia a dia. Quando rimos, desarmamos o outro, baixamos as defesas e criamos pontes onde antes existiam barreiras. Nesta Fábrica, “fabricam-se” produtos específicos para pessoas, empresas e organizações. Através de eventos culturais, espetáculos de stand-up, formações, workshops e experiências interativas, mostra-se como o humor pode ser aplicado no dia a dia, na liderança de equipas ou na produtividade de uma empresa. Afinal, trabalhadores felizes e descontraídos são, comprovadamente, colaboradores mais criativos e produtivos. Mas há um detalhe crucial que importa sublinhar: os valores que guiam este projeto. 

A Fábrica do Humor rege-se pela empatia, inclusão, respeito e educação. Num mundo onde as redes sociais são tantas vezes inundadas por um humor agressivo, corrosivo e que vive de rebaixar os outros, este projeto assume o compromisso de utilizar o riso como algo que une, e nunca que exclui. É um humor generoso, humanizado e de partilha. Como o próprio Marco Horácio costuma dizer, a prioridade da Fábrica não é o humor em si, são as pessoas. O humor é apenas o meio que utilizam para chegar até elas e tocar-lhes na alma. Os primeiros passos deste projeto na região já provaram que as pessoas estavam ávidas disto. As noites de Stand-up Night têm esgotado, trazendo ao público momentos de pura leveza. Há quem saia destes espetáculos a chorar de riso, confessando que já não se lembrava do que era rir assim há muito tempo. E o segredo do sucesso tem sido a simplicidade e a verdade. Em cada evento, seja no PCI ou na recente experiência com os Happy Talks na Universidade de Aveiro, o ambiente que se cria é de uma enorme proximidade. A colocação de um simples tapete no palco, que já se tornou uma imagem de marca, transforma o auditório na sala de estar de cada um de nós. É um regresso ao afetivo, ao calor humano. Os planos para o futuro são ambiciosos e estendem-se muito além das salas de espetáculo tradicionais. 

A equipa quer levar o humor às escolas, trabalhar com os lares de idosos e criar, a seu tempo, um grande festival de humor na região. Não há pressa em enriquecer ou em queimar etapas; há sim uma enorme resiliência e a vontade firme de criar uma rotina cultural sólida, que faça com que as pessoas queiram sair de casa. E é precisamente essa a grande mensagem que a Fábrica do Humor nos deixa: saiam de casa. 

A vida pode ser difícil, o contexto global pode ser cinzento e assustador, mas fecharmo-nos entre quatro paredes a consumir o ódio das redes sociais ou a rotina do trabalho não é a solução. Precisamos de ir ver cultura, de ouvir música, de ver os artistas e de nos permitirmos pensar e ser surpreendidos. 

A Fábrica do Humor está a semear algo muito bonito em Portugal. Cabe-nos a nós, público, alimentar esta colheita, encher as salas e recordar que a rir também nos tornamos mais fortes, mais unidos e, definitivamente, mais humanos.

Paulo Perdiz/MS

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Aplaudir o avião, reuniões e outras formas modernas de loucura organizada

Cartoon by Stella Jurgen

Este texto é uma viagem — literalmente e figurativamente — por alguns dos maiores mistérios da vida moderna. Vamos rir. Mas se quiser chorar: berre alto!

Palmas por nada e outras tradições inexplicáveis do ar

Nunca percebi as pessoas que batem palmas quando o avião aterra. Quer dizer… porquê? O piloto fez… o trabalho dele. Literalmente a função do homem “piloto” ou da mulher “pilota”: levantar aquilo do chão sem matar ninguém e, umas horas depois, voltar a pousá-lo sem transformar a pista num episódio especial do National Geographic: Desastres Aéreos.

Bater palmas ao aterrar é como aplaudir um jornalista porque escreveu uma notícia: “Bravo! Conseguiu usar verbos e pontuação!” Ou como eu começar a bater palmas quando o Manuel DaCosta me passa o cheque: “Extraordinário! Cumpriu o combinado!”.

Ninguém aterra um avião e espera ouvir uma ovação tipo concerto dos Coldplay. Imagina o absurdo noutras profissões. O canalizador arranja-te o cano: – palmas! O dentista acaba a desvitalização: – todos de pé, senhores! O caixa do supermercado passa o código de barras sem engolir uma ameixa: – bis! bis!

Portanto, além de aterrar — que já era o mínimo olímpico da profissão — o piloto ainda consegue perturbar o meu único sono decente a 11 mil metros de altitude. “Senhores passageiros, acabámos de chegar em segurança.” Sim, ótimo. Era precisamente o pacote que eu tinha comprado. Mas não. Há sempre aquele grupo de passageiros que reage à aterragem como se tivesse acabado de assistir à multiplicação dos pães. Palmas. Sorrisos. Gente emocionada. Só falta alguém gritar: “Ele conseguiu! O maluco conseguiu!”

Calma, minha gente. Não atravessámos o Cabo das Tormentas num barco de madeira. Fizemos Lisboa – Toronto sentados ao lado de um senhor que comeu uma sandes de atum às sete da manhã, cheia de “alho”.

E depois há sempre aquele aplauso tímido no avião… começa com duas pessoas lá atrás, muito entusiasmadas, provavelmente as mesmas que agradecem ao multibanco quando o dinheiro sai. Clap… clap clap… e a cabine entra em crise: “Acompanhamos? É tradição? Ou estamos só a fazer figura?”

Não, António. Estamos num autocarro com asas. Só isso.

E a lógica devia aplicar-se a tudo: elevador chega ao rés-do-chão — génio da engenharia. Wi-Fi funciona à primeira — Nobel imediato. Micro-ondas aquece a lasanha sem zonas geladas — praticamente Tesla renascido. Se vamos celebrar o básico, façamos bem: aterragem com confettis, banda na pista, faixa gigante: “Obrigado por fazeres o teu trabalho.” O piloto lá dentro diz  “…eu aterrei. Era o plano.”

E isto é como um cirurgião sair e ouvir dizerem: “Ele fechou o abdómen! Nunca duvidámos!” Mas atenção: respeito total pelos pilotos. Só não percebo o timing das palmas — que é sempre exatamente quando eu estava finalmente a dormir, com o pescoço em modo origami. No fundo, o meu problema nem é com as palmas. É com o horário das palmas. Porque acontecem sempre no exato segundo em que eu estava finalmente a dormir, encostado à janela, com o pescoço numa posição clinicamente impossível, a babar discretamente para a manga do casaco. Clap clap clap. Acordo. Sem saber se cheguei a Roma ou se começou uma revolução.

E, no avião, aquelas mulheres que, momentos antes da aterragem, vão-se perfumar na minúscula casa de banho e deixam a aeronave com um cheiro capaz de matar qualquer mosca ou mosquito. Ou então, ainda, aqueles que viajam como se fossem a uma gala de estrelas de Hollywood… E pronto… agora vou bater palmas ao padeiro porque o pão veio… em formato de pão e tem sal.

O voo turístico da realidade portuguesa (turbulência incluída)

Por cá a viagem agora é outra, e eu, embora não sendo piloto, faço o aviso : “Senhores passageiros, senhora comunidade, bem-vindos ao voo especial Mês de Portugal – edição comemorativa permanente, porque cá celebramos tudo até deixar de fazer sentido. Informamos que vamos entrar numa zona de ligeira instabilidade atmosférica — também conhecida por realidade quotidiana — onde tudo parece bem organizado em PowerPoint, mas na prática depende de alguém que ainda está a ver se há orçamento, se há consenso ou se entretanto já passou a vontade.

Durante o voo, poderão sentir fenómenos normais como: sorrisos institucionais tão largos que deviam ter HST; abraços obrigatórios com gente que ontem era “complicada”, mas hoje já é “parceira estratégica”; e aquele clássico português: unidade total… até alguém dizer “vamos alinhar isto melhor” e a cabine entrar em revisão estrutural emocional. Atenção: hoje seguimos todos na mesma direção. Não por GPS — que isso dava demasiado conforto — mas por tradição. E tradição, como se sabe, é seguir em frente mesmo quando ninguém tem bem a certeza de onde é “frente”, mas ninguém quer ser o primeiro a perguntar.

Pedimos que permaneçam sentados, ou de pé, ou emocionalmente disponíveis, com espírito patriótico em modo atualização contínua. Se houver vento, não se alarmem: é só o país a testar mais uma vez a nossa capacidade de aguentar pequenas tragédias com café, piadas e uma resignação altamente funcional. E lembrem-se: nada é mais forte do que a nossa capacidade nacional de improvisar soluções provisórias para problemas permanentes, enquanto dizemos com convicção que ´desta é que vai ser´. Seguimos juntos… até à próxima ideia brilhante que ninguém pediu, mas que vai mesmo assim para  Produção”. Seguimos juntos até….à casa de banho do parque, porque normalmente acabo sempre apertado, com grande urgência e com o planeamento feito num “oito”.

Manual não oficial da vida comunitária: onde ninguém sabe tudo, mas todos têm opinião

A vida comunitária é aquele lugar onde todo mundo se conhece… mesmo quando preferia não conhecer tanto assim. Tudo começa nas reuniões da comunidade. A ideia é resolver problemas, mas normalmente acaba numa maratona de opiniões, onde alguém sempre diz “na minha época era melhor” e outro responde “mas isso nunca foi resolvido mesmo”. No fim, sai uma decisão… ou pelo menos a promessa de uma. E quando parece que acabou, alguém lembra de “um assunto rápido” que dura mais 40 minutos e reabre tudo outra vez. O grupo de WhatsApp/Facebook é outro ecossistema. Começa com um inocente “bom dia comunidade” às 6h da manhã e, quando piscas o olho, já tem 83 mensagens, 19 figurinhas repetidas, um áudio de 4 minutos sem necessidade e uma discussão filosófica sobre um evento paranormal.. Nos eventos comunitários, tudo é “simples e organizado”… até começar. Aí vira fila, improviso, alguém esquecendo algo e sempre uma pessoa dizendo “mas ficou bonito mesmo assim”. E tem sempre alguém que leva uma caixa de bolos “só para ajudar” e vira herói oficial do dia. E claro, tem o clássico “vizinho fiscal”, que sabe tudo: quem chegou, quem saiu, quem falou alto e quem pegou mais uma cadeira sem pedir. Ele não precisa de agenda — ele é a agenda.

No fim, viver em comunidade é isso: um misto de confusão, convivência e muita história engraçada — porque se não levar na brincadeira, não dá pra acompanhar o ritmo. Mas, de alguma forma, entre o caos e as reuniões que nunca terminam, ainda aparece aquele momento raro em que todo mundo ri junto e finge que “dessa vez vamos ser mais organizados”. E fica sempre a promessa adiada: “da próxima é que é com qualidade”.  Termino, caro leitor, como escreveu o meu amigo Augusto Bandeira na anterior edição deste jornal: “Nós podemos melhorar se soubermos ouvir. Muitas pessoas erram não por má intenção…”. Ah pois é meu amigo, hoje em dia é burro quem quer e muitos têm as orelhas bem pequenas.

Romulo M. Ávila/MS

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YouTube ultrapassa a Netflix no tempo médio de consumo diário em todo o mundo

“O YouTube é televisão”. A evolução da plataforma detida pela Alphabet é uma das transformações mais marcantes da década no setor dos media, dizem analistas do setor. O YouTube ultrapassou a Netflix no tempo médio de visionamento diário entre os utilizadores de todo o mundo, segundo uma análise citada pelo The Guardian, que revela o crescente peso mediático da plataforma digital. A forte transição para o consumo de YouTube na televisão que se registou nos últimos anos alimentou uma rivalidade cada vez maior entre as principais plataformas digitais e de streaming do mundo, diz o jornal britânico. “O YouTube já

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Vídeo: Bruno brinca sobre volta de Virginia e Zé Felipe durante Cabaré com Leonardo

A turnê “Cabaré — O Último Encontro”, que marca o reencontro de Leonardo com Bruno & Marrone, ganhou mais um momento de repercussão no último domingo (31), durante apresentação realizada no Estádio Durival de Britto e Silva, em Curitiba.

Diante de cerca de oito mil pessoas, os artistas embalaram o público com sucessos da carreira e protagonizaram momentos de descontração no palco. Um deles aconteceu ao final da música “Agora Vai”, quando Bruno aproveitou a proximidade com Leonardo para fazer uma brincadeira envolvendo Virginia Fonseca e Zé Felipe.

Em tom bem-humorado, o cantor perguntou ao parceiro se “agora a Virginia vai voltar com Zé Felipe”, em referência ao filho de Leonardo. A resposta do sertanejo não pôde ser compreendida claramente pela plateia, mas provocou ainda mais risadas entre os presentes.

O comentário foi feito logo após o trecho da canção que diz “Meu coração está aberto se você voltar”, levando parte do público a associar a brincadeira ao recente fim do relacionamento entre Virginia e Zé Felipe.

Outro momento que divertiu a plateia foi quando Bruno e Leonardo fizeram piadas sobre o visual de Marrone. Questionado pelos colegas, o cantor respondeu que havia usado spray na franja, mas que o cabelo “não queria ficar no lugar”. Marrone passou por procedimentos estéticos e tratamento capilar nos últimos anos para renovar a aparência.

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Netflix revela estreias de junho com séries, filmes, animes e documentários

A proximidade da Copa do Mundo também influenciou a programação da Netflix para o mês de junho. A plataforma anunciou uma seleção de produções esportivas que têm o futebol como principal destaque, reunindo estreias, documentários e títulos já consagrados pelo público.

Entre as novidades está México 1986, filme original que retrata, por meio de uma narrativa marcada pelo humor e pela sátira, os bastidores da escolha do país como sede do Mundial realizado naquele ano. A produção busca revisitar um dos momentos mais importantes da história do futebol mexicano sob uma perspectiva pouco convencional.

Os fãs da Seleção Brasileira também terão conteúdo voltado à conquista do tetracampeonato. O documentário Tetra: Acreditar de Novo resgata a campanha vitoriosa do Brasil na Copa do Mundo de 1994, disputada nos Estados Unidos. A obra reúne depoimentos exclusivos e imagens registradas pelos próprios atletas durante a competição.

Outro lançamento previsto é a série Várzea: Onde Nasce o Futebol, que volta os holofotes para os campos amadores espalhados pelo país e para personagens que ajudam a manter viva uma das expressões mais populares do esporte brasileiro.

A programação esportiva de junho ainda contará com o documentário Diego Maradona, dedicado à trajetória de um dos maiores nomes da história do futebol mundial, além da chegada de todos os filmes da franquia Rocky Balboa, clássico do cinema que atravessou gerações e se tornou referência entre as produções inspiradas no esporte.

Confira os lançamentos de séries da Netflix para junho

Séries

SérieData de estreia
Notas da Última FilaEm breve
Law & Order: SVU – Temporadas 12 a 161º de junho
A Testemunha4 de junho
Sobreviventes: Na Selva10 de junho
The Rest is Football10 de junho
Viral Hit11 de junho
Doces Magnólias: Temporada 511 de junho
Perdendo o Juízo12 de junho
Eu Vou Te Encontrar18 de junho
As Bruxas Mayfair de Anne Rice18 de junho
Oasis19 de junho
Várzea: Onde Nasce o Futebol20 de junho
Avatar: O Último Mestre do Ar: Temporada 225 de junho

Filmes:

FilmeData de estreia
Rocky: Um Lutador1º de junho
Rocky II – A Revanche1º de junho
Rocky III – O Desafio Supremo1º de junho
Rocky IV1º de junho
Rocky V1º de junho
Rocky Balboa1º de junho
Creed: Nascido para Lutar1º de junho
Creed II1º de junho
Creed III1º de junho
O Hobbit – Uma Jornada Inesperada1º de junho
O Hobbit: A Desolação de Smaug1º de junho
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos1º de junho
Kick-Ass 25 de junho
A Sogra5 de junho
Penetras Bons de Bico5 de junho
Watchmen – O Filme5 de junho
México 19865 de junho
Paixão de Escritório5 de junho
O Casamento de Rachel8 de junho
Não Fale o Mal12 de junho
Flashdance12 de junho
Onde os Fracos Não Têm Vez19 de junho
Destino Especial19 de junho
Mensagens Para Isabelle19 de junho
Miami Vice20 de junho
Little Brother26 de junho
Maridos em AçãoEm breve

Documentários:

Documentário / EspecialData de estreia
Diego Maradona4 de junho
Tetra: Acreditar de Novo7 de junho

Desenhos:

TítuloData de estreia
Davi: Nasce um Rei3 de junho
Sesame Street: De Volta à Vila Sésamo – Volume 38 de junho
Pokémon: Horizontes – Temporada 3 – Altas Esperanças: Parte 326 de junho
Uma Noite no Museu26 de junho
Uma Noite no Museu 226 de junho
Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba26 de junho

Animes:

AnimeData de estreia
One Piece: Whole Cake Island 61º de junho
One Piece: Whole Cake Island 71º de junho

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Novo He-Man aposta em nostalgia e mostra herói mais humano nos cinemas

Figurinha carimbada nos programas infantis dos anos 1980, He-Man marcou uma geração ao diariamente empunhar a sua espada e bradar que tinha a força. A cena icônica ressurge no novo filme, mas o herói pronuncia as palavras com insegurança, longe da invulnerabilidade de antes.

Batizado apenas de “Mestres do Universo”, o longa apresenta uma versão do personagem que cresceu na Terra, exilado do reino fantástico de Etérnia. Alter-ego do guerreiro, o príncipe Adam foge para a nossa realidade ainda na infância, em meio a um ataque devastador do vilão Esqueleto ao lar, e cresce solitário com as memórias de soldados incríveis e de seres extraordinários.

Quinze anos depois da fuga, Adam sofre como poucos. Afundado em uma rotina corporativa insuportável e taxado de louco por amigos, o protagonista luta para encontrar o caminho de volta para a terra natal. Quando retorna, porém, a Etérnia que ele reencontra está devastada, dominada por um Esqueleto sedento por todo o poder do universo.

Conflitos familiares definem o novo herói

A pressão para salvar o reino e a vida no exílio definem a fragilidade de Adam no filme. Mesmo quando empunha a espada e se torna o He-Man, ele ainda sofre pela falta de aprovação do pai, que na infância o julgava frágil demais para a coroa.

Este drama paterno foi fundamental para Nicholas Galitzine na hora de dar vida ao herói loiro e cheio de músculos. Segundo o ator inglês, a trama familiar, uma aposta do longa, o ajudou a dar profundidade a um protagonista todo poderoso.

“Nós conversamos nos bastidores sobre como trazer humanidade a estas pessoas maiores que a vida, e isso foi a primeira coisa com a qual me conectei ao Adam”, diz o britânico à reportagem, durante a sua visita a São Paulo para promover o longa. Em sua avaliação, personagens invencíveis afastam o público: “Eles se tornam unidimensionais e chatos.”

“A relação com o pai informa completamente quem Adam é, e por causa dela que ele acaba preso na Terra, sofrendo para seguir em frente. De certa forma, ele se sente confinado à criança que era em Etérnia.”

Por acaso, a criança interior de Adam também é fã escancarada do universo do He-Man. Mesmo depois de adulto, o príncipe passa horas desenhando espadas e inventando apelidos para os guerreiros da infância, em uma obsessão parecida com a da meninada que caiu de amores pelos brinquedos e pelo desenho animado nos anos 1980.

A força da nostalgia

Tudo isso cai como uma luva em um filme que busca reacender nas telonas a febre de “Mestres do Universo”. Criada pela Mattel como resposta ao sucesso dos brinquedos de “Star Wars”, a franquia lançada em 1982 virou um fenômeno, com seus heróis musculosos dominando as prateleiras. Desde então, porém, a fabricante tem encontrado dificuldades para repetir o feito, entre relançamentos malsucedidos e um primeiro filme que se tornou sinônimo de fracasso após sua estreia, em 1987.

Já a nova adaptação apela para o passado. O longa recria o visual original dos heróis e vilões da série animada, produzida pela Filmation, e inclui diversas referências a cenas do desenho. Diretor do filme, Travis Knight compara o trabalho a um desafio de equilíbrio.

“Eu tentei sempre apelar à criança de oito anos que se apaixonou por ‘Mestres do Universo’, em dar vida ao filme que ela gostaria de ver”, explica o cineasta. “Um componente importante disso é a nostalgia, de amar o que veio antes, mas você também precisa estar aberto ao que vem a seguir. Esta adaptação é uma mistura dessas duas partes.”

A partir disso, Knight e os roteiristas encontraram um caminho para uma versão do protagonista que iguala os fãs no fascínio pelo mundo de Etérnia. Segundo o diretor, Adam vê a terra natal da mesma forma que um adulto lembra da infância — um olhar gentil, diferente da realidade dura dos fatos.

Personagens excêntricos e novas gerações

Nisso, o choque de impressões energiza a trama, em especial quando o herói retorna do exílio na Terra. A produção viu aí a chave para introduzir ao público os guerreiros mais estranhos, incluindo um com pescoço elástico e outro que se arremessa nos adversários.

“Para a gente, foi ótimo ter um protagonista assim para explicar esses personagens insanos de nomes ridículos, como Fisto, Aríete e o próprio He-Man”, diz Knight. “Em que mundo essas pessoas teriam tais batismos? Assim, a gente passa a ver as coisas também como criança.”

O mais surpreendente é que essa proposta nostálgica ajudou o elenco a se desarmar do temor pelo lado mais bélico do saudosismo do público. Um desafio interessante em especial para Galitzine e Camila Mendes, que lideram o grupo como Adam e a heroína Teela. Eles nasceram nos anos 1990, uma geração depois do fenômeno de “Mestres do Universo”, mas anterior às novas audiências miradas pela produção.

Segundo a dupla, estar dentro deste sanduíche geracional rendeu uma experiência libertadora.

“A gente conheceu esses personagens quando crianças, mas não tivemos muito contato com eles. O trabalho me deu a chance de entender este mundo”, explica Mendes.

A atriz diz que se apaixonou pela série no processo. “Passei a assistir o desenho toda noite, antes de dormir. De repente, fiquei animada com a ideia de apresentar esses heróis aos mais novos.”

Galitzine afirma que a missão do filme foi tanto de agradar os fãs quanto de atrair uma nova geração: “O desafio era criar personagens que os mais velhos curtissem, mas com liberdade para produzir algo novo”.

Com esse olhar amadurecido sobre a nostalgia dos fãs, o ator então pode dizer sem medo que tinha a força. (Pedro Strazza/FOLHAPRESS)

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Ana Paula Renault destaca força feminina e fala sobre futuro na televisão

Após conquistar o público no Big Brother Brasil 2026, Ana Paula Renault segue ampliando sua influência para além da televisão. Em entrevista nos bastidores do lançamento da série “Rancho Dutton”, do Paramount+, a jornalista refletiu sobre a relação construída com seus fãs e o impacto de sua trajetória na vida de outras mulheres.

Segundo Ana Paula, uma das maiores recompensas de sua carreira é receber relatos de mulheres que passaram a se posicionar com mais confiança em diferentes áreas da vida, seja no ambiente familiar, profissional ou pessoal. Para ela, utilizar sua visibilidade para incentivar outras vozes femininas é motivo de orgulho.

A ex-BBB também comentou sobre a possibilidade de retornar à televisão. Ela afirma sentir falta de programas que consigam equilibrar humor, informação e credibilidade, ao mesmo tempo em que provoquem reflexão no público. Seu desejo é encontrar um formato que una entretenimento e conhecimento sem abrir mão de sua personalidade.

A jornalista destacou a força feminina e a importância de ampliar a representatividade das mulheres na mídia | Foto: Reprodução/Instagram

Durante a conversa, Ana Paula relacionou esse objetivo à proposta de “Rancho Dutton”, produção derivada de “Yellowstone” que acompanha os personagens Beth Dutton e Rip Wheeler em uma nova fase de suas vidas no Texas. Para ela, histórias protagonizadas por mulheres independentes e seguras contribuem para ampliar a representatividade feminina na mídia.

A jornalista destacou especialmente a personagem Beth Dutton, interpretada por Kelly Reilly, como um exemplo de liderança feminina em um ambiente tradicionalmente marcado pelo patriarcado. Na visão de Ana Paula, a segurança demonstrada pela personagem ainda causa desconforto em determinados contextos justamente por desafiar padrões estabelecidos.

Ao finalizar, ela ressaltou que a força das mulheres sempre existiu, mas muitas vezes deixou de ser reconhecida. Segundo Ana Paula, a realidade atual mostra cada vez mais mulheres assumindo responsabilidades e liderando famílias, ocupando espaços que historicamente lhes foram negados.

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Taylor Swift anuncia música inédita para trilha sonora de Toy Story 5

Nos últimos dias, a campanha de divulgação do filme já vinha despertando curiosidade do público. A conta oficial da Pixar no Instagram publicou imagens de outdoors com a sigla “TS” espalhadas por diferentes cidades dos Estados Unidos, sem revelar inicialmente o significado da ação.

Em publicação nas redes sociais, Taylor Swift comentou sua ligação com a franquia e detalhou o processo criativo da nova música. A artista afirmou que acompanha a saga desde a infância e destacou o desejo antigo de compor para os personagens da animação.

Taylor Swift anunciou parceria com a Disney Pixar para a música inédita “I Knew It, I Knew You”, que fará parte da trilha sonora de “Toy Story 5” | Foto: Reprodução

Segundo a cantora, ela assistiu ao novo filme da série em uma exibição antecipada e escreveu a canção logo após deixar a sessão. “Sempre sonhei em compor para esses personagens que amo desde quando eu era uma criança de cinco anos, assistindo ao primeiro “Toy Story”, declarou.

Na nova trama, Woody, Buzz Lightyear e os demais brinquedos enfrentam um cenário de mudança no comportamento infantil, com a crescente presença de tablets e smartphones no cotidiano das crianças, o que reduz o espaço dos brinquedos tradicionais.

Entre as novidades da história está a introdução de Lilypad, um tablet que surge como nova antagonista da franquia, simbolizando essa transformação tecnológica.

“Toy Story 5” tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 18 de junho de 2026.

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“Quero que me recordem como alguém que deu algo de novo à nossa cultura” – Nuno Ribeiro

DR.

O panorama da música pop portuguesa contemporânea encontra em Nuno Ribeiro um dos seus nomes mais dinâmicos e originais. Numa altura em que as rádios e as plataformas de streaming parecem cada vez mais dominadas por tendências globais e sonoridades semelhantes, o cantor tem seguido um percurso diferente, apostando na valorização das raízes portuguesas e na recuperação de elementos ligados à identidade cultural nacional. Nesta entrevista, o artista falou sobre o crescimento da sua carreira, os novos desafios e a constante necessidade de reinvenção artística.

A conversa começou com uma reflexão sobre a participação de Nuno Ribeiro nos IPMA (International Portuguese Music Awards) de 2024, um evento de grande prestígio junto da comunidade portuguesa nos Estados Unidos. O cantor recordou a experiência com emoção e destacou o acolhimento caloroso que recebeu ao longo de toda a viagem. Para o músico, as comunidades portuguesas no estrangeiro vivem a música nacional de forma particularmente intensa devido à saudade da terra natal. Nuno Ribeiro considera que os emigrantes portugueses demonstram sempre um enorme carinho pelos artistas nacionais e transformam cada concerto num momento especial de união.

Foi precisamente nessa fase que “Maria Joana” se tornou um dos maiores sucessos da sua carreira. O tema conquistou Portugal e as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, criando uma forte ligação entre o cantor e o público. O artista admite que atuar para portugueses emigrados carrega uma energia diferente e mais emotiva. “Abraçam-nos sempre de uma maneira muito especial e diferente”, explicou, acrescentando que guarda sempre consigo o carinho recebido nas atuações realizadas fora do país.

Apesar do reconhecimento alcançado, Nuno Ribeiro confessa que continua a olhar para o sucesso com alguma surpresa, sobretudo porque sabe que muitas pessoas lutam diariamente pelos seus sonhos sem conseguirem concretizá-los. Ainda assim, o cantor garante que sempre acreditou no valor do esforço e do trabalho contínuo. “Se eu imaginava? Imaginava, claro que sim, porque senão não tinha lutado tanto”, afirmou. O músico reconhece que as dúvidas e inseguranças fizeram parte do percurso, mas acredita que o lado sonhador acabou sempre por prevalecer.

Outro dos momentos marcantes da carreira de Nuno Ribeiro foi o concerto em nome próprio no Coliseu de Lisboa. Para muitos artistas, atuar numa sala tão emblemática poderia ser motivo de grande pressão, mas o cantor prefere interpretar esse desafio como uma enorme responsabilidade perante o público. Segundo o músico, todo o espetáculo foi cuidadosamente preparado pela sua equipa, desde os detalhes técnicos até à construção do cenário, com o objetivo de proporcionar a melhor experiência possível aos espectadores. Por isso, os ensaios e toda a preparação foram feitos de forma rigorosa e intensa. O artista descreve essa noite como uma experiência especial e garante que novos concertos importantes serão anunciados futuramente.

Se “Maria Joana” representou um ponto de viragem importante, “Saloia” consolidou definitivamente a identidade artística do cantor. O tema mistura elementos tradicionais portugueses com sonoridades pop modernas, criando uma fusão entre tradição e contemporaneidade. O músico revelou que a música nasceu da vontade de combater o sentido pejorativo associado à palavra “saloia”. “Nós quisemos pegar aqui na saloia e torná-la numa pessoa cheia de força e poder”, explicou. Nuno Ribeiro mostrou ainda orgulho pelo facto de a figura feminina surgir representada como símbolo de autenticidade, resistência e orgulho cultural. O público acabou por abraçar a mensagem da canção e a sua sonoridade inovadora.

O cantor reconhece que esta mudança artística exigiu coragem, sobretudo porque se afastou da fórmula mais segura e comercial que marcou os primeiros anos da sua carreira. Inicialmente, descreve-se como alguém mais “certinho”, focado naquilo que sabia que funcionava melhor nas rádios. No entanto, sentiu necessidade de mostrar um lado mais verdadeiro e criativo da sua personalidade. A evolução artística tornou-se evidente primeiro em “Maria Joana”, através da introdução de elementos tradicionais portugueses, e ganhou maior expressão em “Saloia”, onde assume plenamente a mistura entre raízes culturais e inovação pop.

Outro traço importante da personalidade de Nuno Ribeiro é o perfeccionismo. O músico define-se como “um eterno insatisfeito”, alguém que procura constantemente melhorar o seu trabalho e elevar a qualidade daquilo que faz. Essa exigência pessoal impede-o de cair na acomodação e obriga-o a manter um foco permanente na evolução artística. Para o cantor, a vontade de experimentar novas sonoridades e superar desafios é essencial para continuar a crescer enquanto artista.

No final da entrevista, Nuno Ribeiro refletiu sobre o legado que gostaria de deixar. Mais do que números de streaming ou sucessos comerciais, deseja ser lembrado pelo contributo dado à valorização da música portuguesa e das tradições culturais do país. Ao mesmo tempo, revelou que gostaria de ser recordado como uma pessoa genuína e verdadeira ao longo de todo o percurso.

Para terminar, fez questão de deixar uma mensagem direta, carinhosa e bastante emotiva a toda a vasta comunidade portuguesa residente no Canadá e em toda a diáspora espalhada pelo mundo: “Deixo um abraço apertado e com muita saudade a todos. Sempre que me quiserem ver por aí, eu vou com todo o gosto do mundo. Continuem a ouvir e a apoiar aquilo que é nosso, a nossa música portuguesa, e a valorizar as nossas raízes. Nós, os artistas, valorizamos também muito o vosso abraço caloroso sempre que aí vamos cantar. Um beijinho gigante para todos e obrigado.” Um artista que se tornou verdadeiramente universal.

Paulo Perdiz/MS

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