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Copa de 2026 conta com 13 seleções de países marcados por guerras e conflitos

Enquanto a Copa do Mundo de 2026 mobiliza milhões de torcedores nos Estados Unidos, México e Canadá, uma realidade distante dos gramados acompanha parte dos participantes do torneio. Das 48 seleções classificadas para o Mundial, 13 representam países que enfrentam guerras, conflitos armados ou graves episódios de violência interna.

Confira os países participantes da Copa envolvidos em conflitos ou crises de segurança:

SeleçãoTipo de conflito
Estados UnidosConflito internacional
MéxicoViolência do crime organizado
HaitiViolência de gangues
IrãConflito internacional
JordâniaImpactos da crise no Oriente Médio
CatarImpactos da crise no Oriente Médio
Arábia SauditaImpactos da crise no Oriente Médio
ColômbiaGuerrilhas e narcotráfico
MarrocosDisputa pelo Saara Ocidental
ArgéliaDisputa pelo Saara Ocidental
República Democrática do Congo (RDC)Conflito com grupos rebeldes
IraqueImpactos da crise no Oriente Médio
Coreia do SulConflito adormecido com a Coreia do Norte

Os cenários variam desde confrontos entre Estados até disputas com grupos rebeldes, organizações criminosas e movimentos separatistas. Em alguns casos, os conflitos são recentes, em outros, se arrastam há décadas sem uma solução definitiva.

Tensões internacionais alcançam países presentes no Mundial

Entre os casos mais emblemáticos está o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. Enquanto as duas seleções participam da Copa do Mundo, seus países permanecem ligados a uma crise militar iniciada em fevereiro deste ano, após ataques norte-americanos contra território iraniano.

Apesar de uma trégua firmada em abril, episódios de hostilidade continuaram sendo registrados às vésperas da abertura do torneio. Ainda assim, a Fifa manteve sua posição de neutralidade e não adotou sanções esportivas contra nenhuma das seleções envolvidas.

A postura contrasta com decisões tomadas em outros momentos, como em 2022, quando Rússia e clubes do país foram excluídos de competições internacionais após a invasão da Ucrânia.

A participação do Irã no Mundial chegou a ser questionada durante a escalada da crise. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a presença da seleção iraniana não seria apropriada diante do contexto geopolítico. Integrantes de sua administração também defenderam a substituição da equipe pela Itália, proposta que acabou rejeitada pela Fifa.

Mesmo confirmada na competição, a delegação iraniana enfrentou obstáculos logísticos, incluindo atrasos na emissão de vistos, mudança do centro de treinamento originalmente previsto para o Arizona e autorização para entrar nos Estados Unidos apenas pouco antes das partidas da fase de grupos.

Além de Estados Unidos e Irã, outras seleções ligadas às tensões no Oriente Médio participam do torneio. Jordânia, Catar, Arábia Saudita e Iraque foram afetados indiretamente pela crise regional, já que instalações norte-americanas localizadas nesses países estiveram entre os alvos de ataques iranianos.

Crime organizado e violência interna marcam outras seleções

Nem todos os conflitos presentes entre os participantes da Copa envolvem disputas entre países. Um dos exemplos é o México, que convive há décadas com a violência associada ao narcotráfico e às organizações criminosas.

O cenário se agravou ao longo dos últimos vinte anos em razão das disputas territoriais entre cartéis de drogas e das operações realizadas pelas forças de segurança mexicanas. Em fevereiro deste ano, a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho e apontado como fundador do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), provocou uma nova onda de confrontos.

El Mencho foi apontado como fundador do Cartel Jalisco Nova Geração, um dos principais grupos criminosos do México | Foto: Departamento de Estado dos EUA

A reação incluiu ataques contra militares, bloqueios de estradas e episódios violentos que deixaram ao menos 73 mortos.

Na Colômbia, os conflitos continuam ligados à atuação de grupos guerrilheiros, especialmente o Exército de Libertação Nacional (ELN), além do avanço de organizações ligadas ao narcotráfico.

O Haiti também atravessa uma grave crise de segurança. Facções criminosas ampliaram sua influência sobre Porto Príncipe, capital do país, onde estimativas indicam que cerca de 80% do território urbano esteja sob domínio de gangues. O avanço desses grupos tem provocado assassinatos, sequestros e deslocamentos em massa.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1,4 milhão de pessoas foram obrigadas a deixar suas residências em decorrência da violência registrada no país caribenho.

Conflitos históricos seguem sem solução definitiva

Outro participante da Copa afetado por um conflito prolongado é a República Democrática do Congo. O país enfrenta instabilidade no leste de seu território desde a década de 1990, em uma disputa que envolve questões étnicas, controle de recursos minerais e a atuação de grupos armados.

Entre eles está o movimento rebelde M-23, criado em 2012 sob o argumento de proteger a população tutsi que vive na região. De acordo com a ONU, o grupo recebe apoio de Ruanda, acusação rejeitada pelo governo ruandês.

As raízes da crise remontam ao genocídio ocorrido em Ruanda em 1994, quando cerca de um milhão de pessoas morreram em aproximadamente 100 dias. Após o massacre, milhares de refugiados atravessaram a fronteira para o território congolês, contribuindo para o aumento das tensões regionais.

Em 2025, uma nova escalada da violência ocorreu quando a coalizão Alliance Fleuve Congo (AFC), que reúne o M-23, ampliou sua ofensiva e passou a controlar cerca de 34 mil quilômetros quadrados no leste da República Democrática do Congo.

Apesar de tentativas de mediação e de um cessar-fogo articulado pelos Estados Unidos entre Congo e Ruanda, os confrontos continuam afetando a população local.

Além disso, algumas seleções classificadas para o Mundial convivem com disputas consideradas de menor intensidade, mas ainda sem resolução definitiva.

A Coreia do Sul permanece tecnicamente em guerra com a Coreia do Norte desde a década de 1950. Embora um armistício tenha sido assinado em 1953, nunca houve um tratado de paz formal entre os dois países, mantendo o conflito em aberto até hoje.

Já Marrocos e Argélia seguem envolvidos, direta ou indiretamente, na disputa pelo Saara Ocidental. A região é reivindicada pela Frente Polisário, movimento que busca a independência do território atualmente controlado em sua maior parte pelos marroquinos. Um cessar-fogo mediado pela ONU vigorou por quase três décadas, mas foi rompido em 2020, reativando as tensões na região.

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Loulé marcou presença no XVIII Congresso Internacional de Cidades Educadoras em Espanha

O Município de Loulé esteve presente no XVIII Congresso Internacional de Cidades Educadoras, que decorreu entre os dias 26 a 29 de maio, na cidade de Granollers, em Espanha.

Sob o tema “Educação e cultura na cidade: comunidade, pensamento crítico e criatividade”, o evento reuniu 141 cidades, de 15 países, para debater o futuro da educação urbana e a construção de projetos comunitários duradouros, assentes na coesão social, no diálogo intercultural e na inclusão de todas as pessoas.

Durante os quatro dias do encontro, o representante do Município, Vasco Cary, participou ativamente na partilha de conhecimentos, experiências e valores alinhados com a Carta das Cidades Educadoras, o quadro de referência para os encontros entre as cidades da rede, empenhadas na educação, na paz e no bem-estar de todas as pessoas. 

O congresso destacou a importância de envolver professores, alunos e agentes locais dos territórios na criação de dinâmicas artísticas e pedagógicas que ultrapassam o espaço da sala de aula.

A comitiva louletana acompanhou as principais conferências e painéis de debate, focada em deixar um legado social forte nas comunidades locais. Um dos destaques foi a presença do psicólogo educacional, pedagogo especializado em educação infantil e pensador italiano, Francesco Tonucci, um defensor da educação centrada nas crianças, que considera que a aprendizagem deve ser um processo criativo e sem pressão, onde cada criança aprende ao seu próprio ritmo.

O encerramento do evento ficou marcado pela leitura da Declaração Final do Congresso, no dia 1 de junho, reforçando o compromisso global com o pensamento crítico e a criatividade no desenvolvimento das cidades do futuro.Num mundo e num tempo marcados por vários conflitos, ficou uma vez mais realçado que as Cidades Educadoras podem funcionar como um “contrapeso pacificador, dialogante e construtivo em defesa dos valores e direitos humanos”.

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