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PR dá posse na segunda-feira aos quatro novos juízes do Tribunal Constitucional

O Presidente da República, António José Seguro, vai dar posse na segunda-feira, às 12:30, aos quatro novos juízes do Tribunal Constitucional, hoje eleitos pelo Parlamento, em lista conjunta de PSD, Chega e PS.

“Eu já marquei a tomada de posse para segunda-feira ao meio-dia e meia”, anunciou o chefe de Estado, em resposta aos jornalistas, que o questionaram sobre a eleição dos novos juízes, à saída da Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, onde participou numa cerimónia comemorativa dos 100 anos da Ordem dos Advogados.

O Parlamento elegeu hoje quatro novos juízes para o Tribunal Constitucional, através de uma lista conjunta apresentada por PSD, Chega e PS, que teve 176 votos favoráveis, alcançado a necessária maioria de dois terços.

Após sucessivos adiamentos ao longo da atual sessão legislativa, os três partidos com maior representação parlamentar entregaram em 29 de maio uma lista conjunta de candidatos para substituir quatro juízes do Tribunal Constitucional: dois indicados pelo PSD, um pelo Chega e um pelo PS.

O PSD indicou Joaquim Cardoso da Costa, antigo secretário de Estado e atual diretor do Centro Jurídico do Estado, e a professora catedrática Maria Paula Ribeiro Faria.

O PS indicou Gabriela Cunha Rodrigues, juíza desembargadora que exerce atualmente as funções de chefe de gabinete do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, e o Chega propôs Luís Filipe Brites Lameiras, que foi juiz desembargador nos tribunais da Relação de Lisboa e do Porto.

O Tribunal Constitucional funcionava desde o ano passado com menos dois juízes, depois de José António Teles Pereira e Gonçalo Almeida Ribeiro, ambos eleitos por proposta do PSD, terem renunciado ao cargo em 01 de outubro.

Os outros dois juízes que vão ser substituídos são Joana Fernandes Costa, que aguardava substituição por ter ultrapassado os nove anos de mandato, e o atual presidente do Tribunal Constitucional José João Abrantes, que decidiu renunciar às suas funções. Os dois tinham sido eleitos pelo parlamento por proposta do PS.

José João Abrantes, juiz do Tribunal Constitucional desde julho de 2020 e presidente desde abril de 2023, comunicou há um mês que decidiu renunciar às funções com efeitos a partir da posse do seu substituto, por “razões pessoais e institucionais”.

Se a renúncia de José João Abrantes tivesse tido efeitos imediatos, os atuais 11 juízes do Tribunal Constitucional teriam de eleger um novo presidente. Assim, essa eleição só ocorrerá com a nova composição do tribunal, com 13 juízes.

Nos termos da Constituição, o Tribunal Constitucional é composto por 13 juízes, sendo dez designados pela Assembleia da República e os outros três cooptados por estes. Dos 13, seis são obrigatoriamente escolhidos de entre juízes dos restantes tribunais e os demais de entre juristas.

Os juízes do Tribunal Constitucional são designados por um período de nove anos, contados da data da posse, mas apenas cessam funções com a posse do juiz designado para ocupar o respetivo lugar, salvo situações como a renúncia.

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Revisão Constitucional. BE pede audiência a Seguro

Pureza exige audiência a Seguro para manifestar a sua "extrema preocupação" com projeto de revisão constitucional do Chega e critica Aguiar-Branco por prescindir das suas "obrigações constitucionais".

© JOÃO RELVAS/LUSA

O anúncio aconteceu um dia depois de o Parlamento ter votado e rejeitado um recurso apresentado pelo PS sobre a decisão do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, relativo ao projeto do Chega de revisão constitucional, no qual os socialistas pretendiam que o processo de admissão fosse concluído
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Ferro nega decisão igual à de Aguiar-Branco

O atual presidente do Parlamento, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou que Ferro Rodrigues tomou idêntica posição à sua em matéria de processo de revisão constitucional e também perante projeto do Chega.

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

Numa mensagem enviada à agência Lusa, Ferro Rodrigues diz que "o senhor presidente da Assembleia da República faltou à verdade"
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Ferro nega decisão igual à de Aguiar-Branco

O atual presidente do Parlamento, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou que Ferro Rodrigues tomou idêntica posição à sua em matéria de processo de revisão constitucional e também perante projeto do Chega.

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Numa mensagem enviada à agência Lusa, Ferro Rodrigues diz que "o senhor presidente da Assembleia da República faltou à verdade"
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6h. Ferro Rodrigues nega decisão idêntica à de Aguiar-Branco

Ferro Rodrigues nega ter tomado posição idêntica num processo de revisão constitucional em 2020, depois da acusação de Aguiar-Branco. No desporto, a seleção portuguesa parte hoje para os EUA.

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Livre pediu audiência com Seguro sobre projeto do Chega

A líder parlamentar do Livre considerou "inadmissível" o chumbo do recurso do PS pela direita, e afirmou que o prolongamento do prazo da revisão constitucional é uma "golpada constitucional".

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Isabel Mendes Lopes lamentou que a decisão da direita parlamentar tenha dado razão à posição de Aguiar-Branco
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Aguiar-Branco admite recurso do PS sobre projeto Chega

De acordo com o PS, o projeto do Chega de revisão constitucional, ao contrário do que foi decidido por José Pedro Aguiar-Branco, tinha de ser admitido ou não admitido pelo presidente da AR.

© ANTONIO COTRIM/EPA

A posição do PS contra a decisão de Aguiar-Branco foi também acompanhada pelo Livre
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