A circulação da Linha do Minho está interrompida em Darque, Viana do Castelo, depois de um homem ter sido colhido por um comboio de mercadorias, ao início da tarde deste sábado, apurou O MINHO junto da Proteção Civil do Alto Minho.
O acidente ocorreu junto ao apeadeiro da Senhora das Areias e a vítima terá ficado debaixo da composição. Desconhecem-se ainda as causas oficiais do atropelamento.
Testemunhas no local indicam que a vítima estaria distraída com um telemóvel quando ocorreu o acidente, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHOFoto: Joca Fotógrafos / O MINHOFoto: Joca Fotógrafos / O MINHOFoto: Joca Fotógrafos / O MINHO
O alerta foi dado às 13:45.
No local estão os Bombeiros Sapadores e duas patrulhas da PSP, além de uma equipa de inspeção ferroviária.
Pelas15:15, a linha continuava cortada, com os meios a esperarem pelo delegado de saúde para confirmar oficialmente o óbito.
É durante o mês de junho que ocorrem o maior número de avistamentos de vacas-louras (Lucanus cervus) em Portugal, espécie classificada no Livro Vermelho pela União Internacional para a Conservação da Natureza como “Quase Ameaçada” na Europa, mas “Pouco Preocupante” no contexto mediterrânico.
Pedro Alves, biólogo da “Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural” e também fotógrafo de vida selvagem, captou um momento onde tanto a imagem como o som, como a própria vaca-loura, proporcionam a possibilidade de assistir a uma “dança” seguida de um descolar à helicóptero. O vídeo foi gravado recentemente em Arcos de Valdevez, e o biólogo partilhou-o com O MINHO.
Nem sempre é fácil encontrar este tipo de invertebrado, que prefere locais mais rurais, afastados das pessoas. Mas caso aviste alguma, pode registar o momento em fotografia e enviar os dados para a plataforma VACALOURA.pt, projeto de conservação de natureza e educação ambiental com foco na aquisição de informação sobre este escaravelho, o maior de Portugal.
Este escaravelho, o de maior dimensão em Portugal, tem sido alvo de um cadastro a nível nacional através do projeto VACALOURA.pt, coordenado pela Associação Bioliving em parceria com a Unidade de Vida Selvagem do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, com a Sociedade Portuguesa de Entomologia e com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Os machos, com mandíbulas em forma de pinça, chegam a medir 5,3 centímetros, sem contar com as mandíbulas. Com estas, podem atingir os oito centímetros. Já as fêmeas são mais pequenas, podendo atingir os 4,1 centímetros, são mais brilhantes e têm o tórax mais negro e o abdómen e as pinças acastanhadas.
Os machos têm mandíbulas extensas e podem atingir mais de 5 centímetros de comprimento de corpoAs fêmeas não têm mandíbulas longas e o máximo que medem é cerca de 4 centímetros
Segundo os autores do projeto, o objetivo do mesmo passa por “compilar e organizar informação enviada pelos cidadãos sobre a distribuição e estado das populações da Vaca-Loura e dos restantes escaravelhos da família Lucanidae em Portugal, de forma a colaborar na Rede Europeia de Monitorização da Vaca-Loura que por sua vez pretende averiguar o estado de conservação desta espécie na sua área de distribuição”.
O projeto tem uma forte componente de educação ambiental, para disseminar e sensibilizar para a importância da madeira morta nos ecossistemas florestais, da biodiversidade associada a estes habitats e de como é possível ajudar a conservar estes ecossistemas através da ajuda do cidadão comum.
Macho de vaca-loura. Foto: Albano Soares
Dependem dos carvalhos e dos castanheiros
Segundo o site Vacaloura.pt, esta espécie depende de árvores antigas, de folha caduca como o carvalho-alvarinho ou o castanheiro, árvores autóctones da região interior do Minho.
Normalmente encontram-se nos ramos altos das árvores e podem ser predados por aves devido ao seu elevado valor nutritivo, refere o mesmo portal.
Macho de Vaca-Loura. Foto: rui félix
Larvas comem madeira morta
As larvas de vaca-loura vivem nas raízes de árvores antigas durante mais ou menos 3 anos, onde se alimentam de madeira morta. Ao fim dos três anos, o macho sofre a metamorfose e vive durante um mês, acasalando e morrendo de seguida.
Geralmente aparecem na primavera tendo o pico de atividade durante os meses de junho e julho. Já as fêmeas são vistas até setembro, pois sobrevivem mais tempo de forma a colocar ovos para assegurar a continuidade da espécie.