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OVNI em forma de batata sobre montanhas foi relatado nos EUA; veja detalhes

Imagens da representação de um OVNI (Objeto Voador Não-Identificado) em formato de batata, localizado sobre montanhas no Colorado, nos Estados Unidos, foram cedidas pelo FBI (Federal Bureau of Investigation) para o Departamento de Guerra, em documentos desclassificados na sexta-feira (12).

No site do Departamento, consta que o OVNI foi visto em 2022 e o documento classificado como “não resolvido”.

A imagem em destaque é uma representação de uma descrição narrativa dada ao FBI.

A descrição relata que o OVNI tinha formato de batata, era de cor branca-fosca ou quase branca e com a superfície coberta por linhas que se cruzavam, formando um padrão abstrato, porém parecido com um polígono. O relator ainda descreveu que o objeto estava imóvel e que não emitia nenhum som.

No documento, há uma nota do FBI relatando que a AARO (Agência de Revisão e Análise de Acidentes) entrou em contato com o indivíduo para entrevistas adicionais, que subsidiarão as análises do incidente.

Esse caso está presente no terceiro lote de registros do programa Pursue (Sistema Presidencial de Abertura e Relatório para Encontros com UAPs), divulgado pelo Departamento de Guerra e criado para localizar, revisar, identificar, desclassificar e divulgar publicamente registros e documentos históricos relacionados a OVNIs e que estão em posse do governo federal dos Estados Unidos.

Os materiais divulgados referem-se a casos não resolvidos, pois o governo não consegue determinar a natureza dos objetos. Isso se dá por diversos motivos, como falta de dados, sendo recolhidos pelo Departamento de Guerra para aplicação de análises, informações e conhecimentos especializados.

No site do Departamento, o Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declara que: “O Departamento de Guerra está em total sintonia com o Presidente Trump para trazer transparência sem precedentes em relação ao entendimento do nosso governo sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados. Esses arquivos, ocultos por trás de classificações, há muito alimentam especulações justificadas — e é hora de o povo americano ver por si mesmo. Esta liberação de documentos desclassificados demonstra o compromisso sincero do governo Trump com uma transparência sem precedentes.”

É informado ainda que o Departamento continuará à divulgar os relatórios e realizará relatórios separados para casos resolvidos, conforme é solicitado na lei.

Outro caso

Em julho de 2025, por volta das 21h, horário local do nordeste dos Estados Unidos, uma testemunha ocular observou luzes intensas e brilhantes em seu quintal ao estacionar o carro após retornar do trabalho.

Relatos ocorreram em julho de 2025 • Departamento de Guerra dos EUA

A luz pairava a aproximadamente 7,5 metros do chão, abaixo de uma fileira de árvores perto do centro do quintal, a uma distância estimada de 27 metros. Neste momento, a testemunha saiu brevemente do veículo, o que chamou a atenção de seu companheiro, que também foi avaliar a situação.

 

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Banco Central comunica vazamento de dados do Pix através da PC do Maranhão

Um incidente envolvendo consultas indevidas a dados cadastrais vinculados a chaves de Pix por meio de um sistema utilizado em ambiente institucional foi identificado pela PC-MA (Polícia Civil do Maranhão).

Em verificações preliminares, foi apontado que houve a utilização irregular de credenciais de acesso, que possibilitaram as consultas não autorizadas.

A PC-MA afirma que 828 chaves Pix foram identificadas e relacionadas ao ocorrido. As informações acessadas eram exclusivamente dados cadastrais, vinculados às chaves, como nomes, CPF, instituição bancária e data de criação da chave.

Também foi esclarecido pela PC que não ocorreram acessos a senhas, saldos, extratos, movimentações ou outras informações que possibilitam operações bancárias ou acesso das contas, pois os dados identificados não permitem movimentações financeiras.

A corporação informa que, até o momento, contas vinculadas ao Maranhão não foram identificadas nos registros relacionados ao incidente, porém, medidas de contenção e segurança foram tomada assim que o fato foi identificado, incluindo análise técnica dos registros do sistema, preservação de evidências e comunicação aos órgãos competentes, como o BC (Banco Central).

Procedimentos administrativos também foram instaurados pela polícia para apuração do caso e seguem em andamento.

O Banco Central declarou em comunicado oficial que as ações necessárias para o caso estão sendo tomadas e que a Polícia Civil do Maranhão irá informar, exclusivamente em seu site oficial, o canal para consulta da população sobre os dados expostos.

Relata ainda que o BC e nem outras instituições financeiras usarão meios de comunicação com as pessoas afetadas.

Mesmo não havendo risco de movimentações, os agentes policiais orientam a população a redobrar a atenção para contato feito por desconhecidos via telefone e outros meios de comunicação, evitando o compartilhamento de códigos, senhas ou dados bancários. É reforçado também que a PC-MA não faz solicitação desses dados.

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Medicamento para câncer de pulmão tem eficácia de 55% em pacientes

Dados apontam que 55% de pacientes com câncer de pulmão CPNPC (não pequenas células) permanecem vivos e sem avanço da doença após 7 anos de tratamento com Lorbrena, medicamento da Pfizer para inibir mutações tumorais associadas a resistência a outros inibidores de ALK.

O medicamento foi testado em comparação com o Xalkori, que teve 3% de pacientes vivos sem avanço do câncer.

Além disso, uma análise atualizada com o mesmo período de análise mostrou que a mediana de sobrevida livre de progressão não foi atingida com o Lorbrena com razão de risco estimada em 0,19 (IC de 95%: 0,13-0,26), fator que representa a redução de 81% no risco de progressão da doença ou morte em comparação ao outro medicamento.

Os resultados completos do estudo foram apresentados no ASCO de 2026 (Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica), sediado em Chicago, nos Estados Unidos (EUA) e publicados de maneira simultânea na revista Annals of Oncology, em maio.

O líder clínico de oncologia global da Pfizer, Jeff Legos, relata que “embora não seja possível tirar conclusões definitivas entre estudos, essa parece ser a maior mediana de tempo de sobrevida livre de progressão já observada em câncer de pulmão.”

Além disso, a pesquisa também concluiu que o Lorbrena preveniu e controlou metástases cerebrais em 94% no risco de prevenção intra canceriana (IC) (razão de risco [HR] de 0,06; IC de 95%: 0,03-0,12) após os primeiros 30 meses.

A mediana de tempo até a progressão no sistema nervoso central não foi atingida com Lorbrena (IC de 95%: NA-NA) e foi de 16,4 meses (IC de 95%: 12,7-21,9) com Xalkori. No momento da análise, 44% dos pacientes do estudo CROWN permaneciam em tratamento com Lorbrena, comparado a 3% dos pacientes em tratamento com Xalkori. 

Os perfis de ambos os medicamentos foram consistentes com os achados anteriores, sem novos sinais de segurança. Eventos adversos relatados com frequência pelos pacientes tratados com Lorbrena incluíram inchaço, ganha de peso, neuropatia periférica efeitos cognitivos alterações de humor, diarreia, falta de ar ou dificuldade para respirar, dor nas articulações, hipertensão, cefaleia, tosse, febre, hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia.

Eventos de graus três e quatro entre todas essas causas ocorreram em 77% dos pacientes com Lorbrena e 57% dos que utilizaram Xalkori.

Outros efeitos colaterais levaram à descontinuação permanente de 5% dos pacientes de Lorbrena e 6% dos de Xalkori. Não houveram novos tratamentos interrompidos por efeitos colaterais do tratamento após os primeiros 26 meses com Lorbrena.

O estudo

O CROWN é um estudo de Fase 3, randomizado, aberto e de duas frentes paralelas. Nelas, 296 pessoas com CPNPC avançado e ALK-positivo sem tratamento foram randomizadas para receber tratamento de monoterapia com Lorbrena (n=149) ou com Xalkori (n= 147).

O desfecho do estudo foi o tempo livre de progressão com base na BICR (Revisão Central Independente Cega), com um desfecho secundário de tempo livre de progressão global, que está com acompanhamento em andamento.

O Lorbena

Aprovado no brasil pena Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2020, inicialmente pra pacientes que não correspondiam a outros tratamentos para CPNPC avançado ALK-positivo. Posteriormente, em 2021, recebendo registro para tratamento de primeira linha no país e, em 2022, incorporado ao rol de cobertura obrigatória em planos de saúde.

A diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro, aponta que “até o início da década passada, havia opções limitadas para pacientes com alteração no gene ALK, mas o avanço da medicina de precisão possibilitou o desenvolvimento de terapias-alvo que atuam diretamente nas células tumorais.”

O câncer de pulmão

É a principal causa de mortes por câncer no mundo. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), estima-se que ocorra cerca de 32 mil novos casos por ano no Brasil, se mostrando um dos tipos que mais causa mortes por câncer no país.

O câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) representa aproximadamente 75% a 80% dos cânceres de pulmão, 2,4 e tumores de ALK positivos ocorrem em cerca de 3% a 5% dos casos de CPNPC. 4 Aproximadamente 25% a 40% das pessoas com CPNPC avançado e ALK-positivo podem desenvolver metástases em até dois anos após o diagnóstico inicial, quadro associado a menores taxas de sobrevivência e que pode afetar profundamente a função cognitiva e qualidade de vida.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

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Idosa trabalhou 49 anos em regime análogo a escravidão: o que sabemos

Uma idosa de 62 anos foi resgatada após passar 49 anos em condição análoga à escravidão na última quarta-feira (10), enquanto trabalhava como empregada doméstica em uma residência familiar em Bragança Paulista, no interior de São Paulo.

Relatos da mulher resgatada

Segundo as investigações, a idosa foi entregue para à família empregadora em 1977, quando tinha apenas 12 anos, pelo próprio pai. Ele cedeu a filha pois lhe foi prometido que ela receberia educação ao ser criada pelos patrões.

 

No entanto, ela conta que foi privada do ensino, sendo retirada da escola ainda adolescente, não tendo a oportunidade de ser alfabetizada e passou a trabalhar de forma ininterrupta por quase cinco décadas, sem folgas semanais ou em feriados.

Ao ser resgatada, a senhora se emocionou ao relatar aos agentes que realizaram a ação que não saia do apartamento há cerca de quatro meses.

Além disso, denominou a rotina como exaustiva, comprometendo até mesmo sua saúde física, mental e pessoal, ao ponto que não lavava os cabelos há mais de um mês.

Nos últimos meses, ela dormia no quarto da empregadora, uma idosa acamada, a qual a mulher resgatada era a única cuidadora.

Segundo apurações, ela passava noites em claro auxiliando a outra idosa, mesmo estando doente e sem acesso a tratamento médico.

O resgate

O resgate ocorreu durante uma operação conjunta do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da Inspeção do Trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

A fiscalização constatou que a trabalhadora exercia as atividades inclusive aos domingos e em feriados como Natal e Ano Novo.

Aposentadoria era utilizada pelos patrões

Em 2015, a mulher teve direito a aposentadoria devido a um curto período de registro em carteira. Nessa época registrada, ela recebia pequenos valores à título de remuneração, mas eles eram administrados pela patroa, que apenas liberava dinheiro quando a senhora solicitava.

Depois de aposentada, ela não recebeu qualquer tipo de pagamento, mas seguiu trabalhando na residência. Os valores de sua aposentadoria eram utilizados para despesas da casa da patroa.

Segundo o MPT, os valores que precisam ser pagos à vítima somam R$ 1,6 milhão. O montante inclui R$ 672,9 mil em verbas trabalhistas e rescisórias, além de indenizações por danos morais individuais e coletivos, fixadas em R$ 500 mil cada.

O advogado da família solicitou prazo para se manifestar sobre o caso. O MPT concedeu 20 dias para a apresentação da defesa.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

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